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terça-feira, 15 de junho de 2021

7 em cada 10 brasileiros aceitariam seguir protocolos de saúde para voltar a viajar

Enquanto isso, quase 70% dos parceiros de acomodação globais da Booking.com aumentaram as medidas de saúde e segurança no último ano


Uma nova pesquisa* da Booking.com revela que nossa vontade de explorar o mundo, quando for seguro viajar de novo, não diminuiu. Afinal, para 63% dos brasileiros, viajar tornou-se mais importante agora do que antes da pandemia do Covid-19.

Os viajantes estão dispostos a trabalhar em busca de um objetivo comum, e 70% dos brasileiros afirmam que aceitariam comprovar que foram vacinados para poderem viajar, por exemplo. Já 77% aceitariam usar máscara durante a viagem, e 75% apoiariam até mesmo a diretriz “sem máscara, sem viagem”. Além disso, 69% dos entrevistados do país também estariam dispostos a viajar apenas em pequenos grupos, de duas a seis pessoas.

Para apoiar o setor de maneira mais direta, 20% dos brasileiros disseram que planejam usar créditos/vouchers de viagens canceladas em vez de pedir um reembolso, e um número parecido (18%) pretende comprar vouchers para a família e os amigos usarem quando for seguro de novo. Além disso, 42% planejam escolher destinos menos frequentados, 27% querem reservar acomodações independentes e 16% buscariam acomodações em sua própria cidade, ou próxima a ela, para apoiar o comércio local.

Enquanto todos aguardam o tão esperado momento da retomada das viagens, 70%** dos parceiros de acomodação da Booking.com ao redor do mundo estão cautelosamente otimistas sobre o futuro dos negócios. Enquanto 62%** esperam ver um aumento no interesse por viagens em 2021, eles continuam fazendo sua parte para garantir que os viajantes se sintam seguros. Inclusive, quase 70%** dos meios de hospedagem entrevistados globais aumentaram as medidas de saúde e segurança, além de terem aprimorado os processos de limpeza em suas propriedades.

Arjan Dijk, Vice-Presidente Sênior e Chefe de Marketing da Booking.com, diz: A Booking.com continua otimista de que em algum momento, em um futuro não tão distante, todos poderão voltar a viajar e vivenciar o mundo juntos. À medida que começamos a ver uma luz no fim do túnel, permanecemos com o nosso compromisso de ajudar a todos no processo de retomada das viagens, assim que for seguro, trabalhando em conjunto com todo o setor de viagens, garantindo sua recuperação para um futuro melhor e mais promissor. E com a missão de fazer com que vivenciar o mundo fique mais fácil para todos, quando for o momento certo de voltar a descobrir os lugares, as culturas e experiências com os quais estamos sonhando, você poderá encontrá-los na Booking.com.”



*Pesquisa encomendada pela Booking.com e realizada com um grupo de adultos que pretende viajar nos próximos 12 meses. No total, 28.042 entrevistados em 28 países e territórios  responderam a uma pesquisa on-line em janeiro de 2021.


**Pesquisa encomendada pela Booking.com e conduzida entre uma amostra de parceiros de acomodação da Booking.com. No total, 3.491 pessoas em 20 países e territórios responderam a uma pesquisa on-line em fevereiro de 2021.

 

Selic: Copom se reúne nesta semana para decidir taxa de juros básica

 Especialistas no mercado financeiro comentam sobre expectativas em relação a decisão que deve ser publicada em comunicado nesta quarta

 

O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, se reúne nesta terça e quarta para decidir qual será a nova taxa de juros Selic, atualmente em 3,5% ao ano. A expectativa do mercado é por mais um ajuste de 0,75%, o que levaria a Selic para 4,25% a.a. De acordo com o Boletim Focus, divulgado nesta segunda, a expectativa para a taxa básica de juros no final de 2021 aumentou de 5,75% ao ano para 6,25% ao ano. Para o fim de 2022, a projeção para a taxa permaneceu em 6,5% ao ano, quarta manutenção consecutiva.

Segundo João Beck, economista e sócio da BRA, como país de moeda frágil, o mercado não pode pagar para ver se a inflação será temporária ou não. "O Banco Central age. E recentemente, o mercado ajustou posições para um ajuste mais agressivo de politica monetária do COPOM. Para a decisão desta semana, não há mudanças. O ajuste está no tempo de ajuste que deve ser mais prolongado, com as mesmas altas de 0,75%, porém chegando agora perto de 6%. Mais uma vez, o mercado vai observar a retirada ou não da frase 'ajuste parcial' do texto do COPOM", explica.

Para o especialista, a valorização recente do real amenizaria o cenário de inflação. Mas outros vetores compensaram. "Olhando isoladamente as commodities que a nossa moeda tem bastante correlação, era para o real estar mais valorizado. Mas outros fatores pesam, como teto de gastos e a aproximação de um ano eleitoral, além de outros riscos mapeados no cenário como a crise hídrica", diz.

Para Rossano Oltramari, sócio e estrategista da 051 Capital, depois dos últimos dados divulgados pelo IPCA, que surpreenderam negativamente com a taxa de 0,83%, a maior para um mês de maio desde 1996, é possível que, além do aumento de 0,75% nesta reunião, o Banco Central sinalize que teremos mais uma alta de 0,75% em agosto.

"Com relação a economia brasileira, os dados estão positivos, já que ela vem apresentando uma aceleração no crescimento. Nós estamos avançando na vacinação com a consequente reabertura mais forte da economia e com a diminuição gradativa das medidas de restrições. Por outro lado, temos uma preocupação muito grande com a inflação, que nos últimos 12 meses, foi de 8,06%. O Banco Central está preocupado com isso, tem sinalizado muito que o foco é a inflação e que não quer uma deterioração de suas expectativas para 2021 e 2022", afirma.

Segundo Rossano, "o Banco Central dessa vez poderá ser mais duro no comunicado, mais vigilante com relação aos dados que estão sendo divulgados e proativo nas medidas para conter esse aumento na inflação".

