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quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Vacina HPV quadrivalente do SUS é eficiente para a prevenção contra a doença

Estudo POP- Brasil II, liderado pelo Hospital Moinhos de Vento via Proadi-SUS, confirma eficácia da vacina da rede pública

 

A infecção por papilomavírus humano (HPV) continua sendo expressiva no Brasil. A doença é um dos principais causadores do câncer de colo uterino, mas pode ser prevenida. Desde 2014, o Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza, para meninas e meninos de 9 a 14 anos, a vacina HPV quadrivalente. 

Se antes não havia evidências, na população brasileira, da eficácia do imunizante, nem se haveria necessidade de trocar a vacina quadrivalente para a nonavalente (que abrange mais tipos de infecção), disponível na rede privada, com a finalização do estudo POP- Brasil 2, liderado pelo Hospital Moinhos de Vento, o país tem dados para se basear. 

O estudo buscava identificar a prevalência de HPV em pessoas de 16 a 25 anos (com vida sexual iniciada) em dois recortes de tempo diferentes, a fim de comparar as taxas de infecção e a eficácia da vacina HPV quadrivalente. 

“Houve um grande passo na inovação metodológica que fica de legado para a ciência e de avanço para os próximos projetos”, celebrou a coordenadora-geral de vigilância das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) do Ministério da Saúde, Pâmela Cristina Gaspar. 

A pesquisa inédita, que aconteceu em todas as regiões do Brasil e no Distrito Federal, foi realizada a pedido do Ministério da Saúde, via Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS). 

“Os resultados demonstraram que a vacina é um dos principais ativos em relação à prevenção de infecções associadas ao câncer de colo uterino", explicou Eliana Wendland, coordenadora principal do projeto e médica epidemiologista do Moinhos. 

Os trabalhos começaram no triênio 2015-2017, quando foram atualizados dados sobre a taxa de infecção, com base em 8.077 coletas válidas. Na segunda fase, que corresponde ao triênio vigente, de 2020-2023, houve nova coleta de dados, 11.982 amostras, para comparar os níveis de contaminação. 

“Os dados da primeira fase serviram para direcionar as políticas públicas no combate ao HPV, olhando os estados onde a prevalência se mostrou mais acentuada. A segunda fase é absolutamente fundamental, ela demonstra o impacto da vacina com base em dados concretos. Isso norteará o caminho que o país vai tomar na política de vacinação”, enfatizou a representante do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde e pediatra responsável pela Vacina HPV, Ana Goretti Maranhão. 

Os dados finais demonstraram que, entre os não vacinados, a prevalência de HPV geral e de HPV de alto risco (para câncer uterino) no período de comparação (2016-2017 e 2021-2023) atingiu 58,6 % da população jovem de 15 a 26 anos.



A taxa de infecção de HPV de alto risco variou de 39,8% na região Sul a 63,5% na região Norte, porém essas diferenças não foram estatisticamente significativas.

“No entanto, quando avaliamos os tipos presentes na vacina quadrivalente, distribuída de forma gratuita no SUS, notamos que houve diminuição importante da prevalência, não somente nos vacinados, mas também nos não vacinados”, enfatiza Eliana.

Comparando-se os dados da população não vacinada do primeiro estudo com a população total do segundo estudo (vacinados e não vacinados), observa-se uma diminuição importante dos tipos de HPV contidos na vacina quadrivalente – de 15,6% para 7,9%.


Quando se compara os dados dos não vacinados com os vacinados, essa diminuição é ainda maior – de 15,6% para 3,6%. Os tipos de HPV contidos na vacina nonavalente também apresentaram uma redução importante nas taxas de infecção – de 30,2% para 24,7%.

No comparativo, constatou-se que a taxa de infecção caiu pela metade entre as pessoas imunizadas e participantes da coleta da primeira etapa do estudo. Outro destaque é que a queda é observada entre os não vacinados, confirmando o impacto da vacinação nas taxas de infecção gerais.

Essa também é a primeira vez que há informações em nível nacional sobre as taxas de infecção por HPV na região anal. A taxa de infecção é semelhante à genital, atingindo 52,1% da população, sendo maior nas mulheres (63,2%) do que nos homens (36,8%). “Um dos resultados que nos surpreendeu foi observar taxas de infecção tão muito elevadas nas mulheres, muito semelhantes às taxas de infecção genital, sem associação com sexo anal. Os dados mostram um novo cenário e a necessidade de discussão sobre rastreamento de câncer anal em jovens”, destaca Eliana.

A vacina quadrivalente também apresentou impacto nas taxas de infecção anal. Os vacinados apresentam taxas de infecção menores (3,1%) do que os não vacinados (10,9%) dos tipos presentes na vacina quadrivalente.

