Pesquisar no Blog

quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Novembro Azul: Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda realizam ações de conscientização sobre o câncer de próstata

 Por meio do programa Caminhos para a Saúde, passageiros serão alertados sobre cuidados com a saúde masculina, além de acesso a testes de saúde e dicas de práticas saudáveis


Neste mês, a ViaMobilidade, em parceria com o Instituto CCR, promove serviços gratuitos de saúde, além de ações de conscientização ao Novembro Azul. Por meio do programa Caminhos para a Saúde, equipes multidisciplinares estarão nas estações das linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda para alertar sobre a prevenção do câncer de próstata, além de oferecer suas tradicionais dicas de bem-estar, com práticas saudáveis e sustentáveis. 

As ações ocorrem nos dias 10, 16, 23, 24 e 30 de novembro nas estações Jandira, Lapa e Osasco, da linha 8- Diamante, e Grajaú, Santo Amaro e Pinheiros, da linha 9- Esmeralda, com atendimento entre 10h e 16h. 

Além de tratar da importância do acompanhamento médico anual em prol da saúde masculina, a iniciativa oferece serviços como teste de glicemia e colesterol, aferição de pressão, orientações sobre saúde mental e quickmassage com massoterapeutas. Os passageiros que apresentarem alterações nos exames ou sintomas da doença serão orientados a se dirigir ao posto de atendimento mais próximo. 

De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens (atrás apenas do câncer de pele não melanoma). Comum entre a terceira idade, o órgão aponta que 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos.

 

Campanha Nacional

Com o objetivo de impactar os homens sobre os cuidados com a saúde e incentivá-los a realizarem o acompanhamento médico anual, o Instituto CCR amplia as ações de apoio ao Novembro Azul para todo o Brasil. Clientes do Grupo CCR poderão ser atendidos por equipes multidisciplinares em unidades fixas e ações mensais das rodovias, aeroportos, barcas e VLT (veículo leve sobre trilhos).

 

Agenda - Caminhos para Saúde e Novembro Azul 

Data: 10 de novembro

Horário: 10h às 16h

Local: Estação Lapa (Linha 8-Diamante)

Serviço: Massoterapeuta e equipe multidisciplinar

 

Data: 16 de novembro

Horário: 10h às 16h

Local: Estação Osasco (Linha 8-Diamante)

Serviço: Massoterapeuta e equipe multidisciplinar

 

Data: 23 de novembro

Horário: 10h às 16h

Local: Estação Grajaú (Linha 9-Esmeralda)

Serviço: Equipe multidisciplinar

 

Data: 24 de novembro

Horário: 10h às 16h

Local: Estação Santo Amaro (Linha 9-Esmeralda)

Serviço: Massoterapeuta e equipe multidisciplinar

 

Data: 30 de novembro

Horário: 10h às 16h

Local: Estação Pinheiros (Linha 9-Esmeralda)

Serviço: Massoterapeuta e equipe multidisciplinar


Diabetes: 20 a cada 100 mil crianças podem desenvolver a doença anualmente

Divulgação: Internet

Em 2021, 214 mil pessoas morreram devido à enfermidade; 5 à 10% dos casos, correspondem a Diabetes Tipo 1

 

Dados da Federação Internacional de Diabetes, apontam que a incidência da doença aumentou 16% no mundo entre 2016 e 2021. Hoje, no Brasil, cerca de 7% da população é diabética, o equivalente a 16.8 milhões de brasileiros. Pesquisas indicam que o grupo mais afetado pela Diabetes Tipo 1 são crianças e adolescentes. 20 a cada 100 mil podem desenvolver a doença todos os anos.  

Somente em 2021, 214 mil pessoas entre 20 a 79 anos morreram devido à enfermidade. Para conscientizar e alertar a população acerca da incidência de casos e dos principais riscos para a saúde humana, a International Diabetes Federation, em conjunto com a Organização das Nações Unidas, criou em 1991, o Dia Mundial da Diabetes, com o intuito de indicar caminhos para a prevenção de todos os tipos de diabetes, pela incorporação de hábitos saudáveis, tais como: alimentação balanceada, práticas de atividades físicas e perda de sobrepeso. 

A Diabetes Mellitus (DM) é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina ou da incapacidade da insulina de exercer adequadamente suas funções, caracterizada por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente. Produzida pelo pâncreas, a insulina é responsável pela manutenção do metabolismo, o que permite o bom funcionamento do organismo. 

A síndrome pode se apresentar de diversas formas. 5 à 10% dos casos, correspondem a Diabetes Tipo 1, no qual o sistema ataca as células produtoras de insulina; Tipo 2, com manifestações, geralmente, na idade tardia (após os 40 anos), que implicam em complicações renais, oftalmológicas e neuropáticas. Ocorrendo principalmente em pessoas com excesso de peso, comportamento sedentário e péssimos hábitos alimentares. Segundo a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), cerca de 90% dos pacientes apresentam o tipo 2 (DM2) da doença, quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz ou não produz o hormônio de forma suficiente para controlar a taxa de glicemia.  

