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sábado, 4 de julho de 2020

Confira dicas para melhorar o temperamento em dias ruins


O youtuber e produtor de conteúdo Brancoala oferece algumas recomendações para que os momentos de tristeza sejam menos impactantes


Todas as pessoas já enfrentaram algum dia em que as coisas simplesmente não estavam boas. Com a quarentena e o distanciamento social, esse sentimento pode ser ainda mais intenso, gerando desconforto e chateação. Além disso, pequenas situações do cotidiano também influenciam na maneira como as pessoas se comportam, então até mesmo ler ou assistir o noticiário pode ser responsável por alguma tristeza.

Nesse momento, é fundamental separar algum tempo para si mesmo, desenvolver hábitos e fazer atividades que gerem satisfação e menos ansiedade com toda essa situação. Para isso, o Youtuber Brancoala e a sua família recomendam diversas ações que podem melhorar o aspecto desses dias. “Com as crianças é ainda mais difícil ficar parado ou ser introspectivo nessas horas, mas isso existe e tentamos lidar da maneira correta, fazendo coisas que melhorem a situação ou amenizem esses sentimentos”, relata o produtor de conteúdo.

A maior parte dessas atividades é simples de fazer e não requerem muito esforço, mas é necessário força de vontade para sair de um estado de tristeza profunda para criar uma outra realidade. Confira algumas dicas de Brancoala:


Afaste-se do que não está te fazendo bem: existem alguns hábitos que podem prejudicar a sua saúde mental, desde ler notícias até conversar com alguém que não faz bem ter por perto. Quando percebidos, o ideal é que esses costumes sejam cortados para evitar maiores desgastes.
Para o youtuber, ainda que não seja possível se afastar totalmente, criar uma distância ou pausa nesse hábito pode ajudar nesse processo. “Dessa forma, ao invés de permitir que o mal estar seja corriqueiro, conseguimos criar espaço para outros sentimentos”, explica.


Seja vulnerável: não há problema nessa sensação e muitas vezes é importante se ouvir e até mesmo desabafar ou procurar ajuda. Além disso, é essencial ter em mente que uma pessoa forte não é uma pessoa sem emoções.


Faça coisas que te façam sentir bem: muitas vezes, no cotidiano e especialmente devido a esse período algumas pessoas podem deixar de lado práticas que antes eram algo divertido, desde dar uma volta pelo quarteirão, a cozinhar ou comer algo que gosta. Nesses momentos, é fundamental se colocar em uma posição confortável, então realizar essas atividades pode ser primordial para se sentir mais feliz.

Uma boa maneira de fazer isso é também buscar por exercícios físicos que se encaixem no dia a dia e no gosto pessoal, afinal eles liberam endorfina, o hormônio que é responsável por deixar as pessoas mais felizes.


Tenha um momento de autocuidado: cuidar de si mesmo é essencial mesmo quando não há qualquer sentimento envolvido, pois age como uma manutenção do corpo e da mente.

“É bem possível que durante o dia a dia e até na quarentena, quando parece que há tempo de sobra, não haja um momento para cuidar da própria cabeça. Mas é fundamental se lembrar que só é possível equilibrar o que há ao redor quando está tudo bem por dentro”, finaliza Branco. 





Brancoala
instagram @brancoala


sexta-feira, 3 de julho de 2020

ONG ADOTE UM GATINHO REALIZA ARRAIAL #FIQUEEMCASA EM PARCERIA COM A ROYAL CANIN®




Para ajudar na arrecadação de fundos para a ONG, a marca líder em alimento super premium para gatos e cães, doa 180 kg de alimentos para a ONG e kits para contribuintes da arrecadação de fundo de apoio ao projeto



No próximo domingo, dia 05 de julho, a ONG Adote um Gatinho, uma das principais no Brasil a resgatar, cuidar e buscar um lar para gatos abandonados, realizará a 6ª edição do seu Arraial – desta vez de forma virtual. Será uma live a partir das 15h, no canal do Youtube @videosadoteumgatinho, que contará com tour pelo abrigo, barraca do beijo nos gatinhos da ONG, brincadeiras, novos produtos disponíveis no e-commerce, sorteios especiais, quadrilha, além de comidinhas como hot dog vegano à venda pelo iFood e para retirada.

A ROYAL CANIN®, marca referência em Nutrição Saúde para gatos e cães, e parceira da ONG, além de patrocinar o evento, doou mais de 180 kg de alimentos para os gatinhos da ONG  e presenteará todas as pessoas que comprarem o “Arraial na Caixa” – um kit de comidas típicas criado para angariar fundos para a AUG. Cada kit conta com alimento ROYAL CANIN® para Gatos Castrados, bolinha cat nip e pasta documento para controle de vacinação.

