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quinta-feira, 9 de novembro de 2023

Novembro azul: 1 em cada 7 homens pode desenvolver câncer de próstata

A neoplasia de próstata é o tumor sólido (não cutâneo) mais diagnosticado no país. Estes números alertam para importância da prevenção e diagnóstico precoce do tumor.

 

No mês de novembro, a campanha de alerta para a saúde do homem e a prevenção ao câncer de próstata ganham visibilidade com os dados do INCA (Instituto Nacional de Câncer), que espera mais de 70 mil novos casos de câncer de próstata no país em 2023.

Segundo o urologista e especialista em cirurgia robótica do Grupo São Lucas, Dr. Murilo Andrade (CRM: 116423 / RQE: 33267), um em cada sete homens pode desenvolver a doença ao longo de sua vida. Alguns fatores de risco mais comuns são relacionados ao envelhecimento, fatores hereditários, principalmente homens com parentes do lado paterno que tiveram câncer de próstata, obesidade, entre outros. Ele alerta que, nas fases iniciais, o câncer não apresenta nenhum sintoma, como dificuldade para urinar ou sangramento na urina e, por isso, a importância do rastreamento clínico.

“Quanto mais precocemente for detectado o tumor, maiores são as chances de cura. Então é importante fazer a avaliação periódica com o urologista, fazendo-se o exame de toque retal e o de PSA (Antígeno Prostático Específico), que é o exame sanguíneo que dosa essa proteína no sangue. Fazendo esses dois exames de rastreamento, que são complementares, a taxa de detecção dos tumores é alta, melhorando a precisão e qualidade do tratamento”, explica.

Havendo suspeita de câncer de próstata, seja pelo PSA elevado ou por uma alteração no exame de toque retal, o urologista pode fazer uma confirmação com um novo exame de PSA ou exames de imagem, através da ressonância magnética. Caso haja uma forte suspeita, o paciente deverá realizar uma biópsia de próstata. Uma vez confirmado o diagnóstico de câncer de próstata pela biópsia, é feito um estadiamento, ou seja, uma avaliação do estágio clínico do tumor.

Os estágios clínicos podem ser tumores de baixo risco, risco moderado e alto risco. Com base nessa avaliação, serão propostas algumas modalidades de tratamento. Para casos de baixo ou muito baixo risco, onde o tumor pode levar anos para se tornar biologicamente agressivo, o paciente, caso concorde, pode passar pela vigilância ativa que é o acompanhamento periódico sem necessitar de um tratamento definitivo naquele momento. Nesse caso, é importante que o paciente se comprometa a realizar todas as etapas da vigilância ativa, que envolve exames periódicos, inclusive com novas biópsias da próstata.

Como tratamento definitivo do câncer de próstata temos a cirurgia, denominada prostatectomia radical, ou remoção da próstata, que oferece as maiores taxas de cura desta neoplasia.

No Hospital São Lucas, com o uso da plataforma robótica Da Vinci realizamos a cirurgia pela via robótica, trazendo menor tempo de internação, maior precisão cirúrgica, menor dor no pós-operatório, menores taxas de transfusão sanguínea e grandes avanços na recuperação funcional em termos da continência precoce após a cirurgia e a recuperação da função erétil. Outras modalidades de tratamento incluem a radioterapia, hormonioterapia e quimioterapia.

O especialista ressalta que o câncer de próstata é o tumor sólido mais comum que atinge os homens e deve ser diagnosticado precocemente para que não haja complicações como metástases e acometimento de estruturas locais. Para diminuir as probabilidades de câncer de próstata, ele recomenda um estilo de vida saudável, uma alimentação adequada e atividades físicas regulares.

É também fundamental a compreensão dos homens da importância do acompanhamento urológico a partir dos 40 anos, válido para diminuir complicações do diagnóstico tardio, melhorar taxas de sucesso dos tratamentos e, assim, ampliar a expectativa e qualidade de vida, conclui o especialista.

 

 Grupo São Lucas


Estudo do Butantan e universidade de Bragança Paulista aponta que molécula modificada de merluza pode combater Alzheimer

Composto inibe enzima responsável por causar a doença e se mostra seguro em testes em animais; de acordo com a OMS, a patologia representa 70% dos casos de demência no mundo

 

O Instituto Butantan, órgão ligado à Secretaria de Estado da Saúde (SES) de São Paulo, em parceria com a Universidade São Francisco (USF) de Bragança Paulista (SP), conduziu uma pesquisa que resultou no desenvolvimento de um peptídeo que pode se tornar um aliado no tratamento do Alzheimer. Modificado em laboratório, a partir de uma proteína encontrada no peixe merluza (Merluccius productus), o composto inibiu a principal enzima que causa a doença, a BACE-1. 

Um dos diferenciais do peptídeo é que ele foi capaz de chegar ao cérebro de modelos animais. Nos testes in vitro com neurônios afetados pelo Alzheimer, a substância bloqueou a atividade da enzima BACE-1. “Com isso, o peptídeo reduziu a quantidade de beta-amiloides, proteínas tóxicas responsáveis pela doença, mostrando-se um bom candidato para tratamento”, afirma a bióloga Juliana Mozer Sciani, orientadora colaboradora do Programa de Pós-Graduação em Toxinologia do Butantan e pesquisadora da Universidade São Francisco. 

Juliana, que trabalha com substâncias de animais marinhos há mais de 10 anos, coordenou o trabalho e foi responsável por fazer diversas modificações na sequência do peptídeo e simulações, utilizando ferramentas de bioinformática, até chegar à versão com maior potencial contra a BACE-1. A proteína original do peixe foi descoberta por pesquisadores da Ásia em 2019 e sua sequência foi disponibilizada em banco de dados. 

