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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Entenda mais sobre o Novo Pronampe

Lei torna permanente o Pronampe, programa que reduz juros de empréstimos para micro e pequenas empresas

 

No último mês de maio, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o Projeto de Lei (PL) 5.575/2020, de autoria do senador Jorginho Mello (PL-SC), que torna permanente o Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Micro e Pequenas Empresas). O anúncio foi realizado através das redes sociais pelo governante.

De acordo com João Esposito, CEO da Express CTB – accountech de contabilidade - o objetivo é conceder R$ 5 bilhões para micro e pequenas empresas por meio do programa. Valor que pode quintuplicar caso ocorra o patrocínio de bancos públicos e privados “Do total concedido (5 bilhões), 20% deverá ser destinado para o setor de eventos, que foi diretamente prejudicado pela pandemia do Covid-19”, explica.


O Pronampe

O programa, criado em maio de 2020, visa socorrer por meio de empréstimos micro e pequenos empresários que foram prejudicados pela crise econômica gerada pela pandemia do Covid-19.

Os requisitos para se enquadrar no programa são:

1 - Microempresas, com faturamento de até R$ 360 mil por ano;

2 - Pequenas empresas, com faturamento anual superior a R$ 360 mil e igual ou inferior a R$ 4,8 milhões.

Lisiane Queiroga, coordenadora fiscal da Express CTB explica que existem duas opções de linhas de crédito, “de até 30% da receita bruta anual da empresa no ano ou, no caso de empresas com menos de um ano de funcionamento, o limite do empréstimo pode ser de até metade do capital social ou de até 30% a média do faturamento mensal, média essa que é multiplicada por 12 na hora do cálculo”, ressalta.


Taxa de juros

Uma mudança importante no novo Pronampe é o ajuste na taxa de juros, que sofreu um aumento, por isso, é importante o empreendedor ficar atento. “Em 2020 os juros eram de 1,25% ao ano. Em 2021, passará a ser 6% mais a taxa Selic de 3,5%”, reforça Esposito.

 


Express CTB

www.expressctb.com.br

 

A importância da internacionalização das empresas nos dias atuais

Após as duas grandes guerras mundiais, e com o posterior início da Guerra Fria, ocorreu um despertar por parte da humanidade, marcado pela queda do Muro de Berlim. Antes, o foco principal dos governantes era fazer do seu país “o melhor”. Tal ideia custou um preço tão alto às nações idealizadoras, que até mesmo as principais percursoras mudaram o entendimento.

Depois de um dos momentos mais obscuros vividos pelo homem, foram inúmeras as transformações humanitárias vivenciadas. E o mundo comercial também sofreu o impacto. Com a potencialização da globalização e evolução constante das tecnologias, tornou-se ainda mais improvável identificar os países como completamente independentes uns dos outros, constatando-se, de uma vez por todas, que a verdadeira prosperidade não é possível em isolamento autárquico.

O comércio entre os países foi um dos setores mais aperfeiçoados, pois foi identificado, na prática, o ensinamento de Kant: “O espírito do comércio não pode coexistir com a guerra”. 

A transação internacional entre empresas de diferentes países é essencial não só pela necessidade de recursos naturais, mas também porque o comércio internacional é uma condição para que a humanidade mantenha-se pacífica, menos preconceituosa e com a certeza do quanto todos são interdependentes entre si.

No entanto, se o universo empresarial é muito dinâmico em sua esfera interna, imaginemos só a quantidade e velocidade das mudanças vivenciadas pelas companhias que fazem empreendimentos internacionais.

Portanto, é preciso que os administradores de empresas internacionalizadas tenham um jurídico especializado no assunto, para os assistirem, viabilizando soluções pacíficas das controvérsias que venham a surgir, conforme determina o artigo 33, da Carta das Nações Unidas.

Vale ressaltar que, a empresa que deseja se internacionalizar necessita de um planejamento tributário bastante eficaz, de modo a evitar possíveis bitributações e abusos de direito, identificando quais são as maiores vantagens e saídas fiscais, com objetivo de alavancar os negócios.  Além disso, ainda que os interesses das partes mudem, se houver um jurídico apto, pode ser preservado os direitos e obrigações dos membros.

Caso haja organização e orientação adequada, desde os desembaraços aduaneiros até a entrega final do produto, muitos resultados positivos podem ser alcançados, sendo o comércio internacional uma ótima estratégia para os empresários que desejam obter maiores vantagens competitivas, fortalecendo sua marca, aumentando da carteira de clientes e fugindo da sazonalidade.

Melhoras não ocorrem só no âmbito privado, mas também público, dado que o país terá um mercado mais diversificado e competitivo, melhorando a qualidade dos produtos e maior capital de giro nacional.

 


José Santana Júnior - advogado especialista em Direito Internacional e Empresarial e sócio do escritório Mariano Santana Sociedade de Advogados.


VLI suspende circulação da Maria Fumaça a partir desta sexta-feira


A VLI informa que suspenderá, preventivamente, a circulação do Trem Turístico que liga as cidades de São João del Rei e Tiradentes, em Minas Gerais, a partir desta sexta-feira (11). O objetivo é resguardar a saúde da comunidade e dos empregados da empresa, em razão do risco de disseminação do Coronavírus. A medida atende ao Programa Minas Consciente, do governo estadual, que tornou a onda vermelha mais restritiva. Ainda não há previsão para o retorno das atividades.

