
Já distúrbios
alimentares e abusos de álcool, medicações ou drogas foram apontados por 15 e
12%, respectivamente, segundo pesquisa do Instituto do Casal (IC) com 709
pessoas.
No levantamento online,
ansiedade (53%) e depressão (14%) foram mencionadas como principais sequelas do
isolamento para a relação a dois. A análise abordou homens e mulheres de 18 a
51 anos entre 30/05 e 05/06.
O período tenso também
trouxe distúrbios alimentares para 15% das pessoas. E perturbações do sono
atrapalharam 30% delas. Outros reflexos lembrados são os abusos de álcool com
10% e de medicações e drogas que, juntas, tiveram pouco mais de 2%. As
porcentagens somam mais de 100%, pois era possível escolher mais de uma
alternativa.
Os números são um
indicativo da conjuntura atual. “Vivemos um momento em que o cenário é de
incertezas, com mais perguntas do que respostas” , avalia Denise Figueiredo,
especialista em Terapia de Casal e Família e cofundadora do IC. Como enfrentar
essa situação? “É preciso focar no presente, não no futuro. Fazer o melhor em
cada uma das atividades a que se propõe. Se você ficar pensando no que está por
vir, a ansiedade possivelmente vai aumentar e a sensação de falta de controle
pode impactar”, acrescenta.
Mais
O estudo do IC,
organização que se dedica a práticas, estudos e educação em relacionamentos e
sexualidade humana, também tratou do impacto do distanciamento social nos
conflitos de casais. E mostra que as principais causas para brigas relatadas
são: uso excessivo do celular (33%), divisão das tarefas domésticas (32%) e excesso
de críticas (31%).
Seguidas de falta de
romance no casamento (26%), rotina no casamento (26%), ausência de diálogo
(24%), excesso de tempo dedicado ao trabalho, virtual ou presencial (23%),
escassez de dinheiro ou dívidas acumuladas (20%), criação ou educação dos
filhos (19%) e porque eu reclamo demais ou estou sempre insatisfeito com alguma
coisa (19%). O somatório das porcentagens superam 100%, pois era possível
selecionar mais de uma opção.
Paralelo
O IC comparou o
diagnóstico recente com outro de mesmo formato feito em 2018. Com 708
respostas, o levantamento online anterior também apresentava os maiores motivos
de conflito.
O que mudou? A opção uso
excessivo do celular foi do terceiro para o primeiro lugar. “No atual contexto,
é provável que os casais tenham flexibilizado os valores quanto ao uso do
celular, pois é por meio dele que estão se conectando com o trabalho, amigos,
família. Essa flexibilização, sem limites, tornou-se um conflito e precisa ser
administrado”, analisa Marina Simas, cofundadora do IC e especialista em
Terapia de Casal e Família.
A alternativa divisão de
tarefas domésticas também subiu no ranking. Em 2018, ficou em quinto e agora
foi vice-líder. Outra a ganhar destaque foi a escolha por excesso de críticas:
passou da quarta para terceira colocação. Já, a falta de diálogo caiu da
segunda para sexta posição.
Frequência
A pesquisa feita durante
o isolamento abordou ainda a regularidade dos desentendimentos. A opção para
quem disse ter conflito ao menos uma vez por semana teve 30% das escolhas.
Enquanto a alternativa mais de uma vez por semana representou 20%. Seguida de
raramente temos conflitos (19%), pelo menos uma vez por mês (14%) e, uma vez
por dia ou mais (10%).
Soluções
Além disso, a avaliação
tratou a forma com que casais procuram resolver contendas. De acordo com os
resultados, 60% preferem conversar no mesmo dia sobre o problema, sem deixar
para depois. Já 35%, só resolvem a briga após alguns dias e 2% consultam um
terapeuta para solucionar a situação. E quando a quarentena acabar? Rever os
amigos é o desejo de 91% das pessoas. Viajar ficou com a preferência de 18%
delas e sair com 7%.
Fontes: Denise Figueiredo e Marina Simas
Sobre: O Instituto do
Casal é uma organização que se dedica às práticas, estudos, pesquisas, educação
e disseminação de informações relevantes sobre relacionamentos e sexualidade
humana.
Website: institutodocasal.com.br
Instagram: @institutodocasal
facebook.com/institutodocasal/
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