A informação dá melhores condições ao SUS para ampliar a conscientização, buscando cumprir a meta da Organização Mundial da Saúde (OMS) — até 2023, espera-se que 90% das meninas sejam totalmente vacinadas contra HPV aos 15 anos; 70% das mulheres submetidas a um teste de rastreamento de alta performance aos 35 e aos 45 anos; e 90% das mulheres identificadas com lesões precursoras e câncer recebendo tratamento.


POP-Brasil fase II

O último triênio do POP-Brasil II contou com 450 profissionais de saúde, em sua maioria enfermeiras, somando 206 Unidades Básicas de Saúde (UBS), que realizam a coleta de dados em unidades básicas de saúde de todas as regiões do Brasil.

Ao todo, foram incluídos 12.790 jovens de 16 a 25 anos em 26 capitais do Brasil. Os participantes responderam a um questionário sobre aspectos sociodemográficos, hábitos de vida, consumo de álcool e drogas, conhecimento de HPV e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST), histórico vacinal de HPV e comportamento sexual.

“Para além dos dados coletados, a pesquisa levou diagnóstico para quem participou do projeto. O teste de biologia molecular e tipagem de HPV ainda não está disponível no SUS, mas os mais de 12 mil voluntários puderam acessar seus resultados”, destacou Pâmela Cristina Gaspar.

Ainda, foram coletadas amostras genitais e anais para avaliar a prevalência de HPV, gonorreia, clamídia e outras IST, e amostras de sangue para avaliar a imunogenicidade da vacina do HPV.


Relevância dos dados alcançados

  • Primeiro estudo a trazer dados de prevalência de HPV anal em jovens em nível nacional.
  • Mulheres, em geral, apresentam prevalências mais altas de infecção por HPV.
  • A taxa de infecção por tipos de HPV contidos na vacina quadrivalente apresentou uma diminuição importante entre os anos de 2016-2017 (POP-Brasil) e 2021-2023 (POP-Brasil 2). Essa diminuição ocorreu em indivíduos vacinados e também em não vacinados.
  • A infecção pelos tipos de HPV presentes na vacina nonavalente também apresentou redução importante entre os períodos analisados.
  • O HPV genital continua sendo uma infecção altamente prevalente em ambos os sexos e em todas as regiões do país.
  • Cerca de 50% dos jovens apresentam HPV anal, sendo que 42% apresentam HPV de alto risco para o desenvolvimento de câncer.
  • Mulheres, em geral, apresentam taxas de infecção anal maiores do que os homens e em magnitude semelhante às taxas de infecção cervical.

 

Alterações na tireoide: muito além da “briga com a balança”

 

Desequilíbrio na glândula pode ter reflexos importantes na saúde mental, como ansiedade, irritabilidade e quadros semelhantes à depressão

 

A tireoide é uma glândula localizada no pescoço, responsável pela produção de hormônios, como T3 e T4, triiodotironina e tiroxina, que agem em nosso corpo e metabolismo em todas as fases da vida, a fim de manter o cérebro, o coração, os músculos e outros órgãos funcionando de maneira adequada.

Assim, por estar relacionada inclusive ao funcionamento do cérebro, as alterações na glândula – comumente associadas à perda e, sobretudo, ao ganho de peso – pode ter reflexos importantes também na saúde mental, incorrendo em quadros como ansiedade, irritabilidade e outros sintomas que se assemelham à depressão.

“Ela é a balança de equilíbrio do nosso corpo, então se há qualquer tipo de descompensação, podemos ter oscilação em nossos comportamentos”, comenta Antonio Rahal, médico radiologista intervencionista do Einstein, especialista em tireoide.

Há que se destacar que problemas psicoemocionais podem, sim, ser decorrentes de conflitos internos. No entanto, o que o médico ressalta é que, por vezes, a causa pode ser orgânica, decorrente de disfunções neuroendócrinas.

“Casos de hipotireoidismo, nos quais a tireoide produz hormônios ‘de menos’, a pessoa pode se sentir frequentemente cansada, fadigada. Como o metabolismo desacelera, o humor também pode ser afetado, além da memória e a concentração, o que pode gerar um desinteresse geral por diferentes atividades – algo muito próximo de como pode se sentir uma pessoa depressiva”, explica.

O cenário oposto também não é positivo. Se a tireoide está hiperfuncionante, ou seja, se há um quadro de hipertireoidismo, a pessoa pode ficar extremamente ativa, acelerada, refletindo em quadros de ansiedade intensa, agitação, irritabilidade e variações repentinas de humor.

Segundo Rahal, a relação entre alterações na tireoide e transtornos psiquiátricos existe e, por isso, é importante que o paciente seja submetido a exames neuroendócrinos – como dosagens de TSH e T4 livre –, solicitados por um endocrinologista ou pelo próprio psiquiatra, antes que se prescreva qualquer tipo de medicação. “A depender dos resultados dos exames, é recomendado tratamento medicamentoso acompanhado ou não de psicoterapia, essa última para os casos que envolvam, efetivamente, problemas psicoemocionais”.


