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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

6 cuidados para prevenir conjuntivites no verão

Freepik
Neste período de férias e calor, o maior número de pessoas em praias, parques e clubes facilita a transmissão da infecção ocular

 

Bastante comuns nesta época do ano, as conjuntivites virais são altamente contagiosas e se disseminam rapidamente em locais com aglomerações. O período de férias escolares e o clima do verão são um convite para as atividades ao ar livre e os passeios em família, aumentando a concentração de pessoas em praias, parques e clubes. 

A Dra. Camila Moraes, oftalmologista do Hospital de Olhos de Pernambuco, o HOPE, explica que “a conjuntivite viral é uma inflamação da conjuntiva, membrana fina e transparente que recobre a parte branca do olho e o interior das pálpebras. Causada por vírus, geralmente o adenovírus, a doença ocular é facilmente transmitida pelo contato com secreções ou objetos contaminados”. 

“Em grande parte dos casos, a conjuntivite viral está associada a quadros de resfriado e a pessoa pode ter febre, dor de garganta e sensação de corpo estranho. Nos olhos, os sintomas são vermelhidão, sensação de areia, coceira intensa, lacrimejamento, secreção esbranquiçada e sensibilidade à luz. Quando este quadro persiste ou vem acompanhado de dor ocular, é fundamental consultar um especialista”, afirma a médica. 

A oftalmologista recomenda 6 cuidados importantes para prevenir os mais diversos tipos de conjuntivite:

- lavar as mãos com frequência;

- evitar coçar os olhos;

- não compartilhar toalhas ou objetos de uso pessoal;

- utilizar óculos de sol em ambientes externos;

- retirar corretamente a maquiagem antes de dormir;

- não mergulhar com lentes de contato, pois o dispositivo pode facilitar a aderência de microrganismos presentes na água e contaminar o olho. 

De acordo com a Dra. Camila Moraes, “o uso de óculos de mergulho não elimina totalmente o risco de conjuntivite, pois a água pode estar contaminada por vírus, fungos ou bactérias. Outro cuidado é com as irritações oculares causadas pelo cloro, areia ou sal. O ideal é lavar as mãos e o rosto após o banho de mar ou piscina e nunca se automedicar, caso surja algum sintoma”. 

Além da conjuntivite viral, outra potencialmente contagiosa é a bacteriana, que provoca sintomas parecidos, mas com uma secreção mais amarelada e abundante. A doença ocular também pode ser consequência de infecções de ouvido ou garganta, quando a bactéria se espalha para os olhos, ou estar relacionada a um quadro de baixa imunidade. Outro tipo é a conjuntivite alérgica, que não é transmissível e afeta principalmente pessoas com tendência a apresentar alergias. 

O tratamento da conjuntivite varia de acordo com a causa e pode envolver o uso de colírios antibióticos, corticoides ou antialérgicos, além de compressas frias para alívio dos sintomas. “É importante a pessoa não utilizar receitas antigas ou colírios que tenham sido abertos há muito tempo, mas buscar a orientação de um especialista para receber as orientações corretas”, alerta a Dra. Camila Moraes. 

Com os cuidados adequados, as crianças poderão aproveitar as férias para encontrar os amigos, brincar e interagir com a natureza, sem o risco de contratempos com a saúde ocular. Para os adultos, estes momentos de lazer são uma oportunidade para relaxar e renovar as energias, antes de retomar a rotina corrida do dia a dia.


Janeiro Roxo: Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase e especialista alerta sobre sintomas

País fica atrás apenas da Índia; campanha reforça importância do diagnóstico precoce e do combate ao estigma 

 

O Janeiro Roxo chama a atenção para a hanseníase em um contexto que mistura avanços e desafios no Brasil. Em 2024, o país registrou 22.129 novos casos da doença, uma redução de 2,8% em relação a 2023, quando foram contabilizados 22.773 diagnósticos, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Apesar da queda, o Brasil ainda é o segundo País com mais casos de hanseníase no mundo, atrás apenas da Índia, que notificou 100.957 casos no ano passado. Os dados referentes a 2025 ainda não foram consolidados pela entidade. 

Causada pela bactéria Mycobacterium leprae, a hanseníase é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente a pele e os nervos. Segundo a dermatologista Mariana Quintino Rabelo, que atende no Órion Complex, em Goiânia, o estigma histórico ainda é um dos principais entraves no enfrentamento da doença. “No passado, a hanseníase era conhecida como lepra e associada ao isolamento, deformidades físicas e exclusão social. A falta de informação atualizada faz com que muitas pessoas ainda acreditem que seja uma doença incurável, o que não é verdade”, afirma. 

Os primeiros sinais costumam ser sutis, o que contribui para o atraso no diagnóstico. Manchas na pele com diminuição ou perda de sensibilidade ao toque, à dor ou à temperatura estão entre os sintomas mais comuns. Também podem surgir formigamentos, dormência, sensação de choque ou fraqueza nas mãos e nos pés. “Como essas alterações geralmente são indolores e não causam incômodo imediato, muitas pessoas demoram a procurar atendimento”, alerta a dermatologista. 

Nesse processo, o papel do dermatologista é central. Como a pele costuma ser o primeiro órgão afetado, a avaliação especializada permite identificar precocemente alterações suspeitas e evitar danos permanentes aos nervos. “O olhar treinado do dermatologista ajuda a diferenciar a hanseníase de outras doenças de pele comuns, acelerando o início do tratamento”, explica Mariana. 

Ao contrário do imaginário popular, a hanseníase tem cura. O tratamento é feito por meio da poliquimioterapia, que combina antibióticos fornecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A duração varia de seis a doze meses, conforme a forma da doença. “Logo após o início do tratamento, o paciente deixa de transmitir a bactéria, não sendo necessário o afastamento do convívio social, do trabalho ou da escola”, reforça. 

O maior risco de adoecimento está entre pessoas que convivem ou conviveram de forma próxima e prolongada com alguém com hanseníase sem tratamento. Por isso, além do diagnóstico precoce, a avaliação dos contatos domiciliares é fundamental. Manter a vacinação BCG atualizada também ajuda a reduzir o risco de formas mais graves da doença. 

Para a dermatologista, o Janeiro Roxo cumpre um papel essencial ao trazer informação qualificada para a população. “A campanha ajuda a desmistificar ideias antigas, incentiva a busca precoce por atendimento e promove a inclusão social das pessoas afetadas. Quanto mais conhecimento, menos medo, menos estigma e mais chances de interromper a transmissão da doença”, conclui.


