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terça-feira, 6 de agosto de 2019

Sarampo: crianças que forem para municípios em situação de risco devem ser vacinadas


A orientação é para crianças de seis meses a menores de um ano de idade que forem para municípios que apresentam surto ativo de sarampo. Atualmente, 39 municípios estão nessa situação


O Ministério da Saúde alerta aos pais, mães e responsáveis que vão viajar com os filhos de seis meses a menores de um ano de idade para municípios em situação de surto ativo do sarampo no país (lista abaixo). A recomendação é que todas essas crianças, nesta faixa etária, sejam vacinadas contra a doença, no período mínimo de 15 dias, antes da data prevista para a viagem. Além de proteger, a medida de segurança pretende interromper a cadeia de transmissão do vírus do sarampo no país. Atualmente, 39 cidades em três estados brasileiros (São Paulo, Pará e Rio de Janeiro) se mantém com surto ativo, ou seja, com crescimento do número de casos confirmados da doença. 
A chamada “dose zero” não substitui e não será considerada válida para fins do calendário nacional de vacinação da criança. Assim, além dessa dose que está sendo aplicada agora, os pais e responsáveis devem levar os filhos para tomar a vacina tríplice viral (D1) aos 12 meses de idade (1ª dose); e aos 15 meses (2ªdose) para tomar a vacina tetra viral ou a tríplice viral + varicela. A vacinação de rotina das crianças deve ser mantida independentemente do planejamento de viagens para os locais com surto ativo do sarampo ou não.
Na rotina do Sistema Único de Saúde (SUS) a tríplice viral está disponível em todos os mais de 37 mil postos de vacinação em todo o Brasil. A vacina previne também contra rubéola e caxumba. 
Para interromper a cadeia de circulação do vírus do sarampo, o Ministério da Saúde em parceria com os Estados e Municípios estão realizando diversas ações, entre elas, o bloqueio vacinal seletivo e ações de rotina de vacinação; e campanhas de vacinação para a população de 15 a 29 anos de idade, esta última, em alguns municípios.
A recomendação do Ministério da Saúde em vacinar as crianças de seis meses a menores de um ano de idade, que irão se deslocar para municípios que apresentam surto ativo de sarampo, deve ser mantida até 90 dias após o último caso confirmado de sarampo. O ministério informará aos estados oportunamente o momento em que a vacinação de crianças menores de um ano de idade deverá ser descontinuada.
Para a interrupção dos surtos de sarampo, a pasta tem recomendado aos estados e municípios: reforçar as equipes de investigação de campo para garantir a investigação oportuna e adequada dos casos notificados; fortalecer a capacidade dos sistemas de vigilância epidemiológica do sarampo; e estabelecer estratégias para a implementação de ações de resposta rápida frente a casos importados da doença.
PANORAMA SARAMPO
O Ministério da Saúde registrou, nos últimos 90 dias, entre 05 de maio a 03 de agosto de 2019, 907 casos confirmados de sarampo no Brasil, em três estados: São Paulo (901), Rio de Janeiro (5) e Bahia (1). O coeficiente de incidência da doença foi de 0,4 por 100.000 habitantes.
O país vinha de um histórico de não registrar casos autóctones desde o ano 2000. Entre 2013 e 2015, ocorreram dois surtos da doença a partir de casos importados, nos estados do Ceará e Pernambuco, com 1.310 casos. Os surtos foram controlados com as medidas de bloqueio vacinal e, em 2016, o Brasil recebeu o Certificado de Eliminação do Sarampo, emitido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS). O Brasil perdeu o certificado em fevereiro deste ano e, atualmente, empreende todos os esforços para eliminar novamente a transmissão do vírus no país, com reforço da vacinação contra o sarampo. Manter altas e homogêneas coberturas vacinais na população é a única forma de evitar a transmissão da doença.
A pasta também tem atuado ativamente junto aos estados e municípios no enfrentamento do surto de sarampo desde dezembro de 2017, quando o Brasil foi notificado do surto na Venezuela. Para isso, manteve equipes técnicas e treinadas nos estados com transmissão da doença para acompanhar as ações e prestar orientação no enfrentamento do sarampo. 
O Governo Fedreal enviou aos estados, neste ano, 12,1 milhões de doses da vacina tríplice viral para atender a demanda dos estados, já está incluído o quantitativo utilizado nas campanhas de vacinação contra o sarampo realizada em 19 municípios do estado do Pará e na cidade de São Paulo.
Até o momento, diante do atual cenário epidemiológico do sarampo, não está prevista a realização de campanhas adicionais de vacinação contra a doença, em outros locais, considerando que esta ação já está sendo realizada nas áreas onde há circulação do vírus atualmente. Ressalta-se, no entanto, que mesmo em situações de surto, a vacinação de rotina está mantida na rede de serviço do SUS, conforme as indicações do Calendário Nacional de Vacinação e que os serviços de vacinação são estimulados a buscar a sua população não vacinada para a devida atualização.

