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quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Câncer de pele: aprenda a identificar pintas suspeitas

Saber reconhecer alterações no corpo é fundamental para um diagnóstico precoce e um tratamento efetivo

 

O verão está chegando e, junto com ele, costumam vir as férias, as viagens e uma maior exposição solar. Ainda que hoje exista uma consciência maior sobre a importância de proteger a pele, muitas pessoas costumam aplicar fotoprotetores apenas em situações pontuais, como durante um dia na praia ou na piscina. No entanto, a inconsistência do cuidado aumenta as chances de aparecimento de diversas pintas pelo corpo, que podem até serem malignas. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), todos os anos, aproximadamente 185 mil brasileiros são diagnosticados com câncer de pele. O número representa 33% de todos os casos de câncer do País. 

Os mais comuns são o carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma espinocelular (CEC), somando cerca de 177 mil novos casos por ano. O melanoma, ainda que menos frequente, é o mais agressivo. “A doença é ocasionada pelo crescimento anormal e descontrolado das células que compõem a pele, formando diferentes tipos de câncer. Fatores como pele clara, propensão a queimaduras solares e histórico familiar podem aumentar o risco de desenvolvimento do câncer de pele”, ressalta Dr. Ricardo Motta, cirurgião oncológico do Hcor. 

A doença pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Assim, conhecer bem a pele e saber em quais regiões existem pintas, faz toda a diferença na hora de detectar qualquer irregularidade. “O diagnóstico precoce e o tratamento imediato são essenciais para todos os casos de câncer de pele, inclusive para os de baixa letalidade que, embora menos agressivos, podem causar lesões graves e desfigurantes em áreas expostas do corpo, gerando grande impacto emocional nos pacientes”, alerta. 

Atualmente, há uma variedade de opções terapêuticas para o câncer de pele não melanoma, cada uma adaptada ao tipo e à extensão da doença. “Além das modalidades cirúrgicas, a radioterapia, quimioterapia, imunoterapia e os medicamentos orais e tópicos são opções adicionais para tratar os carcinomas. A escolha do tratamento mais adequado deve ser feita por um médico especializado em câncer de pele, levando em consideração o tipo específico da doença e suas características individuais”, reforça o médico. 

Evitar a exposição ao sol e proteger a pele dos raios UV são fundamentais para prevenir o melanoma e outros tumores de pele. “Escolha protetores com boa absorção de raios UVA e UVB, não irritantes, resistentes à água e de amplo espectro. Reaplique a cada duas horas e utilize uma quantidade adequada. Vale ressaltar que o bronzeamento artificial é proibido no Brasil e aumenta significativamente o risco de câncer de pele”, finaliza. 

A seguir, a metodologia indicada por dermatologistas para reconhecer as manifestações dos três tipos de câncer da pele: carcinoma basocelular, carcinoma espinocelular e melanoma. Para auxiliar na identificação dos sinais perigosos, basta seguir a Regra do ABCDE. Em caso de sinais suspeitos, procure sempre um dermatologista. Nenhum exame caseiro substitui a consulta e avaliação médica:

 

Assimetria

Assimétrico: maligno

Simétrico: benigno

 

Borda

Borda irregular: maligno

Borda regular: benigno

 

Cor

Dois tons ou mais: maligno

Tom único: benigno

 

Dimensão

Superior a 6 mm: provavelmente maligno

Inferior a 6 mm: provavelmente benigno

 

Evolução

Cresce e muda de cor: provavelmente maligno

Não cresce nem muda de cor: provavelmente benigno
 


Hcor


Grávidas devem redobrar atenção durante ondas de calor e especialmente no verão

 O aumento da temperatura pode afetar a quantidade de líquido amniótico e até aumentar as chances de prematuridade e defeitos congênitos

 

O aquecimento global e fenômenos como o El Niño podem além atingir o meio ambiente, também afetar diretamente a gestação das mulheres. De acordo com a Revista Science, a cada aumento de 1°C na temperatura média global, a grávida tem 5% a mais de chance de ter um bebê prematuro e 16% quando ela enfrenta ondas repetidas de calor. Além disso, gestantes no primeiro trimestre de gravidez, com aumento da temperatura corporal acima de 39,2ºC, podem ter consequências graves na saúde do feto, como a diminuição na quantidade de líquido amniótico, possibilitando que a criança nasça com baixo peso, tenha anormalidades congênitas, podendo provocar até mesmo a morte fetal.

Segundo a obstetra e coordenadora adjunta do curso de Medicina do Centro Universitário São Camilo, Fábia Vilarino, as temperaturas elevadas têm implicações para todos, e as grávidas são mais suscetíveis. “Essas implicações são devido às condições próprias da gravidez, como alterações hormonais e na volemia (quantidade de sangue no corpo) que proporcionam aumento natural da temperatura do corpo”, explicou.

Para ela, o calor não prejudica o feto diretamente, mas se a mãe não se hidratar corretamente pode haver repercussões como redução do líquido amniótico, por exemplo. No início da gestação há mais predisposição às quedas de pressão, com possibilidade de sensação de desmaio e no 2º e 3º trimestres de gravidez, pelo aumento do peso e do volume abdominal, há mais desconforto e aumento da temperatura corporal. “O aumento da temperatura retém líquido, causando edemas, queda de pressão arterial, sensação de cansaço e indisposição e se não houver hidratação adequada leva à desidratação”, alertou a docente de Medicina.

