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terça-feira, 16 de abril de 2024

Trabalho: INSS afastou mais de 27 mil trabalhadores em 2023, por lesões nas mãos

As mãos são os principais instrumentos de trabalho, afinal,
elas operam complexos maquinários, ferramentas e, por estarem
à frente de tudo, são as partes mais atingidas em acidentes de trabalho. 
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Membros são os mais atingidos por acidentes de trabalho, questão que é foco de campanha em abril; SBCM explica principais lesões

 

As mãos são os principais instrumentos de trabalho, afinal, elas operam complexos maquinários, ferramentas e, por estarem à frente de tudo, são as partes mais atingidas em acidentes de trabalho – questão essa que é foco de campanha em abril, mês marcado pelo Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho e o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes e Doenças do Trabalho (28/4).

 

Segundo dados do Ministério da Previdência Social, em 2023 foram concedidos 27.477 benefícios acidentários (por incapacidade temporária e permanente) envolvendo fraturas, amputações, ferimentos, traumatismo superficial, lesão por esmagamento e trauma de nervos, todos relacionados à mão e ao punho. O número é 8,4% maior do que o registrado em 2022 (25.333 benefícios).

 

“Não é incomum ver casos de trabalhadores que sofrem esmagamento e até amputação da mão durante a operação de alguma máquina, cortes graves com ferramentas, como serras, enfim, situações complexas que podem resultar em longo afastamento do trabalho, até a recuperação da lesão ou em sequelas que comprometam permanentemente a execução de determinadas tarefas”, fala o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Antonio Carlos da Costa.

 

Entre as principais causas que resultam em acidentes de trabalho envolvendo as mãos estão o desrespeito às normas de segurança; a utilização inadequada dos equipamentos de proteção individual; máquinas e ferramentas que não oferecem um nível de proteção adequado para o trabalho, além da falta de treinamento e informação correta sobre a execução do serviço.

 

Em caso de ocorrências, o presidente da SBCM explica como proceder com os primeiros socorros. “Se for uma fratura, mantenha o membro alinhado, imobilize-o de alguma maneira, para evitar deformidades e busque rapidamente atendimento médico. Em situações de esmagamento, lave com água corrente e cubra com panos impôs”, fala.

 

Se houver amputação, o especialista orienta comprimir o local com panos limpos e envolver o membro amputado em gaze estéril, fechando-o em um saco plástico limpo. “Coloque o saco dentro de um recipiente com água e gelo e vá imediatamente ao hospital”, diz.

 

Já se tratando de cortes profundos, é necessário controlar a hemorragia. “Se houver um objeto cravado no corte não tente retirá-lo, pois pode provocar uma hemorragia maior”, lembra o cirurgião da mão. “Em casos de sangramento intenso, é recomendado elevar o membro para reduzir o fluxo de sangue e, com uma compressa de gaze contendo o sangramento, um médico deverá ser consultado imediatamente para avaliar o corte e fazer os procedimentos adequados”, completa.

 

O presidente da SBCM ressalta que melhor do que remediar, é prevenir. “As empresas devem atuar constantemente com treinamento e ações que reforcem o trabalho seguro, afinal, o trabalhador é a força motriz que move tudo”, conclui.


SBCM - Sociedade Brasileira de Cirurgia de Mão
http://www.cirurgiadamao.org.br/

  

Ceratocone: o que é e como tratar?


O ceratocone é uma condição oftalmológica crônica e progressiva que pode atingir homens e mulheres de todas as idades. Essa doença, caracterizada pela alteração no formato da córnea, transformando-a de uma forma esférica para uma forma cônica, pode ter um impacto significativo na qualidade de vida do indivíduo. Por ser bilateral e assimétrica, a condição acomete os dois olhos, comumente afetando um deles de forma mais intensa. 

Ao ser diagnosticado, o ceratocone exige atenção imediata, pois pode contribuir para o desenvolvimento de outras condições visuais, como miopia e astigmatismo. Embora seja mais comum que a identificação do ceratocone seja realizada durante a infância ou adolescência, sua progressão pode continuar na fase adulta, geralmente estabilizando-se nesse estágio da vida. 