MUNICÍPIOS BRASILEIROS COM SURTO ATIVO DE SARAMPO 
·         Localidades que mantém crescimento do nº de casos confirmados até 26/07/2019
UF
MUNICÍPIO
SÃO PAULO
Atibaia
Barueri
Cassapava
Caieiras
Campinas
Carapicuíba
Diadema
Embu
Estrela D´Oeste
Fernandópolis
Francisco Morato
Guarulhos
Hortolândia
Indaiatuba
Itapetininga
Iguaquecetuba
Jales
Jundiaí
Mairiporã
Mauá
Mogi das Cruzes
Osasco
Peruíbe
Pindamonhangaba
Praia Grande
Ribeirão Pires
Ribeirão Preto
Rio Grande da Serra
Santo André
Santos
São Bernardo do Campo
São Caetano do Sul
São José do Rio Preto
São José dos Campos
São Paulo
Sorocaba
Sumaré
Taboão da Serra
Taubaté
RIO DE JANEIRO
Rio de Janeiro
Paraty
Nilópolis
BAHIA
Salvador




Alexandre Penido
Agência Saúde


Herpes Zóster


Doença surge com a reativação do vírus da varicela. Cerca de 20% das pessoas que tiveram a doença na infância podem desenvolver o Herpes Zóster na fase adulta.


Quem já teve varicela ou catapora sabe. O incômodo que a doença causa são vários - erupções (brotoejas) na pele, acompanhada de prurido (coceiras) com a aparência de pequeníssimas bolhas. O que muita gente não sabe é que pode ocorrer a reativação do vírus, ocasionando o herpes zóster.

De acordo com a anestesiologista e especialista em dor do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), Dra. Cristina Clebis, o herpes zóster pode acometer 20% de adultos que já tiveram catapora ou varicela na infância. A doença é ocasionada pelo vírus varicela zóster que fica adormecido nos gânglios. "Quando envelhecemos nossa imunidade diminui e o vírus aproveita para caminhar por um determinado nervo fazendo uma inflamação conhecida como neurite, com dor muito intensa e formação de bolhas na pele conhecida como herpes zóster", explica a médica.

A doença inicia com dor súbita na pele, com sensação de queimação e formigamento, seguido de vermelhidão e aparecimento de vesículas, que são pequenas bolhas de água que depois se rompem formando feridas e crostas que secam deixando pequenas cicatrizes. Segundo a especialista, os locais mais comuns para o seu surgimento são o tórax e a face na altura dos olhos, mas pode ocorrer em qualquer local do corpo inclusive nas mãos. "As vesículas possuem o vírus dentro do seu líquido e temos que ter cuidado com o contato para não contaminar outras pessoas", orienta Dra Cristina.

De acordo com o Sistema de Informações Hospitalares do SUS, no Brasil, aproximadamente 10 mil pessoas são internadas todos os anos em virtude de complicações causadas pelo vírus.


Tratamento adequado

O quadro do herpes zóster se resolve com duração de 7 a 10 dias com tratamento adequado - que deverá ser o mais precoce possível para evitar a permanência da dor. "Para acelerar a recuperação e diminuir a dor utilizamos medicamentos antivirais, corticóides e analgésicos. Cuidados com as vesículas e crostas para que não ocorra contaminação por bactérias também são importantes", afirma a médica. É muito raro o paciente ter mais de uma vez o Herpes Zóster, mas alguns pacientes podem permanecer com a dor mesmo após a melhora. A vacina para o Herpes Zóster, a partir dos 50 anos ou para pacientes que terão a sua imunidade reduzida por outras doenças ou tratamentos, auxilia na prevenção do aparecimento do Herpes Zóster.


