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quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Dezembro Vermelho alerta para aumento de casos de HIV/Aids entre idosos e jovens


Infectologista da Unimed Araxá explica o motivo deste crescimento e comenta sobre métodos de prevenção

 

Números recentes do Ministério da Saúde mostram que, apesar da diminuição nos registros de HIV/Aids, observa-se um aumento de 53% no número de casos entre homens de 15 a 29 anos. Além disso, o Ministério identificou um crescimento nos casos de sífilis adquirida em homens, mulheres e gestantes. Em entrevista, o médico infectologista Jeronimo Coelho de Menezes explica esses números e fala ainda sobre prevenção e tratamento.

 

O que explica o aumento de casos entre jovens e idosos?

Os jovens tendem a subestimar os riscos relacionados às ISTs (infecções sexualmente transmissíveis), pois têm a convicção de que com eles não irá acontecer o contágio. Caso ocorra a contaminação, eles argumentam que “tudo bem”, existe tratamento e veem como uma doença crônica, com uma outra qualquer. Já entre os idosos é importante considerar a maior expectativa de vida, o uso de medicamentos para impotência sexual, o baixo uso de preservativo nessa faixa etária, a baixa lubrificação da região genitália e fragilidade das barreiras do organismo, que fazem com que exista uma maior facilidade para a entrada do vírus. Ressaltando que a falta de campanhas de conscientização específicas para esse público é um ponto relevante.

 

A camisinha ainda é essencial na prevenção?

Sim. O preservativo “camisinha” é o método mais conhecido e acessível para prevenção. Além de prevenir o HIV, também protege o indivíduo das demais IST´s.

 

Quais os outros métodos de prevenção?

Além do uso de preservativo, o não compartilhamento de perfurocortantes contaminados, como agulhas, seringas e alicates. Também a prevenção com uso de antirretrovirais mais conhecidos como a PrEP (profilaxia pré-exposição ao HIV).

 

Como é o tratamento?

O tratamento para o HIV evolui muito. Hoje temos medicações modernas, mais eficazes, com menos efeitos colaterais, porém, o paciente necessita de acompanhamento regular com especialista, para avaliar a resposta terapêutica e identificar efeitos adversos relacionados à administração a longo prazo. Utilizamos a TARV (terapia antirretroviral) que consiste em combinação de medicações que ajuda restabelecer a imunidade do organismo evitando a manifestação da doença oportunista. O uso regular é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com o vírus e prevenir, pois, a medicação reduz a quantidade da carga viral circulante no sangue diminuindo a transmissão.

 

Quando há uma relação sexual desprotegida, como a pessoa deve agir?

Nesses casos, inicialmente o indivíduo deve procurar o serviço de saúde ou centro de testagem e aconselhamento (CTA) para realização de exames sorológicos que são mandatórios. Após esse procedimento é iniciada a PEP que, nada mais é que uso de antirretroviral oral por 28 dias. O indivíduo deve realizar novos exames sorológicos após o término desse período.

 


Dezembro Vermelho: 3 dicas para a prevenção e diagnóstico precoce do HIV


Médico do CEUB detalha medidas de prevenção e a proteção dos indivíduos que convivem com o vírus


Em 2022, o Ministério da Saúde registrou 10.994 mortes atribuídas ao HIV, marcando uma redução de 8,5% em comparação aos 12.019 óbitos contabilizados em 2012. De acordo com o novo Boletim Epidemiológico sobre HIV divulgado pelo Ministério da Saúde, do total de óbitos, 61,7% foram pessoas negras (47% pardas e 14,7% pretas), enquanto 35,6% afetaram pessoas brancas. Os números mostram a importância da campanha “Dezembro Vermelho”, que alerta para a prevenção, a assistência e a proteção aos direitos humanos dos portadores de HIV. 

Para o professor de Medicina do Centro Universitário de Brasília (CEUB) e ginecologista Nícolas Cayres, o HIV ainda é considerado uma epidemia no Brasil e no mundo. Com o aumento das campanhas reforçando a prevenção, a incidência da AIDS tem diminuído: “O objetivo do Dezembro Vermelho é conscientizar a população sobre sinais e sintomas de HIV e AIDS. A campanha também mobiliza quem está nos grupos de risco a realizar o exame. Através do diagnóstico precoce do HIV, conseguimos evitar que a AIDS aconteça”.

 

Confira 3 principais medidas para prevenção da doença:  


Caso o paciente descubra que tem HIV

Deve procurar um infectologista imediatamente, seja no SUS (Sistema Único de Saúde) ou em uma clínica privada para começar o esquema de tratamento retroviral. No Brasil, o SUS distribui gratuitamente os medicamentos para pacientes com o HIV. A partir do vírus controlado, os casos de AIDS são muito menores e os pacientes podem ter uma excelente qualidade de vida.

