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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Do estúdio à audiência: como preparar a base para um podcast de qualidade


Especialista aponta que o segredo para conquistar ouvintes começa pela estrutura técnica. Veja alguns equipamentos recomendados para dar clareza e profissionalismo ao seu programa


Seja para compartilhar conhecimento, discutir temas atuais ou simplesmente contar boas histórias, montar um podcast exige mais do que uma boa ideia. A estrutura é um dos fatores determinantes para que um programa conquiste ouvintes e se destaque em meio aos milhares já disponíveis no mercado brasileiro. Segundo a PodPesquisa 2024/2025, cerca de 31,94 milhões de brasileiros ouvem podcasts regularmente, e a tendência é de crescimento contínuo. 

Muito além do conteúdo, a estrutura envolve preparar o ambiente de gravação, garantir captação de áudio limpa e utilizar ferramentas que reduzam ruídos e interferências. É essa base técnica que dá clareza ao programa, facilita a edição e ajuda a criar uma experiência fluida para quem consome podcast; condição essencial para fidelizar público em um cenário de tanta oferta. 

Para especialistas, o primeiro passo é garantir qualidade técnica mínima. Segundo Mateus Fonseca, diretor de Marketing da OctoShop Brasil (https://br.octoshop.com/), a escolha de equipamentos adequados faz diferença não só na clareza do áudio, mas também na percepção de profissionalismo do programa. “Microfones, fones e softwares corretos podem impactar diretamente na experiência do ouvinte. Plataformas e anunciantes também valorizam essa qualidade, o que pode abrir caminhos para crescimento e monetização”, explica.

 

Equipamentos recomendados para começar um podcast 

• Microfone Condensador USB: fácil de usar, oferece boa qualidade para iniciantes. Modelos como Blue Yeti e HyperX SoloCast são populares.

• Interface de Áudio + Microfone XLR: garante controle avançado e fidelidade sonora; Shure SM7B e Focusrite Scarlett 2i2 são referências.

• Fones de Ouvido de Monitoramento: asseguram clareza e evitam ruídos; Audio-Technica ATH-M50x é bastante utilizado.

• Braço Articulado e Filtro Pop: reduzem plosivas e ruídos de respiração, melhorando ergonomia da gravação.

• Software de Edição de Áudio: do gratuito Audacity ao Adobe Audition, permitem editar e aprimorar a qualidade final do episódio. 

“Sabemos que é uma dificuldade de quem cria um podcast entender os diferenciais técnicos de cada equipamento na hora de tomar a decisão de compra. Pensando nisso, recentemente lançamos uma sugestão de 3 kits recomendados para quem quer começar o seu próprio podcast, facilitando assim o entendimento e tomada de decisão”, completa Fonseca.

 

Biografias são confiáveis?

A literatura de ficção, em sua eterna busca por tornar uma história plausível, conta com vários recursos. Um dos mais importantes é a preocupação com a narrativa minuciosa, com aquilo que o escritor russo Vladimir Nabokov chamou de “acariciar os detalhes”.

Um personagem está passeando por um mercado. Algo de importante acontecerá ali. Talvez ele esteja procurando alguém, uma longa espera dará lugar a um emocionado encontro. Isso, entretanto, virá daqui a uma ou duas páginas. Antes, é interessante que o autor gaste alguns parágrafos descrevendo o lugar. Em seus pormenores. As cores, os cheiros, os sons, enfim, tudo o que chega aos sentidos. Fará com que o leitor tenha a impressão de que o narrador estava ali, observando bem de perto a cena, acompanhando os passos de seu personagem.

Uma biografia que, supõe-se, é uma narrativa de fatos reais, não escapa dessa busca do detalhe. Mas por outra razão. O leitor que encara esse tipo de livro conhece, em linhas gerais, a vida da pessoa que está sendo retratada. Está, por isso, mais interessado em momentos bem específicos de sua trajetória, narrados de tal forma que transmitam as sensações e sentimentos do personagem.

Mas aí surge um problema. Esses detalhes mínimos estão disponíveis? Geralmente não. Pelo menos, não de forma completa. As memórias falham, e estas e outras fontes de informação com as quais o autor se abastece nunca trarão as minúcias necessárias para tornar a descrição dos cenários e a narração dos fatos algo cativante para o leitor.

Entrará em cena a imaginação. É o autor que se encarregará de preencher as lacunas. E se utilizará, para isso, dos mesmos recursos de que se valem os ficcionistas. Mergulhará, ele mesmo, naqueles lugares e situações. Com a profundidade necessária para transmitir ao leitor a impressão de que quem está contando a história acompanhou bem de perto todos os acontecimentos.

A literatura de ficção e a biografia, portanto, têm, entre si, muito mais semelhanças do que diferenças. Ambas se ancoram em um contexto geral, familiar aos leitores. No caso da ficção, essa âncora está na época e no lugar em que a trama se desenvolve. No caso da biografia, está nos aspectos da vida do protagonista que são conhecidos por todos. Mas, tanto a ficção quanto a biografia não poderão se furtar a mergulhar em detalhes mínimos. E, em ambos os casos, esse mergulho se baseará muito mais na criatividade do autor do que em fatos que aconteceram de verdade.