Chegada do verão traz alerta para componentes prejudiciais presentes na maioria dos cosméticos

Atenção às fórmulas de antitranspirantes, hidrantes corporais e protetores solares 

 

Com a temporada de férias, chegam também as viagens e momentos de lazer, repletos de praia, piscina e atividades ao ar livre, tudo em meio a temperaturas mais elevadas. Essa mudança de rotina impulsiona o uso frequente de protetores solares, antitranspirantes e repelentes, produtos essenciais para aproveitar o período.

No entanto, é fundamental estar ciente de certos componentes que devem ser evitados nesses produtos, não apenas nos específicos para férias, mas também nos cosméticos comuns do dia a dia, como sabonetes, espumas para banho e hidratantes corporais.

Juntamente com a necessidade de evitar certos componentes, é importante incluir produtos específicos no dia a dia, como os antiácaros, por exemplo. Com o aumento da temperatura, a proliferação de ácaros, fungos e bactérias nos ambientes é mais comum. Julinha Lazaretti, bióloga e cofundadora da Alergoshop, destaca a crescente procura pelo ADF Plus, uma solução desenvolvida para eliminar, repelir e controlar a quantidade desses agentes nocivos. “O calor e a umidade favorecem a proliferação desses micro-organismos, tornando-se essencial a busca por meios de prevenção e controle durante esse período”, pontua a especialista.

Aumentando a demanda por produtos especializados como o ADF Plus, Lazaretti enfatiza a necessidade de estar atento aos rótulos dos produtos cosméticos. “Conhecer os componentes a serem evitados e escolher os produtos certos durante as férias é crucial para garantir que a diversão não seja comprometida por reações alérgicas ou problemas dermatológicos”, explica.

A marca, fundada por Julinha, em parceria com sua irmã, Sarah Lazaretti, conta com linhas livres de 95 substâncias nocivas à saúde, fator que reforça a segurança cosmética durante o uso. Investir em produtos adequados é parte fundamental para desfrutar das férias com tranquilidade e bem-estar, assegurando momentos de lazer sem desconfortos ou riscos à saúde da pele e do corpo.

Confira os principais compostos que devem ser evitados nos produtos, separados pela especialista:


Oxibenzona (Benzofenona-3)

Este filtro solar químico, frequentemente encontrado em protetores solares e produtos labiais, levanta preocupações em relação ao meio ambiente e à segurança a longo prazo. A oxibenzona demonstrou ser prejudicial para os corais marinhos, contribuindo para o fenômeno do branqueamento dos recifes. Além disso, há crescentes preocupações sobre os efeitos cumulativos desse composto na saúde humana, incluindo sua potencial interferência no sistema endócrino.

 

PABA (Ácido para-aminobenzóico)

Embora menos comum nos dias de hoje, o PABA já foi um ingrediente comum em filtros solares. No entanto, sua utilização diminuiu devido às reações alérgicas que pode causar em algumas pessoas. Essa substância, conhecida como ácido para-aminobenzóico, pode desencadear respostas alérgicas cutâneas, tornando-se um componente a ser evitado em produtos cosméticos.

 

Alumínio (Cloridrato de alumínio)

Encontrado em alguns antitranspirantes, o alumínio é alvo de crescentes preocupações devido à sua possível associação com o câncer de mama. Estudos sugerem que a absorção do alumínio pela pele, especialmente em uma área tão sensível como a axila, pode contribuir para alterações hormonais e desequilíbrios no organismo.

 

Tolueno (Toluenodiamina)

Presente em tinturas capilares, esmaltes e removedores de esmalte, o tolueno é um composto químico que suscita preocupações significativas para a saúde. Sua exposição está associada a efeitos adversos no sistema nervoso central, podendo causar danos à saúde respiratória e reprodutiva. Evitar produtos que contenham tolueno é fundamental para preservar a saúde a longo prazo.

 


Alergoshop
https://alergoshop.com.br/

 

5 causas não tão óbvias de dores durante e após o sexo


Estudo apontou que 70% das mulheres tiveram reação alérgica ao sêmen, com sintomas de queimação, inchaço, vermelhidão e coceira


 

Segundo a FEBRASGO, 39,5% das brasileiras, entre 40 e 65 anos, sentem algum tipo de dor ou incômodo na relação sexual, seja durante ou depois. Já um levantamento feito pelo Centro de Referência e Especialização em Sexologia (CRESEX), do Hospital Pérola Byington, apontou que 48,5% das mulheres buscam auxílio médico devido a condições que afetam a saúde sexual. 

