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terça-feira, 14 de novembro de 2023

Na Semana Mundial de conscientização sobre o uso de antimicrobianos, Proteção Animal Mundial discute os riscos na saúde humana

Pesquisa aponta que até 2050, dez milhões de pessoas – número equivalente a quase toda população da cidade de São Paulo – morrerão vítimas de superbactérias

 

Na Semana Mundial de conscientização sobre o uso de antimicrobianos (comemorada de 18 a 24 de novembro), a Proteção Animal Mundial chama a atenção para uma ameaça crescente à saúde global: a resistência antimicrobiana (RAM), com sérias implicações para a humanidade, a vida animal e o meio ambiente. Em 2019, mais de 1,2 milhão de pessoas perderam suas vidas por infecções resistentes a medicamentos em todo o mundo e a estimativa é que os óbitos associados à resistência antibacteriana cheguem a 4,95 milhões. Porém, ainda mais alarmante é que, até 2050, a RAM poderá causar mais de 10 milhões de mortes diretas número equivalente à população da cidade de São Paulo alcançando o mesmo número de mortalidade por câncer em 2020.

 

Um estudo realizado pela Proteção Animal Mundial em parceria com a Universidade de Bolonha aponta que três quartos dos antibióticos produzidos no mundo são usados ​​em animais tratados como commodities no sistema de pecuária industrial. Desse total, 80% da utilização tem como objetivo evitar que os animais, a exemplo de frangos e porcos, adoeçam por conta da baixa imunidade decorrente das condições de estresse às quais são submetidos, o que inclui, em muitos casos, até a mutilação durante o manejo. Ou ainda, para promover o crescimento e, consequentemente, o abate em tempo menor. Muitas aves sequer conseguem sustentar o peso do próprio corpo por conta desse processo de engorda. 

“Essa prática impulsionou o surgimento de bactérias multirresistentes e nos deixa menos capazes de combater infecções. Se não mudarmos a forma como os animais são tratados, para que eles não precisem de doses preventivas de antibióticos, cirurgias comuns em humanos como cesarianas ou o tratamento de câncer podem se tornar perigosos, talvez impossíveis, porque os antibióticos não serão eficientes contra infecções”, pondera Karina Ishida, coordenadora de campanhas de sistemas alimentares da Proteção Animal Mundial. 

O estudo conclui ainda que é possível reduzir significativamente o uso excessivo de antibióticos em fazendas industriais nas próximas décadas, mesmo com a expectativa de crescimento populacional e o aumento do comércio internacional de produtos de origem animal. Para isso, é importante estabelecer regulamentações e métricas harmonizadas para monitorar e rastrear o uso de antibióticos nas fazendas, garantindo a transparência da cadeia de abastecimento de alimentos em relação a essa questão. Isso permitirá também que os consumidores façam escolhas conscientes ao adquirir produtos de origem animal. 

A cooperação entre o governo, a indústria farmacêutica e os pesquisadores é fundamental para reforçar a resistência antimicrobiana e proteger a saúde humana, animal e ambiental a longo prazo. 

Durante a Semana Mundial de conscientização sobre o uso de antimicrobianos, a organização não-governamental convida todos a considerar a conexão entre nossas escolhas alimentares e a resistência antimicrobiana. Ao optar por alimentos produzidos de maneira responsável e apoiar práticas de criação de animais que reduzam a dependência de antibióticos, podemos contribuir para um futuro mais saudável e sustentável para todos.

 

Proteção Animal Mundial

 

Dia Mundial do Diabetes: saúde preditiva é aliada da prevenção e da manutenção da qualidade de vida

 

Especialista destaca a importância da inteligência de dados e da análise de predisposições genéticas, defendendo cuidados personalizados e antecipados
 

Mais de 16 milhões de pessoas, com idades entre 20 e 79 anos, convivem com a diabetes no Brasil, de acordo com um estudo do Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF). O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar um tratamento adequado e controlar a doença, e a saúde preditiva – a área capaz de calcular as possibilidades de um indivíduo desenvolver enfermidades – pode ser uma grande aliada para garantir tempo hábil de tratamento. 

Neste Dia Mundial da Diabetes, Marcos Moraes, diretor da vertical de saúde da multinacional brasileira FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa o futuro de negócios, reforça a importância de um debate consciente sobre o tema. 

“A diabetes é uma doença silenciosa e, por isso, é fundamental buscar um acompanhamento médico o quanto antes. A saúde preditiva é uma iniciativa focada em analisar riscos e calcular probabilidades, a fim de tornar a intervenção médica mais ágil e precisa. Ou seja, ela olha para o histórico do paciente de maneira ampla, levando em consideração pontos como genética, condições biológicas e hábitos”, explica Moraes. 

A medicina preditiva pode ser realizada com o uso de tecnologias emergentes, como wearables, inteligência artificial, mapeamento genético e nanotecnologia. “Se um parente, por exemplo, já teve alguma doença como câncer, o profissional de saúde já pode entender as probabilidades de aquela pessoa ter o mesmo problema, pensando em como evitar ou já tratar de forma precoce”, complementa o executivo. 

Para que a predição possa ser difundida na saúde, a interoperabilidade dos sistemas é um pré-requisito. Este conceito aborda a capacidade de comunicação entre os mais variados softwares, para que eles possam trabalhar de forma padronizada e integrar diferentes fontes de dados. 

“Ao ter todo o histórico de saúde do paciente integrado e acessível em um só lugar, desde exames, sinais vitais, alimentação, vacinas e comportamentos, os provedores de saúde conseguem ter uma visão 360º de toda a situação e oferecer cuidado preventivo, além de um diagnóstico mais assertivo”, continua Moraes. 

É importante ressaltar que a medicina preditiva é diferente da medicina preventiva. Na preditiva, o foco é prever predisposições para doenças com base em informações genéticas, através da inteligência de dados. Já na preventiva, o objetivo é promover mudanças de comportamento, como o abandono de hábitos nocivos, visando melhorar a qualidade de vida das pessoas e prevenir doenças. 