Estima-se que hoje, 50% dos brasileiros diabéticos não sabem que têm a doença. Para Alex Araujo, CEO da 4Life Prime, uma das maiores empresas de saúde ocupacional do país, a falta de acompanhamento médico e os péssimos hábitos de vida, são as principais causas para o aumento de casos . “É importante ficar atento aos sinais, como mudança de humor, fadiga, fraqueza, perda de peso, formigamento dos pés e mãos. Na maioria das vezes, o corpo dá sinais quando algo está errado com o seu funcionamento. São alertas, às vezes claros e outras vezes sútis”. 

Há 13 anos atrás, o especialista foi diagnosticado com diabetes tipo 2, desencadeada pelo estresse do trabalho, excesso de metas e pelo descontrole alimentar. Foi um período que sua glicemia chegou a 600 e teve que ser internado durante três dias. Araújo conta que foi a partir dos exames de rotina que descobriu a doença. Foi um momento de descobrimento sobre o funcionamento do seu corpo e dos seus limites. A partir do diagnóstico, ele mudou sua relação alimentar e incorporou hábitos saudáveis na rotina. 

“A disponibilização de exames de rotina e o acompanhamento médico pela empresa foram fundamentais para o diagnóstico precoce, o que impediu complicações maiores. Hoje, passamos 30% do nosso dia no trabalho. É fundamental que as empresas incluam medidas de prevenção e incentivem o controle da diabetes. O primeiro passo é identificar os grupos de risco e incentivar mudanças de hábitos, a começar dentro da empresa”, complementa o especialista.

Atualmente, a 4Life Prime disponibiliza exames para o retorno de mulheres em licença maternidade ao trabalho. No exame clínico, é recomendado que também se faça o exame da glicemia, para identificar se houve algum tipo de alteração na glicemia durante a gestação da colaboradora.

46% dos homens acima dos 40 anos vão ao médico apenas quando sentem algo

Para especialista, acompanhamento médico preventivo e personalização de medicamentos fortalecem saúde do homem; câncer e impotência sexual são problemas mais temidos

 

De acordo com o levantamento divulgado pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 46% dos homens acima dos 40 anos só vão ao médico, quando de fato sentem alguma coisa ou apresentam algum sintoma. O percentual sobe para 58% quando selecionados apenas os entrevistados que utilizam o Sistema Único de Saúde (SUS).

Os números mostram uma realidade que vem mudando, mas, que ainda está longe de ser a ideal quando pensamos nos cuidados com a saúde do homem, seja ela pela medicina preventiva ou curativa.

Para o urologista Ricardo Padua, especialista em saúde preventiva do homem, apesar de ainda haver muita resistência por parte do público masculino com relação aos cuidados com a própria saúde, é possível enxergar nas novas gerações uma preocupação maior com a melhora na qualidade de vida e com os tratamentos preventivos.

“Dentro do consultório, seja ele particular ou do SUS, conseguimos enxergar e classificar os pacientes mais ou menos de acordo com as suas gerações. Tenho três gerações de pacientes e posso afirmar que tanto o comportamento quanto as preocupações são muito diferentes”, afirma o especialista.

A pesquisa da SBU também apontou que apenas 32% dos homens acima de 40 anos, se consideram muito preocupados com a própria saúde. Enquanto isso, nos pacientes acima de 60 anos, esse número sobe, e, 78% dos entrevistados declararam fazer exames a cada seis meses ou um ano.

O especialista também afirma que muito do cenário que temos hoje com relação à saúde do homem está ligado a tradições e culturais do brasileiro, que muda de região para região. “Quando pensamos em um paciente mais velho, de 70 a 85 anos, encontramos um perfil mais duro, que foi criado como um verdadeiro super-herói e por isso, não pode chorar, nem sentir dor e, claro, não pode ir ao médico. Nessa faixa etária, 90% dos problemas estão relacionados com a próstata e muito só procuram ajuda em um patamar já avançado da doença”, diz.

“Em pacientes entre 45 a 65 anos, as preocupações também estão relacionadas à próstata. Eles procuram mais o médico, mas, ainda não estão habituados a ter um acompanhamento constante. Acho interessante ver a geração mais nova, de 20 a 44 anos, esses já possuem uma visão mais aberta, estão muito mais atentos à saúde e à qualidade de vida e buscam a medicina preventiva.”

“No caso dos mais jovens as principais preocupações estão atreladas ao desempenho sexual e hoje, também, a estética íntima. No entanto, ainda temos muito que evoluir”, afirma.

Manipulados e prevenção

Mas para evitar problemas, a medicina preventiva ainda é a maior aliada, mas muita gente ainda afirma não ter tempo para se dedicar a um acompanhamento médico constante, segundo o urologista. 

O apontamento de Padua é reforçado por um estudo do Instituto Lado a Lado pela Vida, intitulado "A Saúde do Brasileiro", realizado em parceria com o QualiBest, que mostrou que 51% dos entrevistados atribuem a rotina estressante como o principal empecilho para cuidar melhor da saúde, enquanto 32% disseram que o acesso à saúde é o maior problema para seguir com os cuidados médicos.

Nesse contexto, o médico afirma que passou a utilizar com seus pacientes ferramentas que façam com que a relação entre médico e paciente seja cada vez mais próxima. E a tática tem dado certo.

Uma alternativa encontrada pelo médico para ajudar o paciente a manter o tratamento é a indicação de medicamentos manipulados. Segundo o especialista, a personalização que os manipulados permitem é uma aliada na hora de fazer uma prescrição.