O novo peptídeo desenvolvido demonstrou alta estabilidade e possibilidade de chegar ao alvo. Também se mostrou seguro e sem toxicidade, de acordo com ensaios em animais saudáveis feitos no Butantan pela pesquisadora Bianca Cestari Zychar, responsável pela plataforma multiusuário de Microscopia Intravital, e pelo diretor do Laboratório de Fisiopatologia, Luís Roberto Gonçalves.  

Nos modelos animais, duas horas após sua administração, o composto chegou ao cérebro. Ele passou pelo pulmão, pâncreas, baço e fígado (onde foi metabolizado), mas não se acumulou em nenhum órgão: depois de seis horas, se concentrou no rim para ser eliminado pela urina. Todos os órgãos ficaram intactos e sem sinal de inflamação ou danos nas células. 

“Esse estudo, chamado de farmacocinética, mostra como a substância se desloca no organismo. Por que tomamos alguns remédios de 6 em 6 horas, e outros de 12 em 12, por exemplo? Porque foi feita uma análise de como o fármaco se distribui no corpo, para saber quanto tempo leva para ter a ação e quanto tempo ele demora para sair”, explica Bianca. 

Conhecendo o comportamento do peptídeo em um organismo vivo e sua ação nos neurônios, os cientistas agora irão testá-lo como um tratamento em modelos animais com a doença de Alzheimer para avaliar a sua eficácia. 

Ainda há um longo caminho até que o composto possa ser testado em pacientes e transformado em um produto, mas o peptídeo possui uma série de vantagens em relação a outros semelhantes já descritos. Além de ser estável e conseguir agir durante horas, ele é um inibidor reversível.  

“Isso significa que ele ‘liga e desliga’ a enzima, enquanto outros a bloqueiam completamente. A inibição total pode causar efeitos adversos, já que essa enzima também tem um papel fisiológico na neuromodulação”, destaca Juliana. 

Os dois grupos de medicamentos aprovados no tratamento de Alzheimer que existem atualmente  ajudam a aumentar a expectativa de vida e amenizar sintomas, mas não curam. Eles provocam uma série de efeitos adversos, como náuseas, diarreia, alergia, perda de apetite, dor de cabeça, confusão, tontura e quedas, segundo o Instituto Nacional do Envelhecimento (NIA) dos Estados Unidos.

 

Sobre o Alzheimer

O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa multifatorial que acomete mais os idosos. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), representa 70% dos casos de demência no mundo, com 40 milhões de pessoas acometidas. As mudanças no cérebro podem começar anos antes dos primeiros sintomas aparecerem. No início, ocorre perda de memória – que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, não é algo “normal” do envelhecimento e precisa ser investigado.

Eventualmente, o paciente pode ter dificuldade de manter uma conversa, responder aos acontecimentos do ambiente e fazer as atividades do dia a dia. Mudanças de humor e comportamento são outros sinais. Acredita-se que o Alzheimer também tenha um fator genético, mas que não é determinante.

Segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, estudos de longa duração sugerem que práticas saudáveis, como atividades físicas, alimentação balanceada e consumo limitado de álcool, podem ajudar a reduzir o risco de desenvolver a doença.


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Dia Mundial do Ceratocone: Saiba como evitar o transplante de córnea

Lista de transplante de córnea quase dobrou desde 2020. Entenda como se livrar da cirurgia.

 

Na semana do Dia Mundial do Ceratocone comemorado na próxima sexta (10) para alertar sobre os riscos da doença e como evitar o transplante, dados do Sistema Brasileiro de Transplante (SBT) que acabam de ser divulgados chamam a atenção para os 26,5 mil inscritos na lista de transplante de córnea, quase o dobro dos 13,6 mil em 2020. A boa notícia segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, presidente do Instituto Penido Burnier, é que tem como reduzir esta lista. Isso porque, explica, a maior causa do transplante é o ceratocone, uma doença multifatorial que afina e faz a córnea tomar o formato de um cone. O especialista afirma que a causa do ceratocone não está bem elucidada. Pode estar relacionada à hereditariedade. aumento da poluição, exposição a produtos químicos, alergia sistêmica, respiratória ou ocular, hábito de coçar ou esfregar os olhos, má higienização de lentes de contato, doenças autoimunes ou metabólicas.   As recomendações preventivas do especialista são: 

Consultas regulares: De preferência com um oftalmologista especializado em ceratocone para que você receba o diagnóstico precoce e gerenciamento adequado. 

Siga as alterações de prescrição: No estágio inicial, Queiroz Neto afirma que é possível ter boa correção visual com o uso de óculos.  Conforme o ceratocone progride, afirma, são necessárias lentes rígidas gás-permeáveis para deixar a superfície da córnea mais regular e melhorar a correção visual. “Em casos mais avançados, quando as lentes rígidas se tornam desconfortáveis, são indicadas as lentes esclerais que podem  ficar apoiadas na esclera, parte branca do olho, invés de ficarem sobre a borda da córnea, podendo ser indicadas para afirma. 

Crosslinking de córnea: É o único procedimento que interrompe a progressão do ceratocone. A cirurgia é ambulatorial e fortalece a córnea por meio da aplicação de riboflavina (vitamina B2) associada à luz ultravioleta. Em 89% dos casos interrompe a evolução da doença. O oftalmologista destaca que é recomendado quando um paciente tem evidências de progressão do ceratocone. Isso pode ser determinado por meio de exames oftalmológicos, como topografia corneana e paquimetria, que avaliam a forma e a espessura da córnea ao longo do tempo. 