A seguir, o executivo lista os principais benefícios da saúde preditiva acompanhada de prevenção:

 

1- Antecipação de riscos e atuação precoce: a partir do momento que uma predisposição é alertada, é possível ter um tratamento mais assertivo de forma imediata, evitando qualquer degradação. Dessa forma, instituições da saúde vêm buscando adotar esta abordagem, com objetivo de acompanhar o paciente ao longo de sua jornada em vez de tratar doenças de maneira pontual.


2- Redução de custos e desperdícios: é muito mais caro remediar do que prevenir. Portanto, com a medicina preditiva, é possível evitar os altos custos gerados pelo atendimento assistencial reativo.

3- Melhor experiência para o paciente: Quando a medicina preditiva é aplicada, o paciente passa a fazer a autogestão de sua saúde, com objetivo de melhorar sua qualidade de vida, não importa de onde esteja. Isso porque com a tecnologia, a maioria das questões, diagnósticos e prevenção podem ser feitos a distância.


FCamara


Obesidade quase dobra entre os homens e pode causar infertilidade e impotência sexual

Divulgação
Neste mês de novembro - em que é marcado pelo cuidado com a saúde do homem - especialistas fazem alerta


A obesidade masculina mais que dobrou entre os anos de 2003 e 2019, passando de 9,6% para 22,8%. Além disso, no que se refere à alimentação, os homens (18,4%) consomem menos frutas e verduras do que as mulheres (27,2%), segundo dados do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), Vigitel 2019. 

Nos homens, a obesidade aumenta o risco de câncer e pode levar à infertilidade e a uma série de disfunções urológicas, incluindo a impotência.

Isso porque a produção de testosterona nos homens, principal hormônio responsável pelo desenvolvimento e manutenção das características masculinas - e que controla a normalidade das funções e do desempenho sexual - diminui consideravelmente. “A pessoa obesa apresenta um desbalanço dos hormônios, o que pode acarretar em alterações no seu sistema reprodutivo. Porém, a questão mais drástica está ligada especificamente à destinação desse hormônio e à forma como ele age no organismo masculino. Além disso, os pacientes obesos apresentam um aumento do estresse oxidativo, que também é responsável pela piora da qualidade seminal”, explica o Dr. Bruno Bertoni Ferraz, andrologista no Eco Medical Center em Curitiba. 

Segundo o especialista, a produção de testosterona é realizada por células especializadas e presentes nos testículos, mas o estímulo para essa produção vem de outros hormônios, provenientes da glândula hipófise, conforme as demandas particulares do organismo diante das diversas situações e momentos da vida de cada pessoa. "Normalmente, uma pequena parte da testosterona é transformada em um hormônio feminino chamado estradiol, mas quando um homem está obeso, algumas enzimas atuam de forma a aumentar essa produção, o que pode causar desordem nos processos de estimulação para a formação de espermatozóides, diminuição da libido masculina e, até mesmo, dificuldade de ereção", explica Dr. Bruno. 

Já o médico urologista, Dr. Vinicius Bruce, explica que além da obesidade, o excesso de gordura corporal pode causar problemas nas articulações, problemas cardiovasculares e até mesmo estar relacionado com diferentes tipos de câncer. 

"A obesidade pode causar ainda metabolismo desacelerado; predisposição genética; disfunções endócrinas e influência psicológica, como a ansiedade e depressão e outras condições que desencadeiam distúrbios alimentares", explica Dr. Bruce.


Tratamento para a obesidade ou impotência sexual?

É importante entender que é necessário tratar a causa da impotência sexual, neste caso, a obesidade. O ideal é que o paciente realize o tratamento para correção hormonal, dessa forma, é possível corrigir a produção de hormônios e a resistência à leptina.

Juntamente com o tratamento hormonal, é necessário que seja realizado uma mudança no estilo de vida, incluir novos hábitos alimentares, buscar um profissional de nutrição e a psicoterapia, para que seja possível tratar os casos de distúrbio alimentares, além de compor a rotina com atividades físicas para que seja possível alcançar a perda de peso.

Se mesmo com emagrecimento, a impotência sexual persistir, pode ser necessário buscar ajuda de um médico urologista para fazer uma nova avaliação sobre o caso e orientar sobre o tratamento mais adequado.

 

Eco Medical Center



Entenda a relação entre diabetes e os olhos

 Dr. Celso Cunha, médico oftalmologista e consultor da HOYA Brasil comenta sobre a importância de estar atento aos sinais e sintomas da doença. Se não tratada, pode ocasionar alterações nos olhos, chegando a evoluir para glaucoma, catarata e até cegueira irreversível

 

Aproximadamente 12,3 milhões de pessoas convivem com o diabetes no Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde. O Dia Mundial do Diabetes, celebrado em 14 de novembro, foi criado em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para reforçar a conscientização a respeito da doença e evidenciar a importância da prevenção. 

O Diabetes Mellitus é um importante fator de risco para as doenças cardiovasculares provocadas pela falta de insulina ou deficiência de sua ação. Quando uma pessoa tem diabetes, ocorre um déficit na metabolização dos carboidratos. A doença pode causar o aumento da glicemia e as altas taxas têm potencial de levar a complicações nos olhos, coração, nas artérias, nos rins e até no cérebro.

Controlar o açúcar no sangue é medida essencial para as pessoas que possuem a doença. Por isso, o tratamento e acompanhamento médicos são fundamentais. Adicionalmente, a doença pode ser prevenida com a adoção de hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos regulares, redução do consumo de sal, açúcar e gordura, entre outras medidas”, afirma o médico oftalmologista e consultor da HOYA Brasil - Dr. Celso Cunha. 

O diabetes pode ocasionar mudanças na visão, que podem ser evidenciadas por sinais e sintomas, como visão embaçada e dor nos olhos, por conta das alterações nas altas concentrações de glicose que circula no sangue, comum na diabetes não tratada. Um dos exemplos é a retinopatia diabética. Com o aumento dos níveis de glicose no sangue, os vasos de retina se fecham até que o fluxo de oxigênio que vai para as células seja totalmente interrompido.