Jansen Costa, sócio da Fatorial Investimentos, também concorda que dados do IPCA com inflação alta são uma preocupação para o Banco Central, mas não espera nada diferente do que já é esperado pelo mercado.

"As taxas de juros estão próximas da meta do Banco Central. No caso do Brasil, o IPCA veio alto. A projeção da taxa futura do DI já mostra que o aperto monetário será maior, mas não acredito em nenhum aumento radical. Quanto mais rápido o Brasil subir os juros frente aos EUA, menor será a pressão no câmbio e dólar poderá cair", diz.


Educação, a ética da inclusão

Ao lermos o título desta reflexão, certamente alguns se surpreenderão, pois, na realidade trata-se de três conceitos distintos, cuja combinação não parece ensejar qualquer lógica para tê-la como uma afirmação. Afinal de contas, seria a Educação uma Ética, e ainda mais, uma Ética da Inclusão?


Pois bem, o que falar sobre esta afirmação aparentemente absurda, para que, depois de revista e repensada, seja aceita? Com este propósito, iniciarei falando um pouco de cada um destes três conceitos, distintamente, para depois argumentar em favor desta afirmação.

Educação, Ética e Inclusão são três vocábulos surgidos em diferentes épocas, mas que, de igual modo a tantos outros, referem-se a conceitos milenares, assimilados pela humanidade, independentemente de se ter uma palavra para identifica-los. Epistemologicamente, entende-se que a assimilação de certo conceito é muito mais importante que a memorização da definição tradicional, impositiva, ou de um significado reducionista.

Lembremo-nos de que não é raro termos pessoas confundindo Educação com Ensino, Ética com conjunto específico de regras ou normas de conduta, e mesmo Inclusão com Integração ou Inserção. Estas confusões, embora recorrentes, não deveriam existir, sobretudo no meio político e menos ainda, no acadêmico. Tais confusões ocorrem pois geralmente não se pensa na assimilação dos respectivos conceitos, mas apenas em suas definições.

Grosso modo, a Educação, que tem o Ensino com uma das ações necessárias para que ocorra, mas não a única, refere-se à formação do ser humano como ser político, em seu conceito pleno, portanto, um cidadão com todas as prerrogativas que deverá ter, mediante sua própria dignidade. Educar, do Latim, Educare, significa "conduzir para fora, para o mundo". O conceito de Educação, portanto, é muito mais que ensinar, Educar é transformar conhecimentos em saberes, é construir um ser humano como ser político, na plenitude social, como gestor de uma família, bom profissional e construtor de um legado de grande proveito para suas sucessivas gerações.

A Ética, por sua vez, estudada a partir da Grécia Clássica, e entendida como um dos ramos da Filosofia, já era assimilada por grandes nações, estabelecidas antes desta época. Os antigos Egípcios e especialmente o povo Hebreu são dois exemplos de culturas que possuíam o conceito de Ética desde muitos séculos da Filosofia Grega ou do surgimento do vocábulo que o identifica. A Ética, muito mais que um pequeno conjunto de regras apresentado a um grupo de pessoas, está ligada a princípios e valores de natureza moral inerentes a uma cultura.

Por fim, a Inclusão, um conceito também polêmico, que não raras vezes é confundido com Integração e até com Inserção, pressupõe, sem redundância, a Exclusão. Ao se falar de Inclusão Social e, de modo particular, de Inclusão Escolar, é necessário dizer inicialmente que tal ato não se refere a um ou outro caso específico, como etnia, sexo, profissão, religião, classe social, ou de pessoas com deficiência, dentre outros, mas a um todo, a uma ação política plural, em nível nacional. Inclusão implica em interação sem restrições por aversão ou mesmo certa fobia. Incluir é mais que inserir ou integrar, é criar condições de acessibilidade em todos os aspectos, com o mesmo grau de oportunidades disponível para toda a população.

Nesse contexto, entendo que é impossível formar um ser humano em sua plenitude política, se não existir este mesmo grau de oportunidades, portanto, se não se promover a inclusão social e particularmente a inclusão escolar, de acordo com seu mais profundo e abrangente conceito. A Inclusão deve ser assimilada como mais um princípio ético, inerente às diferentes culturas e, por consequência como mais um componente da Educação.

Educação é um ato político, de responsabilidade múltipla das instituições sociais basilares, como Estado, especialmente por meio da Escola; Família, com distinção para os pais; e, para o caso dos professos religiosos, a Igreja. Estas instituições devem ser cúmplices na Educação, desde a mais tenra idade do indivíduo, até seu último instante de vida. Segundo o psicanalista alemão Erik Erikson (1902 - 1994), o ser humano se desenvolve continuamente, desde sua geração no ventre materno, até sua morte, por isso, sempre é tempo para educar e ser educado. Mais que termos uma Educação ética e inclusiva é termos uma Educação como uma Ética da Inclusão.




Ítalo Francisco Curcio - doutor e pós-doutor em Educação. Pesquisador no curso de Pedagogia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.



5 razões para PMEs investirem em marketing digital

O avanço tecnológico e a internet mudaram a forma de comunicação entre empresas e clientes, porém, nos últimos anos, o marketing digital ainda era considerado um grande tabu para a maioria das pequenas e médias empresas. Com a pandemia de Covid-19 em todo o país e com  a adaptação ao isolamento social, os estabelecimentos foram fechados. Em paralelo, as  empresas se depararam com um novo desafio: manter o volume de vendas mesmo com as portas fechadas, mas, nem toda empresa estava instalada no ambiente digital.  

Diante desse cenário, diversos profissionais tiveram que se adequar, e não foi diferente no universo do marketing. O marketing digital não é apenas um meio de inovar. Hoje, nós podemos afirmar que trata-se de uma solução para que as empresas continuem de portas abertas. Só no primeiro semestre de 2020, as vendas aumentaram cerca de 40% no ambiente digital, o que reforça que o investimento em marketing digital é o mesmo que investir na sobrevivência da empresa.