Anabolizantes provocam infertilidade desde o início do uso, e especialista alerta para os riscos para a saúde

          Estamos vivendo uma epidemia do uso de anabolizantes, o acesso está muito fácil e esse hormônio tem sido vendido sem a orientação e nem alerta dos riscos para a saúde e efeitos colaterais. Contudo, especialistas alertam para os problemas que essa substância pode provocar na saúde, podendo a chegar situações irreversíveis. De acordo com o médico urologista e andrologista da Clínica Origen, Dr. Rodrigo Spinola, o homem desde o início do uso de anabolizantes, já pode se tornar infértil. O quadro pode ser revertido, mas vai depender do tempo de uso.

          Dr. Rodrigo Spinola revela que o testículo tem a função no homem de produzir testosterona e espermatozoides.  “Quando a pessoa usa testosterona exógena, que é aquela aplicada com gel ou intramuscular, o seu corpo entende que ele não precisa mais produzir, então aquela função do testículo fica parada. O estímulo do sistema nervoso central que vem para o testículo, então para, e quando isso acontece ele deixa de produzir testosterona e também o espermatozoide. É como se desligasse o testículo e ele para de ser estimulado. E a consequência disso é que o testículo diminui de tamanho e reduz as suas funções, deixando de produzir o espermatozoide”, acrescenta e le.

          A infertilidade é potencialmente reversível, mas não é possível garantir, porque depende, principalmente, do tempo e quantidade de anabolizantes utilizados. A questão sexual também pode ser comprometida, principalmente, quando você interrompe o uso e volta, isso provoca uma bagunça no eixo hormonal.  Principalmente no período de interrupção do uso do medicamento, pode ocorrer variações da libido e provocar quadros de disfunção erétil.

          “Existe tratamento para tentar reverter a infertilidade masculina, provocada pelo uso de anabolizantes. O indicado é interromper o uso desses hormônios. Há medicamentos que o médico pode indicar para o paciente recuperar de forma mais rápida a produção de testosterona quanto dos seus espermatozoides e, consequentemente, a fertilidade, explica dr. Rodrigo Spinola.

          Além da infertilidade, alerta o médico, o uso de anabolizantes por jovens pode provocar outros efeitos colaterais, como problemas cardiovasculares e trombose, que aumentam o risco de infarto e derrame, principalmente quando se usa o hormônio a longo prazo.

          O indicado é procurar um médico andrologista, que irá orientar e explicar sobre o caso de infertilidade e os cuidados necessários. O homem para saber se está infértil é preciso fazer o exame de espermograma, que será indicado pelo médico para avaliar como está a produção de espermatozoides e também fazer exames para verificar as questões hormonais.



Mulheres e o chip da beleza

         Dr. Rodrigo Spínola lembra que as mulheres também podem ficar infértil com o uso de anabolizantes. Está na moda o uso do chip da beleza, que inclui o uso de testosterona. Ele aumenta o risco de eventos adversos, incluindo: efeitos virilizantes, como crescimento de pelos, aumento do clitóris e engrossamento irreversível da voz; Além de acne, queda de cabelo, toxicidade hepática, alterações psicológicas e psiquiátricas, infertilidade e potenciais repercussões cardiovasculares como hipertensão arterial, arritmias, embolias, tromboses, infarto, AVC e aumento da mortalidade, além de al terações de outros exames laboratoriais, como os de colesterol e triglicerídeos.
  


Janeiro Roxo 2026: SBD alerta que Hanseníase segue como desafio de saúde pública e reforça importância do diagnóstico precoce

 Campanha Nacional realiza atendimentos gratuitos para avaliação da Hanseníase em Manaus e Belém   


Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, a Hanseníase segue como um importante desafio de saúde pública no Brasil. Doença infecciosa crônica, causada pelo Mycobacterium leprae, tem cura e tratamento gratuito pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas ainda enfrenta obstáculos como o diagnóstico tardio e o estigma social. Para ampliar a conscientização da população e estimular a identificação precoce dos sinais, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) integra e apoia as ações do Janeiro Roxo 2026, Campanha Nacional dedicada à prevenção e ao combate da Hanseníase.

Entre 2014 e 2024, o Brasil registrou 275.118 novos casos da doença, mantendo-se como o segundo país com maior número de registros no mundo. Embora tenha ocorrido uma queda aproximada de 33% na taxa de detecção de casos novos, o país permanece em nível alto de endemicidade, com retomada do crescimento após a pandemia, o que indica diagnóstico represado.

A doença atinge principalmente adultos entre 30 e 59 anos, em idade produtiva, com maior ocorrência entre homens. A persistência de casos em menores de 15 anos indica transmissão ativa e recente, reforçando a importância da vigilância e do diagnóstico precoce.

“A Hanseníase pode ser silenciosa no início, mas sem tratamento adequado pode causar danos neurológicos permanentes e incapacidades físicas evitáveis. Manchas na pele com alteração de sensibilidade não devem ser ignoradas. Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura sem sequelas”, destaca a secretária-geral da SBD, Dra. Regina Carneiro.


Avaliações gratuitas para diagnóstico de Hanseníase em Manaus e Belém

Como parte das ações do Janeiro Roxo 2026, a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) promoverá duas ações de atendimento dermatológico gratuito para avaliação e diagnóstico precoce da Hanseníase, nas cidades de Manaus (AM) e Belém (PA).

Em Manaus, o atendimento será realizado no dia 17 de janeiro, na Fundação Alfredo da Matta (Rua Codajás, 24, Bairro Cachoeirinha), com avaliação gratuita das 8h00 às 14h00. No local, serão distribuídas 300 fichas por ordem de chegada. Para ser atendido, é necessário apresentar Cartão Nacional de Saúde (CNS) e documento de identidade (RG).

“A escolha de Manaus reforça a importância de fortalecer a avaliação dermatológica e ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, especialmente em regiões historicamente impactadas pela doença”, ressalta a Dra. Mônica Nunes de Souza Santos, coordenadora local da campanha.

Como parte das ações do dia 17 de janeiro, o Teatro Amazonas será iluminado na cor roxa, em alusão à campanha, chamando a atenção da sociedade para a importância do diagnóstico precoce e do combate ao preconceito relacionado à hanseníase.