Inicialmente, a patologia tem início com a visão embaçada e conforme a piora, pode progredir até ao edema macular diabético, uma consequência do agravamento da retinopatia diabética e que precisa ser tratado imediatamente com o objetivo de evitar a perda total e irreversível da visão. Além disso, dependendo do aumento dos níveis de glicose, é possível o surgimento de novas doenças, como glaucoma, catarata e em alguns casos, a cegueira irreversível.

O glaucoma atinge diretamente o nervo óptico e o principal motivo é o aumento da pressão intraocular. Apesar de não ter cura, há diferentes tratamentos para o controle da doença, como a terapia com colírios. A catarata é outra doença comum nas pessoas com diabetes e aparece principalmente no público que já possui mais idade no momento de descoberta da enfermidade ou com falta de controle metabólico. Se houver o diagnóstico da catarata, procure um especialista e estabeleça um controle rígido da doença.

Para se ter ideia, a grande parte das doenças oculares oriundas do diabetes levam cerca de dez anos para se manifestar. Na fase inicial, costumam não apresentar sintomas, por isso, a importância de consultar um oftalmologista regularmente”, afirma Cunha.

O período de gestação é outro momento delicado. Mulheres com diabetes e que engravidam têm mais risco de desenvolver catarata. Por isso, é indicada a realização de exame oftalmológico para que o médico forneça as recomendações necessárias logo no início da gravidez. Vale lembrar que quando o diabetes está em um estágio avançado, pode ainda causar danos suficientes à circulação do corpo, levando a paralisia dos músculos que movem os olhos. Se os músculos oculares não funcionarem corretamente, os olhos também não.

Outro agravante é que pessoas com diabetes tendem a contrair infecções oculares de forma mais fácil, uma vez que essa doença afeta o sistema imunológico do corpo. Dessa forma, controlar o açúcar no sangue e investir em alimentação saudável são práticas que podem prevenir várias doenças em órgãos vitais do corpo humano, incluindo os olhos. “Os cuidados com a saúde ocular devem ser constantes, invista em exames preventivos e fique em dia com a sua visão”, conclui o médico oftalmologista e consultor da HOYA Brasil - Dr. Celso Cunha.



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Mais de metade dos brasileiros está acima do peso

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O sobrepeso afeta nossa autoestima e nossa saúde e se tornou uma verdadeira epidemia que pode ter profundas causas emocionais. Você sofre de sobrepeso?

 

Segundo a biopsicoterapeuta Celia Fadul, uma das únicas terapeutas Maori do Brasil, especialista em decodificação biológica das doenças, o sobrepeso tem causas emocionais, que nos levam a nos defender, nos preparar para o pior, aumentar o nosso tamanho para não nos sentirmos tão inseguros. A notícia boa é que descobrir as causas podem ajudar a traçar um plano de cura, que inclui autoconhecimento, mudanças de comportamento e uma nova forma de lidar com a balança.

A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO) confirma que a obesidade é considerada uma doença crônica, que teve um aumentou de mais de 72% na última década. Em todo o Brasil, o excesso de peso atinge mais de 55% da população e a estimativa é de que, até 2025, mais de 2 bilhões de adultos ao redor do mundo estejam acima do peso.

Quem está acima do peso sofre com os movimentos, com problemas físicos e de autoimagem, mas, muito além de uma questão estética, a obesidade é considerada uma doença crônica, que começa no sobrepeso e traz consigo uma séries de outras questões, como diabetes, hipertensão, disfunções pulmonares e doenças cardíacas, só para citar algumas.

A Biopsicoterapeuta Celia Fadul explica: “o que vivemos e que, de alguma forma, transcende nossa compreensão e nos causa dor, muitas vezes fica gravado, de forma inconsciente, em nossas células, causando o que chamamos de ressentir, ou seja, estamos sempre revivendo aquela situação em diferentes ocasiões da vida, ressentindo a mesma dor”.

Para nos defender da dor e criar um ambiente (corpo) compatível com ela, podemos criar um comportamento. Por isso, para Celia, o sobrepeso pode ter causas emocionais conectadas com proteção, defesa, falta, abandono, entre outras: “a decodificação biológica das doenças se propõe a encontrar as causas emocionais, os traumas que levaram ao comportamento que gerou o sobrepeso”.

Se você não sabe onde começa seu sobrepeso, a terapeuta faz algumas perguntas que podem ajudar a encontrar o caminho:

  • Você sente que precisar estocar (de comida a afeito) para não faltar?
  • Você sente que só pode contar com você mesmo e, por isso, precisa se defender?
  • Você se sente sozinho e, por isso, precisa se manter sempre aquecido?
  • Você vive em ambientes conflitantes e, por isso, cria uma barreira física de proteção?
  • Você prefere manter as emoções distantes, para além da camada de gordura?
  • Você sente que precisa proteger seus filhos, como se ainda estivessem dentro de você?
  • Você sente que precisa ser grande para impor respeito e intimidar?

“Todas essas perguntas podem levar a causas emocionais que são mais simbólicas do que literais, mas que podem explicar o sobrepeso. Junte a isso o estilo de vida sedentário, uma alimentação que muitas vezes também é mais conduzida pela emoção do que pela razão e teremos sobrepeso, no mínimo”, explica Celia.

Segundo ela, encontrar a causa e trabalhar esse momento é o começo para a cura: “você pode entender o seu mecanismo de lidar com o mundo e criar uma nova realidade, mudando crenças e, com isso, seu comportamento, que pode ser tratado muito mais facilmente do que a própria obesidade, e mudar hábitos também”.

