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quinta-feira, 27 de agosto de 2020

6 principais erros do marketing digital

 Atualmente, os olhos das pessoas estão muito ligados ao digital e as empresas precisam entender o perfil dos consumidores para se adaptarem a essa nova realidade; mas, tendo essa necessidade em vista, muitas vezes não conseguem traçar uma estratégia positiva

 

 

Nos últimos anos, investir em diversas estratégias de marketing digital se tornou essencial para muitas empresas, afinal, já é sabido que o digital invadiu o mundo dos negócios. Com o isolamento social e a necessidade de migrar as vendas de produtos e serviços, os empreendedores enxergaram as redes sociais como uma oportunidade para se manter estável. Para se ter uma ideia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 70% dos brasileiros têm acesso a internet e, desse número, 97% acessa por meio dos dispositivos móveis. Isso comprova a necessidade das corporações entenderem o papel do marketing digital.


Porém, de acordo com Alex Vargas, especialista em marketing digital e empreendedor digital com 800 mil inscritos em seu canal no YouTube, mesmo funcionado como uma solução para muitos empreendedores, existem algumas estratégias realizadas de maneira inadequada que podem gerar um efeito contrário do desejado. “São detalhes simples mas que podem passar despercebidos e estragar totalmente sua estratégia de vendas. Por isso, construir uma boa vitrine virtual é essencial”, explica.

 

Abaixo, o especialista lista os principais erros e uma estratégia prática do que fazer para seu resultado do marketing ser rápido e eficaz. Confira: 

 

1 - Falta de paciência: tome cuidado com o imediatismo, ansiedade e desespero. “Não é correto pensar que uma coisa que você nunca fez vai funcionar perfeitamente logo na primeira vez. Não podemos comparar nossa primeira semana com os três ou quatro anos de uma outra pessoa. Normalmente, os processos no marketing digital não são rápidos. Gosto de indicar a estratégia do 100 - 100 coisas, 100 dias, quando nos damos esse período cria-se um espaço de tempo para os resultados aparecerem. Pensa: quanto tempo que leva uma faculdade? Quanto tempo é um contrato de trabalho? Então, se livre desse imediatismo, dessa ansiedade, desse desespero, saiba que as coisas não vão acontecer logo de primeira, e que tudo leva o seu tempo”, alerta Alex Vargas. 

 

2 - Falta de planejamento:  é necessário entender que todos os empreendedores de sucesso tem um ponto em comum: disciplina. “Ela é fundamental em um negócio, principalmente no início, e você precisa entender como é sua disciplina do dia a dia, seguindo horário, alimentação, exercícios, trabalhando a mente, para manter o foco. Não se compare com quem já está no mercado há muito tempo, ou com perfis de ostentação, siga a sua estratégia e tenha paciência e compreensão com seu processo”, revela Vargas.

 

3 - Não fazer uma análise de concorrência: para a estratégia ser completa logo de início, também é preciso fazer uma análise de quem são os concorrentes e o que estão falando. “O intuito aqui é entender o que está falando na estratégia do outro para aplicar em seu negócio. Por exemplo: um arquiteto percebe que seus concorrentes não estão falando sobre design biofílico, você pode levar essa novidade para os seu público. Então,  faça esse diagnóstico desde início”, complementa.

 

4 - Ter um site não seguro: esse é um erro bem comum e que os empreendedores, muitas vezes, desconhecem. “Caso você queira aplicar algumas estratégias no seu site, na hora da criação, é preciso se certificar se o mesmo está habilitado para receber as ações de marketing digital. Isso porque, é preciso que as suas visitas se tornem em algum tipo de conversão (leads ou vendas). Apenas os anúncios em si não vendem e nem geram contatos”, salienta. 

 

5 - 80% Prática e 20% Teoria: o  “Princípio de Pareto” também pode ser aplicado ao marketing digital. A partir dele é possível saber uma propensão dos resultados dentro dos negócios. “Só estudar e não partir para a ação não vai funcionar. Não fique esperando o momento, cenário ou equipamentos ideais, apenas comece. No início, demorei para colocar em prático tudo o que aprendi, pensava na câmera ideal para gravar o vídeo, edição e outras pontos, mas o mais importante é o conteúdo e ir aprendendo na prática.  É fundamental se atualizar, mas também tudo que foi visto deve ser colocado em prática. Estude em 20% do seu tempo e aplique 80% o que aprendeu. Essa teoria também vale em outros sentidos, como 80% dos resultados estão relacionados  a 20% dos investimentos”, complementa Alex Vargas. 

 

6 - Não identificar o nicho, produto e estratégia: saiba qual caminho você quer seguir e persiga nele. “Se você está trabalhando com Dropshipping, por exemplo, um segmento que cresce a cada dia e que o empreendedor é responsável por precificar a venda e o marketing da loja, é necessário focar em um produto e estratégia: se está vendendo uma câmera específica, faça campanhas recorrentes e se torne um especialista nessa área, assim os seus clientes vão chegar até você.  Além disso, saiba focar em um produto e na estratégia: se vai fazer vídeo para o Youtube fique neste canal até dar certo, faça roteiro e conclua”, exemplifica Alex. 