 

Vida sexual exposta a riscos

Para o indivíduo com o hábito de ter relações sexuais sem preservativo, o teste de HIV é fundamental para o diagnóstico precoce do vírus. O uso do preservativo é indispensável no quesito prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.

 

Medicação antirretroviral Pré-Exposição (PreP/HIV)

A medicação, oferecida gratuitamente em hospitais públicos, consiste na tomada diária de um comprimido que permite ao organismo estar preparado para enfrentar um possível contato com o vírus. Profissionais do sexo e pessoas com o histórico de múltiplos parceiros possuem prioridade para iniciar o tratamento pelo SUS.

 

Primeira infância: saiba como despertar o interesse das crianças pela escovação e cuidado com os dentes

 


Algumas atitudes podem facilitar o processo de higienização bucal e inclui-lo de forma lúdica na rotina dos pequenos

 

A rotina de higiene bucal é essencial para garantir a saúde dos dentes. Além de prevenir contra cáries, escovar os dentes regularmente na infância estabelece uma rotina para a manutenção saudável da região ao longo da vida. Entretanto, nem sempre é fácil convencer as crianças a adotar hábitos de forma regular e consistente. 

De acordo com Rebeca Paz, consultora da GUM®, marca especialista em produtos inovadores para cuidados bucais, é por isso que, desde cedo, os pais devem incentivar os filhos a adotarem essa prática. “Existem maneiras criativas e divertidas de despertar o interesse dos pequenos para a higiene bucal, transformando o momento em algo agradável e empolgante”, indica. 

Segundo a especialista, as crianças aprendem muito olhando os adultos ao redor, por isso, transformar a higiene bucal em um momento em família faz toda a diferença. “Tente fazer da escovação um momento de diversão. Use escovas de dentes coloridas e com personagens para chamar a atenção dos pequenos”, aconselha. 

Rebeca explica ainda que, “é importante fazer com que os momentos de cuidado com a saúde oral se tornem hábitos divertidos. Crie playlists, histórias e brincadeiras durante a escovação, para reforçar a importância dos cuidados com a saúde bucal. Outros estímulos como livros, fantoches e até aplicativos de celular, são ótimos aliados durante o processo e ajudam a criança a compreender a importância de forma lúdica e didática”, pontua. 

Outra dica é reforçar para os pequenos que as visitas ao dentista não são motivo de medo. “Envolva a criança em tudo o que acontece no consultório do dentista e explique sobre o que vai acontecer durante a consulta. Vale ressaltar que a abordagem varia muito de criança para criança e o importante é tornar a higiene bucal uma parte natural e divertida da rotina”, finaliza.


Dezembro Laranja: médica reforça os cuidados e prevenção do câncer de pele

 Especialista em Dermatologia, Dra. Flávia Villela, ressalta os cuidados essenciais e alerta para os sinais do câncer de pele durante a campanha nacional

 

No mês de dezembro, a cor laranja ganha um significado especial. É nesse período que a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promove o Dezembro Laranja, uma campanha dedicada à conscientização e prevenção do câncer de pele, um dos tipos mais comuns de câncer no Brasil. Desde 2014, essa ação tem sido crucial para alertar e orientar a população sobre os cuidados necessários para manter a saúde da pele.

Dra. Flávia Villela, médica especialista em Dermatologia, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo, destaca a importância dos cuidados preventivos como uma forma eficaz de evitar problemas futuros. Segundo ela, além do uso imprescindível do protetor solar, existem medidas fundamentais para manter a saúde da pele em dia.

"Os cuidados com a pele vão além do simples uso do protetor solar. A limpeza diária com produtos adequados, a hidratação constante, a retirada adequada da maquiagem, o uso de água termal para proteger a hidratação e a utilização de produtos noturnos com substâncias reparadoras são passos essenciais para uma pele saudável", enfatiza a doutora.

A médica alerta sobre os primeiros sinais do câncer de pele, que podem se manifestar por meio de pintas que surgem rapidamente na pele com formação irregular, múltiplas cores na mesma lesão, descamação, sangramento ou lesões que não cicatrizam. Esses sinais devem ser observados com atenção, pois a detecção precoce é fundamental para um tratamento eficaz.

Algumas pessoas têm a predisposição de desenvolver a doença, Dra. Flávia comenta sobre a maior propensão dos homens ao câncer de pele devido à exposição solar e aos cuidados geralmente menores em comparação às mulheres. A especialista também destaca a importância do cuidado redobrado para pessoas de pele mais clara, que têm menor proteção natural contra os raios ultravioleta.

"Quem tem a pele mais clara precisa de cuidados redobrados, pois possuem menos melanina, tornando-se mais suscetíveis aos efeitos nocivos da radiação UV".