Os passageiros que adquiriram antecipadamente bilhetes para o passeio poderão solicitar a remarcação da viagem, sem custo adicional; ou o reembolso do valor pago. Para os bilhetes adquiridos pela internet, os procedimentos de reagendamento ou troca deverão ser feitos apenas pelo site. Para os ingressos retirados nas bilheterias, é necessário efetuar a solicitação nos guichês, quando o serviço for retomado.

 

3 Dicas de Marketing Digital para o seu negócio


A pandemia fez com que as pessoas e empresas precisassem ficar ainda mais focadas no mundo dos negócios. Isso fez com que o marketing digital crescesse, para ajudar ainda mais quem ainda vendia serviços e produtos de forma ofline. Para se ter uma ideia, uma das carreiras mais promissoras para 2021 é a de Marketing Digital, segundo a empresa de recrutamento, Robert Half.

 

Por isso, hoje separamos algumas dicas de Marketing Digital para ajudar a alavancar o seu negócio em um mundo com os olhos voltados para o digital:

 

Ainda não tem um site? 

 

Ter um site, além de gerar mais confiança para as pessoas que vão procurar/consumir seus serviços e produtos, também é uma forma de potencializar a sua presença online. Por meio de um site seguro, é possível realizar anúncios no Google Ads, para que o seu serviço/produto apareça nas primeiras páginas do Google, facilitando a chegada de leads.

 

No site, também é interessante incluir uma aba para o blog da empresa, assim é possível criar conteúdos estratégicos que respondam às dúvidas de seu público/consumidores.

 

A chamada estratégia de SEO, também faz com que o seu site fique nos primeiros resultados do Google, mas de forma orgânica, sem custo de anúncios.

 

Intensifique sua presença nas Redes Sociais

 

As redes sociais ganharam ainda mais espaço em 2020, com a alta procura por lives, já que as pessoas estavam mais em casa. Isso fez com que os negócios também pensassem em formas de intensificarem suas vitrines virtuais.

 

Use todas as ferramentas do Instagram, como as lives, stories, posts no feed, reels e IGTV. As hashtags também ajudam para que mais pessoas tenham acesso aos conteúdos.

 

O Linkedin também é uma ótima plataforma para fazer networking e fechar parcerias com possíveis clientes. 

 

Só é preciso entender qual a sua necessidade, quem você quer atingir, qual linguagem o seu público procura e investir na rede social que faz mais sentido para você.

 

Faça parcerias de divulgação

 

Nos últimos anos, os influenciadores digitais ganharam espaços com as plataformas e, para muitas marcas, viraram uma oportunidade de fazer propaganda, por meio da divulgação para seus seguidores.

 

Se você deseja divulgar seu produto e serviço, é importante investir em uma parceria com esses nomes, para que esses seguidores possam ter acesso ao seu negócio. Claro que para isso é preciso fazer uma análise do perfil dos seguidores do influenciador, antes de fechar a parceria.

 

Gostou das dicas? Venha tomar um café com a gente! 

 

 

Beatriz Destefani Augusto - jornalista e sócia-fundadora da Comunica PR, agência de Relações Públicas

 

Crédito e saúde financeira: 9 dicas para melhorar finanças do negócio em tempos de crise

 Diante das incertezas e oscilações do cenário econômico, organização e planejamento são palavras de ordem para donos de micro e pequenos negócios


Ter uma boa gestão financeira é algo fundamental para um pequeno negócio, independente da fase de maturidade da empresa. Em tempos de crise, com cenário de incerteza, essa questão torna-se ainda mais relevante. A última pesquisa de impacto do coronavírus realizada pelo Sebrae mostra que a pandemia acarretou, para a maioria das MPE, uma perda média de 40%  do faturamento. Esse aperto nas contas expõe ainda mais a necessidade de uma boa organização financeira.

O analista de capitalização e serviços financeiros do Sebrae, Weniston Abreu, afirma que é comum ter empresas que, por desorganização financeira, acabam fechando as portas. “É óbvio que a pandemia trouxe novos desafios para os empreendedores. No entanto, ainda temos muitos donos de pequenos negócios que passam por situações difíceis por falta de conhecimento. Questões básicas como fluxo de caixa, planejamento, classificação de despesas, controle de estoque podem literalmente tirar a empresa do vermelho”, alerta.

“Por isso, é fundamental que a pessoa esteja sempre buscando conhecimento. Além do atendimento direcionado, o Sebrae oferece cursos gratuitos, conferências e lives com especialistas no assunto, entre outras iniciativas. Neste mês de junho iremos dedicar grande parte dos nossos conteúdos para o tema crédito e finanças. Vale a pena conferir”, completa Abreu.

