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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Trend Alert! Saiba como usar camisa de seda no dia-a-dia



Consultora de moda dá dicas de looks com a peça chave desse inverno 2019


Sabe aquela peça que não pode faltar no seu guarda roupa? Então, a camisa de seda é uma delas! É uma peça refinada, versátil, básica e clássica, que pode ser usada tanto em ambientes formais quanto no trabalho e no dia-a-dia.
Como a camisa de seda é uma peça mais refinada e elegante, a consultora de moda e estilo, Karine Rodrigues diz para abusar no estilo hi-low, para deixar a produção mais despojada. Quando fazemos esse mix, a peça fica mais versátil, deixando de lado a ideia de só usá-la com peças de alfaiataria e refinadas.

Já no trabalho, a camisa de seda é bem vinda, porém é necessário um cuidado extra com a transparência, devido ao tecido ser de fibra natural e tende a ser mais transparente. A dica da Karine para esse caso é usar com alguma blusinha por baixo, e apostar em peças de alfaiataria, saia lápis, saia envelope até a calça de alfaiataria, clochard ou pantacourt. Em ambientes fora do trabalho, já é possível ousar um pouco mais, dando um toque mais sexy na produção, com um top de renda por baixo.

Para as que gostam de versatilidade e sobreposições, use a camisa por cima de vestidos ou macacão, que pode ser usada até aberta. Outra dica é usar por baixo de blusas ou vestidos, fazendo a sobreposição. “A camisa pode ser lisa, colorida, neutra, estampada, com aviamentos diferenciados, algumas possuem golas, outras não, assim como bolsos e detalhes. Escolha a que componha mais seus estilos, e aposte em looks modernos e refinados.”, diz a consultora de moda.




Karine C. Rodrigues - formada em design de moda pela faculdade Esamc campinas e está sempre dedicando e buscando novos conhecimentos na área de moda. Ela é consultora de moda e estilo pelo Instituto Marangoni – Paris, pelo Image Resource Center of NY e pós graduada em criação de imagem e Styling pelo Senac – SP. Formada também em Visagismo pelo renomeado Phillip Hallawel, entre outros.Trabalhou nos backstages do NYFW em setembro de 2016 nas marcas Lacoste, Desigual e Kate Spade. Em Setembro de 2017 participou da semana de moda de Paris.  Atualmente é Stylist da TVB Record de Campinas e da revista A3 de Paulínia, colunista de estilo da Revista Prado, consultora de moda do programa mulher.com entre diversos trabalhos já realizados.
Instagram: @karinecrodrigues

DIA DO HOMEM: moda é papo para eles também


A vaidade masculina segue em alta e impulsiona mercado de roupas para eles. Entre estilos mais ousados e conservadores, o que se tem hoje são homens mais atentos ao visual e a qualidade do que vestem
     

No próximo dia 15 de julho comemora-se o Dia nacional do Homem, e que tal na data trocar uma ideia com os amigos sobre coisas do tipo: calça jeans skinny ou de corte reto, gola canoa ou em “v”, sapatos derby ou loafers. Pois é, moda também é assunto para eles. Um recente levantamento feito pelo Sebrae aponta que  54% dos homens brasileiros se interessam por tal tema, e que o segmento de vestuário masculino gerou um volume de negócios de R$ 23 bilhões, só em 2018. Os dados mostram que a vaidade dos homens está em alta e continua subindo.

De acordo com Lorena Darrot, diretora de estilo e criação de uma das maiores marcas da moda feminina e masculina de Goiás, a Jean Darrot,  os homens hoje assumem que têm um estilo e fazem questão de demonstrá-lo no seu dia a dia. Ela diz que eles aprenderam o caminho das lojas de moda e hoje recebem atenção especial dessa indústria. “Hoje os homens têm uma preocupação bem maior com sua imagem. Querem ter um visual harmonizado, mas ao mesmo tempo que os faça se sentir bem”, afirma a executiva.

Lorena cita a evolução da própria Jean Darrot, que tem 35 anos de mercado, para demonstrar como interesses dos homens pela moda aumentou. Segundo ela, o público masculino da marca se consolidou nos últimos anos e hoje representa mais de 25% das vendas em todas as lojas, antes, há 20 anos, não chegava a 10%.  “ Hoje temos um público de 18 até 70 anos, por isso nosso setor de criação busca sempre ser plural quando se trata de moda masculina. No caso do jeans, nosso carro-chefe, temos o modelo clássico com corte reto e mais largo nas pernas,  mas também apostamos em peças mais contemporâneas e com grande procura entre os mais jovens como as calças skinny, bem mais justas, principalmente na altura do tornozelos; ou cropped, com modelagem mais curta; e a jogger, com folga nos quadris e mais curta em baixo”, explica Lorena. 

O estilista da marca, Emanuel Moraes, explica que a Jean Darrot sempre foi reconhecida por fazer um jeans mais tradicional. Mas com o tempo a peça ganhou o que ele chama de uma “leve pincelada de perfumaria”, com mais detalhes de acabamento, um pouco mais de cores e designs mais conceituais. Mas independente da evolução do gosto masculino, o estilista destaca que uma coisa é sempre prioridade para eles, quando se fala de vestuário: conforto. “Eles querem peças fáceis de usar, por isso esse jeans clássico ainda é uma forte pedida nas lojas. Entretanto, não podemos fechar os olhos para o novo. Existem aqueles que já estão mais atentos às tendências e tem mais coragem de mesclar essa praticidade à criatividade, por exemplo”, ressalta o profissional.


