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quarta-feira, 9 de outubro de 2024

Como pequenos gastos podem prejudicar suas finanças?

De acordo com dados do Serasa, o país já conta com mais de 72 milhões de pessoas endividadas


 

O Brasil enfrenta um desafio crescente no campo das finanças pessoais. De acordo com o Mapa de Inadimplência e Renegociação de Dívidas do Serasa, divulgado este mês, o país já conta com mais de 72 milhões de pessoas endividadas.

 

Esse dado alarmante reflete o impacto de pequenas despesas diárias que, embora pareçam insignificantes, podem comprometer seriamente o orçamento familiar. Diante desse cenário, é fundamental compreender os principais fatores que levam ao endividamento e adotar práticas mais conscientes de consumo.


 

Pequenos gastos e seus impactos


Muitas vezes, as pessoas subestimam o impacto dos pequenos gastos do dia a dia, como um café na padaria ou uma saída não planejada para o restaurante. Esses valores, somados ao longo do mês, podem comprometer uma parcela significativa do salário, prejudicando o planejamento financeiro. 

 

Como destaca André Minucci, mentor de uma empresa de treinamentos, "a chave para o sucesso financeiro é o equilíbrio e a consciência. Pequenas mudanças no cotidiano podem fazer uma grande diferença no orçamento."

 

Minucci exemplifica que gastos extras, como uma saída de fim de semana não prevista, podem gerar dívidas se não forem planejados. "Se eu gasto R$300 em um restaurante e não estava preparado para isso, posso acabar recorrendo ao cartão de crédito ou ao cheque especial, o que é prejudicial." 

 

O hábito de consumir sem planejamento, muitas vezes motivado pelo desejo de satisfação imediata, leva as pessoas a buscarem soluções rápidas, como crédito fácil, sem considerar as consequências futuras.


 

Como economizar e melhorar o orçamento


O primeiro passo para melhorar as finanças pessoais é realizar uma análise minuciosa dos gastos mensais. Segundo Minucci, muitas pessoas gastam além de suas possibilidades buscando prazeres momentâneos, como presentes ou refeições fora de casa, sem pensar no impacto de longo prazo. Ele enfatiza que "esses momentos de alegria passageira podem gerar dívidas, que trazem tristeza no futuro, pois o dinheiro utilizado não estava disponível no orçamento."

 

Para evitar essa armadilha, a dica do especialista é simples: planejamento. "Deixe o cartão de crédito em casa e leve apenas o valor necessário para aquela saída, seja R$100, R$200 ou até R$1.000, dependendo do seu limite. Assim, você evita gastar além do que pode." O controle das finanças envolve, portanto, um planejamento rigoroso dos gastos, especialmente daqueles que envolvem lazer, alimentação fora de casa e presentes não programados.

 

Além disso, é essencial definir metas financeiras claras, que ajudem a manter o foco nos objetivos de longo prazo. Isso inclui reservar uma parte do salário para poupança ou investimento, criando uma reserva de emergência que possa cobrir despesas imprevistas, sem recorrer a empréstimos ou crédito. Uma boa regra é destinar pelo menos 20% da renda mensal para poupar e investir. 

O controle das finanças pessoais é um desafio para milhões de brasileiros, mas com pequenas mudanças no comportamento de consumo, é possível reverter essa situação. Como destaca André Minucci, o planejamento é a chave para alcançar o equilíbrio financeiro. “Controlar os gastos, evitar o uso indiscriminado do cartão de crédito e manter um planejamento rigoroso são passos essenciais para uma vida financeira mais saudável e sustentável”, diz. 


Expectativas do Dia das Crianças para o Varejo


Datas comemorativas são essenciais para as expectativas de vendas dos varejistas e o Dia das Crianças é uma dessas datas. Os lojistas estão com uma expectativa de faturação de R$ 254 milhões, acima da aposta de 2023, que foi de R$ 245 milhões, quase 4% de alta, de acordo com uma pesquisa do Sindilojas Porto Alegre. 

52,3% dos consumidores pretendem comprar brinquedos, sendo: boneca liderando com 46%, carrinho (22%), bola (15%), jogos (13,5%) e boneco de super-herói (6,5%), conforme o levantamento comandado pelo Núcleo de Pesquisa do sindicato. 

Em contrapartida, roupas ganham espaço marcando 49,3% das intenções, sendo um aumento de 7% em comparação a 2023. Calçados 14,8%, já bicicleta, patinete, skate são indicados por 7%. Cosméticos e perfumaria (5%) e livro (3,3%). 

Gostaria de sugerir a VarejOnline, plataforma especializada em tecnologia para o varejo, que trabalha para atender às principais demandas administrativas e operacionais deste setor, onde William Santos, Diretor Comercial poderá falar sobre as expectativas do mercado e como melhorar a experiência do cliente.


Automação no varejo e a integração com a estratégia omnichannel

pexels
Diferentes formas de alcançar o mesmo objetivo 

 

Com o avanço tecnológico, o varejo tem enfrentado uma transformação sem precedentes. As exigências dos consumidores por experiências de compra mais rápidas e integradas, aliadas à crescente competição entre os canais de vendas, têm pressionado as empresas a buscarem soluções mais eficientes. Nesse cenário, a automação surge como uma das principais ferramentas para garantir que as demandas dos consumidores sejam atendidas de forma ágil e eficaz. Por isso, discutir como a automação e o omnichannel estão moldando o futuro do varejo é essencial para entender o caminho que o setor está trilhando. 

