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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Estação Ferraz de Vasconcelos da CPTM recebe ação sobre vestibular da FATEC nesta sexta (12)

 

divulgação


Representantes da instituição realizarão consultorias sobre as graduações disponíveis na unidade de Ferraz de Vasconcelos 


A CPTM, em parceria com a Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC), realiza uma ação informativa sobre o vestibular e os cursos oferecidos pela instituição.

Na sexta-feira (12/09), a programação será focada na divulgação dos cursos. A unidade oferece vagas para Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão de Produção Industrial e Gestão Empresarial.

Representantes da faculdade estarão disponíveis para prestar esclarecimentos na estação Ferraz de Vasconcelos, na sexta, das 14h às 18h.


Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.


Serviço

Vestibular FATEC
Local: Estação Ferraz de Vasconcelos (Linha 11-Coral)
Data: sexta-feira (12/09)
Horário: 14h às 18h


Quase metade dos profissionais de TI no Brasil considerariam mudar de emprego caso fossem obrigados a aumentar a presença no escritório, revela pesquisa global Michael Page

  Percentual dos respondentes no Brasil é maior que a média verificada na América Latina e no mundo

 

Líderes e gestores de TI que pretendem ampliar a presença de seus profissionais no escritório mal sabem que esse tipo de estratégia pode ser um tiro no pé. É o que aponta o estudo global Talent Trends Tech 2025, da Michael Page, uma das maiores consultorias especializadas em recrutamento de executivos. De acordo com a pesquisa, 47% dos respondentes brasileiros da área de tecnologia procurariam um novo emprego se fossem obrigados a aumentar a presença no escritório. Os indicadores do Brasil superam as médias da América Latina (46%) e global (41%). 

“Os profissionais passaram a valorizar a flexibilidade como um componente essencial da qualidade de vida e da produtividade. Profissionais de TI valorizam autonomia, confiança e resultados e tendem a se afastar de ambientes que priorizam controle em detrimento da entrega. As empresas precisam adotar uma abordagem mais estratégica e dialogada, considerando as especificidades das funções, os perfis dos colaboradores e os impactos reais no desempenho. A flexibilidade, quando bem estruturada, não apenas retém profissionais qualificados, como também fortalece a marca empregadora”, diz Juliana França, gerente executiva da Michael Page.
 

Maioria dos profissionais sentem-se mais produtivos trabalhando em casa 

Quando questionados sobre qual ambiente se sentem mais produtivos, 53% dos respondentes da área de TI informaram que rendem melhor trabalhando em casa, percentual superior ao verificado na América Latina (51%) e mundo (42%). 

Já os que preferem realizar suas atividades no escritório somaram 16% e os que acreditam ser igualmente produtivos tanto na empresa como no seu lar, 32%. 

“Produtividade não está necessariamente vinculada à presença física, mas sim à clareza de objetivos, à qualidade da comunicação e ao alinhamento entre expectativas e entregas. Ignorar essa realidade pode levar à insatisfação e à evasão de talentos, especialmente numa área onde a demanda por profissionais qualificados é alta. O trabalho remoto, quando bem estruturado, não apenas favorece a produtividade individual, como também contribui para a construção de ambientes mais inclusivos, ágeis e orientados a resultados”, esclarece a consultora.
 

Qualidade de vida é prioridade no trabalho 

O levantamento também expôs o que pensam os profissionais brasileiros de tecnologia quando pensam em trabalho. No topo das prioridades, aparece equilíbrio entre vida pessoal e profissional (42%), percentual superior à média da América Latina (41%) e global (32%). Na sequência aparecem saúde mental (19%), satisfação no trabalho (17%), um bom salário (15%) e sucesso na carreira (6%). 

“Qualidade de vida, gestão do tempo e saúde mental são elementos que passaram a ser tão relevantes quanto remuneração e desenvolvimento técnico. A natureza do trabalho em TI, muitas vezes orientada por entregas, prazos e demandas de alta complexidade, exige foco e disponibilidade. Modelos de trabalho flexíveis têm contribuído significativamente para mitigar esses impactos. Eles permitem que o profissional administre melhor seus horários, reduza o tempo de deslocamento e esteja mais presente em sua rotina pessoal, sem comprometer a performance. Empresas que reconhecem essa dinâmica e promovem políticas de bem-estar, como pausas programadas, apoio psicológico, metas realistas e respeito aos limites fora do expediente, tendem a atrair e manter talentos com mais facilidade”, finaliza. 