 

É importante deixar claro que o mundo do marketing digital é bem amplo e que existem diversas formas de fazer o seu negócio aparecer, seja vídeos, campanhas no Google e nas redes sociais ou até por meio de conteúdos. “Veja qual delas se encaixa melhor para o seu negócio e siga as dicas que o resultado será positivo”, finaliza o especialista.

 

 



Alex Vargas - empreendedor digital há mais de 15 anos. Desenvolveu dezenas de negócios na Internet. É criador de diversos treinamentos online, com destaque para o Fórmula Negócio Online que é considerado o treinamento mais indicado para quem quer começar um negócio do zero. Reconhecidamente como um dos mais bem sucedidos profissionais de marketing digital do Brasil. Desenvolveu os melhores treinamentos para empreendedores digitais, profissionais de marketing e afiliados da atualidade.Reconhecido pelo mercado como um dos melhores copywriters da atualidade. Criou cartas de vendas de altíssima conversão. Desenvolveu diversos negócios na Internet. Ganhou o prêmio de Empreendedor Digital do ano de 2019 do Afiliados Brasil.Motivador de pessoas. Aborda pontos de motivação e mindset para criação de negócios altamente lucrativos.

 Nucleo Expert


Biometria facial é nova arma contra fraudes na previdência

Medida evita filas e deslocamento. Especialistas alertam segurados para evitar ação de criminosos


O INSS iniciou um projeto-piloto de prova de vida por biometria facial. A constatação será feita por meio de um aplicativo que permite o reconhecimento facial do beneficiário com o uso da câmera frontal do celular, evitando que o segurado tenha que se deslocar para o banco neste momento de pandemia. Os primeiros contatos com os segurados estão sendo feitos por meio de mensagens (SMS) enviadas pelo aplicativo "Meu INSS", pela Central 135 ou por e-mail.

Nesta fase inicial do projeto, cerca de 500 mil segurados poderão ser convocados para a realização da biometria facial. O beneficiário que participar do projeto-piloto e realizar a prova de vida por biometria terá́ o procedimento efetivado, ou seja, não será considerado um teste. Para realizar a biometria facial, o INSS usará a base de dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O aposentado ou pensionista convocado deverá fazer a prova de vida por biometria facial pelo aplicativo do Governo Digital (Meu gov.br). A validação acontece em dois passos: prova de vivacidade e prova de identidade. Após essas duas etapas, o aplicativo indicará se aquela pessoa é, de fato, a mesma do CPF informado no cadastramento e a prova de vida será confirmada.

O superintendente de Engenharia de Produtos da Tecnobank, Isaac Ferreira, garante que, atualmente, o reconhecimento facial é uma das opções mais seguras do mercado. Mas alerta: “as tecnologias se mostram eficazes até que alguém aprenda a burlar. Então, é preciso evoluir os algoritmos constantemente e os usuários devem ser alertados quanto à autenticidade da convocação para realização da prova de vida por biometria facial".

Segundo informações do INSS, o remetente que enviará o SMS será identificado como 280-41. Assim, qualquer mensagem sobre a prova de vida que não tenha esse número deve ser desconsiderada. "Caso o segurado que tenha sido notificado fique com alguma dúvida sobre a autenticidade e validade da mensagem, poderá ligar para 135, o que é o telefone oficial do INSS, para ter mais informações", alerta a advogada Renata Brandão Canella.

 

Futuro da segurança digital

Um mapeamento da Surfshark revela que 98 países já usam o reconhecimento facial em algum tipo de vigilância pública. A tecnologia também passou a ser utilizada em escolas, espaços comerciais, condomínios, instituições financeiras, hospitais, planos de saúde e poder judiciário. A expectativa é que esse mercado, estimado em US$ 3,2 bilhões em 2019, alcance US$ 7 bilhões em 2024, segundo a MarketsandMarkets.

A validação biométrica com reconhecimento facial e confirmação de dados é a aposta da Tecnobank para dar mais segurança às operações online. A empresa lançou no Brasil um hub de soluções antifraude com assinatura eletrônica, validação documental e reconhecimento facial, chamado VerifiKey. A plataforma transforma a selfie em um hash biométrico no processo de onbording (processo de cadastro, formalização e aprovação digital do cliente), valida em bases oficiais e compara o hash com outro gerado no instante da assinatura, garantindo maior segurança e agilidade no processo. Em menos de 6 segundos, é possível se ter a confirmação sobre quem é a pessoa que está fazendo determinada transação ou assinando determinado documento. 


9 mudanças que o PIX traz para a rotina bancária dos brasileiros

 

Christiann Koepke/Unsplash

Conheça quais as principais novidades e como elas irão impactar no sistema financeiro brasileiro


Um novo sistema de pagamentos desenvolvido pelo Banco Central, o PIX, promete revolucionar a forma como lidamos com as transações bancárias. Alguns cogitam até que será o fim do dinheiro físico. Mas para entendermos melhor a dimensão dessa mudança, vamos voltar na história monetária mundial.

O início da representação monetária surgiu no século VII a.C, na atual Turquia com as primeiras moedas feitas de metais como ouro e prata, que evoluiu para o papel-moeda nos primeiros séculos d.C.  Já o primeiro banco mundial foi criado em 1406, em Gênova e era chamado de Banco di San Giorgio.  