Ela indica que em dias muito quentes é importante que a gestante use roupas leves e confortáveis, não se exponha ao sol, não tome banho quente, ingira mais líquidos do que de costume, principalmente água, assim como alimentos frescos como frutas e vegetais e dê preferência a ambientes ventilados, abertos e às sombras. O uso de umidificadores de ar ajuda a refrescar a sensação térmica.


Uma em cada três mulheres é vítima de abuso doméstico e 50% das vítimas também têm sua privacidade violada

 Entenda o que é o crime de stalking e como procurar ajuda para sair dessa situação



O Brasil registrou cerca de 245 ligações de mulheres por dia em 2023 para relatar casos de violência de acordo com dados da Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180. Segundo pesquisa da Kaspersky, cerca de uma a cada três mulheres sofre algum tipo de abuso em casa no país – e metade dessas vítimas ainda sofrem algum tipo de perseguição por meio da tecnologia. Aproveitando o Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a empresa de cibersegurança quer chamar atenção para essa violência silenciosa no celular.

                               https://www.youtube.com/watch?v=yIrqaGgpPJ8

O problema da perseguição é tão sério no Brasil que ganhou a Lei 14.132/21 em 2021 – afetando especialmente as mulheres. O primeiro indício que a questão de gênero está presente nas respostas dos participantes da pesquisa que afirmaram conhecer o que é o stalkerware ou spouseware (no total, representam 30%): há mais homens (32%) que conhecem do que mulheres (29%). O fato é que as vítimas tendem a não conhecer a tecnologia até entender o que está acontecendo.

A delegada de polícia com experiência na atuação especializada em crimes digitais e violência contra mulheres, Milena Lima, explica o impacto prático dos programas espiões na vida de uma pessoa. “Coincidentemente, ela encontra sempre a mesma pessoa nos locais que vai. O esposo/namorado faz comentários ou inicia conversas sobre um tema que ela conversou com uma amiga mais cedo no mesmo dia/semana. Esses podem ser sinais claros de que há uma perseguição em curso, física ou digital e que podem passar despercebidos.

Milena explica ainda que a perseguição digital pode ser feita por meio de um programa espião instalado no celular. Este é o tipo mais comum de abuso digital e é chamado de stalkerware. “Ele é instalado à noite, enquanto a vítima dorme, ou ela recebe um celular novo de presente com o rastreador já instalado. O que característica um app de monitoramento como stalkerware é, principalmente, se ele fica escondido no sistema ou não. Uma diferença clara são os programas de controle parental – estes interagem com as crianças avisando que o tempo de tela se esgotou. Já o app espião irá copiar as conversas no WhatsApp e enviá-las para o abusador – permitindo assim que este exerça um controle emocional na vítima.

Conheças outros sinais para identificar se um stalkerware foi instalado no celular:

                                                                  “os sinais no celular” 
                                            https://www.youtube.com/watch?v=4Qih2uzsgCo

Para a especialista, os programas espiões são um facilitador do abuso que já existe em uma relação e visa exercer maior controle da vida da vítima, monitorando todos seus passos – seja fisicamente como na internet. Essa violência contra a privacidade e a vigilância abusiva seguem uma escalada para a violência psicológica e emocional – podendo chegar até à violência física. Entender que esse monitoramento digital acontece é um ponto que pode ajudar a entender o cenário completo do abuso e este é o principal objetivo da campanha de conscientização que a Kaspersky está realizando.

Logo quando tivemos a primeira interação para falar sobre a ação de conscientização sobre o stalkerware, me lembrei de uma situação recente que passamos com uma participante do nosso programa para sair e/ou superar a relação abusiva. Recebemos por e-mail o pedido de cancelamento da inscrição. Por padrão, sempre vamos avaliar sua interação na nossa plataforma e verificamos que ela estava muito ativa. Desconfiadas, ligamos para a participante e concluímos que o ex-marido abusador havia acessado o e-mail e enviado o pedido”, explica Janaina Campos, influenciadora digital, especialista em psicanálise e programação neurolinguística e criadora do Programa Desvincular, que conduz mulheres vítimas de abuso em relacionamentos à sua libertação.



Como lidar com o stalkerware e a relação abusiva?

A pesquisa da Kaspersky mostra um cenário preocupante em que 83% das mulheres no Brasil confrontariam seu parceiro caso descubram que estão sendo espionadas. Porém, essa reação pode motivar mais violência. Quando um abusador é confrontado – pode ser um “basta” ou ‘quero me separar”, estatísticas mostram que a reação mais comum é com algum tipo de violência. Ou seja, caso ele perceba que sua espionagem foi descoberta e seja afrontado pela vítima, é factível esperar que possa ocorrer uma agressão física.

O melhor a ser feito é procurar a delegacia da mulher para prestar queixa e efetuar uma vistoria no celular e/ou computador para registrar formalmente a prova da espionagem. É importante destacar que a correta documentação da prova é essencial para um eventual processo jurídico – como solicitação de proteção pela Lei Maria da Pena. Esta documentação pode ser realizada em um cartório especializado solicitando uma ata notarial ou na delegacia de polícia – mesmo que não haja equipe técnica disponível, é possível solicitar a um escrivão: seu relato é válido por ser uma pessoa de fé pública. A vítima ainda pode procurar uma assistência e solicitar um parecer técnico por escrito.