Anéis intracorneanos: Em alguns casos, Queiroz Neto afirma que o implante de anéis intracorneanos pode remodelar o formato da córnea e melhorar a visão. 

Evite coçar ou esfregar os olhos: Isso porque, explica, está provado que este hábito pode enfraquecer a córnea, agravar o ceratocone e causar lesões acidentais que diminuem a qualidade da visão.  

Proteja os olhos do sol: Usando óculos com filtro UV para diminuir a evaporação da lágrima e o desenvolvimento de outras doenças como a catarata e a degeneração macular.

 

Atividades físicas

Queiroz Neto ressalta que as atividades físicas de baixo impacto ou risco de ferimento nos olhos são as mais indicadas para quem tem ceratocone. Embora não exista um conjunto de exercícios exclusivos para o ceratocone, algumas atividades são consideradas seguras e benéficas para a saúde geral e ocular. Entre elas o oftalmologista indica caminhada, natação, yoga e pilates por não exercerem pressão sobre os olhos. Nas atividades que possam expor seus olhos ao risco de ferimentos a recomendação é usar óculos de proteção.

 

Importância do sono

O sono regular desempenha um papel fundamental no bem-estar e saúde ocular. Os principais benefícios para o ceratocone elencados pelo oftalmologista são:

·         Regeneração celular: Processo especialmente importante no ceratocone. Isso porque, a córnea enfraquecida precisa de tempo para se recuperar do estresse e fadiga diários.


·         Menor ressecamento dos olhos: O sono adequado ajuda a manter os olhos hidratados e reduz o ressecamento ocular. O ressecamento dos olhos pode ser desconfortável para quem tem ceratocone, e o sono regular contribui para manter os olhos confortáveis.


·         Redução do cansaço visual: As alterações no formato da córnea provocadas pelo ceratocone podem causar distorção visual e exigir um esforço adicional dos olhos para focar e ajustar a visão. Uma boa noite de sono ajuda a reduzir o cansaço ocular e melhora a qualidade da visão durante o dia.


·         Controle do estresse: O estresse pode agravar os sintomas do ceratocone e levar a um aumento no hábito de coçar os olhos. O sono regular e de qualidade ajuda a reduzir o estresse e, consequentemente, a minimizar o risco de coçar os olhos.



Estação Metrô Tatuapé abrigará mutirão de coletas de doação de sangue sexta-feira (10)

Ação é uma iniciativa do Programa Um Só Sangue, da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH) e possibilita a doação de sangue no cotidiano das pessoas que possam pelo local; do cadastro à coleta, o processo dura cerca de 40 minutos e pode salvar diversas vidas

 

Como forma de estimular a doação de sangue voluntária e frequente, no sábado (10), o Programa Um Só Sangue (@umsosangue), da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular (ABHH), promoverá um novo mutirão de coleta de doação na Estação Metrô-Tatuapé - Linha Vermelha, o nono da parceria com o Metrô-SP. Desta forma, todas as pessoas entre 16 e 69 anos que estiverem passando pelo local ou desejarem se dirigir ao posto de coleta poderão fazer sua boa ação e aprender mais sobre a causa. 

A mobilização em uma das estações mais movimentadas da região metropolitana será realizada com o apoio de importantes parceiros do Programa, sendo elas: o Metrô/SP e a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, além da UNIFESP, que disponibilizará uma equipe qualificada para realizar as coletas. Para doar, usuários que estiverem pela região poderão realizar sua boa ação diretamente no local da coleta, em instalação dentro da Estação. 

“Quando idealizamos o Programa Um Só Sangue, tínhamos em mente estender o apelo para que as pessoas doem sangue voluntária e frequentemente, não somente no Junho Vermelho, mas o ano todo”, comenta o presidente da ABHH, o hematologista e hemoterapeuta Dr. José Francisco Comenalli Marques Jr., ao celebrar a constante adesão de parceiros tão essenciais para a disseminação de uma causa tão nobre.


Coleta no Metrô Tatuapé

A coleta será feita de forma tranquila e segura por uma equipe técnica qualificada, em um processo que dura, em média, 40 minutos desde a chegada à estação, triagem, coleta até a pausa para o lanche. 

Todos os tipos de sangue são necessários e aceitos. 

Data: 10 de novembro de 2023, das 9h às 16h

Local: Estação Tatuapé (Linha 3-Vermelha)


UM EM CADA TRÊS BRASILEIROS COM HIPERTENSÃO NÃO SABE QUE TEM A DOENÇA

Pressão alta representa um dos principais fatores de risco para doença renal crônica
 

Um recente levantamento apresentado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desperta preocupação para o risco de alta nos casos de doença renal crônica em todo o Brasil. Isso porque a hipertensão arterial, um dos principais fatores de risco para lesão renal, estaria muito longe de ter o acompanhamento e controle adequados. Em relatório, a OMS estima que 1 em cada 3 brasileiros hipertensos desconheça a condição e, mesmo entre aqueles diagnosticados, a maioria não trata corretamente a doença¹. 

“É realmente uma grande preocupação porque a hipertensão arterial, assim como o diabetes, pode comprometer a função dos rins muito rapidamente, com danos permanentes”, explica o Dr. Bruno Zawadzki, diretor médico da DaVita, a maior rede de tratamento renal do país. Ele esclarece que, por causa da hipertensão descontrolada, muitos pacientes desenvolvem doença renal crônica, precisando de hemodiálise e, dependendo do caso, se tornam elegíveisz para o transplante renal². 

No Brasil, estima-se que existam 50 milhões de hipertensos, o equivalente a 45% dos adultos com idade entre 30 e 79 anos. Quando observados os adultos acima de 60 anos, o percentual sobe para 65%¹. 