Pintas também necessitam de uma atenção maior, principalmente para aqueles que possuem um número significativo delas. Visitas regulares ao dermatologista são essenciais para avaliar e mapear as lesões existentes, identificando aquelas com potencial de risco.

"É fundamental conscientizar sobre a importância da prevenção e da detecção precoce do câncer de pele. A maior parte das pintas é benigna, mas aquelas que apresentam características suspeitas devem ser avaliadas por um especialista", ressalta.

A prevenção e o cuidado com a pele são fundamentais para uma vida saudável. Utilizar sempre filtro solar com FPS 50 ou mais é primordial, assim como buscar orientação profissional e manter a saúde da sua pele em dia.

 

Médicos se mobilizam pela inclusão de cirurgia sem cortes para tratar câncer no SUS

 Procedimento de ablação (remoção do tumor), minimamente invasivo, já é oferecido em poucos centros públicos do país por iniciativa própria das instituições; movimento marcado para o dia 13/12 promoverá ‘mutirão’ em 6 hospitais públicos, em SP, RJ, ES e RS


Médicos oncologistas e intervencionistas decidiram realizar um movimento pela inclusão, no SUS (Sistema Único de Saúde), de um tipo de cirurgias sem cortes para tratamento de câncer na rede pública. 


O procedimento de ablação por radiofrequência ou micro-ondas, solução minimamente invasiva e altamente resolutiva, já é oferecido em hospitais da rede particular e em alguns centros públicos de saúde, por iniciativa própria das instituições. A ideia da mobilização é permitir a ampliação da oferta desse tipo de tratamento a outros pacientes com câncer atendidos no SUS. 


No próximo dia 13 de dezembro, uma quarta-feira, seis instituições públicas, localizadas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo e no Rio Grande do Sul irão realizar uma espécie de “mutirão”, realizando em um só dia 16 cirurgias para remoção de tumores malignos por ablação. 


Os procedimentos serão realizados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (Icesp e InRad) e no Hospital São Paulo (SPDM/Unifesp), na capital paulista, Hospital de Amor, em Barretos (SP), Inca (Instituto Nacional do Câncer), no Rio de Janeiro, Hospital Santa Rita, no Espírito Santo e Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre (RS). O movimento foi batizado de “Dia Nacional da Cirurgia Sem cortes: Ablação”. 


A ablação é uma solução minimamente invasiva, promissora no tratamento de alguns tipos de tumores malignos, proporcionado tratamento por meio de procedimentos pouco invasivos, sem cortes, que podem ser realizados em caráter ambulatorial na maioria das vezes. É indicada principalmente para o tratamento de pequenas lesões primárias de fígado e rim, assim como algumas metástases hepáticas e pulmonares (até 3 lesões com até 3 centímetros), algumas pequenas lesões primárias e metastáticas ósseas. 

O método é aplicado sem a necessidade de incisões cirúrgicas, e representa um marco na abordagem terapêutica contra o câncer. Durante o procedimento, uma agulha ou sonda especial é posicionada no interior do tumor, guiada por um método de imagem (tomografia ou ecografia), e ondas de radiofrequência são aplicadas com precisão, visando à destruição das células cancerígenas. Essa abordagem inovadora oferece benefícios como menor tempo de recuperação e redução dos riscos associados à cirurgia tradicional.

“O objetivo dessa mobilização é informar a população e a comunidade médica sobre a ablação por radiofrequência e por micro-ondas, buscando não apenas compartilhar conhecimento sobre o procedimento, mas também ressaltar o compromisso dessas instituições com a oferta de tratamentos de ponta no enfrentamento do câncer. Essa iniciativa representa um avanço importante na Medicina, e a inclusão desse tipo de procedimento no rol do SUS poderá beneficiar um número cada vez maior de pacientes oncológicos”, diz Marcos Menezes, médico radiologista-intervencionista do Instituto do Câncer do Hospital das Clínicas da FMUSP (Icesp). 

Atualmente, a Comissão de Incorporação de Tecnologias (Conitec) do Ministério da Saúde analisa pedido feito pela Sociedade Brasileira de Radiologia Intervencionista para inclusão do procedimento de ablação térmica para tratamento de câncer de cólon e reto com metástase no fígado. A proposta está em fase de consulta pública, que se encerra no próximo dia 13 de dezembro.

Epidermólise bolhosa

 Conheça mais sobre esta doença rara e se informe sobre o atendimento oferecido pela rede Ebserh a quem tem ‘a pele como asas de borboletas’ 

 

A Epidermólise Bolhosa (EB) é uma doença genética e hereditária, considerada rara, que provoca formação de bolhas na pele em decorrência de atritos ou traumas. Estima-se que aproximadamente 500 mil pessoas no mundo tenham a doença, que afeta cerca de 800 pessoas no Brasil, segundo dados da DEBRA Brasil, associação que objetiva difundir conhecimentos sobre essa doença e auxiliar para que as pessoas com EB tenham qualidade de vida e acesso aos tratamentos médicos adequados.


