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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Filósofo aponta que o medo da mudança é um dos principais empecilhos para criar novas oportunidades


A insatisfação é um dos sentimentos mais comuns desta era. Emprego, relações e estilo de vida são exemplos de áreas onde o sentimento se instala e em muitos casos, pouco se faz para reverter a situação.

O escritor e filósofo Fabiano de Abreu aponta que o cultivo deste sentimento, mesmo havendo formas de revertê-lo, se deve a zona de conforto, que apesar do nome, pode não ter nada de confortável. Há segundo ele uma predisposição a se condicionar a problemas que poderiam facilmente ser resolvidos caso o indivíduo tomasse as rédeas da própria vida e assumisse os riscos de se aventurar em novos espaços.

O grande problema é que optar por abster-se da mudança e se render ao lugar de conforto diminui as chances de novas oportunidades aparecerem, pois coisas boas só acontecem quando há espaço para elas. “Temos apenas uma vida e se não dedicarmos cada minuto de tempo que temos para vivê-la da melhor maneira possível, mais a frente sentiremos falta do que não vivemos ou protelamos em viver. Tem gente que não vive, sobrevive”, analisa.

Reclamar da vida, cultivar o mau humor e não ter motivação são sintomas muito comuns em pessoas que seguem esse modo pensar e segundo o escritor, estas estão fadadas a sobreviver à chatice que impuseram a própria vida. “Elas evitam as mudanças necessárias aproveitar a existência com plenitude. Parece até que se viciaram na tristeza e na reclamação e não conseguem se livrar dessas atitudes negativas”.

Apesar da relutância inicial, reverter a situação é tão simples quanto possível e adotar estratégias que ajudem a programar a mente para pensar de maneira mais ambiciosa podem ajudar. “Encare etapas da vida como capítulos de livros, que ao virar de uma página se encerram, mas abrem novos caminhos e possibilidades. Ter noção que nosso percurso é finito nos traz maiores responsabilidade, portanto, viver de forma mais equilibrada e saudável, faz-se necessário”, garante.

As mudanças não necessariamente precisam ser grandes para que possam ser significativas. Alterar pequenas coisas durantes o dia e abandonar hábitos ínfimos já podem melhorar e muito a qualidade de vida e as relações interpessoais. Pesquisar novos conteúdos, enxergar o outro lado de uma questão e mudar o jeito de fazer coisas que já entraram no automático são alguns exemplos. Aos mais radicais, mudar de emprego, de cidade e até mesmo alterar o padrão de relacionamento podem ser os impulsos necessário para construir uma vida diferente.

“Só você tem o poder de fazer as mudanças para que sua vida fique cada vez melhor. Precisamos abrir os olhos e entender que a vida é um presente, e que temos que aproveitá-la da melhor maneira possível. Sabendo fazer as melhores escolhas e mantendo a lucidez para bancar as consequências de cada uma delas”, elucida Fabiano de Abreu.

Transformar o campo das relações interpessoais também deve ser uma possibilidade a se cogitar, já que a forma como se conduzem amizades e relacionamentos amorosos pode influenciar o jeito de pensar e conduzir a vida. “Estamos sempre a interagir com gente. Gente de todos os tipos. Gente que nos inspiram e arrancam de nós o melhor. Mas também gente que nos contamina e adoece. Saber escolher o melhor pra nós, é o ponto crucial para a nossa felicidade”, garante.

A ponderação deve ser minuciosa e cautelosa para que haja êxito. Por isso, o filósofo recomenda refletir bastante sobre as relações, mas não exitar em se afastar de quem e do que for preciso quando necessário. O poder de mudança e escolha não depende de ninguém e para que finalmente se viva livre de verdade e em estado de plenitude, é necessário assumir a responsabilidade de que o indivíduo é o único responsável por si mesmo.






Fabiano de Abreu 
Gestão geral grupo MF Press Global 
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Instagram @assessorfabianodeabreu e @escritorfabianodeabreu


O fracasso que alimentamos nas rotinas diárias



Fique alerta para o auto boicote
 
Para conquistar seus objetivos é primordial que se tenha em mente qual é o seu objetivo, além de definir qual forma irá utilizar para concretizar seus planos. Se atentar para a quantidade de metas é importante para que não haja sobrecarga emocional e para que não ocorra desistência dos seus projetos. Antes de se preparar para anotá-los, lembre-se de viver o que acredita para não confundir sua essência e lutar pela causa errada.