Talent Trends Tech 2025 é um dos levantamentos mais abrangentes sobre o mercado de trabalho global de tecnologia, conduzido entre novembro e dezembro de 2024, em 36 países. Ele conta com a participação de cerca de 5 mil profissionais e líderes de tecnologia no mundo. O objetivo do estudo é oferecer uma perspectiva dupla dos desafios atuais e como transformá-los em ações concretas ao longo de 2025.

 

Michael Page


Home office, híbrido e presencial – qual a real tendência no mundo profissional?


As demissões de profissionais que estavam em home office no Itaú reacendeu o debate sobre o que é melhor para empresas: presencial, híbrido ou home office. No auge da pandemia, o home office foi declarado como o futuro do trabalho. Agora vemos uma realidade bem diferente, muitas empresas estão abandonando o modelo remoto. No Brasil, a tendência de retorno ao trabalho presencial tem ganhado força nas empresas que foram para o home office e, mesmo as que optaram pelo híbrido estão pedindo mais dias presenciais. 

Um dado que demonstra a força que vem ganhando o regime presencial, é a retomada positiva do mercado imobiliário corporativo, com a vacância de escritórios no Brasil atingindo o nível mais baixo desde 2020. Porém, muitas empresas estão buscando alternativas para reter talentos e veem o trabalho híbrido como um benefício atrativo. 

Outro dado relevante é o levantamento realizado pela Gupy, em parceria com a LCA Consultoria Econômica, publicado em 2024, 87,2% das vagas abertas no país são presenciais, 5% são para trabalho remoto e apenas 7% seguem o formato híbrido. Esses números evidenciam que, embora o trabalho híbrido seja frequentemente citado como a grande tendência, a realidade ainda é dominada por modelos tradicionais de trabalho presencial.

Assim, a tendência parece ser a de um equilíbrio entre o trabalho presencial e o híbrido, mas com desafios que precisam ser enfrentados pelas organizações para garantir a eficiência e a satisfação dos colaboradores.
 

Desafios na implementação do trabalho híbrido e home office

Mas, se é um anseio dos trabalhadores, por que as empresas relutam em adotar esse modelo? Ocorre que a transição para o modelo híbrido enfrenta diversos desafios, tanto do ponto de vista estrutural quanto organizacional. A resistência de muitos empregadores é um dos principais obstáculos. Após a pandemia, quando as empresas foram obrigadas a adotar o home office, muitas começaram a experimentar o trabalho híbrido. Contudo, a implementação efetiva desse modelo exige adaptações significativas nas políticas internas, infraestrutura tecnológica e na organização dos contratos de trabalho. 

Segundo Mourival Boaventura Ribeiro, sócio da Boaventura Ribeiro Advogados Associados, "depois da pandemia, as empresas passaram do trabalho remoto para o híbrido, e agora precisam adaptar-se às novas regras legais". A sanção da Lei nº 14.442/22, que regulamenta o trabalho híbrido e remoto, trouxe mudanças importantes, mas a adaptação a essas novas regras tem sido lenta para muitas empresas, que enfrentam dificuldades em ajustar suas estruturas para garantir a eficiência do modelo híbrido.
 

Infraestrutura e segurança: desafios essenciais

Entre os principais desafios da implementação do trabalho híbrido e home office, destaca-se a questão da infraestrutura. Para garantir esses modelos funcionais, é necessário revisar políticas de trabalho, oferecer tecnologia adequada para a comunicação remota e presencial, e garantir que contratos de trabalho estejam adaptados às novas exigências legais. A segurança da informação também é uma preocupação central, especialmente quando os colaboradores trabalham remotamente e acessam sistemas corporativos de casa. A empresa precisa garantir que as ferramentas e os dispositivos usados pelos colaboradores estejam protegidos contra riscos cibernéticos. 

Carol Lagoa, co-founder da Witec, alerta: "Quando um colaborador trabalha remotamente, a empresa precisa garantir que seu equipamento esteja protegido contra vírus e outros riscos. Caso contrário, o risco de ataques cibernéticos pode comprometer a segurança da companhia."
 

Resistência dos empregadores e reconfiguração da gestão

Muitos líderes de empresas ainda não se sentem confortáveis com a ideia de não estarem fisicamente presentes para supervisionar suas equipes. Além disso, a falta de contato constante pode gerar uma sensação de desconexão, dificultando o engajamento e a colaboração entre os membros da equipe. 