A progressão do ceratocone é categorizada em quatro estágios principaiss: grau 1 (incipiente), grau 2 (moderado), grau 3 (alto) e grau 4 (avançado), com alguns profissionais da área reconhecendo até um estágio 5, que seria extremamente avançado. Os casos mais simples de ceratocone não demandam tratamentos mais intensos, porém, se não for devidamente tratada, a doença pode prejudicar a qualidade de vida do paciente e, até mesmo, chegar num estágio muito grave, sendo necessária a realização de um transplante de córnea.

 

Impacto e Causas do Ceratocone 

Embora as causas exatas do ceratocone ainda não sejam totalmente compreendidas, sabe-se que é uma condição congênita e hereditária. Certos fatores, como coçar frequentemente os olhos, podem aumentar o risco de desenvolvimento ou agravamento do ceratocone. Assim, pessoas com doenças alérgicas, como asma ou rinite, têm uma predisposição maior à condição, devido à coceira ocular associada. Além disso, portadores da Síndrome de Down, Síndrome de Marfan, doenças da córnea e outras doenças oculares congênitas também são grupos de risco.

 

Sintomas da Ceratocone 

O ceratocone pode provocar diversos sintomas que comprometem a qualidade de vida e acuidade visual dos pacientes que apresentam como, por exemplo: 

·         Perda de visão progressiva;

·         Visão distorcida e borrada;

·         Dificuldade para enxergar tanto de longe quanto de perto;

·         Diplopia (enxergar 2 objetos ao mesmo tempo);

·         Poliopia (enxergar diferentes imagens num mesmo objeto);

·         Hábito de forçar a visão para tentar enxergar melhor;

·         Dores de cabeça;

·         Enxergar halos ao redor de luzes mais fortes;

·         Grande sensibilidade à luz (fotofobia);

·         Coceira e irritação ocular.

 


Diagnóstico de ceratocone

 

O diagnóstico dessa doença é feito por um médico de Oftalmologia, que fará análise dos sintomas e do histórico familiar do paciente, além de solicitar a realização de alguns exames, como a biomicroscopia.

 

Popularmente conhecido como “exame na lâmpada de fenda”, esse exame consiste na análise das estruturas do olho em detalhes, como córnea, cristalino, retina, entre outros.

 

O oftalmologista também poderá solicitar uma topografia da córnea para visualizar, em 3D, a superfície da córnea de forma mais precisa e diagnosticar o paciente corretamente.

 

Além desses dois exames, uma solicitação de exames complementares pode ser solicitada, como uma paquimetria corneana e tomografia computadorizada da córnea.


 

Como tratar ceratocone?

O oftalmologista irá indicar o melhor tratamento a partir do diagnóstico e grau de complexidade da doença, podendo escolher entre opções cirúrgicas e não cirúrgicas. Veja:

 

Tratamentos não cirúrgicos para ceratocone

Estes tratamentos poderão ser indicados nos primeiros estágios da doença, e tem como função não a interrupção, mas a garantia da qualidade de vida do paciente. Alguns exemplos são:

 

1.Óculos de grau

O óculos para quem tem ceratocone é indicado nos estágios iniciais da doença, enquanto não há muito comprometimento e graves problemas de visão.

 

2.Lentes de contato

As lentes de contato para ceratocone auxiliam a ajustar a superfície antes da córnea, corrigindo o astigmatismo provocado pela deformidade. O ideal é que as lentes sejam rígidas, para uma melhor percepção visual do paciente, além de melhorar a oxigenação e reduzindo riscos de infecções.

 

Lentes esclerais também podem ser usadas, uma vez que oferece mais conforto ao paciente acometido e pode corrigir casos mais avançados dessa anomalia.

 

Tratamentos cirúrgicos para ceratocone

Os tratamentos cirúrgicos também irão depender do diagnóstico para avaliação do estágio da doença. No entanto, são opções para gravidades maiores. Confira:

 

1.Anéis intracorneanos

Os anéis intracorneanos ou anéis de Ferrara são adicionados com intuito de melhorar a acuidade visual do paciente através da restauração do formato esférico da córnea, e são indicados especialmente no estágio intermediário da condição.