Confira a seguir nove dicas básicas para otimizar a sua gestão financeira:


1 –Entenda a necessidade de fazer a organização do seu negócio

O primeiro passo para melhorar a sua gestão financeira em tempos de crise é aceitar que planejamento e organização são as receitas de qualquer empresa bem-sucedida. Muitas vezes, por falta de tempo ou por ter muita experiência no mercado, a pessoa acha que não precisa colocar as despesas e receitas no papel. Em tempos de crises essa ação é essencial. Não se limite na busca por conhecimento nessa área. Obter qualificação em finanças é uma grande dificuldade dos empreendedores, por isso, quanto mais você dominar o assunto, mais vantagem competitiva adquire.


2 – Faça um planejamento estratégico para a crise

Quando falamos em planejamento estratégico, muitas pessoas acham que é algo extenso, cansativo e sem serventia. Dedique-se a realizar essa tarefa, organize-se, coloque no papel os possíveis cenários que sua empresa irá enfrentar e quais serão as estratégias em cada um deles. Reúna todo seu histórico de faturamento, isso irá te ajudar a entender qual sua provisão de receitas e como é melhor agir para superar a crise.


3 - Administre corretamente seu fluxo de caixa

Seja calculando erroneamente os ganhos ou subestimando as perspectivas de gastos, a má administração do fluxo de caixa pode levar a diversos prejuízos, de tempo, esforços e dinheiro. Dentre as alternativas para uma elaboração eficiente de fluxo de caixa está a utilização de softwares de gestão financeira, há muitas opções de baixo custo no mercado.


4 – Classifique as despesas e enxugue os gastos

Faça um levantamento de todas as despesas da empresa, até mesmo aquelas que você considera muito pequenas. Com todo esse mapeamento em mãos, classifique suas despesas em essenciais para o funcionamento e as que podem ser eliminadas. Corte as últimas e renegocie as essenciais.


5 - Evite gastos exorbitantes com folhas de pagamento

A empresa mostra-se mais controlada financeiramente quando gastos com folhas de pagamento não ultrapassam entre 30% e 40% do faturamento. Por isso, é importante que, dentro do planejamento gerencial, seja feita uma reflexão sobre a quantidade realmente necessária de funcionários e sobre suas funções, mesmo porque o gestor deverá manter um fundo de reserva para demissões e custos previsíveis, como 13º salários, férias, entre outros.


6 – Dê uma olhada no que tem em estoque

Em tempos de crise, com quedas no faturamento, é comum que alguns produtos fiquem encostados e demorem um pouco mais a sair da prateleira. Visite seu estoque, reveja o que tem disponível, faça promoções ou alguma ação direcionada para a venda desses itens. Podem ser kit promocionais, vendas de vouchers, promoções, sorteios, entre outras.


7- Separe verbas pessoais das empresariais

Um dos erros mais comuns é a retirada de dinheiro da empresa para uso pessoal ou remanejar verba pessoal para dentro do negócio. Separar a gestão financeira pessoal da empresarial é básico e é algo que deve ser resolvido logo no início do empreendimento.


 8- Se necessário, busque crédito

Se após fazer sua organização financeira e cortar gastos a sua empresa ainda passa por dificuldades para manter o funcionamento, procure saber mais sobre as ofertas de crédito disponíveis no mercado. Esse processo deve ser feito com calma e baseado no controle que já foi realizado antes. Com os recursos financeiros bem claros, você pode entender melhor qual valor precisa para passar pela turbulência. É importante consultar mais de duas opções de crédito, há variação nas condições de concessão, taxas de juros, carência, entre outros.


9 - Pense no futuro

O crescimento da empresa depende, também, das projeções feitas e de quais serão os próximos passos a seguir. Inclusive, a cada novo direcionamento, deve-se propor novos planos estratégicos e táticos. A estagnação surge quando não se sabe para onde ir. Aproveite essa nova fase para investir na digitalização do seu negócio. Melhore seus resultados vendendo online.


Mês do crédito

O Sebrae vai realizar, neste mês de junho, um conjunto de ações voltadas a orientar os empreendedores sobre questões relacionadas ao crédito e à gestão financeira de seus negócios. Uma das iniciativas é o lançamento do portal Radar Financeiro. A página traz uma série de conteúdos interativos sobre crédito e finanças, onde os usuários podem saber mais sobre as diversas opções de crédito existentes no mercado, entender se a empresa precisa – realmente – de um empréstimo, conhecer alguns mitos e verdades que envolvem o tema, além de acessar vídeos, textos e cursos online gratuitos sobre o assunto. Confira também, no Instagram do Sebrae, uma série de eventos online que serão realizados ao longo de todo o mês com especialistas convidados.


Eu posso ser demitido por não utilizar máscara no ambiente de trabalho?

Especialistas explicam se empresas podem demitir trabalhadores que se negam a utilizar máscara no ambiente organizacional.


Em meio a pandemia do Covid-19 é obrigação das empresas deixarem claras todas as regras de segurança. Hábitos como a utilização de máscara, lavar as mãos e adotar o uso de álcool em gel no dia a dia são de suma importância em momentos como esse. No entanto, e aqueles que se recusam a utilizar máscaras no ambiente de trabalho, podem ser demitidos?