De acordo com Rafael Ribas, country manager da Solux Tech, "a automação e o omnichannel não são apenas tendências, mas necessidades para o futuro do varejo." A combinação dessas duas estratégias permite uma operação mais eficiente e uma experiência mais personalizada, integrando o ambiente físico e digital. Isso garante ao cliente uma jornada de compra sem interrupções, independentemente do canal utilizado, seja online, seja em uma loja física. 

A automação comercial também tem sido fundamental para otimizar processos internos, como a gestão de estoque e auditorias de loja, além de oferecer suporte em decisões de compra por meio de inteligência artificial e machine learning. Segundo Ribas, a análise de dados em tempo real ajuda as empresas a prever a demanda e ajustar suas operações de acordo, resultando em maior eficiência e uma melhor experiência ao cliente. 

Além disso, a estratégia omnichannel, quando combinada à automação, permite que os consumidores transitem facilmente entre os diferentes canais de uma marca, como comprar online e retirar na loja. Esse tipo de integração, destaca Ribas, "não só melhora a satisfação do cliente, como também fortalece a fidelidade à marca." 

Com a automação comercial os custos operacionais são reduzidos, permitindo uma experiência mais fluida, o retorno sobre o investimento também se torna mais otimizado. Empresas que adotarem essas práticas estarão mais preparadas para enfrentar as mudanças do setor e atender às expectativas crescentes dos consumidores. 



Solux

Rafael Ribas - Country Manager
@soluxpos.brasil
@ribasrafael
rafael@solux-tech.com
www.solux-tech.com.br
Rua Vicente de Carvalho, 426, LJ3, Cajuru, Curitiba-PR


A mulher que perde seu bebê também é mãe

Há poucos anos, instituiu-se 15 de outubro como o Dia da Conscientização da Perda Gestacional e Neonatal, tendo em vista a necessidade de humanizar os serviços de saúde prestados às mulheres que perdem seus filhos na gravidez ou após o parto, e de quebrar o tabu em torno do assunto. 

Ainda hoje, dois motivos contribuem para que esse luto seja invisibilizado. O primeiro é o próprio fato de envolver a morte de bebês, que são seres associados à inocência e pureza; por isso, costuma gerar um incômodo em alguém que venha a pensar que algo ruim possa lhes acontecer, reduzindo conversas acerca do tema. A segunda razão é que o tempo curto de convívio entre as famílias e os filhos falecidos causa um engano de que a dor delas é menor em relação às pessoas que perderam os filhos mais tarde. 

Pelas situações apontadas, é comum que as mulheres não tenham seus sentimentos devidamente compreendidos – e isso torna seu luto ainda mais complicado. Entretanto, à medida que o tema é cada vez mais discutido e a sociedade se torna sensibilizada a respeito da importância de se preparar para acolher quem teve sua maternidade prematuramente interrompida, a esperança é de, no futuro, proporcionar um tratamento mais empático e respeitoso com as mães enlutadas. 

Neste sentido, é essencial que os protocolos médicos reservem locais separados para mães que perderam seus bebês e mães que estão amamentando, além de oferecer apoio psicológico. Mas os cuidados não terminam aí. Essas mulheres enlutadas e seus companheiros também precisam de parentes e amigos aptos a entenderem a condição delicada em que se encontram, pois nada é mais agravante para quem está sofrendo do que ouvir frases que banalizem sua dor. Isso somente adiciona uma camada de desamparo e solidão ao árduo caminho após a perda. 

Reconhecer como mãe a mulher geradora de uma vida, independentemente de quanto ela durou, é um gesto de generosidade que lhe concede o direito de compartilhar com o mundo o seu amor.  

 

Flavia Camargo - advogada por formação e escritora. Já lançou seis livros, inclusive “Quatro Letras”, uma autobiografia que acolhe mulheres enlutadas e narra a dor de perder um filho prematuramente.


Epidemia do azar: 52 milhões de brasileiros já fizeram apostas on-line

Mercado de bets pode crescer 16% até 2027, mas já é uma preocupação entre os varejistas pois a renda do consumidor destinada a despesas essenciais têm sido 'desviada' para essas plataformas, segundo estudo do IDV apresentado em reunião do Conselho Consultivo da ACSP

 

 

Dentro dos ônibus, nas redes sociais, expostas em camisas de times de futebol. As apostas esportivas on-line, as famosas bets, cresceram rapidamente na vida dos brasileiros e passaram a fazer parte do cotidiano dos consumidores. Segundo o Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV), 52 milhões de consumidores adultos já fizeram apostas esportivas on-line. 

Destes, 25 milhões começaram a fazer apostas nos sete primeiros meses de 2024. De acordo com Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV, na reunião do Conselho Consultivo da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), realizada na última sexta-feira (04/10), o Brasil vive hoje uma "epidemia do azar", expressão que nomeia o estudo realizado pelo instituto sobre o assunto. Isto porque muitos brasileiros têm investido nessas plataformas um dinheiro que iria para despesas essenciais.

Outro levantamento, do Instituto Locomotiva, mostra que 51% dos brasileiros utilizam, nesses sites de apostas, dinheiro que pouparam no final do mês. Outros 48% usam o que era para ser gasto em bares e restaurantes e, 41%, para compra de roupas e acessórios.

Já a pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC) com a AGP revela que 19 milhões de brasileiros afirmam que já usaram dinheiro destinado a outras coisas importantes em sites de apostas.

63% dos brasileiros afirmam que já tiveram parte da sua renda comprometida com apostas. Além disso, 66% dos consumidores que já ganharam em apostas esportivas usaram ao menos uma parte do valor para apostar de novo.

