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Bastante
comuns nesta época do ano, as conjuntivites virais são altamente contagiosas e
se disseminam rapidamente em locais com aglomerações. O período de férias
escolares e o clima do verão são um convite para as atividades ao ar livre e os
passeios em família, aumentando a concentração de pessoas em praias, parques e
clubes.
A Dra. Camila Moraes, oftalmologista do Hospital de Olhos de
Pernambuco, o HOPE, explica que “a conjuntivite viral é uma inflamação da
conjuntiva, membrana fina e transparente que recobre a parte branca do olho e o
interior das pálpebras. Causada por vírus, geralmente o adenovírus, a doença
ocular é facilmente transmitida pelo contato com secreções ou objetos
contaminados”.
“Em grande parte dos casos, a conjuntivite viral está associada a
quadros de resfriado e a pessoa pode ter febre, dor de garganta e sensação de
corpo estranho. Nos olhos, os sintomas são vermelhidão, sensação de areia,
coceira intensa, lacrimejamento, secreção esbranquiçada e sensibilidade à luz.
Quando este quadro persiste ou vem acompanhado de dor ocular, é fundamental
consultar um especialista”, afirma a médica.
A oftalmologista recomenda 6 cuidados importantes para prevenir os
mais diversos tipos de conjuntivite:
- lavar as mãos com frequência;
- evitar coçar os olhos;
- não compartilhar toalhas ou objetos de uso pessoal;
- utilizar óculos de sol em ambientes externos;
- retirar corretamente a maquiagem antes de dormir;
- não mergulhar com lentes de contato, pois o dispositivo pode
facilitar a aderência de microrganismos presentes na água e contaminar o olho.
De acordo com a Dra. Camila Moraes, “o uso de óculos de mergulho
não elimina totalmente o risco de conjuntivite, pois a água pode estar
contaminada por vírus, fungos ou bactérias. Outro cuidado é com as irritações
oculares causadas pelo cloro, areia ou sal. O ideal é lavar as mãos e o rosto
após o banho de mar ou piscina e nunca se automedicar, caso surja algum
sintoma”.
Além da conjuntivite viral, outra potencialmente contagiosa é a
bacteriana, que provoca sintomas parecidos, mas com uma secreção mais amarelada
e abundante. A doença ocular também pode ser consequência de infecções de
ouvido ou garganta, quando a bactéria se espalha para os olhos, ou estar
relacionada a um quadro de baixa imunidade. Outro tipo é a conjuntivite
alérgica, que não é transmissível e afeta principalmente pessoas com tendência
a apresentar alergias.
O tratamento da conjuntivite varia de acordo com a causa e pode envolver o uso de colírios antibióticos, corticoides ou antialérgicos, além de compressas frias para alívio dos sintomas. “É importante a pessoa não utilizar receitas antigas ou colírios que tenham sido abertos há muito tempo, mas buscar a orientação de um especialista para receber as orientações corretas”, alerta a Dra. Camila Moraes.
Com os cuidados adequados, as crianças poderão aproveitar as férias para encontrar os amigos, brincar e interagir com a natureza, sem o risco de contratempos com a saúde ocular. Para os adultos, estes momentos de lazer são uma oportunidade para relaxar e renovar as energias, antes de retomar a rotina corrida do dia a dia.

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