- Enquanto para alguns correr no
frio é algo prazeroso, para outros pode ser uma tortura. Muitas pessoas podem
ter dores musculares, secreção nasal, desconforto para respirar e incômodos nas
extremidades o corpo. Em dias de
frio intenso, o melhor é inspirar pelo nariz e expirar pela boca. Além de
garantir melhor absorção do ar, permite que este chegue aos pulmões na mesma
temperatura do corpo. Entretanto, esse conselho deve ser descartado quando o
ritmo for muito intenso.
Respirar pela boca não é errado e deve ser realizado em
momentos de exaustão.
- Outro bom conselho é fazer
uma climatização para diminuir o choque térmico, especialmente se a pessoa
estiver treinando para disputar alguma prova. Uma boa ideia é viajar para o
local da prova com alguns dias de antecedência ou treinar no horário em que a
competição for acontecer.
- Dê mais atenção ao
aquecimento, que deve ser, inclusive, prolongado. O corredor precisa ter mais
paciência para iniciar a fase do treino e esperar o organismo atingir a
temperatura corporal ideal para começar as atividades mais intensas. Se em dias
normais 10 minutos são suficientes para o aquecimento, em dias frios deve-se
dobrar esse tempo.
- No início, a recomendação é priorizar os exercícios articulares
e alongamentos dinâmicos, exercícios técnicos, movimentos ou a própria corrida
leve em ritmo. O alongamento estático não faz tanto efeito, como as novas
pesquisas já comprovaram. Este deve ser feito em um momento de relaxamento da
atividade ou em outra sessão isolada para obter melhores resultados na melhora
da flexibilidade.
- Jaqueta corta-vento, camada segunda pele, manga longa, colete,
gorro e luvas. O número de camadas e acessórios para enfrentar o frio varia não
só de acordo com a temperatura, mas também com a sensibilidade do corredor.
Homens tendem a sentir menos frio do que as mulheres, mas isso não é uma regra.
Então, seja qual for a quantidade de peças que escolher, o importante é optar
por vestuários leves, justos ao corpo e com boa transpiração.
- Com a queda na
temperatura, aumenta a incidência de gripes, resfriados e crises alérgicas.
Logo após o aparecimento dos primeiros sintomas, a tendência é que muitas
pessoas recorram às farmácias atrás de medicamentos, como antigripais e antialérgicos.
Contudo, essa conduta pode trazer muitos riscos à saúde. Quando for enfrentar o
treino no inverno, a melhor forma de se prevenir é por meio de uma alimentação
equilibrada, ingestão de maiores quantidades de água e, principalmente, uso de
roupas com isolamento térmico adequado. Em caso de lesões, o uso indiscriminado
de medicamentos pode ser ainda mais perigoso. Assim, consulte sempre um médico.
Benefícios
de malhar no frio:
- Um estudo feito em 2012 pela
Universidade de Essex (Reino Unido) afirma que os benefícios da atividade
física são maiores quando praticada ao ar livre, num ambiente natural e
respirando ar puro.
- Você queimará mais
calorias. Com a perda de temperatura corporal, nosso organismo se vê obrigado a
aumentar a atividade metabólica para que as células consumam mais energia e a
transformem em calor, o que acarreta um maior gasto calórico.
- Reforçará o sistema
imunológico. Um trabalho publicado no Journal of Applied Physiology, em 1999,
concluiu que a exposição ao frio sob os efeitos do exercício aumenta o número
de leucócitos e granulócitos, responsáveis pelo funcionamento do sistema
imunológico. Porém, atenção! Quando adicionamos a uma atividade muito exigente
ou prolongada no tempo uma temperatura exterior excessivamente baixa, o efeito
pode ser o contrário e debilitar nosso sistema imunológico. Tudo tem seus
limites. As pessoas idosas, as que padecem de problemas respiratórios, como a
asma, e as imunodeprimidas precisam evitar as horas mais geladas.
- Melhorará o seu rendimento
físico. Sim, mas atenção: antes de se pôr em ação você precisa realizar um
pré-aquecimento para evitar possíveis lesões e promover a eficiência
metabólica. Caso contrário, o frio poderia provar problemas musculares muito
dolorosos, além de impedir um bom rendimento.
- Você ficará longe da
depressão da estação. É a conclusão de uma pesquisa publicada em 2004 e
realizada na prestigiada Clínica Mayo, nos Estados Unidos. Segundo os
especialistas encarregados do estudo, o exercício físico libera substâncias químicas
do cérebro – neurotransmissores, endocanabinóides e endorfinas – que ajudam a
recobrar o estado de bem-estar. Se ficamos em casa sem nos mexermos e não
aproveitamos as poucas horas de luz que há, e que também estimulam, é muito
fácil nos sentirmos tomados pelo desânimo.
- Estará mais bem hidratado. Um
dos maiores perigos na prática de esportes no verão é a desidratação, um quadro
com muito menos probabilidades de aparecer durante o inverno, já que perdemos
menos água através do suor. Além disso, com o exercício aumentamos a capacidade
de plasma do sangue, que está composto por água em 90%, o que favorece a
hidratação nesses meses nos quais bebemos menos.
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