  

José Eduardo Medeiros - autor do livro “A Amizade e o Tempo” e criador do GeneaMinas, um dos principais sites de genealogia do Brasil. 

 

Juros elevados e contexto macroeconômico desafiador fazem geração de vagas no setor de serviços paulista despencar quase 44%

 
Em julho, foram 14.919 novas vagas formais criadas pelo setor, cerca de 12 mil postos abaixo do registrado no mesmo período do ano passado

 
O mercado de trabalho desacelerou em São Paulo no mês de julho. De acordo com levantamento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), o saldo de empregos celetistas do setor de Serviços paulista caiu 43,7% em relação ao mesmo período do ano passado — em termos absolutos, houve uma redução de quase 12 mil postos, passando de 26.512 para 14.919 novas oportunidades.
 

[GRÁFICO 1]
Serviços no Estado de São Paulo (série histórica — 13 meses)
Fonte: Caged/FecomercioSP


 

Diante dos sinais de desaceleração da atividade econômica, o mercado de trabalho perdeu força. Contudo, segmentos como os de transporte, saúde e atividades administrativas continuam sustentando o setor. No Comércio paulista, os dados também apontam uma retração nas contratações: enquanto em julho de 2024, o setor criou 14.193 vagas, no mesmo mês deste ano, o número caiu para 11,5 mil.

 

[GRÁFICO 2]
Comércio no Estado de São Paulo (série histórica — 13 meses)
Fonte: Caged/FecomercioSP



Segundo a FecomercioSP, o movimento reflete a cautela das empresas frente a juros elevados, crédito mais restrito e uma base de comparação mais forte. Esses fatores reduzem o consumo de bens duráveis e afetam especialmente compras de maior valor.
 
Nos Serviços, os destaques positivos de julho ficaram por conta das atividades de transporte, armazenagem e correio (6.318 vagas) e saúde humana e serviços sociais (4.812); além das atividades administrativas e dos serviços complementares (2.562). Já os segmentos de educação (-2.504) e administração pública (-742) registraram fechamento de postos de trabalho.
 

[TABELA 1]
Serviços no Estado de São Paulo - julho
Fonte: CAGED/FecomercioSP



No acumulado entre janeiro e julho, o setor gerou 205.494 vagas de emprego, após mais de 2,76 milhões de admissões e mais de 2,56 milhões de desligamentos — saldo 12,9% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando 236.016 mil vagas foram abertas. As atividades administrativas e os serviços complementares responderam por 20% do total de empregos criados no período, com 41.368 vagas. Na sequência, transporte, armazenagem e correio (39.573); saúde humana e serviços sociais (36.488); educação (22.841); e atividades profissionais, científicas e técnicas (17.789), além de alojamento e alimentação (11.791).
 

[TABELA 2]
Serviços no Estado de São Paulo — janeiro a julho
Fonte: FecomercioSP


Varejo mantém prudência às vésperas do Natal


No Comércio, por sua vez, o varejo liderou a criação de empregos no mês de julho, com 8.026 vagas. No entanto, o maior crescimento proporcional em relação ao estoque foi do atacado, com 2,58 mil novos vínculos celetistas. O  segmento de comércio e reparação de veículos gerou 894 empregos com carteira assinada. Com isso, o estoque total de vagas no setor alcançou mais de 3,02 milhões de postos.
 

[TABELA 3]
Comércio no Estado de São Paulo — julho
Fonte: Caged/FecomercioSP


No acumulado do ano, 37.018 vagas foram geradas, com todos os segmentos apresentando números positivos: o atacado manteve-se em destaque (14.841 vagas), seguido pelo varejo (14.107) e pelo setor de veículos (8.070 postos).
 
Na avaliação da FecomercioSP, a trajetória para o restante de 2025 dependerá do comportamento da renda, da confiança e do crédito — fatores que podem determinar se a expansão continuará estável ou se haverá uma nova perda de fôlego nos próximos meses. No momento, porém, a conjuntura é de cautela nos preparativos do varejo para o Natal, uma das datas mais importantes para o setor.


 
Capital paulista

Na Cidade de São Paulo, o comércio registrou saldo positivo de 3.489 vagas, resultado de 42.995 admissões e 39.506 desligamentos. O segmento que mais gerou oportunidades foi o varejo, com 2.405 vagas, respondendo por quase 70% do total. Em seguida, vieram o atacado, com 919 vagas, e o setor de veículos, com contribuição modesta de 165 postos. No sétimo mês do ano, o estoque total de empregos no Comércio paulistano alcançou 924,2 mil vínculos.
 
Já no setor de Serviços, registrou-se um saldo positivo de apenas 2,86 mil vagas formais, após mais de 162,5 mil admissões e mais de 159,6 mil desligamentos. O desempenho foi inferior a julho do ano passado, quando o saldo havia sido de 9.291 postos. A queda em termos absolutos foi de 6,4 mil vagas, representando uma redução de 69% no ritmo de geração de empregos.
 