Além da compra de produtos na lojinha da ONG, uma outra forma de ajudar é doando R$ 70,00 por meio da campanha “Aqueça um Gatinho”. O dinheiro é para a compra de uma mantinha e três sachês para os gatinhos assistidos pela AUG. Basta depositar o valor e encaminhar o comprovante para aquecaumgatinho@adoteumgatinho.org.br e o doador fica sabendo qual gatinho foi ajudado.

“A missão da Royal Canin é fazer do mundo um lugar melhor para os pets oferecendo saúde através da nutrição. Apoiar iniciativas tão bacanas como esta, só reforça nosso compromisso com a causa animal e com o sério trabalho realizado por ONGs como a Adote um Gatinho. O momento é de solidariedade e não poderíamos ficar de fora.”, conta Ana Cristina Pinheiro, Gerente de Marketing da Royal Canin Brasil.

SERVIÇO | ARRAIAL #FIQUEEMCASA DA ONG ADOTE UM GATINHO
·        Data: 05/07/2020, próximo domingo
·        Horário: a partir das 15h
·        Local: Canal do Youtube @videosadoteumgatinho



Como ajudar a Adote Um Gatinho:É possível ajudar a Adote Um Gatinho ao acessar o site ou enviando um e-mail para  informacoes@adoteumgatinho.org.br
Pedidos de ajuda a gatinhos abandonados devem ser enviados para
resgates@adoteumgatinho.org.br   


ROYAL CANIN®



Doações recuam e campanha #FomeZeroLuz encontra dificuldade para atender famílias em julho


Distribuição das cestas básicas para os moradores da região em situação de vulnerabilidade cadastrados pela campanha acontece entre os dias 6 e 10 de julho. Até o momento, a Cia. Luz do Faroeste conseguiu juntar apenas metade do necessário para abastecer as mil famílias assistidas


No próximo dia 6 de julho, Paulo Faria, diretor da Cia. Luz do Faroeste e idealizador do #FomeZeroLuz, dá início à distribuição das cestas básicas que vão abastecer as famílias beneficiadas durante o mês de julho. Contudo, esta é a primeira vez desde o início da ação, em abril, que às vésperas da data agendada para as entregas, ainda não foi possível coletar a quantidade necessária de mantimentos para atender a todos os cadastrados na campanha.

“Desde que iniciamos a campanha, recebemos muito apoio e nunca nenhuma das famílias ficou desassistida. Porém, para julho, conseguimos arrecadas apenas a metade das doações, até o momento”, conta Paulo Faria. Acredito que, pela quarentena estar se estendendo mais do que imaginávamos, a situação das pessoas e das empresas estão começando a ficar mais delicada e isso começa a refletir nas ações de solidariedades, tão festejadas quando tudo isso começou. Mas ainda não desistimos, e estou contando com a ajuda de todos nossos amigos e instituições parceiras na busca por doações”.

A campanha “FomeZeroLuz” tem como missão erradicar a fome na região, que tem suas ruas, pensões e cortiços totalmente ocupados por famílias em total vulnerabilidade, principalmente em um momento como este. “Basta acompanhar a imprensa e as redes sociais que é possível perceber como a situação fez aflorar o egoísmo e a intolerância em uma grande parcela da população. Logo o Brasil que tem uma dívida enorme, escandalosa, com a pobreza e o racismo, segue, descaradamente, fazendo jus a essa história tão triste e revoltante”, diz Paulo Faria, idealizador da ação e que já tem um histórico de trabalhos sociais na região onde, propositalmente, fica a sede de seu grupo de teatro.

“Estão distribuindo cestas básicas no teatro”, correu a notícia por todo o entorno e, em pouco tempo, já eram mais de mil famílias cadastradas, cerca de quatro a cinco mil pessoas, que estão colocando alimento em suas mesas graças à Cia. Pessoal do Faroeste. Para se ter algum controle de que as doações seguiriam realmente para o seu propósito, criou-se a regra de que apenas as mulheres poderiam retirar os mantimentos (com algumas exceções analisadas caso a caso). Moradoras de rua, prostitutas, travestis e viciadas que, antes de qualquer rótulo, são em sua grande maioria mães.

A campanha foi ganhando apoio enquanto Paulo divulgava cada passo da ação, e seus relatos quase como um diário, nas redes sociais. “Foi por meio da internet que as pessoas conheceram nosso trabalho, resolveram ajudar com suas doações e ajudando a divulgar a campanha. Infelizmente, o retorno caiu muito agora em julho”, conta Paulo. E foi assim, que as quatro atrizes que já fizeram parte de projetos da Cia. Luz do Faroeste também souberam da iniciativa e se tornaram madrinhas da #FomeZeroLuz.