                                                 “como agir se descobrir um stalkerware"
                                             https://www.youtube.com/watch?v=x7nyzuXoj3A

Acesse o Guia Prático Contra Stalkerware para ajudar na indentificação das vítimas de stalking.

Para saber mais sobre a pesquisa e o problema do stalkerware, assista o webinar completo da Kaspersky "Entendendo a ligação entre a “espiadinha” online e a violência doméstica".

 

Kaspersky
Saiba mais no site da empresa

 

No papel cabe tudo, mas e no coração?

 Há 75 anos, em Paris, era assinada a Declaração de Direitos Humanos pelas maiores potências do mundo – também pelas menores e pelas, então, consideradas irrelevantes. Todos estavam abalados com os horrores da Segunda Guerra Mundial e, como crianças arrependidas, prometeram por escrito que fariam do mundo um lugar melhor.

Fizeram? No papel sempre cabe tudo. A história dos Direitos Humanos é feita de papéis, de declarações, de cartas – a começar pela Magna Carta de 1215, assinada pelo rei João I da Inglaterra, mais conhecido como João-sem-terra e por ser um personagem coadjuvante nos filmes de Robin Hood.

Foi com João que a discussão por “terras” abriu o caminho para os direitos do homem: a igreja e os barões ingleses estavam revoltados com o exercício do poder absoluto do soberano, que lhe tomava terras, títulos, riquezas e anulava sua dignidade. Com a Magna Carta, surgiram os chamados Direitos Humanos de primeira geração, criados para proteger o povo contra os arbítrios do poder estatal. Mas quem era esse povo? Nobres. Religiosos. Homens. Brancos. Ricos. Filhos legítimos. Se você estivesse fora desse filtro, a opressão continuaria.

Muitas declarações a sucederam: Habeas Corpus Act, 1679; Bill of Rights, em 1689; Declaração Americana, 1776; Declaração Francesa, 1789; tantos documentos, incluindo a Declaração Universal de Direitos do Homem. São textos muito úteis para a compreensão do Direito e do mundo. Porém, a interpretação é sempre ao gosto do leitor, o que torna imponderável o uso ou mau uso de cada um desses documentos pelas gerações vindouras.

Em 2023, duas grandes guerras estão humilhando nossas melhores intenções como humanidade. Numa delas, uma nação inteira foi tachada de “subumana” como justificativa para ser massacrada. Tampouco a ONU, criada em 1945 e guardiã dos Direitos Humanos, consegue cumprir seu papel de estímulo à “fraternidade”, diante do poderio financeiro de países que se consideram “desenvolvidos”.

Como mudar tudo isso, encarar esses ciclos históricos de violência e manter o coração esperançoso? Novos textos, mais papel? Os conceitos amorosos que permitem iluminar as letras das declarações nascem no seio familiar, pelas mãos de quem exerce a maternagem, independentemente da identidade de gênero, orientação sexual ou ligação biológica; nascem com o amor que alimenta as pequenas novas centelhas, que herdarão nossa bagunça se não conseguirmos quebrar os ciclos infinitos de ódio e intolerância.

Parabéns, Declaração de Direitos Humanos. Feliz aniversário de 75 anos! Lamento que hoje você seja como uma avó testemunhando filhos e netos disputarem aquele terreninho de herança, puro mato, comprado há tanto tempo e que ninguém ofereceu ajuda para pagar o IPTU.




Leonardo de Moraes - mestre em Direito do Estado, professor de Direitos Humanos e tabelião. Nas artes, é roteirista, artista visual e autor do romance Tia Beth, sobre as dores e perdas da ditadura militar.

Mais de oito em cada 10 consumidores preferem fugir da publicidade na TV e em aplicativos de streaming

 Na disputa pela atenção dos consumidores, muitas empresas pecam pelo excesso; sócias da Jahe Marketing contam como não ser uma delas

 

A cena é cotidiana. Chega a hora dos anúncios no meio de um vídeo no YouTube e o espectador espera ávido pelos cinco segundos que o separam do botão “Pular Anúncio”. Ou, assim que os comerciais surgem na TV, o equipamento rapidamente é colocado no mudo. Quem tem esse hábito não está sozinho. Mais de oito em cada 10 consumidores preferem fugir da publicidade do que dedicar tempo e atenção a ela na TV e nos aplicativos de streaming. 

É isso que aponta uma pesquisa divulgada pela Kantar, que mostra que a percepção negativa dos espectadores cresce à medida em que aumenta a quantidade de anúncios a que são expostos. O cenário, naturalmente, se tornou um desafio para as marcas. 

“Ganhar atenção do público em um mercado cada vez mais saturado de conteúdo é uma missão e tanto. Mas esse cenário também pode se tornar uma oportunidade para retirar o excesso das campanhas de marketing. E a partir daí, focar aquilo que realmente cria uma conexão com os consumidores”, comenta Thaís Faccin, uma das sócias da Jahe Marketing. 

Então, como chamar a atenção de maneira positiva? Para isso, as marcas devem trabalhar a mensagem correta, que chega ao público adequado, e na hora certa. “Digamos que você esteja assistindo a um vídeo sobre lugares para se passar as férias no Nordeste brasileiro. Em um dado momento, surge um anúncio sobre investimentos em criptomoedas. A probabilidade de que essa propaganda seja inconveniente é muito maior do que uma chamada sobre promoções em hotéis”, diz Satye Inatomi, também sócia da Jahe Marketing. 