“Para traçar um novo plano de ação, é necessário que aconteça uma definição e logo em seguida, uma anotação do fluxo de idéias, chamado de brainstorming, para garantir sua efetividade. Lembre-se de visualizar os impactos que as realizações irão acarretar em sua vida, manter-se motivado é essencial para percorrer seus caminhos sem colocar-se pra baixo” afirma Cláudia Deris, gestora de carreira.

“Quando a meta não é sua, torna-se praticamente um martírio estruturar e seguir rotinas que te aproximam dela, ou seja, passamos boa parte da vida lutando por causas que nem sabemos quais são, que não gostamos e passamos outra boa parte acreditando que temos um sério problema de falta de foco" aconselha Cláudia.

 Você sempre terá o não como certeza em tudo o que começar a fazer, circunstância esta que está longe de ser um obstáculo, até porque só o fato de não arriscar já te condena a não ter. Se jogue na vida e usufrua o máximo de toda capacidade que possui, aí sim valerá cada instante vivido. Pare de adular seus traumas rabiscando incansavelmente cenários frustrantes que te fazem sofrer. Todos os dias temos a oportunidade de nos reinventarmos, portanto ouse arriscar.





Claudia Deris - Gestora de Carreira
Endereço: Boston, EUA


Identidade pessoal e identidade familiar


Cada família gesta a sua identidade, ainda que algumas vezes, de forma inconsciente. A identidade familiar se alimenta da vitalidade das diferentes identidades que a constitui, na medida em que inclui a todos e a cada um, em particular. Por esse motivo, é, por excelência, orgânica, pois necessita do sentimento individual de pertencimento ao coletivo da instituição. 

Ousamos relacionar o valor da família à sua capacidade de estabelecer o lugar de valor de cada um. Trata-se de reconhecer e assegurar os espaços para as singularidades, energia vital à gênese de uma família. Essa inserção depende, em grande medida, dos adultos referentes, aqueles que exercem o papel de autoridade de fato, o que nem sempre coincide com quem ocupa o papel de autoridade de direito, os ditos “responsáveis”.

Os adultos referentes têm a responsabilidade de observar o “conforto” de cada um dos seus membros na arquitetura dos relacionamentos geradores de identidades saudáveis (orgânicas), abertas aos movimentos de aprendizagem contínua. Cabe a eles concentrar a sua atenção nos sentimentos que nutrem essas relações intrafamiliares, nem sempre traduzíveis por meio de palavras. Sendo assim, assumir-se como parte integrante de uma família pressupõe assumir a identidade que é gestada por ela.

Nesse momento, não há como fugir da pergunta: o que a nossa identidade familiar comunica? Ou melhor, a comunicação é um exercício da identidade? Não é incomum a existência de uma distância entre o conceito que temos da nossa família e o conceito que as pessoas que habitam o nosso entorno expressam, sobretudo na nossa ausência, sobre ela. Diálogos, monólogos, gestos, entonações, silêncios, contam muito de cada um de nós e, por conseguinte, muito sobre o núcleo familiar do qual fazemos parte. Basta um tempo de convivência e nos revelamos. As nossas ações mostram ao mundo que nos rodeia quem somos e, muitas vezes, distorcem os nossos discursos. Portanto, não há como negar que a forma como somos reconhecidos revela a nossa identidade.

Ampliar a consciência sobre a importância da identidade familiar para a construção da identidade pessoal se faz fundamental diante da plasticidade na organização das famílias nos dias de hoje. Por mais diferente que venha a ser cada constituição familiar, é preciso que ela se assuma em seu formato, a fim de amparar aos seus integrantes. Há viço na família quando cada integrante, ao se perceber parte, consegue perceber o todo e, quando ao se reconhecer no outro, por meio das relações, entende-se oscilando entre protagonista e coadjuvante de algo maior, mais nobre. Esse movimento confere sentido à interdependência, em torno da qual se concebe a essência sócio-cultural da natureza humana. É necessário pertencer para ser humano! A família, em primeira instância, é responsável pelo desenvolvimento da resistência às frustrações, ‘anticorpos’ que integram a identidade e permitem viver a singularidade da vida. 





Acedriana Vicente Vogel - diretora pedagógica do Sistema Positivo de Ensino.


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