De acordo com João Esposito, CEO da Express CTB, “Empregadores podem sim demitir, inclusive por justa causa, profissionais que não cumprem as exigências de segurança da empresa. Na CLT, Consolidação das Leis do Trabalho, uma das hipóteses de justa causa previstas é a indisciplina, que se enquadra nesse caso em que o empregado deixa de cumprir uma regra organizacional”.

No entanto, vale destacar que essa indisciplina só condiz em casos de não uso reiterado. Ou seja, não é possível desligar um funcionário que deixou de utilizar a máscara apenas uma vez. Nesses casos, é necessária uma advertência, que pode ser seguida de uma suspensão, no caso de reincidência.

Para os ambientes de refeições e descansos, fica sob responsabilidade da empresa a adoção de medidas que evitem aglomerações nesses momentos, determinando uma escala de horários, disponibilizando maior número de máquinas e impedindo o que os colaboradores sentem próximos uns aos outros nos refeitórios.

É muito importante para as empresas seguirem as recomendações de prevenção e higiene. De acordo com o STF, Supremo Tribunal Federal, a contaminação por Covid-19 pode ser caracterizada como acidente de trabalho, ou doença ocupacional.  

Caso o empregado tenha sido acometido pela Covid-19 dentro do seu ambiente de trabalho, será necessário comprovar que a organização não cumpria com as regras de prevenção e higiene. “Se for possível reconhecer dados relacionando a doença ao trabalho, o colaborador poderá recorrer ao Judiciário para pedir as indenizações pertinentes”, explica o CEO.

 


Express CTB

www.expressctb.com.br


Seu filho retrocedeu na aprendizagem?

6 dicas para medir o desempenho escolar na pandemia


Um ano após a suspensão das aulas em grande parte das escolas da rede pública e particular, milhões de estudantes contabilizam os prejuízos na assimilação e compreensão dos conteúdos do ensino regular. Presente na maior parte dos estados brasileiros o ensino remoto é hoje a principal alternativa a substituição das aulas presenciais, mas, segundo especialistas, não conseguiu substituir na totalidade o ensino presencial. 

O estudo “perda de aprendizagem na pandemia”, realizado pelo Insper em parceira com Instituto Unibanco, mostrou que ao estudar de forma remota, o estudante aprende efetivamente, em média, 17% do conteúdo de matemática e 38% do de linguagem em relação ao que ocorreria com aulas presenciais. Ainda segundo o levantamento, caso ao longo do ano letivo de 2021, o ensino remoto seja mantido e não ocorra um aumento no grau de engajamento dos estudantes, as perdas deverão alcançar 16 pontos em Língua Portuguesa e 20 pontos em matemática, considerando a escala Saeb – Sistema de Avaliação da Educação Básica.

Com a ajuda da psicóloga e especialista em ginástica para o cérebro, Anizabella de Oliveira Soares, o Método Supera, preparou um guia para você identificar se seu filho está aprendendo menos do que deveria neste segundo ano da pandemia de Covid-19, confira:

  1. Perda de foco com facilidade – Estudar no computador tem, como um dos seus principais desafios a atenção sustentada, ou seja: a capacidade do nosso cérebro de manter a atenção por um longo período. No caso das crianças, considerando seu perfil, próprio para sua idade, o contato físico proporcionado pelas aulas presenciais poderia ser um facilitador da aprendizagem, o que nem sempre acontece com as aulas remotas.
  1. Desinteresse pelo conteúdo escolar – Qual é o nível de interesse que o estudante apresenta pelo que está sendo ensinado? Ao fim do dia ele consegue repassar tudo que aprendeu com facilidade? Se dedica a leituras extraclasse como forma de melhorar sua assimilação? Se a resposta for não e se qualquer outra distração for mais interessante do que a escola, segundo a especialista, é necessário atenção. “Em circunstâncias normais os pais já têm um desafio enorme para que os filhos enxerguem a escola como um algo positivo e agradável e neste contexto, isso é ainda mais desafiador. É claro que as nossas crianças não vão ter o mesmo interesse que tinham quando o ensino remoto começou, mas é preciso estar atento a esse desinteresse porque, se ele aumentar pode romper de forma abrupta o elo da criança com a escola, prejudicando seu desenvolvimento nos anos seguintes”, alertou. 
  1. Dificuldade de reter informação – Um dos primeiros sinais de que algo não vai bem é a nossa dificuldade para reter novas informações, memorizar ou mesmo esquecimento. “Esses pequenos sinais são na verdade alguns alertas de que o corpo não está inteiro naquele processo. Outros fatores também contribuem para que essa criança assimile melhor o conteúdo. A memória gosta de boas noites de sono, alimentação equilibrada, exercícios físicos regulares, interação social de qualidade e ginástica cerebral ou estimulação cognitiva”, pontuou a especialista. 
  1. Estresse no período online – Microfone não funciona, falhas técnicas, acabou de entrar online e já quer sair? Pode parecer que não, mas esses pequenos percalços também são impeditivos para a assimilação do conteúdo e dizem muito sobre o quanto seu filho vai ou não absorver do conteúdo escolar. “Evite ligar o computador minutos antes do início da aula. A nossa tendência é fugir de tudo aquilo que sai da nossa zona de conforto e sair do curso presencial para o curso on-line sem que essa tenha sido a nossa escolha, foge da nossa zona de conforto”, explicou. 
  1. Irritabilidade constante – A irritabilidade é, sem dúvida, um dos sintomas que mais denunciam condições diversas relacionadas à Saúde Mental. No caso específico do ensino remoto durante a pandemia, ela vem acompanhada as incertezas próprias do momento e inseguranças relacionadas ao futuro de curto, médio e longo prazo. “Toda vez que nos irritamos estamos fechando nosso cérebro para coisas boas e novas, como aprender por exemplo. É muito difícil ter uma boa assimilação de conteúdo neste estado”, explicou. 
  1. E por fim, não menos importantes: suas avaliações e notas – Os critérios de avaliação do estudante são um fator importante para medir não apenas o desempenho do aluno na modalidade remota, mas, sobretudo, seu interesse. “Nesta condição atípica, existe um empenho extra dos educadores para que alunos atinjam suas metas e, se isso não acontece, é um forte indício de quem este aluno já está próximo de perder sua conexão com a escola, o que é muito ruim e precisa ser olhado com atenção por pais e educadores”, alertou.