Dentre os segmentos, transporte, armazenagem e correio geraram a maior quantidade de oportunidades (1.471 vagas), seguido pelas atividades profissionais, científicas e técnicas (1.539) e de saúde humana e serviços sociais (1.334). Já as atividades administrativas e os serviços complementares registraram perda de 2,16 mil vagas, puxando o saldo total para baixo. Educação (-474), alojamento e alimentação (-236) e outras atividades de serviços (-199) também sofreram quedas. No acumulado do ano, os Serviços na capital geraram 60.346 vagas.
 


Nota metodológica

A Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) passou por reformulação em sua metodologia e, agora, analisa o nível de emprego celetista do comércio e serviços do Estado de São Paulo a partir de dados do novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), elaborado pelo Ministério do Trabalho, passando a se chamar PESP de Comércio e Serviços.


 
FecomercioSP
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4 motivos para integrar comunidades de networking

 Presidente e fundadora do grupo Future Is Now destaca aprendizado e visibilidade como alguns benefícios

 

A construção de relacionamentos profissionais sempre foi um elemento-chave no avanço das carreiras, mas, nos últimos anos, as comunidades de networking assumiram um papel ainda mais estratégico nesse processo. Em ambientes cada vez mais colaborativos e multidisciplinares, participar ativamente de redes de contato passou a ser um dos caminhos mais eficazes para acesso a oportunidades, aprendizado contínuo e desenvolvimento de marca pessoal. Segundo o LinkedIn Business, 85% das vagas de emprego são preenchidas por meio de networking, o que reforça a importância de estar inserido em ambientes que favoreçam conexões profissionais de qualidade. 

Com o objetivo de incentivar a construção de relações mais autênticas e estratégicas, Laís Macedo, fundadora e presidente do Future Is Now, grupo de networking voltado a líderes e empreendedores que atuam na construção da nova economia, compartilha orientações essenciais para quem deseja integrar comunidades de forma ativa e significativa. “A construção de relacionamentos profissionais sempre foi fundamental para o crescimento na carreira. Hoje, mais do que nunca, as comunidades de networking exercem um papel crucial na ampliação de horizontes, conexões e possibilidades”, afirma a empreendedora.

De acordo com Macedo, os benefícios dessa ação vão além do óbvio e podem transformar a trajetória profissional de forma significativa. Confira quatro motivos destacados pela especialista:


  1. Acesso a oportunidades exclusivas

Segundo a profissional, muitas oportunidades de alto valor, especialmente aquelas que envolvem confiança, indicação ou seleção criteriosa, são compartilhadas primeiro, ou exclusivamente, em redes fechadas e comunidades segmentadas. “Participar desses grupos conecta os profissionais a vagas de emprego, convites para eventos, projetos colaborativos e parcerias que, muitas vezes, não chegam ao público geral. Isso antecipa o contato com oportunidades estratégicas, ampliando significativamente as chances de inserção e crescimento no mercado”, explica Laís.


  1. Aprendizado com trocas e experiências reais

Ainda para a presidente do Future Is Now, o networking oferece um tipo de aprendizado que dificilmente é encontrado em cursos tradicionais ou conteúdos acadêmicos. “Mais do que informações teóricas, essas redes proporcionam trocas sobre erros, acertos, estratégias e desafios enfrentados, garantindo um aprendizado prático e aplicável ao dia a dia. Essas vivências compartilhadas permitem que os profissionais aprendam de forma mais rápida e direta, observando o que funcionou, ou não, na trajetória de outras pessoas e usando essa rede como apoio na hora de adversidades”, afirma.


  1. Visibilidade e fortalecimento da marca pessoal

“Ao compartilhar conhecimento e colaborar, você passa a ser reconhecido como uma referência e abre portas para novas oportunidades. Quando o executivo entrega valor real para as pessoas ao seu redor, naturalmente passa a ser lembrado como alguém que faz a diferença e isso tem um impacto significativo nas oportunidades empresariais”, reforça.


  1. Ampliação de repertório e visão estratégica

Por fim, Laís ressalta que um dos maiores ganhos ao integrar comunidades de networking está na diversidade de perfis, trajetórias e perspectivas que esses espaços reúnem. Essa pluralidade contribui diretamente para a expansão do repertório individual e para o desenvolvimento de uma visão mais estratégica e abrangente sobre o mercado e sobre a própria carreira. “A diversidade de pessoas e experiências presentes expande a visão dos profissionais, estimula a criatividade e abre caminhos que antes não eram considerados”, conclui.

  

Laís Macedo - CEO do Future Is Now


Future Is Now (FIN)
link
Instagram @futureisnow.group


Por que todo empreendedor deveria escrever um livro para chamar de seu?

Empreender é, acima de tudo, contar histórias. Histórias de coragem, de erros que viraram acertos, de ideias que pareciam absurdas e se tornaram negócios lucrativos. E se há algo que todo empreendedor tem de sobra, é vivência. Por isso, escrever um livro não é apenas uma vaidade ou um projeto paralelo — é uma poderosa ferramenta de posicionamento, legado e conexão. 