“Um paciente que não tem o costume de vir ao médico e reclama da falta de tempo para o cuidado com a própria saúde, dificilmente vai seguir um tratamento se eu encher ele de comprimidos. E com isso os manipulados me ajudam muito. Além de serem eficazes, permitem personalizar o tratamento com dosagens específicas, fazendo com que o tratamento seja muito mais eficaz”.

Outra vantagem dos manipulados é a variedade de formas em que os medicamentos podem ser entregues, segundo Mario Abatemarco, farmacêutico e professor de cosmetologia, especialista do Grupo Farmácia Artesanal, um dos maiores do setor, com mais de 100 lojas em nove estados brasileiros e no Distrito Federal. "Para quem tem dificuldades de engolir, algo bastante comum entre pacientes idosos, podemos oferecer os medicamentos em formato de gomas, chocolates, trufas e xaropes. Isso colabora com a aderência do paciente ao tratamento."

Aliado a isso, está o acolhimento no consultório. “Entendi que para muitos homens o ato de ir ao médico é uma tortura psicológica, porque, mesmo que não tenha nada, o ambiente do consultório já está atrelado a uma doença. Nesse sentido, procuro fazer das minhas consultas um bate-papo. Estou aqui para entender o que está preocupando esse paciente, o que está tirando o sono dele, mas, de uma maneira leve, como uma conversa de amigos”, afirma o médico.


Ricardo Pádua - médico formado pela Faculdade de Medicina de Barbacena. Fez residência em cirurgia geral no Hospital Universitário Ciências Médicas em Belo Horizonte e em urologia na Santa Casa de Belo Horizonte, o maior complexo hospitalar de Minas Gerais. É preceptor de Urologia do Hospital Santa Casa de Misericórdia, em Belo Horizonte, e do Hospital Vila da Serra, em Nova Lima. É um grande incentivador da medicina preventiva.


Tempo seco aumenta risco cardíaco

Pessoas com histórico de comprometimento cardiovascular devem tomar mais cuidado 

No próximo final de semana, com o aumento da temperatura, a umidade do ar deve chegar a 30%, segundo meteorologistas. O tempo seco aumenta a preocupação de especialistas pois, além das doenças respiratórias poderem ficar mais prevalentes, o sistema cardiocirculatório pode sofrer impactos. Segundo o Ministério da Saúde, pessoas que possuem algum comprometimento na saúde cardiovascular devem ter cuidados triplicados. 

A atenção especial deve-se à elevação de concentração dos poluentes, que faz com que os brônquios fiquem mais fechados devido à irritação. Os vasos sanguíneos também sofrem o impacto desse fenômeno ambiental, aumentando o risco de picos hipertensivos, arritmia e infarto, afirma o Dr. Abrão Cury, cardiologista e clínico geral do Hcor. 

Ainda de acordo com o especialista, as pessoas devem ficar atentas à desidratação, pois ela também pode causar danos ao organismo, como alterações da pressão arterial e até risco maior de trombose. “Nestes períodos, é sempre importante a pessoa fazer uma alimentação mais saudável, se hidratando adequadamente”, alerta. 

Além disso, é recomendada cautela ao praticar atividade física durante os dias com ar seco e grande concentração de poluição. “O ideal é fazer exercícios ao ar livre antes das 8h e depois das 19h. Outra dica é não correr e se exercitar próximo a grande movimentação de veículos automotores, pois os níveis de poluentes são muito mais altos nesses locais”, explica. 

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, a umidade do ar ideal compreende a faixa entre 50 e 80%. Entretanto, em algumas épocas do ano, ela tende a cair, inclusive, abaixo de 30%. As regiões Centro-Oeste e Sudeste são, geralmente, as mais prejudicadas. 

“Ingerir bastante líquido, espalhar panos ou baldes com água em ambientes da casa, principalmente no quarto, ao dormir, ou utilizar umidificadores de ar, trocar comidas com muito sal ou condimentos por alimentos mais saudáveis, todas essas atitudes ajudam a diminuir os transtornos causados pela baixa umidade do ar e, consequentemente, melhoram a saúde de forma geral”, conclui Dr. Abrão.

 Hcor


Endometriose não tem idade: como lidar com os sintomas em diferentes fases da vida

 

Especialista reforça a importância do diagnóstico precoce desta condição, que pode se manifestar desde a primeira menstruação

 

A endometriose é uma condição médica que afeta cerca de 176 milhões de mulheres no mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Apesar de ter relação com o ciclo menstrual, pode trazer sintomas e incômodos para mulheres de todas as idades, desde a menarca até depois da menopausa. Ela acontece quando as células do endométrio, camada interna do útero expelida na menstruação, acabam se depositando fora da cavidade uterina, causando reações inflamatórias e lesões que podem sensibilizar, inclusive, o funcionamento de outros órgãos.

 

“Embora tenha prevalência em 10% a 15% das mulheres em idade reprodutiva, a endometriose pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum o seu desenvolvimento em mulheres entre 30 e 40 anos. Muitas descobrem a endometriose após cinco anos ou mais da existência da doença, o que pode contribuir para a sua progressão”, explica o Dr. Patrick Bellelis, especialista em endometriose e colaborador do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo.