Já em Belém, a ação ocorrerá no dia 23 de janeiro, no Centro de Ciências Biológicas da Saúde (CCBS) da Universidade do Estado do Pará (UEPA). O atendimento será realizado das 8h30 às 11h00, em demanda espontânea. Para participar, é necessário apresentar Cartão SUS, documento de identidade e comprovante de residência.

“A ação em Belém amplia o acesso da população à avaliação dermatológica para hanseníase, facilitando o diagnóstico precoce em um serviço de referência e orientando pessoas que apresentam manchas suspeitas na pele”, afirma Dra. Carla Andréa Avelar Pires, coordenadora do Departamento de Hanseníase da SBD.


Sinais, transmissão e tratamento

A Hanseníase se manifesta, principalmente, por manchas na pele com diminuição ou perda de sensibilidade, além de formigamentos, dormência, fraqueza muscular e nódulos. O diagnóstico é clínico e deve ser realizado por profissionais capacitados, com destaque para o papel do Médico Dermatologista.

A transmissão ocorre por contato próximo e prolongado com pessoas não tratadas. Após o início do tratamento, o paciente deixa de transmitir a doença. O tratamento é feito com poliquimioterapia, dura de seis a doze meses, é gratuito pelo SUS e pode ser realizado sem afastamento das atividades cotidianas.


Compromisso da SBD

A Sociedade Brasileira de Dermatologia mantém atuação permanente no enfrentamento da Hanseníase, em parceria com o Ministério da Saúde e instituições regionais, contribuindo para ampliar o acesso ao cuidado dermatológico em todo o país.

Ao identificar manchas na pele com alteração de sensibilidade ou outros sinais suspeitos, a SBD orienta procurar uma unidade de saúde ou um dermatologista pelo SUS. Para localizar um especialista associado à SBD, acesse: www
.sbd.org.br/localizador.
 

 

Entenda o que acontece durante uma convulsão

Especialista explica sintomas, riscos, condutas seguras e diferenças relacionadas a epilepsia

 

O episódio envolvendo o ator Henri Castelli, que passou mal e convulsionou durante a primeira Prova do Líder do BBB 26, chamou a atenção do público e levantou dúvidas sobre o que é, de fato, uma convulsão e como agir diante de uma situação como essa. A Dra. Alice Del Colletto, professora e coordenadora do curso de Biomedicina da Estácio, explica sobre esse estado de crise e as diferenças para a epilepsia, tendo em vista que a cena, registrada dentro da piscina de bolinhas, assustou participantes e espectadores, gerando debates nas redes sociais. 

De acordo com Alice, a convulsão ocorre quando há uma atividade elétrica anormal e excessiva no cérebro, provocando alterações temporárias no funcionamento do corpo. “A crise convulsiva pode causar movimentos involuntários, rigidez muscular, perda de consciência, salivação excessiva e alterações na respiração. Apesar do impacto visual, é importante dizer que nem toda convulsão significa epilepsia, e uma pessoa pode ter uma crise isolada ao longo da vida”, explica. 

As causas das convulsões são diversas e incluem febre alta, especialmente em crianças, epilepsia, traumatismo craniano, infecções do sistema nervoso, alterações metabólicas, uso ou abstinência de álcool e drogas, tumores cerebrais e Acidente Vascular Cerebral (AVC). “Os principais riscos durante uma crise estão relacionados a quedas, traumas, engasgos, falta de oxigenação e convulsões prolongadas. Por isso, saber como agir corretamente é fundamental para evitar complicações”, informa a professora. 

Durante uma convulsão, a orientação é manter a calma, deitar a pessoa de lado, afastar objetos que possam causar ferimentos, proteger a cabeça e observar o tempo da crise. “Nunca se deve colocar objetos ou os dedos na boca, tentar segurar os movimentos ou oferecer líquidos e alimentos durante a convulsão”, alerta. A busca por atendimento médico é indispensável quando a crise dura mais de cinco minutos, ocorre de forma repetida, é a primeira da vida ou envolve gestantes, diabéticos e pessoas com doenças associadas. 

A especialista também falou sobre a diferença entre convulsão e epilepsia, termos que costumam ser confundidos. “A convulsão é um evento, um sintoma que pode acontecer por diferentes causas. Já a epilepsia é uma doença neurológica crônica, caracterizada por crises recorrentes, com ou sem convulsões visíveis, e que exige diagnóstico e acompanhamento médico contínuo”, conclui.

 

Estácio
estacio.br


Como viajar com saúde no verão: 7 cuidados simples que evitam desconfortos e riscos


Especialistas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz explicam como pequenas atitudes antes e durante a viagem fazem diferença no bem-estar e na experiência do viajante

 

Com a achegada do verão e o aumento das viagens nacionais e internacionais, muitos brasileiros mudam totalmente a rotina: dormem menos, enfrentam longos trajetos, sejam em viagens de carro, ônibus ou avião, lidam com fusos horários diferentes e se expõem a ambientes muito quentes ou diferentes do habitual. Para garantir um período de descanso mais agradável e seguro, especialistas do Hospital Alemão Oswaldo Cruz destacam sete cuidados fundamentais para antes, durante e depois do deslocamento.

 

1. Ajuste o sono antes da viagem 

A preparação começa dias antes. “O planejamento antecipado, com ajustes dos horários de dormir e acordar, permite que ocorra uma transição gradual do ritmo de sono, em vez que forçar uma mudança abrupta. Isso ajuda o corpo a se adaptar ao fuso horário do destino e reduz o impacto do jet lag”, explica Dr. Daniel Suzuki, psiquiatra do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

 

2. Entenda o jet lag e como minimizar seus efeitos

O jet lag não é apenas cansaço após voar: é um distúrbio do ritmo circadiano, conhecido popularmente como relógio biológico, que varia de acordo com o destino. “Deslocamentos para o leste, como Europa, Oriente Médio ou Ásia, costumam ser mais difíceis porque exigem adiantar o horário de sono, algo naturalmente desafiador para o organismo”, afirma o Dr. Daniel Suzuki. Exposição à luz natural, hidratação e evitar álcool e cafeína nos voos ajudam na adaptação. 

O psiquiatra também reforça que a automedicação, com remédios que causam sonolência e melatonina, deve ser evitada, uma vez que podem agravar o problema. O uso dessas substâncias precisa ser prescrito de forma individualizada e orientado por um especialista.