Além disso, o American College of Obstetricians and Gynecologists estima que 3 em cada 4 mulheres sentirão dores e/ou desconfortos associados ao sexo em algum momento da vida. Segundo Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa/SP, médico do Hospital Albert Einstein e membro da FEBRASGO; há uma série de fatores que podem desencadear estes sintomas. 

“A dor ou o incômodo pode ser superficial ou profundo, e ter origem anatômica, hormonal, patológica e até emocional. O sofrimento pode ser tão intenso que a mulher chega a evitar o sexo por completo”, diz o especialista. 

Para Bárbara Bastos, sexóloga clínica e educacional pela FASEX; pós-graduanda em Sexualidade Humana pelo Child Behavior Institute of Miami (Estados Unidos); e sócia da boutique erótica Désir Atelier; a dor na região genital é um alerta de que há algo de errado, assim como ocorre em qualquer outra parte do corpo. 

“Mas, quando se trata de sexo, a mulher tem medo, vergonha e até sentimento de culpa e fracasso, seja por falta de informação ou mesmo pelos tabus de sempre que, aliás, só reforçam a crença de que dor no sexo é normal”, pondera a terapeuta. 

Para extinguir essa e outras crenças, especialistas listaram 5 causas não tão óbvias que podem esclarecer porque o sexo deixou de ser (ou nunca foi) prazeroso para você:

 

Preservativos: Algumas mulheres podem ter reação alérgica a preservativos de látex, causando coceira, queimação e dor, tanto durante o sexo como depois. “Substitua o preservativo de látex pelo de poliuretano. Além de mais resistente, ele é composto por um material mais delicado e confortável. Mas, se a dor persistir, fale com seu médico”, orienta Carlos Moraes.

 

Tamanho e formato do pênis: “A velha máxima de que quanto maior o pênis, mais prazer a mulher terá, sempre foi mito”, afirma Bárbara Bastos. Segundo ela, o pênis muito grosso pode causar pequenas fissuras no tecido vaginal devido à fricção, gerando dor e desconforto durante e após o sexo. Já o pênis mais longo pode atingir o colo do útero, tornando o sexo extremamente doloroso. “Neste último caso, evite posições que favoreçam a penetração profunda. Em relação à espessura do pênis, aposte em um lubrificante para suavizar o atrito”, recomenda a sexóloga. 

Um dos fatores mais agravantes é a doença de Peyronie. Decorrente de pequenos ou grandes traumas no pênis, a condição é caracterizada pelo crescimento de tecido cicatricial fibroso no interior do órgão masculino, afetando sua elasticidade, capacidade de ereção, formato e inclinação natural. 

“Além da dificuldade de ereção, a penetração não se sustenta por conta da curvatura do pênis, e ambos acabam se machucando se insistirem”, aponta Bárbara Bastos. De acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBUSP), o problema acomete cerca de 10% dos homens, com maior incidência em pacientes com mais de 40 anos. Existe uma prevalência que pode variar de 0,5% a 20,3% em toda a população. 

Em alguns casos, as fibroses podem desaparecer sem a necessidade de intervenções. No entanto, a maioria dos homens é submetida à cirurgia para corrigir o órgão e ter uma vida sexual saudável. “Seja qual for o entrave, o ideal é sempre ter abertura para falar o que não está bom. Juntos, fica mais fácil solucionar os problemas”, diz Bárbara.

 

Contraceptivos orais: Um estudo feito por pesquisadores do Hopital du Saint-Sacrement, no Canadá, revelou que o uso prolongado de pílulas anticoncepcionais pode estar associado a diversas condições que geram fortes dores na região da vulva. 

Já uma pesquisa da Universidade de Nova York, em conjunto com o Waitemata District Health Board, na Nova Zelândia, mostrou que 27% das mulheres que usavam contraceptivos, mesmo com baixa concentração de estrogênio, sentiam dores pélvicas, e apenas 17% das que não tomavam pílula tinham as mesmas dores. 

Além disso, 25% das adeptas ao contraceptivo tiveram quase o dobro de episódios de dor durante ou após o sexo, contra 12% das que não faziam uso da pílula. “Neste caso, o ideal é discutir com seu médico outros métodos contraceptivos não hormonais”, pontua o ginecologista Carlos Moraes.

 

Sêmen (HSP): A hipersensibilidade ao plasma seminal humano (HSP), conhecida como alergia ao sêmen/esperma, é uma reação alérgica que acomete principalmente as mulheres, podendo surgir com qualquer parceiro, a qualquer momento, inclusive após anos de relacionamento. 

Segundo Carlos Moraes, o responsável por esta condição é o plasma seminal, um líquido presente no sêmen, cujas proteínas resultam nessa patologia. Embora a maioria das mulheres que enfrentam esse problema tenham entre 20 e 30 anos, existem casos em que as reações surgem apenas após os 50 anos. Também é possível que a hipersensibilidade ocorra na adolescência, logo após a primeira relação sexual. 