Segmentação

O marketing digital amplia as possibilidades de segmentação do público. É possível entender e analisar possíveis consumidores do seu produto ou serviço e, assim, investir em campanhas mais assertivas. Qualquer tipo de negócio pode ter acesso à diversas segmentações e impulsionar o que mais se encaixa com a proposta da empresa.


Expansão

Esse é o grande diferencial do marketing digital. Por ter a possibilidade de divulgar em qualquer região do mundo que esteja conectada com a internet, a empresa poderá ter produtos extremamente específicos para pessoas também específicas. Isso possibilita à empresa uma ampliação do seu potencial de venda, que deixa de ser local para se tornar nacional ou até mesmo mundial. 

 

Análise 

Com as estratégias e métricas do marketing digital conseguimos medir e entender os detalhes de cada resultado. O empreendedor pode monitorar de perto o tempo e a ação do usuário e como ele está aderindo às estratégias. A mensuração é um conjunto da análise que é investido ao resultado em vendas que a campanha gerou. Um indicador bem utilizado para validar, é o ROI, que é o retorno sobre o investimento.


Custo-benefício 

Para pequenas e médias empresas que ainda estão se adaptando ao ambiente virtual, é possível alinhar boas estratégias, boas ferramentas com um baixo custo. Dentro das soluções, atualmente, o funil de vendas é o que vem fazendo empresas aumentarem seus faturamentos por oferecer um processo completo e automático na prospecção e conversão em vendas. Essa estratégia a ajudará a despertar a atenção de pessoas que se enquadram com o público-alvo da empresa,com isso, as empresas podem filtrar essas oportunidades que a o marketing digital oferece, e trazer para empresa apenas as pessoas que realmente são propensas a compra. 


Campanhas 

Com o tráfego pago e campanhas montadas, o gerenciador do negócio consegue atingir a pessoa certa, no momento certo, com a comunicação certa. Além disso, pode ter acesso à várias métricas de todas essas ações, otimizar as campanhas, identificar os melhores resultados e ter uma segurança sobre como atingir seu público.

 


Rafael Wisch -CEO da G Digital, startup de desenvolvimento de softwares voltados para marketing e vendas.


Inteligência Artificial na saúde: tempo de resposta e atuação mais rápidos

Há séculos o homem vem buscando formas de trocar o trabalho braçal por algo mais automatizado. E claro, acompanhamos ao longo dos tempos essa evolução que culminou em máquinas modernas, cada vez mais sofisticadas, e que aos poucos foram ocupando os espaços fabris.

Mas era preciso ir além. A máquina, por si só, já não bastava, era preciso ter uma inteligência por trás para tornar o tempo de resposta mais rápido, resultando em um  processo mais ágil. O tema é tão inspirador que as grandes produtoras de filmes nunca deixaram de falar dele. Produções com robôs, computadores e programas que agem para o nosso bem ou em busca da nossa destruição criam especulações, além de fomentar negócios. As ideias relacionadas a inteligência artificial tiveram origem bem antes do surgimento da tecnologia que tornou isso possível.

Em 1943 surge pela primeira vez o tópico redes neurais. Desde lá o tema IA só evoluiu. Usando um exemplo prático do quanto essa área avançou, em 1997 a Deep Blue derrotou o homem em um jogo de xadrez. O campeão soviético Garry Kasparov foi derrotado em uma das rodadas por um computador da IBM. Foi uma prova de que estávamos no caminho certo.

Hoje, encontramos IA em praticamente qualquer dispositivo eletrônico ou processo tecnológico, desde sugestões do que assistir em serviços de streaming, ou organização de playlists, até em respostas automáticas sugeridas ao digitar textos em emails. E no cenário da saúde não é diferente.

Hoje é muito atrativo quando alguém diz que aplica IA em seu modelo de negócio, e utilizar essa solução para tomada de decisão é algo que está crescendo. A decisão final não necessariamente precisa ser do algoritmo, a resposta gerada pode ser utilizada para auxiliar na tomada de decisão.

Tentar resolver um problema que demandaria muito tempo e esforço na análise, otimizar processos ou simplesmente automatizá-los, são objetivos de uso bem comuns da Inteligência Artificial. Existem outros campos de aplicabilidade que trazem mais inovação ao meio industrial e vários rumores surgem decorrentes disso. Eu defendo a ideia de que IA é muito mais para ajudar no modelo de negócio do que para substituir pessoas. E reforçando esse ponto, IA é muito boa, mas naquilo que ela foi treinada a fazer.

Na hygia bank, estamos trabalhando em algoritmos para auxiliar na prevenção de doenças e trazer orientações personalizadas para as pessoas. Temos bastante informações relevantes que devemos considerar nos nossos modelos de Machine Learning e esse é um dos muitos desafios que temos. Estamos trabalhando também em algoritmos de IA para automatizar vários processos dentro da hygia, otimizando o tempo da equipe. Dessa forma, podemos nos concentrar em outras questões dentro do negócio que exigem mais as soft skills e feelings do time.




Priscilla Miehe - CDO da Hygia Bank. Também é graduada em Sistemas de Informação e mestre em Ciências da Computação pela PUCRS.


Linhas 4-Amarela e 5-Lilás de metrô voltam a receber o "Cantinho do Desabafo", espaço de acolhimento para quem enfrenta problemas emocionais

Atendimento com escuta fraterna tem início nesta terça-feira, dia 15 de junho, na Estação São Paulo-Morumbi da Linha 4-Amarela; calendário se estende até o final do ano, em algumas estações de ambas as linhas

 

Voluntários do Projeto Help estarão nesta terça, dia 15 de junho, na Estação São Paulo-Morumbi, da Linha 4-Amarela, atendendo pessoas no "Cantinho do Desabafo". A ação, realizada em parceria com a ViaQuatro e a ViaMobilidade, concessionárias responsáveis pela operação e manutenção das linhas 4-Amarela e 5-Lilás, respectivamente, faz parte da campanha "Sua saúde mental é essencial". A iniciativa ocorre periodicamente nas estações para acolher quem apresenta algum tipo de desconforto emocional.