Goianos

Embora os homens brasileiros estejam cada vez mais ousados, os goianos, aparentemente, preferem usar as opções mais comportadas, conforme explica Emanuel Moraes. “O guarda-roupas do homem goiano tende a ser mais clean, ou seja, a preferência é por peças confortáveis com estampas mais discretas e tradicionais, ou mesmo um visual mais clean e com cores neutras. 

De acordo com Regina Alves, gerente geral das lojas da Jean Darrot, o perfil do vestuário masculino mudou muito realmente, mas ela admite que em Goiás isso ocorreu de maneira cautelosa. “É possível observar as nuances de ousadia em alguns clientes, que realmente se jogam em modelagens mais contemporâneas, como as calças skinny e camisas com estampas florais e cores que vão além do azul marinho e preto, como vermelho, rosa e  laranja. Porém, a maioria do nosso público tende mesmo a ser mais conservador. “Os bordados, as estampas silkadas e os jeans mais justos são usados em momentos de festa e descontração. Para o trabalho, o índigo e a camiseta gola pólo são a dupla de sucesso mais procurada em nossas lojas”, revela a gerente.

Regina explica que a marca sempre fabricou peças para homens e mulheres e nos últimos anos a empresa tem projetado maiores investimentos para o segmento masculino, justamente para acompanhar essa demanda de homens que estão dando mais espaço para gastos com roupas. “Desde 1984, quando surgimos, já tínhamos noção que precisaríamos explorar essa fatia de mercado e agora queremos investir mais ainda nesse nicho”, diz a gerente ao citar que hoje a grife tem uma loja exclusiva para vendas masculinas, que fica em Trindade, cidade que também abriga a fábrica da marca. 


Qualidade

Com o aumento do interesse dos homens por moda, a grande maioria hoje não só quer se vestir bem, mas como está muito mais criteriosa com a questão da qualidade. “Se a roupa for boa, posso usa-la por muito tempo sem me preocupar se ela vai estragar na lavagem ou no uso do dia a dia. Como trabalho diretamente com os clientes, tento deixar o meu guarda-roupas o mais confortável possível, mas sem abrir mão da elegância”, revela  Devanir Fernandes Marinho, 59 anos, Corretor de Imóveis em Trindade e cliente da Jean Darrot há quase 30 anos. 

Para o cliente da grife, a praticidade e elegância, são quesitos que ele avalia como indispensáveis num visual masculino. “Quero escolher uma peça boa, bonita e que vai me deixar bem arrumado o dia todo. Então para mim o mais importante é não perder muito tempo pensando no que usar, mas mesmo usando o básico estarei com bom visual”, argumenta.



Imagens

Divulgação


 Jean Darrot 


Conheça as quatro fases do sexo no corpo feminino



Imagens retiradas da internet
Ginecologista Dra. Erica Mantelli fala sobre as etapas que o organismo da mulher passa para atingir o ápice sexual



O corpo da mulher é um fenômeno complexo que, muitas vezes, é difícil de ser interpretado. Mais de 25% das mulheres podem ter ausência ou dificuldades para atingir o orgasmo por conta de inúmeras causas.

Diante disso, segundo Dra. Erica Mantelli, ginecologista, obstetra e pós-graduada em sexologia humana pela Universidade de São Paulo, o ciclo de resposta sexual é composto por quatro etapas, “a primeira fase está ligada ao desejo, ou seja, é a largada para obter o prazer. O corpo da mulher passa a receber estímulos externos e internos que desencadeiam o desejo sexual, como por exemplo, lembrar do cheiro ou do toque da pessoa desejada. “, ressaltou a especialista.

Logo após o desejo, chega a fase de excitação, quando o corpo se prepara para potencializar as chances de se obter o prazer, bem como se estrutura para obter condições de realizar a relação sexual. “A terceira fase já é emendada à segunda e leva até o ponto alto da relação sexual. Por se tratar de uma fase orgásmica, é comum as mulheres se queixarem de não conseguirem chegar até ela. Conhecer as zonas erógenas do corpo pode facilitar a chegada ao orgasmo. “, completou Erica.

Por último, a fase de resolução faz com o que o corpo retorne ao estado prévio. Com isso, ocorre o relaxamento da musculatura e a sensação de bem-estar. Toda a alteração volta para o estado normal.

É importante ressaltar que na fase do desejo e na fase da excitação podem ocorrer transtornos. Traumas psicológicos e uso de alguns anticoncepcionais podem bloquear os estímulos de iniciação ao desejo. Já na excitação, pode ocorrer problemas com a lubrificação natural. O ressecamento vaginal é uma causa que pode impactar muito nessa fase. Ambos têm tratamento.





Dra. Erica Mantelli - ginecologista, obstetra e especialista em saúde sexual - Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro, com Título de Especialista em Ginecologia e Obstetrícia. Pós-graduada em disciplinas como Medicina Legal e Perícias Médicas pela Universidade de São Paulo (USP), e Sexologia/Sexualidade Humana. É formada também em Programação Neolinguística, por Mateusz Grzesiak (Elsever Institute). Site: http://ericamantelli.com.br
Instagram: @ericamantelli

Benefíci os do sexo na terceira idade




Pixabay/banco de imagens gratuito


Sexóloga explica os motivos pelos quais pessoas com mais de 50 anos devem manter a vida sexual ativa na maturidade


Cada vez mais, homens e mulheres de todas as idades têm procurado por um estilo de vida mais ativo, mesmo depois que chegam na maturidade. Uma das ferramentas mais utilizadas por esse público tem sido os aplicativos de namoro para cinquentões e cinquentonas, permitindo conhecer pessoas novas, além de desfrutar de uma parceria mais tranquila depois de tantas experiências vividas.