Outro recurso de anúncios não intrusivos está ligado à liberdade de escolha: a possibilidade de parar um vídeo antes do final, fechar a janela onde está o anúncio ou apontar que aquele tipo de conteúdo não lhe interessa.

É claro que chegar a esse nível de aproveitamento de uma peça publicitária não acontece de uma hora para outra. Mas existem algumas recomendações que ajudam as marcas a criar anúncios não intrusivos e mais atraentes para o público. 

Veja cinco dicas da Jahe Marketing para evitar anúncios intrusivos 


1 - Considerar os horários da audiência e os canais adequados. “O momento no qual a marca vai aparecer para os consumidores é relevante para a eficiência do anúncio. Para definir boas faixas de horário para uma audiência específica, é interessante tomar como base as horas nas quais os consumidores mais reagem a seus posts nas redes sociais. Plataformas como Instagram, Facebook e LinkedIn geram relatórios fáceis de compreender a partir do conteúdo publicado”, recomenda Faccin. 

“Em relação aos canais adequados, existe uma verdade que consideramos absoluta: você não precisa estar em todos os canais digitais para fazer um bom trabalho no ambiente digital. No entanto, é crucial que atue bem naqueles nos quais seus clientes estão.”

De acordo com ela, o LinkedIn é uma alternativa excelente para um negócio B2B. Já se o objetivo é atrair um público geral e mais amplo, o Instagram pode render bons resultados. “Definir uma boa estratégia de redes é o primeiro passo para que seus anúncios não sejam intrusivos, e fazer com que eles estejam dialogando com as pessoas corretas. Outra alternativa são as newsletters utilizadas como e-mail marketing, desde que, é claro, os destinatários concordem em recebê-las – seguindo não apenas as boas práticas, mas também a LGPD”, afirma.


2 - Não utilizar clickbaits. Asiscas de clique” estão em todo lugar na internet. São manchetes tendenciosas ou sensacionalistas, imagens que chamam a atenção sem conexão real com o conteúdo e promessas miraculosas. “Se a oferta não condiz com a isca, a marca gera frustração para o cliente e, como brinde, prejudica sua reputação. Ainda que seja menos intrusivo do que um vídeo que surge na hora errada, é uma péssima estratégia para marcas que buscam resultados sólidos ao longo do tempo”, diz Inatomi. 


3 - Aposta em conteúdo patrocinado. Também chamado de branded content esse tipo de comunicação se integra ao formato no qual está inserida com parte do material editorial. Por exemplo, um caderno especial sobre o Rock in Rio dentro de um jornal diário, um podcast sobre o desenvolvimento de medicamentos patrocinado por uma indústria farmacêutica, e por aí vai. 

“A inserção de links patrocinados nos resultados de busca no Google também é uma estratégia válida, já que o anunciante só aparece a partir da pesquisa que o usuário faz, e o público é avisado de que aquele resultado surgiu a partir de um investimento da marca”, afirma Inatomi.


4 - Marketing de influência deve ser opção. Influenciadores digitais, incluindo o universo dos microinfluenciadores (aqueles que têm até 100 mil seguidores), também são uma opção de parceria que pode gerar retorno comercial sem o incômodo dos anúncios intrusivos, de acordo com a Jahe Marketing. 

“Cada vez mais, marcas de diversos tamanhos utilizam essas parcerias para que seus produtos alcancem um público maior, já que os itens são apresentados de maneira natural, para uma audiência que tem interesse em consumir o material que esses profissionais criam”, diz Faccin.


5 - Inteligência artificial em prol da marca. Anúncios baseados em comportamento aumentam a relevância da graças às ferramentas de automação de marketing aliadas à inteligência artificial. “Hoje já é possível reunir informações sobre seu público e usá-las para criar campanhas direcionadas. Isso tem sido feito com cada vez mais eficiência. Ela permite, por exemplo, lembrar os clientes sobre carrinhos abandonados, ou distribuir conteúdo em newsletters para grupos mais relevantes”, explica Inatomi.


Carreira internacional: os 10 erros mais comuns que profissionais brasileiros cometem no exterior

 Mentora em realocação, Kátia Wendt dá dicas para evitar desgastes


Alcançar a carreira internacional é o objetivo de muitos profissionais brasileiros, que buscam em outros países estabilidade financeira, crescimento na carreira e novas experiências pessoais e profissionais.

Mesmo depois de chegar a este patamar, no entanto, é necessário que o profissional esteja ciente que existem muitas diferenças entre o Brasil e o país escolhido, independentemente de qual seja. É o que explica Kátia Wendt, fundadora da Wendt Global, empresa especializada na realocação de profissionais.

“Trabalhar em outro país é uma conquista imensa, mas ‘apenas’ metade do caminho. O executivo precisa estar preparado para encarar uma série de mudanças, especialmente se estiver em um cargo de liderança, no qual será responsável por outras pessoas”, diz. “Para que tudo corra bem é preciso ir além de executar o trabalho com perfeição e entender costumes, culturas, pessoas, etc”, completa.

Abaixo, listamos os 10 maiores erros que executivos cometem em outros países. Veja:


Falta de compreensão cultural

Ignorar ou subestimar as diferenças culturais pode levar a mal-entendidos, conflitos e dificuldades de adaptação.


Comunicação ineficaz

Não se comunicar de forma clara e eficaz devido a barreiras linguísticas, diferenças culturais ou estilos de comunicação pode prejudicar a produtividade e os relacionamentos no trabalho.