A hipertensão é uma condição caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial, em que a pressão sistólica (máxima) é maior do que 140 mmHg e a pressão diastólica (mínima) fica acima de 90 mmHg. Seu desenvolvimento é influenciado por fatores genéticos, ambientais e sociais³. 

Além da doença renal crônica, que implica em cuidados permanentes ao paciente, a hipertensão arterial está relacionada à infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), que figuram entre as principais causas de morte no Brasil³. 

“O grande desafio da hipertensão é a falta de sinais e sintomas. É uma doença silenciosa, por isso o diagnostico é tardio e, em muitos casos, o paciente deixa de conduzir o tratamento adequadamente porque não sente nenhum incômodo pela doença”, explica o Dr. Zawadzki. Mas esse incômodo pode surgir de forma grave e irreversível, com infarto, AVC e doença renal crônica. 

A Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda que a pressão seja medida de rotina nas consultas de qualquer especialidade médica. Se o valor encontrado for menor que 14x9, o paciente pode ser avaliado anualmente4. Embora a hereditariedade seja um fator importante para a hipertensão, existem fatores ambientais que podem ser controlados, como tabagismo, bebidas alcoólicas em excesso, obesidade, estresse, consumo elevado de sal, níveis altos de colesterol e sedentarismo³.


 

DaVita Tratamento Renal

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Referências:

  1. Global Report on Hypertension: the race against the silnet killer. Link. Acesso 26/10/2023.
  2. Sociedade Brasileira de Nefrologia. Link. Acesso 26/10/2023.
  3. Ministério da Saúde. Link. Acesso 26/10/2023.
  4. Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretrizes Brasileira de Hipertensão Arterial. Link. Acesso 26/10/2023. 

 

Entidades médicas alertam para as principais causas de perda auditiva

 

Dentre os problemas, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e a Sociedade Brasileira de Otologia destacam som intenso, infecções e doenças crônicas não controladas

 

Problemas de ouvido e audição estão entre as ocorrências de saúde mais comuns na população. No mundo todo, mais de 1,5 bilhão de pessoas enfrentam algum grau de surdez, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, a estimativa dos especialistas é de que 15 milhões de habitantes tenham algum comprometimento na capacidade de ouvir. 

Nesta sexta-feira, dia 10 de novembro, será celebrado o Dia Nacional de Prevenção e Combate à Surdez, uma oportunidade para conscientizar e prevenir a população das principais causas que podem levar à perda auditiva, seja em grau leve, moderado, severo ou profundo. 

Para isso, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF) e a Sociedade Brasileira de Otologia (SBO) alertam os problemas que mais geram prejuízos à audição.
 

Barulho intenso

De forma geral, os ouvidos apresentam alguma proteção para sons abaixo de 80 dB, segundo especialistas da ABORL-CCF. A partir disso, o risco de lesão auditiva aumenta exponencialmente. A exposição a 90 dB por quatro horas, por exemplo, já é suficiente para causar perda auditiva.

“Pessoas que trabalham em fábricas ou locais em que há muito barulho, como aeroportos e casas de show, precisam usar protetor auricular. Outro alerta importante é com relação aos fones de ouvido. É preciso prestar atenção no volume, não o deixando alto demais nem usando em períodos muito longos”, orienta o presidente da SBO e membro da ABORL-CCF, Arthur Menino Castilho. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 1 bilhão de pessoas com idade entre 12 e 35 anos correm o risco de ter a audição comprometida devido à exposição excessiva à música e outros sons recreativos em elevada intensidade.
 

Surdez súbita

Caracterizada pela perda da audição de forma brusca e na maioria dos casos sem causa aparente, a surdez súbita pode afetar um ou os dois ouvidos. O problema atinge cerca de 15 mil pessoas por ano, segundo estatísticas de um estudo publicado na Revista Brasileira de Otorrinolaringologia. Muitas vezes, essa condição acompanha outros sintomas, como zumbido e tontura. 

“Mesmo sem uma causa definida em aproximadamente 85% dos casos, sabemos que a surdez súbita pode estar relacionada a alguns fatores, como infecções virais, doenças autoimunes, determinados medicamentos, distúrbios no ouvido interno e até exposição demasiada a ruídos”, informa Castilho.
 

Infecções no ouvido

As infecções no ouvido, chamadas de otites, quando não tratadas adequadamente, podem causar um dano nas estruturas responsáveis pela audição e até evoluir para a meningite, doença caracterizada pela infecção na meninge (membrana que reveste o cérebro). 

“Quando graves e sem a intervenção médica, as infecções no ouvido podem trazer complicações mais sérias, que vão além da dor e febre, considerados os sintomas mais comuns das otites. Como o ouvido está muito perto do cérebro, a infecção pode chegar às meninges e causar meningite, que são infecções potencialmente graves e com riscos de sequelas definitivas. Estes quadros têm uma maior prevalência na população infantil”, explica o presidente da SBO. 

Aproximadamente uma em cada dez crianças com meningite desenvolve surdez como resultado da doença, de acordo com a Sociedade Britânica de Crianças Surdas (The National Deaf Children's Society - NDCS), mas o risco de surdez secundária à meningite pode ocorrer em qualquer idade.
 

Doenças crônicas não controladas, como diabetes e pressão alta

Diabetes e hipertensão são as duas principais enfermidades crônicas que estão associadas com a perda auditiva, se não estiverem sob controle. 

Pacientes diabéticos são duas vezes mais propensos a ter esse problema em comparação com aqueles que não têm a doença, de acordo com um estudo divulgado pelo Instituto Nacional de Saúde (NIH), dos Estados Unidos. 