Neuralgia Pós-Herpética

Quando a dor ocasionada pelo Herpes Zóster persiste por mais de 3 meses, o paciente pode estar com neuralgia pós-herpética. Os fatores de risco são área extensa atingida com grande quantidade de vesículas, tratamento inadequado e tardio e idade superior a 50 anos. "Ou seja, quanto mais grave o quadro inicial, quanto mais idoso o paciente e quanto mais tardio o tratamento maiores as chances de a dor permanecer", explica Dra Cristina.

O tratamento é realizado com antidepressivos, anticonvulsivantes, analgésicos, anestésicos tópicos na forma de adesivos e toxina botulínica - aplicada em baixo da pele na área de dor, e ozonioterapia ( ainda em teste no Brasil). Para os casos mais difíceis o uso da radiofrequência pulsada (passagem de uma corrente elétrica) nos nervos afetados, através de pequenas agulhas, tem excelente resultados. Há ainda o uso de eletrodos de estimulação medular (chip) na coluna como o recurso mais avançado. Esses procedimentos são realizados pelo médico da dor. Ele é o médico apto para tratar, acompanhar e realizar os procedimentos necessários para o Herpes zóster e para a neuralgia pós-herpética.

Por que diabéticos têm problemas com o coração?


 Estudo mostra que 80% dos diabéticos apresentam indícios de complicações cardiovasculares 


Um recente estudo realizado pelo EndoDebate mostrou que cerca de 80% das pessoas com diabetes tipo 2 apresentam sinais de que a saúde do coração não anda bem. Dos 611 entrevistados, 52% deles sofrem com pelo menos dois dos seguintes sintomas: falta de ar, palpitações, tonturas e dores no peito e pernas.  

Segundo o cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Dr. Élcio Pires Júnior, um dos principais agravantes para os problemas do coração em diabéticos é a falta de informação. “Muitos diabéticos não fazem o tratamento por não saberem da gravidade da doença, nem das diversas complicações que o diabetes pode trazer para o organismo. A Associação Americana de Diabetes calcula que duas a cada três mortes de diabéticos são causadas por infarto ou AVC, o que torna as complicações cardiovasculares a maior causa de morte de diabéticos”, alerta. 


Qual a relação entre o diabetes e o coração? 

Um paciente que tem diabetes pode dobrar ou triplicar as chances de desenvolver uma doença cardíaca. Isso acontece porque as altas taxas de açúcar no sangue, causadas pela deficiência na produção ou no uso da insulina, provocam inflamações no organismo, o que facilita a formação de placas de gordura nos vasos, hipertensão e aumento nas chances de infarto. “Uma das ações da insulina é causar as dilatações dos vasos sanguíneos, e sua ausência faz com eles se enrijeçam e que a pressão nos vasos aumente”, explica o especialista. 


Diabetes, obesidade e hipertensão 

A obesidade é um fator de risco para o desenvolvimento de diabetes e hipertensão. Estar acima do peso faz com que o pâncreas trabalhe mais, podendo levar à resistência insulínica, causando o diabetes tipo 2. E tanto o diabetes, quanto a obesidade podem causar a hipertensão, o que aumenta as chances do infarto do miocárdio. “O paciente que tem diabetes deve sempre estar com a consulta no cardiologista em dia, pois os sinais de infarto podem ser atípicos para os diabéticos. Em 30% dos casos de infarto de diabéticos, os pacientes sentem tontura e dificuldades para respirar”, conta Élcio.


Prevenção e tratamento 

Para os pacientes que têm diabetes, a melhor forma de prevenir as doenças do coração é uma mudança de hábito: sair do sedentarismo e cuidar da alimentação. A prática de exercícios físicos diariamente e uma alimentação saudável rica em verduras, legumes e frutas ajudam a proteger o coração. 

Embora o diabetes não tenha cura, é possível evitar o aparecimento de complicações cardíacas. “Existe no mercado alguns remédios que ajudam no controle da glicose no sangue, eles podem diminuir até 15% as chances de infarto em diabéticos. Mas, o melhor remédio ainda é a prevenção”, finaliza o cirurgião. 



Dr. Élcio Pires Júnior - coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital e Maternidade Sino Brasileiro - Rede D'or - Osasco, e coordenador da cirurgia cardiovascular do Hospital Bom Clima de Guarulhos. É membro especialista da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular e membro internacional da The Society of Thoracic Surgeons dos EUA. Especialista em Cirurgia Endovascular e Angiorradiologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo.     

