Um estudo publicado no British Medical Journal
revelou que a vacinação contra o papilomavírus humano reduz em até 83,9% a
incidência de câncer de colo do útero e em 94,3% as lesões pré-malignas (CIN3)
em mulheres imunizadas na adolescência. A pesquisa divulgada em 2024, que
avaliou o impacto do programa de imunização na Inglaterra, reforça a
importância dessa estratégia como principal forma de erradicar a doença.
A imunização é uma ferramenta essencial na
prevenção do câncer cervical ou útero, com recomendações no Brasil para jovens
de 9 a 14 anos conforme as diretrizes do Programa Nacional de Imunizações
(PNI). “Quanto mais cedo a vacinação, maior a chance de prevenir complicações
graves”, afirma a Dra. Rosana Richtmann, infectologista do Salomão Zoppi e do Delboni,
ambos laboratórios da Dasa em São Paulo.
O HPV é responsável por cerca de 95% dos casos de
câncer de colo do útero, o tipo mais recorrente entre as mulheres. Um estudo
publicado na revista Saúde Pública, realizado com mais de 2.500 pacientes de
hospitais de São Paulo e Campinas, mostrou que a prevalência das infecções de
alto risco é maior entre as mulheres abaixo de 25 anos, 27,1%. Essa informação
corrobora a relevância na vacinação infantil. Ao imunizar as crianças antes de
qualquer possível exposição ao vírus, a proteção é mais eficaz e duradoura. “A
vacina ajuda a prevenir infecções por várias cepas do HPV, especialmente
aquelas que têm maior risco de causar câncer”, completa a Dra. Rosana.
Além disso, a proteção tem se mostrado altamente
eficaz na prevenção de lesões pré-cancerosas e câncer cervical, conforme
evidenciado por diversos estudos. Pesquisas publicadas em revistas renomadas,
como The Lancet e Journal of Clinical Oncology, demonstraram uma redução
significativa nas lesões cervicais (CIN2 e CIN3) entre mulheres jovens
imunizadas, além de uma diminuição nas verrugas genitais.
Vacina contra o HPV: uma ferramenta na prevenção do
câncer
“A versão nonavalente (Gardasil 9) é eficaz para
prevenir infecções e cânceres associados, abrangendo diferentes áreas da saúde
reprodutiva, como útero, vulva, vagina dentre outras partes. A imunização é
recomendada para homens e mulheres de 9 a 45 anos, com prescrição médica para
maiores de 45 anos”, diz Dra. Andrea Salles, ginecologista do Salomão Zoppi.
Com base em evidências sólidas e recomendações de especialistas, é fundamental
que pais e responsáveis estejam cientes da importância de proteger seus filhos
desde a infância.
“Ao priorizar a vacinação, não estamos apenas cuidando da saúde individual, mas também contribuindo para a saúde pública e a erradicação de doenças graves. A conscientização e a ação coletiva são essenciais para garantir um futuro mais saudável para todos”, finaliza Dra. Andrea Sales.
Delboni Auriemo Medicina Diagnóstica
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