 

Celia Fadul - Começou sua carreira como fotógrafa e publicitária, no mundo da moda e eventos, trabalhando no Brasil, França, México e Estados Unidos. Paralelamente a esses trabalhos, nunca deixou de se conectar com sua verdadeira essência: ajudar o outro em sua busca pela saúde. Celia passou pelas mais diversas formações: Cruz Vermelha, Reiki, Xamanismo, leitura de Registros Akashikos, Bioenergética, Fraternidade Branca, leitura de mesa radiônica até se reconectar com os Maoris Healers da Nova Zelândia. Concluiu sua formação como terapeuta Maöri em 2018 com Atarangi Muru e Manu Korewha, em Ahipara, e continua aprendendo com seus anciões, indo para retiros na Nova Zelândia todos os anos. Em 2018, também começou sua formação em Biodecodificação, com o método francês de Christian Flèche. Hoje, é uma das poucas terapeutas Maöri no Brasil e atua como Psicobioterapeuta.
@healingyou_by_celiafadul


Chegada da menopausa aumenta o risco de doenças cardiovasculares

Há um crescimento de 30% no número de infartos em mulheres neste período

 

Quando as mulheres entram na menopausa, que ocorre aproximadamente a partir dos 45 anos de idade, marcando o início da suspensão definitiva da menstruação, o corpo deixa de produzir estrogênio e progesterona, hormônios do ciclo menstrual. A falta desses hormônios pode aumentar o risco do aparecimento de doenças cardiovasculares. Conforme dados do HCor - Hospital do Coração de São Paulo, no período do climatério há um crescimento de 30% no número de casos de infarto e cirurgias cardíacas em mulheres. 

“A falta de estrogênio no corpo da mulher tem um impacto muito grande no coração, pois é um hormônio que está diretamente ligado a dilatação dos vasos sanguíneos, fazendo com que a veia tenha um bom fluxo de sangue e também auxilia na proteção das artérias”, comentou o Dr. Elcio Pires Junior, cirurgião cardiovascular e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular.

A hipertensão arterial, que pode aumentar o risco de AVC hemorrágico ou isquêmico, a doença arterial coronária, que pode reduzir ou bloquear a passagem de sangue para o coração e a insuficiência cardíaca, são doenças que aparecem após a menopausa. Além destas patologias, acontece uma mudança na distribuição de gordura corporal da mulher, que aumenta o risco das doenças cardiovasculares e também de diabetes. 

Os dados do HCor ainda apontam que no climatério 40% das mulheres apresentam aumento da circunferência abdominal, conhecida como gordura androide, relacionada a doenças do coração. Mais de 20% fumam, 18% são ex-fumantes, 23% têm seus níveis de pressão arterial acima do recomendado, 21% possuem alteração dos níveis de colesterol e 15% são diabéticas. 

Para Pires, existem alguns sinais que o corpo indica quando problemas cardíacos estão se desenvolvendo. “O nosso próprio corpo tenta nos avisar quando há algo de errado, neste caso ele apresenta batimentos cardíacos acelerados, ganho de peso, aumento de colesterol e pressão arterial e o aparecimento de diabetes, que pode ser reconhecida pela sede constante e cansaço”, explicou. “No período da menopausa as mulheres devem tomar ainda mais cuidado e estar atentas aos sinais, principalmente aquelas com histórico familiar de doenças cardiovasculares e autoimunes”, completou o cirurgião cardiovascular.

Existem algumas formas de prevenção, como a prática de exercícios físicos, que ajudam na circulação sanguínea, alimentação saudável, evitar o tabaco e estresse, estes são alguns hábitos que podem fazer a diferença. Mesmo com todas essas medidas, o acompanhamento médico periódico é essencial e não deve ser deixado para ser feito de última hora, quando já houver um acúmulo de sintomas.




Dr. Elcio Pires Junior - Coordenador da Cirurgia Cardiovascular nos Hospitais da Rede D'Or: São Luiz Osasco, Alphamed e Hospital Central Sul; Coordenador da Cirurgia Cardiovascular e Cardiologia do Hospital Bom Clima de Guarulhos; Cirurgião Cardiovascular do Hospital Hospitalis de Barueri e Cirurgião Cardiovascular do Hospital Blanc de São Paulo. É membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e membro internacional da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Especialista em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.

 

Diabetes amputa membros inferiores de 28 pessoas por dia no Brasil

Úlceras nos pés e amputação de extremidades são as
 complicações mais temidas do diabetes 
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Pé diabético é problema grave, explica presidente da ABTPé; novembro tem data mundial que alerta para a doença

 

Úlceras nos pés e amputação de extremidades são as complicações mais temidas do diabetes, problema que atinge mais de 13 milhões de brasileiros, segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes. Dados do Ministério da Saúde mostram que, de janeiro a agosto deste ano, o SUS (Sistema Único de Saúde) registrou 6.982 amputações de membros inferiores causadas por diabetes, o que equivale a 28 casos por dia.

 

Ainda de acordo com a Pasta, em todo o ano de 2019 (pré-pandemia), foram contabilizados 8.600 registros, passando para 9.279, em 2020 (+ 7,8%). Em 2021, foram 9.781 amputações e, no ano passado, 10.168 (+ 3,9%).

Neste mês, a data de 14 de novembro é marcada como o Dia Mundial do Diabetes, criado em 1991 pela Federação Internacional de Diabetes (IDF) junto à Organização Mundial de Saúde (OMS) para conscientizar o mundo sobre o reflexo do diabetes na saúde e mortalidade da população. Projeções acerca da doença reforçam a necessidade dessa conscientização. O número de casos de diabetes praticamente dobrará em pouco menos de três décadas, segundo estimativas publicadas na revista científica “Lancet” no fim de junho. A publicação prevê que o mundo deverá ter 1,3 bilhão de pessoas com a doença em 2050.

 

“As estatísticas e projeções acerca do diabetes são alarmantes e há um agravante: o número de diabéticos deve ser bem maior, já que por ser uma doença silenciosa, muita gente tem o problema e não sabe. Estima-se que em cada cinco pacientes diabéticos, um não tem o diagnóstico e só descobre após uma complicação causada pela doença. Entre todas as suas complicações, o pé diabético é considerado um problema grave e com consequências, muitas vezes, devastadoras em razão das úlceras, que podem implicar em amputação de dedos, pés ou pernas”, ressalta o presidente da Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé (ABTPé), Dr. Luiz Carlos Ribeiro Lara.