Atrizes como madrinhas da campanha

Assim que Paulo Faria começou a dar seus primeiros passos na intenção de ajudar pessoas da região que, com a quarentena, ficaram totalmente abandonadas, recebeu muito apoio. Foi assim, que quatro grandes atrizes que já brilharam no palco que hoje serve de depósito para as doações se tornaram madrinhas da campanha #FomeZeroLuz: Mel Lisboa, Thais Dias, Leona Jhovs e Fernanda Capobianco.

“Estou extremamente grato às minhas quatro amigas irmãs. E tenho certeza que, assim como elas se sensibilizaram com a causa, outras virão e conseguiremos por mais um mês garantir comida na mesa de quem precisa”, conclui Paulo.


Doações e Voluntários
Doações de Alimentos e produtos de higiene pessoal podem ser entregues pessoalmente: Teatro Cia. Pessoal do Faroeste – Rua do Triunfo, 301/305 – Próximo à Estação da Luz.
Doações em dinheiro com depósito em conta:
Banco Bradesco (Conta PJ)
Ag.: 0614-9
C/C: 0451-0
CNPJ: 19.758.255/0001-46
Benef.: Paulo R Faria P


A campanha #FomeZeroLuz também conta com a ajuda de voluntários para ajudar no trabalho de distribuição das cestas básicas que, em julho, acontecem do dia 6 ao dia 10 (segunda a sexta), no período da manhã, das 11h às 14h, e no período da tarde, das 15h às 18h.

Interessados em ser voluntários devem se apresentar até o horário de início do período de trabalho escolhido, 11h ou 15h. Durante a atividade fica difícil da equipe conseguir dar atenção e orientar sobre a atividade, o movimento é bastante intenso.

A distribuição das cestas básicas do #FomeZeroLuz acontece no Teatro Cia. Pessoal do Faroeste – Rua do Triunfo, 301/305 – Próximo à Estação da Luz.
Uma hora antes do horário de início da atividade a equipe da companhia já estará no espaço para orientações e distribuição do equipamento de segurança (máscaras N95, luvas e álcool gel).


Sobre a Cia Pessoal do Faroeste

Em 2020 o Pessoal do Faroeste completou 22 anos. A companhia de teatro tem tido como fonte de pesquisa a vida social e política do povo brasileiro por meio de seu imaginário popular e de sua cultura, e com um olhar especial à cidade de São Paulo, especificamente o centro, onde tem a sua Sede Luz do Faroeste.

Com o objetivo de realizar trabalhos artísticos que reflitam momentos históricos da sociedade brasileira, a proposta é produzir intervenções que valorizem a cidade, o centro de São Paulo e a rel Santo Dias ação de pertencimento com a região. É nela que se desenvolvem os projetos e a contribuição para o espaço urbano. A Cia Pessoal do Faroeste ganhou o Prêmio Shell em 2014, na categoria Inovação pelo trabalho de ocupação e intervenção social e artística que contribui para transformação urbana da região da Luz. Em 2019, o diretor Paulo Faria recebeu da ALESP O 23o Prêmio Santo Dias em Direitos Humanos.

#FomeZeroLuz – Cia. Pessoal do Faroeste
Informações e doações: pessoaldofaroeste@gmail.com
Pessoalmente: Teatro Cia. Pessoal do Faroeste – Rua do Triunfo, 301/305 – Próximo à Estação da Luz.


Os sete erros do uso das máscaras de proteção



As máscaras de proteção tornaram-se fundamentais no combate à pandemia do novo coronavírus; aprenda a usá-las de forma correta


Praticar o distanciamento social e lavar as mãos com frequência são as medidas mais efetivas para prevenir o contágio do novo coronavírus, mas o uso de máscaras de proteção também vem provando ser um hábito importante para o combate à pandemia.

As máscaras de proteção são especialmente importantes para prevenir que pessoas infectadas espalhem o vírus, por meio de partículas de saliva ou de secreção expelidas ao tossir ou espirrar. Por isso, o uso de máscaras de proteção é considerado hoje não só uma forma de cuidado pessoal, mas um ato de respeito ao próximo.

Para uma proteção eficaz, é essencial que as máscaras sejam usadas corretamente. Confira os erros mais comuns no uso das máscaras e como corrigi-los.


Erro: não higienizar as mãos antes de colocar a máscara de proteção

Nunca toque a máscara de proteção antes de lavar as mãos, ou você corre o risco de contaminá-la antes mesmo de sair de casa. O primeiro passo para um uso seguro é colocar a máscara de proteção somente após essa higienização.


Erro: deixar o nariz descoberto

A máscara de proteção deve proteger bem o nariz e a boca, cobrindo também o queixo. Certifique-se de que o tecido fique bem ajustada ao rosto, sem que fiquem vãos largos nas laterais.


Erro: tocar a máscara de proteção para ajustá-la ao rosto

Evite ao máximo tocar na máscara de proteção. Caso precise arrumá-la, nunca toque a parte de tecido. Manuseie somente as alças para ajustá-la, assim você evita contaminá-la com as mãos.