Cansaço no digital

A especialista chama a atenção ainda para o estado emocional de crianças e adolescentes em meio ao cenário cada vez mais digital. “A verdade é que as nossas crianças e adolescentes estão cansados porque não existe mais um limite do digital e do real. A escola é do digital, mas o lazer também é. Isso gera muita ansiedade e um desgaste emocional – sobretudo aos adolescentes que ficam mais isolados, o que impacta na capacidade do cérebro de aprender. Sabemos que  70% do nosso desenvolvimento emocional e cognitivo vem da convivência com o outro e por isso esta população – crianças e jovens, está sofrendo tanto neste momento”, alertou.

A importância de estimular o cérebro da forma correta

Diante deste contexto a estimulação cognitiva se apresenta como uma ferramenta poderosa para ajudar o cérebro de milhões de crianças e adolescentes no processo de recuperação do desempenho e do prazer em aprender.  “Ao estimular o nosso cérebro com ginástica para o cérebro, envolvendo novidade, variedade e grau e desafio crescente, estamos criando uma técnica para que ele volte aos patamares anteriores a pandemia: com mais concentração, atenção, disciplina, foco e trabalhando ferramentas importantes voltadas ao autoconhecimento, o que impacta diretamente nesta grande dificuldade que temos hoje: de voltar a sonhar. Um cérebro estimulado da forma correta é um cérebro mais apto a abraçar as melhores coisas da vida, que certamente virão com a vacinação em massa que se aproxima a cada dia”, concluiu.

Com mais de 350 unidades no país, o método Supera já mudou a vida de mais de 190 mil pessoas utilizando ferramentas exclusivas que atuam diretamente na performance e desenvolvimento cognitivo, através do uso de ábaco, jogos e apostilas em um método de estimulação cognitiva exclusivo no Brasil.

 

Pedidos de recuperação judicial crescem 48,4% em maio, segundo Serasa Experian

 Foram feitas 92 solicitações no período; micro e pequena empresas continuam a ter maior volume de requisições


Os dados da Serasa Experian mostram que o volume de requisições de recuperação judicial aumentou 48,4% em maio/21, com relação a abril do mesmo ano. Foram 92 pedidos no mês, principalmente de micro e pequenas empresas. No comparativo anual, com maio/20, houve queda de 2,1% no total de solicitações, mas as companhias de menor porte foram na contramão e apresentaram crescimento no período, indo de 54 em maio/20 para 60 no quinto mês deste ano.

O economista da Serasa Experian, Luiz Rabi, comenta que o dado segue acompanhando o aumento da inadimplência das empresas, com maior representatividade dos empreendimentos micro ou pequenos. O dado mais recente mostra que elas são 92,4% do total de pessoas jurídicas com contas negativadas. “Os abre e fecha impacta diretamente as companhias menores, que não contam com reservas e enfrentam a redução das linhas de crédito especiais. Por isso, elas ainda patinam na recuperação e são maioria nesses indicadores”, comenta. Na visão por segmento, serviços continua se destacando, com 62 pedidos em maio/21, seguindo por comércio (15) e indústria (12).

As requisições de falências cresceram 58,5% na análise mensal de maio e abril de 2021. Foram 103 pedidos no mês, 70 delas feitas por micro e pequenas empresas. Houve alta também no comparativo com maio/20, de 28,8%. Para ver os dados completos, clique aqui!.

 


Serasa Experian

www.serasaexperian.com.br


Ação em estações do metrô de São Paulo visa conscientizar população sobre a saúde dos olhos

Associação Retina Brasil leva informação por meio de conteúdo interativo nas estações Sé e Luz


De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 80% dos 39 milhões de casos de cegueira no mundo poderiam ser evitados se houvesse diagnóstico médico precoce e tratamento adequado. Por isso, a importância de cuidar da saúde dos olhos deve ser lembrada e reforçada. A Retina Brasil, organização não governamental, formada para apoiar e informar pessoas com doenças da retina e seus familiares, em parceria com a farmacêutica Novartis, promove uma ação, de 7 a 13 de junho, em duas estações de metrô da cidade de São Paulo (SP) com objetivo de conscientização sobre a importância dos cuidados com a visão e visita regularmente ao médico oftalmologista.

