Número de fatalidades subiu 12,6% em um ano; Abrac
alerta sobre uso de carregadores de bateria não certificados pode apresentar
riscos
De 2023 para 2024, os incidentes por choque elétrico saltaram de 986 para 1.077, e o número de mortes aumentou de 674 para 759 no mesmo período — uma alta de 12,6% em apenas um ano, segundo dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos da Eletricidade (Abracopel). Um dos vilões silenciosos dentro de casa são os carregadores de bateria não certificados, que podem causar choques, curtos-circuitos e até explosões. Por não seguirem os requisitos técnicos exigidos para garantir um carregamento seguro, aumentam as chances de acidentes como curtos-circuitos, choques elétricos, superaquecimento e explosões — de acordo com a Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac).
O uso contínuo de acessórios de baixa qualidade pode danificar a bateria do celular, reduzindo sua vida útil e afetando o desempenho do aparelho. De acordo com José Eduardo Bertuzzo, vice-presidente de Telecomunicações da Abrac, os carregadores originais passam por testes rigorosos de desempenho e segurança, realizados por laboratórios acreditados pela Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre) do Inmetro e habilitados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Esses ensaios incluem verificações de segurança elétrica, compatibilidade eletromagnética e resistência a condições extremas.
“O consumidor investe dinheiro em um aparelho homologado, mas ao utilizar carregadores paralelos pode danificar a bateria e comprometer o próprio celular. Além disto, é um risco que compromete não só o equipamento, mas também a segurança do usuário”, afirma.
O
uso de carregadores conhecidos popularmente como “piratas”, pode expor o
consumidor a níveis elevados de radiação, prejudicar o funcionamento de outros
dispositivos eletrônicos no ambiente e invalidar garantias do fabricante. Por
isso, a recomendação da Abrac é que os consumidores adquiram carregadores
somente de marcas reconhecidas e em estabelecimentos autorizados, sempre
verificando se o produto possui o selo da Anatel e um número de homologação
composto por 10 ou 12 dígitos. Esses elementos garantem que o acessório passou
pelo processo de avaliação da conformidade e está apto para uso seguro.
Como reconhecer os carregadores paralelos
Carregadores
paralelos costumam apresentar sinais visíveis de má qualidade. A embalagem
geralmente é simples, mal acabada e pode conter erros ortográficos ou
impressões borradas. O preço muito abaixo do praticado no mercado é outro
indicativo de falsificação. O peso desses acessórios tende a ser mais leve,
podendo emitir ruídos como zumbidos ou estalos durante o uso e aquecer mais do
que o normal.
“Mesmo quando prometem ‘carregamento rápido’, frequentemente não entregam a
potência adequada por falta de tecnologia compatível”, conclui Bertuzzo.
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