Varicocele causa infertilidade no homem, entenda como diagnosticar


Especialista esclarece como autoexame pode ajudar na identificação inicial da doença e como tratá-la

A varicocele é uma doença que causa a dilatação das veias testiculares e pode comprometer a fertilidade masculina. Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), a Varicocele é responsável por 40% da infertilidade masculina.
Essa condição acontece pela posição vertical do homem, que predispõem a dificuldade de drenagem venosa dos testículos através do cordão espermático. 
Apesar de a Varicocele ser assintomática na maioria das vezes, o aumento do volume escrotal, a dor testicular e sensação de peso são alguns dos sinais mais comuns.

O autoexame, segundo o médico urologista, Dr. Marcos Tobias Machado, é uma das maneiras de detectar a doença. “O autoexame é importante para identificar o aumento do volume escrotal na área do cordão espermático, tipicamente com a consistência de um saco de vermes, a partir disso, deve-se procurar um médico”, indica.

Por se tratar do testículo, a fertilidade do homem é danificada, sendo o único risco da doença. Isso acontece, pois, para a produção do sêmen, existe uma temperatura ideal e com a varicocele, essa temperatura aumenta 1 grau Celsius, prejudicando a qualidade e quantidade do sêmen.

De acordo com o especialista, a varicocele é mais comum na puberdade devido ao desenvolvimento dos órgãos sexuais masculinos, visto que qualquer mudança chama a atenção do paciente. Já em homens, com faixa etária entre 60 e 65 anos, pode ser causado por um tumor renal, correndo o risco de crescer para dentro da veia renal e causar uma dificuldade de drenagem da veia espermática esquerda - o que se chama varicocele aguda.

Para o urologista, Dr. Marcos Tobias, existe uma predisposição genética, semelhante ao que ocorre com as varizes de membros inferiores. Além disso, há uma explicação anatômica que justifica o porquê do quadro se apresentar com mais frequência do lado esquerdo. “O motivo de a varicocele atingir o lado esquerdo do testículo é pela drenagem da veia espermática esquerda na veia renal e a direita, direto na veia cava”, explica Dr. Marcos.

O tratamento da doença é feito por meio de cirurgia com uma pequena incisão, para a ligadura das veias dilatadas, com recuperação mais rápida.





Dr. Marcos Tobias Machado - Formado em Medicina pela Santa Casa, Dr. Marcos Tobias Machado acumula experiência e conhecimento em diversas instituições, como Hospital das Clínicas da USP, Universidade de Miami e H.Henri Mondor em Paris. Atualmente, atua no departamento de cirurgia minimamente invasiva da Confederação Americana de Urologia e do IRCAD Latino America, além de ser chefe do setor de uro-oncologia e cirurgia robótica em urologia do Hospital Brasil e urologista dos Hospitais da rede D’Or – Bartira, Assunção e São Caetano do Sul.

Saiba as regras da antecipação da primeira parcela do 13º dos aposentados INSS



O Governo Federal confirmou ontem (05) a antecipação do pagamento da primeira parcela do abono anual do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o conhecido como 13º dos aposentados e pensionistas . Terão direito à primeira parcela do abono cerca de 30 milhões de beneficiários. A primeira metade será paga entre os cinco últimos dias de agosto e os cinco primeiros dias de setembro, acompanhando as datas da folha de pagamento dos benefícios do mês. Segundo dados oficiais, o pagamento representa uma injeção de R$ 21,9 bilhões na economia.

A antecipação do pagamento de 50% do 13º do INSS ocorre por meio de Medida Provisória, enviada ao Congresso, por decisão do presidente da República, Jair Bolsonaro. Nos anos anteriores, a antecipação ocorria por meio de decreto presidencial e não previa espaço para previsão de pagamento da antecipação nos anos subsequentes. Segundo o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, a MP transforma a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS em política permanente. Ou seja, nos próximos anos os aposentados e pensionistas não dependerão de decreto presidencial para receber o abono de Natal.

Segundo especialistas de Direito Previdenciário, o 13º é um direito social importante, com previsão legal e constitucional. A Constituição Federal prevê que o 13º dos aposentados e pensionistas deve ser pago com base no valor integral dos benefícios ou aposentadoria recebida pelos beneficiários durante o ano, considerando o valor dos proventos do mês de dezembro e deverão ser pagos até o final do ano.