O cheque foi uma das primeiras substituições do dinheiro físico. Em 1605, o Banco da Inglaterra passou a guardar o ouro do reino e emitir papéis que representassem seu valor equivalente. Mas, foi entre 1759 a 1772 que o nome cheque foi adotado e passou a ser utilizado como conhecemos hoje. 

Depois de séculos de utilização das cédulas e do surgimento dos bancos, e até mesmo do estabelecimento do padrão ouro, os cartões surgiram nos anos 50 do século XX como uma alternativa ao chamado “dinheiro vivo”. Essa indústria cresceu e incorporou inovações tecnológicas como o chip. O Banco da Escócia, em 1983,  se tornou o primeiro banco a oferecer serviços eletrônicos.

No meio dessa revolução de meios de pagamento sem dinheiro, nos últimos anos uma outra inovação acabou surgindo: o pagamento digital. O sistema, que possui carteiras digitais, QR Code, NFC, permite transações a partir de aparelhos celulares e até mesmo dispositivos como relógios digitais.

No que parece um movimento contínuo em direção à extinção do dinheiro físico, o Brasil está vendo o surgimento do PIX, que promete facilitar ainda mais os meios de pagamentos instantâneos.

Debatido desde 2018 pelo Banco Central (BC), o PIX, novo método de pagamentos eletrônicos do Brasil, começará a receber cadastros a partir de outubro. A promessa do BC é que a tecnologia esteja funcionando em novembro de 2020.

Márcio Barnabé, Chief Marketing Officer da UzziPay, fintech ecológica que está cadastrada no PIX, afirma que o sistema será uma revolução no mercado. Além de operações com custos muito menores, para clientes e empresas, ele salienta que a facilidade de realizar essas operações pelo celular é um dos trunfos do PIX.

“Essa inovação surge para deixar todo o sistema financeiro mais ágil, seguro e descomplicado. Esse é um importante movimento que o Brasil está tomando”, defende.

Os pagamentos pelo PIX poderão ser realizados através da leitura de um QR Code, redirecionamento em sites de compra e identificando o usuário que receberá o dinheiro. Nessa terceira situação será possível identificar o destinatário através do número de celular, e-mail ou CPF.

Márcio elenca nove aspectos que o PIX mudará na vida bancária dos brasileiros:

 

1 – Transações 24 horas por dia nos sete dias da semana

Atualmente, para que uma transferência financeira seja efetivada no mesmo instante é necessário que as duas contas envolvidas sejam do mesmo banco. Além disso, há limite de horário e dia da semana para realizar essas transações. No caso do TED, para que o valor caia no mesmo dia é preciso fazer a operação até às 17h. Em relação ao DOC, além do período de um dia útil, é preciso fazer a transferência até às 22h. Ambos só são efetuados de segunda a sexta-feira.

Quando o PIX estiver estabelecido, qualquer pessoa poderá transferir para um PJ ou PF em qualquer horário do dia. Além disso, a transação será completada em segundos, sendo a conta dos dois envolvidos do mesmo banco ou não. Além de transferências para amigos, o PIX permitirá o pagamento de contas, impostos, recebimento de salário e muito mais.

 

2 – Cadastramento de informações

No modelo atual de transferência bancária é preciso saber pelo menos quatro informações da pessoa ou empresa que receberá o dinheiro: CPF ou CNPJ; número da conta; número da agência e instituição financeira.

A partir de novembro, os valores poderão ser movimentados com apenas uma informação, que ficará à escolha do usuário do serviço. A identificação para o envio do dinheiro poderá ser feita através do CPF, CNPJ, número de celular ou e-mail. Apenas um desses três dados será exigido para que a movimentação financeira seja realizada.

 

3 - Saque descentralizado

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, anunciou que entre as possibilidades do PIX estará o saque em redes varejistas. Ou seja, as pessoas físicas poderão sacar dinheiro na padaria, farmácia, lojas e mais. O saque deixará de ser um serviço exclusivo de agências bancárias ou caixas eletrônicos.

A ideia, segundo Roberto Campos, é estimular a competição, aumentar as opções dos clientes e dar mais eficiência para a reutilização do dinheiro no próprio setor varejista.

 

4 - Taxas mais baratas

O Banco Central definiu que será cobrado das instituições financeiras que utilizarem o PIX apenas R$ 0,01 a cada 10 transações. Ou seja, a cada pacote de 10 transferências o Banco Central cobrará R$ 0,01 do banco ou fintech. Apesar desse valor bem baixo, ele não significará necessariamente que o cliente pagará a mesma quantia. Todos os agentes que oferecerão o PIX poderão instituir um valor para cada transação do cliente.

Contudo, a tendência é que a operação fique realmente muito mais barata para o consumidor do que atualmente. Os TEDs e DOCs, operações mais comuns de transferência bancária, custam entre R$ 9 e R$ 20 nos principais bancos do país. Uma das possibilidades debatida é que as instituições financeiras deixem gratuito um certo limite de transferências mensais e cobrem pelo excedente.