As famílias de baixa renda são as mais afetadas, já que 79% dos apostadores são das classes sociais C, D e E, enquanto 21% são das classes A e B. Segundo dados do Banco Central divulgados em agosto, 5 milhões de beneficiários do Bolsa Família enviaram cerca de R$ 3 bilhões via Pix para plataformas de apostas. 

Com isso, um alerta vermelho se acende no varejo, já que parte da renda que iria para atividades básicas como compras em restaurantes, delivery, contas, ou até mesmo para roupas e acessórios estão sendo utilizados em sites de apostas.

Para Gonçalves, do IDV, além de essas famílias deixarem de investir em gastos essenciais, as apostas nestas plataformas acendem também um alerta para problemas na saúde mental, assim como para a inadimplência.

A pesquisa do Instituto Locomotiva aponta ainda que 30% dos brasileiros que fazem apostas on-line já tiveram prejuízo nas relações pessoais por conta delas. Além disso, 42% afirmam que utilizam as apostas para escapar de problemas ou pensamentos negativos. E 67% dos entrevistados afirmam que conhecem pessoas viciadas em apostas.

Outro problema destacado pelo presidente do IDV é o rápido crescimento dessas plataformas de apostas, que entraram no Brasil em 2018 e hoje representam grande parte dos gastos com propaganda. Enquanto em 2023 essas empresas investiram R$ 1,31 bilhão em publicidade, em 2024, estima-se que foram investidos R$ 2 bilhões em anúncios.

Além disso, uma pesquisa da PWC/CETIC mostra que 68% dos brasileiros afirmam que tiveram influência em propagandas, anúncios, ou patrocínio em camisetas de times de futebol para apostar. 

Além de apresentar pesquisa sobre bets, ACSP,
Procon-SP e IDV constituiram a Câmara Setorial do Comércio para
prevenir e solucionar questões que afetam varejistas e consumidores

Segundo Gonçalves, é preciso que as publicidades dessas plataformas tenham as mesmas restrições de outras atividades viciantes, como tabaco e bebidas alcoólicas e, dessa forma, controlem essa 'massa' de anúncios.

A pesquisa ainda revela que o investimento em bets já equivale ao PIB dos principais setores econômicos, chegando em 2024 ao valor parcial de R$ 1,74 bilhão, enquanto o mercado automotivo representa, por exemplo, R$ 1,33 bilhão. O mercado de bets pode crescer 16%, atingindo R$ 176 bilhões até 2027.

Além da preocupação com plataformas de apostas on-line, Gonçalves alerta para o perigo da aprovação da PL 2234/2022, que dispõe sobre a exploração de jogos e apostas em todo o território nacional, pois abre margem para atividades como as que estão acontecendo em Campina Grande, onde há uma grande loja em que os apostadores podem ir jogar. 


O QUE PODE SER FEITO

Para lidar com essa epidemia, Gonçalves destacou uma série de ações necessárias, como a taxação de impostos semelhantes à de outros vícios, como tabaco e bebidas alcoólicas, que podem ultrapassar 80% do valor final do produto, assim como restrições do uso do Bolsa Família, através do CPF, em qualquer plataforma de aposta, por qualquer modalidade de pagamento. Outra seria a obrigatoriedade de as bets custearem as despesas de saúde sobre a ludopatia, doença do vício em jogos.

Além disso, o presidente do IDV destacou a necessidade da antecipação da proibição de cartão de crédito em qualquer tipo de aposta, medida tomada pela Associação Brasileira das Empresas de Cartão de Crédito (Abecs), na última semana.

Roberto Mateus Ordine, presidente da ACSP, destacou também a importância de as plataformas on-line serem regulamentadas, uma vez que hoje elas crescem rapidamente, mas não possuem regras adequadas.

Ao lado de Fábio Pietro de Souza, secretário da Justiça do Estado de São Paulo, e Luiz Orsatti Filho, diretor do Procon-SP, destacou que, desde o final de 2023, o órgão criou uma comissão para Jogos e Apostas, com o objetivo de discutir exclusivamente essa questão uma vez que o apostador é um consumidor.

Dessa forma, há um processo de divulgação dos direitos dos consumidores nessas plataformas, o processo de crédito irresponsável para apostadores e orientações sobre educação financeira.

Além disso, Orsatti destacou que através dessa comissão já encontrou diversas ações no mercado que podem ser objeto de atuação por propaganda enganosa, e destacou a importância dessa regularização. Como exemplo, citou empresas do ramo que são registradas como micro e pequenas, porém arrecadam muito mais do que as dessas categorias.


CÂMARA TÉCNICA SETORIAL DO COMÉRCIO

Durante a reunião, foi assinada a criação da Câmara Técnica Setorial do Comércio entre ACSP, Procon-SP e IDV, que tem como objetivo discutir, prevenir e resolver problemas coletivos do setor que afetam varejistas e consumidores - como é o caso das bets. Assim, a Câmara Técnica pode auxiliar os empresários em uma única sessão, evitando desgastes e mantendo o relacionamento entre fornecedores, consumidores e empreendedores.

O objetivo da Câmara é ser um canal institucional de comunicação para o setor, possibilitando um maior número de atendimentos aos empresários para facilitar a resolução de demandas.

Além do presidente Ordine e dos representantes da Secretaria de Justiça e Cidadania de São Paulo, do Procon e do IDV, participaram da solenidade o superintendente de Serviços Institucionais da ACSP Renan Luiz Silva, e o membro do Conselho Consultivo da entidade Alfredo Veloza.