 

A realização desse procedimento é indolor e dura cerca de 20 minutos. É importante destacar que esses anéis não impedem o progresso da doença, somente auxiliam a amenizar os sintomas e a garantir a qualidade de vida e visão do paciente. Esse tratamento pode ser realizado pelo SUS.

 

2.Crosslinking

O Crosslinking é uma opção mais avançada de tratamento cirúrgico, indicado quando o paciente apresenta uma piora do quadro clínico e atinge o estágio mais avançado. Com intuito de fortalecer a estrutura corneana, o Crosslinking estimula as moléculas de colágeno dos olhos, tornando-as mais rígidas e barrando o progresso do ceratocone.

 

Para sua realização, a superfície da córnea é raspada, e o oftalmologista aplica um colírio com vitamina B2. Logo após, um feixe de luz ultravioleta é aplicado, com objetivo de estimular e unir as fibras de colágeno.

 

Feita com anestesia local, o Crosslinking é simples e rápido, necessitando somente de anestesia local e sem necessidade de internação. Por fim, é adicionada uma lente de contato gelatinosa no olho operado para auxiliar na cicatrização saudável e segura.

 

3.Transplante de córnea

O transplante de córnea é a última indicação de tratamento para ceratocone, em que o médico substitui a córnea comprometida por outra saudável disponibilizada em um banco de olhos.

 


Fonte: Rede AmorSaúde


10 perguntas que você sempre quis fazer sobre hipertensão, respondidas por um médico da área

 

A conscientização, o diagnóstico precoce e o controle podem salvar mais de 420 mil vidas por ano só no continente americano

 

Conhecida popularmente como “pressão alta”, a hipertensão arterial sistêmica é uma doença que ataca vasos sanguíneos, coração, cérebro, olhos e pode causar paralisação dos rins, de acordo com o Ministério da Saúde. A condição é caracterizada pela frequente pressão arterial acima dos 140 por 90 mmHg (14.9) e acomete cerca de 45% dos brasileiros, sendo uma das principais causas de óbito no país. 

Segundo o relatório da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), a cada hora, mais de mil pessoas morrem por problemas decorrentes da hipertensão — como derrames e ataques cardíacos — no panorama mundial. Grande parte dessas vítimas poderiam ter sido salvas ao adotar medidas simples que envolvem alimentação, prática de exercícios físicos e, sobretudo, conscientização sobre a doença. 

Embora não haja cura para a condição, a hipertensão arterial pode ser controlada, desde que seja diagnosticada precocemente. Segundo a OPAS, é por essa razão que exames de rotina são tão importantes, tendo em vista que a maioria dos casos de hipertensão são quase que assintomáticos. Ainda de acordo com a instituição, conhecer e controlar a doença pode salvar mais de 420 mil vidas por ano nas Américas. 

Para contribuir com a conscientização sobre a doença, o Dr. Marcelo Pinho, profissional da área de cardiologia do AmorSaúde, responde as dez principais questões feitas por brasileiros sobre a hipertensão. Confira:

 

1.Como a hipertensão arterial afeta os diferentes sistemas do corpo, além do cardiovascular? 

Antes de tudo, é importante lembrar que hipertensão arterial sistêmica é o nome da doença. Como ela é sistêmica, ocorre a vasoconstrição de maneira indesejada de diversos aportes de sangue nas veias e artérias que nutrem os nossos órgãos. 

Portanto, o malefício pode ocorrer na visão, nos rins, no coração e em diversos outros órgãos, como o cérebro, onde causa AVC. 

 

2. Existem fatores específicos que torna as pessoas mais propensas a desenvolver hipertensão? Se sim, quais são e por quê? 

Existem sim. Entre os fatores de risco para desenvolver hipertensão estão tabagismo, alcoolismo e sedentarismo. Além disso, temos o fator da idade que afeta mulheres acima de 60 anos e homens acimas de 65, mas cabe destacar que as mulheres são mais propensas a desenvolver a doença.