Escrever um livro é um ato de generosidade. É compartilhar com o mundo aquilo que você aprendeu na prática, com suor, noites mal dormidas e decisões difíceis. É transformar sua trajetória em conhecimento acessível, inspirador e útil para quem está começando ou buscando novos caminhos. E, convenhamos, não há MBA que ensine o que a vida empreendedora revela. 

Acredite: um livro é um cartão de visitas elevado à enésima potência. Ele abre portas, gera autoridade e diferencia você em um mercado cada vez mais competitivo. Imagine estar em uma reunião com investidores, clientes ou parceiros e poder entregar algo que vai muito além de um pitch: um livro que conta quem você é, o que você acredita e como você constrói valor. Isso tem peso. Isso tem alma. 

Mas não se trata apenas de marketing pessoal. Escrever é também um processo de autoconhecimento. Ao colocar suas ideias no papel, você revisita decisões, entende padrões, reconhece conquistas e aprende com os tropeços. É quase terapêutico. Muitos empreendedores relatam que, ao escrever, descobriram nuances do próprio negócio que nunca haviam percebido. É como olhar para sua história com novos olhos. 

E não precisa ser um best-seller, não. O objetivo não é competir com grandes autores, mas comunicar com autenticidade. Um livro bem escrito, com propósito claro e linguagem acessível, pode impactar profundamente um nicho específico — e isso já é transformador. Às vezes, basta uma frase para mudar a mentalidade de alguém. E essa frase pode estar no seu livro. 

E tem mais: o livro eterniza. É a única maneira de você continuar vivo, mesmo depois de morto. Negócios vêm e vão, mas ideias bem registradas permanecem. Ele é um legado que você deixa para o mercado, para sua equipe, para sua família e para você mesmo. É uma forma de dizer: “Eu estive aqui. Eu construí algo. E aqui está o que aprendi.” 

Então, se você é empreendedor e já pensou em escrever um livro, considere este texto como um empurrão gentil. Sua história importa. Suas ideias têm valor. E há pessoas esperando por aquilo que só você pode compartilhar. Escreva. Nem que seja uma página por dia. Nem que demore meses. O importante é começar. 

Porque no fim das contas, empreender também é escrever — e talvez esteja na hora de escrever um livro para chamar de seu.

  

Ana Macedo - formada em Letras é autora do livro “Colocando no Papel”, cofundadora e editora da VC.autor Assessoria Editorial, empresa que ajuda escritores a transformarem suas ideias em livros com qualidade e impacto

 

Publicar artigo é coisa de universitário?

Cada vez mais profissionais investem na publicação científica

 

Hoje em dia não adianta falar, é preciso provar e para fazer isso nada melhor que um artigo científico, ele valida o método de qualquer profissional, afirma a editora-chefe da Atena Editora, Antonella Carvalho de Oliveira 



Durante muito tempo, a publicação de artigos científicos foi vista como responsabilidade exclusiva de acadêmicos e pesquisadores e uma coisa restrita a essas pessoas, mas a realidade tem mudado (e mudado bastante) estendendo os benefícios desse tipo de produção a vários outros profissionais.

Cada vez mais profissionais das mais diferentes áreas estão investindo na produção e publicação científica autoral como forma de validar suas práticas, métodos e construir uma maior credibilidade no seu mercado específico.

Um validador natural da ciência
“Hoje em dia não adianta falar, é preciso provar e para fazer isso nada melhor que um artigo científico. Ele valida o método de qualquer profissional”, afirma Antonella Carvalho de Oliveira, editora-chefe da Atena Editora.

A publicação em revistas científicas não confere apenas credibilidade para o profissional, mas também conecta o autor a uma comunidade global de conhecimento.

“Para profissionais que atuam em saúde, direito, educação e negócios, por exemplo, a prática representa a chance de mostrar resultados com base em evidências e não apenas em discurso que pode ser facilmente questionado, algo que não ocorre quando estamos tratando de um estudo científico publicado por uma revista com credibilidade e com o amparo de uma base bibliográfica forte, entende a força que isso dá ao profissional?”.

“Essa mudança aponta para uma sociedade cada vez mais orientada por dados e comprovações, um movimento natural contra as fake news é correr para quem tem credibilidade, por isso, quem tem esta credibilidade já está alguns passo a frente”, afirma Antonella Carvalho de Oliveira.

 



Antonella Carvalho de Oliveira - professora licenciada em Pedagogia, Mestre em Engenharia de Produção e Doutora em Ensino de Ciência e Tecnologia pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR). Tendo mais de 30 anos de carreira no magistério e uma década de atuação como professora na Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) Autora do livro "Como se Faz um Produto Educacional", o único no Brasil que ensina de maneira específica como criar um produto educacional. Atualmente, ocupa o cargo de Editora Chefe da Atena Editora.

Atena Editora


Economia em tempo real: Estudo da Mastercard revela como o paulistano está redesenhando a cidade com seus hábitos de consumo


 

A geografia dos gastos na maior cidade do Brasil está mudando, e os dados comprovam. O novo estudo do Mastercard Economics Institute, parte da série global Economic Clock, mostra como os paulistanos estão redefinindo o uso da cidade a partir de seus hábitos em refeições fora de casa. O levantamento analisou padrões diários e semanais de consumo presencial em restaurantes e bares da capital paulista, com base em dados agregados e anonimizados da Mastercard.