Erro: achar que o uso da máscara de proteção é suficiente para se proteger

Mesmo com o uso de máscaras de proteção, é fundamental continuar respeitando as medidas de prevenção ao contágio: manter uma distância segura de outras pessoas ao sair de casa e jamais tocar o rosto com as mãos antes de lavá-las.


Erro: usar a máscara de proteção apenas na presença de outras pessoas

Mesmo que não haja outras pessoas por perto, usando a máscara de proteção você evita que possíveis gotículas infectadas contaminem as superfícies com as quais entrou em contato. Lembre-se de que boa parte das pessoas infectadas pelo novo coronavírus não apresentam sintomas. Por isso, ao sair sem máscara de proteção, você pode estar colocando outras pessoas em risco sem saber.


Erro: retirar a máscara de proteção sem cuidado

Assim como deve-se lavar as mãos antes de colocar a máscara de proteção, é muito importante repetir esse processo ao retirá-la. Ao voltar da rua, coloque a máscara de tecido imediatamente para lavar e higienize bem as mãos em seguida. No caso de máscaras descartáveis, faça o descarte adequado no lixo comum.


Erro: achar que o uso dentro de casa não é necessário em nenhuma situação

Em geral, não é preciso usar máscaras de proteção dentro de casa se você estiver em contato apenas com quem mora no mesmo local. Porém, se uma das pessoas apresentar qualquer suspeita de infecção pelo novo coronavírus, o uso por todos os moradores torna-se fundamental. O doente deve manter-se isolado em um cômodo próprio, na medida do possível, e qualquer contato com outras pessoas da casa deve ser feito com ambos protegidos pela máscara.





Extrafarma


Oração aos insensatos.



Começo dizendo que, na verdade, nem sei orar. E não foi por falta de empenho de meus pais que se desdobravam para que eu soubesse que há uma metafísica, nem do Padre com suas prédicas e nem do Rabi com seu balanço e sua voz monótona. Nunca consegui aprender, nem mesmo aquelas  rezas decor que saem sem querer de nossas bocas em momentos solenes, como velórios ou ameaças de cataclismas. Eu só movia os lábios enquanto pensava que após a liturgia haveria algo para comer.  

No entanto, nesses tempos em que vivemos, quando penso nos insensatos, não sei como mas penso em forma de oração, querendo dirigir palavras para eles, rogando para Alguém que eles escutem. Sim, é fato, pode não existir esse Alguém, ou existir e não ouvir bem, ou ouvir tanto que tudo vira um ruído em seus ouvidos, ou então estar tão longe que nossos apelos não O alcançam ou estar simplesmente com um fone de ouvidos curtindo uma playlist celestial. Não importa. Quero orar.

Oro para os insensatos porque seu egoísmo deve ser um peso enorme sobre seus ombros. Carregar um enorme Eu em torno do qual o mundo vive e respira, as coisas acontecem ou deixam de acontecer, tudo para afeta-lo ou prejudica-lo ou impedi-lo de seu sucesso que ninguém reconhece porque são todos….egoístas, menos ele, que sofre porque há um mundo que conspira e agora isso, as pessoas não percebem que seu negócio ou até seu emprego está em risco, e a casa está um lixo porque a empregada que já corre tantos riscos, agora diz que tem de cuidar da família, imagina, e a família dele, como que fica, as férias arruinadas, as crianças em casa sem ter o que fazer, são jovens, saudáveis, e não há um único lugar para se ficar em paz, é um inferno, isso tem de acabar porque não aguento mais. 

Oro para os insensatos porque sua inconsequência deve obriga-los a viver com os olhos sempre bem fechados, ignorando tudo que não sejam pessoas com olhos arregalados e ouvidos atentos ao seu sofrimento e às suas perdas e seus adiamentos porque as pessoas são covardes e burras por não ouvir suas explicações definitivas.

Oro para os insensatos porque sua raiva deve fazer mal pra pele, dar enxaqueca, azia, perturbações no sono; oro para os insensatos porque eles estão sempre querendo ir para outro lugar no qual enfim eles serão compreendidos e viverão entre os seus, mas esse lugar não existe, pelo menos não existe fora deles.

Oro pelos insensatos porque eles não se sentem culpados por nada e sempre acham  a quem responsabilizar não só pelo que acontece com eles mas também com o que acontece por causa deles, afinal “classificamos de barbárie o que é alheio aos nossos costumes”.

Oro pelos insensatos porque eles me verão e virarão o rosto ou apontarão o dedo dizendo todas as coisas que penso deles.

Oro pelos insensatos, principalmente, porque tenho medo de olhar no espelho e reconhecer um insensato mirando-me sem peias e  sem culpa.