No Cantinho do Desabafo, os voluntários praticam a escuta fraterna, que consiste em ouvir sem julgar, e, disponibilizam, para quem deseja, um número de telefone nacional para atendimento online (4200-0034). Além do espaço para conversa, os integrantes do projeto estarão distribuindo folhetos com mensagens positivas e de incentivo à vida.

Carlos Eduardo Ferreira de Souza, o Cadu, coordenador do Projeto Help, uma iniciativa criada em São Paulo há mais de 10 anos por integrantes da Força Jovem Universal, ressalta que, desde o início da pandemia, a procura pelo acolhimento aumentou significativamente.

Nesta etapa, o atendimento se estende até dezembro. A primeira estação a receber o "Cantinho do Desabafo" é a São Paulo-Morumbi, das 14h às 16h, na Linha 4-Amarela. Dia 29 de junho, o cantinho segue para a Estação Campo Limpo, da Linha 5-Lilás, no mesmo horário. Até dezembro haverá atendimento, conforme serviço abaixo.

"Em um contexto como este que estamos vivendo, o apoio a quem está enfrentando problemas emocionais é essencial e, de fato, pode transformar vidas", diz Juliana Alcides, gerente de Comunicação e Sustentabilidade da ViaQuatro e da ViaMobilidade.

A campanha será realizada obedecendo os protocolos de distanciamento social, uso de máscara, álcool em gel e luvas, com acompanhamento das equipes de Sustentabilidade da ViaQuatro e da ViaMobilidade. As mesas, para quem quiser conversar e desabafar com os voluntários, serão montadas também obedecendo o distanciamento.


Serviço - Campanha Sua saúde mental é essencial:


Horário: das 14h às 16h:

Datas e locais de atendimento:


Linha 4-Amarela:

Dia 15 de junho: Estação São Paulo-Morumbi

Dia 27 de julho: Estação Luz

Dia 28 de setembro: Estação Luz

Dia 11 de outubro: Estação São Paulo-Morumbi

Dia 30 de novembro: Estação Luz


Linha 5-Lilás:

Dia 29 de junho: Estação Campo Limpo

Dia 31 de agosto: Estação Adolfo Pinheiro

Dia 14 de setembro: Estação Capão Redondo

Dia 26 de outubro: Estação Largo Treze

Dia 21 de dezembro: Estação Giovanni Gronchi


segunda-feira, 14 de junho de 2021

Acondroplasia ou Nanismo

• Você conhece a doença?

Decorrente de mutações no gene FGFR3, a Acondroplasia é a principal causa de displasia óssea que leva à baixa estatura desproporcional. Como implica em alterações no desenvolvimento da cartilagem das placas de crescimento, o quadro resulta em baixa estatura (em média, os homens têm 1,31 m de altura enquanto as mulheres possuem 1,24 m), encurtamento de pernas e braços, cabeça e testa proeminentes e uma desproporção corpórea de limitações físicas visíveis já no nascimento1.


• E os sintomas?

Nos indivíduos com acondroplasia, os sintomas típicos são2:

- Baixa estatura;

- Pernas e braços curtos, especialmente se comparados com o tamanho normal do tronco;

- Cabeça grande (macrocefalia), com testa proeminente e achatamento na parte de cima do nariz;

- Dedos curtos e grossos;

- Mãos pequenas;

- Pés planos, pequenos e largos;

- Arqueamento das pernas;

- Mobilidade comprometida na articulação do cotovelo;

- Cifose e lordose (problemas de curvatura na coluna vertebral) acentuadas;

- Deslocamento da mandíbula para a frente;

- Desalinhamento dos dentes;

- Demora para começar a caminhar, o que pode ocorrer entre os 18 e os 24 meses de idade.

Os homens adultos chegam a uma altura máxima de 1,45 metro e as mulheres não alcançam 1,40 metro, em média. Pessoas com algum tipo de nanismo podem ter uma ligeira redução na esperança média de vida, em comparação com a população geral, potencialmente devido a doenças cardiovasculares. Esses sinais podem aparecer em níveis e graus diferentes nas pessoas que têm o transtorno2.


• É genético?

Em alguns casos, a criança herda a acondroplasia de um dos pais com o transtorno, mas a maioria dos casos - cerca de 80% - é causada por uma nova mutação na família. Isso significa que os pais são de estatura média e não têm o gene anormal.3

No entanto, a pessoa com acondroplasia tem uma probabilidade de 50% de passar o gene para uma criança, resultando na condição. Se ambos os pais têm acondroplasia, há risco de 50% de ter um filho com acondroplasia; chance de 25% de que a criança não herde o gene e tenha estatura média; e risco de 25% de que a criança herde um gene anormal de cada um dos pais, o que pode levar a graves problemas esqueléticos, que, muitas vezes, resultam em morte precoce3.

Pais que são mais velhos do que 45 anos têm risco maior de ter filhos com determinadas doenças genéticas, incluindo acondroplasia3.


• Prevenção e controle:

- O acompanhamento dos indivíduos com diferentes formas de nanismo deve ser multidisciplinar, envolvendo pediatras, endocrinologistas, ortopedistas, fisioterapeutas, psicólogos, dentistas, etc.;2

- Nem sempre o hormônio do crescimento é solução para acelerar o ritmo do crescimento da criança;2

- O aconselhamento genético é um recurso indicado para os casais que pretendem ter filhos e têm história de acondroplasia na família. No entanto, o fato de existirem mutações genéticas espontâneas torna muito difícil falar em prevenção absoluta do transtorno2.