 

O especialista explica que uma das lesões que o diabetes causa é a neuropatia periférica, em que há perda da função dos nervos do pé, principalmente da sensibilidade dolorosa e tátil, que conferem proteção, dificultando a percepção do paciente em notar lesões ou feridas. “Sem a sensibilidade, as possíveis lesões podem evoluir rapidamente e formar bolhas e feridas abertas (úlceras), possibilitando assim a entrada de microorganismos e causar uma infecção no pé. Em casos graves, é necessária a cirurgia para limpeza e desbridamento das lesões mais profundas ou até mesmo a amputação de dedos ou parte do pé para sanar a infecção”, fala.

 

O cirurgião lembra que o paciente com diabetes também perde a sensibilidade para fraturas, deslocamentos ou microtraumas ocorridos nos ossos do pé e tornozelo, o que exige um tratamento diferenciado. Dependendo da gravidade, o tratamento pode ser imobilização por gesso, órtese ou até mesmo cirurgia reconstrutiva.

 

Nas situações de infecção grave, a pessoa pode apresentar mal-estar geral, febre, mas, outras vezes, a infecção pode manifestar-se apenas com o aumento das taxas de açúcar no sangue “Normalmente, nota-se abcesso, secreção purulenta, mau cheiro, área inchada e avermelhada, às vezes com áreas de necrose de tecidos. Chegar a esse ponto é muito preocupante, pois pode ser necessária a amputação para resolução do problema”, salienta.


 

Recomendações


O paciente com diabetes deve ater-se a alguns cuidados com os pés para evitar as complicações da doença. Uma delas é evitar andar descalço, especialmente fora de casa. “O uso de calçados especiais para diabéticos, fechados, sem costura interna, com a parte da frente larga e alta, e com palmilhas confortáveis, é recomendado sempre que possível”, destaca.

O uso das meias também é importante e devem ser, de preferência, brancas, para facilitar a identificação mais rápida de algum machucado ou ferida no pé, e de algodão, que irritam menos a pele, com costura pouco volumosa e sem elástico, para não comprometer a circulação.

 

O presidente da ABTPé lembra, ainda, que os pés devem ser examinados pelo menos uma vez ao dia, para a procura de calos e úlceras, além de verificar se há a presença de micoses e rachaduras. Mantê-los hidratados para evitar rachaduras cutâneas e infecções secundárias é outra ação. “Nunca tente retirar calos, limpar úlceras ou cortar as unhas sozinho. Identificando algo fora do normal, um especialista deve ser consultado”, conclui.


 

Associação Brasileira de Medicina e Cirurgia do Tornozelo e Pé - ABTPé

 

Dividir ou não a escova de dente? Dentista alerta sobre os principais riscos

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Usar a escova de outra pessoa significa trocar mais bactérias, especialmente as causadoras de doenças, como vírus e outras fontes de contaminação


As escovas de dente são itens individuais e que só devem ser utilizados por uma pessoa, mas tem gente que acredita que dividir o item não tem grandes problemas, o que é um grande engano. Paulo Zahr, cirurgião dentista, fundador e presidente do Grupo OdontoCompany, maior grupo de clínicas odontológicas do mundo, alerta sobre os principais riscos.

As escovas de dente são ferramentas indispensáveis para a saúde bucal, já que são elas as responsáveis pela limpeza mecânica das estruturas da cavidade oral, incluindo dentes, gengiva e a língua. A boca é uma área extremamente colonizada por bactérias, mas são apenas suas. No caso do beijo, por exemplo, estamos passando esses micro-organismos para outra pessoa. Já a troca de escovas, a situação se agrava ainda mais. 

“Ao usar as escovas de dente, trocamos ainda mais bactérias, especialmente as potencialmente patogênicas, ou seja, causadoras de doenças. O mesmo é válido para vírus e outras fontes de contaminação, como a gripe, o resfriado, a Covid-19 e até mesmo a herpes labial”, alerta o cirurgião dentista.

Por conta dessas bactérias, que ficam presentes ali nas cerdas da escova, é possível que as pessoas também passem problemas como periodontite ou gengivite umas para as outras. O cuidado com a escova também é um ponto de atenção, já que é preciso mantê-la limpa e fazer a substituição por uma nova dentro de no máximo três meses. Assim, você garante que as bactérias presentes nas cerdas não se tornem um prejuízo para a sua saúde bucal.

Capas protetoras também evitam que as cerdas entrem em contato com o ambiente, mas vale lembrar que essa caixinha deve ser frequentemente higienizada e devidamente seca, para evitar que as cerdas fiquem com fungos.

 

OdontoCompany

 

Fonte da juventude: dicas para ter uma vida longeva e com autonomia

Hábito alimentar saudável combinado com a prática de atividade física e cuidados com a saúde mental são os principais aliados para quem quer viver mais e com qualidade de vida

 

Dados do IBGE mostram que a expectativa de vida aumentou dois meses e 26 dias de 2020 para 2021. Em dez anos, a parcela de pessoas com 60 anos ou mais passou de 11,3% para 14,7% da população. A pergunta é: o que é necessário para alcançar essa tal longevidade?  Para ter êxito nesta jornada é importante se manter ativo.

O corpo humano é uma grande máquina e para que o sistema funcione em perfeita harmonia, para a engrenagem não entrar em colapso. Durante o decorrer da vida é necessário realizar “manutenções” para manter o bom funcionamento de todos os setores, realinhar ou fazer ajustes nas rotas a serem seguidas, ou seja, é necessário se manter ativo, tanto fisicamente como mentalmente, a inatividade traz efeitos negativos e que vão se agravar ao longo da vida.

Longevidade é uma palavra derivada do latim “longaevitas”. Podemos tentar traduzir como longa duração, mas essa é uma definição apenas literal. Longevidade, nos dias atuais, ganhou um outro significado. Hoje, é a procura por mais tempo de vida para as pessoas. Mas não só isso, pois o que adiantaria viver por mais tempo se a vida for uma experiência ruim?