 

Independentemente da idade, é necessário ficar atento aos sintomas mais comuns, que podem ser facilmente confundidos com outras doenças: dor pélvica intensa, principalmente no período menstrual; infertilidade ou dificuldade em engravidar; desconforto gastrointestinal; cansaço crônico; fadiga.

 

Como identificar a endometriose em diferentes etapas da vida?


 

Adolescência: sintomas não podem ser negligenciados


A endometriose pode começar a afetar crianças e adolescentes após sua primeira menstruação. A doença é de difícil diagnóstico pois muitos dos sintomas podem ser confundidos ou serem considerados normais dessa fase da vida. Como a maioria ainda não iniciou sua vida sexual, não manifestam outros sintomas, como a dor durante o contato íntimo ou a dificuldade para engravidar.

 

“É importante ficar atento aos principais erros associados a essa condição nas mulheres mais jovens. Não se deve subestimar os sintomas como cólicas intensas, dor pélvica, problemas gastrointestinais e desconforto ao urinar. Quanto mais cedo a endometriose for identificada, maiores serão as chances de um tratamento eficaz junto ao ginecologista”, orienta Dr. Patrick.

 

Idade adulta: gerenciando a endometriose durante os anos férteis

Cólicas de forte intensidade, dor durante a relação sexual e dificuldade em engravidar são os sintomas que mais se destacam durante os anos férteis da mulher com endometriose. Nas tentativas de conceber um bebê, é natural que se busque ajuda profissional e a doença fique evidente; mas, no caso das cólicas, isso nem sempre acontece. Observar essas dores é importante para identificar se é o caso de recorrer a um médico. “Cólicas de maior intensidade, que afetam a rotina, ou com características diferentes das habituais, devem ser encaradas como sinal de alerta”, frisa Bellelis.

 

Também não devem ser ignoradas a dor durante a relação sexual, a dor e o sangramento ao urinar ou evacuar e as dores nas costas. Sintomas fora do período menstrual também merecem atenção. A indicação do especialista é que, ao sentir qualquer coisa fora do normal, durante o ciclo ou fora dele, a mulher procure um profissional para que o quadro seja investigado e se dê início a um tratamento o quanto antes, se necessário.


 

Menopausa: uma mudança na jornada da endometriose


Para algumas mulheres, a menopausa pode trazer alívio dos sintomas da endometriose, uma vez que a produção hormonal diminui. No entanto, não é o caso para todas. Algumas pacientes ainda experimentam desconforto pélvico e outros problemas mesmo após a menopausa. O tratamento contínuo e o apoio médico são cruciais nesta fase da vida, pois a endometriose pode persistir e afetar a qualidade de vida.

 

 

 Clínica Bellelis – Ginecologia


Patrick Bellelis – ginecologista. Doutor em Ciências Médicas pela Universidade de São Paulo (USP); graduado em medicina pela Faculdade de Medicina do ABC; especialista em Ginecologia e Obstetrícia, Laparoscopia e Histeroscopia pela Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo); além de ser especialista em Endoscopia Ginecológica e Endometriose pelo Hospital das Clínicas da USP. Possui ampla experiência na área de Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva, atuando principalmente nos seguintes temas: endometriose, mioma, patologias intrauterinas e infertilidade. Fez parte da diretoria da Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) de 2007 a 2022, além de ter integrado a Comissão Especializada de Endometriose da FEBRASGO até 2021. Em 2010, tornou-se médico assistente do setor de Endometriose do Departamento de Obstetrícia e Ginecologia do Hospital das Clínicas da USP; em 2011, tornou-se professor do curso de especialização em Cirurgia Ginecológica Minimamente Invasiva — pós-graduação lato sensu, do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio Libanês; e, desde 2012, é professor do Instituto de Treinamento em Técnicas Minimamente Invasivas e Cirurgia Robótica (IRCAD), do Hospital de Câncer de Barretos.


Dor no joelho? Entenda as causas dessa queixa frequente nos consultórios

 

Médico ortopedista da Unimed Araxá explica que a patologia pode ocorrer em diferentes faixas etárias. A identificação da causa é um passo crucial para o manejo eficaz

 

A dor no joelho é uma queixa frequente nos consultórios de ortopedia, podendo ter diversas origens e causas. Segundo o ortopedista da Unimed Araxá, Dr. Constantino Jorge Calapodopulos Junior, membro titular pela Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), Sociedade de Cirurgia de Joelho (SBCJ) e Sociedade de Artroscopia e Traumatologia Desportiva (SBRATE); a identificação correta dessa patologia é essencial para o tratamento adequado. “A dor no joelho pode variar desde uma inflamação transitória dos ligamentos e tendões até estar associada a doenças degenerativas, traumas esportivos como entorses, luxações e até mesmo acidentes automobilísticos. Para identificar a origem da dor, é essencial considerar a idade do paciente e se a dor iniciou após algum episódio de trauma, esporte ou de forma súbita”, explica.

 

O joelho é composto por três ossos principais – fêmur, tíbia e patela –, além de estruturas tendíneas e ligamentares, todas suscetíveis a lesões. Uma das queixas comuns é a condromalácia ou condropatia patelar, caracterizada por desconforto ao realizar atividades como sentar, subir e descer escadas, agachar, frequentemente acompanhado de sensação de crepitações no joelho. “Essa condição está relacionada ao desequilíbrio mecânico entre os músculos da cintura pélvica e da região anterior e posterior da coxa”, ressalta.