O recorte da pesquisa mostra que, desde a pandemia de Covid-19, a adoção do trabalho remoto e híbrido alterou não apenas as jornadas de trabalho, mas também o comportamento de consumo, esvaziando áreas corporativas durante a semana e movimentando zonas residenciais nos cafés da manhã, almoços e até nas saídas noturnas.


Do centro ao bairro: como o trabalho híbrido esvaziou os eixos corporativos

Entre 2019 e 2025, houve um declínio visível no gasto com refeições em dias úteis nos principais polos empresariais da cidade, como Itaim Bibi e Pinheiros. Antes da pandemia, essas regiões concentravam mais de um quarto de todo o movimento em restaurantes de São Paulo. No entanto:

  • No Itaim Bibi, a fatia de gastos totais de segunda-feira a quinta-feira caiu de 18,1% em 2019 para 13% em 2025;
  • Pinheiros passou de 8,8% para 7,9% no mesmo recorte temporal;
  • O café da manhã no Itaim, tradicional entre executivos, passou de 27,3% para 8,2%, uma das quedas mais acentuadas do estudo.


Gastos migram para comunidades locais

Enquanto os polos corporativos perdem tração, bairros de perfil mais residencial ganham força, especialmente em horários associados à nova rotina flexível. O levantamento aponta que:

  • Santo Amaro, por exemplo, quase dobrou sua fatia de cafés da manhã durante a semana, passando de 3,7% para 6%;
  • Em Campo Belo, esse crescimento foi de 3,4% para 4,7%;
  • E nos Jardins, o consumo em almoços de segunda a quinta subiu de 7,8% para 9,2% entre 2019 e 2025.

Esses dados revelam uma reorganização urbana silenciosa: as pessoas deixaram de sair de casa para trabalhar todos os dias, mas continuam frequentando restaurantes e bares. A diferença é onde e quando isso acontece.


Novo mapa do happy hour e da vida noturna

A flexibilização da rotina de trabalho também tem influenciado os momentos de lazer. O happy hour deixou de ser exclusivo dos bairros de escritório:

  • No Itaim Bibi, por exemplo, caiu de 17,7% em 2019 para 8,3% em 2025.
  • No mesmo período, o Ipiranga viu sua fatia nesse horário saltar de 1,2% para 4,4%, com destaque para o crescimento de bares, espaços culturais e cervejarias locais.


Quando o assunto é vida noturna (das 23h às 3h), o movimento se repete:

  • Ipiranga cresceu de 1,1% para 4,1%;
  • Anália Franco, tradicionalmente residencial, também registrou aumento, de 2,9% para 3,5%.


Nova lógica urbana: descentralização e adaptação

“O que vemos é uma redistribuição dos gastos pela cidade. O consumo saiu dos polos corporativos e se espalhou por bairros com perfil mais residencial, lugares onde as pessoas agora vivem e trabalham, ainda que de forma híbrida. Isso mostra como a dinâmica urbana foi redesenhada nos últimos anos”, explica Gustavo Arruda, economista-chefe da Mastercard para América Latina e Caribe.

 

Mastercard
www.mastercard.com


Sommeliers e tatuadores brasileiros encontram no visto EB-2 um caminho para atuar legalmente nos Estados Unidos

 Reconhecimento internacional e a expansão do mercado de vinhos abrem espaço para profissionais migrarem pelo visto de habilidades especiais, desde que amparados por comprovação documental  

 

A crescente valorização do mercado de vinhos nos Estados Unidos tem criado oportunidades inéditas para sommeliers brasileiros que desejam atuar no país. Embora muitas vezes vistos como profissionais restritos ao universo da gastronomia de luxo, especialistas têm demonstrado que a atividade pode ser enquadrada na categoria de “habilidade excepcional” exigida pelo visto EB-2, rota que garante residência permanente a estrangeiros que comprovem relevância nacional em suas áreas de atuação.

De acordo com dados do Wine Institute, o consumo de vinhos nos EUA ultrapassou 33 bilhões de dólares em 2023, consolidando o país como o maior mercado do mundo. O setor vem demandando profissionais qualificados em importação, harmonização e consultoria especializada. Nesse contexto, a figura do sommelier ganha destaque como mediador cultural e estratégico para negócios gastronómicos e vinícolas.

Daniel Toledo, advogado especializado em Direito Internacional e professor honorário da Universidade de Oxford, destaca que esse tipo de profissão pode, sim, se enquadrar no EB-2. “Um sommelier premiado, que tenha reconhecimento em concursos internacionais ou experiência em restaurantes de prestígio, pode comprovar que sua atuação supre uma necessidade do mercado americano. O mesmo raciocínio vale para outras áreas não tradicionais, como tatuadores ou paisagistas”, explica.