O 13º dos aposentados e pensionistas é calculado da mesma forma que o dos demais trabalhadores. “O valor do 13º salário corresponde ao valor da renda mensal do benefício que o segurado deverá receber em dezembro ou no mês que o benefício foi cessado. Se o segurado recebeu benefício no ano inteiro, o valor da gratificação salário será correspondente ao valor da renda mensal cheio. Porém, se recebeu o benefício por período inferior a 12 meses, o valor será calculado na forma proporcional à quantidade de meses recebidos”, orienta o advogado João Badari, sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Os especialistas ressaltam que, para ter direito a gratificação, o segurado do INSS deve ter recebido durante o ano os seguintes benefícios: auxílio-doença; auxílio-acidente; salário-maternidade; aposentadoria de qualquer natureza e pensão por morte.

“Ao contrário do 13º salário dos demais trabalhadores que é concedido apenas aos que estejam empregados, o abono anual é devido aos segurados da Previdência Social que tenham recebido qualquer um dos benefícios, inclusive para segurado avulso, autônomo, equiparado a autônomo, empresário e facultativo”, alerta o advogado previdenciário Celso Joaquim, Jorgetti, sócio da Advocacia Jorgetti.

Os especialistas destacam que podem haver diferenças no valor das parcelas. “A diferença pode se dar se há incidência do Imposto de Renda sobre o valor do benefício. Nesse caso, o imposto é todo descontado na segunda parcela, porque a primeira é apenas um adiantamento”, aponta Badari


Exceções

De acordo com Celso Jorgetti, não recebem o abono anual os segurados que receberam amparo assistencial ao idoso e ao deficiente (BPC-LOAS), renda mensal vitalícia, amparo previdenciário rural, auxílio-suplementar por acidente de trabalho, abono de permanência em serviço, pensão decorrente da Síndrome de Talidomida, servidor aposentado pela autarquia empregadora e salário-família.

Em caso de dúvidas, o aposentado ou pensionista deve se dirigir a uma agência da Previdência Social ou ligar para o órgão no telefone 135.

João Badari recomenda que o segurado “sempre deve conferir os valores depositados, tanto o adiantamento, como a parcela final, em dezembro. E em caso de problemas, procure o INSS tão logo perceba qualquer problema em relação aos depósitos, seja por valor menor ou pela ausência de pagamento. E, se persistir o equívoco, recorrer ao Poder Judiciário”.

Como vencer o conflito de gerações nas empresas?


Muito tem se falado sobre o conflito de gerações dentro das empresas. É a primeira vez que vemos, três, quatro e até cinco gerações trabalhando juntas, num mesmo ambiente. Basicamente, as gerações são influenciadas pelos contextos sociais, econômicos e históricos que viveram em determinada fase da vida. Isso influencia seus comportamentos e atitudes, fazendo com que muitas vezes, uma geração não consiga compreender muito bem a outra.

Embora vasta, a literatura sobre o tema não é unânime sobre as datas de nascimento de cada geração. Mas, em geral, os chamados Tradicionalistas reúnem pessoas nascidas entre os anos de 1925 e 1945. Os baby boomers, são nascidos entre 1945 e 1965. Na sequência, está a chamada Geração X, entre 1965 e 1980. Aí vem a Geração Y, entre 1980 e 1995. Seguida pela Geração Z, entre 1995 e 2010. De 2010 em diante, está a caçula Geração Alpha. Vamos conhecer melhor cada uma delas?


Tradicionalistas: eles viveram a 2º Guerra Mundial e foram marcados por grandes crises econômicas. Essas pessoas vivenciaram muita escassez. Por esse motivo, costumam ser mais rígidas e não tem problemas em respeitar regras. Seus principais valores são a família, o trabalho e a moral. Eles valorizam o comprometimento e a lealdade. Essa geração prefere a estabilidade.


Baby Boomers: vivenciaram a Guerra do Vietnã e a Guerra Fria, o que influenciou fortemente a visão política desta geração, que é a criadora do movimento hippie. Foram agentes de grandes transformações políticas e sociais, inclusive sobre o papel da mulher na sociedade. Esta geração estabeleceu um estilo de vida que se segue até hoje, relativo ao casamento, compra da casa, do carro e a busca do tempo destinado ao lazer.


