A prática de atividades físicas já tem
seus benefícios comprovados para todas as faixas etárias, desde que sejam
respeitadas as capacidades e limitações dos praticantes. Mas em especial, como
o treinamento funcional pode ajudar aqueles que querem desfrutar de uma vida saudável
na melhor idade? Para isso precisamos entender as transformações que ocorrem no
corpo durante essa fase.
Bruna Grandini, educadora física e
proprietária da Dot Pilates e Funcional listou 5 aspectos muito importantes
onde o treinamento funcional fará toda a diferença no processo de vida ativa na
terceira idade:
Potência muscular:
A redução da velocidade nos padrões de execução dos movimentos acontece por um
processo de aumento nas vias de degradação, que acomete principalmente as
fibras rápidas da musculatura, as fibras do tipo II. A dinâmica do treinamento
funcional trabalha de maneira eficiente os padrões de movimento em diversas
velocidades de execução, proporcionado as adaptações necessárias para que o
indivíduo mantenha níveis ótimos de produção de força em movimento.
Hipertrofia muscular:
O desequilíbrio causado pela perda de massa muscular não quer dizer que o idoso
não consegue ganhar massa muscular, apenas que esse processo é mais demorado,
pois a síntese proteica é mais lenta. A possibilidade de manutenção das cargas,
de maneira otimizada, que é proposta no treinamento funcional promove
resultados satisfatórios para aqueles que precisam aumentar os músculos de
maneira inteligente.
Força e resistência:
a capacidade de produzir força para a execução de tarefas do dia a dia e em
situações que a produção de força precisa ser feita por tempo prolongado está
ligada a intensidade em que a atividade física é realizada. O treinamento
funcional proporciona desafios intensos na condição ideal para promover aumentos
simultâneos nessas manifestações da força, sem prejudicar as possíveis
condições de fragilidade do indivíduo.
Capacidade aeróbia:
Essa está diretamente ligada as condições do sistema musculo esquelético citado
anteriormente, e também depende de como pode ser trabalhada no seu programa de
treinamento. O treinamento funcional aplicado na forma de treinamento
concorrente, com trabalho de força precedendo o aeróbio tem apresentado
excelentes resultados.
Tecido ósseo:
as alterações no tecido ósseo como a osteopenia, podem ser trabalhadas de
maneira muito eficiente no treinamento funcional com os exercícios de
compressão localizada.
Os resultados na densidade óssea se
apresentam num programa de treinamento a longo prazo. “Nos casos de osteoporose
prioriza-se a manutenção da densidade óssea e as áreas lesionadas não devem
usar os exercícios de compressão ou impacto.”, finaliza Bruna Grandini.
Esses são apenas cinco benefícios do
treinamento funcional para quem quer aproveitar a vida ativa de maneira plena
com o passar dos anos. Muitos outros como a queda da resistência a insulina,
LDL, aumento de HDL, aumento da complacência arterial, controle da pressão
arterial também são resultantes de um programa de treinamento funcional bem
administrado. Se você ainda não conhece, não perca tempo!
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