 

As lesões ligamentares também são queixas frequentes, associadas a torções, traumas em esportes ou até acidentes domésticos, podendo afetar estruturas intra-articulares como ligamentos, meniscos e cartilagem, bem como estruturas periféricas como ligamentos colaterais e tendões patelar e quadríceps. “Além disso, é crucial destacar as dores de causa inflamatória na infância e adolescência, que podem afetar tendões e cartilagens, incluindo tendinopatias do tendão patelar e a osteocondrite juvenil” comenta o Dr. Constantino.


 

Doenças degenerativas


Grande parte das consultas por dor no joelho está associada a doenças degenerativas, como a artrose, que consiste na perda do revestimento condral (cartilagem) do joelho, associada a lesões degenerativas dos ligamentos internos e meniscos, causando limitação, dor e, em estágios avançados, deformidade articular. “O tratamento da artrose envolve abordagens não cirúrgicas, como medicações, atividades físicas e, em último caso, a substituição protética (prótese), proporcionando alívio da dor e melhora do movimento articular”, explica o médico.

 

É fundamental procurar um especialista caso a dor no joelho seja persistente e prejudique as atividades diárias, trabalho ou esportes. “O diagnóstico precoce, por meio de exames clínicos e radiológicos, é essencial para o tratamento eficaz de qualquer patologia do joelho”, finaliza.


Novembro Azul: autocuidado da mulher precisa inspirar o homem na prevenção do câncer de próstata

Quando detectada no início, doença tem até 90% de chances de cura, mas é preciso que os homens se responsabilizem cada vez mais pela própria saúde


O Novembro Azul é o mês para relembrar que a prevenção do câncer de próstata precisa estar entre os compromissos da saúde masculina. Estamos falando de uma doença que está longe de ser rara: é a segunda neoplasia mais comum entre os homens brasileiros, depois do câncer de pele. E que conta com o diagnóstico precoce como a arma mais efetiva para o tratamento. Quando descoberta no estágio inicial, as chances de cura são de 90%.

 

E é neste ponto que precisamos melhorar: para estar um passo à frente da doença, é necessária conscientização. É histórico e cultural o fato de que os homens precisam se responsabilizar mais pela própria saúde. Esta é a visão de quem atende pacientes diariamente, e há também dados que demonstram esse comportamento.

 

Informações levantadas em 2022 pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) revelaram que, em um mesmo semestre, 1,2 milhão de mulheres haviam buscado atendimento ginecológico no Sistema Único de Saúde (SUS), enquanto apenas 200 mil homens se consultaram com urologistas no mesmo período. Na Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, a proporção de mulheres brasileiras que procurou um médico naquele ano foi de 82,3%, contra 69,4% de homens (considerando todas as especialidades).

 

Além da cultural resistência no cuidado com a saúde, a prevenção ao câncer de próstata esbarra em mais um tabu: o toque retal. O exame de toque é indispensável para identificar alterações de tamanho na próstata, uma avaliação simples feita pelo médico com o dedo indicador, de forma indolor e que leva poucos segundos. Vale lembrar que as mulheres se submetem a exames igualmente invasivos – e estão com a prevenção mais em dia do que os homens.

 

Estamos em 2023 e é preciso esclarecer: não é obrigação das mulheres agendar as consultas dos homens nem implorar a eles para que busquem atendimento. Como médico, posso afirmar por experiência que o suporte de uma companheira ou até de uma irmã ou de uma amiga é extremamente importante para um paciente que enfrenta um diagnóstico difícil. Este apoio pode fazer do tratamento uma jornada mais acolhedora. Mas suporte não deve ser confundido com responsabilização.

 

As mulheres dão aula de autocuidado, especialmente com a atenção aos exames preventivos. O zelo maior pela saúde é também uma das razões para que tenham uma expectativa de vida mais alta. Que possamos aprender com elas.

 

 

 Faça a sua parte na prevenção:

 

·      A partir dos 50 anos, vá anualmente ao urologista para fazer os exames preventivos (de toque e PSA). 

·      Cuide de forma global da saúde: pratique exercícios físicos, mantenha uma alimentação equilibrada, não fume, modere a ingestão de álcool e controle o estresse. 

·      Fique alerta ao histórico de câncer de próstata na família. Neste caso, é importante começar a prevenção aos 45 anos. 

·      Busque atendimento médico se apresentar sintomas como dificuldade para urinar ou sangue na urina.


SÉRGIO AUGUSTO SKROBOT - Urologista


PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO


4 PERGUNTAS BÁSICAS PARA TE AUXILIAR NO AUTOCONHECIMENTO ÍNTIMO

Kira, plataforma de Intimus® traz conteúdos informativos exclusivos para oferecer suporte sobre saúde íntima de meninas e mulheres

 

O corpo da mulher passa por diversas mudanças ao longo dos anos e um dos momentos mais marcantes é o início da menstruação. Para incentivar a conversa sobre a saúde íntima de forma leve e natural, Kira, plataforma de Intimus®, marca de cuidados femininos da Kimberly-Clark, tem conteúdos especializados para dar suporte e tirar as dúvidas mais comuns de meninas neste momento importante da vida. 