Daniel Medeiros - doutor em Educação Histórica e professor no Curso Positivo

Como lidar de forma saudável com a volta ao isolamento social segundo a psicologia positiva


Diversas cidades do Brasil estão tendo de desistir da flexibilização de medidas de distanciamento devido ao aumento de casos de contágio da covid-19 e o sentimento de frustração pode se tornar até mais presente do que no início da quarentena


Países europeus, como os localizados na região dos Balcãs, acreditavam que haviam banido o novo coronavírus até que uma segunda onda parece ter assolado estes locais com o aumento de casos positivos da doença. Foi o caso de Montenegro, que se autoproclamava o primeiro país a ter banido a covid-19, em maio, e cogitava até mesmo reabrir o turismo. Contudo, em meio à comemoração, alguns montenegrenses foram a Belgrado assistir à partida de futebol entre o Partizan e o Estrela Vermelha e na volta para casa constataram ter contraído a doença.

O mesmo vem ocorrendo em algumas partes do Brasil, como cidades do Paraná, Bahia, Santa Catarina, entre outras, que por terem registrado estabilização no número de casos resolveram flexibilizar o distanciamento e tiveram de voltar atrás, após o aumento no número de óbitos.

Este “desafrouxamento” de certa forma acaba por trazer outro tipo de emoção à tona na população. Se, no início, quando a pandemia foi declarada pela Organização Mundial de Saúde, o medo e a ansiedade foram os sentimentos predominantes, este voltar atrás no processo de reabertura pode causas frustração.

“A frustração é um sentimento de negatividade, afinal é gerado por alguma negativa aplicada em qualquer âmbito da vida e comumente se expressa por meio da agressividade. Tanto é que até os anos 60 a grande maioria dos estudos sobre a frustração investigava sua relação com a resposta de agressão”, diz Flora Victória, mestre em psicologia positiva aplicada pela Universidade da Pensilvânia.    

Ela afirma que hoje se entende que há caminhos para lidar com a frustração por meio de mecanismos que levem a superação desta, seja no trabalho, seja no âmbito da saúde, ou em outro que campo que afete profundamente a vida desta pessoa.

Para Flora entender que existe um fator externo, fora do controle de todos, afinal ainda não há cura para a covid-19, pode ajudar todos a buscar respostas positivas para este momento. Ou seja, por ser uma situação que afeta a coletividade e não apenas o indivíduo, a reação de agressividade tende a ser menor. “A tendência, mesmo que haja uma segunda onda, é que as pessoas reajam criando laços de cooperação mútua”, pontua a especialista em psicologia positiva.

Mas, ela pontua que, embora para alguns isso pareça natural, outros devem buscar ativar as virtudes e forças individuais, consideradas fundamentais para conquistar a felicidade segundo Martin Seligman, psicólogo americano e pai da psicologia positiva.

Uma dessas forças de caráter é a gratidão, que sob o ponto de ponto de vista científico é caracterizada como uma resposta psicológica positiva (de agradecimento ou alegria) a algo bom que foi recebido. Ou seja, é a resposta antagônica a este sentimento de frustração. “Claro que estamos nos referindo àqueles que tiveram seu cotidiano  afetada durante a pandemia, mas que não tiveram nenhuma perda de um ente querido. Nestes casos, experenciar o processo de luto em sua totalidade é fundamental”, pontua Flora.

Sobre a gratidão ela acrescenta que não deve estar atrelada apenas a algo extraordinário que possa acontecer na experiência individual de cada um. Pelo contrário, pessoas gratas encontram a emoção positiva no seu dia a dia. Não se trata de atingir metas altas, ganhar muito dinheiro, ou viver qualquer transformação avassaladora, trata-se de tratar o cada pequeno gesto alheio, cada momento de paz e alegria como um presente a ser comemorado.

“A superação da agressividade da frustração é superada porque o indivíduo enxerga a vida pelo prisma do agradecimento”, explica Flora.

Ela ainda comenta que emoções positivas podem até mesmo melhorar as defesas do organismo: “pessoas gratas praticam 33% mais exercícios semanais que os outros e dormem meia hora a mais por noite. Esses fatores trazem benefícios diretos para o sistema imunológico”.   



Como distinguir a fome emocional da fome física


Susan Bowerman, Diretora Sênior Global de Treinamentos de Nutrição da Herbalife Nutrition, explica a diferença entre elas e dá dicas de como superar o hábito de comer emocionalmente ou pelo estresse

Alguns sinais podem ajudar a distinguir a fome emocional causada por estresse da fome física e real.
Comer como uma fuga dos sentimentos costuma aparecer repentinamente, em geral, como uma maneira de escapar de sensações negativas que estão sendo vivenciadas, com a esperança de que a comida nos faça sentir melhor.

Acontece que, de tempos em tempos, comemos por questões emocionais. Mas, apesar de ser uma decisão consciente algumas vezes, na maioria delas, acontece de maneira automática. Isso porque a pessoa não sabe exatamente o que a incomoda, mas acredita que a comida é a única coisa que aliviará seu desconforto.