 

3. Atenção ao risco de trombose em viagens longas

A trombose acontece quando o sangue forma um coágulo dentro das veias, principalmente nas pernas, dificultando a circulação. Isso pode causar dor, inchaço e sensação de peso1. De acordo com o Ministério da Saúde, longos períodos sentado reduzem a circulação sanguínea nas pernas, aumentando o risco de trombose venosa profunda, mesmo em pessoas sem histórico prévio2. É importante levantar e caminhar a cada duas ou três horas, movimentar tornozelos e joelhos, hidratar-se bem e, quando indicado por um médico, utilizar meias de compressão2. Roupas confortáveis também fazem diferença.

 

4. Mantenha a hidratação, mesmo sem sede

Seja em viagens de carro, ônibus, moto, navio ou avião, longos períodos exposto ao calor, ao ar-condicionado ou a ambientes secos favorecem a desidratação. Esse desequilíbrio pode aumentar o cansaço, a sonolência e até causar dor de cabeça no destino. A recomendação é consumir água regularmente, alternar com bebidas isotônicas quando necessário, evitar o consumo de álcool durante o trajeto e optar por refeições leves para garantir maior bem-estar ao chegar.

 

5. Cheque o calendário vacinal e riscos do destino

“Muita gente esquece que picadas de insetos e doenças endêmicas variam conforme a região visitada. Em destinos de mata, litoral ou países tropicais, a vacinação adequada e o uso de repelentes são fundamentais”, orienta o Dr. Filipe Piastrelli, infectologista e gerente médico do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

O Ministério da Saúde, em seu guia “Saúde do Viajante”, apresenta uma lista de cuidados tanto para aqueles que pretendem viajar pelo Brasil quanto para os que estão indo para o exterior3. As principais recomendações são:

  • Procurar um médico, entre quatro e oito semanas antes de viajar;
  • Solicitar ao profissional de saúde cuidados de prevenção de doenças e lesões;
  • Fazer os exames e tomar as vacinas necessárias;
  • Levar sempre a prescrição médica e a quantidade do medicamento necessária para todo o período da viagem.

“Antes de viajar, é fundamental que o viajante esteja com o esquema vacinal em dia, especialmente contra doenças como febre amarela, sarampo, difteria, tétano, poliomielite, e, se for para áreas com risco, que receba a vacina de febre amarela com pelo menos 10 dias de antecedência, para garantir proteção adequada”, reforça o infectologista.

 

6. Cuidados com a alimentação nos primeiros dias

Mudanças de rotina, calor intenso e alteração de fuso podem afetar o sistema digestivo. Nos primeiros dias, o ideal é optar por refeições leves, evitar excessos de álcool e observar a procedência dos alimentos, especialmente em praias, quiosques e restaurantes muito movimentados.

 

7. Respeite os sinais do corpo ao chegar ao destino

Cansaço prolongado, irritabilidade, cefaleia e dificuldades para dormir podem indicar que o corpo ainda está se adaptando. “Dormir em horários próximos aos do destino, manter uma rotina de luminosidade coerente e evitar cochilos longos ajudam o corpo a regular novamente o ciclo circadiano”, reforça Dr. Daniel.

 

Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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Nova pirâmide alimentar: EUA reformulam suas diretrizes com foco nas proteínas

Herbalife
 Divulgação
A proposta também reduz carboidratos refinados e reavalia o papel das gorduras na alimentação diária

 

Os Estados Unidos anunciaram recentemente uma reformulação profunda de suas diretrizes alimentares para o período de 2025 a 2030. A nova abordagem inclui a retomada do conceito da pirâmide alimentar, com uma estrutura e uma filosofia diferentes daquelas que orientaram a nutrição nas últimas décadas. 

O modelo apresentado é uma pirâmide invertida, na qual os alimentos posicionados na parte superior — a área mais larga do triângulo — devem ser consumidos em maior quantidade, enquanto os da base passam a ser limitados. Trata-se de uma inversão do modelo clássico de 1992, que colocava os grãos e os carboidratos como base da alimentação diária e que agora passa a priorizar a ingestão de proteínas. 

As novas diretrizes passam a mencionar faixas mais elevadas de consumo proteico, entre 1,2 e 1,6 g de proteína por quilo de peso corporal ao dia, valorizando fontes animais como carnes, ovos, aves, peixes e proteínas do leite, além de opções vegetais, incluindo as leguminosas, como a soja. “Trata-se de um reconhecimento oficial do papel central da proteína na manutenção da massa muscular, da saúde metabólica e do envelhecimento saudável”, destaca o médico nutrólogo Nataniel Viuniski, membro do Conselho Consultivo de Nutrição da Herbalife. 

Já os carboidratos refinados e os amidos, que antes ocupavam a base da alimentação, passam a ter um espaço reduzido. 

Outro ponto relevante é o fim da chamada “guerra contra as gorduras”. Laticínios integrais e gorduras naturais — como azeite de oliva e abacate — deixam de ser vilões. As gorduras saturadas, por décadas tratadas de forma simplista como prejudiciais, passam a ser avaliadas dentro do contexto do alimento e do padrão alimentar como um todo, desde que respeitados os limites recomendados, que seguem em torno de 10% da ingestão calórica total. 

O açúcar adicionado passa a ser fortemente restringido, especialmente para crianças pequenas, com limites bastante reduzidos também para adultos. Dietas de menor carga glicêmica são citadas como estratégia válida para pessoas com obesidade, diabetes tipo 2 e outras doenças metabólicas. 

Embora ainda seja alvo de debate, segundo Viuniski, muitas das mudanças nas novas diretrizes fazem sentido, por estarem baseadas em evidências. “A literatura científica atual respalda o aumento do consumo de proteínas e fibras, a redução dos carboidratos simples e a reavaliação do papel das gorduras naturais, especialmente quando se fala em prevenção da obesidade, do diabetes tipo 2, da sarcopenia e do declínio funcional”, explica o nutrólogo. 

Dessa forma, a nova pirâmide alimentar introduz uma abordagem atualizada da nutrição, buscando orientar a população na construção de hábitos mais saudáveis, facilitar escolhas alimentares mais conscientes e apoiar a seleção de alimentos adequados para o dia a dia. 

No Brasil, diversas indústrias de alimentos já vêm se alinhando a essa nova proposta, oferecendo produtos com maior quantidade de proteínas — desde leite, iogurte e até gelatos, como o Protein Ice Cream da Herbalife, uma versão reformulada do sorvete tradicional, com 25% menos calorias, 11 g de proteína por porção, 90% menos açúcar adicionado, 42% menos gordura e ainda 12 g de fibra alimentar — unindo prazer, funcionalidade e melhor perfil nutricional.