“A Epidermólise Bolhosa congênita é um defeito genético. Temos no mínimo 25 genes estudados e documentados associados a ela. Esse número deve crescer, porque temos descoberto nova mutação, que também pode levar a uma fragilidade cutânea, uma apresentação clínica da epidermólise bolhosa congênita”, explica a dermatologista do Hospital Universitário da Universidade Federal de Brasília (HUB-UnB), Carmen Déa.


De acordo com a especialista, a EB congênita tem algumas apresentações clínicas diferentes: há formas mais leves, mais brandas, que são ditas formas simples, e as formas juncionais e distróficas, que são as formas mais graves e são percebidas no nascimento.


“A forma simples pode não estar presente no nascimento, mas espera-se que ela surja nos primeiros dois anos de vida. Ela se manifesta com o surgimento de bolhas e pequenos traumas ao segurar a mãozinha da criança, segurá-la por baixo dos braços e levantar a criança, então uma coisa que não provocaria uma lesão em outra criança, nessa criança que tem Epidermólise Bolhosa vai provocar um descolamento da camada mais superficial da pele e a formação de bolhas. A Epidermólise Bolhosa se caracteriza por isso, uma fragilidade, essas bolhas são induzidas por pequenos traumas”, detalha a dermatologista, Carmen Déa.


A doença pode afetar homens e mulheres e pode ocorrer em todas as etnias e faixas etárias, embora seja mais comum os sintomas se manifestarem já na primeira infância. “Quando a gente fala da causa genética, elas são atribuídas a mutações em cromossomos autossômicos, então não são nos cromossomos X ou Y (que definem o sexo da criança)”, acrescenta a médica.


 

Consequências e cuidados


Nas formas mais leves a doença tende a melhorar com o avançar da idade, porque a pessoa começa a se cuidar e entender melhor, e passa a ter menos formação de bolhas. As formas mais agressivas vão evoluir com cicatrizes, fibroses, sequelas, e muitas vezes com o comprometimento da função das mãos, dos pés e de outras partes afetadas.


Segundo a dermatologista Carmen Déa, a criança que desde pequenininha apresenta Epidermólise Bolhosa pode ter um retardo no crescimento, porque ela está sempre com o metabolismo acelerado, gastando muita energia e muitos nutrientes para cicatrizar as lesões. Essas lesões comprometem as mucosas, a boca, o trato gastrointestinal, então o paciente pode ter dificuldade em se alimentar, levando a quadros de anemia e retardo do crescimento.


Quanto às queixas dos pacientes, o prurido (coceira) é o mais frequente, então é preciso controlar esse prurido com medicamentos específicos, até porque quanto mais a pessoa com Epidermólise Bolhosa se coça, mais lesão pode ser produzida. Banhos podem ser muito dolorosos, troca dos curativos, então nesses momentos frequentemente são utilizados analgésicos e técnicas de distração das crianças.


Com o tratamento e acompanhamento profissional adequados, é possível prever e até evitar complicações. Por isso, o tratamento é multiprofissional e envolve neonatologistas e intensivistas, pediatras, dermatopediatras e dermatologistas, geneticistas, patologistas, otorrinolaringologistas, oftalmologistas, dentistas, ortodentistas, especialistas em dor, neurologistas, psicólogos, fonoaudiólogos e ortopedistas.


Apesar de ser uma doença rara e grave, se houver diagnóstico precoce e o acompanhamento adequado, os pacientes podem participar das atividades diárias com menos restrições. Eles podem ir à escola, brincar, ir à praia e praticar esportes de forma supervisionada e adaptada.


Existem diferentes curativos especiais para o tratamento das feridas provocadas pela doença disponíveis no Sistema Único de Saúde (SUS).


A servidora pública federal Anna Carolina Ferreira da Rocha, 40 anos, nasceu com Epidermólise Bolhosa e aprendeu a lidar com a doença. “Na infância foi relativamente tranquilo porque eu tinha menos lesões, mas eu tinha compreensão de que precisa ter alguns cuidados para não me machucar. Então, por exemplo, na hora do recreio eu ficava num canto mais quieto, mais isolado, que tinha um escorregador, tinha brinquedos, mas não era o lugar onde ficavam a maioria das crianças, então ali eu conseguia me proteger um pouco mais, não me machucar na época da escola”.


Anna Carolina ressalta que a EB traz certas limitações, pois existe todo o trabalho de prevenção necessário para não provocar mais lesões, mas que a doença não é um impedimento para viver o mais plenamente possível. “Temos que nos adaptar a esta realidade e viver bem com ela, sem fazer disso o foco da nossa vida. A Epidermólise Bolhosa não me define. Não podemos deixar que ela impeça a gente de viver”.