Tatiana Gonçalves, CEO da Moema Medicina do Trabalho, afirma que a escolha de quem vai para o modelo híbrido ou home office de trabalho deve ser feita pelos gestores diretos de cada equipe, avaliando as condições do ambiente de trabalho de cada colaborador. A adoção do trabalho híbrido exige autonomia, responsabilidade e uma compreensão detalhada das condições em que cada colaborador se encontra.
 

A importância de adaptar-se às novas normativas

Além das questões estruturais e culturais, as empresas também precisam adaptar-se a novas normativas legais. A Lei nº 14.442/22, que regulamenta o trabalho híbrido e remoto, trouxe mudanças que flexibilizam o controle de jornada para trabalhadores remotos. No entanto, a implementação dessas mudanças tem sido um processo lento e difícil para muitas empresas, que precisam garantir que seus contratos de trabalho e suas políticas internas estejam em conformidade com as novas exigências. 

Tatiana Gonçalves também destaca a importância de cumprir as Normas Regulamentadoras (NR), especialmente a NR 17, que trata de ergonomia no ambiente de trabalho. "Laudos com a NR 17 e o PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais) são fundamentais para garantir a segurança dos colaboradores, minimizando os riscos de acidente de trabalho ou doenças ocupacionais", explica.
 

O futuro do trabalho: um equilíbrio entre presencial e híbrido

Apesar dos desafios, o trabalho híbrido e o home office continuam a ser opções promissora para muitas empresas que buscam reter talentos e melhorar a satisfação de seus colaboradores. Contudo, é claro que a adoção exige paciência, adaptação e aprendizado contínuo por parte das organizações. 

O futuro do trabalho está sendo redesenhado, no entanto, o caminho para uma transição efetiva ainda está repleto de desafios. Adaptar-se às novas normas legais, garantir infraestrutura adequada e criar políticas internas que atendam tanto às necessidades da empresa quanto às dos colaboradores são passos essenciais para o sucesso de qualquer modelo de trabalho. 

Em última análise, a flexibilidade e a adaptação serão fundamentais para que as empresas consigam equilibrar o trabalho híbrido, home office ou presencial, garantindo produtividade, segurança e bem-estar para todos.


Libras: 5 razões para aprender a linguagem de sinais

A Linguagem Brasileira de Sinais é uma forma prática de promover inclusão social e acessibilidade 

 

O último levantamento realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE), mostrou que o Brasil possui mais 10 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência auditiva. A barreira na conversação impede a autonomia dos surdos para realizar as mais banais atividades do dia a dia, como ser atendido em um estabelecimento comercial ou pedir uma informação. Para grande parte dessa comunidade, a forma mais eficaz de se expressar e interagir é a Linguagem Brasileira de Sinais. 

Ressaltando a relevância social de difundir o aprendizado de Libras, a professora Isabela Jordão, surda oralizada especialista em ensino de Libras e inglês, responsável pelo curso gratuito de Libras da Kultivi, uma das principais plataformas de ensino online do país, preparou uma lista com 5 razões para estudar a linguagem. Confira:

 

1. Comunicar-se com mais pessoas: a troca de informações entre os indivíduos é a base dos relacionamentos sociais e proporcionar uma melhor compreensão entre surdos e ouvintes faz com que todos tenham oportunidades menos desiguais de desenvolvimento e acesso a informação. “Aprender Libras torna o indivíduo apto para se comunicar de uma maneira mais inclusiva, acessível e em qualquer lugar, já que uma grande parcela da população surda tem dificuldades em se comunicar e dependem da Libras para se expressar. Além de acabar com o audismo, ou seja, possibilitar que pessoas que tenham menor ou nenhuma capacidade auditiva sejam compreendidas sem a necessidade da fala”, comenta Isabela Jordão.

 

2. Novas oportunidades de emprego: a graduação em Letras-Libras permite a atuação como TILS – tradutor intérprete ou professor de Libras. É um trabalho bastante requisitado e que exige estudo e dedicação como qualquer outro idioma, já que há variações regionais, gírias e sinais novos. “Uma das atuações do intérprete de Libras é em instituições de educação, pois esses locais têm a obrigatoriedade, prevista em lei, de ser um espaço de inclusão e acessibilidade”, afirma a professora.