 

3.Quais são os impactos psicossociais da hipertensão e como ela pode influenciar a qualidade de vida? 

A hipertensão é muito silenciosa, raramente diagnosticada por sintomas. Normalmente, quando o paciente descobre, há algum tempo ele já vem desenvolvendo essa doença. Dependendo da época em que o paciente procurar o atendimento, a hipertensão pode estar muito avançada para dar início à fase de controle — porque ela não tem cura — e isso pode levar o paciente a ter outras doenças, como insuficiência cardíaca, insuficiência renal, piorar o seu diabetes e outras coisas que vai atrapalhar o convívio dele na sociedade.

 

4.Quais são as implicações da hipertensão durante a gravidez e como isso pode afetar tanto a mãe quanto o feto? 

Na gravidez, após a vigésima semana, é natural que a mulher tenha um leve aumento da pressão arterial por causa da gestação. No entanto, quando há aumento fora dos limites, não toleráveis para esse período, a hipertensão pode causar vários impactos, como AVC, infarto e insuficiência renal na mãe, além de efeitos sobre a gestação, como o descolamento prematuro de placenta, malformação do feto e outras alterações significativas.

 

5.Quais são as consequências da hipertensão não tratadas ao longo prazo, incluindo possíveis danos aos órgãos? 

A hipertensão, quando não tratada, fatalmente vai caminhar para a falência de alguns órgãos de forma aguda ou crônica, como:

·         O infarto agudo do miocárdio, um evento que pode causar óbito ou com arritmias cardíacas; 

·         O acidente vascular cerebral, que pode ser temporário ou fixo, causando sequelas;

·         A insuficiência renal aguda ou a insuficiência renal crônica; 

·         Além da perda de visão e outros inúmeros fatores. 

 

6.Como a genética desempenha um papel na predisposição à hipertensão e quais são os avanços recentes na contenção dessa relação?

 

O avanço mais significativo que tivemos nos últimos tempos é a descoberta do gene da hipertensão, o STK39. O que a gente pode falar de forma prática é que se você tem ou um pai ou uma mãe com hipertensão, você tem 25% de chance de ter a doença. Se você tem o pai e a mãe hipertensos, você passa a ter 50% de desenvolver hipertensão só pela genética, descontando teus hábitos de vida.

 

7.Qual é a relação entre hipertensão e outras condições de saúde? Como diabetes, dislipidemia e obesidade

 

Quando a hipertensão não é a causa que acarreta, ela praticamente anda de mãos dadas com a diabetes e é agravada por fatores externos como a dislipidemia, que é o aumento de colesterol e triglicérides. Toda essa turma junto vai causar complicações graves podendo levar a consequências como o AVC e o infarto.

 

Vale destacar que a hipertensão está intimamente relacionada, com a diabetes, formando uma duplinha em que uma doença acarreta a outra e causa complicações sobre a mesma.

 


8.Além da pressão arterial, quais são os marcadores adicionais que os profissionais de saúde consideram para avaliar o risco cardiovascular de um paciente hipertenso?

 

Nós utilizamos como marcadores adicionais fatores como a diabetes, a dislipidemia, o sedentarismo, o tabagismo, o alcoolismo, a genética e o nível de estresse. Com isso, avaliamos todo o contexto de exposição e temos um quadro cardiovascular global do paciente, podendo calcular o risco de desenvolvimento para doenças relacionadas ao coração e ao cérebro.

 

9.Quais são as estratégias mais eficazes para prever a progressão da hipertensão e suas complicações em pacientes diagnosticados?

 

Se você tem na família alguém com hipertensão, ou o pai, ou a mãe, ou ambos, você deve ir ao médico regularmente e ter o hábito de aferir sua pressão, pelo menos a cada semestre. A dica é não passar mais de um ano sem aferir sua pressão e, a partir do momento que ela não se enquadrar mais até 130 por 80 — que é o valor máximo — saber que você se tornou pré-hipertenso e deverá ir a seu cardiologista para fazer melhor esse diagnóstico. Além do diagnóstico, o profissional vai te propor a melhoria dos hábitos de vida saudáveis e te indicar a ter o hábito de aferir a sua pressão e, a qualquer momento que ela esteja alterada, procurar ajuda.