 

Tratamento no Distrito Federal


O HUB-UnB/Ebserh oferece cuidados aos pacientes com EB há mais de 20 anos. O serviço é considerado referência nacional e mundial no tratamento da doença, com reconhecimento da EB-Clinet, rede global de centros especialistas em EB, e apoio técnico-científico da Associação Debra Brasil. O hospital também conta com a parceria da Associação de Parentes, Amigos e Portadores de Epidermólise Bolhosa Congênita do Distrito Federal (Appeb).


Atualmente o HUB atende 17 pacientes e o atendimento abrange acompanhamento ambulatorial e durante a internação, dispensação de medicamentos, suplementos nutricionais e coberturas para a pele. O serviço é prestado por uma equipe multidisciplinar, que inclui: assistente social, dentistas, dermatologistas, endocrinologista, enfermeiros, farmacêuticos, fisioterapeutas, fonoaudióloga, gastroenterologistas, geneticista, neonatologista e nutricionistas.


“Os pacientes recebem as coberturas (curativos) e os suplementos nutricionais, aqui mesmo no hospital, abastecido pela SES-DF, evitando o deslocamento. Isso foi um pedido da associação acatada pela direção do hospital”, afirma Ana Paula Zidório. nutricionista e coordenadora da equipe multiprofissional para atendimento das pessoas com EB no HUB.


Isso foi um pedido da associação para administração do hospital Como o paciente já tem que passar por muitas consultas aqui, facilitamos, entregando, as coberturas e os suplementos no HUB mesmo”, disse Ana Paula Zidório.


 

Tratamento no Mato Grosso


O ambulatório de dermatopediatria do Hospital Universitário Júlio Muller (HUJM-UFMT/Ebserh) existe há mais de 10 anos e, no momento, acompanha sete crianças com epidermólise bolhosa congênita.


A dermatologista Ivana Garcia explica que os atendimentos são direcionados a todas as doenças dermatológicas da faixa etária pediátrica, incluindo doenças raras, como a epidermólise bolhosa.


“Crianças que têm necessidade de acompanhamento específicos de outras áreas, como por exemplo gastropediatria, ortopedia, pediatria geral ou nutrição são encaminhadas para agendamento pela central de regulação”, esclarece a médica.

Daisy Nathali Alves mora em Nova Bandeirantes (MT), a 1020 km da capital Cuiabá. Ela e seu esposo, Claudecir, são pais de uma menina de 14 anos e um menino, de 9 meses. Rafael Beeker Bremm, diagnosticado com Epidermólise Bolhosa (EB).


“Quando ele nasceu, não tinha um diagnóstico certo, mas fomos encaminhados pra Cuiabá. Fiz uma cesariana de emergência e não pude colocar ele no colo, de imediato, nem o pai dele pode vê-lo. Fomos ver ele quase 2 da manhã e ele havia nascido às 16h... Mas de relance, no pouco tempo que vi, percebi que o pezinho dele parecia não ter pele, era bem vermelhinho, com algumas bolinhas no rosto e no peito”.


Bebês com ausência congênita de pele, formação de bolhas ou fragilidade na pele devem fazer a confirmação do diagnóstico da EB por biópsia da pele e imunofluorescência direta logo após o nascimento.


“Esse momento foi um choque, um turbilhão. Mas hoje ele está aqui conosco: esperto, curioso, inteligente. alegre, risonho, comunicativo! Todo mundo, se apaixona por ele, fácil”, ressalta a mãe.


Daisy Nathali, revela que não se apegou na forma que EB se manifestou - se tipo simples, juncional ou distrófica. “Eu não me apeguei a isso. Ele é só um bebê com EB, meu bebê borboleta”. E acrescenta: “Vou lhe ser muito sincera, isso é um mundo novo para mim e para meu marido. Cada dia é uma adaptação diferente e eu me dou muito bem com a condição dele. Mas é um dia de cada vez. Eu não penso como vai ser quando ele estiver maiorzinho, nós quatro vamos crescer com ele. Cada etapa será, como terá que ser. Nos preocupamos? Muito! Claro, que sim! Mas vamos fazer de tudo para ele ter e ser igual a qualquer outra criança”.


As crianças com Epidermólise Bolhosa são conhecidas como “Crianças Borboletas”, pela fragilidade e delicadeza de sua pele. Em uma criança com EB as proteínas responsáveis pela união da pele sofrem alterações.

 



FONTES

Carmen Déa - Dermatologista do HUB-UnB

Ana Paula Zidório- nutricionista e coordenadora da equipe multiprofissional para atendimento das pessoas com EB no HUB

Ivana Garcia - dermatologista do HUJM-UFMT


Hospitais da rede Ebserh


Como saber se posso estar com câncer de pele?