Falha na adaptação

Não se adaptar ao novo ambiente, incluindo costumes, práticas comerciais e estilo de vida, pode dificultar a integração e a eficácia no trabalho.


Resistência à mudança

Alguns executivos  podem resistir a mudanças, tentando impor métodos e práticas que funcionam em seu país de origem, sem considerar a relevância ou eficácia local.


Falta de sensibilidade cultural

Não mostrar sensibilidade para com as tradições, valores e crenças locais pode criar tensões e dificultar o trabalho em equipe.


Desconhecimento das leis e regulamentos locais

Não compreender as leis, regulamentos e práticas comerciais do país hospedeiro pode levar a problemas legais e operacionais.


Falta de desenvolvimento de redes de apoio

Não construir relacionamentos sólidos com colegas locais ou outros profissionais na mesma situação pode limitar o apoio e a orientação disponíveis em um ambiente estrangeiro.


Expectativas irreais

Esperar que tudo funcione da mesma maneira que em seu país de origem pode levar a decepções e frustrações, especialmente se as expectativas não forem realistas em relação ao ambiente de trabalho e à cultura local.


Gestão inadequada da equipe

Não compreender as diferenças de estilo de gestão e não adaptar as abordagens de liderança à cultura local pode resultar em baixa produtividade e insatisfação da equipe.


Falta de habilidades de resolução de problemas interculturais

Não saber lidar com conflitos e desafios interculturais pode dificultar a colaboração eficaz e a resolução de problemas dentro da equipe e com stakeholders locais.

“Para evitar esses erros, os executivos devem investir tempo e esforço para aprender sobre a cultura local, desenvolver habilidades de comunicação intercultural, demonstrar flexibilidade e adaptabilidade, e estar abertos a aprender com a nova experiência. Um treinamento intercultural prévio à mudança e o apoio contínuo durante a estadia no exterior também podem ser muito úteis para evitar esses erros comuns”, finaliza a especialista. 



Katia Wendt
Instagram @katiawendt

 

Brasil precisa aproveitar COP28 para aprimorar regulação do mercado de carbono

 

Modelos globais podem servir de inspiração para avanço da agenda regulatória; FecomercioSP defende escopo em que empresas dos Serviços e do Comércio participem de forma voluntária



A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas deste ano (COP28), que começou na semana passada e termina na próxima semana (terça-feira, 12), é uma ótima oportunidade para o Brasil debater e observar modelos de regulação do mercado de carbono a nível global, seguindo países como Canadá, Nova Zelândia e Coreia do Sul, que já contam com escopos em operação, ou mesmo a União Europeia, cujo sistema entrou em vigor em 2005.

O Conselho de Sustentabilidade da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) tem se debruçado sobre o tema há alguns anos, principalmente em torno de duas premissas centrais: que empresas dos setores de Serviços e Comércio não sejam incluídas em um futuro mercado regulado e, por consequência, que tenham condições legais de vender créditos de carbono dentro desse mercado — podendo, assim, reduzir as emissões de Gases do Efeito Estufa (GEE) de forma voluntária.

Isso acontece porque esses negócios não podem ser considerados grandes emissores (conforme previsto no PL 412/2022, acima de 25 mil toneladas por ano). Na prática, são quase, em sua totalidade, empresas de pequeno e médio portes, que, apesar de serem a base da economia do País, produzem níveis de carbono muito abaixo dos operadores de maior porte. Por isso, não podem ser equiparadas a esses grandes emissores.

A Federação já levou esse pleito a diversos atores do Poder Público nos últimos anos, como governos locais, parlamentares federais e até mesmo à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em uma reunião realizada em março deste ano. A Entidade acompanha de perto a tramitação do Projeto de Lei (PL) 412/2022, proposto pelo senador Chiquinho Feitosa (DEM/CE).

O escopo do texto abarca uma série de fatores positivos para uma futura regulação do mercado de carbono — como a criação do Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases Estufa (SBCE), com foco sobre grandes emissores [tabela 1] —, mas alguns pontos ainda precisam de ajustes. Dentre eles, é fundamental que existam créditos validados, que possam ser disponibilizados para comercialização quando as regras passarem a ser exigidas, já que é só assim que o SBCE poderá começar a vigorar de fato.


[TABELA 1]

AGENTES REGULADOS (OPERADORES E OBRIGAÇÕES) SEGUNDO PL 412/2022


Além disso, a implementação do mercado regulado deve ter o prazo reduzido de seis anos para três, de forma que os ativos sejam negociados com mais rapidez na economia. O texto em tramitação também não define qual e onde ficará lotado o órgão responsável por estruturar o mercado de carbono nos cenários local e internacional. A Assessoria Técnica da FecomercioSP entende que essa definição, prevista no Acordo de Paris (assinado em 2015), é importante no processo regulatório mais amplo.

Para a FecomercioSP, tão importante quanto esses ajustes é que o PL em questão mantenha dispositivos importantes já presentes no texto, como a desconsideração de negócios dos Serviços, do Comércio e do Turismo entre as empresas do SBCE e, tão relevante quanto, que os ativos desses empreendimentos sejam validados para entrar no mercado regulado e gerar renda.

No entendimento da Federação, é um avanço significativo para o Brasil se a ocasião da COP28, em Dubai (que tem a maior comitiva nacional da história do encontro), for utilizada pelo governo brasileiro para discutir, de forma mais aprofundada, os rumos da regulação do mercado de carbono. Seria importante assimilar as lições aprendidas dos modelos já existentes para aprimorar o sistema brasileiro e seguir em direção a um ambiente de comércio de emissões de carbono que contemple, de forma eficaz, os setores regulados e voluntários, além de trazer competitividade para o Brasil no cenário mundial.