 

3. Destaque profissional: nos últimos anos, o mercado de trabalho tem dado cada vez mais prioridade a profissionais que tenham algo a acrescentar ao ambiente corporativo, ou seja, profissionais que possuam habilidades interpessoais, além da formação acadêmica e conhecimentos técnicos. “O conhecimento em Libras pode dar destaque ao currículo profissional, pois além de ampliar os conhecimentos culturais, garante uma comunicação eficiente com colegas surdos. Isso ganha ainda mais destaque nas áreas de atendimento, recursos humanos, educação, saúde, assistência social e jurídica”, explica a especialista.

 

4. Diferencial competitivo: qualquer empreendedor, prestador de serviços ou comerciante que possua a habilidade de se comunicar de forma assertiva com o público surdo será prioridade para essa parcela da população. “Saber Libras é também saber se comunicar com pessoas surdas no dia a dia, tornando os ambientes comuns mais inclusivos. Se você possui uma loja ou restaurante, por exemplo, e você se comunica com surdos enquanto seus concorrentes não, você será a única opção acessível para esse público”, argumenta Isabela Jordão.

 

5. Ampliar as formas de comunicação no dia a dia: além de todas as razões pessoais, profissionais e de inclusão social, aprender Libras possibilita habilidades bem interessantes e até engraçadas na rotina. Por exemplo, é possível conversar em Libras no cinema ou qualquer outro local que exija silêncio. “É possível se comunicar sem gritar, caso esteja em algum lugar com muito barulho. Além de poder sinalizar embaixo da água e sinalizar se sua boca estiver ocupada”, completa a professora.

 

Como aprender Libras gratuitamente

 

A Kultivi (www.kultivi.com.br), uma das principais plataformas de ensino online do país, oferece um curso de Libras completamente online e sem custo. Voltado a surdos e ouvintes, o curso conta com um conteúdo exclusivo desenvolvido em parceria com especialistas na linguagem. 

Ministrado pela professora Isabela Jordão, surda oralizada e especialista em ensino de Libras e inglês, o curso conta com 60 aulas disponíveis em vídeo que abordam todas as particularidades da linguagem nacional de sinais, incluindo, definição, alfabeto, vocabulário específico para cada situação, sinais gramaticais e verbos, expressões faciais e diferenças de região para região além de nomenclaturas adequadas para se referir a comunidade surda e dicas de convivência com pessoas surdas. O conteúdo também inclui certificado de conclusão e material de acompanhamento no formato de e-book.


Mais peritos, mais Justiça: o impacto dos mutirões no INSS

A Previdência Social brasileira atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente. De um lado, o envelhecimento da população aumenta a demanda por proteção social. De outro, a estrutura do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) sofre com a defasagem de pessoal, filas intermináveis e a morosidade na concessão de benefícios. Nesse cenário, o anúncio da contratação de 500 novos peritos médicos federais, feito pelo governo em setembro de 2025, representa um fôlego há muito aguardado por milhões de brasileiros. 

A figura do perito médico é central no sistema previdenciário. É ele quem atesta, com base em critérios técnicos e legais, se o trabalhador está incapacitado para o labor, decidindo, portanto, sobre o acesso a benefícios como auxílio por incapacidade temporária, aposentadoria por invalidez ou o benefício assistencial de pessoas com deficiência. Sua atuação é, em última instância, a fronteira entre o direito garantido em lei e a vulnerabilidade social. 

Por quase 15 anos, o Estado negligenciou a recomposição dessa carreira. Nesse período, a demanda por perícias cresceu de forma exponencial, enquanto o quadro de profissionais permaneceu estagnado. O resultado foi a explosão das filas: em alguns momentos, mais de um milhão de pedidos aguardavam avaliação. A contratação anunciada agora não resolve de imediato o problema, mas indica um esforço de modernização e recomposição da máquina pública. 

Segundo o Ministério da Previdência, quase metade dos novos peritos será lotada no Norte (46,6%) e no Nordeste (36,3%). A medida é estratégica: nessas regiões, os gargalos são mais severos e os cidadãos, muitas vezes, precisam percorrer centenas de quilômetros até encontrar uma agência disponível. Ao priorizar essas localidades, o governo sinaliza disposição em reduzir desigualdades históricas no acesso à política previdenciária. 

Enquanto a contratação de novos servidores não se traduz em resultados práticos, os mutirões de atendimento cumprem papel imediato. Com jornadas estendidas e reforço de equipes, essas ações reduzem filas, liberam benefícios represados e devolvem aos trabalhadores a renda de que dependem para sobreviver. Em muitos casos, trata-se literalmente da diferença entre ter comida na mesa ou não. 