A primeira menstruação é conhecida como “menarca” e traz diversas alterações hormonais e físicas. “A menstruação acompanha a mulher por muitos anos da vida e é importante desde o início o acompanhamento de um profissional de ginecologia para todo o suporte necessário. Conhecer os tipos de fluxo, como o corpo e ciclo funcionam, produtos que podem ser utilizados, sintomas físicos, vai auxiliar a menina nesse processo de uma forma mais leve e bem-informada”, informa a ginecologista dra. Rebeca Gerhardt. 

Confira algumas das principais dúvidas e respostas que você pode encontrar na plataforma Kira:

 

1. O QUE É A MENSTRUAÇÃO? 

Todos os meses, o útero se prepara para uma gestação. Quando o óvulo não é fecundado por um espermatozoide, a camada do útero que engrossou para receber o embrião se desprende e esse sangramento é chamado de menstruação.

 

2. QUAIS OS SINAIS DA PRIMEIRA MENSTRUAÇÃO?   

- Aumento de altura de maneira mais rápida: geralmente por volta de 11 e 12 anos.

- Surgimento dos seios. Desde o início do crescimento desse órgão, até o amadurecimento completo. São cerca de quatro anos ao total.

- Secreção vaginal: a secreção vaginal (ou corrimento) pode começar a ficar mais esbranquiçada ou mesmo em um tom amarelo bem claro.

- Curvas do corpo mais acentuadas: as principais mudanças nas curvas do corpo ocorrem no quadril, que fica mais largo, mas também podem ser notadas em outras partes de acordo com o seu biotipo, como as coxas e a cintura.

- Mudança de humor: as variações de hormônios podem influenciar nas alterações de humor, intensificando os sentimentos durante o ciclo.

 

3. QUANTO TEMPO DURA? 

“Além da variação dentro do próprio ciclo, como a intensidade do fluxo, pode ter também a variabilidade de duração de dias mês a mês. Nossa menstruação está conectada com nossas emoções e estilo de vida, mas é importante sempre consultar uma médica da área”, diz dra. Rebeca Gerhardt.

 

4. PRECISO MUDAR MINHA ROTINA QUANDO ESTOU MENSTRUADA? O QUE NÃO POSSO FAZER? 

A menstruação ainda é tratada como estigma e muitas mulheres deixam de fazer o que gostam durante o ciclo. Mas, segundo a Dra. Rebeca, desde que esteja se sentindo bem, a mulher pode manter a sua rotina normalmente, como ir à escola, passear, praticar atividade física. O importante é estar sempre acompanhada de produtos absorventes para esse período. 

Além de ser uma aliada e fonte de informação sobre menstruação, saúde, sexualidade e bem-estar, Kira é a plataforma digital que tem diversos artigos informativos, com um calendário para o acompanhamento do ciclo menstrual. A plataforma pode ser acessada gratuitamente, sem necessidade de download, em www. kira. intimus. com. br.

 

Confira dicas e cuidados essenciais com a saúde ocular durante as fortes onda de calor

Novembro pode ter temperaturas de até 47°C no Brasil, segundo a Climatempo - Importante investir em medidas de proteção para os olhos, como utilizar óculos de sol, evitar a exposição solar e hidratação contínua durante esse período



Uma onda de calor intensa deve atingir o país nos próximos dias, com máximas na casa dos 40°C, de acordo com a Climatempo. Quando o corpo está em estresse térmico, ou seja, é exposto a temperaturas extremas, ele passa por uma série de adaptações fisiológicas para regular a temperatura interna. 

E como se proteger no calor intenso? A maior dica está relacionada à hidratação, realizada principalmente pela ingestão de líquidos. Contudo, também é indicado hidratar os olhos, uma vez que essa é uma parte do corpo muito afetada com as altas temperaturas, além da pele e as narinas. 

Para falar sobre os cuidados com a saúde ocular, o Dr. Celso Cunha, médico oftalmologista e consultor da HOYA Brasil - empresa japonesa que produz lentes para óculos de alta tecnologia desenvolvidas para correção de problemas da visão – oferece dicas de como cuidar da saúde dos olhos em dia com os termômetros registrando recordes. 

“É fundamental investir nos cuidados com a saúde ocular durante as fortes ondas de calor. Lembre-se de utilizar proteções como óculos solares para preservar a visão e evitar a exposição direta dos olhos aos raios UVA e UVB. Também indicamos o uso de bonés, evitar a exposição solar e a prática de atividades expostas diretamente ao sol entre as 10h e 14h, além de hidratação contínua”, explica o especialista. 

Entre os principais problemas oculares que podem surgir nesse período, destacamos a possibilidade de queimadura solar, quando há exposição longa, agravamento de problemas oculares em pessoas que já possuem condições de saúde visual como olho seco, conjuntivite alérgica, além do aumento do risco para o desenvolvimento de catarata. 

Por isso, vale reforçar a necessidade de adoção de medidas de prevenção com a saúde ocular, como por exemplo, a utilização de óculos de sol. Além de ser um acessório da moda, os óculos de sol são fundamentais para proteger a visão e evitar a exposição direta dos olhos aos raios UVA e UVB. Outro ponto importante é comprar óculos com material de boa qualidade, que ofereçam proteção efetiva contra os raios UVA e UVB. 