 

5 – Transações com vários agentes e até mesmo com o Governo

Além de uma opção para pagamento tradicional de contas, o PIX servirá para transferências de valores entre conhecidos, de empresas para empresas e até mesmo para transações com o Governo. O PIX poderá ser utilizado por:

- De pessoas físicas para pessoas físicas (chamadas de transações P2P, person to person);

- De pessoas físicas para empresas, seja locais físicos ou digitais (chamadas de transações P2B, person to business);

- De empresas para outras empresas, para pagamento de fornecedores, por exemplo (chamadas de transações B2B, business to business);

- De pessoas físicas e empresas para entes governamentais, para pagamentos de taxas e impostos, por exemplo (chamadas de transações P2G, person to government, e B2G, business to government);

- De entes governamentais para pessoas físicas, para pagamentos de salários e benefícios sociais como o Bolsa-Família, por exemplo (chamadas de transações G2P, government to person);

- De entes governamentais para empresas, para pagamentos de convênios e serviços, por exemplo (chamadas de transações G2B, government to business).

 

6 - Centenas de opções de instituições

Uma das etapas do PIX foi o processo de adesão para participação do sistema. Iniciado em junho de 2020, no início do mês de agosto o BC já contabilizava mais de 900 instituições cadastradas. Entre essas instituições estão bancos, fintechs, empresas de carteira digital, corretoras de câmbio, sociedades de crédito, bancos de desenvolvimento e cooperativas.

7 – Fim do cartão de crédito e boleto bancário?

Os pagamentos realizados pelo PIX poderão ser agendados para uma data futura. O banco ou instituição que ofereça o PIX precisará, porém, desenvolver soluções de agendamento, o que possibilitará a transação.

Por causa dessa opção de pagamento futuro, existe a possiblidade de que o PIX concorra com cartões de crédito. A empresa responsável pelo fornecimento de segurança para o sistema do PIX já pontuou que a solução poderá até mesmo substituir o cartão a médio e longo prazo.

Outra opção de pagamento atual que correrá risco é o boleto bancário. Com compensações que demoram até dois dias, a opção poderá deixar de ser usada, já que os pagamentos pelo PIX são completados em segundos.

 

8 – Segurança

Além da facilidade de uso, o PIX será completamente seguro. O sistema utilizará a chamada criptografia para proteger os dados dos usuários. A técnica permite o embaralhamento das informações para que somente quem possui uma chave de acesso consiga verificar as informações.

Além da criptografia, as informações pessoais que circularão no PIX estarão protegidas pelo sigilo bancário e pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Essas medidas de segurança, junto com formas de autenticação, já são adotadas nos TEDs e DOCs e serão utilizadas pelas instituições financeiras também no PIX.

 

9 – Fim do papel moeda?

Outra possibilidade levantada pelos agentes do setor financeiro é a diminuição da circulação e uso do dinheiro físico. Esse é um movimento internacional e em países como Coreia do Sul, Reino Unido, Índia, China e Holanda os pagamentos por meios digitais ou cartões de crédito/débito já ultrapassaram o uso de cédulas.

Na Suécia, outro país que tem visto esse movimento, grande parte das agências bancárias não aceitem há algum tempo depósitos e nem permitem saques.

“Ainda existem várias inovações que o PIX trará e que ainda não sabemos. Além do fato de que o sistema terá um desenvolvimento contínuo, as instituições financeiras também poderão pensar em novas soluções para os clientes, fazendo com que todo o sistema financeiro passe por uma revolução”, finaliza Márcio Barnabé.

 

 

UzziPay

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Check Point alerta para a evolução do malware Qbot com novos métodos de ataque e o sequestro de históricos de e-mails

Por meio desse cavalo de Troia, os cibercriminosos visam enganar as vítimas para obter dados corporativos e pessoais, indicando nos e-mails fraudulentos assuntos de interesse como COVID-19, lembretes de pagamento de impostos e recrutamento de empregos


Os pesquisadores da Check Point® Software Technologies Ltd . (NASDAQ: CHKP), uma fornecedora líder de soluções de cibersegurança global, detectaram uma evolução do malware Qbot, e numa forma mais perigosa, que passou a sequestrar o histórico de conversas (threads) de e-mails legítimos para roubar credenciais bancárias e cartões de crédito, a instalação de ransomware e para executar transações bancárias não autorizadas, cujo os alvos são organizações e indivíduos.

Identificado pela primeira vez em 2008, o Qbot (também conhecido como Qakbot ou Pinkslipbot) coleta dados de navegação e informações financeiras, incluindo detalhes de bancos online. Atualmente, são mais de 100 mil vítimas desta ciberameaça estimadas no mundo, tornando-se o malware mais difundido no momento. O Qbot coleta e-mails legítimos do Outlook dos usuários infectados para tentar enganar novas vítimas sequestrando conversas de e-mail legítimos.

Os pesquisadores da Check Point encontraram várias campanhas usando a nova família do Qbot entre março e agosto de 2020. Em uma das campanhas, o Qbot estava sendo distribuído pelo trojan Emotet, um cavalo de Troia bancário que pode roubar dados espionando o tráfego da rede. Isso levou os pesquisadores da Check Point a acreditarem que o Qbot possui novas técnicas de distribuição de malware, bem como uma infraestrutura de comando e controle renovada. Esta campanha envolvendo distribuição pelo Emotet impactou 5% das organizações globalmente em julho de 2020.


Nova linhagem, novos recursos

A última versão do Qbot evoluiu para se tornar altamente estruturada e em múltiplas camadas, estendendo suas capacidades como se fosse um "canivete suíço" que, de acordo com os pesquisadores, é capaz de:

• Roubar informações de máquinas infectadas, incluindo senhas, e-mails, detalhes de cartão de crédito e muito mais.