A sexóloga do site Solteiros50 (www.solteiros50.com.br), Carla Cecarello, explica que retomar a vida sexual na maturidade ajuda a proteger até mesmo o coração. “O sexo funciona como exercício, por isso, traz todos os benefícios de uma atividade física comum. Uma pesquisa realizada na Universidade de Tufts, nos Estados Unidos, já revelou que o sexo regular funciona como exercício cardiovascular, aumentando as chances de combater o câncer e diminuindo os sintomas da menopausa”, destaca.

Além disso, Carla conta que, em 2011, uma pesquisa divulgada durante o Encontro Anual da Sociedade Americana de Gerontologia, revelou-se que a frequência da atividade sexual está diretamente ligada à felicidade dos idosos. “Quanto mais ativa a vida sexual dos mais velhos, maiores são os níveis de bem-estar na vida e felicidade no casamento”, lembra. O levantamento considerou as respostas de 238 pessoas com mais de 65 anos de idade. Segundo os dados, 60% dos idosos que faziam sexo mais de uma vez por mês se classificaram como “muito felizes” em comparação com 40% dos indivíduos que não tinham tido relação sexual nos últimos 12 meses.

Mas a especialista Carla Cecarello (www.solteiros50.com.br) faz um alerta para quem tem mais de 50 anos. “Embora a sensação de liberdade e a segurança na hora de retomar a vida sexual sejam recorrentes aos mais velhos, alguns cuidados não podem ser deixados de lado. Esta é uma geração que não conheceu o preservativo e hoje em dia, apesar de conhecerem, torcem o nariz para ele. E aí mora o perigo! Curtir a vida é muito válido, mas com precaução”, orienta a sexóloga.


Benefícios de uma vida sexual ativa depois dos 50 anos

“Os benefícios do sexo são muitos, ele aumenta a autoestima, melhora a qualidade de vida, o humor e a intensidade das relações. No entanto, conforme a idade avança, o corpo vai passando por mudanças, por isso é preciso ficar atento e ter alguns cuidados. A libido não acaba com o envelhecimento. O que pode acontecer são algumas alterações hormonais com a terceira idade, como no caso das mulheres quando muitas vezes têm a testosterona alterada. O homem passa pela andropausa - distúrbio antropogênico do envelhecimento masculino - e essa alteração hormonal pode atingir a libido. Mas se não houver nenhum tipo de alteração no hormônio que desperta desejo sexual, a vontade continua da mesma forma”, descreve a especialista do site Solteiros50 (www.solteiros50.com.br).


É possível ter lubrificação na terceira idade?

A lubrificação tende a diminuir na mulher após a menopausa. Algumas ficam com ‘muito pouco’ e outras desaparecem completamente. Nesse caso, é sempre importante fazer à utilização de géis, principalmente os que são à base de água. Além disso, o lubrificante pode ser usado em cima do preservativo para que o deslizamento seja ainda melhor. Géis com hormônio são aconselháveis somente com recomendação médica. Vale ressaltar que o prazer continua da mesma forma, o orgasmo é uma sensação cerebral desencadeada por um estímulo no pênis ou no clitóris (vagina), se essa sensação for muito boa e prazerosa com certeza essa pessoa vai chegar ao orgasmo naturalmente.


Família X Terceira idade

Muitas vezes a família pode influenciar na vida sexual pelo fato de não conseguir imaginar seus avós ou pais tendo uma vida sexual ativa. “A terceira idade é vista como o fim de tudo na vida daquela pessoa, alguns chegam a recriminar beijos e, portanto, podem não aceitar que saiam para bailes em busca de novos parceiros. O que é uma pena porque nunca é tarde para viver e ser feliz”, conclui a especialista.

Férias: fazer cocô fora de casa não precisa ser um tabu para as crianças


Segundo a pediatra Geisa Quental, a dificuldade de fazer o nº 2 vai além da fisiologia. Muitas vezes está associada a um padrão comportamental pelo desconforto em evacuar em locais desconhecidos


As férias chegaram e é hora de as crianças aproveitarem para brincar, passear, se divertir com os amigos e a família. Para os pais que também estão de férias é o momento de agitar a programação ou fazer aquela viagem para relaxar e esquecer a correria do dia a dia.

Por ser um período em que a rotina das famílias muda bastante, é natural que as crianças fiquem mais tempo fora de casa e passem a comer alimentos menos saudáveis e fora dos horários, principalmente se estão em passeios ou viagens. Essa mudança de comportamento pode afetar o metabolismo delas, dificultando, por exemplo, que consigam fazer cocô fora de casa.

“A constipação ou prisão de ventre costuma apresentar diversos sintomas e incômodos nas crianças, como irritabilidade, cólicas, dificuldade de evacuar e dor quando consegue. Manter hábitos alimentares saudáveis são necessários para ajudar no combate a esse problema”, alerta a pediatra Geisa Quental.

O intestino pode ficar um pouco mais preso dificultando a ida ao banheiro e, na agitação das brincadeiras, às vezes os pequenos ainda seguram a vontade de fazer o número 2, impedindo um funcionamento regular do intestino. Consequentemente, não conseguem ir ao banheiro fora de casa, gerando stress não só para as crianças, mas também para os pais.