Dermatologistas apontam indícios de uma pele em risco e ainda abordam as melhores práticas de proteção solar, maior defesa contra a doença

 

Historicamente, o câncer de pele responde por 30% dos casos de tumores malignos no território brasileiro, segundo dados do Ministério da Saúde. As condições tropicais do país favorecem a incidência da doença, que pode ser bastante minimizada com cuidados básicos com a pele, porém cotidianos. 

Neste dezembro laranja, liderado pela Campanha Nacional de Prevenção do Câncer de Pele, as dermatologistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), Gabriela Guerra e Viviane Scarpa, alertam para a atenção a sintomas atípicos da pele, que podem levar à necessidade de investigações mais profundas. 

Partindo da análise de pintas pelo corpo, que podem manifestar a presença do câncer de pele, a Dra. Gabriela Guerra ensina a regra do ABCD: 

A) Assimetria: uma metade da pinta não se parece com a outra;

B) Bordas: o contorno da pinta é irregular, sem delimitação clara;

C) Cores: a cor da pinta não é uniforme e apresenta variações;

D) Diâmetro: o tamanho da pinta é superior a 6 mm (a parte de trás de um lápis). 

"Outros pontos que nos pedem atenção para investigação com dermatologista são o aparecimento de manchas pruriginosas (que coçam), manchas descamativas ou que sangram, sinais ou pintas que mudam de tamanho, forma ou cor, e feridas que não cicatrizam em 4 semanas", lista a médica. 

Dra. Viviane Scarpa concorda e recomenda: "Se você tem alguma lesão na pele que não cicatriza, ou uma pinta que você não tinha e apareceu, ou uma pinta com aumento da espessura e/ou que começou a sangrar e/ou que coça, você deve procurar um médico dermatologista.

 

Propensão 

As recomendações das especialistas servem para todos, mas há aqueles que devem redobrar os cuidados e a atenção e observação do próprio corpo, à procura desses sinais. 

"Pessoas com peles mais claras e olhos claros são mais propensas ao desenvolvimento de câncer de pele. Outros fatores são: indivíduos com número grande de pintas (ou nevos); pessoas que já tiveram 5 ou mais queimaduras solares; pessoas que já fizeram ou fazem câmaras de bronzeamento artificial; e aquelas que já tiveram um câncer de pele ou que tenham histórico familiar da doença", alerta. 

A Dra. Gabriela Guerra soma a esses fatores outros pontos de atenção, como pessoas que tomam banhos de sol repetidos com ultravioleta A (UVA) ou que fazem tratamentos médicos com psoraleno mais ultravioleta A (PUVA).

 

Dá para evitar o câncer de pele? 

"Sem dúvida nenhuma!", alega a Dra. Viviane. "Vemos uma preocupação maior da população em relação à prevenção ao câncer de pele e há cada vez mais informação nos canais de comunicação em relação a este assunto", anima-se a dermatologista, apontando para o uso contínuo dos protetores solares que protegem contra o câncer de pele, que são os chamados de amplo espectro, que protegem contra os raios UVA e UVB. 

Antes que as especialistas detalhem sobre a escolha ideal do protetor solar, elas comentam a boa notícia em relação a esse diagnóstico, que, ao contrário da maioria dos outros tipos de câncer, é passível de cura em mais de 90% dos casos. "Se diagnosticado precocemente, o câncer de pele chega a ter cura em 100% dos casos", assegura a Dra. Viviane. 

"Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, quando descoberto no início, tanto os carcinomas de pele como os melanomas têm mais de 90% de chance de cura. Por isso, o diagnóstico precoce é fundamental", adiciona a Dra. Gabriela Guerra.

 

Os tipos de câncer de pele 

Há dois tipos básicos de câncer de pele, segundo a Dra. Gabriela. "O não melanoma surge nas células basais ou nas escamosas e representa 95% do total dos casos de câncer de pele. Já o melanoma, tem origem nos melanócitos, células que produzem a melanina, o pigmento que dá cor à pele", explica. 

De forma resumida pela Dra. Viviane, "O não melanoma é o mais comum e tem uma baixa letalidade. Já o melanoma é o mais raro, mas pode ser letal".

 

O que o Sol tem a ver com isso? 

"A exposição solar sem proteção ao longo da vida pode causar câncer de pele porque a radiação ultravioleta, que penetra na pele, tem efeito cumulativo. Os raios UV danificam o DNA de células e podem surgir lesões na pele", explica a Dra. Gabriela, complementada pela Dra. Viviane: "Quando temos uma exposição intensa ao Sol, inicia-se um processo de crescimento desordenado da pele, na tentativa de proteger o DNA da célula".