FecomercioSP


PIS/Pasep sobre a folha de pagamento deixará de ser recolhido com a Reforma Tributária?

A cobrança do PIS/Pasep sobre a folha de pagamento pode sofrer alterações com a aprovação da Reforma Tributária. Mais precisamente quanto ao Programa de Integração Social (PIS)  que pode deixar de ser recolhido para um determinado grupo de contribuintes. A IOB, smart tech que entrega conteúdo de legislação e sistemas de gestão contábil, tira as principais dúvidas sobre essas mudanças no texto que segue em discussão no Congresso.   

Segundo Daniel de Paula, especialista tributário da IOB, o texto ainda não traz com evidência a confirmação do fim do PIS sobre a folha de pagamento com aplicação da alíquota de 1%. Já a contribuição PASEP, após alteração do texto da PEC 45/2019 no Senado, foi incluída previsão expressa de que o recolhimento permanece sobre as receitas governamentais, portanto, apenas para as pessoas jurídicas de direito público.  

Hoje, a contribuição para o fundo PIS/PASEP correspondente a 1% sobre a folha de pagamento das seguintes instituições: 

a) templos de qualquer culto;
b) partidos políticos; 
c) instituições de educação e de assistência social; 
d) instituições de caráter filantrópico, recreativo, cultural, científico e associações; 
e) sindicatos, federações e confederações; 
f) serviços sociais autônomos, criados ou autorizados por lei; 
g) conselhos de fiscalização de profissões regulamentadas; 
h) fundações de direito privado e fundações públicas instituídas ou mantidas pelo Poder Público; 
i) condomínios de proprietários de imóveis residenciais ou comerciais; 
j) OCB e as Organizações Estaduais de Cooperativas.  

A Reforma prevê o fim de cinco tributos, entre eles o PIS, que será integrado na Cofins por meio da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços).  

Com a extinção do PIS, parte desse fundo, que é destinado para os programas listados, passará a ser custeado pela CBS, permanecendo o PASEP para as entidades governamentais, as pessoas jurídicas de direito público interno, onde considera-se: 

a) União; 
b) estados, Distrito Federal e os territórios; 
c) municípios; 
d) autarquias, incluindo associações públicas; 
e) demais entidades de caráter público criadas por lei.  

Todavia, Daniel de Paula explica que o entendimento do texto em análise que retornou à Câmara após alterações no Senado, é de que tais entidades não contribuem mais com 1% sobre a folha. Mas, é provável que aquelas que não são consideradas imunes passem a ser sujeitos passivos da CBS, conforme as alíquotas definidas pela futura legislação.   

Nesse sentido, ainda é necessário acompanhar nas discussões do texto quais entidades vão permanecer consideradas imunes à contribuição. Atualmente, são considerados os templos de qualquer culto, partidos políticos e suas fundações, entidades sindicais de trabalhadores e instituições de educação e assistência social sem fins lucrativos.  

Em contrapartida, ao mesmo tempo em que altera o recolhimento de PIS/Pasep dessas entidades, o texto da Reforma não afeta sobre as contribuições previdenciárias das mesmas. Segundo Mariza Machado, especialista trabalhista e previdenciária da IOB, as entidades beneficentes de assistência social, sem fins lucrativos, devidamente certificadas na forma da lei, que presta serviço nas áreas de assistência social, saúde e educação, terão direito à isenção da contribuição previdenciária patronal (CPP), desde que atendam aos requisitos exigidos pela legislação:  

I. não percebam seus dirigentes estatutários, conselheiros, associados, instituidores ou benfeitores remuneração, vantagens ou benefícios, direta ou indiretamente, por qualquer forma ou título, em razão das competências, das funções ou das atividades que lhes sejam atribuídas pelos respectivos atos constitutivos; 
II. apliquem suas rendas, seus recursos e eventual superávit integralmente no território nacional, na manutenção e no desenvolvimento de seus objetivos institucionais; 
III. apresentem certidão negativa ou certidão positiva com efeito de negativa de débitos relativos aos tributos administrados pela Secretaria Especial da Receita Federal e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, bem como comprovação de regularidade do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); 
IV. mantenham escrituração contábil regular que registre as receitas e as despesas, bem como o registro em gratuidade, de forma segregada, em consonância com as normas do Conselho Federal de Contabilidade e com a legislação fiscal em vigor; 
V. não distribuam a seus conselheiros, associados, instituidores ou benfeitores seus resultados, dividendos, bonificações, participações ou parcelas do seu patrimônio, sob qualquer forma ou pretexto, e, na hipótese de prestação de serviços a terceiros, públicos ou privados, com ou sem cessão de mão de obra, não transfiram a esses terceiros os benefícios relativos à imunidade prevista no § 7º do art. 195 da Constituição Federal; 
VI. conservem, pelo prazo de 10 anos, contado da data de emissão, os documentos que comprovem a origem e o registro de seus recursos e os relativos a atos ou a operações realizadas que impliquem modificação da situação patrimonial; 
VII. apresentem as demonstrações contábeis e financeiras devidamente auditadas por auditor independente legalmente habilitado nos Conselhos Regionais de Contabilidade, quando a receita bruta anual auferida for superior ao limite fixado pelo inciso II do caput do art. 3º da Lei Complementar nº 123/2006;  
VIII. prevejam, em seus atos constitutivos, em caso de dissolução ou extinção, a destinação do eventual patrimônio remanescente a entidades beneficentes certificadas ou a entidades públicas.  