O nanismo pode afetar mulheres e homens indistintamente que, salvo raríssimas exceções, mantêm a capacidade intelectual preservada e podem levar vida normal e de boa qualidade2.

Em muitas situações, porém, as pessoas com nanismo são obrigadas a lidar com o preconceito e a discriminação social e a contornar as dificuldades de acesso em ambientes preparados para receber pessoas mais altas. Por isso, muitas vezes, precisam de ajuda para realizar tarefas simples, como utilizar o caixa eletrônico ou o transporte público, por exemplo.2

Pessoas com nanismo desproporcional, típico da acondroplasia, eram chamadas de anões, palavra carregada de conotação depreciativa, que prejudica sobremaneira sua autoimagem e sua socialização.2


• Acondroplasia e a Covid -19:

As pessoas com nanismo, em muitos tipos, apresentam várias comorbidades. E, em relação ao aparelho respiratório, podem apresentar rinite, laringite, bronquite asmática e constrição torácica, por isso, estão no grupo de risco para a Covid-195.


• Existe tratamento?

A empresa BioMarin anunciou que submeteu o processo de registro de seu novo medicamento para tratamento de nanismo (acondroplasia) para a aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA). No ano passado, a empresa havia anunciado a submissão de registro do medicamento junto à Agência Europeia de Medicamentos - European Medicines Agency (EMA) e à Agência Americana - Food and Drug Administration (FDA), respectivamente.

O medicamento consiste em um análogo do peptídeo natriurético tipo C (CNP) para administração subcutânea em crianças com acondroplasia, a forma mais comum de baixa estatura desproporcional em humanos.

As submissões são baseadas nos resultados de um estudo clínico de Fase 3 randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, que avaliou a eficácia e a segurança do medicamento, anunciadas em dezembro de 2019, e apoiada pela segurança e eficácia de longo prazo de estudos de extensão da Fase 2 e Fase 3, ainda em andamento, e extensos dados de história natural.

"Nosso objetivo é fornecer uma opção de tratamento que atenda à causa subjacente da doença e, ao longo do tempo, demonstrar uma redução de complicações que podem resultar da acondroplasia. Respeitamos a profundidade e a amplitude de pontos de vista da comunidade sobre as opções de tratamento e procuramos ser cientificamente rigorosos ao fornecer um conjunto de dados robustos para os órgãos regulatórios avaliarem a segurança e a eficácia do medicamento", pontua o médico Eduardo Franco, Diretor Médico Senior da BioMarin para a América Latina.

O medicamento foi geralmente bem tolerado nas doses testadas. Os Eventos Adversos (EAs) mais comumente relacionados ao tratamento foram reações no local de injeção (ISRs) e hipotensão - popularmente conhecida como pressão baixa - assintomática. Todas as ISRs foram leves e transitórias. Todos os eventos de hipotensão foram leves e solucionados sem intervenção médica, sendo a maioria assintomática4.

 


BioMarin


Uso indevido de colírios à base de corticoides pode levar à cegueira irreversível

Automedicação com colírios vencidos, guardados ou indicados por outras pessoas é um hábito perigosos para a saúde ocular 


A automedicação no Brasil é um hábito que pode trazer sérias consequências para a saúde. E quando o assunto é a visão, o resultado do uso de colírios a base de corticoides, sem a prescrição de um oftalmologista, pode ser a cegueira irreversível causada pelo glaucoma.  
 
O glaucoma é uma designação genérica de um grupo de doenças oculares distintas que provocam danos ao nervo óptico e perda da visão. O glaucoma pode ser classificado em secundário quando é possível identificar o fator que desencadeou o desequilíbrio da pressão intraocular.
 
E uma das formas de glaucoma secundário é causada pelo uso indiscriminado de colírios à base de corticoide. Estima-se que pelo menos um terço dos casos de glaucoma secundário seja consequência da automedicação com esses fármacos. 


 

Colírio usado deve ser descartado
 
Segundo Dra. Maria Beatriz Guerios, oftalmologista especialista em Glaucoma, os medicamentos à base de corticoides são inestimáveis para diversas especialidades médicas, incluindo a Oftalmologia.
 
“A maioria dos colírios que trata doenças oculares tem em sua composição corticoides. Entretanto, a dose e o tempo de tratamento devem ser seguidos à risca. Após o término, é preciso descartar o frasco do colírio”.
 
“Entretanto, muitas pessoas guardam os colírios para uso posterior, em situações de olho seco ou para uma irritação ocular, por exemplo. E é exatamente esse fato que pode levar ao desenvolvimento do glaucoma induzido por corticoides”, alerta Dra. Maria Beatriz.


 

O perigo oculto dos corticoides
 
Os corticoides, também chamados de cortisona ou corticosteroides, são uma classe de fármacos sintéticos, com uma potente ação anti-inflamatória. Foram usados pela primeira vez nos Estados Unidos, em 1912. A primeira descrição de um glaucoma induzido por um corticoide foi feita em 1950.
 
“Os corticoides geram alterações na drenagem do humor aquoso. Como resultado, a pressão intraocular (PIO) aumenta. Essa resposta aos corticoides pode ocorrer algumas semanas ou alguns dias após a aplicação dos colírios que contêm esses fármacos”, explica Dra. Maria Beatriz.
 
Como o glaucoma é uma doença silenciosa, esse aumento da PIO pode causar danos permanentes no nervo ótico. Essas lesões podem, finalmente, levar à cegueira irreversível.
 
“Vale ressaltar que além dos colírios, qualquer outro medicamento de uso tópico que contenha essa classe terapêutica em sua composição, aumenta o risco de desenvolver o glaucoma induzido por corticoides. Sprays nasais, pomadas e cremes são alguns exemplos”, diz a médica.  


 
Grupos de risco
 
A elevação da PIO induzida por corticoides pode ocorrer em qualquer faixa etária, em qualquer pessoa. Contudo, há certas condições que aumentam o risco de desenvolver a condição.
 

  • Pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto (GPAA)
  • Indivíduos sem diagnóstico de glaucoma, classificados como respondedores fortes para corticoides (aqueles que ao usarem corticoides, respondem acima do esperado)
  • Parentes de primeiro grau de pacientes com GPAA
  • Alta miopia
  • Crianças abaixo de 10 anos de idade e pessoas acima de 60
  • Diabetes mellitus
  • Artrite reumatoide
  • Hipercortisolismo endógeno

 
Tratamento
 
Quando o uso do colírio a base de corticoide é interrompido a tempo, a pressão do olho tende a voltar ao normal. Porém, pessoas que usam esses colírios, de forma frequente, têm um risco muito alto de desenvolver o glaucoma e perder a visão.

“O principal motivo é que o glaucoma é uma doença silenciosa. Quando há alguma manifestação, é bem provável que a doença esteja num estado avançado”, lamenta a especialista.
 
Um estudo apontou que cada semana de uso de corticoides, em média, ao longo da vida, leva a um risco 4% maior desse tipo de glaucoma. Por isso, as pessoas dos grupos de riscos devem evitar, ao máximo, usar medicamentos dessa classe.  
 
De acordo com a oftalmologista, quando o uso do corticoide, seja em forma de colírios ou tópico, é necessária, é preciso fazer um acompanhamento oftalmológico regular para medir a PIO.

“Vale lembrar também que o uso indiscriminado de medicações à base de corticoide também pode acelerar o processo de desenvolvimento de uma catarata”.
 
O tratamento do glaucoma visa interromper a progressão da doença, ou seja, evitar que a visão seja prejudicada de forma irreversível.
 
Colírios, laser, implante de válvulas ou Stents, cirurgias filtrantes e uso de tubos de drenagem são tratamentos possíveis para o glaucoma. A finalidade de todas as técnicas é diminuir a pressão intraocular.
 
“Cada caso deve ser avaliado individualmente para a indicação do tratamento mais apropriado. Por ser uma doença crônica, o acompanhamento regular com um Oftalmologista é fundamental”, finaliza Dra. Maria Beatriz.


Nem é preciso dizer que a principal forma de prevenir o glaucoma induzido por corticoides é jamais usar qualquer colírio sem prescrição médica. Lembre-se de descartar o colírio após o término do tratamento.


A conexão entre trombose e a Covid-19: quais são os riscos?

O Consulta Aqui decidiu reunir alguns especialistas do seu quadro de médicos para dirimir dúvidas e falar sobre o tema. São eles: Dra. Dania Abdel Rahman, Infectologista, Dra. Amanda Abe, Cirurgiã Vascular/ Endovascular e Dr. Paulo Salles, Pneumologista

 

Trombose é a formação de coágulo dentro de um vaso, levando ao "entupimento" deste. Existem alguns fatores de risco que podem aumentar a chance de se formar esse coágulo, como, por exemplo, viagens longas, internações hospitalares, pós-operatórios de cirurgias e agora, recentemente, a COVID-19, porque a doença promove anormalidades na coagulação.

Devido a estudos publicados ao redor do mundo sobre o novo coronavírus que confirmaram o aumento de alguns eventos adversos, entre os quais a trombose, também observada após a aplicação da vacina AstraZeneca/Oxford contra a Covid-19,  levantou-se a preocupação quanto aos cuidados e à imunização na população em geral.

“É importante lembrar que não houve nenhum evento tromboembólico relacionado às demais vacinas disponíveis no Brasil e, ainda, que o risco do desenvolvimento de tromboses em pacientes infectados com o novo coronavírus é muito superior que as chances de incidência da doença pela vacinação”, explica a Dra Dania Abdel Rahman, Infectologista do Hospital Albert Sabin de SP (HAS).

“Isso porque a trombose é um evento muito relacionado à COVID-19. Devido ao processo inflamatório sistêmico causado pelo vírus, que predispõe à formação de trombos, observa-se nos pacientes portadores de Covid-19 uma prevalência muito maior de trombose do que na população geral”, completa Dra. Dania.

Apesar de não existir relação específica do surgimento de fenômenos tromboembólicos com determinadas comorbidades, grupos como gestantes e puérperas estão mais propensas a desenvolver trombose, caso tenham COVID-19, pois, a gestação e o puerpério são condições que, por si só, favorecem a doença.

A Cirurgiã Vascular e Endovascular do Consulta aqui (Grupo HAS), Dra. Amanda Abe, explica que já havia a percepção do aumento do número de casos de trombose venosa profunda (TVP) em pacientes com diagnóstico de COVID-19 e, recentemente, um estudo publicado confirmou esse aumento em torno de 14,8%.

“Pessoas com doenças genéticas que levam ao aumento do risco de trombose uso de anticoncepcionais ou reposição hormonal que contenham estrógeno, tabagismo, gravidez, mobilidade reduzida (internações hospitalares, pós-operatório de cirurgias, viagens longas, uso de gesso), idade avançada, câncer, história de TVP prévia, entre outros são fatores que contribuem para essa maior incidência”, comenta a médica.

“Trombose é uma condição em que se formam coágulos nas veias profundas do corpo, geralmente nas panturrilhas ou nos quadris. Os coágulos podem se espalhar e atingir os pulmões, o que pode ocorrer de modo silencioso e, muitas vezes se observa dor no peito, falta de ar repentina, batedeira no coração e até tosse com sangue. É a Embolia”, explica Dr. Paulo Salles, Pneumologista do Consulta Aqui.

Médicos e pesquisadores acreditam que o coronavírus desencadeia um enorme descontrole nas células de defesa que reagem como loucas, agredindo o que tiver pela frente, inclusive os vasos sanguíneos. Uma vez que o vaso foi inflamado pelas próprias células de defesa, o organismo precisa resolver o problema e deflagra a coagulação. Os vasos se enchem de elementos de reparação e de cicatrização como as plaquetas que, nesse estado anormal de coagulação, começam a entupir os vasinhos dos pulmões.  “A pessoa sente a falta de ar, as dores no peito, acelera o coração, porque o tecido normal do pulmão ficou impedido de fazer as trocas gasosas que são vitais para podermos respirar. Cerca de um terço das pessoas internadas nas UTI’s do Brasil desenvolvem esses problemas”, relata Dr Salles.