 

10.A hipertensão é uma condição que pode ser curada?

Infelizmente, a hipertensão é apenas controlada em grande parte dos casos. Mas cabe destacar que a cura pode ocorrer nos estágios de pré-hipertensão, quando o aumento da pressão arterial estiver relacionado a um aumento de peso. Nesse caso, quando o paciente emagrece, a condição volta ao normal.

 

Existe também a possibilidade da alteração que causa hipertensão ser chamada secundária, ou seja, alguma outra doença está causando o aumento de pressão. Enquadram-se doença dos rins, uso de corticóides e até mesmo a ansiedade, que está sendo um fator muito comum de crises de pressão alta. Nesses cenários, ao tratar a doença, tratamos a condição de aumento de pressão.


No entanto, quando a causa da hipertensão é primária, diagnosticada por fatores genéticos e outros já citados, ela só é controlada por medicação, práticas saudáveis e não vai reverter com uma cura espontânea.


Dia da Voz: especialista dá dicas para manter a saúde vocal

Hidratação, controle da respiração e cuidados com alimentação estão entre as orientações de especialista do Vera Cruz Hospital

 

A voz exerce um papel fundamental na vida das pessoas em todo o mundo. Uma poderosa ferramenta de comunicação que nos permite ultrapassar barreiras culturais, expressar emoções, trocar informações e estreitar vínculos. Nesta terça-feira, 16, comemora-se o Dia Mundial da Voz, data dedicada a alertar sobre os cuidados e prevenções de problemas vocais. O médico José Higino Steck, cirurgião de cabeça e pescoço do Vera Cruz Hospital, em Campinas, aborda alguns pontos importantes sobre o tema.  

“Dentre os principais problemas que acometem a voz estão rouquidão e a voz fraca, quase sem som, que podem ser indícios de alguma doença, como refluxo gastroesofágico ou mesmo o câncer de laringe que pode causar alteração da voz”, alerta o especialista. Mas como saber se a rouquidão é algo pontual ou representa o indício de problema? “A rouquidão é um sinal de alerta de que a laringe não está adequada. Então, uma rouquidão persistente, que não melhora e dura mais de 14 dias precisa ser acompanhada. Neste caso, há a necessidade de buscar ajuda médica para fazer o diagnóstico. Às vezes, pode ser o primeiro sinal de um problema mais grave, que tratado de forma precoce, pode reduzir de forma considerável os danos para a voz”, diz. “Outro ponto de atenção é quando a voz não consegue alcançar tons mais altos. Isso é um fator de preocupação que exige ajuda médica”, alerta.

 

Sintonia

A laringe tem duas funções essenciais, que precisam funcionar em sintonia: voz e respiração. “Ao falar, o ar passa pela laringe, ou seja, para falar tem que respirar. Quando a pessoa fica ofegante ao falar, indica que a respiração não está adequada, exigindo um grande esforço das cordas vocais”, explica. 

Para que a voz seja usada de forma adequada, o médico orienta a falar pausadamente, não gritar, não falar muito alto, usar microfone para falar diante de um grande número de pessoas, não cochichar, que também é prejudicial, e manter-se hidratado, bebendo bastante água. 

De acordo com o médico, alguns hábitos também interferem na qualidade da voz. “Para ter uma boa voz, a recomendação é evitar bebidas alcoólicas, fumo e alimentos que causam uma má digestão e azia, porque eles podem levar o refluxo gastroesofágico que também pode interferir na voz”, diz.

 

Soluções

Muitos dos problemas relacionados à voz podem ser tratados por meio de exercícios com orientação de fonoaudiólogos, contribuindo para a melhora ou superação de eventual problema nas cordas vocais. Em casos mais críticos, a tecnologia e a evolução na área de saúde podem ser o alicerce para uma qualidade de vida melhor. “Atualmente, temos muitas opções de tratamentos e procedimentos cirúrgicos, tudo depende da avaliação e caso clínico de cada paciente. Afinal, a medicina moderna entende a grande importância da voz para uma vida saudável e plena, e os profissionais estão cada vez mais preparados – em nível mundial - para essa realidade”, conclui o médico. 