FOTOS: Freepik e Alan Silva


Rebeca Ribeiro
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/epidemia-do-azar-52-milhoes-de-brasileiros-ja-fizeram-apostas-on-line


O que devemos saber ao abrir um negócio?


Existe uma parcela da população que acredita naquela história de que abrir um negócio é a forma mais fácil de ganhar dinheiro, pois vai ser seu e você será o dono, ou seja, você é seu próprio chefe e não tem que ficar aguentando outros lhe dizendo o que tem que fazer, poderá tomar as próprias decisões e fazer o que bem entender. Em partes, isso é verdade, mas se não forem as decisões corretas, o seu projeto pode acabar mais rápido do que começou e você precisará arcar com todas as responsabilidades.

Em tempos de desemprego, muitos ingressam neste mundo dos negócios não por opção ou vocação, mas por enxergarem nessa possibilidade o único caminho. O relatório do Global Entrepreneurship Monitor (GEM) de 2019, resultado da parceria entre o Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade e o Sebrae, mostra que 88,4% dos empreendedores iniciais afirmaram que abriram uma empresa para ganhar a vida porque os empregos são escassos.

Quando uma pessoa opta por esse caminho, é importante saber que gerir um negócio próprio não é a mesma coisa que ser empregado, tipo CLT, aliás, é bem diferente. Neste último caso, o colaborador é normalmente demandado a fazer coisas e tem sua renda garantida ao final do mês, enquanto que quem abre seu próprio negócio tem que “ir caçar o leão”, não pode esperar de braços cruzados alguém vir comprar seu produto ou contratar seus serviços.

Neste sentido, uma ferramenta que ajuda na gestão do negócio, são os OKRs - Objectives and Key Results (Objetivos e Resultados Chaves) -, pois incentivam o alinhamento constante, geram foco e clareza, e um maior engajamento dos colaboradores. Todos esses são fatores cruciais para aumentar a probabilidade de atingir resultados extraordinários, não importa o porte da empresa ou segmento de atuação, e também para quem se aventura em um negócio próprio por necessidade.

E o que você deve considerar quando ingressa nesse mundo? Seguindo o que determinam os OKRs, vem o objetivo. Avalie as prioridades, trace os objetivos e planeje detalhadamente as ações necessárias para alcançá-los sem perder o foco. Mantenha em mente o propósito que deseja alcançar. Ajustes são sempre necessários e os OKRs, não só permitem que sejam feitos, como entendem que devem ocorrer periodicamente, como a cada três meses.

Por fim, e não menos importante, mantenha o engajamento dos colaboradores que você contratar para fazerem parte do seu time, mesmo que isso seja feito à distância, como ocorre com frequência atualmente, diante dos modelos de trabalho híbrido e home office. É preciso que todos estejam alinhados com a estratégia da empresa e saibam exatamente o que precisam fazer para contribuir com os resultados do negócio.

Hoje em dia, a gestão por OKRs é cada vez mais uma opção acertada no gerenciamento dos negócios, seja pela natural rapidez com que as coisas mudam ou pelas tecnologias que abrem novas possibilidades constantemente e em todos os segmentos, o que impõe ajustes constantes nos planos de estratégia. O fato é que abrir um negócio de fato pode até ser fácil, o difícil mesmo é mantê-lo vivo, saudável e funcionando bem.
 

 

Pedro Signorelli - um dos maiores especialistas do Brasil em gestão, com ênfase em OKRs. Já movimentou com seus projetos mais de R$ 2 bi e é responsável, dentre outros, pelo case da Nextel, maior e mais rápida implementação da ferramenta nas Américas. Mais informações acesse: http://www.gestaopragmatica.com.br/


Desigualdade e fluxos migratórios testam nossa humanidade

Divulgação
 Marcos Frizzo
A globalização não diminuiu os abismos econômicos e tecnológicos no mundo. Pelo contrário, a desigualdade acelerou na última década, condenando algumas populações à realidade de uma herança de exclusão. 

A miséria hereditária não é apenas a falta de oportunidades, ela vem acompanhada da má nutrição e da violência na infância, condições que marcam o sistema nervoso dos indivíduos. A pobreza extrema gera cicatrizes biológicas que podem ser transmitidas de pais para filhos. Além disso, hepatite C, tuberculose resistente, doenças sexualmente transmissíveis, entre outras patologias, avançam em populações marginalizadas. 

Na busca por melhores condições de vida, pessoas se sujeitam a perigosas travessias, e correntes migratórias aumentam, tanto no hemisfério Norte quanto no Sul. Dispostos a atravessar o Mediterrâneo ou a selva de Darién, os migrantes não levam apenas seus sonhos, carregam também as mazelas da sua privação. Entregam suas vidas nas mãos de contrabandistas e, muitas vezes, acabam como vítimas dos traficantes de seres humanos. Mesmo aqueles que cruzam a fronteira brasileira, atraídos por uma proposta de trabalho, podem desaparecer na clandestinidade, vítimas do trabalho escravo. 

A repatriação forçada ou cercas de arame farpado não impedirão os fluxos migratórios daqueles que fogem dos bolsões de pobreza. É da natureza humana fugir da dor e do sofrimento. O planeta está repleto de janelas por onde excluídos idealizam um futuro melhor, mas não existem portas de acesso. 

Independentemente das leis de deportação e dos bloqueios nas fronteiras, a biologia humana continuará sofrendo ação da exclusão e da pobreza. A desigualdade de oportunidades, quando extrema e prolongada, tem consequências físicas e psicológicas. 

Uma reflexão sobre este cenário perverso é mais do que necessária. Antigos colonizadores precisarão revisitar o seu passado e considerar suas responsabilidades perante as migrações contemporâneas na intenção de encontrar meios para tornar o mundo melhor às pessoas de todos os lugares e nacionalidades.  