Para avançar no processo, entretanto, o profissional precisa apresentar um dossiê sólido com certificados, reportagens, cartas de recomendação e histórico de atuação. “Não basta exercer a profissão. É preciso demonstrar a relevância do trabalho e como ele contribui de forma direta para os Estados Unidos. Sem isso, o risco de negativa aumenta muito”, adverte Toledo.

O desafio para sommeliers brasileiros, segundo o advogado, está em comprovar diferenciais competitivos frente à mão de obra local. “O governo americano busca profissionais que tragam algo novo. Um sommelier especializado em vinhos brasileiros ou em harmonizações inovadoras pode ter um diferencial que justifique o interesse nacional”, avalia.

Números recentes reforçam a expansão desse caminho migratório. Em 2023, brasileiros obtiveram 7.800 vistos EB-2, quase quatro vezes mais do que em 2019, segundo estatísticas oficiais do Departamento de Estado. Mas a taxa de aprovação ainda é um obstáculo: apenas 57,4% dos pedidos feitos por brasileiros foram aceitos em 2023, bem abaixo da média global acima de 80%.

Na avaliação de Toledo, a explicação para esse índice mais baixo está diretamente ligada à falta de assessoria especializada. “Um erro na escolha de documentos ou no argumento apresentado pode comprometer o processo inteiro. É fundamental que cada etapa seja conduzida com cautela e estratégia jurídica, sob pena de transformar o sonho do Green Card em frustração”, alerta.

  

Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com quase 800 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR. Para mais informações, acesse o site ou pelo Linkedin.

Toledo e Advogados Associados
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Pesquisas analisam biodiversidade de insetos e sua influência na qualidade dos grãos 

 

O maior cafezal urbano do mundo, manejado pelo Instituto Biológico (IB-Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, fica na Vila Mariana, zona sul da capital paulista, e está novamente coberto por flores brancas e perfumadas. A segunda florada do ano começou na última segunda-feira, 6 de outubro, e está marcando um período essencial para o desenvolvimento dos grãos que serão colhidos em maio. 

De acordo com a pesquisadora Harumi Hojo, responsável pelo cafezal, “a importância da florada está diretamente ligada ao potencial de produção do café. A quantidade e a qualidade das flores nos dão uma perspectiva sobre como será a colheita”. O fenômeno, que normalmente ocorre entre setembro e novembro, dura poucos dias e transforma o espaço em um espetáculo natural de perfume doce e intenso. 

Além da beleza, a florada é um lembrete da importância dos polinizadores. Abelhas e marimbondos, ao buscarem néctar, transportam grãos de pólen de uma flor para outra, promovendo a fertilização. “Esses insetos contribuem não apenas para a qualidade e quantidade dos grãos, mas também para a biodiversidade local”, explica Harumi. “Eles são fundamentais para a polinização cruzada e até mesmo para a autopolinização, fortalecendo a robustez genética do cafezal.” 

Durante a florada, o Instituto também realiza pesquisas para identificar quais espécies de polinizadores atuam no cafezal e de que forma contribuem para a produção. Segundo Harumi Hojo, abelhas nativas têm papel fundamental nesse processo, pois ajudam a uniformizar o tamanho dos frutos e aumentar seu teor de doçura. Para isso, os pesquisadores utilizam redes entomológicas e armadilhas coloridas – em tons de branco, amarelo e azul – com uma solução de água e sabão que atrai os insetos sem causar impacto significativo ao ambiente. 

O Instituto Biológico mantém cerca de 2.200 pés de café em uma área de dez mil metros quadrados, abrigando seis variedades, entre elas o bourbon amarelo, mundo novo e catuaí. Criado na década de 1950 para pesquisas sobre doenças e pragas em cafezais, o espaço hoje é também um ponto turístico, educativo e cultural. 

Anualmente, o IB realiza o evento Sabor da Colheita, que já soma mais de 17 edições e celebra o ciclo do café, aproximando o público urbano das origens do grão. As visitas ao cafezal são gratuitas e devem ser agendadas via formulário disponível no Instagram @cafezalurbanoib.


Apta - Diretoria de Pesquisa dos Agronegócios é o órgão responsável por coordenar as atividades de pesquisa científica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Em sua estrutura estão presentes sete Instituições de Ciência e Tecnologia, com unidades distribuídas por todas as regiões do estado: Instituto Agronômico (IAC), Instituto Biológico (IB), Instituto de Economia Agrícola (IEA), Instituto de Pesca (IP), Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), Instituto de Zootecnia (IZ) e Apta Regional.


terça-feira, 7 de outubro de 2025

Outubro Rosa: BB Seguros, em parceria com as ONGs Américas Amigas e Orientavida, iniciam novo circuito da Carreta da Mamografia

divulgação

Estrutura de atendimento móvel gratuito, que realizou, no ano passado, mais de 4 mil atendimentos para diagnóstico de câncer de mama, vai percorrer diversos locais de São Paulo até o final de novembro
 

 

A BB Seguros renovou pelo terceiro ano consecutivo a parceria com as ONGs Américas Amigas e Orientavida para apoiar o projeto Carreta da Mamografia. A iniciativa oferece exames gratuitos de mamografia com foco na detecção precoce do câncer de mama, atendendo mulheres em situação de vulnerabilidade social. A nova etapa do circuito teve início em 24 de setembro e seguirá até 28 de novembro, passando pela cidade de São Paulo, região metropolitana, pelo interior e litoral. 