Em instalações nas estações da Sé e Luz, serão exibidos vídeos alertando sobre os sintomas das Distrofias Hereditárias da Retina (DHRs) e quais são os sinais aos quais devemos ficar atentos. Voluntários da Retina Brasil também estarão à disposição da população para esclarecer dúvidas. As pessoas que participarem terão a oportunidade de entender como é a visão de quem tem a doença através de um modelo de óculos (individual e descartável) que simula os sintomas visuais.   

“Existem várias doenças dos olhos que são silenciosas e quando se tornam perceptíveis podem já ter comprometido parte da visão. O oftalmologista é o aliado na prevenção de doenças oculares”, afirma Dra. Juliana M Ferraz Sallum, Professora Afiliada do Departamento de Oftalmologia da Unifesp.  

"As doenças hereditárias da retina são pouco conhecidas e a campanha que desenvolvemos não vai só dar visibilidade a essas condições, mas também ajudar quem tenha algum dos sintomas a procurar um especialista e, se for o caso, ter um diagnóstico precoce", completa Maria Julia Araújo, Presidente da Retina Brasil.

 

Doenças Hereditárias da Retina (DHRs)

As Doenças Hereditárias da Retina (DHRs)1 são um grupo de doenças oculares raras com diferentes padrões de herança genética e que, apesar de não provocarem alterações na estrutura do olho, provocam a degeneração das células da retina, causando a perda progressiva da visão. Os sintomas mais comuns são dificuldade de enxergar à noite, perda de sensibilidade luminosa, perda de nitidez ou clareza da visão, dificuldade de adaptação a diferentes níveis de luz e movimentos oculares involuntários (nistagmo). Saiba mais: https://conteudos.novartis.com.br/pt-br/distrofias-hereditarias-da-retina

 

Serviço

Campanha de conscientização sobre saúde da visão

Local: Estações do metrô Sé e Luz – São Paulo (SP)      
Data:
7 a 13 de junho
Dias 7 e 8/06 - (2ª e 3ª) - das 14h00 às 18h00 
Dias 9, 10 e 11/06 - (4ª, 5ª e 6ª) - das 8h00 às 12h00 
Dias 12 e 13/06 - (Sáb e Dom) - das 12h00 às 16h00

 

Novartis

www.novartis.com.

 

Ferramentas legítimas armadas para ransomware em 2021

À medida que os operadores de ransomware aumentam seus arsenais de armas, as empresas correm um risco, cada vez maior, de sofrer graves consequências desses ataques. Organizações que são afetadas por ransomware normalmente têm perdas financeiras na ordem de milhões, além de experimentarem a inacessibilidade e até mesmo a exposição de dados confidenciais.

A maioria dos ataques recentes utilizou técnicas de dupla extorsão, em que os hackers criptografam os arquivos de uma empresa e vazam seus dados para o público. Tudo leva a crer que em 2021 os ataques do tipo ransomware serão uma ameaça ainda mais preocupante, à medida que se tornarão mais direcionados.

Os cibercriminosos também continuarão a usar ferramentas legítimas para facilitar e aumentar os ataques de ransomware. Por si só, essas ferramentas não são maliciosas. Muito pelo contrário, elas ajudam na pesquisa de segurança ou aumento da eficiência dos programas. No entanto, como muitas outras tecnologias, os cibercriminosos encontraram uma maneira de explorá-las, tornando-as um componente típico de campanhas de ransomware e de outros ataques cibernéticos. O Centro Nacional de Segurança Cibernética do Reino Unido (NCSC) publicou uma lista dessas ferramentas em um relatório.

O uso de ferramentas legítimas para campanhas de ransomware é atraente por várias razões. Primeiro, como não são maliciosas em si, elas podem escapar da detecção. Outro fator é que essas ferramentas são de código aberto e, portanto, podem ser acessadas e usadas pelo público, gratuitamente. E, por último, são como uma faca de dois gumes, já que ao mesmo tempo que beneficiam os analistas de segurança com seus recursos, são usadas pelos cibercriminosos, como vantajosas armas de ataque.

A presença de ferramentas legítimas “amadas” deve ser detectada para que as equipes de segurança possam interromper uma campanha de ransomware e resgatar os seus rastros. No entanto, isso é mais fácil de dizer do que fazer, pois essas ferramentas podem se disfarçar de várias maneiras. Uma delas é por meio de recursos usados para implementar as técnicas de evasão. Cibercriminosos também podem alterar o código dessas ferramentas para ajustar as partes que desencadeiam soluções antimalware.

Além disso, quando vistas a partir de um único ponto de entrada (por exemplo, se olharmos somente a partir do endpoint), as detecções podem parecer benignas, mesmo quando deveriam fazer o alarme soar. O que não ocorreria se fossem vistas de uma perspectiva mais ampla e com maior contexto em relação a outras camadas, como e-mails, servidores e workloads em nuvem.

No rastreamento de ameaças, as organizações estariam melhor protegidas se dependessem não apenas de detecções de arquivos e hashes, mas também do monitoramento do comportamento em camadas.