• Instalar ransomware: instalar outro malware em máquinas infectadas, incluindo ransomware.

•Permitir transações bancárias não autorizadas: faz com que o controlador do Bot se conecte ao computador da vítima (mesmo quando ela já está conectada) para fazer transações bancárias a partir do seu endereço IP.


Sequestro do histórico de conversas de e-mails

A cadeia de infecção do Qbot começa com o envio de e-mails especialmente elaborados para os alvos que são as organizações ou os indivíduos. Cada um dos e-mails contém uma URL para um ZIP com um arquivo Visual Basic Script (VBS) malicioso, o qual possui um código que pode ser executado no Windows.

Depois que uma máquina é infectada, o Qbot ativa um "módulo coletor de e-mail" especial que extrai todos os históricos de conversas de e-mail do cliente Outlook da vítima e os carrega para um servidor remoto codificado. Esses e-mails roubados são, então, utilizados para futuras campanhas de malspam, tornando mais fácil para os usuários serem enganados e clicarem em anexos infectados, porque o e-mail de spam parece continuar uma conversa existente de um e-mail legítimo. Os pesquisadores da Check Point viram exemplos de threads de e-mail direcionados e sequestrados com assuntos relacionados à COVID-19, lembretes de pagamento de impostos e recrutamento de empregos.

"Nossa pesquisa mostra como até mesmo formas mais antigas de malwares podem ser atualizadas com novos recursos para torná-los uma ameaça perigosa e persistente. Os atacantes por trás do Qbot estão investindo pesadamente em seu desenvolvimento para permitir o roubo de dados em grande escala de organizações e indivíduos. Vimos campanhas ativas de malspam distribuindo o Qbot diretamente, bem como o uso de infraestruturas de infecção de terceiros, como a do Emotet, para espalhar ainda mais a ameaça", explica Yaniv Balmas, chefe de pesquisa cibernética da Check Point Software Technologies. "Nossa expectativa é a de que nossas observações e pesquisas sobre o Qbot ajudem a acabar com esta ameaça. Por enquanto, recomendo fortemente que as pessoas observem mais atentamente seus e-mails em busca de sinais que indiquem uma tentativa de phishing, mesmo quando o e-mail parecer vir de uma fonte confiável", alerta Balmas.

A seguir, os pesquisadores da Check Point orientam sobre esses sinais de ciberameaças e recomendam como as organizações e os indivíduos podem se proteger contra esses tipos de ataques de phishing:

• Integrar uma solução de segurança de e-mail: O e-mail é, de longe, o principal vetor para atacantes se infiltrarem em redes e PCs e roubarem dados - mais de 80% dos ataques que visam organizações têm início em um e-mail malicioso. Os e-mails de phishing que estimulam os usuários a expor as credenciais de suas organizações ou a clicar em um link / arquivo malicioso são a ameaça número um no espaço de e-mail. As organizações devem sempre implementar uma solução de segurança de e-mail, projetada para prevenir tais ataques automaticamente utilizando mecanismos de segurança continuamente atualizados e, assim, ter uma proteção otimizada contra os múltiplos vetores: phishing, malware, roubo de dados e o sequestro de contas.

• Desconfiar de e-mails que contenham anexos desconhecidos ou solicitações incomuns, mesmo que pareçam vir de fontes confiáveis. É sempre melhor verificar se o e-mail é legítimo antes de clicar em um link ou anexo.

• Adicionar verificação: Ao lidar com transferências bancárias, deve-se sempre se certificar de efetuar uma segunda verificação contatando a pessoa que solicitou a transferência ou ligando para a parte receptora.

• Notificar os parceiros de negócios. Se uma violação de e-mail foi detectada em sua organização, certifique-se também de notificar todos os seus parceiros de negócios, pois qualquer atraso na notificação beneficiará o atacante.


Alvos do Qbot

Os Estados Unidos têm sido o alvo número um dos ataques do Qbot, representando 29% de todos os ataques detectados, seguidos por Índia, Israel e Itália, cada um representando 7% de todos os ataques, respectivamente. Os ataques visam organizações e indivíduos, principalmente dos setores militar, governo e indústria, com o objetivo de colher o máximo possível de dados confidenciais.


Organizações atacadas por país

Hoje, o Qbot é muito mais perigoso do que era antes, pois tem uma campanha ativa de malspam que infecta as organizações e consegue usar uma infraestrutura de infecção de "terceiros" como a do Emotet para distribuir ainda mais a ameaça. Parece que o grupo de ameaças por trás do Qbot está evoluindo suas técnicas ao longo dos anos, e os pesquisadores da Check Point esperam contribuir com outros pesquisadores ao redor do mundo para mitigar e potencialmente interromper a atividade do Qbot.