Já o apetite físico tende a aparecer gradualmente. A fome começa a surgir, mas é possível aguardar para comer e isso lhe dá tempo para escolher sabiamente os alimentos e saciar o apetite com algo saudável. Por outro lado, comer por estresse geralmente causa desejo por alimentos com açúcar, gordura e calorias (como chocolate, por exemplo).

Quando a fome é física, a pessoa está disposta a considerar várias opções que satisfaçam seu apetite, o que significa que provavelmente ela vai tomar uma melhor decisão. E, quando o estômago é preenchido, o apetite é satisfeito sinalizando que você já comeu o suficiente.

No entanto, quando as emoções são o "motor", é fácil ignorar o que o estômago sinaliza e comer muito mais na tentativa de se sentir melhor. Além disso, comer por estresse pode melhorar seu ânimo momentaneamente, mas, com a mesma rapidez, podem surgir sentimentos de vergonha e culpa.
Para manter uma dieta saudável, a especialista em nutrição propõe algumas ideias para colocar em prática a fim de evitar o comportamento de comer por emoção:

• Faça uma agenda sobre sua alimentação: isso pode ser muito útil para identificar o que faz você comer por estresse. Quando sentir fome, avalie-a em uma escala de 1 a 10 (1 = quase desmaiando de fome; 10 = estou tão cheio que não consigo mais vestir minhas roupas). Em seguida, escreva como você se sente naquele momento.

• Admita seus sentimentos: se está ciente de que são as emoções que levam você a comer por estresse, por que não aceitá-las? Às vezes, é bom sentir raiva, solitário ou entediado. Os sentimentos podem ser desagradáveis, mas não são perigosos e você nem sempre precisará 'repará-los' comendo.

• Trabalhe a resiliência: cada vez que você come por estresse é um lembrete de que não consegue controlar suas emoções. Portanto, quando a situação surgir, pergunte a si mesmo: "O que de pior pode acontecer se eu não comer?" Sim, seu nível de estresse pode aumentar um pouco, mas vai passar. Pratique tolerar suas emoções ou encontrar outras maneiras de lidar com o estresse.

• Encontre alternativas: reserve alguns momentos para refletir sobre seus sentimentos e pensar em maneiras de resolver seu problema. Faça uma lista das coisas que você pode fazer em vez de comer, como caminhar, ouvir música ou meditar.

• Esqueça os maus hábitos: quem come por emoção reforça continuamente a ideia de que a melhor maneira de tratar emoções negativas é com comida. E isso acontece antes que você tenha a chance de pensar sobre isso, como acontece com outros hábitos ruins. Portanto, esqueça os maus hábitos e prepare algo diferente e saudável para comer quando tiver um dia ruim.

• Espere passar: aqueles que comem por estresse geralmente temem que o desejo piore se não satisfazê-lo. No entanto, eles costumam se surpreender quando percebem que o desejo simplesmente desaparece. Então, em vez se entregar aos desejos imediatamente, espere alguns minutos e deixe-o desaparecer.




Herbalife Nutrition

Os perigos do uso de drogas na gravidez


O consumo de drogas no Brasil é um verdadeiro problema de saúde pública. O seu uso indevido é capaz de aumentar as ocorrências sociais, como crises familiares, violências e internações em hospitais e clínicas. Infelizmente, a expansão do consumo de drogas também atinge as mulheres em idade fértil, ou seja, que estão propensas a engravidar.


A gestação é um período de transformações na vida feminina, visto que causa modificações significativas em seu corpo, no seu papel sociofamiliar e no seu estado psicoemocional. O uso ou a dependência de substâncias psicoativas são capazes de provocar consequências físicas e mentais potencialmente graves para a mãe, representando uma grande preocupação para as diversas Instituições e esferas da sociedade.

Além dos problemas para a mãe também há prejuízos para o bebê, uma vez que a maioria dessas substâncias ultrapassam a barreira placentária e chegam até a corrente sanguínea do feto. Essas drogas podem, ainda, ultrapassar a barreira hematoencefálica sem metabolização prévia, atingindo o sistema nervoso do bebê.

Devido a essas consequências, é ideal que a mãe interrompa o uso de drogas, sejam elas lícitas ou não lícitas, antes de engravidar. Se o comportamento está ocorrendo durante a gestação é fundamental interrompê-lo o quanto antes. Elaboramos este artigo com a ajuda do Dr. Marcel Vella Nunes, médico psiquiatra do Hospital Santa Mônica, a fim de elucidar tudo sobre uso de drogas na gravidez e qual é o tratamento adequado para esse quadro. Confira.


Quais as drogas mais utilizadas por mulheres na gravidez?