Em 2024, a Carreta realizou mais de 5 mil exames, beneficiando cerca de 4,6 mil mulheres. Neste ano, o projeto amplia sua atuação por meio do fortalecimento de parcerias locais, com a participação de líderes comunitários e agentes de saúde. O objetivo é integrar ainda mais a iniciativa à rede pública e garantir o encaminhamento ágil e o acompanhamento adequado de casos com resultados suspeitos. A estrutura de atendimento é totalmente gratuita e conta com o uso de dados e ferramentas digitais, o que permite aprimorar continuamente a qualidade e a eficiência do serviço prestado. 

“Mais do que oferecer exames gratuitos, a nossa parceria com as duas ONGs é um gesto de cuidado e acolhimento para quem mais precisa, gerando impacto positivo na sociedade. A Carreta da Mamografia busca ampliar o acesso a exames fundamentais, promovendo o diagnóstico precoce de uma doença que infelizmente ainda tira a vida de milhares de brasileiras todos os anos”, reforça Kelly Tassinari, Gerente de Planejamento de Marketing da Brasilseg, uma empresa BB Seguros. 

O câncer de mama é o tipo de tumor mais incidente na população feminina no Brasil, com exceção do câncer de pele não-melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima mais de 70 mil novos casos por ano, no triênio 2023/2025. No mundo, a Agência Internacional de Pesquisa sobre Câncer (IARC) prevê que uma em cada 20 mulheres será diagnosticada com a doença durante a vida. A boa notícia é que, se descoberto na fase inicial, médicos e especialistas da área da saúde dizem que as chances de cura chegam a 95%. 

“Um dos impactos mais positivos das nossas atividades está em estudarmos locais de vulnerabilidade, com acesso reduzido a exames e propor uma estrutura particular e agradável, que acreditamos ser um direito de todas as mulheres. Além disso, trabalhamos há anos com mulheres a partir de 40 anos, sem limites de idade, baseados nos estudos globais que mostram a incidência alta da doença em mulheres abaixo de 50 anos. Somar forças com marcas importantes como a BB Seguros nestas ações itinerantes tem garantido exames a muitas pessoas que enfrentam barreiras geográficas e sociais e viabilizado o diagnóstico de casos de câncer de mama”, diz Ana Elisa, Diretora Institucional Pense Rosa e ONG Orientavida.

 

BB Seguros também patrocina, por meio de instituições, a rede de prevenção contra o câncer de mama no país 

A atuação da BB Seguros na prevenção ao câncer de mama não se limita às ações do mês de outubro e se expande pelo Brasil, reforçando o compromisso com o diagnóstico precoce e o amparo social. Além do patrocínio às ações itinerantes da Carreta da Mamografia em São Paulo, a companhia apoia dois projetos vitais nas regiões Sul e Sudeste por meio do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (PRONON). 

No Rio Grande do Sul, o Hospital São José, em Antônio Prado, dá continuidade ao seu projeto "Mulheres Sem Câncer de Mama", que garante o rastreamento em dez municípios. Graças ao apoio, a iniciativa prevê a realização de mais de 7 mil atendimentos (consultas e exames de diagnóstico) a cerca de 1.440 mulheres ao longo de 24 meses, assegurando que o acesso a mamógrafos digitais de última geração resulte em mais vidas salvas. 

Em Santa Catarina, a Rede Feminina de Combate ao Câncer de Brusque fortalece sua rede de amparo com o projeto "Rede de Mulheres Unidas Contra o Câncer". A instituição propõe o restabelecimento e a ampliação de serviços essenciais, que incluem consultas com mastologista, exames de biópsia, atendimentos psicossociais e até mesmo a implementação de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICs), como Acupuntura, com uma previsão total de mais de 10 mil atendimentos em dois anos. 

Calendário da Carreta da Mamografia:

  • Taboão da Serra: 8/10 a 12/10
  • Parelheiros: 15/10 a 19/10
  • Parque Jacuí: 22/10 a 26/10
  • Mauá: 29/10 a 2/11
  • Potim: 15/11 a 19/11
  • São Sebastião: 24/11 a 28/11

Intoxicação por metanol: quando a “ressaca” pode ser sinal de perigo

Casos recentes de intoxicação por bebidas adulteradas têm acendido um alerta em todo o país. De acordo com o último relatório do Ministério da Saúde, divulgado neste domingo (5), já são 225 registros, sendo 14 confirmados e 178 em investigação. O consumo acidental de metanol, substância altamente tóxica usada indevidamente na produção de bebidas falsificadas, pode causar danos graves ao organismo e até levar à morte. O grande perigo está no fato de que, nos primeiros momentos, os sintomas se assemelham aos de uma simples ressaca, o que pode atrasar a busca por atendimento médico. 