Herbalife
www.Herbalife.com


Linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda recebem ação de acolhimento emocional em estações

 O Cantinho do Desabafo integra a programação da ViaQuatro e da ViaMobilidade para janeiro, levando atendimento psicológico gratuito aos clientes e à comunidade do entorno da malha metroferroviária 

 

As linhas 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda vão receber, entre os dias 20 e 22 de janeiro, o Cantinho do Desabafo – ação de acolhimento emocional e escuta ativa. A iniciativa, em parceria com o Projeto Help, integra a programação da ViaQuatro e da ViaMobilidade para janeiro, mês em que tradicionalmente se reforça a importância do cuidado com a saúde emocional. 

A ação consiste na oferta de um espaço de conversa e atenção, inserido na rotina dos clientes que circulam pelas O Cantinho do Desabafo estações, funcionando como um ponto de apoio emocional acessível e gratuito. O objetivo é estimular o autocuidado integrado, promover o diálogo e contribuir para o bem-estar das pessoas que utilizam o transporte metroferroviário e da comunidade que vive no entorno. 

“A ViaQuatro e a ViaMobilidade reconhecem a importância de fomentar o cuidado com a saúde mental e o bem-estar, e levar ações como esta para as nossas estações é a demonstração do compromisso que temos em ir além da operação, ao oferecer serviços essenciais dentro da rotina dos nossos clientes e da população que vive no entorno da nossa malha”, destaca Ivana Nascimento, coordenadora de Responsabilidade Social da Plataforma de Trilhos da Motiva.  

Serviço – Cantinho do Desabafo 
Espaço de escuta ativa e conversa 

  • 20 de janeiro, das 7h às 9h 
    - Estação Vila Sônia – Linha 4-Amarela | ViaQuatro
  • 21 de janeiro, das 7h às 9h 
    - Estação Varginha – Linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda | ViaMobilidade
  • 22 de janeiro, das 7h às 9h 
    - Estação Santo Amaro – Linha 5-Lilás | ViaMobilidade

 

Lipedema e linfedema exigem diagnósticos distintos e atenção médica especializada, alerta cirurgião vascular

Condições são frequentemente confundidas, mas têm origens, sintomas e tratamentos diferentes; estimativas apontam alta subnotificação no Brasil

 

Embora compartilhem sintomas como inchaço e desconforto nos membros, o lipedema e o linfedema são doenças distintas que exigem diagnósticos precisos e acompanhamentos médicos específicos. O alerta é do cirurgião vascular Dr. Saymon Santana, diretor técnico da Clínica Vasculare, com atuação nas regiões de Imperatriz (MA) e sul do Pará. “Muitas pacientes chegam ao consultório sem saber que convivem com uma dessas condições há anos, o que dificulta o tratamento e prejudica a qualidade de vida”, afirma o médico, que também foi professor do curso de medicina do Ceuma. 

Segundo o especialista, o lipedema é caracterizado pelo acúmulo anormal de gordura nas pernas e quadris, sem acometer os pés, e está diretamente relacionado a fatores genéticos e alterações hormonais. É uma condição que afeta quase exclusivamente mulheres, com maior incidência durante a puberdade, gestação e menopausa. “O diagnóstico costuma ser tardio. Muitas vezes é confundido com obesidade ou retenção de líquidos, mas o lipedema tem sinais específicos, como dor, hematomas frequentes e sensibilidade aumentada”, explica Santana.

Já o linfedema resulta de uma falha no sistema linfático, responsável por drenar líquidos e resíduos do corpo. Quando esse sistema não funciona adequadamente, há acúmulo de linfa nos tecidos, gerando inchaço persistente que pode atingir braços, pernas e os pés. Pode ser congênito ou decorrente de cirurgias, infecções ou traumas. “No estágio avançado, o linfedema leva à fibrose, aumento de volume e endurecimento da pele, dificultando a mobilidade”, complementa.


Subnotificação e ausência de dados oficiais

Apesar da relevância, há escassez de dados nacionais sobre a prevalência das duas doenças. Estimativas internacionais citadas por entidades médicas indicam que até 11% das mulheres no mundo podem ter algum grau de lipedema — número que pode ser ainda maior devido à subnotificação. Em relação ao linfedema, levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de 250 milhões de pessoas vivem com a condição globalmente, sendo uma parcela significativa nos países em desenvolvimento.

No Brasil, o Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde não apresenta números consolidados sobre essas enfermidades, o que dificulta políticas públicas voltadas à prevenção e ao diagnóstico precoce.


Tratamentos e recomendações

O tratamento do lipedema envolve estratégias como fisioterapia, dieta equilibrada, exercícios físicos de baixo impacto e, em alguns casos, cirurgia. Já o linfedema pode ser controlado com drenagem linfática, uso de meias de compressão e acompanhamento clínico contínuo. Em ambos os casos, o diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações.

Dr. Saymon reforça que a automedicação e o uso de diuréticos sem prescrição podem agravar o quadro. “A abordagem deve ser multidisciplinar e personalizada, com foco na melhoria da qualidade de vida e na redução da progressão da doença”, destaca.

A orientação médica é essencial diante de sintomas persistentes como dor, inchaço e sensação de peso nos membros. “Buscar avaliação especializada ao primeiro sinal é o passo mais importante para garantir um tratamento eficaz”, conclui o cirurgião vascular.



Dr. Saymon Santana - graduação em Medicina pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2012). É cirurgião geral formado pelo Hospital Universitário da Universidade Federal do Maranhão (HU-UFMA) e cirurgião vascular pelo Sistema Único de Saúde (SUS São Paulo), com residência no Hospital Regional de Presidente Prudente. Tem formação complementar em Doppler vascular pela FETESDA. Atuou como médico cooperado da Unimed Imperatriz. Atualmente, integra a equipe de Cirurgia Geral e Cirurgia Vascular do Hospital Municipal de Imperatriz (HMI) e atua como cirurgião vascular assistente nas unidades da Clínica de Nefrologia de Açailândia, Marabá e São Francisco em Ulianópolis. É sócio-proprietário e diretor técnico da Clínica Vasculare. Também já ministrou aulas na Universidade Ceuma, em São Luís, onde acompanhou estudantes em atividades práticas hospitalares.
https://www.instagram.com/vasculareitz/



Janeiro Branco: especialista chama atenção para o cuidado emocional no enfrentamento do cânc

Divulgação

O Janeiro Branco, campanha dedicada à conscientização sobre a saúde mental, chama atenção para a necessidade de olhar com mais cuidado para o bem-estar emocional da população. No contexto oncológico, esse tema ganha relevância adicional, já que o diagnóstico e o tratamento do câncer costumam trazer impactos psicológicos significativos, como ansiedade, medo, alterações de humor e insegurança em relação ao futuro. O cuidado integral do paciente passa, portanto, não apenas pelo tratamento clínico, mas também pelo acompanhamento emocional ao longo de toda a jornada. 