 

Por isso, use protetor solar! 

Para evitar esse acúmulo da radiação UV, a recomendação esperada das dermatologistas é a aplicação constante de protetores com os fatores que defendem contra os raios UVA e UVB. E isso varia de acordo com o tipo de pele. Por isso, a Dra. Gabriela, dividiu nos seguintes grupos: 

• Fototipos 1 e 2: são pessoas de peles muito claras, que costumam ter sardas e não conseguem se bronzear, ficando apenas vermelhas. Esses fototipos demandam um fator de proteção FPS de 60 ou mais. 

• Fototipos 3 e 4 vêm de uma pele um pouco mais morena e que se bronzeia com mais facilidade, requerendo um fator FPS de 50 ao começar a se expor ao sol, e um fator 30 depois de já adquirida uma cor. 

• Os fototipos 5 e 6 são caracterizados por peles escuras, que não sofrem com queimaduras, mas ainda necessitam de proteção contra o câncer de pele. Nesses casos, o fator de proteção deve ser de, no mínimo, 15. 

A Dra. Viviane chama atenção para os tipos de solução. "Se sua pele do rosto é oleosa, procure filtros solares específicos para pele oleosa. Se você tem melasma ou manchas na pele, prefira os filtros solares com cor para a face. Já para corpo, os veículos em creme são bem tolerados. Atenção aos filtros solares em spray que não devem ser utilizados na face e, quando aplicados no corpo, você deve borrifar bem próximo à pele e espalhar o produto com as mãos para uma proteção uniforme e homogênea".

 

Cuidados paralelos ao protetor 

A cartilha já é antiga, mas vale mais do que nunca para proteger a pele contra o câncer:

  • Evitar exposição prolongada ao sol entre 10h e 16h;
  • Procurar lugares com sombra;
  • Usar proteção adequada, como roupas, bonés ou chapéus de abas largas, óculos escuros com proteção UV, sombrinhas e barracas;
  • Aplicar e reaplicar filtro solar com fator de proteção 30, no mínimo

 

Peles negras também precisam se proteger 

"A pele negra possui maior quantidade de melanina, uma proteína que funciona como uma espécie de protetor natural da pele. Mesmo assim, ela exige cuidados diários para mantê-la saudável, livre de manchas e do envelhecimento, como o uso de protetor solar", explica a Dra. Gabriela. "Geralmente, indicamos o FPS 30 para peles escuras, já que o próprio pigmento da pele negra é um fator de proteção", complementa a Dra. Viviane.

 

Dr. Gabriela Guerra – Dermatologista - CRM 130340 / RQE 48293. Formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Realizou especialização em Dermatologia pelo Hospital Ipiranga em São Paulo/SP -- Serviço credenciado pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Título de Especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia SBD e regional São Paulo/SP; Membro da American Academy of Dermatology -- AAD; Aperfeiçoamento em oncologia cutânea e dermatoscopia pelo Hospital A.C Camargo -- São Paulo/SP; Aperfeiçoamento em doenças infecto-contagiosas no Hospital Emílio Ribas- São Paulo/SP; Participação em congressos e cursos tanto nacionais quanto internacionais para constante atualização em Dermatologia e Estética. Avanços em tecnologias, injetáveis e lasers.

 

Check-up oftalmológico: saiba tudo o que precisa para garantir um final do ano com a visão em dia

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Doenças sazonais se tornam mais comuns no período das férias e recesso, principalmente devido ao aumento do calor e às mudanças de hábitos da população nessa época do ano, explica a Dra. Thayana Darab Rettor, especialista do H.Olhos-Hospital de Olhos, referência em oftalmologia em São Paulo

 

Durante as férias observamos um aumento de doenças sazonais, como casos de conjuntivite, que se tornam mais frequentes devido ao aumento do calor e às mudanças de hábitos da população neste período, explica a Dra. Thayana Darab Rettor, especializada em Catarata pela Irmandade Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e oftalmologista do H.Olhos - Hospital de Olhos, da rede Vision One, que destaca a importância de um check-up oftalmológico personalizado para manter uma visão saudável no próximo ano. 

Para garantir um próximo ano sem surpresas desagradáveis, recomenda-se agendar um check-up oftalmológico abrangente, considerando as atividades planejadas para as férias, retorno às aulas e ao trabalho. Segundo a Dra. Thayana, o oftalmologista poderá personalizar os exames com base no histórico médico e nas necessidades específicas de cada paciente, identificando e tratando doenças de ocasião ou problemas que, se não tratados logo no início, podem se tornar graves e irreversíveis. 

"Durante as férias, observamos um aumento de doenças de ocasião, como casos de conjuntivite, que surgem devido às condições climáticas e ao aumento da exposição ao sol. Por isso, é fundamental que as pessoas estejam cientes dos sinais e procurem avaliação profissional", explica a Dra. Thayana. 