A presença de manchas nos pulmões chamadas de "vidro fosco" podem ser vistas na tomografia computadorizada de tórax, e denunciam a presença do coronavírus nos pulmões. Tomografias com o uso de contraste podem indicar se há ou não entupimento de vasos importantes da circulação pulmonar.

“O tratamento é realizado com anticoagulantes, oxigênio, antibióticos e corticoides, entre outros. Fisioterapia respiratória, aparelhos especiais para ajudar na respiração como ventiladores mecânicos e ventilação não invasiva são empregados com frequência. Portanto, ao menor sintoma, é muito importante consultar seu médico e fazer o devido acompanhamento”, finaliza o Dr. do Grupo HAS.

 


Consulta Aqui (Grupo HAS):

Rua Barão de Jundiaí, 485 – Lapa - São Paulo – SP

Central de atendimento:  (11) 3838 4669

http://www.consultaaqui.com.br/


Chegada da menopausa: médica alerta para principais sintomas e cuidados

Físicos e psicológicos, os efeitos desta fase podem ser amenizados com tratamento correto e individualizado


Ondas de calor, sudorese, alterações no sono e memória, irritabilidade e transtornos psicológicos, como a depressão, são alguns dos sintomas da menopausa. Esse conjunto de sintomas são efeitos da redução natural de produção de estrogênio, hormônio produzido pelo ovário, que começa a acontecer por volta dos 40 anos, sendo mais frequente entre 48 e 52 anos.

Algumas mulheres apresentam menopausa tardia, até os 65 anos. Segundo a diretora da Higia Clinic, a médica Marcia Simões, esse período que antecede a última menstruação é chamado de climatério: os sintomas aliados a irregularidade menstrual indicam que está perto o dia da última menstruação.

“Outros sintomas, como dores de cabeça, palpitações, diminuição da libido (desejo sexual) e da lubrificação intima, perda de massa óssea, coceiras, aumento da frequência ou dor ao urinar, também podem estar associados ao período”, explica a médica.

Geralmente, o diagnóstico do climatério é clínico. “Avaliamos s sintomas da paciente e identificamos a entrada neste período. Para pacientes com menos de 40 anos, é possível realizar teste chamado FSH (Hormônio Folículo Estimulante), que investiga a atividade dos ovários”, explica.

Como tratamento para os sintomas do climatério e prevenção dos efeitos da falta de estrogênio no corpo, é indicada a Terapia Hormonal, que contribui para a redução das ondas de calor e suores, além de fraturas, câncer colorretal, doença cardíaca coronariana, diabetes e equilíbrio dos níveis de colesterol. “Geralmente aliamos o estrogênio e a progesterona para reduzir sintomas gerais e futuras doenças decorrentes do período”, afirma. “Quando as pacientes relatam falta de desejo e qualidade sexual, a testosterona pode ser usada também”, complementa.

Para alguns casos, como mulheres que já tiveram câncer de mama, doença cardíaca coronariana e infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral – o famoso AVC, histórico de tromboembolismo e doença hepática grave, o tratamento deve ser avaliado individualmente pelo seu médico.

O tratamento exige acompanhamento médico periódico. Cada mulher passará por essa fase de uma forma diferente, por isso é importante manter a visita ao médico anualmente. Márcia Simões lembra que a qualidade de vida influencia diretamente nos sintomas e resposta ao tratamento. “Tenha uma alimentação saudável, beba bastante líquido, reduza o consumo de café e álcool, faça exercícios frequentemente, tome sol e, se preciso, suplemente a vitamina D”, explica. A médica alerta para o cuidado com a saúde mental. “Como a menopausa pode desencadear doenças psicológicas, como a depressão, inclua na rotina ações para aliviar o estresse, como praticar yoga ou um passatempo, meditação, tudo que ajudar a manter a mente mais calma e em paz”, finaliza.


Como o excesso de peso pode afetar os problemas de coluna

Especialista alerta sobre os impactos da obesidade para a coluna vertebral e informa possíveis tratamentos com procedimentos minimamente invasivos.


 

Com a pandemia da Covid-19 muitas pessoas optaram por trabalhar remotamente. Com isso, má alimentação, má postura, sedentarismo e outras alterações de rotina podem ocasionar dor e muitas vezes, problemas de coluna. Uma pesquisa recente do IBGE aponta que mais de 20% da população sofre com problemas crônicos na coluna vertebral.


A obesidade, considerada outra vilã, atinge boa parte da população brasileira, 61,7% das pessoas estão acima do peso, segundo dados do IBGE. O debate sobre os impactos que a obesidade causa no corpo humano é frequente. As consequências podem ser inúmeros outros problemas, como diabetes tipo 2, aumento de triglicérides, colesterol, pressão alta e o surgimento de doenças cardiovasculares.


O que também vem chamando atenção dos médicos são os problemas de coluna causados pelo excesso de peso. A neurocirurgiã, Danielle de Lara, destaca que os danos causados pela obesidade para coluna vertebral são graves, porém, pouco divulgados. “Estudos feitos atualmente nos Estados Unidos, país com maior índice de obesidade, apontam que o excesso de peso causa desalinhamento da coluna, não permitindo que a coluna distribua de forma equilibrada a massa corporal, causando desgaste e problemas graves”, explica.


A médica afirma que alguns desses problemas podem ser tratados com procedimentos minimamente invasivos. “Com o avanço das técnicas minimamente invasivas, diversos problemas de coluna podem ser tratados sem a necessidade de cirurgia aberta ou através de cirurgias menores e/ou menos agressivas. O bloqueio facetário é um destes procedimentos que pode contribuir para a melhora dos sintomas sem a necessidade de cortes ou mesmo de internação”, informa.