Detalhes sobre a cadeia de infecção do Qbot e análise completa dos pesquisadores sobre os recursos e ataques mais recentes deste malware podem ser consultados em:

https://research.checkpoint.com/2020/exploring-qbots-latest-attack-methods/




Check Point Software Technologies Ltd.

https://www.checkpoint.com/pt/

https://research.checkpoint.com/

https://twitter.com/_cpresearch_

https://blog.checkpoint.com/

https://www.twitter.com/checkpointsw

https://www.facebook.com/checkpointsoftware

https://www.youtube.com/user/CPGlobal

https://www.linkedin.com/company/check-point-software-technologies



Justiça em Números: Execução fiscal eleva arrecadação do Judiciário

O Poder Judiciário recuperou dos devedores da União, estados e municípios mais de R$ 47,9 bilhões em 2019, ou 62,7% de toda a receita do ano. O resultado é um recorde histórico e representa aumento de quase R$ 10 bilhões em um ano (26%), em particular, pelo resultado alcançado pela Justiça Estadual, responsável por R$ 9 bilhões deste aumento. Os dados constam no Relatório Justiça em Números 2020 (ano-base 2019) divulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

As receitas de execução fiscal são, majoritariamente, oriundas de dívidas pagas pelos devedores em decorrência de ação judicial. Dos R$ 47,9 bilhões arrecadados em execuções fiscais, R$ 31,9 bilhões (66,5%) são provenientes da Justiça Federal e R$ 15,8 bilhões (33%) da Justiça Estadual.

 

A Justiça Federal é a responsável pela maior parte das arrecadações de todo o Poder Judiciário em 2019, até mesmo em razão da própria natureza de sua atividade jurisdicional. No ano passado, esse ramo da justiça foi o único que retornou aos cofres públicos valor superior às suas despesas. “Parte dessas arrecadações é motivada por cobrança do Poder Executivo, como ocorre, por exemplo, em impostos causa mortis, que podem, inclusive, incorrer extrajudicialmente, em valores não computados neste Relatório”, informa o documento.

 

Acesse o Relatório Justiça em Números 2020

 

Gargalo

 

Apesar de as execuções fiscais terem impulsionado as receitas do Judiciário no ano passado, elas ainda são consideradas um gargalo na Justiça por representarem 70% do estoque em execução. Esses processos são os principais responsáveis pela alta taxa de congestionamento do Poder Judiciário, representando aproximadamente 39% do total de casos pendentes e congestionamento de 87% em 2019.

 

Isso acontece porque as dívidas fiscais chegam a juízo depois que as tentativas de recuperação do crédito tributário se frustraram na via administrativa, provocando sua inscrição na dívida ativa. Dessa forma, o processo judicial acaba por repetir etapas e providências de localização do devedor ou patrimônio capaz de satisfazer o crédito tributário já adotadas, sem sucesso, pela administração fazendária ou pelo conselho de fiscalização profissional. Desse modo, acabam chegando ao Judiciário títulos de dívidas antigas e, por consequência, com menor probabilidade de recuperação.

 

A maior taxa de congestionamento de execução fiscal está na Justiça Federal (93%), seguida da Justiça Estadual (86%) e da Justiça do Trabalho (84%). A menor é a da Justiça Eleitoral (80%). Na Justiça Federal, os processos de execução fiscal correspondem a 48% do seu acervo total de 1º grau (conhecimento e execução); na Justiça Estadual, a 43%; na Justiça do Trabalho, a 2%; e na Justiça Eleitoral, a 5%.

 

Apesar de as execuções fiscais representarem cerca de 43% do acervo de 1º grau na Justiça Estadual, o documento divulgado pelo CNJ demonstra que somente três tribunais possuem percentual superior a essa média: TJSP (63,5%), TJRJ (59,7%) e TJPE (54,2%). Nessas três cortes, aproximadamente 62,4% do total de processos de execução fiscal estão em trâmite. Esse montante representa 26% do total de processos em trâmite no 1º grau do Poder Judiciário.

 

O levantamento aponta ainda que houve redução dos processos pendentes de execução fiscal pelo segundo ano consecutivo (-3,3%). Os casos novos também tiveram queda no último ano (-5,1%). A redução do acervo, aliada ao aumento do número de baixados (28,2%), fez com que a taxa de congestionamento fosse reduzida em 2,9 pontos percentuais no ano passado. No entanto, o tempo de giro do acervo desses processos é de 6 anos e 7 meses, ou seja, mesmo que o Judiciário parasse de receber novas execuções fiscais, ainda seria necessário todo esse tempo para liquidar o acervo existente.





 

Paula Andrade

Agência CNJ de Notícias 

Lei de Proteção de Dados está em vigor: todos que utilizam dados pessoais devem se adequar

Especialista do Carvalho Pereira, Fortini explica como aconteceu aprovação

 

A Lei nº 13.709, Lei Geral de Proteção dos Dados (LGPD), foi aprovada desde 14/8/2018, ou seja, há pouco mais de dois anos. A sua entrada em vigor tem sido palco de sucessivas alterações. Inicialmente, foi previsto o prazo de 18 meses, a partir da sua publicação, que seria fevereiro de 2020. Posteriormente, foi alterado para o prazo de 24 meses, que seria agosto de 2020. Em razão da pandemia, a temática voltou a ser discutida, tendo a MP 959/2020, prorrogado novamente a entrada em vigor para o dia 3/05/2021.