 

Vera Cruz Hospital


Ministério da Saúde e Novartis renovam parceria em programa de prevenção e cuidados contra a hanseníase


Com o programa Roda-Hans, farmacêutica viaja o país levando atendimentos gratuitos, diagnóstico e capacitação de profissionais sobre a doença

 

Seguindo seu compromisso de promover mais acesso à saúde para todas as pessoas, a farmacêutica suíça Novartis, líder global em medicamentos e plataformas de inovação, acaba de renovar acordo de cooperação com o Ministério da Saúde para continuar realizando o programa Roda-Hans, carreta itinerante que atua como um centro de saúde móvel voltado para prevenção, diagnóstico e atendimentos gratuitos para tratamento de hanseníase.

A Hanseníase é uma doença que provoca lesões de pele e danos aos nervos, podendo causar deficiência física caso os pacientes não sejam diagnosticados precocemente e recebam o tratamento adequado[i]. Apesar de ser uma condição que tem cura e é conhecida pela humanidade há milhares de anos, ainda hoje a doença não foi eliminada, atingindo cerca de 200 mil pessoas no mundo, anualmente[ii]. O Brasil é o segundo país em número de casos: de acordo com o Ministério da Saúde, apenas entre janeiro e novembro de 2023, mais de 19 mil pessoas foram diagnosticadas com a enfermidade[iii]. No entanto, esse número pode ser ainda maior, pois, após a pandemia de Covid-19 o número de diagnósticos diminuiu cerca de 40%[iv].

A parceria com o governo brasileiro existe desde 2009. No ano passado, o programa Roda-Hans passou a contar também com o apoio da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), que realiza capacitações sobre a doença, voltadas aos profissionais de saúde dos municípios por onde a carreta passa.

“Temos muito orgulho de ajudar no combate da hanseníase no Brasil com uma iniciativa que tem a capacidade de chegar em lugares de difícil acesso no país, onde muitas vezes faltam médicos, informações sobre a doença e atendimento adequado. Estamos completando 90 anos de legado no Brasil e é uma alegria anunciar que essa iniciativa seguirá alcançando mais estados e colaborando com a saúde dos brasileiros”, afirma Michelle Ehlke, Diretora de Global Health e Responsabilidade Corporativa na Novartis Brasil.

Para 2024, estão previstas ações nos estados de Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. No Espírito Santo, a iniciativa acontece entre os dias 22 de abril e 17 de maio, passando pelos municípios de Vitória, Linhares e São Mateus.


Combate à Hanseníase

Há mais de 30 anos, a Novartis tem trabalhado com parceiros em todo o mundo para eliminar a hanseníase. Desde 2000, por meio da Organização Mundial da Saúde, a Novartis já doou mais de 70 milhões de unidades de poliquimioterapia (PQT) avaliadas em aproximadamente 124 milhões de dólares, o que ajudou a tratar mais de 7,5 milhões de pacientes com hanseníase em todo o mundo, promovendo cura e interrupção da transmissão.

Além da hanseníase, a Novartis também atua no enfrentamento contra outras doenças negligenciadas, aquelas que se proliferam sobretudo em comunidades carentes ao redor do mundo, como dengue, doença de Chagas, malária e leishmaniose.