“Então, só prolongar a vida, não basta, queremos uma longevidade saudável, que significa viver bem por mais tempo. Parece um desejo só dos dias atuais, mas não é. Esse é um desejo que relaciona-se aos nossos antepassados desde a pré-história. Os seres humanos sempre buscaram os mesmos fins, o que mudou ao longo do tempo, foram os meios. A busca pela longevidade saudável se costura pelos pilares que sustentam um estilo de vida próspero. Exercício físico, alimentação com mais vegetais, cuidados com o sono, manejo do estresse, controle de substâncias tóxicas e conexão social. A medicina está atenta a essa condição e já estuda as melhores condutas terapêuticas para estabelecer uma longevidade saudável para o presente e futuro das pessoas”, pontua o médico Márcio Bacci, coordenador e professor do curso de Medicina do Estilo de Vida da Faculdade UNIGUAÇU.

O processo de envelhecimento é complexo, marcado por declínio fisiológico, aumento da mortalidade e uma série de problemas clínicos. Os cientistas estão procurando maneiras de diminuir seus efeitos e, consequentemente, viver mais tempo. Globalmente, existem diferenças na expectativa de vida devido a uma variedade de fatores, incluindo nível socioeconômico, raça, gênero, genética, ambiente e comportamento.

“A atividade física regular é uma das coisas mais importantes que você pode fazer pela sua saúde. Desde meados da década de 1980, há um crescente interesse na aplicação do exercício como remédio para a prevenção de doenças. Inúmeras pesquisas têm confirmado que os exercícios físicos são altamente benéficos para melhorar a composição corporal, a qualidade de vida, a capacidade funcional de saúde mental e até mesmo reduzir o risco de recorrência de câncer e de desenvolvimento de outras doenças crônicas. Na terceira idade, a prática de exercícios ajuda a evitar quedas, lesões causadas por quedas e perdas na saúde óssea e na capacidade funcional”, detalha Eduardo Netto, diretor técnico da Bodytech Company.


Consequências negativas provocadas pela redução da massa e força muscular

É evidente que a sarcopenia é uma doença corporal comum e incapacitante, com uma variedade de origens, efeitos e remédios. O treinamento de resistência e o exercício aeróbio moderado a vigoroso podem prevenir a deterioração do cérebro e produzir antioxidantes para combater espécies reativas de oxigênio.

Esta rotina de exercícios, quando combinada com um regime alimentar equilibrado, oferece uma abordagem útil que, em muitas circunstâncias, pode significar a diferença entre a debilitação e uma vida saudável e ativa. “Como personal trainers, é nosso dever garantir que os clientes seniores com quem lidamos tenham acesso aos recursos necessários para manter o padrão de vida que tanto lutaram para alcançar”, reforça Netto.

Fragala et al. (2019) descobriram que a perda de massa muscular em indivíduos inativos normalmente começa aos 30 anos e aumenta para 10% em adultos com mais de 60 anos. Adultos com mais de 80 anos experimentam um aumento de 50% na perda de massa muscular. Esta perda está ligada à mortalidade, diabetes tipo 2, osteoporose, deterioração cognitiva e deficiência física. Indivíduos inativos correm um risco duplicado de futuros problemas de mobilidade.


Atividade física e recomendações de exercícios para idosos

As organizações de saúde pública sempre publicam pesquisas que reforçam a importância da prática de exercícios, ressaltando o aumento do nível de atividade física e a redução da inatividade prolongada. Os adultos jovens devem praticar 150 minutos de atividade aeróbica de intensidade moderada ou 75 minutos de atividade aeróbica de intensidade vigorosa e dois dias de exercícios de fortalecimento muscular por semana.

Já as pessoas mais velhas devem praticar dois dias de treinamento de equilíbrio e flexibilidade, incluindo exercícios como Ioga, Pilates ou Tai Chi. Ensaios baseados em atividades demonstraram que essas diretrizes são geralmente seguras para pessoas idosas. O treinamento de resistência também é recomendado para uma boa saúde. Os desenhos do programa devem seguir uma progressão individual e periodizada, com o objetivo de completar 2-3 séries por grupo muscular principal com 2 minutos de descanso entre as séries.


Exercício aquático

O exercício aquático é uma alternativa benéfica para indivíduos mais velhos que têm dificuldade em praticar exercício em terra. Aumenta significativamente os fatores de condicionamento físico, como força muscular, resistência cardiovascular, flexibilidade, equilíbrio e percentual de gordura corporal. As atividades aquáticas proporcionam benefícios à saúde, físicos e psicológicos.

Indivíduos mais velhos podem socializar com colegas e aumentar a confiança nos exercícios, especialmente após lesões ou dores. Os exercícios aquáticos também melhoram a qualidade de vida e o humor, reduzindo o risco de depressão, ansiedade, tensão e quedas. Independentemente das condições de saúde, os idosos podem participar de exercícios aquáticos.


 Pensamentos finais

 É aconselhável que os indivíduos mais velhos reduzam o tempo que passam sentados. Atividade física de qualquer nível (incluindo intensidade leve) pode substituir o tempo inativo com vantagens para a saúde. Há evidências crescentes de que exercícios são essenciais para prevenir doenças, prolongar e melhorar a qualidade de vida em geral.

Os conselhos sobre exercícios devem ser individualizados, referenciados aos resultados pretendidos e personalizados em relação à modalidade, frequência, duração e intensidade, incluindo soluções práticas de implementação e sistemas de apoio comportamental para monitorar os resultados e fornecer feedback.

Com as taxas de natalidade caindo no Brasil desde 1970 é natural que a população idosa cresça.  De acordo com o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), o país terá 73 idosos para cada 100 crianças até 2050. Isso significa aproximadamente 215 milhões de habitantes idosos no Brasil.