De acordo com os especialistas, no caso da diabetes, os elevados níveis de açúcar no sangue podem afetar os vasos sanguíneos, prejudicando a irrigação até as estruturas do ouvido interno e gerando danos nas vias neurais responsáveis pela audição. 

“Além do controle da glicemia, a circulação sanguínea desempenha um papel na manutenção de uma boa saúde auditiva, por isso a pressão arterial também precisa estar normalizada. Quando ela está alta, as artérias ficam comprimidas e a irrigação sanguínea para o ouvido interno diminui. O fluxo inadequado tende a acelerar a degeneração do aparelho auditivo”, destaca o especialista e membro da ABORL-CCF.


Traumas na cabeça

Acidentes, traumatismo craniano e outras lesões na cabeça podem afetar as estruturas da orelha média e interna e os mecanismos responsáveis pela comunicação entre o ouvido e o cérebro. Em casos como esses, os especialistas orientam a busca por assistência médica imediata para exames mais específicos que vão avaliar o impacto da ocorrência e poder definir o melhor tratamento para cada quadro.



Tratamento

Existem muitas possibilidades de tratamento para perdas auditivas, como a reabilitação da audição através do uso de aparelhos auditivos convencionais, cirurgias otológicas, próteses auditivas cirurgicamente implantadas e até implantes cocleares. 

“Portanto, além de se proteger, se houver qualquer dúvida em relação à audição ou sintoma de que algo não está bem, é fundamental consultar um médico otorrinolaringologista. Quanto mais precoce for o diagnóstico e o tratamento, maiores são as chances de recuperação da audição,” finaliza Castilho.

 

Federação, Sociedade e Associação, a Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF)

Departamento de Otorrinolaringologia da Associação Médica Brasileira (AMB)

 

5 dicas para evitar dor de ouvido no avião


Viagens de avião ou de carro em serra, podem causar incômodos e dores de ouvido que vão desde dores ou pressão na cabeça, nos dentes e até na face. O médico otorrinolaringologista Bruno Borges de Carvalho Barros, da capital paulista, explica que essa sensação ocorre em função da mudança brusca de pressão durante a mudança de altura na decolagem e pouso de avião ou viagens de automóvel em serras. “Esse desconforto pode passar em alguns segundos ou minutos após o fim da viagem, mas dependendo da intensidade do trauma, isso pode aumentar”, avisa. Quando o ouvido não consegue equalizar a pressão interna com a externa, ocorre um trauma interno, com secreção de líquido e até sangue dentro da orelha média.

Chamamos de barotrauma e isto ocorre por bloqueio de um canal que comunica o ouvido e o nariz, chamada tuba auditiva.

Dra. Roberta Pilla Otorrinolaringologista membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial - ABORL-CCF conta que em crianças e bebês o problema é mais frequente pela própria anatomia das estruturas envolvidas na regulação desta pressão, que incluem o tamanho e posição da tuba auditiva e imaturidade do sistema de compensação, que pode piorar caso a criança esteja passando por algum processo inflamatório, como crise alérgica, resfriado, infecções em ouvido, ou gripe.

Por isso, os especialistas deixam seis dicas valiosas para evitar o problema que pode atrapalhar as férias.

  1. Manobra de Valsalva é um método que aumenta a pressão intratorácica para equalizar a pressão dos ouvidos e consiste em inspirar, manter a boca fechada e apertar as narinas com os dedos enquanto força a saída de ar pelo nariz. Apesar de ser a primeira opção das pessoas, deve-se evitar realizá-la com muita intensidade, pois pode piorar ainda mais a dor e congestão do ouvido.
     
  2. Mastigar chicletes ou alimentos, de preferência duros, como maçã ou cenoura, podem ajudar a equilibrar a pressão no ouvido e evitar a dor já que este movimento força os músculos do rosto que abrem a comunicacao entre o ouvido e o nariz, chamada tuba auditiva. Isto permite equalizar a pressão e ajuda a diminuir a sensação de ouvido tampado.
     
  3. Provocar bocejo com o mesmo princípio da mastigação, aciona músculos da face, liberando a tuba auditiva e favorecendo o equilíbrio da pressão.
     
  4. Fazer uma compressa quente no ouvido por cerca de dez minutos ajuda a aliviar a dor causada pela pressão, aliás ajuda qualquer tipo de dor de ouvido!
     
  5. O uso de spray nasal desde que devidamente indicado pelo otorrinolaringologista ajuda na passagem do ar para o ouvido, assim, a pressão se reequilibra mais facilmente.
     
  6. Em crianças, uma saída para minimizar o incômodo é tentar fazer alguma coisa que movimente a mandíbula da criança. “Como por exemplo, fazer engolir, dar a chupeta, tomar água, amamentar, chupar a mamadeira, até mesmo deixar chorar um pouco pode ajudar a mobilizar estas estruturas e melhorar o desconforto. Eventualmente gotas otológicas e analgésicos também podem ser indicadas pelo médico para minimizar o desconforto. Compreensão, carinho, colo e aconchego são sempre indicados!” Completa Dra. Roberta Pilla.

Uma última sugestão indicada pela Dra. Maura Neves otorrinolaringologista pela USP é sempre que possível, evitar realizar voos quando o nariz estiver muito congestionado. “O risco de barotrauma nesta situação aumenta muito. Fale sempre com seu otorrino antes se a viagem dor inadiável”, finaliza a médica.