Nesse cenário, o Centro Regional Integrado de Oncologia (CRIO) reforça, durante o Janeiro Branco, a importância da atenção à saúde mental de pacientes oncológicos e de seus cuidadores. A instituição disponibiliza acompanhamento psicológico especializado, voltado tanto para quem enfrenta o tratamento quanto para familiares e pessoas que atuam diretamente no cuidado diário, reconhecendo que todos são afetados emocionalmente pelo processo da doença. 

De acordo com a psicóloga oncológica do CRIO, Raysa Miguele, o suporte psicológico contribui diretamente para a qualidade de vida dos pacientes. “O adoecimento por câncer não impacta apenas o corpo, mas também a forma como o paciente se percebe e se relaciona com o mundo. O acompanhamento psicológico ajuda no enfrentamento do diagnóstico, na adesão ao tratamento e no manejo das emoções ao longo de todas as etapas”, afirma. 

Ainda segundo a profissional, incluir os cuidadores nesse processo é fundamental. “Familiares e cuidadores também vivenciam sobrecarga emocional, medo e exaustão. Oferecer esse suporte é uma forma de fortalecer toda a rede de cuidado, favorecendo um ambiente mais saudável para o paciente”, completa. Com a atuação contínua nessa área, o CRIO reforça o compromisso com um cuidado oncológico que considera a saúde mental como parte essencial do tratamento.


Engasgos matam 5,5 pessoas por dia no Brasil


Cerca de duas mil pessoas morrem no Brasil, por ano, por engasgos. Os números são do Portal Atlas da Educação, do Ministério da Saúde, divulgados em 2023. Entre as principais vítimas estão crianças de 0 a 3 anos, que naturalmente têm mais dificuldade de controlar a mastigação, além do hábito de levar objetos a boca, e os idosos, em que a disfagia é um problema comum durante o envelhecimento. 

A fonoaudióloga Marina Padovani (CRFa 2-8902), conselheira do CREFONO2 (Conselho Regional de Fonoaudiologia do Estado de São Paulo), explica que a disfagia em idosos se apresenta com uma dificuldade na deglutição, no ato de engolir alimentos, líquidos e até saliva. "Ela pode ser mais ou menos acentuada, e se torna mais comum com o avanço da idade e em pacientes que apresentam histórico de doenças neurológicas ou de algum trauma na boca ou garganta", explica a especialista.

Ela esclarece que as estruturas que participam da deglutição passam naturalmente por mudanças durante o envelhecimento. "Essas alterações causam enfraquecimento na musculatura, além de provocar mais lentidão e uma falta de coordenação nos movimentos necessários para engolir os alimentos, levando a ocorrência de tosse e engasgos", completa a fonoaudióloga do CREFONO2.

Além da tosse e dos engasgos, outro sintoma comum durante a refeição é a sensação de alimento entalado na garganta. "Pode haver também cansaço para comer, sensação de alimento parado, emagrecimento sem causa aparente e pneumonias frequentes", completa a especialista. O tratamento é realizado por meio de exercícios, ajustes e adaptações nos utensílios, posturas e alimentos, e quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor será o resultado.

"Ao notar que alguma coisa está errada, que os engasgos ou qualquer outro sintoma se mostram cada vez mais frequentes, a pessoa deve passar por uma avaliação de um profissional especialista na área, e assim traçar um plano de tratamento para o restabelecimento da função de deglutição. Ou seja, é possível tomar providências para corrigir ou atenuar o problema, minimizando riscos. Mas é preciso ficar atento", conclui a fonoaudióloga Marina Padovani.


Diagnóstico de câncer de mama aos 24 anos acende alerta para casos em mulheres jovens

Médico reforça que, embora menos frequente, a doença nessa faixa etária existe e torna ainda mais crucial o diagnóstico precoce


Recentemente, o relato público de Bruna Furlan de Nóbrega, de 24 anos, influenciadora digital e neta do apresentador Carlos Alberto de Nóbrega, sobre o diagnóstico de câncer de mama emocionou e surpreendeu muita gente. A reação foi imediata: “como assim câncer de mama aos 24 anos?”. O susto é compreensível, mas os dados mostram que essa situação, embora menos frequente, não é isolada.
 

No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima dezenas de milhares de novos casos de câncer de mama por ano entre mulheres, com maior concentração a partir dos 50 anos. Mas estudos nacionais mostram que a doença também atinge mulheres abaixo dos 40 anos e, quando isso acontece, muitas vezes chega em estágio mais avançado. Um trabalho publicado por pesquisadores brasileiros analisou 12.689 casos de câncer de mama em mulheres de 18 a 39 anos atendidas no SUS entre 2000 e 2009 e encontrou um dado preocupante: mais de 60% dessas pacientes foram diagnosticadas já em estágio avançado (igual ou acima de IIB), com tumores maiores, maior comprometimento de linfonodos e mais metástases ao diagnóstico no grupo abaixo de 35 anos. 

“Quando um diagnóstico de câncer de mama em uma mulher tão jovem ganha visibilidade, ele escancara algo que nós, médicos, já vemos no dia a dia: câncer de mama em mulheres jovens existe, e muitas chegam tardiamente ao diagnóstico”, afirma o médico Gilberto Ururahy, especialista em medicina preventiva e diretor-médico da Med-Rio Check-up. “Não se trata de alarmar, mas informar. Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de tratamento menos agressivo e de bom prognóstico.” 

Especialistas reforçam que o principal fator de risco para câncer de mama ainda é a idade, mas isso não significa que mulheres com menos de 40 anos estejam “protegidas” ou possam ignorar sinais do corpo. Histórico familiar importante, mutações genéticas, menarca precoce, uso de hormônios, obesidade e sedentarismo são alguns dos fatores que podem aumentar o risco ao longo da vida. 