A causa também pode ser comportamental

É o caso de Helena, 5 anos, que foi passar férias com a família no Piauí. Durante a viagem conheceu parentes, comeu bem, brincou, tudo correu tranquilamente até ter vontade de ir ao banheiro. Segundo Sâmia, mãe de Helena, ela ia ao banheiro, mas não conseguia fazer cocô e o desconforto perdurou por três dias, até que foi preciso levá-la ao hospital. Exames detectaram que as fezes estavam ressecadas, impedindo a evacuação. Foi feita lavagem intestinal e remédios foram receitados, mas, ainda assim, Helena continuou com dificuldades para evacuar. “Foi bem tenso, pois passamos 20 dias fora de casa e a vontade foi voltar no mesmo dia, para que ela voltasse a sua rotina”.

A mãe de Helena acredita que a causa de todo esse mal-estar foi o fato de a filha estar fora de casa, ou seja, a vergonha de fazer cocô em um banheiro estranho, aliada à gastronomia local diferente dos hábitos diários.

De acordo com Geisa, a constipação pode acometer adultos e crianças e a mudança de ambiente e dos hábitos alimentares fazem diferença no metabolismo. É indicado evitar o consumo de produtos que contenham glúten e caseína (presente nos laticínios), altamente inflamatórios. “Ter um bom funcionamento do intestino é muito importante para qualquer pessoa e a ingestão diária de bastante líquido, frutas, verduras e fibras contribui para que o organismo funcione corretamente”, alerta.


Quando ném na casa da amiga vai...

Como criança é uma caixinha de surpresa, não é preciso viajar para que desconfortos ocorram. Foi assim com o Caio, 10 anos, que saiu para passar uma tarde na casa de uma amiguinha que mora há cerca de um quarteirão da casa dele. Denise, a mãe, conta que ele pediu para ir buscá-lo só depois das 18h, mas, antes do horário combinado, ela se surpreendeu com o retorno dele. Ao perguntar o que houve, ele só disse depois te conto e correu para o banheiro.

“Minutos depois, contou que estava brincando e começou a ficar com vontade de fazer cocô, mas ficou com vergonha de usar o banheiro na casa da amiga e segurou até onde deu. Quando não aguentou mais, correu para casa”, conta Denise.

Casos como o de Caio mostram que, muitas vezes, a dificuldade de evacuar fora de casa pode até estar associada ao tabu de fazer cocô, normalmente associado a algo que dá vergonha. De acordo com a pediatra, fazer cocô em banheiros estranhos pode causar constrangimento porque a criança pode ter a sensação de que o outro percebe o ato como algo sujo, o que compromete a naturalidade de se usar o banheiro.

Igor, 10 anos, conta que estava de férias com a família em Santa Catarina e, em um dos dias, passou horas brincando em um parque. Tinha comido muito e praticado muitas atividades, quando veio aquela vontade de fazer o número 2. “Fiquei com muita vontade, mas os banheiros estavam cheios e tive vergonha pelo cheiro. Não quis fazer e segurei, segurei até chegar ao hotel”. A mãe, Juliana, disse que percebeu certa inquietação, mas como ele não reclamou achou que fosse só pela a agitação do dia.


Os riscos de uma constipação

Geisa Quental chama a atenção para os riscos de bloquear a necessidade fisiológica. Cada vez que o organismo indica a vontade de fazer cocô, e a criança segura e não faz, as fezes vão ficando ressecadas, o que pode levar um processo inflamatório crônico no intestino uma vez que ele deixa de absorver nutrientes, formando bolas de fezes que fermentam. 60% do peso seco das fezes são bactérias, que precisam ser eliminadas para evitar a fermentação que inflama o intestino. “Esse processo de inflamação causa bastante mal estar, gerando cólicas, dificuldade para dormir, alterações de humor, perda do apetite, fadiga e cansaço”, explica Geisa.


Dicas para os pais ajudarem os filhos na hora de fazer o número 2

A pediatra diz que o ideal é evacuar todos os dias, mas isso varia muito de uma criança para outra, portanto, não há regra específica. Mas, segundo a profissional, os pais podem tomar alguns cuidados para ajudar os filhos em casos de intestino preso:
  • Mesmo durante as viagens, procure manter regularidade nas refeições com alimentação saudável;
  • Diminua o consumo de açúcares e refrigerante para evitar a fermentação. Ingerir azeite de oliva, frutas;
  • Tomar bastante líquido;
  • Deixar a criança se exercitar, brincar, fazer atividade física, pois ajuda na hora de evacuar;
  • Se a criança ficar ressecada, os pais podem fazer uso de um supositório de glicerina para estímulo,
  • Ingestão de lactobacilos e fibra a base de inulina (fibra vegetal, chicória, tomate, alho poró, cebola, aspargo) ajuda;
  • Em casos extremos, levar ao médico para lavagem intestinal.

Inovação corajosa

Histórias como essas se acumulam e acontecem com frequência. “Foi pensando em amenizar casos como esses, que demos início ao nosso negócio. Foi quando surgiu a ideia de desenvolvermos o primeiro bloqueador de odores sanitários do Brasil”, explica Rafael Nasser, um dos sócios e cocriador do FreeCô, produto que inaugurou uma nova categoria  no mercado de higiene nacional. “Acreditamos que o benefício do produto era maior que os obstáculos para apresentá-lo às pessoas e aos comerciantes. No início, muita gente desconfiou que a estratégia daria certo, apostando que a vergonha seria uma barreira para a entrada de um novo produto no mercado” completa Renato Radomysler, Sócio e Cocriador do FreeCô.