O ginecologista afirma que a condição pode ser mais comum do que se imagina, mas, por desinformação ou até vergonha, as pacientes raramente levantam a hipótese de reação ao esperma. “A HSP apresenta sintomas semelhantes a outras infecções, como queimação, calor, inchaço, vermelhidão e coceira. Por isso, cabe ao médico realizar uma avaliação minuciosa para evitar erro no diagnóstico e tratamento”, diz Carlos Moraes. 

Segundo um estudo publicado no UpToDate, a reação ao esperma geralmente surge em até 30 minutos após a ejaculação, e os sintomas duram cerca de 24 horas, apesar de existirem casos um pouco mais prolongados. 

De acordo com o estudo, 70% das mulheres tiveram reação alérgica generalizada, enquanto nas outras 30%, a reação foi apenas local, restrita à região da vagina e vulva. Em 10 a 15% das mulheres, a reação alérgica foi tardia, surgindo várias horas após o término da relação sexual. 

“Antes de haver o diagnóstico, o ideal é o uso regular da camisinha, pois ela impede o contato do sêmen com a mucosa vaginal. É importante frisar que o preservativo deve ser colocado assim que derem início às preliminares, já que há risco de o líquido pré-ejaculatório entrar em contato com a região vaginal e desencadear a reação alérgica”, alerta Carlos Moraes.

 

Tamanho dos lábios vaginais: Segundo Luís Maatz, cirurgião plástico pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP); a configuração da genitália feminina, ou seja, o tamanho e o formato desproporcionais dos lábios vaginais, pode resultar em relações sexuais, no mínimo, desconfortáveis. 

“Daí a importância de buscar a ninfoplastia (ou labioplastia), cirurgia feita na genitália externa feminina com o objetivo de diminuir o tamanho dos pequenos lábios, corrigir assimetrias ou frouxidões no local. O procedimento não é só estético, mas também reparador, indicado quando há dor, incômodo e dificuldade de obter estímulos durante a relação sexual”, explica Luís Maatz. 

Segundo dados divulgados pela Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica (ISAPS), nos últimos 4 anos houve um aumento de 75% na procura pelo procedimento. O Brasil liderou o ranking mundial com quase 16 mil ninfoplastias realizadas. Um dos maiores objetivos para a intervenção é a atrofia vaginal, que atinge cerca de 56% das brasileiras, conforme a pesquisa Vaginal Health: Insights, Views & Attitudes (VIVA). 

Em suma, os especialistas são categóricos: se você sente dores durante e/ou após o sexo, busque uma avaliação médica o mais rápido possível. Para o ginecologista Carlos Moraes, um diagnóstico preciso pode não só restaurar seu prazer, mas agilizar o tratamento de problemas mais sérios. 

“Na ausência de causas físicas, não tenha receio de recorrer a profissionais que possam diagnosticar e tratar os fatores psicológicos que estão te impedindo de desfrutar de uma sexualidade plena”, finaliza a sexóloga Bárbara Bastos.

 

Diálise em trânsito: como se preparar para viajar em segurança nas festas de fim de ano

Com planejamento, o paciente renal pode aproveitar feriados e férias sem colocar o tratamento em risco

 

Com a aproximação de festas de fim de ano e férias, as pessoas começam a se planejar para viajar e aproveitar esses momentos com amigos e família. Com o intuito de aprimorar e não interromper o tratamento de pacientes renais, a diálise em trânsito é garantida por lei, e permite o direito de realizar o tratamento dialítico em qualquer clínica ou hospital conveniado do país enquanto estiver viajando. 

Esse programa abrange a diálise peritoneal, hemodiálise ou a hemodiafiltração, garantindo segurança ao tratamento sem comprometer a saúde do paciente. 

“É necessário consultar um nefrologista antes de planejar uma viagem, para avaliar a condição clínica e garantir um deslocamento seguro”, explica o Dr. Bruno Zawadzki, diretor médico da DaVita Tratamento Renal. “O ideal é que a solicitação do trânsito seja feita com 30 dias de antecedência”. 

O tempo estimado é para que o paciente procure o Serviço Social da sua unidade de tratamento, preencha o formulário de trânsito informando o Estado, a cidade e período desejado, de forma a verificar se há disponibilidade nas clínicas mais próximas do destino para dar continuidade ao tratamento dialítico. 

“É recomendado que o paciente não compre passagens enquanto a clínica de destino não autorizar o tratamento, já que o doente renal crônico não pode ter seu tratamento interrompido”, complementa Zawadzki. 

O Serviço Social é responsável por informar a aprovação do trânsito na clínica de destino. Assim, quando a vaga for liberada, o paciente pode realizar os preparativos e organizar a viagem, sabendo que terá garantia de continuidade do tratamento. 

Além disso, o paciente deve ter sempre em mãos os seus documentos, as medicações e a documentação original enviada para a clínica, assim como o relatório médico e os exames atualizados. 