Por isso, o recado não é de pânico, e sim de atenção. Mulheres jovens devem conhecer o próprio corpo, observar mudanças na mama (nódulos, retrações, secreções, alterações de pele), buscar avaliação médica quando algo diferente surgir e manter consultas regulares com ginecologista ou mastologista. O autoexame não substitui os exames de imagem, mas ajuda a perceber sinais que não devem ser ignorados. 

“Diagnóstico precoce salva vidas. Isso vale para todas as idades, mas na mulher jovem o impacto é ainda maior, porque muitas vezes ela está estudando, trabalhando, planejando a vida. Quanto mais cedo a gente descobre, mais chances temos de preservar não só a vida, mas também a qualidade dessa vida”, conclui Ururahy. 

Falar sobre esse tema com clareza, acolhimento e sem culpa é uma forma de apoiar quem está em tratamento hoje e, ao mesmo tempo, incentivar que mais mulheres procurem ajuda ao primeiro sinal de alerta.



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Especialista aponta como a IA está redefinindo o papel do RH e valorizando habilidades estratégicas

 iStock (WANAN YOSSINGKUM)
Automação, análise de dados e desenvolvimento humano ganham protagonismo na nova gestão de pessoas


A evolução da inteligência artificial está transformando a atuação das áreas de Recursos Humanos e expandindo a importância de profissionais cada vez mais estratégicos, analíticos e humanos. Até 2026, o RH deixará de ter um papel sobretudo operacional para assumir uma função central na interpretação de dados, desenvolvimento de pessoas e na mediação entre tecnologia e relações humanas dentro das empresas.

Com a incorporação definitiva da IA nos processos corporativos, o desenvolvimento de novas competências tornou-se essencial para os profissionais da área. “A inteligência artificial valoriza quem consegue se antecipar às mudanças e construir soluções a partir de uma lógica de trabalho. Não se trata de substituir pessoas, mas de ampliar o valor do ser humano, combinando conhecimento, habilidades e atitude”, afirma Márcio Rodrigues Staudt, professor e tutor dos cursos técnicos em Recursos Humanos do Senac EAD e consultor em Gestão Estratégica.


Entre as principais transformações observadas está a descentralização das estruturas organizacionais, com a redução de níveis hierárquicos e o fortalecimento de equipes mais autônomas. Nesse contexto, a IA passa a atuar como uma extensão das competências humanas, elevando a produtividade e ampliando o protagonismo dos profissionais. Outro impacto relevante ocorre nos processos de recrutamento e seleção, que passam a utilizar sistemas inteligentes para rastrear talentos, cruzar históricos profissionais e identificar perfis mais alinhados às necessidades das empresas.


Os impactos já podem ser observados na prática. Levantamentos indicam ganhos expressivos de eficiência nas rotinas administrativas do RH, além da redução de tarefas repetitivas. Como consequência, cresce o engajamento das equipes e abre-se espaço para uma atuação mais estratégica, voltada à tomada de decisões e ao desenvolvimento de pessoas.

Nesse contexto, competências como análise de dados, pensamento crítico e curadoria digital deixam de ser diferenciais e passam a ser fundamentais. “O pensamento crítico é o que permite interpretar dados, identificar vieses e evitar decisões automatizadas sem contexto. Já a curadoria digital organiza informações e ferramentas para gerar insights realmente relevantes para o negócio”, explica Staudt.

Apesar do avanço tecnológico, o fator humano segue no centro das decisões. Para o especialista, o grande desafio do RH até 2026 será equilibrar inovação e desenvolvimento humano. “Empatia, inteligência emocional e capacidade de escuta continuam sendo indispensáveis, especialmente em um cenário em que muitas pessoas ainda se sentem inseguras diante da tecnologia. O RH precisa liderar esse processo de adaptação”, destaca.

Outro ponto-chave é o letramento em inteligência artificial. Compreender os limites e as possibilidades da tecnologia, saber trabalhar em conjunto com sistemas inteligentes e orientar equipes nesse uso se tornam competências estratégicas para o profissional de RH.

Diante desse cenário, o futuro do RH será marcado pela valorização de profissionais capazes de integrar tecnologia, estratégia e desenvolvimento humano. Para atender a essa demanda, o Senac EAD oferece o Curso Técnico em Recursos Humanos, que prepara os estudantes para atuar de forma ética, estratégica e alinhada às exigências de um mercado cada vez mais orientado por dados e inteligência artificial.

Com duração de 12 meses, o Curso prepara profissionais para atuar como peças fundamentais na entrega de resultados na gestão de pessoas. O egresso é responsável pelo desenvolvimento de colaboradores e pela execução de atividades como treinamentos internos, recrutamento e seleção, planos de carreira, cargos e salários.

A formação também abrange processos administrativos, como folha de pagamento, benefícios e movimentações de pessoal, sempre alinhada à legislação vigente. Com metodologia flexível, o curso permite que o estudante seja protagonista de sua aprendizagem, unindo teoria e prática para atender às demandas do mercado.



Senac EAD
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Fator vulnerabilidade afeta a relação dos jovens com IA, revela pesquisa da Demà e da Nexus


 

Levantamento expõe dificuldades do grupo para se familiarizar com novas tecnologias, mas reforça o interesse de dominar as ferramentas

 

A relação dos jovens com as novas tecnologias, em especial a inteligência artificial (IA), é uma tendência cada vez mais crescente no Brasil. Esse contato, no entanto, tende a ser comprometido a depender das condições sociais e econômicas de cada indivíduo ou família. Pesquisa da Demà e da Nexus aponta que a condição de vulnerabilidade afeta diretamente a familiaridade, o conhecimento e as expectativas quanto às novas ferramentas em comparação com os jovens que não se enquadram nesse perfil.

Para esta análise, foram considerados em situação de vulnerabilidade os entrevistados ou alguém que resida na mesma residência esteja cadastrado no CadÚnico, o principal instrumento do estado brasileiro para identificar esta parcela. Assim, o entrevistado ou alguém de sua família que receba algum benefício social (como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada – BPC) foi referido nesta condição.

A pesquisa da Demà e da Nexus mostra que 84% dos jovens em situação de vulnerabilidade têm conhecimento sobre inteligência artificial, enquanto 16% não possuem. A taxa é nove pontos abaixo quando se comparado à juventude fora dessa condição, na qual 93% têm familiaridade com as novas ferramentas e apenas 7% não conhecem.