São abrangidas pela isenção as contribuições previdenciárias patronais correspondentes a: 

a) 20% do total das remunerações pagas, devidas ou creditadas aos segurados empregados, trabalhadores avulsos e contribuintes individuais; 
b) contribuição variável para o financiamento de aposentadoria especial e dos benefícios concedidos em razão do grau de incidência de incapacidade laborativa decorrentes dos riscos ambientais do trabalho (GIILRAT). 

 

IOB

A importância da segurança digital para o futuro da IoT

 

Uma pesquisa divulgada recentemente pela Frost & Sullivan apontou que a América Latina poderá chegar ao final de 2023 com 1 milhão de dispositivos conectados. Ou 995 milhões, para ser exato, segundo o relatório. Essa expectativa se baseia no crescimento do uso da tecnologia de conectividade em diversas áreas, com destaque para Agropecuária, dois dos setores que mais vêm apresentando casos de uso no Brasil.

 

Os dispositivos conectados, muitas vezes chamados de dispositivos “inteligentes”, tornaram-se parte integrante de nossas vidas, oferecendo conveniência e eficiência. No entanto, também introduzem potenciais riscos de segurança e privacidade que podem afetar as nossas famílias, tais como: 

  • Acesso não autorizado: medidas de segurança fracas podem deixar os nossos dispositivos vulneráveis ​​ao acesso não autorizado, comprometendo potencialmente a nossa privacidade e segurança.
  • Violações de dados: protocolos de criptografia inadequados podem expor nossas informações pessoais, deixando-nos suscetíveis ao roubo de identidade e outras atividades maliciosas.
  • Vulnerabilidades exploráveis: firmware desatualizado e conexões de rede inseguras podem permitir que hackers obtenham controle sobre nossos dispositivos, representando riscos para nossos sistemas de automação residencial e capacidades de monitoramento. 

Há discussões em todo o mundo, como a recente proposta da FCC nos EUA para estabelecer um programa voluntário de rotulagem de segurança cibernética, conhecido como U.S. Cyber ​​​​Trust Mark é um desenvolvimento significativo para garantir a segurança dos dispositivos IoT. Tais iniciativas visam:

  • Informar as escolhas dos consumidores: fornecer aos consumidores informações claras sobre a segurança dos dispositivos habilitados para Internet, permitindo-nos tomar decisões de compra informadas para as nossas famílias.
  • Incentivar padrões mais elevados de segurança cibernética: ao diferenciar produtos confiáveis ​​no mercado, este programa incentiva os fabricantes a atenderem a padrões elevados de segurança cibernética, melhorando o cenário geral de segurança. 

“Na DigiCert, estamos totalmente comprometidos em apoiar ações como esta. Nosso produto, Device Trust, está alinhado aos objetivos deste programa de rotulagem voluntária, fornecendo a famílias como a nossa soluções de segurança robustas”, afirma Dean Coclin, Diretor Sênior de Desenvolvimento de Negócios da DigiCert. Com o Device Trust, oferecemos: 

  • Autenticação de dispositivos: Device Trust permite a emissão e gestão de certificados digitais confiáveis, garantindo a autenticidade e integridade dos dispositivos conectados em nossas casas.
  • Medidas de privacidade reforçadas: ao implementar protocolos de criptografia avançados, o Device Trust protege os dados da nossa família, protegendo-os contra acesso não autorizado e possíveis violações.
  • Manutenção contínua de segurança: Device Trust agiliza o gerenciamento de certificados digitais e facilita atualizações de segurança automatizadas, garantindo que nossos dispositivos permaneçam protegidos durante todo o seu ciclo de vida. 

“À medida que o panorama da IoT continua a se expandir, a necessidade de medidas de segurança abrangentes torna-se cada vez mais evidente. Com isso, as famílias podem aproveitar os benefícios dos dispositivos conectados e, ao mesmo tempo, confiar na sua segurança. “Podemos ansiar por um futuro onde as nossas casas estejam protegidas, a nossa privacidade seja preservada e os nossos entes queridos estejam seguros”, conclui o executivo.

 

 

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Fundo de Conservação do SeaWorld se junta aos esforços para salvar os botos da Amazônia


A doação foi concedida ao Instituto Mamirauá para a preservação da espécie que está sofrendo uma emergência ambiental no Lago Tefé, no interior do Amazonas 


Orlando, FL – Em decorrência do calor extremo na floresta amazônica brasileira, o Fundo de Conservação do SeaWorld concedeu uma doação emergencial ao Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) para apoiar o resgate de botos amazônicos e diminuir os impactos da situação de emergência no Lago Tefé e arredores. Os botos são encontrados apenas nos rios da América do Sul, além de serem uma das poucas espécies de golfinhos de água doce que restam no mundo. Parte da doação ao IDSM será destinada aos esforços de recuperação de carcaças de botos com a finalidade de analisar amostras biológicas para então determinar a causa das mortes. Além disso, o IDSM implementará um plano abrangente para resgatar, tratar e transportar animais vivos para um habitat natural mais adequado.