A neurocirurgiã ainda esclarece que procedimentos minimamente invasivos são geralmente realizados com o paciente sob sedação consciente e anestesia local. “É seguro e raramente observam-se efeitos colaterais”, afirma. A indicação do procedimento deve ser feita sempre por um especialista neurocirurgião ou cirurgião de coluna.



Danielle de Lara - Médica Neurocirurgiã em atividade na cidade de Blumenau (SC). Atua principalmente na área de cirurgia endoscópica endonasal e cirurgia de hipófise. Dois anos de Research Fellowship no departamento de “Minimally Invasive Skull Base Surgery" em "The Ohio State University Medical Center", Ohio, EUA. Graduada em Medicina pela Universidade Regional de Blumenau. Possui.


Pós covid: por que é tão importante se manter ativo mesmo depois da infecção?

Atividades físicas são fundamentais para a melhora da força muscular, equilíbrio, coordenação motora, imunidade, entre outros benefícios

 

Não é fácil retomar a prática de atividades físicas depois de muito tempo parado. Essa realidade pode ser ainda mais complicada pós Covid-19, pois, muitos ficam com sequelas da doença, como fraqueza, cansaço, falta de ar, dores articulares, entre outras consequências. Contudo, mesmo com todas as dificuldades, os especialistas reforçam a importância de se manter ativo.

Carlos Botelho, coordenador das unidades Lago Sul e Sudoeste, da Bodytech Brasília, destaca que os exercícios físicos são cruciais para a melhora da independência, resistência cardiorrespiratória, força muscular, equilíbrio, coordenação motora, controle das comorbidades, entre inúmeros benefícios. No entanto, ele alerta que antes de retomar ou iniciar uma atividade física é importante fazer uma avaliação médica, e, dependendo do quadro, o programa de exercício físico deve ser adaptado.

"Independente de tudo, o retorno sempre deve ser de forma gradual. Após ter superado o coronavírus, a recomendação geral da Organização Mundial da Saúde é de pelo menos 150 minutos de exercícios aeróbicos leves a moderado por semana, além de duas sessões semanais de treinamento de força, como a musculação", explica.

Segundo Botelho, as academias podem ser as melhores aliadas neste momento de recuperação, pois, dispõem de toda atenção que todos os clientes que retornam às atividades físicas após a contaminação de preocupação com eles, a começar por uma avaliação médica antes do aluno retornar aos treinos. "A partir desta avaliação, nós iniciamos as atividades aeróbicas e de musculação de forma leve. O treinamento aeróbico na percepção subjetiva do esforço de leve a moderado, é de 20 a 30 minutos", afirma o profissional, que destaca: "A musculação, começamos com um programa de exercícios alternados entre os membros superiores com membros inferiores, exercícios multiarticulares e até duas séries por exercício."



Segurança

Thais Yeleni, profissional de educação física, empresária e presidente do Sindicato das Academias do Distrito Federal, Sindac-DF, também fala que a atividade física é fundamental para o paciente pós-covid. Segundo a especialista há estudos que mostram que o Coronavírus traz desdobramentos na saúde até um ano após o seu contágio. "Então, a pessoa que se mantém ativa, com uma boa alimentação, atividade física regular de média a baixa intensidade, e um bom sono, tende a diminuir em até 60% os efeitos do pós-covid", acrescenta.

Thais reforça que o exercício também pode ajudar na prevenção ao contágio da doença. "É mais difícil o contágio para quem tem a imunidade alta, e, caso venha contrair a doença, os desdobramentos são significativamente menores. Estudos científicos comprovam que há 34% menos chances de internações em pessoas fisicamente ativas", aponta.

De acordo com ela, as academias estão seguras e podem ser uma ferramenta de grande importância nos cuidados com a saúde. "Nós seguimos mais de 15 protocolos de segurança. Então, o nosso segmento se preocupou em fazer um protocolo para que realmente as pessoas pudessem estar em um ambiente seguro para continuar cuidando da saúde de todos os alunos, com toda a segurança que a covid exige", relata.

"Fizemos estudos em relação ao nosso segmento, nos tornamos mais seguros do que vários outros ambientes, tais como mercados, farmácias, shopping, lojas, restaurantes, bares, inclusive até o próprio hospital", explica a presidente do Sindac-DF. Ela continua: "temos um estudo que mostra que os protocolos aplicados tornaram o ambiente extremamente seguro. Então nossos protocolos inclusive foram validados, melhorados por infectologistas da USP, baseados em protocolos de outros países que tiveram muito sucesso na retomada das atividades", conclui.



Cuidado com a saúde óssea

O médico ortopedista Henrique Mansur, da Clínica Pedus, explica que com a Covid muitos pacientes ficam longos períodos acamados, e, mesmo os que evoluem com as formas mais leves da doença, permanecem sem realizar atividades físicas por períodos prolongados. Assim, há uma perda de massa muscular, podendo ser mais intensa nos pacientes mais velhos e nos que fizeram uso de corticoides. "É fundamental um retorno gradual à prática esportiva, com avaliação das doenças prévias, bem como do status muscular e possíveis lesões articulares, além do acompanhamento por profissionais qualificados", pontua.

Ele aponta que uma reabilitação individualizada é fundamental para evitar lesões. Além disso, conforme o especialista, é importante a realização de alongamentos e o trabalho da musculatura, com ênfase no Core muscular, que é o grupo de músculos estabilizadores do tronco e estabilizam a coluna. O médico também reforça o cuidado que deve-se ter com as quedas de temperaturas (choque-térmico), principalmente com a chegada do inverno.

Doutor Mansur ressalta que o frio pode gerar piora das dores nas articulações com osteoartrite, e com processos inflamatórios. "Fazer atividade física regular e ‘aquecer’ o músculo ajuda no fortalecimento e melhora da dor", conclui.


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