Outra situação é quanto ao contato com as ferramentas de IA. Dos jovens em situação de vulnerabilidade, 63% têm convívio diário, 15% algumas vezes por semana e 3% por mês. Outros 10% raramente utilizam, enquanto 7% não sabem e 2% não souberam responder. O principal dado, de contato diário, é também o mais discrepante quando comparado à juventude fora da situação de vulnerabilidade: 73% acompanham quase todo dia, 12% algumas vez por semana, 3% por mês, 6% raramente e 4% nunca veem – apenas 1% não soube ou não respondeu.

“Os números expõem claramente que não apenas o acesso à tecnologia, mas o próprio conhecimento, embora não seja mais tão restrito como já foi num passado mais elitista, ainda não é o ideal quando comparamos indicadores sociais e econômicos”, frisa analisa Juan Carlos Moreno, Diretor da Demà.



PERCEPÇÃO E UTILIZAÇÃO SÃO ATÉ MAIORES

Se por um lado a vulnerabilidade interfere na familiaridade e nos conhecimentos quanto à IA, por outro ela não afeta tanto na percepção dos grupos quanto ao uso da tecnologia em múltiplas aplicações. Isso porque os jovens em situação de vulnerabilidade reconhecem essas ferramentas tal qual, ou até mais, do que aqueles fora desta condição.

Um exemplo é quanto às assistentes de voz em smartphones, como Siri e Alexa: 94% da juventude em condição de vulnerabilidade percebe a utilização de IA, enquanto 5% não reparam e 1% não sabem ou não responderam. É um número maior que o de jovens fora dessa situação, onde 92% reconhecem e 8% não percebem.

Quanto indagados sobre a utilização da IA, são aqueles em situação de vulnerabilidade que mais utilizam para fazer pesquisas no Google: 85%, três pontos a mais do que aqueles que não estão nesta situação. O mesmo vale para a tradução de textos (72% a 69%). Em compensação, quem não está na situação de vulnerabilidade utiliza a IA mais para preparar apresentações ou relatórios (54% a 48%), criar imagens (64% a 60%) e gerar novas ideias para alguma atividade (67% a 65%) do que quem se encontra em condição mais adversa.



INTERESSE, O PONTO FUNDAMENTAL

O impacto da IA na futura carreira profissional é um ponto de importância mais reconhecida pelos jovens em situação de vulnerabilidade: 66% analisam que o domínio dessas ferramentas será essencial para seu desenvolvimento profissional, enquanto que os entrevistados fora dessa condição estão no patamar de 62%.

O grupo mais desfavorecido também avalia que as ferramentas de IA podem ajudar no processo de aprendizagem: 72% têm esta visão, enquanto 22% acham que as tecnologias podem prejudicar e 6% não souberam ou não responderam. Entre os que estão fora da situação, 68% veem como benéfica ao aprendizado, 24% avaliam que prejudica e 7% não sabem ou não souberam responder.

É também na população em condição de vulnerabilidade que reside o maior interesse em realizar cursos de IA. Do total, 71% pretendem se atualizar, enquanto 27% não desejam e apenas 1% não soube ou não respondeu. Por sua vez, 61% dos jovens fora dessa situação quem se atualizar - uma diferença considerável de 10 pontos percentuais -, 37% não querem e 1% não se manifestou.

 

METODOLOGIA

A Nexus entrevistou 2.016 cidadãos com idade entre 14 e 29 anos, nas 27 Unidades da Federação, entre 14 e 20 de julho. A margem de erro da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%


Descubra a cidade fortificada de Elvas, no Alentejo



Um destino monumental marcado por história, arquitetura militar única e patrimônio cultural que impressiona viajantes do mundo todo


Situada a nordeste de Évora e praticamente encostada à fronteira com a Espanha, Elvas é uma verdadeira joia do Alentejo. Devido à sua localização estratégica, a cidade se transformou em palco de batalhas decisivas ao longo da história portuguesa, o que motivou séculos de investimentos em obras militares que hoje fazem de Elvas uma das mais extraordinárias cidades fortificadas do planeta.

Reconhecida pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 2012, Elvas abriga a maior fortificação abaluartada do mundo. Sua estrutura em forma de estrela, com um perímetro aproximado de 10 quilômetros, combina muralhas islâmicas, medievais e renascentistas em um conjunto defensivo sem igual. Construídas sobretudo durante a Guerra da Restauração (século 17), as muralhas abaluartadas representam um marco notável da escola holandesa de arquitetura militar, influente em todo o continente europeu.

Dentro desse impressionante sistema defensivo, que deu à cidade o título de Rainha da Fronteira, encontram-se construções militares imponentes, como grandes casernas, o Forte de Santa Luzia, o monumental Forte da Graça e os fortins de São Mamede, São Pedro, São Domingos, São Francisco e da Piedade. É um complexo histórico que se estende por aproximadamente 300 hectares e registra de forma viva a importância de Elvas para a defesa do território português.

Além de sua fortaleza, Elvas possui um belo patrimônio religioso, composto por cerca de quarenta igrejas e conventos, que revela séculos de fé e arte sacra. A cidade também reúne um valioso acervo de arquitetura civil, com fontes, chafarizes, arcos e pelourinhos que surgem ao acaso ao caminhar pelas ruas estreitas do centro histórico. Entre seus ícones, destaque para o monumental Aqueduto da Amoreira, construído entre 1530 e 1622, que impressiona por seus 843 arcos distribuídos por mais de sete quilômetros.

O município conta ainda com museus, monumentos megalíticos e sítios arqueológicos. Essa diversidade faz com que Elvas figure com frequência em listas nacionais e internacionais de destinos imperdíveis no Alentejo, encantando desde apaixonados por história e arquitetura até viajantes que buscam experiências autênticas em regiões de turismo rural.

 

Sobre o Alentejo 

Considerado o destino mais genuíno de Portugal, o Alentejo é a maior região do país. Privilegiando um lifestyle tranquilo em que a experiência de viver bem dá o tom, conta com belas praias intocadas e cidades repletas de atrações ímpares, como castelos e monumentos históricos. Detentor de quatro títulos da Unesco e diversos outros prêmios e reconhecimentos internacionais no setor do turismo, o Alentejo oferece opções para todos os tipos de viajantes, sejam famílias, casais em lua de mel ou aventureiros. A promoção turística do Alentejo, efetuada pela Agência Regional de Promoção Turística do Alentejo, conta com o apoio dos fundos comunitários através do Alentejo 2030, do Portugal 2030 e da União Europeia. Para mais informações, visite www.turismodoalentejo.com.br.


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