Geração X: viveram a queda do Muro de Berlim, o fim do Apartheid e as ditaduras na América Latina. Acabaram não ficando nem de um lado e nem do outro, quando já chegava a era digital. Se mostraram transgressores, com posturas que não necessariamente estão alinhadas aos preceitos de liberdade pregados pela geração anterior. Entre as características predominantes, estão a busca por seus direitos, a liberação sexual, bem como a valorização do sexo oposto.


Geração Y: também é chamada de millenials, por serem os primeiros a chegarem à idade adulta após a virada do milênio. Eles procuram ser mais comprometidos com a coletividade, otimistas em relação ao futuro e com maior consciência social e ambiental. São propensos a fazer voluntariado e atuar por uma causa relevante aos seus valores. Mais informais, são agitados e vivem em uma espiral de informação que os torna cada vez mais impacientes e imediatistas.


Geração Z: é formada pelos chamados nativos digitais, que nasceram após o surgimento da internet, já em uma sociedade voltada às tecnologias da informação. Entendem de forma diferente das gerações anteriores questões como privacidade, temporalidade, coletividade e virtualidade. Os dispositivos eletrônicos são entendidos como extensões do ser e não existe diferença entre vida on e offline.


Geração Alpha: como ainda são crianças, sabe-se pouco sobre seus comportamentos. Especialistas ainda especulam sobre os impactos da hiperconexão desde a primeira infância. Nas escolas, a tendência é que o foco deixe de ser o conteúdo para se tornar o aluno. Ele é quem está no centro. Os estímulos sensoriais tendem a ser cada vez maiores. Um mundo era hierárquico, cheio de regras, não faz mais sentido para essa geração. Eles vão se tornar adultos numa sociedade muito mais horizontal.

Cabe destacar que não existe uma geração melhor que a outra. Cada uma tem as suas características, especificidades, comportamentos e desafios. Um ambiente de trabalho diverso, com profissionais em diferentes momentos de vida e de carreira só tende a beneficiar a todos. Uma convivência harmônica e proveitosa começa pelo respeito a cada uma delas.





Marília Cardoso - jornalista, com pós-graduação em Comunicação Empresarial, MBA em Marketing e pós-MBA em inovação. É empreendedora, além de coach, facilitadora em processos de Design Thinking, consultora e professora de inovação. É fundadora da InformaMídia, agência de comunicação, e sócia-fundadora da PALAS, consultoria de inovação e gestão.

Kaspersky: APTs focam em ciberespionagem e roubo financeiro


Tendências das atividades das ameaças avançadas persistentes foram obtidas com base em fontes externas e nas conclusões dos relatórios de Threat Intelligence que a empresa envia aos assinantes desse tipo de serviço

Segundo o relatório trimestral de tendências das ameaças persistentes avançadas (APT) da Kaspersky, foram identificadas uma série de operações direcionadas ou originadas no Oriente Médio e Coreia do Sul. Grande parte das atividades se concentraram em ciberespionagem ou no retorno financeiro, mas pelo menos uma campanha foi identificada disseminando falsas informações — as famosas fake news. Em maio, a Kaspersky analisou ainda os ativos de uma campanha de ciberespionagem que pareciam pertencer a um grupo iraniano e concluíram que o grupo responsável pelo vazamento pode ser o Hades, que está ligado ao worm ExPetr e ao ciberataque nas Olimpíadas de Inverno em 2018

Estes destaques foram obtidos com base em fontes externas e em conclusões dos relatórios de Threat Intelligence que a empresa envia aos assinantes o seu serviço, que incluem também indicadores de comprometimentos (IOC) e regras YARA para auxiliar nas investigações e caça dos ataques maliciosos.

Durante o segundo trimestre deste ano, os pesquisadores da Kaspersky identificaram uma atividade interessante no Oriente Médio. Ela incluía uma série de vazamentos online de códigos, infraestrutura, dados de grupos e possíveis vítimas, supostamente realizados por cibercriminosos de idioma persa conhecidos: OilRig e MuddyWater. Os vazamentos vieram de fontes diferentes, mas com poucas semanas de diferença entre um e outro. O terceiro vazamento, que aparentemente expôs informações relacionadas à uma entidade chamada "Instituto RANA", foi publicado em persa em um site chamado "Realidade Oculta". A análise da Kaspersky sobre os materiais, infraestrutura e website dedicado, levou à conclusão de que esse vazamento poderia estar relacionado ao agente de ameaças Hades – mesmo grupo que estava por trás do incidente do Olympic Destroyer das Olimpíadas de Inverno de 2018, assim como o worm ExPetr, e várias campanhas de desinformação, como o vazamento em 2017 de e-mails relacionados à campanha eleitoral presidencial de Emmanuel Macron, na França.