 

Diabetes é uma das principais causas para doenças no coração

Sobrecarga de glicose gera um processo inflamatório nos vasos sanguíneos que pode levar a infarto, acidente vascular cerebral (AVC), entupimento da artéria e aneurisma 

 

Com quase 17 milhões de pessoas acometidas, o Brasil é o 5º país com mais incidência de diabetes no mundo. O número, que já é alarmante, ainda pode chegar a 21,5 milhões em 2030, segundo a Federação Internacional de Diabetes. Entre as complicações do excesso de açúcar no sangue, estão as doenças cardiovasculares, principais causas de morte relacionadas à diabetes. 

Isso acontece porque níveis glicêmicos elevados por um longo período causam o espessamento dos vasos sanguíneos pequenos e o aumento de gordura no sangue, que podem levar ao acúmulo de placas nos vasos maiores, afetando o fluxo sanguíneo adequado por todo o corpo. “Desta forma, o risco de um homem diabético sofrer um infarto é 40% maior e, de uma mulher, 50% maior, quando comparados aos do mesmo gênero sem a doença”, afirma o cardiologista e líder da área de Clínica Médica do Hcor, Dr. Abrão Cury. 

Pesquisas mostram que adultos diabéticos apresentam taxa de mortalidade relacionada a doenças cardíacas duas a quatro vezes maior do que aqueles sem a doença. O risco de acidente vascular cerebral (AVC) também é de duas a quatro vezes maior para portadores de diabetes. “Quando a doença se instala, potencializa outras condições perigosas, como a pressão alta e o colesterol elevado. O diabetes é uma espécie de combustível perverso, difícil de ser removido e pronto para causar muitos problemas”, alerta. 

Para evitar essas complicações, o primeiro passo é prevenir o diabetes. “As doenças cardiovasculares já estão entre as causas mais frequentes de morte no Brasil. Manter os níveis adequados de glicose no sangue ajuda a reduzir essa ameaça. Com o acompanhamento de um profissional de saúde, é possível promover uma melhora no estilo de vida que pode ajudar a reduzir o risco de desenvolver diabetes em cerca de 60%”, explica Dr. Abrão. 

Mesmo aqueles que já receberam o diagnóstico podem se beneficiar das mudanças comportamentais. “Controlar o peso, praticar atividades físicas regulares, reduzir carboidratos e realizar refeições em horários regulares são atitudes que contribuem para o controle definitivo da doença e, consequentemente, para o bom funcionamento do coração. Entretanto, em alguns casos, podem ser necessários medicamentos. Os novos medicamentos que têm chegado ao mercado devem proporcionar resultados ainda melhores no controle desses pacientes”, complementa o médico.
 

Hcor


Psicanalista Fabiana Guntovitch: Precisamos Parar de Fazer Piadas com o Exame de Próstata

 

Fomos criados e herdamos uma concepção de masculino no qual clichês de virilidade absoluta reinam em detrimento de tudo que não é a representação máxima do masculino “heterotop”, ou seja, o pênis.

 

O machismo “heterotópico" ignora o homem como um todo, como um ser que não apenas conquista, mas também vive, sente, sofre, ama, se entrega e é vulnerável e frágil.

 

A fragilidade e a vulnerabilidade do masculino precisam ser acolhidas e revisitadas por toda a sociedade, homens ou mulheres, seres humanos que se entrelaçam e que irremediavelmente se encontram. Sejam esses encontros gentis e positivos, ou polarizados e tóxicos.

 

Em novembro, temos a campanha do Novembro Azul, através da qual a medicina convida os homens a fazerem os exames de próstata. Simples? Muito. Rápido? Super! Então por que tantos homens morrem de câncer de próstata no Brasil? Eles morrem porque acreditaram que precisam ignorar qualquer parte do corpo que não seja o falo, o pênis. São homens que têm medo do seu próprio corpo, de suas reações, de suas emoções ou que não aceitam que sua masculinidade talvez seja mais frágil do que imaginam, ao ponto de achar que ela possa ser invadida, ameaçada e massacrada por uma mísera dedada. E não, não é engraçado. Ao deixarem de ir ao médico, somam mais de 10 mil casos de câncer de pênis nos últimos cinco anos sendo que, em 25% desses casos, são necessárias amputações do membro. 

 

O câncer de próstata é o segundo câncer que mais mata os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele. Precisamos parar de fazer piada com o exame de próstata. Precisamos levar a sério o câncer de próstata.  

Machismo mata. E mata homens e mulheres. Já é hora de repensarmos nossa relação com o masculino, com o feminino, com nossos corpos e a forma como interagirmos com eles, sem preconceito, sem inseguranças e com autorresponsabilidade.


Com mais de 70 mil novos casos por ano, câncer de próstata é dominante entre todos os tipos de tumores malignos entre homens

De 2022 até agora, o DataSus já registrou 61.049 casos deste tipo de neoplasia em território brasileiro e os estados do sudeste são os que concentram mais registros. Exames preventivos ajudam no diagnóstico precoce e podem contribuir para redução da mortalidade pela doença

 

Entramos em novembro, mês mundial de combate ao câncer de próstata. A campanha Novembro Azul, já consolidada no calendário de saúde, objetiva alertar para a importância do diagnóstico precoce da doença que, entre todos os tipos de neoplasias, é a mais frequente entre os homens brasileiros, depois do câncer de pele, além de ser a que mais mata. 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer – INCA, que prevê cerca de 70 mil novos casos de câncer de próstata por ano até 2025, a região sudeste do Brasil é a que mais concentra os registros. E de 2022 até agora, o DataSus já registrou 61.049 casos deste tipo de neoplasia maligna em território brasileiro. 