  

Novartis
https://www.novartis.com.br/



[i] World Health Organization. Leprosy. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/leprosy Acesso em: 21/03/2024

[ii] World Health Organization. Leprosy. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/leprosy Acesso em: 21/03/2024

[iii] Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico Hanseníase 2023. Brasília, 2023. Disponível em: https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/especiais/2023/boletim_hanseniase-2023_internet_completo.pdf Acesso em: 21/03/2024

[iv] The Lancet Regional Health – Americas. Impact of the COVID-19 pandemic on the diagnosis of leprosy in Brazil: An ecological and population-based study. Disponível em: https://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2667193X21001770?via%3Dihub Acesso em: 02/04/2024


DIA MUNDIAL DA VOZ

Problemas vocais podem prejudicar vida pessoal de professores e aprendizado de alunos, dizem especialistas

Incômodos que permaneçam por mais de 15 dias podem indicar casos sérios de lesões nas cordas vocais e exigem avaliação de profissional especializado

 

Os problemas vocais causados pelo uso excessivo da voz podem prejudicar a vida pessoal de professores e o aprendizado de alunos, dizem especialistas do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE). O som baixo e instável das cordas vocais cansadas ou lesionados dificulta a comunicação desses profissionais e consequentemente que os estudantes escutem e se atentem. Entre os principais sinais do problema estão: rouquidão, falha ao falar e voz mais grossa ou mais fraca. Dia 16 de abril, o “Dia Mundial da Voz” marca a importância da conscientização sobre os cuidados com a voz para mantê-la saudável.

A voz é um dos principais instrumentos de trabalho dos professores. É por meio dela que ensinam e instruem os alunos. Porém, o ambiente escolar pode ser barulhento e exigir o uso intenso da voz. Por isso, em alguns momentos, precisam aumentar o volume e potência da fala para competir com sons externos ao da sala de aula.

Ao forçar a voz, os professores podem lesionar e desenvolver nódulos nas pregas vocais. Os problemas estão relacionados a alterações permanente nas cordas e à afonia, perda total da voz. Também causa danos à vida social e à profissional, pois a dificuldade de projetar a fala atrapalha a comunicação. No caso dos professores, prejudica a explicação do conteúdo e consequentemente no aprendizado dos alunos, que não o escutam e se dispersam com mais facilidade.

A fonoaudióloga do HSPE Juliana Santarosa explica também que em seu consultório é comum os professores relatarem hábitos prejudiciais à saúde da voz. “Eles precisam falar alto e por muito tempo e, muitas vezes, ingerem pouca água e fazem refeições com intervalos longos”, comenta a especialista.

Também traz prejuízos vocais o uso de pastilhas e chás para suavizar incômodos causados pelo uso excessivo da voz. Apesar de trazerem alívio, as alternativas podem mascarar sintomas e facilitar o desenvolvimento de problemas sérios nas pregas vocais. Caso os sinais não desapareçam em 15 dias, deve-se procurar por atendimento especializado.



Confira abaixo dicas aos professores para manter a saúde da voz:

- Tomar pequenos goles de água durante longos períodos de fala;

- Evitar falar enquanto escreve no quadro, pois o objeto atrapalha a propagação do som, facilitando a imposição intensa e desnecessária da voz;

 - Utilizar microfone e outras ferramentas para aumentar o volume da voz e diminuir o esforço das pregas vocais;

 -  Alimentar-se regularmente e manter uma dieta balanceada, uma vez que nutrição e hidratação adequadas estão relacionadas a boa saúde da voz;

- Ter uma boa noite de sono, pois durante o descanso o corpo se repara dos danos causados no período de atividades intensas.

 

Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual de São Paulo - Iamspe

 

GRIPE X RESFRIADO: QUAL A DIFIRENÇA E O MELHOR TRATAMENTO PARA CADA UM

 Com temperaturas que podem variar mais de 15º graus de um dia para outro, a mudança climática acarretada pela troca de estação abre a porta para o “boom” de doenças respiratórias comuns nesta época. Entre as mais populares, estão elas: a gripe e o resfriado! Mas com sintomas tão parecidos, como saber quando é uma ou outra?

Resfenol, marca da Hertz Farmacêutica, explica as diferenças entre elas e como se cuidar da melhor forma em cada situação. Confira!

 

Tosse, dor de garganta, dores no corpo e a constante coriza e nariz entupido. Sintomas de gripe ou resfriado? A resposta certa é: os dois! Tanta similaridade entre uma doença e outra confunde as pessoas, que muitas vezes optam pelo tratamento errado. 