Três anos após o início das atividades, o produto é comercializado em mais de 15 mil pontos de venda em todo o país. Entre 2016 e 2017, o negócio cresceu 150%. Em 2018, foram mais de 1,5 milhão de unidades vendidas. Para 2019, a expectativa é de um crescimento de 30% chegando a 2 milhões de unidades vendidas. Graças à demanda do consumidor hoje existe uma linha completa da marca com diversos tipos de produtos, soluções e fragrâncias que podem ser encontradas no varejo, e-commerce e em versão para empresas e estabelecimentos, que funciona como um serviço mensal.





Geisa Quental – Pediatra - Graduada em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo - FMUSP, possui especialização em pediatria pelo Instituto da Criança da FMUSP. Trabalha em clínica médica geral e medicina integrativa. É especialista em Psicanálise da Criança (Sedes Sapientiae), Saúde Quântica (Uninter/FAPS), Medicina Psicossomática (Sociedade Brasileira de Psicossomática) e Homeopatia (Associação Paulista de Homeopatia). Ministra seminários sobre medicina integrativa e técnicas inovadoras de cura, como o uso de frequenciais.
Consultório: Rua Conde Vicente Azevedo, 66 – Ipiranga - São Paulo, SP - Telefone: (11) 2061-5437




FreeCô – Bloqueador de Odores Sanitários
Tel.: (11) 3885-0404

O corpo, o livro e nosso cérebro: ler ou não ler nas férias? Eis a questão



Depois de um longo período de avaliações em que nossos estudantes precisam aplicar o que aprenderam e ser avaliados nas mais diversas habilidades e disciplinas, chega o tão esperado período das férias. Há certa polêmica, no entanto, sobre como devemos manter ou não nosso cérebro aquecido nesse período, fazendo leituras ou simplesmente descansando por completo.

Para pensarmos sobre essa questão, é interessante olharmos para duas formas de compreender o mundo que têm impactado o modo como aprendemos: a neurociência e a psicanálise bioenergética.

A grosso modo, podemos dizer que os neurocientistas têm investigado, no último século, a maneira como o processo de estudo e aprendizagem pode afetar o funcionamento do nosso cérebro.

Algumas contribuições já comprovadas desses estudos incluem as descobertas de que precisamos estabelecer vínculo emocional com o que estamos aprendendo para aprendermos melhor e que, como afirma o Prof. Dr. Fernando Mazzili Louzada, do Departamento de Fisiologia da Universidade Federal do Paraná, conhecer a realidade e construir conhecimento sólido sobre ela é como abrir uma trilha numa floresta. Isso quer dizer que quanto mais atravessamos uma picada na mata, mais fácil fica passar por ela ao longo do tempo. Ou seja, quanto mais formas diferentes usamos para acessar uma informação, maiores as chances de nos apropriarmos dela como conhecimento.

Da mesma maneira, os caminhos que não utilizamos vão se fechando, gradualmente dificultando o acesso a certas regiões. Essa metáfora nos ajuda a compreender como nosso sistema neuronal lida com o que aprendemos. E essa aprendizagem obviamente está relacionada à qualidade das interações que são oferecidas em aula em ambiente escolar, mas não somente isso.

Há outras formas de nos aventurarmos por esses caminhos, mesmo quando estamos sozinhos. Quando estou, por exemplo, em contato com um livro, filme, ou mesmo diante de um jogo de videogame que tenha uma estrutura narrativa ou mecânica complexa, podemos realizar as mesmas ligações e conexões sinápticas para aprender coisas novas. E a neurociência também nos diz que, quanto mais fizermos isso juntos, em comunidade, e conversamos a respeito do que vimos, mais sofisticadas ficarão essas ligações.

Um contraponto a esse olhar sobre como adquirimos informações, porém, é o pensamento bioenergético. Já é muito popular dentro do mundo do trabalho na contemporaneidade esse discurso sobre a maneira como nossas crenças e valores podem afetar a qualidade do que produzimos, o que a professora de psicologia de Lewis e Virginia Eaton, na Universidade de Stanford, Carol Dweck, chamou de mindset.

No entanto, a bioenergética, uma técnica desenvolvida pelo psicanalista estadunidense Alexander Lowen, se propõe como uma dissidência desse olhar ao considerar o corpo e nossa bioeletricidade na maneira como encaramos as situações que vivemos, relembrando a importância de nossa estrutura corporal nesse fenômeno.

Isso quer dizer que estimular apenas a mente não basta e, para aprendermos melhor, necessariamente precisamos mudar esquemas e concepções mentais. Mas estas também se manifestam pelas emoções e experiências que tivemos com nosso corpo, o que temos chamado de bodyset. Não há como lidar com um sem alterar o outro, como se os dois fossem duas faces de uma mesma moeda.

E de que maneira esse confronto entre esses dois olhares pode direcionar o modo como pensamos sobre leitura nas férias?

Se seguirmos as abordagens mais tradicionais de leitura, centradas nos materiais impressos e livros de papel, tomando essa visão essencialista de que “aluno bom é aquele que lê livros grandes durante as férias”, podemos estar reproduzindo estereótipos ultrapassados do que é ler e de como se realiza a experiência de leitura que não são mais condizentes com o modo como as atuais gerações de jovens leem. Não se trata de descartar completamente os livros, nem de glamourizá-los como alta cultura, mas sim de incluir no debate sobre o que pode ser lido em outros formatos e novas experiências coletivamente.