A MP 959 foi colocada em votação nesta quarta-feira, 25/8/2020, na Câmara dos Deputados. O parecer do relator, deputado Damião Feliciano, suprimia o artigo que previa a proposta do adiamento da vigência da LGPD, posicionando-se a favor da imediata entrada em vigor, que seria agosto deste ano. Inesperadamente, a Câmara aprovou nova data: 31/12/2020. A matéria foi enviada para a aprovação do Senado no último dia de vigência da MP, ou seja, no dia 26/8/2020, com grande expectativa pela aprovação da nova data proposta pela Câmara.

Maior surpresa ocorreu no Senado Federal: foi declarada a prejudicialidade da matéria. Explica-se, a prorrogação da vigência da LGPD foi inserida no PL 1179, que deu origem à Lei n. 14.010, votada em Junho/2020. Entretanto, quando da votação do PL 1179, a prorrogação da vigência da LGPD não foi aprovada. O Senado conheceu todos os argumentos na época e ainda assim decidiu contrariamente à prorrogação. Neste sentido, nos termos do art. 334 do Regimento Interno do Senado, a matéria foi dada como prejudicada.

Isso implica dizer que a LGPD já está em vigor! Todos que tratam dados pessoais terão que movimentar rapidamente para promover as adequações impostas pela nova lei, mesmo sabendo que as penalidades só poderão ser aplicadas a partir de agosto de 2021. 

O mito da recontratação de empregados no Brasil

 Um dos principais efeitos econômicos provocados pela pandemia do Covid-19 foi a dispensa de milhares de trabalhadores. Muitas empresas brasileiras fecharam as portas ou tiveram que enxugar seu quadro de empregados para enfrentar os problemas financeiros. Desde o mês de março, o Governo Federal vem implementando algumas medidas na área trabalhista com o objetivo de atenuar os reflexos no mercado de trabalho. Uma dessas medidas foi a Portaria 16.655, que permite a recontratação em menos de 90 dias nos casos de despedida sem justa causa. Segundo o texto, essa regra só é válida para dispensas feitas no período do estado de calamidade, ou seja, até dezembro deste ano. 

Importante frisar que no Brasil não existe uma lei clara, direta e expressa que impeça a recontratação de empregados. A CLT, portanto, não veda. Há um mito de que só poderia haver a recontratação após 6 meses do término do contrato de trabalho. Isto se baseia em uma interpretação errônea, ao meu ver, do artigo 452 da CLT. Tal dispositivo não veda a recontratação, apenas cria uma presunção de que um novo contrato de emprego por prazo determinado, após o término de outro antes de seis meses, presume-se como sendo de prazo indeterminado. Só isso. Não há vedação para (re)contratação antes. 

Alerte-se que a fiscalização do trabalho, no entanto, tem um entendimento antigo, contido na Portaria 384/1992 do (extinto) Ministério do Trabalho (hoje Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia) de que a recontratação de empregados no interregno de 90 (noventa) dias é presumida como fraudulenta, pois, em princípio, estaria simulando uma despedida sem justa causa para a liberação de FGTS e habilitação do trabalhador no seguro-desemprego, fato que traria ônus para o governo. 

É importante esclarecer que é mera presunção da Portaria 384/1992, que serve de orientação para a inspeção do trabalho e, por consequência, para empregados e empregadores. Se constatada essa fraude, as repercussões vão para além do mero ilícito trabalhista, alcançam inclusive a esfera penal. Em outras palavras, se a recontratação ocorre de fato, de forma lícita e verdadeira, caberá à empresa provar, cabalmente, a validade da despedida, sob pena de responsabilidade trabalhista e penal. 

Um exemplo disso seria um empregado que pede demissão de um emprego, vai trabalhar em outro e, um mês após, pede para voltar. Não se trata de fraude presumida, é apenas a dinâmica do mercado de trabalho. É de se notar, também, nesse caso, que não houve vontade de fraudar a lei, pois com o pedido de demissão não haveria possibilidade de saque do FGTS nem habilitação no seguro-desemprego.

O que a fiscalização pretende, portanto, com a presunção de fraude na recontratação em período inferior a 90 dias, é desestimular as simulações de término do contrato para evitar o saque do FGTS e não onerar o Estado com o pagamento de seguro-desemprego. 

Recentemente, diante da pandemia, da incerteza da volta de muitos negócios e da inviabilidade de tantos outros, o que gerou realmente a despedida de milhares de trabalhadores, o governo federal flexibilizou aquele entendimento antigo da Portaria 384/1992 e orientou a fiscalização a afastar a presunção de fraude na recontratação de empregado em período inferior a 90 dias, mas somente durante o período de calamidade pública, conforme se vê da Portaria 16.655/2020 do Secretário Especial de Previdência e Trabalho. 

Essa medida, a um só tempo, evita abuso em eventual fiscalização e tranquiliza empresários para a retomada de seus negócios, afinal a mão de obra é um ativo especialíssimo e fundamental em vários ramos empresariais, levando em consideração que o término do contrato de trabalho se deu por evento alheio à vontade das partes, por questão de saúde pública, em virtude da impossibilidade de aglomeração de pessoas. 

Ao final, é bom lembrar que, quando o legislador quer criar algum impedimento para a recontratação, ele o faz expressamente, como é o caso da terceirização, em que um empregado despedido e que será contratado como terceirizado, para o mesmo tomador (o antigo empregador), deve cumprir uma quarentena de 18 meses, segundo o artigo 5º-C da Lei 6.019/1974. 