 

Marcos Emílio Frizzo - escritor, professor universitário, PhD em Neurociências e autor do livro “Contrabandistas de sonhos e traficantes de vidas”


Chegada do frio no hemisfério norte: esportes de neve exigem seguros de saúde mais completos

Gerada por IA - DALL-E Kaísa Romagnoli
Confira algumas recomendações para desfrutar com tranquilidade dessa experiência

 

A temporada de inverno está prestes a chegar no lado de cima do Planeta. Muitos de nós querem conhecer a neve e se arriscam em esportes mais radicais como esqui, patinação e snowboard. O Brasil ocupa a 9ª posição entre os países que mais gastam com viagens internacionais durante as festas de fim de ano e as férias escolares, segundo pesquisas da Mapping the Future of Global Travel and Tourism.

A busca por destinos frios, algo que não temos por aqui e experiências diferentes acaba trazendo também novos riscos, especialmente quando falamos de saúde. Lembro sempre do caso do Michael Schumacher, lendário piloto de Fórmula 1. Em 2014, ele sofreu uma lesão enquanto esquiava, mesmo sendo um atleta experiente. Esse episódio me faz refletir: se um profissional de alta performance pode se acidentar em atividades comuns de inverno, como esqui e patinação, o que dizer de nós, viajantes ocasionais?

Outro caso recente foi de uma brasileira chamada Claudia Celada, que contraiu uma bactéria rara e desenvolveu botulismo enquanto fazia um intercâmbio em Aspen, nos EUA. Segundo a irmã da moça, a conta do hospital pode chegar a R$2 milhões de dólares, fora o valor do traslado num avião especial para o Brasil.

Em minha experiência com saúde nos Estados Unidos, sei que a verdade é que qualquer um está sujeito a imprevistos, especialmente em climas, comida e atividades fora da nossa zona de conforto. E é por isso que não podemos abrir mão de contratar um seguro saúde antes de embarcar.

O seguro saúde em viagens é um item indispensável. Você adquire uma apólice antes de viajar, e, caso algo aconteça, os custos médicos serão cobertos conforme o plano escolhido. Existem diferentes níveis de cobertura, desde os mais básicos, que incluem apenas emergências médicas, até os mais completos, que cobrem consultas, exames e até o retorno antecipado para casa em casos graves. Mas lembre-se, a escolha do seguro deve ser feita com muito cuidado, especialmente se a viagem inclui atividades de risco, como esportes de inverno, ou destinos com climas extremos.

Outro aspecto que precisamos estar atentos diz respeito sobre a duração da viagem. Se for uma viagem mais longa, a cobertura deve incluir despesas hospitalares mais extensas e até repatriação. O planejamento antecipado, com todos esses detalhes, é a chave para uma viagem tranquila e sem surpresas desagradáveis. Procure um agente especializado e peça para calcular todos os riscos. Nesse caso, pode ter certeza, que prevenir vai ser muito mais barato que remediar.

Viajar é uma das melhores experiências, não é mesmo? Com aumento do turismo internacional nos próximos meses, incluir o seguro saúde no planejamento é garantir a tranquilidade necessária para curtir cada momento sem preocupações. Afinal, ninguém quer que uma viagem dos sonhos vire um pesadelo por falta de precaução. 

 

Alexandre Bacci - profissional com mais de 20 anos de experiência, especialista em desenvolvimento e gestão de negócios. Sua expertise inclui planejamento estratégico, desenvolvimento de negócios e finanças, com destaque na direção de iniciativas comerciais, de marketing e vendas de alto impacto, passando por empresas renomadas no mercado nacional e internacional. Possui certificações em Gestão Executiva, Análise de Crédito, Geração de Leads e Gestão de Alto Desempenho. Atualmente, facilita o acesso de brasileiros a planos de saúde e serviços médicos nos EUA.


Vai contratar um seguro? Confira orientações essenciais para escolher a melhor cobertura

Crédito rawpixel.com no Freepik
Especialista revela pontos importantes para se atentar nas coberturas de vida, veicular, residencial e empresarial 

 

Muito além da proteção contra imprevistos; seguro é sobre tranquilidade e planejamento. Seja para pessoas físicas ou jurídicas, quem não quer dormir em paz sabendo que, se algo der errado, terá um suporte confiável para resolver a situação? O especialista em seguros, André Oliveira, CEO da CredFácil, explica que ao assegurar sua vida, carro ou empresa, você está garantindo estabilidade futura. "O que antes era apenas uma prevenção, agora é sinônimo de proteção dos seus bens e bem-estar. Seja um plano de saúde, dental, veicular ou outro, ter um resguardo é essencial para um planejamento financeiro sólido, tanto pessoal quanto profissional", ressalta.

Hoje em dia existem seguros para quase tudo! A melhor parte é que conseguem atender a diferentes perfis e necessidades. Quer saber quais são os mais procurados e o que você deve ficar de olho antes de assinar o contrato? Então, dá uma olhada na lista abaixo:


Plano de saúde x Seguro de vida 

Esses dois tipos de serviços, apesar da similaridade, oferecem coberturas diferentes. Enquanto o plano de saúde cuida de despesas médicas que incluem: consultas, exames, tratamentos e cirurgias. O de vida engloba proteção financeira em caso de morte ou invalidez do segurado, garantindo um benefício aos familiares e dependentes indicados.