Caso o paciente renal faça APD (diálise peritoneal automatizada), o trâmite é diferente, pois precisa consultar seu enfermeiro antes de planejar a viagem, uma vez que ele fará a coordenação e orientação no processo de entrega dos insumos e de como transportar a cicladora. 

O planejamento é a chave para que todos os detalhes sejam verificados e o paciente possa desfrutar plenamente dos dias de folga, sem se preocupar com providências relacionadas ao tratamento durante a viagem.

 

DaVita Tratamento Renal  

 

Preparação para a Fertilidade em 2024: Estratégias para melhorar a fertilidade

 Dra. May Al-Araji da Mayo Clinic compartilha os passos que devem ser adotados para melhorar a fertilidade 

 

À medida que nos aproximamos do ano de 2024, a expectativa de muitos casais em construir suas famílias se intensifica. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 17,5% da população adulta global, representando 1 em cada 6 pessoas no mundo, enfrenta questões relacionadas à infertilidade. No Brasil, aproximadamente 8 milhões de indivíduos podem estar lidando com a infertilidade. Com a chegada do novo ano, surgem diversas promessas e objetivos, e para muitos, a possibilidade de ter um filho figura como prioridade na lista. Considerando isso, a Dra. May Al-Araji, especialista em medicina familiar na Mayo Clinic Healthcare, compartilha orientações sobre os passos que podem ser adotados para aprimorar a fertilidade.

De maneira análoga ao treinamento para uma corrida, essa preparação física demanda atenção meticulosa a diversos elementos-chave. É como montar um intrincado quebra-cabeça, no qual uma dieta equilibrada, a prática regular de exercícios e a eliminação de hábitos prejudiciais se amalgamam para criar o ambiente propício à concepção. Essa perspectiva abrangente é compartilhada pela Dra. May Al-Araji, uma especialista em medicina familiar altamente respeitada na Mayo Clinic Healthcare, em Londres.

“Geralmente, analisamos o estilo de vida como ponto de partida. Os exercícios físicos e a dieta são equilibrados e saudáveis? Existe algum fator que possa reduzir a capacidade de engravidar, como o tabagismo ou o consumo de álcool?”, explica a Dra. Al-Araji.  A prática excessiva de exercícios físicos ou estar abaixo ou acima do peso pode diminuir a fertilidade. Quando falamos em dieta, ter uma alimentação saudável, com alimentos variados e na porção certa para manter a nutrição e o peso saudável, é a melhor opção.

“Verifique o tamanho da porção. Considero que isso é o mais importante. Em geral, tente evitar alimentos processados, ricos em gordura e incorpore leguminosas, folhas verdes, vegetais e frutas", comenta. É fundamental levar em conta qualquer preocupação relacionada à saúde durante o planejamento alimentar. Por exemplo, em situações como a doença celíaca, na qual a restrição ou evitação de determinados alimentos é necessária, é crucial incorporar essas considerações na estratégia alimentar. 

Reduzir os níveis de estresse, dormir o suficiente e evitar o excesso de cafeína também são importantes para a fertilidade, comenta a Dra. Al-Araji. Um estilo de vida saudável é importante tanto para mulheres como para homens quando planejam iniciar uma família. A Dra. Al-Araji afirma: “O conselho é muito semelhante: cuide da sua saúde”.

 


Mayo Clinic
Visite Mayo Clinic Healthcare para obter mais informações.

 

Sinais de alerta para EII passam por atualização

Cerca de 485 doenças fazem parte dos EII 

Diarreia crônica de início precoce e quadros alérgicos graves fazem parte dos sinais de alerta

 

Os 10 sinais de alerta, fundamentais para o diagnóstico dos erros inatos da imunidade (EII), acabam de ser atualizados e agrupados, já que antes eram divididos entre crianças e adultos, com foco em infecções. Os EII constituem um grupo de doenças que afetam primariamente a função do sistema imune. A maioria delas apresenta determinante genético conhecido e os primeiros sinais podem se manifestar já na infância. Cerca de 485 doenças fazem parte dos EII.

 

A Coordenadora do Departamento Científico de Erros Inatos da Imunidade da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI), Dra. Anete Sevciovic Grumach explica que, no entanto, há algumas imunodeficiências, justamente as mais comuns (deficiência seletiva de IgA e imunodeficiência comum variável), nas quais o defeito genético não é conhecido ainda. Além disso, algumas doenças podem se manifestar em crianças mais velhas, adolescentes ou mesmo adultos, inclusive idosos.

 

Dentro do grupo dos EII há aquelas muito raras e outras menos raras, de maneira que a prevalência geral é estimada em torno de 1 a cada 2.000 pessoas. As principais manifestações clínicas são infecções, que podem ser repetidas e/ou graves, por germes comuns e/ou oportunistas, decorrentes de deficiências em diversos setores do sistema imune.