Nesse sentido, descansar e dormir um pouco mais pode ser sim um meio muito produtivo para o restabelecimento do corpo durante o período de férias, se considerarmos que o funcionamento saudável da mente está associado a ele. Porém a provocação que fica é: por que não incluir experiências e vivências de leitura de livros e de outros formatos que também possam nos estimular a saber mais sobre realidades desconhecidas e nos conectarmos a elas? Por essa perspectiva, visitar museus com a mediação de educadores ou mesmo viajar para lugares próximos, mas desconhecidos, podem ser experiências ricas de leitura.

Até mesmo jogar um game mais complexo ou assistir a uma série num canal de streaming e depois conversar sobre o assunto podem ser modos significativos de estimular nossa atividade cerebral e aproveitar as férias como um momento importante de pausa sem, no entanto, deixar se apagar uma certa curiosidade e um desejo de saber sobre o mundo que podem ser muito proveitosos para o modo como aprendemos.




João Reynaldo Pires Junior

Como gerenciar melhor o seu tempo


Segundo a psicóloga Fernanda Tochetto, não saber administrar direito as horas do dia pode fazer com as que as pessoas deixem de reallizar tarefas imprenscindíveis aos seus objetivos


No filme o Feitiço do Tempo, o protagonista surpreende-se preso em uma armadilha temporal: um mesmo dia começa a se repetir. O que no início se mostra como algo até libertador - nunca ter de prestar conta dos atos - transforma-se paulatinamente na mais perversa das penitências. O protagonista é forçado, então, a refletir sobre sua existência, aproveitando melhor o tempo que está sendo obrigado a reviver. Ao fazê-lo, liberta-se do castigo, e, finalmente, vê nascer um novo dia.

Entre outra reflexões, o filme traz à tona a importância do ser humano saber lidar com as acontecimentos para extrair deles o melhor resultado possível. Nesse sentido, a psicóloga Fernanda Tochetto dá algumas orientações para quem se mostra angustiado com as tarefas do dia a dia, por ter pouco tempo para levá-las a cabo, ficando sempre com a sensação de que algo está por faltar.

Segundo a psicóloga, o primeiro passo no intuito de acabar com essa agonia é prestar bastante atenção no próprio cotidiano, a fim de entender o que realmente está tirando foco das atividades essenciais. “Monitore-se, desde a hora que acorda, até a hora que vai dormir. O ideal é fazer isso durante uma semana inteira”, destaca.

Um dos modos de tornar mais prático esse monitoramento é através de uma agenda (as novas tecnologias podem ajudar aqui). Nela, deve-se colocar todas as atividades realizadas durante o dia, assim como o tempo gasto com cada uma, sempre tendo em vista quais são as prioridades. Assim, fica mais fácil perceber se há muitas horas despendidas com atividades que não são tão importantes assim.

Após mapear e encontrar o problema, parte-se para a próxima etapa, que é, segundo Tochetto, programar o funcionamento, de maneira ideal, da rotina, traçando o passo a passo para aproveitar do modo mais eficiente as 24 horas do dia. Assim, é possível que as pessoas se deem conta de que algumas atividades podem facilmente ser descartadas, já outras, imprescindíveis, estão sendo mal administradas.

Um modo de otimizar as tarefas essenciais é dividir sua realização em etapas, fazendo um pouco a cada dia. Caso isso não seja possível, pense em delegá-las a outros. Conforme a psicóloga, algumas pessoas têm dificuldades em fazê-lo, por tenderem à centralização, acreditando que apenas se feitas por elas as atividades surtirão o efeito desejado. “Achar que só você é capaz de fazer o que precisa ser feito limita o crescimento e as oportunidades”, afirma Tochetto.

Entre as atividades que são essenciais para sua rotina no trabalho ou dentro de casa, determine as prioritárias. Ante isso, estabeleça prazos de entrega. Obviamente, as tarefas mais importantes deverão ser cumpridas antes das menos importantes. Para não se esquecer o prazo e a atividade prioritária, lembretes pela casa, por exemplo, podem ser de muita utilidade. Estabelecer recompensas também é um artifício que pode ajudar no cumprimento das atividades dentro do prazo estipulado.

Para que as atividades necessárias a um aproveitando mais eficaz do dia sejam colocadas em prática nos prazos estabelecidos é imprescindível a manutenção do foco. Assim, todo estímulo que dispersa do objetivo principal deve ser detectado e eliminado. “Acabamos por não perceber o que está acontecendo ao nosso redor, aquilo que nos tira o foco. A internet, por exemplo, nos chama, seus conteúdos nos prendem a todo o momento”, explica Tochetto.

Diante das constantes diversões que permeiam o cotidiano, é preciso resistir à tentação de postergar a atividade essencial e começar a fazer outra coisa menos útil. De acordo com a psicóloga, isso pode se tornar um péssimo hábito que destrói a performance do indivíduo. “Ele começa a deixar para amanhã, mas o amanhã nunca chega e vira procrastinação, acúmulo de tarefas que a pessoa não consegue mais dar conta”, diz.

Nesse sentido, outra ação que pode ter o mesmo efeito a também deve ser evitada, segundo Tochetto, é estabelecer exceções às regras, permitir a realização de atividades que não fazem parte do cronograma e que podem não ter uma resolução a curto prazo, tornando mais difícil alcançar o objetivo primordial. “Tal ação pode destruir equipes, negócios e metas”, afirma a psicóloga.