"Importante entender que um não substitui o outro porque eles oferecem flexibilidades diferentes. Por exemplo, o plano de saúde pode reembolsar parte das despesas em redes credenciadas, mas não oferece indenização para imprevistos. E o titular não tem controle sobre como o valor é usado porque ele só cobre consultas e tratamentos. Enquanto o outro é uma opção mais completa, porque a indenização pode ser utilizada para qualquer necessidade. Antes de assinar, leia com atenção o que o contrato está oferecendo para evitar surpresas.", explica André.


Seguro veicular

Em resumo, o seguro para carros protege você contra perdas financeiras em caso de acidentes, roubos, furtos ou danos causados a terceiros. Mas o interessante é que você pode personalizar o serviço com coberturas extras, como proteção contra enchentes ou outros eventos específicos. A ideia é garantir a segurança das suas economias e trazer aquela tranquilidade no dia a dia, evitando surpresas desagradáveis e prejuízos inesperados.

"Antes de concluir a segurança do seu carro, pense na frequência com que usa o seu automóvel, se costuma dirigir sozinho ou com passageiros. Avalie cuidadosamente o que esse benefício está oferecendo, especialmente as coberturas extras, para garantir que você tenha uma proteção vantajosa. E não esqueça de entender como a assistência funciona, por exemplo, se ela está disponível 24 horas por dia", orienta o especialista.


Residencial

Quem não quer ter a tranquilidade de uma casa protegida, não é? Na sua forma mais básica, o seguro residencial tem a missão de proteger contra incêndios, quedas de raios e explosões. Mas, atenção: alguns detalhes precisam ser analisados. Por exemplo, se um raio cair no seu terreno e queimar seus equipamentos, ou se houver danos por oscilações de energia, essas situações podem não estar cobertas. Além disso, muitas seguradoras oferecem serviços adicionais como eletricista, chaveiro e pequenos reparos.

"O preço é calculado com base no valor da estrutura física da casa e dos bens que você tem dentro dela. Mas é importante ficar de olho no contrato para evitar surpresas, como os chamados riscos excluídos, que são situações em que a seguradora não se responsabiliza. Os exemplos mais comuns são furtos sem sinais claros de invasão, defeitos na estrutura do imóvel ou problemas causados por falhas na construção”, explica Oliveira.

Destacam-se neste benefícios a cobertura das seguintes situações: Incêndios causados por explosão de aparelhos ou quaisquer substâncias (e não somente o gás de cozinha, constante na cobertura básica); Terremotos; Vendavais; Destelhamentos; Danos na parte elétrica; Alagamentos ou enchentes; Queda de aeronaves; Acidentes provocados por veículos que venham a danificar o imóvel; e  Responsabilidade civil, para o caso de acidentes com terceiros no interior da residência.  


Empresarial

O seguro para empresas ou corporativo garante a cobertura contra diversos riscos que podem comprometer o funcionamento e a saúde financeira do seu negócio. Ele protege o patrimônio da empresa, incluindo o imóvel, equipamentos, estoques, e até a responsabilidade civil, em casos de danos a terceiros. Além disso, pode cobrir eventos como incêndios, roubos, desastres naturais, e interrupções nas operações. 

"De acordo com a Superintendência de Seguros Privados (Susep), esse benefício é feito para proteger atividades comerciais, industriais e de serviços, além de imóveis não residenciais. Ele é semelhante ao residencial, mas é importante ficar atento às cláusulas do contrato. Se precisar acionar a seguradora, ela vai ajudar a reparar os prejuízos, mantendo sua empresa operando ", esclarece.

Coberturas mais comuns encontradas nessa proteção: Incêndio e explosão; Subtração de bens e mercadorias; Responsabilidade civil empregador; Desmoronamento, entre outros.

Você também pode encontrar assistências inclusas no contrato dependendo da seguradora, sendo assim, antes de fechar contrato, questione se todas as suas necessidades estão sendo atendidas. Entre as mais solicitadas estão: encanador, eletricista, chaveiro, ar-condicionado e vidros. 


Seguro x Proteção Veicular

O seguro automotivo é regulamentado pela Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e segue normas específicas que garantem a segurança e os direitos do consumidor, além de possuir coberturas mais amplas como danos ao próprio veículo, terceiros, roubo, furto, incêndio, e até mesmo danos causados por fenômenos naturais. Também pode incluir assistência 24 horas, carro reserva, e cobertura de acessórios. Já a proteção é oferecida por associações ou cooperativas ligadas à segurança, que não são regulamentadas pela SUSEP e, nestes casos, a indenização vai depender das condições do fundo da associação e pode não ser garantida. "As seguradoras passam por rigorosas auditorias e fiscalização o que garante a solvência e o cumprimento das obrigações. Além disso, elas divergem também no preço, enquanto, sendo a proteção veicular com valor mais acessível", conta o especialista.


CredFácil

 

Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher: Reflexão e urgência no combate à violência de gênero

Internet


Neste 10 de outubro, o Brasil celebra o Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher, um momento de grande importância para a conscientização e o enfrentamento de uma realidade que afeta milhões de brasileiras todos os dias: a violência de gênero. A data, instituída em 1980, tem como objetivo dar visibilidade às mulheres vítimas de agressões e reforçar a necessidade de políticas públicas mais eficazes no combate a esse problema que atravessa gerações.

Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registrou, em 2023, mais de 1.400 feminicídios, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. Além disso, o número de mulheres vítimas de agressões físicas e psicológicas também apresentou crescimento. O cenário reflete a necessidade urgente de discutir não só a repressão aos crimes de gênero, mas também a prevenção e a criação de uma rede de apoio eficiente às vítimas.