Outras atividades adicionais de APT no segundo trimestre incluem:

• Grupos de língua russa continuam aperfeiçoando e lançando novas ferramentas e operações. Por exemplo, desde março, Zebrocy parece ter focado sua atenção em eventos, funcionários, diplomatas e militares relacionados ao Paquistão/Índia, além de manter acesso contínuo a redes locais e remotas do governo da Ásia Central. Os ataques do Turla continuaram a apresentar um conjunto de ferramentas em rápida evolução e, em um caso notável, o aparente sequestro da infraestrutura pertencente à OilRig;
• A atividade relacionada à Coreia foi alta; isso porque o resto do sudeste da Ásia registrou mais tranquilidade do que nos trimestres anteriores. Operações notáveis incluem um ataque do grupo Lazarus contra uma empresa de jogos para celular na Coreia do Sul e uma campanha do BlueNoroff, o subgrupo Lazarus, contra um banco localizado em Bangladesh e um software de criptografia monetária;
•  Os pesquisadores também observaram uma campanha ativa visando agências governamentais na Ásia Central liderada pelo grupo chinês APT SixLittleMonkeys, usando uma nova versão do Trojan Microcin e um RAT que a Kaspersky chama de HawkEye.
 


"O segundo trimestre de 2019 mostra quão obscuro e confuso o cenário de ameaças se tornou e como algo pode não ser o que parece. Entre outras coisas, vimos um grupo especializado sequestrando a infraestrutura de um grupo menor e outro grupo aproveitando-se de uma série de vazamentos online para disseminar informação falsa e minar a credibilidade dos ativos expostos. O setor de segurança enfrenta uma tarefa crescente de olhar além do sigilo para encontrar dados e informações sobre ameaças nas quais a cibersegurança é baseada. Como sempre, é importante acrescentar que nossa visibilidade não está completa e que haverá atividades que ainda não estão no nosso radar ou que não entendemos completamente – por isso, a proteção contra ameaças conhecidas e desconhecidas permanece vital para todos", afirma Vicente Díaz, principal pesquisador de segurança da Equipe Global de Análise e Pesquisa da Kaspersky.

Os documentos completos estão disponíveis apenas sob assinatura, para obter mais informações, contate:
intelreports@kaspersky.com.

Para evitar ser vítima de ataque dirigido por grupos especializados conhecidos ou desconhecidos, a Kaspersky recomenda implementar as seguintes medidas:

•  Forneça à sua equipe de segurança operacional (SOC) o acesso às
informações mais recentes sobre ameaças para mantê-la atualizadas sobre as novas ferramentas, técnicas e táticas usadas pelos grupos especializados;

•  Para a detecção, investigação e correção de incidentes no endpoint, implemente soluções avançadas de detecção e respostas à incidentes (EDR), como o
Kaspersky Endpoint Detection and Response;

•  Além da proteção essencial no endpoint, implemente uma solução de segurança corporativa que detecte ameaças avançadas na rede em seu estágio inicial, como o Kaspersky Anti Targeted Attack Platform;

• Como muitos dos ataques direcionados começam com phishing ou outras técnicas de engenharia social, é importante a realização de treinamentos de segurança que ensinem habilidades práticas para evitar os ataques, como os cursos disponíveis na plataforma Kaspersky Automated Security Awareness Platform.

Para acessar o relatório trimestral de tendências de APT, acesse o
Securelist



Kaspersky

Vendas para o Dia dos Pais podem crescer até 4%, diz pesquisa


Ticket médio de compra pode variar entre R$ 100,00 a R$ 200,00; setor de vestuário tende a ser o mais beneficiado; parcelamento com cartão de crédito pode ser a opção mais utilizada

As vendas para o Dia dos Pais devem crescer 4% com ticket médio entre R$ 100,00 a R$ 200,00, segundo pesquisa realizada pela FCDLESP (Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Estado de São Paulo). Para os lojistas, o Dia dos Pais ocupa o terceiro lugar no ranking entre as datas mais importantes do segundo semestre para o varejo, ficando atrás somente do Dia das Crianças e Natal.