Por fim, a pessoa que deseja utilizar melhor o seu tempo, não pode subestimar o poder do descanso. Seja durante o trabalho, materializado em uma pausa para o café ou para fazer um lanche. Seja após um dia árduo de trabalho, através de práticas esportivas ou outras atividades de lazer, como ver um filme com a família.

Controle sua ansiedade de forma natural através da alimentação


Em um mundo cada vez mais agitado, onde as pessoas se sentem sob pressão o tempo todo, motivos para o estresse não faltam, gerando cada vez mais ansiedade. Enquanto alguns encontram na compulsão alimentar um refúgio para sua ansiedade, saiba que através da alimentação adequada também é possível controlar a ansiedade e viver uma vida mais plena.

O Dr. Leone Gonçalves, preparador físico e nutricionista com especialização em nutrição ortomolecular, esclarece sobre a reação fisiológica do corpo à ansiedade: “Algumas pessoas podem manifestar uma ansiedade além do normal, por se preocuparem demais com os mínimos detalhes de tudo ao seu redor, até esse excesso de zelo se tornar um hábito. Neste caso, o estresse associado a essa postura, em vez de prepará-lo em um estado de alerta, praticamente o paralisa, com manifestação de sintomas físicos e emocionais, como a compulsão alimentar. A ansiedade gera compulsão alimentar, dai as pessoas comem muitas besteiras e ganham peso”.

Felizmente, o especialista aponta que existem formas simples e totalmente naturais para aliviar a mente, usando a alimentação como aliada. Confira:


Reduza a ingestão de cafeína

Não é algo raro se sentir ansioso ou mais agitado depois de consumir bebidas com cafeína. Inclusive, o quadro de “transtorno de ansiedade induzido pela cafeína” é um diagnóstico médico oficial. A cafeína é um psicoestimulante, que mesmo após estimular o sistema nervoso central fica na corrente sanguínea e nos tecidos por até seis horas. A maioria das pessoas pode consumir até 300 mg de cafeína (três xícaras de 240 ml de café ou cinco xícaras de chá) antes de começar a ter problemas. No entanto, se você estiver consumindo mais que isso, diminua a quantidade e veja se o quadro de ansiedade apresenta alguma melhora.


Substitua o café pelo chá de camomila


A erva contém as substâncias apigenina e luteolina, que promovem o relaxamento. Num estudo, pacientes prestes a se submeterem a um cateterismo cardíaco foram tratados com chá de camomila para se observar quais efeitos ela exercia sobre o sistema cardiovascular. Embora não tivesse efeito mensurável, 10 dos 12 pacientes adormeceram durante esse procedimento que gera tanta ansiedade. Para ação calmante máxima, use dois saquinhos de chá de camomila para uma xícara de água e deixe em infusão, coberto, por 10 minutos. Beba três xícaras por dia quando estiver passando por momentos de tensão.


Cereais

Um estudo da Universidade de Tufts com 3 mil homens e mulheres detectou que até 39% das pessoas têm níveis baixos de B12, ao passo que cerca de 9% são deficientes. Os pesquisadores levantaram a hipótese de que o problema esteja na absorção do nutriente. A vitamina B12 no cereal é mais bem absorvida do que em outros alimentos porque a vitamina é borrifada, como um suplemento. (Tome o leite até o último gole, que é onde ficam as vitaminas do cereal matinal.)


Tome banhos de sol

A luz do sol é um tremendo inibidor de ansiedade. Portanto, experimente ficar ao sol 15 minutos por dia. Isso vai aumentar os níveis de vitamina D de forma natural, o que pode diminuir a depressão e a ansiedade. 


Atum

O atum têm altos níveis do aminoácido essencial lisina, um dos componentes dos neurotransmissores. Em estudo de 2004, homens que tinham altos níveis de ansiedade iniciaram a se sentir melhores quando experimentaram a ter alimentação enriquecida com lisina. Além disso, as taxas do aminoácido são mais altas na carne, no peixe e nas leguminosas, entre outras fontes.


Prefira o mel no lugar do acúcar

Um estudo neozelandês de 2009 apurou que ratos alimentados com mel, que tem efeito antioxidante alto, tiveram menos ansiedade num labirinto complexo que os que receberam uma quantidade equivalente de sacarose. Assim, os estudos apontam que esta substituição do acúcar pelo mel também pode funcionar no 'labirinto estressante' da vida.


Alimentos ricos em ômega-3 são grandes aliados contra a ansiedade

Indícios mostram que os ácidos graxos ômega-3, abundantes em peixes gordurosos, frutos secos e linhaça, reduzem os sintomas de ansiedade.Além disso, limitam no organismo os níveis de estressores químicos como adrenalina (epinefrina) e cortisol. Uma pesquisa israelense mostrou que alunos que receberam suplementos de óleo de peixe tiveram menos ansiedade nas provas; segundo medidas de seus hábitos de alimentação e de sono, níveis de cortisol e estados mentais. 


Como lidar com a compulsão alimentar se nada resolver?

Se você identificou o ciclo da compulsão alimentar, e percebeu que consome mais comida do que deveria, e acredita que as causas estejam muito além do simples estresse e da ansiedade natural por algo que se está a realizar, talvez também seja válido recorrer a um especialista da área de saúde, como um terapeuta ou psicólogo, que poderá ajudar a entender este acontecimento pelo viés mental e emocional, identificar a sua origem e qual a melhor forma de resolver a questão.

E se você pudesse utilizar o Ctrl+Z na vida real?