O médico intensivista da UTI do Hospital Evangélico de Sorocaba, Pedro Novaes, explica que a intoxicação por metanol é, na verdade, uma ressaca atípica. “Passadas de 6 a 12 horas da ingestão do álcool, ao invés de melhorar, a pessoa vai piorando”, alerta o especialista.
 

O alerta dos sintomas neurológicos 

Segundo ele, é fundamental buscar atendimento médico urgente se houver piora dos sintomas típicos de ressaca, como dor de cabeça, enjoo e mal-estar, após esse período. Um dos sinais mais característicos, destaca ele, é o sintoma neurológico ligado à visão. “A pessoa pode ter apagamento do campo visual, borramento, diplopia, que é a visão dupla, ou até cegueira absoluta. Esse é um sintoma muito característico da intoxicação por metanol”, explica Novaes. 

O tempo é um fator determinante para evitar complicações graves. “Quanto mais grave o caso, mais breve deve ser o início do tratamento”, orienta o médico. A gravidade depende tanto do organismo de cada pessoa quanto da quantidade de metanol ingerida. Por isso, ele recomenda que qualquer suspeita seja avaliada nas primeiras 12 horas após o consumo da bebida, o que permite um tratamento mais eficaz e aumenta as chances de reversão do quadro, minimizando sequelas.
 

Tratamento intensivo e desafios 

No ambiente de UTI, o tratamento envolve uma série de medidas de suporte. O especialista explica que, ao entrar no organismo, o metanol é transformado em substâncias tóxicas que causam danos sistêmicos. “Nosso tratamento é basicamente constatar e tratar a acidose, que é a acidez elevada no sangue. Se confirmada, chamamos a nefrologia para auxiliar na hidratação adequada, fazemos uso de ácido folínico na veia, que ajuda na eliminação, e inserimos um cateter de diálise para filtrar o sangue o mais rápido possível, removendo o metanol e seus metabólitos tóxicos”, explica. 

Essas medidas são essenciais para reduzir as sequelas neurológicas e visuais, que podem ser graves e permanentes. “Nosso maior desafio é não ter, até o momento, o antídoto disponível no Brasil, o fomepizol, que impede a formação dos metabólitos tóxicos do metanol. Mas temos alternativas eficazes, como a diálise, em casos graves”, ressalta o intensivista.

Em caso de suspeita de ingestão de bebida adulterada ou aparecimento de sintomas incomuns após o consumo de álcool, como visão turva, fraqueza extrema, tontura ou confusão mental, a orientação é procurar imediatamente um pronto atendimento hospitalar.
 
  

Hospital Evangélico de Sorocaba



Outubro Rosa reforça o poder da prevenção e do autocuidado feminino

Ginecologista destaca a importância do diagnóstico precoce, dos hábitos saudáveis e da atenção aos sinais do corpo na luta contra o câncer de mama

 

O Outubro Rosa é muito mais que uma campanha anual, é um movimento mundial que simboliza o cuidado e o amor pela vida. A ginecologista Dra. Vivia Marçal destaca que o mês é um convite para que as mulheres olhem para si mesmas com atenção e carinho. “O Outubro Rosa surgiu para quebrar tabus, estimular o diálogo e mostrar que cuidar da saúde é um ato de amor”, afirma a médica.

 

Durante todo o mês, monumentos são iluminados de rosa e ações de conscientização acontecem em todo o país, lembrando que informação salva vidas. O câncer de mama, quando identificado precocemente, tem grandes chances de cura, podendo ultrapassar 90% de sucesso no tratamento. “A prevenção é poder. Cada consulta, cada exame é uma chance de garantir o seu futuro e o seu bem-estar. Não deixe para depois o cuidado que pode salvar a sua vida”, reforça a ginecologista.

 

Entre os principais fatores de risco, Dra. Vivia cita a idade, o histórico familiar e questões hormonais, como menstruação precoce, menopausa tardia e uso prolongado de reposição hormonal. O estilo de vida também tem grande impacto. “A obesidade, o sedentarismo, o consumo excessivo de álcool e o tabagismo aumentam as chances do câncer de mama. Conhecer esses fatores de risco é o primeiro passo. Lembre-se: risco não é destino”, orienta.

 

A médica ainda ressalta a importância de estar atenta aos sinais do corpo. O aparecimento de nódulos endurecidos, alterações na pele das mamas, secreção pelos mamilos, vermelhidão ou inchaço na axila são alguns sintomas que merecem atenção. “Nem todo nódulo é câncer, mas todo nódulo precisa ser investigado. O cuidado começa com a atenção. Quanto antes, maiores as chances de cura”, explica.

Para a especialista, o Outubro Rosa vai além do calendário. “Prevenir é se amar, é cuidar de quem você ama. Vista essa causa, faça seus exames e seja protagonista da sua saúde”, finaliza Dra. Vivia Marçal.

 

Vivian Marçal - Médica formada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (FCMS - Unilus), com residência em Obstetrícia e Ginecologia pelo Hospital Guilherme Álvaro, em Santos. Desde 2011, atua como professora e preceptora de Obstetrícia, dedicando-se à formação de novos profissionais da área.

 

 

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