 

Atenção aos 10 Sinais de Alerta Atualizados


1- História familiar de erro inato da imunidade ou consanguinidade;

2- Infecções com frequência aumentada para a faixa etária e/ou de curso prolongado ou não esperado e/ ou por microrganismos não usuais ou oportunistas;

3 - Diarreia crônica de início precoce;

4 - Quadros alérgicos graves;

5- Eventos adversos não usuais a vacinas atenuadas (BCG, febre amarela, rotavírus, tetra viral);

6 -Características sindrômica;

7- Déficit do crescimento;

8- Febre recorrente ou persistente, sem identificação de agente infeccioso ou malignidade;

9- Manifestações precoces e/ou combinadas de autoimunidade, em especial citopenias ou endocrinopatias;

10- Malignidades precoces, incomuns e/ou recorrentes.

 

Histórico - EM 1993, a Fundação Jeffrey Modell e a Cruz Vermelha Americana desenvolveram os 10 sinais de alerta para o diagnóstico de imunodeficiências primárias (nome usando anteriormente aos EII).

 

“Nessa época haviam sido identificados menos de 50 defeitos imunológicos primários. A especialidade era exercida basicamente por pediatras e havia o conceito que as imunodeficiências primárias eram doenças muito raras, acometendo 1 em cada 10.000 a 100.000 indivíduos”, comenta Dra. Anete.

 

Com a evolução do conhecimento e o acesso a novas tecnologias, o número de defeitos imunológicos cresceu rapidamente, alcançando, segundo a mais recente classificação, 485 doenças que afetam primariamente o funcionamento do sistema imune e que, em sua maioria, apresentam determinantes genéticos.

 

Também, houve a constatação que o termo imunodeficiências não seria o mais adequado para nomear esse grupo de doenças, pois as manifestações clínicas não decorrem apenas de deficiências, mas também de uma desregulação do sistema imune, apresentando-se não somente com infecções. Nesse contexto, o termo de Erros Inatos da Imunidade foi adotado para designar esse conjunto heterogêneo de doenças.

 

ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
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Álcool e medicações, farmacêutico revela o que acontece quando há mistura

Segundo dados deste ano da Organização Mundial da Saúde (OMS), o consumo médio anual de álcool é de 6,4 litros por pessoa. O Brasil apresenta um número acima da média internacional, com consumo de 8 litros por pessoa a cada ano. Ainda segundo estimativas, a época de final de ano e comemorações podem elevar essa média de consumo. O alerta do farmacêutico homeopata Jamar Tejada (Tejard), da capital paulista é referente a interação das bebidas alcoólicas com variados tipos de medicamentos. 

"Álcool e medicamentos são metabolizados, biotransformados no fígado, e utilizam as mesmas enzimas nessa metabolização. Por isso, além de sobrecarregar e debilitar o órgão, o efeito da medicação é reduzido ou até anulado. O mesmo ainda acontece com a eliminação pela urina, em bebidas como a cerveja, por exemplo, que têm efeito diurético e pode acelerar a excreção de substâncias que deveriam permanecer mais tempo no organismo para surtir o efeito desejado", fala o farmacêutico. 

Jamar alerta ainda que a ingestão de álcool em excesso, combinada com alguns medicamentos, pode colocar a saúde em risco. "As intervenções negativas variam entre as medicações, mas em geral aumentam os efeitos colaterais que podem causar sonolência, tonturas, náuseas, vômitos, dor de cabeça, redução da coordenação motora, aumento do risco de danos hepáticos, da pressão arterial e do ritmo cardíaco, além de diminuir a adesão ao tratamento prescrito, o que pode resultar na diminuição da eficácia do medicamento", explica o especialista. 

E se engana que pensa que só as medicações controladas ou as consideradas 'mais fortes' por algumas pessoas, passam pelas intervenções. "Até os remédios mais comumente ingeridos também tem seu efeito à prova quando são consumidos junto com bebida alcoólica", fala Jamar que deixa a lista para atenção.
 

Álcool + paracetamol: Pode aumentar o risco de hepatite medicamentosa e causar grave inflamação no fígado;

Álcool + dipirona: Pode potencializar o efeito da bebida alcoólica;

Álcool + ácido acetilsalicílico: Eleva o risco de sangramentos no estômago já que irrita a mucosa estomacal;

Alcool + antibióticos: Pode causar dor de cabeça, náusea, palpitação, hipotensão, dificuldade respiratória e até morte.