“Em 2018, o crescimento foi de 2% e os setores que mais se beneficiaram foram vestuário e perfumaria. Visto que é uma data tradicional, os lojistas devem lembrar que  sempre há espaço para comprar uma lembrancinha para os avôs ou pais de consideração, com isso a prática de descontos, promoções, ganhe um e leve outro, por exemplo, podem ser estratégias de grande valor para o aumento das vendas para esse ano”, explica o presidente da FCDLESP, Maurício Stainoff.

A pesquisa foi realizada com a participação das principais CDLs do Estado de São Paulo, que enviaram dados locais, como ticket médio, formas de pagamento, produtos de maior venda, estratégias de marketing utilizadas e a classificação da importância da data para o segundo semestre.


Região Metropolitana de São Paulo

Na região metropolitana de São Paulo, as expectativas para o Dia dos Pais são de um crescimento considerável, quando comparadas a outras localidades do estado. As CDLs de Diadema e São Mateus preveem um crescimento de 5%, com ticket médio entre R$ 100,00 a R$ 200,00 e parcelamento das compras em até 3x no cartão de crédito.

O setor de vestuário pode ter destaque de vendas com produtos como, camisas, blusas e gravatas que podem ser boas opções de presentes para os avôs, que geralmente também são presenteados, segundo o presidente da CDL de Diadema, José Manuel.

Para a CDL de Taboão da Serra, o crescimento esperado pelos comerciantes é de 2% com ticket médio de R$ 50,00 a R$ 100,00. Perfumes e cosméticos podem ser opções favoritas entre os consumidores. Na cidade, as vendas via e-commerce têm grande destaque, segundo o presidente da CDL, Antônio Augusto.

Já na região de Mauá, no Grande ABC, as expectativas estão bem abaixo do esperado, com 1% de crescimento, com ticket médio de R$ 50,00 a R$ 100,00, o parcelamento pode ser em até 3x via cartão de crédito, e os segmentos que mais podem ser beneficiados serão vestuário e alimentação. 


Interior

As expectativas de vendas são otimistas na região de Sorocaba, com crescimento de até 10%. Em 2018, a CDL de Votorantim registrou metade do esperado para esse ano. O ticket médio pode ser de R$ 100,00 a R$ 200,00 e com parcelamento de até 3x no cartão de crédito. “A data é a segunda mais importante para a região, porém o Natal ainda é a cabeça desse ranking”, afirma o presidente da CDL, Marcos Poiato.

As CDLs de Araçatuba e Franca presumem um crescimento de 4%, com parcelamento das compras em até 3x, porém, o ticket médio em Araçatuba é de R$ 50,00 a R$ 100,00 e em Franca de R$ 100,00 a R$ 200,00.

“A melhor estratégia para aumentar o número das vendas na região é a prática do “compre tal produto e ganhe um brinde”, isso pode resultar na fidelização do cliente com o estabelecimento. Além disso, pode ser aplicado no ambiente digital, pois o e-commerce tem um potencial enorme quando tratamos de compras, pois trazem comodidade e praticidade ao consumidor”, explica o presidente da CDL de Araçatuba, Gener Silva.

Para a CDL de Pederneiras, na região de Bauru, o crescimento será humilde, por volta de 2%, com ticket médio entre R$ 100,00 e R$ 200,00, parcelamento em até 3x no cartão de crédito e vestuário pode ser preferência entre os consumidores.


Litoral

A CDL da Praia Grande está bem animada quanto às vendas, segundo o presidente, Antônio Luiz, para esse ano o crescimento esperado pode ser de 7%. “O ticket médio pode ser de R$ 100,00 a R$ 200,00 e as roupas podem ocupar a maioria das sacolas dos consumidores”, complementa.

Para a região do Guarujá e Santos, o ticket médio pode ser de R$ 50,00 a R$ 100,00 e com parcelamento através do cartão de crédito em até 3x. Quando tratamos do crescimento das vendas, a CDL do Guarujá prevê 5%, enquanto a CDL de Santos 4%.

Já para a CDL de Bertioga, o crescimento pode ser de 2%, com ticket médio entre R$ 100,00 a R$ 200,00, pagamento em até 5x e os setores de perfumaria e cosméticos pode ser mais beneficiados. “Na região, vitrines bem organizadas e chamadas nas rádios locais podem auxiliar no aumento das vendas”, explica a presidente da CDL de Bertioga, Adriana Dias.

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