De vez em quando, ao ver que as coisas deram meio errado, que falou algo na hora errada, fez uma besteira e se arrependeu, você olha para o passado e pensa: que idiota eu era, por que fiz aquilo? Daria tudo para voltar àquele momento e fazer tudo diferente?

Já imaginou se a vida fosse tão simples quanto o Windows? Se você conseguisse voltar atrás apenas utilizando as teclas CTRL+Z? Como gostaria que a vida fosse tão simples. A verdade é que os nossos sábios cabalistas nos ensinam que isso é possível, e mais simples do que você imagina. Até a física quântica tem tentado entender o assunto.

Quer viaja no tempo? Quer consertar o seu passado? Nas minhas palestras e eventos de coaching, eu ensino e mostro como isso é possível por meio do conhecimento judaico, mesmo que não goste dessa ideia de eventos motivacionais que o deixam empolgado, mas sem rumo.

Vamos ao começo. Para isso, quero que você, ao ler este artigo, colabore comigo. Entenda que tudo o que aconteceu no seu passado, por bem ou por mal, define quem você é hoje, e mais ainda a forma como encarou ou reagiu a um evento qualquer do passado. Sejam quais foram as suas escolhas no passado, o mais importante é: qual era a emoção que você sentiu naquele momento? Qual lição aprendeu?

Se analisar os eventos que aconteceram em sua vida, tenho certeza de que vai lembrar de muitos e serão mais negativos do que positivos. Isso é comum. Ao lembrá-los, você revive o passado, e o seu cérebro reage como se estivesse no presente. As emoções surgem e as reações são as mesmas, mesmo quando já se passaram séculos desde o evento negativo que afetou a sua vida para sempre. Não vou entrar no motivo pelo qual você está revivendo o passado ou traumas, pois o que queremos é dar um Ctrl+Z nele.

Um dogma no judaísmo é que tudo o que acontece no mundo vem de Deus , e tudo que vem de Deus é para o seu bem! Nós, que somos seres limitados, não conseguimos entender o porquê algo aconteceu, mas é importante entender que o acontecimento do passado é para o seu bem, para evoluir, ativar e alcançar o potencial que foi implantado em você, em sua criação! Agora que está revivendo o passado por um único motivo, você não aprendeu a lição e deve estar pensando: “mas, Rabino, de que lição você está falando? O que pode ter de bom nos traumas que vivi no passado?”.

Veja bem, o que fez você crescer, confrontar novidades, achar soluções, aprender, aguentar firme nos momentos de turbulências, e criar um caráter? Concorda comigo que, somente nos momentos difíceis e traumáticos é que você evolui e ativa o seu potencial? Portanto, se algo fez você crescer e evoluir, por mais dolorido que possa parecer, fez de você um ser humano melhor. Agora, por não aprender uma lição do passado, você revive os traumas desse período. Vamos parar com isso? Para isso, vou pedir a sua colaboração. Anote num papel um evento que desperte emoções que você tenta esconder e ignorar. O segundo passo é anotar os pontos positivos, o que aprendeu, se cresceu e se extraiu algo bom.

Se aprendeu a lição, você evoluiu, porque toda a ideia do evento do passado era para o seu bem, para descobrir o seu potencial, ou mesmo colocá-lo em prática. Isso é bom e positivo! Mas, não para por aí, tenho a certeza de que se analisar mais ainda o tempo que passou, você vai descobrir mais coisas boas e positivas, resultados daquele evento que até então você pensou ser traumático e ruim.

Para finalizar, a segunda coisa que você tem que fazer, e isso é indispensável, para que o Ctrl+Z funcione corretamente, é apertar o botão da gratidão, já que entendeu que tudo o que aconteceu era para o seu bem. O que precisa fazer agora é agradecer! A gratidão, na verdade, tem um efeito mágico sobre o nosso passado, presente e futuro.

O passado permanece lá, já que você agradeceu e entendeu que tudo era para trazer você aqui, neste exato momento, para ler este artigo tão maravilhoso que escrevi!

No seu presente, a gratidão traz a alegria necessária para curar suas enfermidades. Agradeça! A sua cura está sendo feita. Agradecendo os bons resultados e a lição dos eventos do passado, os traumas darão lugar apenas ao presente.

Para o seu futuro, quanto mais agradecer pelo seu passado e presente, mais coisas boas você irá atrair para sua vida. Toda criança, depois de falar “papai” ou “mamãe”, o que aprende?

Aprende a agradecer depois de receber algo, para receber mais. Então, se quer ter mais coisas boas na sua vida, agradeça!






Rabino Dor Leon Attar - Nascido em  Israel, é sargento da reserva da Força de Defesa Israelense, é empresário investidor em várias áreas de atuação. É também escritor, além de formado em acupuntura Coreana e medicina chinesa. Dor Leon é  um palestrante transformador, pois realiza diversos eventos em todo Brasil tendo como assunto central temas unicamente relativos ao judaísmo e Mentalidade Positiva Judaica, assuntos  nos quais ele é treinador especialista e tem ajudado centenas de milhares de pessoas em todo o Brasil a conhecerem profundamente o verdadeiro judaísmo e a transformarem suas vidas. Residente no Brasil há mais de dez anos, tendo já obtido a cidadania brasileira, fundador da Associação Judaísmo em Ação (AJA – judaísmo), que tem por finalidade de promover a verdade sobre o judaísmo e a sabedoria milenar judaica. Autor do livro: O segredo da prosperidade judaica, pubicado pela Literare Books International.

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