Dados do site da Sociedade Brasileira de Urologia indicam que, quando diagnosticada precocemente, a doença tem 90% de cura. Os exames preventivos ainda são a principal forma de combate à doença, segundo consenso entre os médicos. De acordo com a Agência Nacional de Saúde - ANS, em 2022, foram realizados quase 942 mil exames de PSA, que diagnosticam a doença no sangue, na rede de saúde suplementar. Já na Hilab, biotech brasileira especialista em tecnologia diagnóstica, o PSA figura entre os 10 mais procurados nos últimos 12 meses. Com a nova regulamentação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a RDC 786/2023, que autoriza a realização de exames de sangue em farmácias, espera-se que a demanda de procura por esse exame aumente e colabore com o diagnóstico precoce da doença. 

Em sua fase inicial, o câncer da próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são semelhantes aos do crescimento benigno da próstata – que é dificuldade de urinar ou a necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite, por exemplo. Na fase avançada, pode provocar dor óssea, outros sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada e até insuficiência renal. Desta forma, a detecção precoce do câncer é uma estratégia utilizada para encontrar um tumor numa fase inicial e, assim, possibilitar maior chance de tratamento bem sucedido. A detecção precoce pode ser feita por meio da investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópios ou radiológicos, de pessoas com sinais e sintomas sugestivos da doença, ou daqueles sem sinais, no caso de rastreamento dos pertencentes a grupos risco. 

No caso do câncer de próstata, os principais exames para diagnóstico são o toque retal e o exame de sangue, para avaliar a dosagem do antígeno prostático específico, conhecido por PSA. Os médicos recomendam a investigação de sinais e sintomas relacionados como a dificuldade de urinar ou a diminuição deste jato, bem como o aumento dessa frequência ou ainda caso verifique a presença de sangue na urina. No entanto, mesmo na ausência desses ou outros sintomas, é recomendado que homens a partir dos 50 anos, ou dos 45, se houver histórico familiar, procurem ir anualmente ao urologista para avaliar em conjunto se a estratégia do rastreamento se aplica, além de ser uma oportunidade para outras avaliações recomendadas para essa faixa etária, como condições associadas a riscos cardiovasculares, e até como manutenção de hábitos e um estilo de vida saudável. 

O câncer de próstata é a principal causa de óbito por câncer em homens no Brasil. O diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de cura. É preocupante que muitos homens só busquem ajuda médica quando os sintomas do câncer de próstata já estão em estágios avançados. Por isso, a conscientização sobre a importância da prevenção e do diagnóstico precoce é crucial. O exame de PSA, em conjunto com o toque retal, é uma estratégia que deve ser oferecida a todos os homens entre 45-70 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia, considerando a individualização do balanço de riscos e benefícios da estratégia de acordo com fatores de risco, comorbidade e valores individuais. Busque seu médico e pergunte mais sobre esse assunto. A informação e a prevenção são as melhores estratégias para garantir uma vida saudável e de qualidade”, comenta Dr. Bernardo Almeida, infectologista e diretor médico da Hilab.

 

Saiba como a alimentação ajuda a prevenir o câncer de próstata

  Neste novembro azul, especialista comenta cuidados com a dieta essenciais para a saúde dos homens 

 

A "Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil", do Instituto Nacional de Câncer (INCA), revelou dados preocupantes sobre a incidência da doença no país. De acordo com o relatório, são esperados 704 mil novos casos de câncer anualmente no Brasil para cada ano do triênio 2023-2025. A pesquisa destaca que as regiões Sul e Sudeste concentram cerca de 70% dos novos casos, tornando-se áreas críticas que demandam atenção especial. O relatório revela ainda que o câncer de próstata tem a terceira maior incidência, com 10,2%.

De acordo com Deise Doi, nutricionista pós-graduada em adequação nutricional e manutenção da homeostase, no caso dos homens, o câncer de próstata é predominante em todas as regiões, com um total de 72 mil novos casos estimados anualmente para o próximo triênio. “Nesse contexto, a alimentação pode cumprir um papel importante na prevenção da doença e oferece dicas para lidar com o tema”, pontua a especialista.

Uma dieta saudável e equilibrada pode ser a resposta à crescente procura por uma melhor  saúde dos homens, prevenindo também outras doenças urológicas. 

Diante da preocupação com a saúde e o bem-estar masculinos, é fundamental ressaltar a conexão entre a dieta e a prevenção de enfermidades do trato urológico, abrangendo o câncer de próstata. “ Isso porque a alimentação variada, rica em vitaminas, minerais e antioxidantes pode ser um grande aliado na redução do risco de desenvolvimento de algumas células cancerígenas”, destaca a nutricionista.

Diversos alimentos desempenham um papel fundamental nesse quesito, especialmente na prevenção de doenças da próstata. O tomate, fonte de licopeno com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, mostra-se eficaz para evitar problemas como a Prostatite, Hiperplasia Benigna da Próstata e tumores prostáticos.

Os frutos vermelhos, abundantes em vitamina C, fibras e licopeno, são reconhecidos por suas propriedades antioxidantes, o que não apenas previne doenças da próstata, mas também contribui para a saúde geral. Já a soja, graças aos fitoestrogênios e suas propriedades antioxidantes, aparenta reduzir a inflamação, potencialmente diminuindo o risco.

Vegetais crucíferos como brócolis, couve-flor, espinafre e leguminosas como feijão e lentilhas são ricos em antioxidantes que favorecem a desintoxicação do organismo, oferecendo benefícios significativos. A aveia, devido ao seu teor de fibras e vitaminas, não só atua como fonte de energia, mas também reforça o sistema imunológico.