É recomendado ainda, o uso de chapéus e bonés, que servem como barreiras físicas de proteção para a pele e os olhos, evitar a exposição solar e a prática de atividades expostas diretamente ao sol entre as 10h e 14h, além de manter hidratação contínua. 

Apesar das dicas apresentadas, é importante ressaltar que na presença de qualquer desconforto ou problema visual, é indicada a visita a um médico oftalmologista. O diagnóstico precoce de algumas doenças pode ser essencial para o tratamento e correções necessárias. “Os cuidados com a saúde ocular devem ser constantes, invista em exames preventivos e fique em dia com a sua visão”, conclui o médico oftalmologista e consultor da HOYA Brasil - Dr. Celso Cunha.


Molécula testada na USP se mostra capaz de amenizar a insuficiência cardíaca

Estudo publicado nesta terça-feira detalhou um novo
 mecanismo envolvido na progressão da insuficiência cardíaca
Freepik

Resultados de experimentos em animais, culturas de células e amostras de tecido cardíaco humano foram descritos no European Heart Journal. Primeira etapa da pesquisa clínica foi conduzida por empresa parceira e comprovou a segurança do composto

 

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram, em parceria com a Foresee Pharmaceuticals – empresa sediada em Taiwan e nos Estados Unidos –, uma molécula sintética capaz de melhorar o quadro de insuficiência cardíaca. Resultados do estudo, financiado pela FAPESP, foram publicados ontem (07/11) no European Heart Journal. O tema também foi destaque no editorial da revista.

Caracterizada por problemas de bombeamento do sangue pelo coração, a insuficiência cardíaca é a enfermidade que mais mata no mundo. Isso porque as demais doenças que afetam o sistema cardiovascular tendem a evoluir para essa condição que, no Brasil, acomete aproximadamente 2 milhões de pessoas. Embora exista uma série de tratamentos capazes de frear a progressão da insuficiência cardíaca, ainda não há terapias capazes de reverter a doença, nem mesmo parcialmente. Em casos mais graves, considera-se o transplante de coração.

No estudo translacional conduzido na USP, foram feitos diversos experimentos para demonstrar a capacidade da molécula denominada AD-9308 de restaurar a atividade da proteína aldeído desidrogenase 2 (ALDH2) – que está presente na mitocôndria (organela que gera energia para as células) e tem papel central no desenvolvimento de insuficiência cardíaca.

“Trata-se de um estudo de mais de dez anos e que evoluiu da bancada ao leito do paciente. O objetivo foi detalhar um novo mecanismo envolvido na progressão da insuficiência cardíaca. Paralelamente aos nossos experimentos, a empresa biofarmacêutica foi melhorando uma molécula que mostramos – ainda em 2014 – ter potencial para tratar a doença”, conta Julio Cesar Batista Ferreira, professor do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB-USP) e coordenador da pesquisa.

O protótipo do composto foi originalmente denominado pelo grupo de Ferreira como Alda-1. Na época, a equipe de pesquisa observou que camundongos com insuficiência cardíaca tratados com a droga apresentavam um aumento de 40% no volume de sangue bombeado. E esse efeito era decorrente da ativação da enzima mitocondrial ALDH2 (leia mais em: agencia.fapesp.br/19343).

Modificações estruturais foram feitas na molécula para potencializar o efeito farmacológico e qualificá-la como um potencial composto a ser desenvolvido. Após muitos testes, chegou-se à versão de número 5.591, denominada AD-9308. “Essa nova versão ativa a enzima ALDH2 três vezes mais do que a molécula original”, conta Ferreira.

Segundo o pesquisador, a empresa parceira já finalizou os testes clínicos de segurança da AD-9308. “Os resultados mostram que a molécula sintética é bem tolerada por indivíduos saudáveis. O próximo passo, possivelmente, será submeter um pedido junto à FDA [a agência de vigilância sanitária dos Estados Unidos] para testar o candidato a fármaco em humanos com insuficiência cardíaca. Isso exige um número maior de voluntários e mais tempo. Mas só assim será possível verificar para qual tipo de insuficiência cardíaca e qual estágio da doença a AD-9308 é indicada”, explica o professor da USP.


Problemas no motor

Resultados de diversos estudos conduzidos no ICB-USP na última década evidenciaram que a insuficiência cardíaca está relacionada com o mau funcionamento da mitocôndria. De forma semelhante ao motor de um carro, a mitocôndria transforma energia química em energia mecânica – algo importante para o bombeamento de sangue pelo coração. “Quando o motor não funciona bem, o processo de transformação de energia é prejudicado, resultando em menor eficiência do veículo e, consequentemente, aumento da poluição”, compara Ferreira.

O “poluente” produzido pelas mitocôndrias de pessoas com insuficiência cardíaca é o 4-hidroxinonenal – composto que pertence à classe dos aldeídos. “Cada célula tem centenas, às vezes, milhares de mitocôndrias que, quando não trabalham bem, produzem aldeído suficiente para intoxicar toda a célula. Descobrimos neste trabalho mais recente que essa toxina em excesso desliga um evento vital para a célula, o processamento de microRNAs [pequenas moléculas de RNA que não codificam proteínas, mas regulam a ação de outros genes]”, explica.