As soluções de defesa para plataformas que centralizam alertas de risco fornecem maior visibilidade e poder de detecção porque correlacionam as diferentes camadas (endpoints, e-mails, servidores e workloads na nuvem), garantindo que nenhum incidente significativo passe despercebido. Isso permite uma resposta mais rápida às ameaças antes que elas possam causar qualquer dano real ao sistema.

 


Janus Agcaoili - Threat Research Engineer da Trend Micro


Earle Earnshaw - Threat Research Engineer da Trend Micro


Queda de árvores durante a seca na cidade de São Paulo está ligada a manejo inadequado, sugere estudo

 Conclusão apresentada na revista Trees, Structure and Function se baseia no mapeamento de 7 mil ocorrências registradas ao longo de três anos na capital paulista. Na estação chuvosa, a perda da vegetação de rua é influenciada principalmente por fatores climáticos, como chuva, temperatura e rajadas de vento (foto: Divisão de Arborização Urbana da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente)

 

A cidade de São Paulo, a maior e mais populosa da América Latina, registra diariamente queda de árvores, concentrada em meses de chuva e provocada, principalmente, pelos efeitos da temperatura, rajadas de vento e precipitação. No período seco, no entanto, essas ocorrências não estão diretamente ligadas a efeitos climáticos, mas sim à falta de manejo e de condições adequadas para a sobrevivência da vegetação de rua.

Essas constatações estão em estudo publicado por um grupo de pesquisadores brasileiros na edição especial Urban Trees da revista científica Trees, Structure and Function. A investigação teve apoio da FAPESP por meio de dois projetos (19/08783-0 e 20/09251-0).

Pela primeira vez, os cientistas analisaram dados diários de queda de árvores na cidade e identificaram cerca de 7 mil ocorrências em três anos. Ou seja, São Paulo perdeu 1% de suas árvores viárias no período, o que representa, em média, pouco mais de 6,2 quedas por dia. A maior concentração de casos ocorreu em 29 de dezembro de 2014, quando foram registradas 337 quedas em 24 horas no município, levando ao inédito fechamento do Parque do Ibirapuera em decorrência da derrubada de árvores provocada pela chuva.

Consideradas peças-chave no processo de recuperação da qualidade ambiental nos grandes centros urbanos, as árvores desempenham importante papel não só no sequestro de carbono, ajudando a mitigar efeitos do aquecimento global e da poluição, como também contribuem para reduzir impactos negativos de inundações e enchentes, seja pelo aumento da área de solo mais permeável ou pela capacidade de interceptar parte do volume das chuvas, diminuindo a velocidade e a quantidade de águas escoadas superficialmente.

“Das 652 mil árvores de rua de São Paulo, 7.034 caíram entre 2013 e 2016. As análises revelaram que a queda é impulsionada por temperatura, precipitação e rajadas de vento, sendo que esses dois últimos fatores podem apresentar efeitos retroativos, provocando a derrubada das espécies alguns dias depois do registro do evento climático. Porém, tais associações com o clima não foram observadas na estação seca, apesar de ainda registrar árvores caídas nesse período, confirmando problemas no manejo e as inadequadas condições”, resumem os pesquisadores no artigo.

Os dados utilizados no estudo foram obtidos no Centro de Gerenciamento de Emergência da Prefeitura de São Paulo. Não há, no entanto, informações sobre a localização exata dos casos. Os pesquisadores fizeram uma análise da relação entre o clima e a queda diária de árvores no município, avaliando não só o efeito imediato como também o impacto da chuva e do vento alguns dias depois de registrado.

“Quando o volume de chuva é grande, a árvore retém muito mais água, o que aumenta seu peso. Adicione a isso o fato de que grandes quantidades de água no solo reduzem o atrito com as raízes, aumentando a probabilidade de queda. Porém, se a terra está muito encharcada, o aumento de peso do solo compensa a perda do atrito e a árvore pode não cair no momento da chuva. Conforme vai secando, o peso do solo diminui, sem aumentar o atrito, e ela pode cair”, explica Giuliano Locosselli, pesquisador do Instituto de Botânica e coautor do artigo.

O trabalho também contou com a participação do professor Marcos Silveira Buckeridge, do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (IB-USP), e da engenheira agrônoma Priscilla Cerqueira, diretora da Divisão de Arborização Urbana da Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.

Segundo Locosselli, os resultados mostram que o efeito do clima está concentrado na estação chuvosa. “Na seca, existem árvores caindo sem causa climática aparente. Isso é um indicativo de que elas estão sofrendo com a falta de cuidado e problemas estruturais que ocorrem há algum tempo”, afirma, em entrevista à Agência FAPESP.

Entre esses problemas ele aponta, por exemplo, podas realizadas de maneira incorreta ou que afetam a estrutura e o equilíbrio da planta; calçadas que estrangulam e dificultam o desenvolvimento das raízes e a falta de espaço para o crescimento das árvores.