O alho e a cebola, com propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, também contribuem, enquanto peixes de água fria, como sardinha e salmão, ricos em ômega-3, são conhecidos por reduzir a inflamação e equilibrar os níveis de colesterol. Finalmente, frutos secos como nozes, amêndoas e avelãs contribuem para a renovação celular e fortalecimento do sistema imunológico, beneficiando a saúde urológica.

A nutrição desempenha um papel vital na proteção do organismo e na redução do risco dessas doenças. “Nosso objetivo é fornecer as informações necessárias sobre os alimentos e seus benefícios para a saúde da próstata. Além da dieta, outros cuidados incluem atenção a sintomas, manutenção da atividade sexual regular, prática de exercícios físicos, controle de peso e check-ups regulares, incluindo exames específicos como o toque retal e o exame de PSA para homens acima de 50 anos", conclui a especialista.  



Deise Doi - Palestrante e nutricionista com mais de 15 anos de experiência, pós-graduada em adequação nutricional e manutenção da homeostase. Fundadora da Clínica de Injetáveis InjetSlim e criadora do método de emagrecimento Metabolismo Magro, que abrange três elementos: perder a fome falsa, ter acesso às estratégias mais efetivas e acelerar o metabolismo.
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Cinco motivos para trocar o ERP no fim do ano

Sua empresa já traçou as metas para o próximo ano? E que tal considerar trocar o Enterprise Resource Planning, mais conhecido como ERP? Normalmente, quando abordamos essa opção, é comum surgir receios e incertezas. Afinal, durante muito tempo, a implementação da ferramenta era executada de forma traumática, em que se aplicava processos de alta complexidade e desafiadores. No entanto, com a expansão da tecnologia, atualmente, essa jornada passou a ser mais simplificada e ágil, favorecendo para uma maior assertividade e integração.

Não é novidade que o software vem ganhando forte aderência no meio organizacional. Como prova disso, segundo uma pesquisa da FGV, 84% das empresas brasileiras já utilizam algum tipo de ERP. Contudo, mesmo diante de dados promissores no mercado, ainda assim, diversas organizações têm resistência em migrar de ferramenta quando necessário, sendo uma das razões para isso a falta de conhecimento em identificar quando está na hora de mudar. Por isso, destaco cinco motivos para trocar o ERP.

#1 Crescimento: toda organização, independente de porte ou segmento, tem potencial para crescer. Sendo assim, é necessário que o ERP tenha a capacidade de acompanhar e suportar essa missão. Agora, se, durante essas etapas de desempenho, seja necessário adicionar outros recursos e, até mesmo, aumentar a mão de obra, esse pode ser um alerta que está na hora de trocar o software.

#2 Implementar inovação na empresa: obter vantagem competitiva faz parte do objetivo de toda companhia e, para atingir esse resultado, investir em inovação é uma estratégia primordial. Nessa missão, ter um software de gestão robusto é um recurso extremamente eficaz, pois ele ajuda no maior controle e redução de custos, bem como favorece a atuação da equipe para trabalharem em medidas que favoreçam a conquista de resultados.

#3 Padronização da frente de negócios: é comum que a organização, ao longo do tempo, expanda sua rede de serviços, abrindo margem para a criação de filiais. Contudo, é essencial ter centralizadas as operações a fim de padronizar os processos. Deste modo, é fundamental ter o apoio de uma ferramenta que comporte as informações de todas as unidades em um único local, favorecendo para uma maior assertividade nas etapas de gestão.

#4 Dificuldades para obter informações: esse pode ser considerado o maior sinal de alerta que está na hora de trocar de ERP. Isso é, para tomadas de decisões assertivas, é fundamental ter acesso a dados e registros de forma ágil e confiável, porém, a partir do momento que essa ação passa a ser impossibilitada, a organização está sujeita a riscos e problemas gerenciais que impactam diretamente seu desempenho.

#5 Integração de novas tecnologias: estamos vivenciando, na prática, o avanço da transformação digital nas organizações. Logo, aquelas que não se adaptarem estarão sujeitas a perderem vantagem competitiva. Deste modo, com o apoio do ERP de ponta, torna-se mais ágil a implementação, uma vez que a ferramenta tem ampla aderência a tais recursos.

É importante destacar que toda mudança gera desconfortos, mas também agrega conhecimento. E, em se tratando da troca de um ERP para uma versão mais robusta, a transição acarreta mudanças significativas para a organização, além de trazer ganhos como redução de custos, melhoria dos processos, aumento dos lucros e vendas e, sobretudo, uma gestão assertiva embasada em informações seguras e consistentes.

Todavia, é importante alertar que, antes de aderir um novo sistema, é necessário que a organização tenha claramente definido aonde quer chegar. Esse direcionamento é essencial para facilitar o processo de escolha da ferramenta, considerando a gama de opções existentes que, nem sempre, cumprem com aquilo que prometem realizar – o que gera a vivência de experiências traumáticas que inibem o processo de mudança.

Por isso, ao escolher o software, é importante ter um amplo conhecimento acerca das suas funcionalidades e referências no mercado. Nessa jornada, contar com o apoio de uma consultoria é uma excelente estratégia, pois além de direcionar o processo de escolha, o time de especialistas também é eficaz em traçar o melhor plano de ação para auxiliar durante essa transição.

Com a proximidade do fim do ano, esse é o momento de as organizações avaliarem sua performance ao longo dos meses. Afinal, essa é a hora de traçar novas metas para o ano seguinte e localizar aspectos de gestão que precisam ser melhorados, visando acompanhar os novos desdobramentos do mercado. Mas, para isso, é fundamental deixar o caminho aberto para mudanças e, considerar trocar o ERP, certamente, é uma excelente estratégia. 



Tailan Oliveira - Vice-presidente de Growth da ALFA Sistemas.
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