Utilizando espectrometria de massas, os pesquisadores observaram que o aldeído produzido pela mitocôndria se liga irreversivelmente a uma proteína chamada dicer, essencial para a formação de microRNAs, inativando-a. “Além disso, demonstramos que a molécula AD-9308 melhora o sistema de filtração das mitocôndrias e, consequentemente, a eliminação desse poluente celular”, diz.

Segundo Ferreira, já se sabia que animais transgênicos que nascem sem a dicer desenvolvem insuficiência cardíaca. “Neste estudo, desvendamos quais alterações químicas inativam a dicer em roedores e em seres humanos em decorrência do acúmulo de aldeído na insuficiência cardíaca, um mecanismo até então desconhecido. A questão é que a dicer é uma enzima muito importante para a formação e o amadurecimento de microRNAs, responsáveis pelo controle de toda a biologia celular”, conta Ferreira.

A interrupção da formação e maturação de microRNA está associada a diversas doenças, incluindo câncer, síndrome metabólica, doenças neurodegenerativas e distúrbios cardiovasculares.

Nos testes realizados em animais, em cultura celular e em amostras de tecidos do banco de corações do Instituto do Coração (Incor), os pesquisadores observaram que, ao se ligar à dicer, o aldeído faz com que a enzima pare de funcionar, diminuindo assim a quantidade de microRNAs disponível no coração.

Além de descobrir esse novo mecanismo relacionado à insuficiência cardíaca, os pesquisadores comprovaram, nas amostras de tecido cardíaco humano, que é possível reverter o quadro e restaurar a atividade da dicer utilizando o medicamento AD-9308.

"Basicamente, a molécula AD-9308 estimula a remoção do aldeído da célula doente, o que reduz a chance de o composto ‘desligar’ a dicer, protegendo assim a célula cardíaca. Com isso, é possível manter o perfil de microRNAs mais próximo ao de um coração saudável. Considero essa nossa parceria com a Foresee Pharmaceuticals um caso de sucesso, pois foi essencial para a execução de um trabalho multidisciplinar e multicêntrico, gerando achados muito promissores e que agora poderão ser testados em humanos", comemora Ferreira.

O artigo 4-Hydroxynonenal impairs miRNA maturation in heart failure via Dicer post-translational modification pode ser lido em: academic.oup.com/eurheartj/advance-article/doi/10.1093/eurheartj/ehad662/7343271?searchresult=1.



Maria Fernanda Ziegler
Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/molecula-testada-na-usp-se-mostra-capaz-de-amenizar-a-insuficiencia-cardiaca/50164


Estudos mostram benefícios do uso de prebióticos e probióticos na prevenção da dermatite atópica

  

Vantagens estão sendo percebidas em crianças e nas gestantes como método preventivo, naquelas com alto risco de filhos com dermatite atópica

 

A busca por tratamentos eficazes e inovadores na dermatologia tem levado os profissionais da área a explorar novas fronteiras, incluindo o uso de prebióticos e probióticos. Os Prebióticos são "alimentos" para as bactérias benéficas do nosso intestino, enquanto probióticos são as próprias bactérias benéficas que ajudam na saúde intestinal. 

A dermatite atópica, uma condição comum e muitas vezes debilitante, tem sido alvo de particular atenção nesse cenário. A dermatologista associada da Sociedade Brasileira de Dermatologia – Secção RS (SBD-RS), Vanessa Santos Cunha, ressalta que há um uso potencial desses micro-organismos na prática clínica dermatológica.

“Uma das áreas de maior interesse tem sido o impacto dos probióticos na dermatite atópica, especialmente em crianças com menos de 2 anos. Estudos sugerem que a administração pode contribuir para a redução da gravidade dos sintomas associados a essa condição de pele. No entanto, é importante ressaltar que a pesquisa nesse campo é notavelmente heterogênea, com estudos conduzidos em diversas populações que possuem diferentes composições de flora intestinal e hábitos alimentares”, explica.

A administração de probióticos durante a gestação também surge como uma estratégia promissora.

“Estudos indicam que essa prática está associada a uma diminuição tanto na gravidade quanto na frequência de ocorrência de dermatite atópica e eczema, proporcionando uma possível estratégia preventiva. Essa administração vem sendo recomendada na fase final da gestação”, acrescenta a médica.

Embora seja necessário mais estudos para entender plenamente os benefícios e limitações desses micro-organismos benéficos, eles se destacam como uma perspectiva promissora no campo da dermatologia, indicando que o futuro pode trazer tratamentos mais eficazes e direcionados para melhorar a saúde da pele. Já a utilização de prebióticos e probióticos em outras condições dermatológicas, como acne, psoríase, dermatite seborreica, rosácea e hidradenite supurativa, ainda carece de evidências sólidas para sustentar seu uso clínico.

A suplementação alimentar deve ser feita sempre sob supervisão médica. Os prebióticos são encontrados em alimentos ricos em fibras, como alho, cebola, alho-poró, banana, cevada, aveia e muitos vegetais. Os probióticos podem ser encontrados em alimentos fermentados, como iogurte, kefir, chucrute, kimchi e em suplementos probióticos disponíveis em farmácias e lojas de alimentos saudáveis.

  

Marcelo Matusiak


Posts mais acessados