A médica explica que, à medida que o calor toma conta e as férias se aproximam, é crucial redobrar os cuidados, especialmente diante das condições e desafios que essa época do ano pode trazer. 

Para facilitar na hora do check-up, o H.Olhos levantou algumas das principais preocupações oftalmológicas e os exames essenciais para garantir que sua visão permaneça nítida e saudável durante e após as festividades. Tome nota: 

  • Conjuntivite: Durante os meses mais quentes, a conjuntivite emerge como uma preocupação comum. Seja ela viral, bacteriana ou alérgica, os sintomas podem variar, mas a importância da detecção precoce permanece constante. Recomenda-se uma avaliação clínica minuciosa realizada por um oftalmologista para determinar o tipo específico e iniciar o tratamento adequado.
     
  • Fadiga Ocular: As férias muitas vezes significam uma explosão no uso de dispositivos eletrônicos. Esse aumento pode levar à fadiga ocular, afetando nossa visão e bem-estar geral. Um exame oftalmológico completo, que inclui verificação de grau (refração), medida de pressão intraocular e exame da retina, é necessário para avaliar a necessidade de uso de óculos ou outro tratamento específico.
     
  • Olho Seco: Viagens, ambientes com ar-condicionado e exposição prolongada ao sol podem contribuir para o olho seco, uma condição desconfortável e prejudicial à visão. Testes de lágrimas e avaliações da superfície ocular ajudam a diagnosticar e tratar eficazmente essa condição, garantindo um conforto visual duradouro.
  • Irritação e lesões após a prática de atividades aquáticas: Atividades aquáticas deixam a córnea mais susceptível a irritação e processos infecciosos. O cloro das piscinas é um agente bastante irritante para os olhos. Para prevenção, é necessário uso de óculos específicos para natação e atividades na água. Também devemos lembrar da importância do uso de óculos de proteção.

Perigo: Nos últimos quatro anos, SUS registrou mais de 1.500 internações por acidentes com fogos de artifício



 

Já em 2023, até setembro, foram 266 hospitalizações; festas de fim de ano aumentam o uso de artefatos, assim como os riscos, alerta SBMC

 

Fogos de artifício são tradições das festas de fim ano, como forma de celebrar o Natal e dar as boas-vindas a um novo ciclo, no Réveillon. Mas os artefatos que embelezam o céu e encantam os olhos oferecem potencial perigo, principalmente ao serem manuseados sem a devida atenção. De acordo com dados do Ministério da Saúde, de 2019 a 2022 o Sistema Único de Saúde (SUS) registrou 1.548 internações por ferimentos causados por fogos de artifício, média de 1 caso por dia.

Em 2023, dados preliminares da Pasta contabilizaram, de janeiro a setembro, 266 internações com o mesmo perfil.

 

As mãos costumam ser as partes mais impactadas. Além de queimaduras, os artefatos podem causar lesões com lacerações, cortes e até amputações de membros, como aconteceu, em julho deste ano, com o humorista catarinense Elvio da Nhaia, conhecido nas redes sociais como "Pilha".

 

“A anatomia das mãos é complexa, pois é composta por nervos, vasos, tendões, ossos e ligamentos que podem, além da pele, serem lesados por explosão e pelo calor.”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão (SBCM), Antonio Tufi Neder Filho.

 

Para evitar acidentes, recomenda-se que o artefato seja acionado com o uso de um suporte, algum objeto prolongável entre a mão e o rojão, mas nunca segurados diretamente nas mãos. “A atenção deve ser redobrada com as crianças, mantendo-as sempre afastadas do local”, frisa o especialista.

 

Outro ponto importante é evitar utilizar materiais de fabricação caseira, adquirindo fogos de artifício exclusivamente em estabelecimentos especializados, além de ler minuciosamente as orientações do produtor. “O acionamento sempre deve ser feito em áreas abertas, mantendo uma distância segura e assegurando-se, ainda, de que não haja materiais combustíveis nas proximidades. Jamais reutilize o material, mesmo que não tenha resultado na explosão desejada", ressalta.

 

Em caso de queimaduras, o presidente da SBCM salienta que é importante lavar a região atingida com água corrente ou soro fisiológico, enfaixar com algum tecido limpo e procurar um atendimento de saúde o mais rápido possível. “Em nenhuma hipótese coloque algum tipo de remédio caseiro, pois isso pode levar a uma contaminação e infecção secundária”, pontua.

 

Em caso de traumas com sangramento, deve ser feita a compressão do local com pano limpo e procurar serviço de saúde. “Prudência e muita atenção são fundamentais para que o período do fim de ano, ao lado de nossos entes queridos, seja realmente de festas”, conclui.


 


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