O comportamento frente ao uso de drogas lícitas e não lícitas é diferente entre mulheres e homens. Segundo o Relatório Mundial das Drogas de 2018, os indivíduos do sexo masculino são três vezes mais propensos a utilizar drogas do que os do sexo feminino. Ainda de acordo com esse documento, elas têm maior tendência para usar drogas lícitas. Além disso, os fatores de risco para mulheres também são diferentes.

Segundo o Dr. Marcel, as mulheres têm uma predileção para usar benzodiazepínicos, anorexígenos, opioides, tranquilizantes e analgésicos. Isso significa que elas tendem a fazer um abuso ou a ter uma dependência de drogas prescritas. No entanto, além dessas drogas, durante a gestação também encontra-se alta prevalência de mulheres que usam álcool e tabaco.

Ambas são drogas de fácil acesso para a gestante e, por serem lícitas, são associadas ao não comprometimento da gravidez. No entanto, o seu consumo pode causar inúmeros prejuízos para mãe e feto.


Quais os riscos dessas drogas?

No Brasil, o Dr. Marcel cita que há maior consumo de tabaco, álcool, cocaína, maconha, inalantes e solventes. Todas essas drogas têm o poder de atravessar a barreira placentária, ou seja, atingir os tecidos do feto, causando prejuízos. Muitos delas têm efeitos teratogênicos, ou seja, causam malformações, que podem ser físicas e cardíacas ou mesmo afetar o tecido cerebral.

A intensidade dos efeitos vão ser proporcionais à quantidade de substância que a gestante consumiu durante a gravidez. Quanto maior o uso, maiores são as chances de dar mais efeitos, e mais graves eles são. Além disso, é importante frisar que o início da formação e  do desenvolvimento do sistema nervoso do bebê acontece no primeiro trimestre de gestação. Assim, o consumo anterior e desde o início da gestação pode ser mais grave.

Entre as principais alterações, podemos citar:

  • ruptura precoce das membranas;
  • trabalho de parto prematuro;
  • aborto espontâneo;
  • nascimento de baixo peso;
  • maior predisposição para doenças e infecções das vias respiratórias;
  • quadros de dependência — no bebê, esse quadro é traduzido em dificuldades para sucção, choro mais fácil e irritabilidade maior;
  • atraso e/ou déficits do desenvolvimento intelectual;
  • diminuição da circunferência craniana;
  • deficit de atenção e hiperatividade;
  • transtornos de conduta;
  • síndrome alcoólica fetal (caso mais grave) — efeitos decorrem da interferência na formação cerebral.
Em alguns casos, esses efeitos podem ser imperceptíveis quando a criança nasce. No entanto, conforme o seu crescimento e desenvolvimento é possível notar os prejuízos. Além dos inúmeros efeitos deletérios já reconhecidos, existem muitas substâncias cujos efeitos não são conhecidos, como é o caso do crack.


Como é o tratamento para grávidas usuárias de drogas?

Como falamos, os homens fazem maior uso de drogas. Nessa população, o consumo de drogas é tido como recreativo, além de ter um fator de interação e afirmação social. Para as mulheres, esse quadro é diferente. Isso porque no público feminino as drogas produzem maiores índices de reações negativas, como mal-estar, sono e sintomas depressivos, comenta o Dr. Marcel.

Essa intolerância ao consumo de drogas pode ser considerado um “fator de proteção natural” da mulher. Porém, quando elas se tornam dependentes químicas, o tratamento, em geral, é mais difícil que o dos homens. Afinal, os mecanismos de proteção natural não funcionaram e foram vencidos. Esse é um desafio ainda maior durante a gestação, uma vez que a mulher está em uma fase de diversas mudanças, corporais e psíquicas, assim como alterações hormonais, o que pode aumentar o consumo de drogas e a sua dependência.

Por esse motivo, caso a gestante ou a sua família identifiquem algum problema, é imprescindível procurar ajuda o mais rapidamente possível. O mesmo é válido para mulheres que desejam engravidar no futuro. Nesse caso, deve-se procurar uma ajuda especializada. Atualmente, existem hospitais e centros prontos para receber esse tipo de caso.

É importante contar com um especialista em dependência química, a fim de ser instituída uma intervenção adequada para minimizar ou até acabar com todos os riscos para gestante e para o bebê. Os efeitos danosos para as crianças dependem do que a pessoa usa e da quantidade. Assim, conseguir suspender o uso ou diminuí-lo o quanto antes ajuda a prevenir os riscos para mãe e feto.

Em alguns casos, pode ser necessário procurar uma internação durante a gestação. Como mencionamos, as mulheres têm uma tendência a abusar de drogas lícitas, sendo muito mais fácil encontrá-las no mercado. Devido a esse acesso descomplicado, é interessante mantê-las sob vigilância constante, a fim de preservar a gestação durante todo o seu curso e a saúde da mulher e de seu filho.