Álcool + anti-inflamatórios: Aumenta risco de úlcera gástrica e sangramentos;

Álcool e antidepressivos: Pode aumentar a sedação e ter a eficácia da medicação diminuída;

Álcool + calmantes (ansiolíticos): Aumenta o efeito sedativo, o risco de coma e insuficiência respiratória;

Álcool + inibidores de apetite: Pode levar à tontura, vertigem, fraqueza, síncope e confusão mental;

Álcool e insulina: Pode gerar hipoglicemia e inibir o metabolismo do etanol no organismo;

Álcool e anticonvulsivantes: Risco de intoxicação e diminuição da eficácia contra as crises de epilepsia.
 

"Ler atentamente a bula e seguir as orientações médicas e farmacêuticas antes de misturar bebida alcoólica é o que vai garantir a eficácia e a segurança do medicamento e da saúde, de modo geral", finaliza Tejard. 



Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.


Surtos de dengue em São Paulo: profissional alerta para sintomas e prevenção da doença no verão

 

Divulgação 

É importante estimular a hidratação oral e realizar repouso absoluto durante o tratamento 

 

O calor, a alta umidade e os dias chuvosos são ideais para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e outras doenças. Em relação a diagnósticos, neste ano, o Brasil registrou 1,66 milhão de casos prováveis de dengue, segundo o Ministério da Saúde. No ano passado foram contabilizados 1,52 milhão no total – a atenção deve ser redobrada aos sintomas para não serem confundidos com os da Covid-19.  

Já de acordo com os dados da Vigilância Epidemiológica das arboviroses no município de São Paulo (MSP), divulgado no dia 27 de novembro, São Paulo registrou 12.901 casos de Dengue até o momento. Reacendendo um alerta principalmente para as cidades do interior que vem marcando grandes índices da doença, e na cidade de Votuporanga, no noroeste paulista, que está com quatro casos de um subtipo da dengue que estaria desaparecida do estado há 15 anos. 

As reações no organismo podem causar dúvidas e, por isso, é tão importante distingui-las o mais rápido possível. A coordenadora do curso de Enfermagem da Faculdade Anhanguera, Yasmin Mohamed Ali, diz que a febre é o principal motivo da ‘confusão’, pois este sintoma está presente em diversas doenças. 

“A dengue pode provocar sinais como febre elevada acima de 38°C, dores no corpo, dores de cabeça, dor atrás dos olhos, manchas na pele e cansaço. É crucial instruir a população sobre o assunto, de modo que se sintam motivadas a buscar ajuda médica imediatamente ao notarem os sinais, adotando precauções, assegurando o diagnóstico e tratamento apropriados da enfermidade”, afirma Yasmin. 

A docente acrescenta que é importante observar os sinais respiratórios e gripais. “A dor de garganta, congestão nasal, tosse seca e coriza são sintomas frequentes na Covid-19, mas não são comuns nas arboviroses”, explica. A orientação é para que, ao apresentar sintomas, o indivíduo procure um pronto-atendimento o mais rápido possível. A Enfermeira reforça que diante de diversas epidemias ao mesmo tempo, no país, é importante para o diagnóstico a realização de exames laboratoriais específicos para o tratamento adequado. 

Por fim, a professora de Enfermagem dá algumas dicas sobre como é possível agir para manter os cuidados e evitar a proliferação da doença. Confira:

 

Elimine locais de reprodução: O mosquito deposita seus ovos em água parada. Portanto, é essencial eliminar todos os recipientes que possam acumular água em sua casa e arredores, como vasos de plantas, pneus velhos, garrafas vazias, latas e recipientes de plástico;
 

Mantenha a limpeza: Mantenha sua casa e quintal limpos e livres de lixo, entulho e objetos em desuso que possam acumular água; 
 

Cubra recipientes de água: Se você tiver tanques de água, caixas-d'água ou cisternas, certifique-se de que estejam devidamente tampados para evitar a entrada de mosquitos;
 

Limpe ralos e calhas: Certifique-se de que ralos e calhas estejam limpos e desobstruídos para que a água possa escoar livremente;
 

Use repelente: Ao sair de casa, especialmente em áreas onde o mosquito pode habitar, aplique repelente de insetos na pele exposta. Certifique-se de seguir as instruções do rótulo;
 

Use roupas adequadas: Vista roupas de manga longa e calças compridas quando possível, para reduzir a exposição da pele aos mosquitos;


Instale telas em janelas e portas: Use telas em suas janelas e portas para impedir que os mosquitos entrem em sua casa;


Evite horários de pico: O mosquito é mais ativo durante o amanhecer e o entardecer. Tente evitar atividades ao ar livre durante esses horários, se possível;


Elimine criadouros comunitários: Participe de esforços de limpeza e educação em sua comunidade para eliminar criadouros de mosquitos Aedes em áreas públicas;


Esteja ciente dos sintomas: Fique atento aos sintomas de doenças transmitidas pelo Aedes Aegypti, como febre alta, dor no corpo, manchas vermelhas na pele, dores nas articulações e olhos vermelhos. Procure atendimento médico se apresentar esses sintomas.
 



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