Atualmente, os brasileiros vivem entre 72 e 78 anos. De fato, a população brasileira está envelhecendo mais rápido do que se imagina. Enquanto a previsão é de que a quantidade de idosos duplique no mundo até 2050; no Brasil, o número de pessoas com mais de 60 anos triplicará, segundo o Relatório Mundial da Saúde e Envelhecimento da Organização Mundial de Saúde (OMS).

“A muito penso em escrever algo que pudesse ser realmente efetivo para os mais jovens e também para aqueles que, como eu, buscam envelhecer com saúde e em plena capacidade funcional. Minha experiência está apoiada em inúmeras modalidades desportivas, incluindo lutas, musculação e até mesmo o CrossFit. Embasado nessas experiências e, principalmente, na procura constante pelo conhecimento científico, compartilho dicas de como manter a forma e, acima de tudo, a plenitude e a disposição para assumir qualquer desafio que a vida possa lançar”, relata o Profissional de Educação Física.


Poupança cognitiva: muito melhor que guardar dinheiro!

O tema envelhecimento tornou-se atual e ao mesmo tempo controverso nos últimos tempos.

Hoje em dia o perfil da curva de crescimento global da população mundial está mudando em função do aumento da estimativa de vida do individuo a qual supera os 75 anos de vida.

Então eu pergunto: Como você está planejando a sua velhice para que ela ocorra cognitivamente o mais saudável possível?

Embora possa parecer uma situação muito remota para alguns, para outros é uma vivencia real de fato, e, em ambos os casos, hoje em dia dispomos do conhecimento de diferentes áreas que através de profissionais especializados nos permitem avaliar, aprimorar e manter da melhor maneira possível, as habilidades cognitivas ou neuro habilidades pouco desenvolvidas, desenvolvidas ou não.

Varias áreas como a Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia e a Reabilitação Neuropsicológica são grandes parceiras para este empreendimento pessoal, e o trabalho consiste em realizar atividades de todo tipo que permitam que nosso cérebro esqueça o mínimo do que já sabe, melhore o que pouco sabe ou aprenda aquilo que não sabe. e para isso é necessário que realize o que chamamos de treino cognitivo, bom falando mais claramente levamos nosso cérebro à academia para se aprimorar, e ele consegue se o estimulamos da maneira correta !!! ou seja o cérebro em qualquer idade, tem condições de aprender através da formação de novas conexões cerebrais   isto é chamado de plasticidade cerebral!!!, claro, quanto mais demoramos mais difícil será aprender ou seja mais difícil será formar estas conexões.

A plasticidade cerebral pode ser comparada como uma Poupança só que não de dinheiro e sim de cognição, de neurohabilidades, ou seja, uma poupança cognitiva que retardará a perda gradual de algumas funções cerebrais esperadas na senescência.

Sabemos que o declínio de nossas funções cognitivas é um processo lento, porém existem estudos que comprovam que começa por volta dos 45 anos onde o indivíduo terá a medida que envelhece maior dificuldade em aprender, por isso e tão importante a estimulação ou o tal “TREINO COGNITIVO” do que falamos anteriormente.

Outros fatores físicos podem estar relacionados como:

  • Problemas vasculares;
  • Falta de exercícios físicos;
  • Traumas físicos;
  • Alterações orgânicas.

Por tanto a preparação para um envelhecimento saudável começa cedo.

 Cito aqui algumas atividades que ajudam a retardar o processo, vamos lá?

  • Faça Avaliação e acompanhamento Psicopedagógico ou Neuropsicopedagógico;
  • Faça Reabilitação Neuropsicológica;
  • Realize atividades físicas dentro das suas limitações e com as devidas orientações;
  • Aprenda sempre algo novo!!!
  • Faça atividades prazerosas: palavras cruzadas, caça palavras, labirintos, jogo dos sete erros, sudoko e muito mais.
  • Participe de Jogos de tabuleiro: damas, jogo da velha, jogo de memória, dominó, xadrez e outros que são possíveis de achar em lojas de brinquedos educativos.

Portanto a velhice saudável é possível desde que comecemos cedo, então vamos lá, pensemos em todas as possibilidades porque às vezes, o que se acha difícil está mais perto do que pensamos, para começar numa banca de jornal, numa roda de amigos ou criando   hábitos saudáveis, porque acima de tudo e como moeda de troca você terá um envelhecimento saudável, com maior autonomia e funcionalidade, pense nisso, seu cérebro agradece.

 

Viviana Palou – Bióloga, psicopedagoga, neuropsicopedagoga, especialista em Reabilitação Neuropsicológica. Autora do livro “Soft Skills Teens” (Literare Books International). Instagram: @palouviviana

 

Envelhecimento da população: teremos medicamentos para todos?

O número de idosos cresceu 56% em relação à 2010 e com este aumento a perspectiva é que o país se prepare para atender às novas demandas de saúde da população


Os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) têm apontado o crescimento dos idosos no país. As pessoas com 60 anos ou mais chegaram a mais de 32 milhões, o que representa 15,6% da população. Isso significa aumento de 56% em relação a 2010. Por isso, é importante que o Brasil esteja preparado para lidar com as demandas crescentes que surgirão para esta parcela da população, principalmente em relação ao fornecimento de medicamentos e ao atendimento do Sistema Público de Saúde (SUS), que, segundo o Ministério da Saúde, alcança aproximadamente 190 milhões de pacientes por ano. 

O debate para a criação de estratégias que alavanquem a produção nacional de insumos e medicamentos já se iniciaram com o lançamento do novo PAC, em setembro de 2023, que garantirá R 42 bilhões de reais em investimentos no Sistema Único de Saúde e no Complexo Industrial da Saúde. A iniciativa terá impactos diretos para as novas demandas da população, conforme explica Marcelo Mansur, CEO da Nortec Química, maior fabricante de Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs) da América Latina. 

“Sem dúvidas, o projeto do Complexo Industrial da Saúde chega em boa hora, precisamos de tempo e investimento para lidar com esta demanda progressiva por insumos e medicamentos no país. Os dados do IBGE nos confirmam a perspectiva de uma sociedade com uma faixa etária cada vez maior, por isso, é importante que possamos ter uma produção forte, independente e que colabore para o acesso da população a estes produtos”, comenta Mansur.
 