“As árvores com uma gestão deficiente são vulneráveis a cair, mesmo sem nenhuma causa climática aparente. Já a vegetação senescente (em processo de envelhecimento) pode cair por sua capacidade reduzida de fotossíntese, enraizamento, crescimento e pouca resistência a patógenos, que aproveitam as condições do clima urbano para reprodução e desenvolvimento. Portanto, não é incomum encontrar árvores em condições ruins, que podem cair sem razão aparente”, escrevem os pesquisadores.

Para Cerqueira, um dos resultados importantes do trabalho foi apontar o papel do efeito tardio de chuvas e rajadas de vento na queda. “Quem está na linha de frente da prefeitura e acompanha a situação no dia a dia sabe que há registro de queda o ano todo, mas considerávamos o período de seca dentro da normalidade. É importante o resultado do estudo apontar esse efeito tardio da condição climática. Agora temos que pensar em ações a serem adotadas imediatamente após os dias de chuva forte e de vento para minimizar os riscos de queda e, se acontecer, estar preparado para atuar”, diz a diretora da Divisão de Arborização Urbana.

A pesquisa não avaliou o impacto direto da idade nem da poluição na saúde das plantas. Contudo, Locosselli afirma que o fato de um grande número de árvores em São Paulo ter sido plantado nos anos 1950 e 1960 contribui para a vulnerabilidade e probabilidade de queda.

Já em relação à poluição do ar, um artigo publicado em 2019, também com a participação do pesquisador, apontou que poluentes atmosféricos restringem o desenvolvimento de tipuanas (Tipuana tipu) – uma das espécies mais comuns na capital paulista, interferindo nos serviços ambientais por elas prestados (leia em agencia.fapesp.br/30238/).

Sugestões

O estudo aponta entre as ações necessárias para preservar as árvores de rua em São Paulo a adoção de planos de manejo para o plantio que levem em consideração a biologia das diferentes espécies, sua resiliência às condições climáticas extremas e as características da infraestrutura local.

Sugere ainda a implantação de programas de monitoramento das condições das árvores com base em indicadores e de projetos educacionais para que as decisões sejam tomadas pelas autoridades com o apoio da população, baseadas em dados técnicos e científicos.

Cabe à Prefeitura de São Paulo a competência legal para manejar as árvores de ruas, o que inclui o plantio, a garantia da saúde fitossanitária, poda e substituição quando necessário. De acordo com a Lei Municipal 10.365/87, o manejo das árvores nas ruas é realizado por empresas terceirizadas contratadas pelo poder público. A companhia de eletricidade também tem autorização para adaptar a copa das árvores à presença dos cabos de energia.

Segundo Cerqueira, a Prefeitura de São Paulo lançou, em setembro de 2020, o Plano Municipal de Arborização Urbana, um instrumento que “define o planejamento e a gestão da arborização no município para os próximos 20 anos visando ao aumento da resiliência da cidade às mudanças climáticas, à qualificação da paisagem e à satisfação da população”.

“Vários pontos destacados no estudo em relação aos aspectos de manejo e plantio convergem com problemas diagnosticados no Plano Municipal. Para cada um deles, o documento da prefeitura detalha os programas e ações previstos para os próximos anos”, explica a diretora da Divisão de Arborização Urbana.

No prazo de cinco anos, quando o plano passará pela primeira revisão, há ações prioritárias, como elaborar um protocolo de análise de risco de queda e um projeto emergencial de manejo, incluindo a revisão dos planos contratados com as empresas terceirizadas e do convênio da prefeitura com a concessionária de energia elétrica para tentar reduzir a quantidade de podas, evitando acúmulo de danos nas árvores.

“A população está mais atenta com a arborização e tem participado cada vez mais. Quando cai uma árvore, principalmente depois de chuvas, o aumento de chamadas é considerável. Pretendemos aperfeiçoar o material técnico destinado à população”, diz Cerqueira.

Com mais de 12 milhões de habitantes, São Paulo tem uma área de 1.521 quilômetros quadrados e clima subtropical. Cerca de 75% das ruas da cidade têm árvores de várias espécies nativas, incluindo algumas da Mata Atlântica, e exóticas, porém, estão concentradas em bairros mais centrais. Ampliar os bairros com arborização também é um dos focos do Plano Municipal.

Próximos passos

Locosselli disse que já começou um novo trabalho com Cerqueira e outros colegas, em que estão analisando dados disponíveis a partir de 2012 referentes a 30 mil árvores da cidade de São Paulo, geolocalizadas.

“Agora vamos estudar o local da árvore para entender como o ambiente e o entorno influenciam a queda. São 19 variáveis, incluindo, por exemplo, poluição; largura e inclinação da calçada; características climáticas; altura de edificações. Deve ficar pronto até o segundo semestre”, completa.

O artigo Climate drivers of tree fall on the streets of São Paulo, Brazil, dos pesquisadores Giuliano Maselli Locosselli, Augusto Akio Lucchezi Miyahara, Priscilla Cerqueira e Marcos Silveira Buckeridge, pode ser lido em https://link.springer.com/article/10.1007/s00468-021-02145-4.


Luciana Constantin

Agência FAPESP 

https://agencia.fapesp.br/queda-de-arvores-durante-a-seca-na-cidade-de-sao-paulo-esta-ligada-a-manejo-inadequado-sugere-estudo/36067/


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