E com a chegada do Outono e o aumento de presença em locais fechados e sem ventilação, a incidência de complicações respiratórias aumenta. Por isso, Resfenol*, o especialista contra os sintomas da gripe, traz dicas que podem ajudar a identificar qual o quadro clínico correto, além de indicar o melhor tratamento para cada doença.

 

MAS AFINAL, QUAL A DIFERENÇA ENTRE ELES?

Sendo ambas infecções virais, o que os difere é o organismo de origem de cada uma. A gripe é causada comumente pelo vírus influenza que pode ser do tipo A ou B, já o resfriado não vem apenas de um único micro-organismo, podendo ter mais causas de origem, porém tendo o Rinovírus e o Parainfluenza como os mais conhecidos.

Resfenol compartilha que para saber qual das doenças a pessoa está levando consigo, o principal detalhe a ser observado é a gravidade dos sintomas que, apesar de parecidos, contam com algumas diferenças.

Os sintomas da gripe, além de mais fortes, são mais duradouros, um período que vai entre sete a dez dias, com queixas de febre acima de 38°, dor de cabeça intensa e cansaço excessivo. A presença da doença pede cuidado imediato, agregado sempre a ida ao médico, pois caso a gripe ataque o pulmão, caso não for bem tratada, ela pode ser agravar e ocasionar um quadro de pneumonia.

O resfriado, apesar de mais leve, também deve ter um cuidado imediato, pois ele também pode levar a complicações mais graves. Nesse caso, o tratamento é focado no repouso, na alta ingestão de líquidos e em remédios próprios para combater sintomas como dor de cabeça, coriza e tosse.

 

:: CUIDADO QUE VEM DE DENTRO 

Resfenol ainda dá a dica: existem outras formas de ampliar a prevenção a gripe e aos resfriados. No dia a dia, a higienização das mãos antes de comer ou de ter contato com olhos e boca, o constante uso de álcool em gel em locais que contenham aglomeração e a vacinação em dia são fundamentais. 

Além disso, o consumo de certos alimentos auxilia no melhor funcionamento do sistema imunológico, deixando o corpo mais “resistente”. Alguns vegetais e frutas se destacam pela ampla quantidade de vitaminas na sua composição, como o alho que possui ações anti-infecciosas e anti-inflamatórias; já o limão, além de ser de fácil de ser encontrado, é rico em vitamina C, uma das sustâncias mais importantes quando se fala de imunidade; podendo ser complementado pelo consumo de folhas escuras como couve e espinafre que também agregam vitamina E ao organismo.

O especialista contra os Sintomas da gripe reforça que seguindo os cuidados básicos, agregados com um bom cuidado do corpo, as doenças podem ser bem menos agressivas. Mas, ainda assim, se os sintomas persentirem, é fundamental consultar um médico.

*Reg. M.S.: 1.0689.0197. Resfenol pó para solução oral: Paracetamol 400mg + Maleato de clorfeniramina 4mg + Cloridrato de fenilefrina 4mg/5g.

Resfenol cápsula, solução e pós para solução: Indicações: Resfenol é indicado no tratamento de sintomas de gripes e resfriados. Resfenol é destinado ao alívio da congestão nasal, coriza, febre, dor de cabeça e dores musculares presentes nos estados gripais. Contraindicações: Resfenol é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, pressão alta, doença cardíaca, diabetes, glaucoma, hipertrofia da próstata, doença renal crônica, insuficiência hepática grave, disfunção tireoidiana, gravidez e lactação sem controle médico. Resfenol cápsula e solução: contraindicado para menores de 18 anos.

SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. RESFENOL É UM MEDICAMENTO. DURANTE SEU USO, NÃO DIRIJA VEÍCULOS OU OPERE MÁQUINAS, POIS SUA AGILIDADE E ATENÇÃO PODEM ESTAR PREJUDICADAS. NÃO USE JUNTO COM OUTROS MEDICAMENTOS QUE CONTENHAM PARACETAMOL, COM ÁLCOOL, OU EM CASO DE DOENÇA GRAVE DO FÍGADO.


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