Aumento do consumo 

De janeiro a junho de 2023 foram distribuídos mais de 7 bilhões de medicamentos, somente no programa Farmácia Popular. A expectativa é que este número se torne ainda maior. Entre 2018 e 2021, a quantidade de fármacos que chegou à população aumentou de 13,8 bilhões para 14,3 bilhões.
 

Dados e metas 

A Associação Brasileira da Indústria de Insumos Farmacêuticos (Abiquifi) e o Governo Federal apontam que o Brasil produz apenas 5% dos IFAs que precisa, o restante é exportado de países como China e Índia. No setor de equipamentos médicos, o país atende 50%. Em medicamentos e vacinas, esse percentual chega a 60%. Segundo as metas do novo PAC, o objetivo é diminuir esta desproporção em 10 anos, tornando o país responsável por 70% de sua produção no setor. 

“A independência na produção de insumos e medicamentos trará diversas consequências positivas para o Brasil, que vão desde o fortalecimento econômico e competitivo do país, que poderá fabricar e fornecer produtos e tecnologia, até questões mais estratégicas, como ter maior capacidade de reação diante de crises sanitárias ou outras adversidades”, comenta o CEO.
 

Nortec Química


Vacina da chikungunya induz resposta imune em 98,8% dos vacinados, revela estudo clínico do Butantan

Estudo está sendo conduzido no Brasil em 750 adolescentes; ensaio clínico de fase 3 dos EUA em adultos mostrou 98,9% de produção de anticorpos contra chikungunya  



A vacina contra a chikungunya desenvolvida pelo Instituto Butantan, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e pela empresa de biotecnologia franco-austríaca Valneva, mostrou alta imunogenicidade, com produção de anticorpos neutralizantes em 98,8% dos adolescentes que integram a fase 3 do ensaio clínico conduzida no Brasil. O imunizante também demonstrou um bom perfil de segurança, independentemente da exposição prévia à chikungunya, segundo o estudo.

Estes são os primeiros resultados da vacina em um país onde a doença é endêmica, ou seja, que possui frequente circulação do vírus. As informações de segurança e imunogenicidade servirão de base para solicitar a aprovação do produto no Brasil, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e na Europa, pela European Medicines Agency (EMA). A expectativa é submeter o pedido de aprovação para a Anvisa no primeiro semestre de 2024.

Na última semana, a vacina foi aprovada para adultos pela agência reguladora dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), tornando-se o primeiro imunizante autorizado para uso no mundo contra chikungunya.

“Os dados são excelentes e mostram que estamos no caminho certo. É uma vacina segura e com alta capacidade de induzir anticorpos protetores. Estamos otimistas que, respeitando todas as etapas de estudos e validação pelos órgãos reguladores, poderemos oferecer essa vacina para proteger as pessoas desta doença que infelizmente acomete o país”, afirma Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan.

O estudo clínico brasileiro incluiu a participação de 750 jovens de 12 a 17 anos que residem em áreas endêmicas nas cidades de São Paulo (SP), São José do Rio Preto (SP), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Laranjeiras (SE), Recife (PE), Manaus (AM), Campo Grande (MS) e Boa Vista (RR). Entre os voluntários, 500 receberam uma dose da vacina e 250 receberam placebo.

A análise de imunogenicidade foi feita 29 dias após a aplicação de uma única dose da vacina. Entre os participantes sem contato prévio com o vírus da chikungunya, 98,8% apresentaram anticorpos protetores contra a doença. Já para o grupo que tinha histórico de infecção prévia, a positividade de anticorpos foi de 100%.

Os títulos médios geométricos (GMT) de anticorpos chegaram a 3.889 após um mês da vacinação – no primeiro dia após a administração do imunizante, os níveis médios estavam em 10,6.

A excelente proteção conferida pela vacina após a dose única corrobora as conclusões do estudo feito nos Estados Unidos em uma população adulta, publicado pela Valneva em junho na revista The Lancet (https://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(23)00641-4/fulltext). Entre os 4 mil voluntários de 18 a 65 anos que participaram do estudo, 98,9% produziram anticorpos protetores cerca de um mês após a vacinação, independente da faixa etária. Além disso, os níveis se mantiveram robustos por pelo menos 6 meses de acompanhamento.

A candidata a vacina de vírus atenuado contra chikungunya (VLA1553) é resultado de um acordo de transferência de tecnologia firmado entre o Butantan e a Valneva em 2020. Por meio da parceria, será possível produzir e disponibilizar o imunizante no Brasil pelo Sistema Único de Saúde (SUS).



Segurança


Durante o período do estudo feito no Brasil, não foi identificado nenhum ponto de preocupação. A pesquisa sugere que a vacina é segura e bem tolerada, inclusive em participantes com exposição prévia ao vírus. A grande maioria das reações adversas foram consideradas leves a moderadas e se resolveram em cerca de três dias. Os efeitos mais comuns foram dor e sensibilidade no local da injeção, dor de cabeça, dor no corpo, febre e fadiga.



Impactos da chikungunya


O vírus da chikungunya circula em mais de 110 países. No Brasil, só em 2023, foram registrados 143.739 casos prováveis de chikungunya, com maior incidência no Sudeste, seguida das Regiões Nordeste e Centro-Oeste, segundo o Ministério da Saúde (https://www.gov.br/saude/pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/boletins/epidemiologicos/edicoes/2023/boletim_epidemiologico_svsa_13_2023.pdf/view). Em relação aos óbitos, apenas neste ano foram confirmadas 82 mortes, grande parte delas com comorbidades associadas (73,2%). Entre 2021 e 2022, houve um aumento de mais de 100% nos casos da doença. Transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus, a infecção pode deixar fortes dores crônicas nas articulações como sequela, além de gerar complicações graves em recém-nascidos infectados durante o parto e idosos com comorbidades.


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