O mito da recontratação precisa ser derrubado. A Lei de Liberdade Econômica (Lei 13.874/2019, art. 3º, V) garante a presunção de boa-fé nos atos praticados no exercício da atividade econômica do empresário. É preciso harmonizar o princípio protetor do direito do trabalho com a livre iniciativa, de modo a preservar a empresa, sem se descuidar da dignidade do trabalhador.

 

 


Eduardo Pragmácio Filho - doutor em Direito do Trabalho pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), pesquisador do Getrab-USP, sócio do escritório Furtado Pragmácio Advogados e autor do livro A boa-fé nas negociações coletivas trabalhistas

 

Exercendo a liderança de forma remota

Passamos por um momento de reestruturação. E agora? Frente a um futuro incerto, como manter o engajamento de nossos colaboradores, da equipe e, ainda, uma boa gestão? Nesse contexto, de isolamento social e empresas precisando recorrer ao trabalho remoto, exercer uma liderança efetiva nunca foi tão falado, não é mesmo?

A realidade é que o exercício da liderança não tem a ver com cargo e menos ainda com o momento atual. Liderança tem a ver com a capacidade de influenciar nossos pensamentos, sentimentos e atitudes, seja presencialmente ou virtualmente. Exercer essa influência é primordial em momentos de incerteza, como este em que estamos vivendo.

Muitas decisões foram e ainda precisam ser tomadas, mas vale lembrar que quem está em um cargo de gestão hoje, também é um ser humano e, assim como todos da equipe, possui suas inseguranças e medos em relação ao que o Covid-19 pode causar. Todos nós somos perfeitamente imperfeitos e estamos aprendendo ao mesmo tempo com tudo isso.

Segundo Brené Brown, a vulnerabilidade é uma força humana e não uma fraqueza, por isso entendemos que a melhor forma de começar exercer essa liderança é gerar conexão humana com as pessoas. Ou seja, compartilhar as ansiedades e não se sentir na obrigação de ter todas as respostas para a equipe. No entanto, acredito que existam alguns pontos de extrema importância a serem trabalhados para que esse processo de liderança remota traga resultados:

• Falar com cada um da equipe individualmente, se possível. Demonstrar interesse genuíno em saber os desafios de cada um e como, de alguma forma, contribuir para que esse processo seja mais leve.

• Mostrar a visão de futuro para a equipe. Quais decisões estão sendo tomadas para os próximos dias.

• Envolver a equipe perguntando e criando soluções em conjunto para esse processo. A equipe precisa se sentir incluída, respeitada e acolhida.

• Ter clareza do que é esperado de cada um da equipe e como eles deverão entregar os resultados de médio e longo prazo, frente a esse cenário. Quais as respostas que a liderança já possui e quais ainda não.

• Os gestores devem estar mais presentes para apoiar seu grupo de colaboradores e ter um mentor ou mentora que também o apoie neste jornada.

• O ritmo de acompanhamento dependerá muito do contexto do trabalho e dos entregáveis, lembrando que o mais importante nesse acompanhamento é:

• Ter clareza da direção das decisões. Para que os resultados futuros aconteçam, quais são os entregáveis de cada um ao longo das semanas. Me refiro a resultados pragmáticos e não a lista de tarefas:

Exemplo de tarefa: Enviar email para tal pessoa.

Exemplo de resultado: Ter o contrato negociado e prorrogado.

Mais importante do que controlar as tarefas que cada colaborador está fazendo é ter clareza de quais os resultados são relevantes para se chegar na visão planejada. Melhor do que controlar os e-mails enviados é saber se a solução foi atingida.

Em um processo remoto, a autonomia é a palavra de ordem, sendo assim, todos tendo a clareza dos resultados efetivos que precisam ser entregues e acompanhados, a organização das tarefas ficará a cargo de cada integrante da equipe dentro da distribuição do seu próprio tempo.

As reuniões de acompanhamento devem ser para trazer os progressos dos resultados e pontos de melhoria que estão impedindo esses progressos. Não é a quantidade de horas trabalhadas o mais importante, e sim a evolução do direcionamento estabelecido.

Outros detalhes importantes:

• Entender a realidade de cada colaborador, principalmente pensando naqueles que estão com seus filhos em casa. Quem está à frente de uma equipe tem que ter empatia para entender que a rotina produtiva não será mais a mesma e que não deve ser apenas a agenda do líder que dita o ritmo, mas a agenda do grupo. Como esses pais estão se alternando com as crianças? É preciso estimular os homens a contribuírem com suas mulheres e vice-versa, e também entender os melhores horários para as reuniões de acompanhamento.

• Hoje, com a tecnologia, não existem mais limitações. Depois de tantos recursos que as empresas estão disponibilizando gratuitamente é fácil criar meios para estar sempre em contato, como Hangout, Whatsapp, Telegram, Trello, etc.

Na escola ELAS, ensinamos e acreditamos na Liderança Centrada, que respeita a compensação entre vida profissional e pessoal. Neste período em que todos estão revendo sua forma de ser útil e, ao mesmo tempo, revendo o valor das relações e conexões, também é o momento para renovarmos a nossa visão do que de fato é uma liderança, de resultado e mais humana.

 



Amanda Gomes -  especialista em análise comportamental e cofundadora da ELAS , primeira escola de liderança feminina do Brasil.


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