É importante salientar que o uso de drogas na gestação é subestimado, uma vez que as mulheres geralmente escondem o fato de consumi-las, sejam lícitas ou ilícitas. O Hospital Santa Mônica conta uma estrutura e colaboradores preparados para receber esse tipo de paciente e oferecer toda a assistência necessária durante a gestação.




Hospital Santa Mônica - Itapecerica da Serra - SP
(011) 4668-7455
(011) 99667-7454
contato@hospitalsantamonica.com.br

Clínica Integrativa - São Paulo - SP
(011) 3045-2228
contato@hospitalsantamonica.com.br


Ansiedade e depressão são consequências da pandemia para 67% dos casais


Já distúrbios alimentares e abusos de álcool, medicações ou drogas foram apontados por 15 e 12%, respectivamente, segundo pesquisa do Instituto do Casal (IC) com 709 pessoas.
No levantamento online, ansiedade (53%) e depressão (14%) foram mencionadas como principais sequelas do isolamento para a relação a dois. A análise abordou homens e mulheres de 18 a 51 anos entre 30/05 e 05/06.

O período tenso também trouxe distúrbios alimentares para 15% das pessoas. E perturbações do sono atrapalharam 30% delas. Outros reflexos lembrados são os abusos de álcool com 10% e de medicações e drogas que, juntas, tiveram pouco mais de 2%. As porcentagens somam mais de 100%, pois era possível escolher mais de uma alternativa.

Os números são um indicativo da conjuntura atual. “Vivemos um momento em que o cenário é de incertezas, com mais perguntas do que respostas” , avalia Denise Figueiredo, especialista em Terapia de Casal e Família e cofundadora do IC. Como enfrentar essa situação? “É preciso focar no presente, não no futuro. Fazer o melhor em cada uma das atividades a que se propõe. Se você ficar pensando no que está por vir, a ansiedade possivelmente vai aumentar e a sensação de falta de controle pode impactar”, acrescenta.


Mais

O estudo do IC, organização que se dedica a práticas, estudos e educação em relacionamentos e sexualidade humana, também tratou do impacto do distanciamento social nos conflitos de casais. E mostra que as principais causas para brigas relatadas são: uso excessivo do celular (33%), divisão das tarefas domésticas (32%) e excesso de críticas (31%).

Seguidas de falta de romance no casamento (26%), rotina no casamento (26%), ausência de diálogo (24%), excesso de tempo dedicado ao trabalho, virtual ou presencial (23%), escassez de dinheiro ou dívidas acumuladas (20%), criação ou educação dos filhos (19%) e porque eu reclamo demais ou estou sempre insatisfeito com alguma coisa (19%). O somatório das porcentagens superam 100%, pois era possível selecionar mais de uma opção.


Paralelo

O IC comparou o diagnóstico recente com outro de mesmo formato feito em 2018. Com 708 respostas, o levantamento online anterior também apresentava os maiores motivos de conflito.

O que mudou? A opção uso excessivo do celular foi do terceiro para o primeiro lugar. “No atual contexto, é provável que os casais tenham flexibilizado os valores quanto ao uso do celular, pois é por meio dele que estão se conectando com o trabalho, amigos, família. Essa flexibilização, sem limites, tornou-se um conflito e precisa ser administrado”, analisa Marina Simas, cofundadora do IC e especialista em Terapia de Casal e Família.

A alternativa divisão de tarefas domésticas também subiu no ranking. Em 2018, ficou em quinto e agora foi vice-líder. Outra a ganhar destaque foi a escolha por excesso de críticas: passou da quarta para terceira colocação. Já, a falta de diálogo caiu da segunda para sexta posição.


Frequência

A pesquisa feita durante o isolamento abordou ainda a regularidade dos desentendimentos. A opção para quem disse ter conflito ao menos uma vez por semana teve 30% das escolhas. Enquanto a alternativa mais de uma vez por semana representou 20%. Seguida de raramente temos conflitos (19%), pelo menos uma vez por mês (14%) e, uma vez por dia ou mais (10%).


Soluções

Além disso, a avaliação tratou a forma com que casais procuram resolver contendas. De acordo com os resultados, 60% preferem conversar no mesmo dia sobre o problema, sem deixar para depois. Já 35%, só resolvem a briga após alguns dias e 2% consultam um terapeuta para solucionar a situação. E quando a quarentena acabar? Rever os amigos é o desejo de 91% das pessoas. Viajar ficou com a preferência de 18% delas e sair com 7%.




Fontes: Denise Figueiredo e Marina Simas
Sobre: O Instituto do Casal é uma organização que se dedica às práticas, estudos, pesquisas, educação e disseminação de informações relevantes sobre relacionamentos e sexualidade humana.
Website: institutodocasal.com.br
Instagram: @institutodocasal
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