Para a empresária e ativista dos direitos femininos, Cristina Boner, a luta contra a violência de gênero deve ser uma prioridade de toda a sociedade. "Ainda enfrentamos muitos desafios, desde a subnotificação dos casos até a falta de apoio adequado para as mulheres que buscam ajuda. A realidade é que muitas vítimas têm medo de denunciar ou não sabem a quem recorrer. Precisamos fortalecer redes de apoio, aumentar a conscientização e garantir que as mulheres tenham voz e, acima de tudo, proteção", afirma Boner.

A violência doméstica é uma das formas mais comuns de agressão contra a mulher, e os números continuam alarmantes. O levantamento "Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil", conduzido pelo Instituto Datafolha e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, revelou que 1 em cada 4 mulheres acima de 16 anos sofreu algum tipo de violência em 2022. Mais de 70% dessas agressões ocorreram dentro de casa, sendo os parceiros e familiares os principais agressores.

Cristina Boner destaca que a pandemia da COVID-19 intensificou o problema, tornando o ambiente doméstico mais perigoso para muitas mulheres. "O isolamento social acabou por agravar a situação de muitas mulheres que já viviam sob ameaça. Muitas ficaram presas em casa com seus agressores e não tinham para onde correr. É fundamental que o poder público ofereça mais canais de denúncia e proteção, além de campanhas que incentivem as vítimas a procurarem ajuda", alerta Boner.

A subnotificação ainda é um dos maiores desafios no combate à violência contra a mulher. Segundo o Atlas da Violência 2023, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, apenas uma pequena parcela das vítimas formaliza a denúncia. Muitas temem represálias ou não acreditam que a Justiça irá proporcionar uma solução.

"É assustador pensar que a maioria das vítimas de violência não denuncia. Precisamos criar um ambiente de acolhimento e garantir que essas mulheres tenham acesso à proteção sem medo de serem re-vitimizadas. É fundamental que todos os setores da sociedade estejam engajados nessa luta, desde o governo até as empresas privadas", ressalta Cristina Boner.

Nos últimos anos, o Brasil tem avançado em algumas áreas com legislações específicas, como a Lei Maria da Penha, que completou 17 anos em 2023. No entanto, especialistas apontam que é preciso ir além. A empresária Cristina Boner reforça a importância de medidas mais efetivas: "Precisamos de políticas públicas mais abrangentes, que incluam desde a educação até o apoio psicológico às vítimas. A prevenção deve começar cedo, nas escolas, ensinando sobre respeito e igualdade de gênero."

Ela ainda lembra que a luta contra a violência à mulher não é apenas uma questão de governo, mas de toda a sociedade. "Cada um de nós tem um papel nessa batalha. As empresas podem oferecer programas de apoio às suas funcionárias, e a sociedade civil pode contribuir com ações de conscientização. Não podemos esperar que só o Estado resolva um problema tão enraizado em nossa cultura."

Em 2023, o estudo “Mulheres Brasileiras e Gênero nos Espaços Públicos e Privados”, realizado pela Fundação Perseu Abramo, mostrou que o medo de serem vítimas de violência física e sexual é uma constante na vida de muitas mulheres. Além disso, a pesquisa apontou que mais de 40% das entrevistadas já sofreram algum tipo de assédio ou violência no ambiente de trabalho, o que demonstra que a questão vai além do ambiente doméstico.

Diante de dados tão alarmantes, Cristina Boner faz um apelo: 

"O Dia Nacional de Luta Contra a Violência à Mulher é um momento para refletirmos sobre o que ainda precisa ser feito. A violência de gênero é uma questão de todos nós, e só com esforço conjunto poderemos construir uma sociedade mais justa e segura para as mulheres."

O 10 de outubro é um dia de conscientização, mas também de ação. A violência contra a mulher, em suas diversas formas, continua sendo uma grave violação dos direitos humanos, e o caminho para erradicá-la passa por políticas públicas eficazes, educação, e principalmente, por uma mudança cultural profunda. O testemunho de especialistas como Cristina Boner reforça a necessidade de mais proteção e apoio às vítimas, enquanto dados de pesquisas recentes evidenciam que ainda há muito a ser feito. 



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Cristina Boner (@cristina.boner) • Fotos e vídeos do Instagram

 

Como profissionalizar empresas familiares?

 

O sucesso ou insucesso de qualquer negócio dependerá de uma série de variáveis relacionadas à sua gestão. Isso faz com que muitos busquem métodos e estratégias de profissionalização de suas operações visando seu crescimento contínuo. No caso das empresas familiares, muitas costumam trazer executivos experientes que contribuam com seus conhecimentos para remodelar os processos e alavancar a marca em seu segmento – algo que pode ser completamente benéfico neste objetivo, desde que certos cuidados sejam devidamente compreendidos.

Hoje, cerca de 90% das empresas em nosso país são familiares, conforme dados do IBGE. Delas, 60% almejam expandir suas operações para novos mercados, junto com 51% que desejam lançar produtos e serviços cada vez melhores, segundo outras informações compartilhadas pela PwC. Tamanha ambição é normal de ser vista em qualquer empreendedor em algum momento de sua trajetória e, muitos casos, acaba virando a chave em suas visões da compreensão da importância da profissionalização perante essas conquistas.

Normalmente, existem três grandes motivadores desta profissionalização: quando a empresa se encontra em dificuldades financeiras e enxerga, neste processo, a saída para evitar o fechamento de suas portas e se reestruturar economicamente; por decisão do próprio empresário ao pensar na sucessão do seu negócio, entendendo que seus herdeiros podem não estar devidamente preparados para assumir seu posto; ou no desejo de realiza uma fusão ou aquisição, onde a vinda de um executivo é de extrema importância para assegurar este procedimento com responsabilidade e êxito.

