Especialista destaca a importância
da inteligência de dados e da
análise de predisposições genéticas, defendendo cuidados personalizados e
antecipados
Mais de 16 milhões de pessoas, com idades entre 20 e 79 anos, convivem com a diabetes no Brasil, de acordo com um estudo do Atlas do Diabetes da Federação Internacional de Diabetes (IDF). O diagnóstico precoce é fundamental para iniciar um tratamento adequado e controlar a doença, e a saúde preditiva – a área capaz de calcular as possibilidades de um indivíduo desenvolver enfermidades – pode ser uma grande aliada para garantir tempo hábil de tratamento.
Neste Dia Mundial da Diabetes, Marcos Moraes, diretor da vertical de saúde da multinacional brasileira FCamara, ecossistema de tecnologia e inovação que potencializa o futuro de negócios, reforça a importância de um debate consciente sobre o tema.
“A diabetes é uma doença silenciosa e, por isso,
é fundamental buscar um acompanhamento médico o quanto antes. A saúde preditiva
é uma iniciativa focada em analisar riscos e calcular probabilidades, a fim de
tornar a intervenção médica mais ágil e precisa. Ou seja, ela olha para o
histórico do paciente de maneira ampla, levando em consideração pontos como
genética, condições biológicas e hábitos”, explica Moraes.
A medicina preditiva pode ser realizada com o uso de tecnologias emergentes, como wearables, inteligência artificial, mapeamento genético e nanotecnologia. “Se um parente, por exemplo, já teve alguma doença como câncer, o profissional de saúde já pode entender as probabilidades de aquela pessoa ter o mesmo problema, pensando em como evitar ou já tratar de forma precoce”, complementa o executivo.
Para que a predição possa ser difundida na saúde, a interoperabilidade dos sistemas é um pré-requisito. Este conceito aborda a capacidade de comunicação entre os mais variados softwares, para que eles possam trabalhar de forma padronizada e integrar diferentes fontes de dados.
“Ao ter todo o histórico de saúde do paciente integrado e acessível em um só lugar, desde exames, sinais vitais, alimentação, vacinas e comportamentos, os provedores de saúde conseguem ter uma visão 360º de toda a situação e oferecer cuidado preventivo, além de um diagnóstico mais assertivo”, continua Moraes.
É importante ressaltar que a medicina preditiva é diferente da
medicina preventiva. Na preditiva, o foco é prever predisposições para doenças
com base em informações genéticas, através da inteligência de dados. Já na preventiva, o objetivo é promover mudanças de
comportamento, como o abandono de hábitos nocivos, visando melhorar a qualidade
de vida das pessoas e prevenir doenças.
A seguir, o executivo lista os principais
benefícios da saúde preditiva acompanhada de prevenção:
1- Antecipação de riscos e atuação precoce: a partir do momento que uma
predisposição é alertada, é possível ter um tratamento mais assertivo de forma
imediata, evitando qualquer degradação. Dessa forma, instituições da saúde vêm buscando adotar esta abordagem, com objetivo
de acompanhar o paciente ao longo de sua jornada em vez de tratar doenças de
maneira pontual.
2- Redução de custos e desperdícios: é muito mais caro remediar do que prevenir. Portanto, com a
medicina preditiva, é possível evitar os altos custos gerados pelo atendimento
assistencial reativo.
3- Melhor experiência para o paciente: Quando a medicina preditiva é aplicada, o
paciente passa a fazer a autogestão de sua saúde, com objetivo de melhorar sua
qualidade de vida, não importa de onde esteja. Isso porque com a tecnologia, a
maioria das questões, diagnósticos e prevenção podem ser feitos a distância.
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