 

Desde setembro, os botos amazônicos têm passado por um Evento de Mortalidade Incomum (UME, sigla em inglês). Até o momento, foram relatadas 154 mortes, incluindo botos-cor-de-rosa e tucuxis.

 

“O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá é um verdadeiro líder nos esforços para prevenir a extinção desta espécie rara e ameaçada, e o nosso fundo tem o privilégio de desempenhar o papel de ajudá-los nessa importante missão”, disse o Dr. Chris Dold, Presidente do Fundo de Conservação do SeaWorld e Diretor Zoológico do SeaWorld.


 

Centenas de botos estão em risco devido ao clima extremo na Amazônia

 

O IDSM é um grupo de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, e é reconhecido internacionalmente como líder em programas de pesquisa, gestão de recursos naturais e desenvolvimento social na região do Médio Solimões, no Estado do Amazonas.

 

A Operação Emergência Botos Tefé, criada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) com apoio técnico do IDSM, monitora os botos amazônicos. A operação está dividida em três setores distintos. O setor de Monitoramento de Animais Vivos rastreia grupos de botos e tucuxis ao longo do Lago Tefé. Ao encontrar um animal com sinais de anormalidade, a equipe realiza o resgate e o encaminha a um centro de reabilitação flutuante. O setor de Operação de Monitoramento de Animais Mortos tem como objetivo identificar carcaças na região, realizar necropsias para coleta de amostras e encaminhá-las para análises laboratoriais. Já o setor de Operação Ambiental atua no monitoramento da água, peixes e fitoplâncton, organismos compostos por microalgas, além de bactérias fotossintéticas.

 

“Sem o apoio do Fundo de Conservação do SeaWorld, não teríamos a capacidade de conduzir os esforços de pesquisa e resgate que são cruciais para proteger os botos amazônicos”, disse a Dra. Miriam Marmontel, pesquisadora e oceanógrafa do Instituto Mamirauá. “Esta doação fará uma enorme diferença em nosso trabalho e não poderíamos estar mais gratos ao SeaWorld por ter o mesmo amor pelo cuidado e preservação de espécies que nós temos.”

 

Desde o início da crise, 154 mortes de botos amazônicos foram registradas, sendo 131 botos cor-de-rosa e 23 tucuxis. Desse total, 122 animais passaram por necropsia e amostras de tecidos e órgãos foram enviadas para laboratórios especializados em todo o Brasil. Dezessete botos foram avaliados com análises histológicas e, até o momento, não há indicação de agente infeccioso como causa primária de morte. O diagnóstico molecular de 18 botos também teve resultado negativo para agentes infecciosos, como vírus e bactérias, associados a mortes em massa. De todas as variáveis analisadas até o momento por especialistas, o que tem apresentado alterações discrepantes é a temperatura da água. A temperatura do Lago Tefé atingiu números recordes, variando de 29°C a 40°C.

 

O Fundo de Conservação do SeaWorld concedeu mais de R$400 mil para apoiar o IDSM em uma série de esforços, como viagens para coleta de amostras, avaliações de saúde, controle de qualidade da água e recursos essenciais, incluindo barracas, piscinas, ferramentas e suprimentos médicos. A doação cobrirá também despesas relacionadas ao gerenciamento de amostras, análises laboratoriais, monitoramento ambiental e custos de transporte de animais.

 

Desde a sua criação em 2003, o Fundo de Conservação do SeaWorld forneceu mais de U$20 milhões em doações além de apoio científico a 1.391 diferentes projetos de conservação de animais e ecossistemas em todos os continentes.

 

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Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (IDSM) 

O Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá foi criado em abril de 1999. É uma Organização Social fomentada e supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações do Brasil. Desde o início, o Instituto Mamirauá desenvolve suas atividades por meio de programas de pesquisa, gestão de recursos naturais e desenvolvimento social, principalmente na região do Médio Solimões, estado do Amazonas. Os objetivos do Instituto Mamirauá incluem a aplicação de ciência, tecnologia e inovação na adoção de estratégias e políticas públicas para a conservação e uso sustentável da biodiversidade na Amazônia. Abrangem também a construção e consolidação de modelos de desenvolvimento econômico e social de pequenas comunidades ribeirinhas por meio do desenvolvimento de tecnologias social e ambientalmente adequadas.


 

Sobre o Fundo de Conservação do SeaWorld 

Estabelecido em 2003, o Fundo de Conservação do SeaWorld é uma fundação privada sem fins lucrativos que fornece subsídios para projetos de conservação em todo o mundo que apoiam a pesquisa, proteção de habitats, educação ambiental, resgates e reabilitação de animais. O Fundo já forneceu mais de U$ 20 milhões em apoio financeiro e científico a 1.391 projetos de conservação de espécies marinhas e terrestres e de ecossistemas em todos os continentes. Mais de 100 espécies diferentes foram ajudadas por meio destas doações. O financiamento do Fundo provém de uma variedade de fontes, incluindo contribuições da entidade corporativa do SeaWorld, SeaWorld Entertainment e dos parques por meio de produtos e eventos especiais. Empresas parceiras também contribuem com o Fundo e os consumidores podem apoiar a causa ao fazer doações nos parques o online. SeaWorld Entertainemnt, Inc. cobre todas as despesas gerais do Fundo e cada centavo é doado diretamente aos projetos apoiados. As solicitações para receber o financiamento são feitas anualmente, porém, em 2022 e 2023 as aplicações foram apenas por meio de convite. As organizações podem receber doações pontuais ou por vários anos

 

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