Independente do fato gerador da profissionalização, a chegada deste talento representará mudanças significativas dentro do ecossistema empresarial, criando um espaço inexistente anteriormente que precisa ser devidamente preparado para que este possa assumir suas responsabilidades – as quais também precisam ser claramente conversadas e entendidas entre as partes para que não haja nenhum empecilho devido à falta de comunicação.

Uma pedra que costuma aparecer muito no caminho deste processo é a inflexão de certos empresários em renunciar a suas tarefas para este novo talento. Isso é algo que não pode existir na decisão de profissionalizar o negócio, visto que será preciso conceder e delegar grande parte de suas responsabilidades para o executivo. Afinal, seu papel será estratégico para o destaque competitivo e, sem o espaço adequado ou autonomia para exercer suas funções, o plano necessário para alavancar a marca terá dificuldades de sair do papel.

Por parte destes executivos, muitos deles acabam aceitando este desafio na busca por uma ressignificação de suas carreiras. Algo além, onde possam contribuir com suas expertises, conhecimentos e, dessa forma, se sentirem úteis na construção de uma marca de sucesso. Isso faz com que, por parte deles, seja preciso uma postura humilde na forma de se portar, compreendendo a posição que assumirá e prezando pela união com o empreendedor e todos os membros daquele ambiente.

Os conselhos são excelentes espaços para que estes empresários ocupem, no papel de provedor de informações, de forma que consigam continuar pilotando seus negócios ao mesmo tempo em que deixem ao executivo a responsabilidade, em si, da gestão da empresa.

É uma dinâmica complexa, que reforça a necessidade de um planejamento minucioso compreendendo a definição do papel que será desempenhado pelo executivo, evitando que se misture com as do empresário; e uma dose generosa de inteligência emocional por ambas as partes – de forma que o empresário saiba delegar e deixar certos ofícios, e que o executivo compreenda sua posição e até onde pode ir para atingir os objetivos estipulados.

São muitos questionamentos, mas todos válidos e essenciais para que não haja margem de dúvida sobre o que é esperado de cada um deles. Até porque, se não houver essa flexibilização por ambas as partes, qual o sentido de decidir profissionalizar sua empresa?

 

 Fernando Poziomczyk - sócio da Wide, consultoria boutique de recrutamento e seleção.


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Cid Moreira exclui filhos da herança em testamento e reacende disputa familiar

O caso gera debates sobre a legalidade da deserdação e os direitos de herdeiros necessários

 

O falecimento do apresentador Cid Moreira, aos 97 anos, reacendeu disputas familiares que já haviam ganhado atenção pública nos últimos anos. Com um patrimônio estimado em R$ 60 milhões, a questão sucessória ganha um novo capítulo com a revelação de um testamento que exclui seus filhos da herança. A decisão reacende discussões jurídicas sobre a validade e as implicações de uma deserdação no contexto sucessório brasileiro. 

A morte do jornalista Cid Moreira na semana passada (3/10), trouxe à tona as complexas disputas familiares que o envolveram nos últimos anos, com destaque para as ações judiciais movidas por seus filhos, Roger e Rodrigo Moreira. Ambos alegaram que a esposa de Cid, Fátima Sampaio Moreira, estaria dilapidando o patrimônio do pai, além de levantar questões sobre abandono afetivo. Agora, o debate sobre a divisão do patrimônio ganha outro enfoque diante da existência de um testamento deserdando os filhos. 

Segundo o advogado Kevin de Sousa, especialista em Direito de Família e Sucessões e sócio do escritório Sousa & Rosa Advogados, a exclusão de herdeiros necessários por meio de testamento, também chamada de deserdação, é uma medida legal prevista no Código Civil. Porém, essa exclusão só é possível em circunstâncias específicas e graves. "A deserdação deve ser baseada em razões legítimas, como atos graves praticados contra o testador, que incluem crimes contra a honra, a vida ou o abandono deliberado. Mesmo assim, os herdeiros deserdados têm o direito de contestar essa decisão judicialmente". 

No caso do apresentador, seus filhos já haviam movido ações judiciais contra ele e sua esposa, Fátima Sampaio Moreira, alegando abandono afetivo e má gestão do patrimônio. No entanto, essas alegações não foram acatadas pela justiça, resultando no arquivamento dos processos. A revelação do testamento que exclui os filhos do direito à herança reacende esse debate, principalmente porque, no Brasil, o direito à herança é considerado uma proteção fundamental para os herdeiros necessários, que incluem filhos e cônjuges. 

Sousa explica que "a justiça tende a ser rigorosa ao analisar testamentos que deserdam herdeiros necessários, justamente pela proteção que a legislação civil oferece a esses familiares. O abandono afetivo, por exemplo, pode gerar uma ação de indenização por danos morais, mas não é um motivo legítimo para excluir um herdeiro da sucessão." 

“Ainda que o testamento seja válido e atenda às exigências legais, Roger e Rodrigo têm o direito de questionar essa exclusão judicialmente. “A análise desses casos geralmente envolve uma investigação minuciosa dos fatos, das circunstâncias e das provas apresentadas. Esses processos costumam ser longos e complexos, com uma forte análise de questões patrimoniais e morais”, enfatiza.

 

Fonte: Kevin de Sousa - advogado civilista, mestre em Direitos da Personalidade, especialista em Direito de Família & Sucessões e sócio do escritório Sousa & Rosa Advogados.


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