O atraso na concessão de benefícios vai muito além da burocracia: compromete a dignidade humana. Cada auxílio represado significa menos dinheiro no comércio local, mais endividamento e mais insegurança alimentar. A Previdência Social, portanto, não é gasto: é investimento com impacto direto na economia e no bem-estar social. 

A medida anunciada é positiva, mas não pode ser isolada. É necessário que o governo estabeleça concursos regulares, invista em tecnologia para ampliar o atendimento remoto e mantenha os mutirões de forma permanente. A fila previdenciária é um fenômeno que se retroalimenta e pode explodir diante de crises econômicas, sanitárias ou mudanças legislativas. 

A contratação de novos peritos e a intensificação dos mutirões representam avanços reais. Mas o desafio é maior: transformar iniciativas emergenciais em política de Estado, capaz de assegurar que nenhum brasileiro precise esperar meses, ou até anos, por um direito que já lhe é garantido por lei. Previdência não é favor — é conquista social e pilar de cidadania.

 

João Badari - advogado especialista em Direito Previdenciário e sócio do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados

 

Transformação digital na SST - Como as empresas devem se preparar para a Inteligência Artificial com ética e foco no trabalhador

A Inteligência Artificial já está remodelando processos de Saúde e Segurança do Trabalho, aumentando produtividade e eficiência, mas ética, humanização e responsabilidade social são essenciais para proteger os trabalhadores

 

A Inteligência Artificial deixou de ser uma promessa futurista e se tornou realidade em empresas brasileiras, inclusive no setor de Saúde e Segurança do Trabalho. 

Ferramentas digitais avançadas permitem analisar grandes volumes de dados de exames ocupacionais, identificar padrões de risco, prever acidentes e automatizar processos de conformidade com normas regulamentadoras.

Segundo o relatório “AI in the Workplace” da Accenture (2024), organizações que implementam IA em seus processos podem aumentar a produtividade em até 40%, reduzir falhas operacionais e otimizar o tempo das equipes de SST. 

No entanto, a revolução tecnológica traz desafios importantes. A mesma pesquisa indica que 58% dos profissionais se preocupam que a automação comprometa a qualidade das interações humanas, especialmente em áreas sensíveis como a saúde ocupacional, onde confiança, acolhimento e escuta ativa são fundamentais. 

De acordo com o médico, gestor em saúde e presidente da ABRESST - Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho, a tecnologia tem um papel importante. “A tecnologia deve apoiar os processos, mas nunca substituir o cuidado humano que garante a saúde e a segurança dos trabalhadores. O desafio é equilibrar eficiência com empatia e responsabilidade social”, afirma.

 

A transformação digital e seus benefícios 

A adoção da IA oferece ganhos significativos:

  • Produtividade - empresas que utilizam IA podem aumentar em até 40% a eficiência operacional.
  • Segurança - ferramentas preditivas ajudam a identificar riscos antes que se tornem acidentes.
  • Tomada de decisão - análise avançada de dados permite decisões mais rápidas e precisas, melhorando o planejamento de ações preventivas.
  • Gestão de conformidade - processos regulatórios podem ser monitorados automaticamente, reduzindo erros e atrasos.

“O setor de SST está vivendo um momento único. A tecnologia traz agilidade e assertividade, mas precisa ser integrada com cuidado humano para que não se perca a essência da proteção ao trabalhador”, destaca Dr. Ricardo Pacheco.

 

Três dimensões para uma transformação responsável

 A ABRESST orienta que a preparação das empresas para a era da IA deve considerar três dimensões essenciais:

  1. Ética - garantir transparência, respeito à privacidade e uso responsável de dados, evitando discriminações e abusos.
  2. Aspecto humano - assegurar que a automação complemente, e não substitua, a escuta ativa, o acolhimento e a atenção às necessidades do trabalhador.
  3. Produtividade sustentável - utilizar a inteligência de dados para otimizar processos sem comprometer o bem-estar físico e mental dos colaboradores.

“Integrar tecnologia com humanização não é apenas uma necessidade técnica, mas um compromisso ético com os trabalhadores e com a sociedade. Empresas que não equilibrarem esses fatores podem perder credibilidade e eficácia”, reforça Dr. Ricardo Pacheco.

 

Impactos para empresas e trabalhadores 

A transformação digital tem impactos diretos em todos os níveis da SST:

  • Gestores - podem monitorar indicadores de saúde e segurança em tempo real, tomar decisões mais rápidas e planejar treinamentos preventivos com base em dados concretos.
  • Trabalhadores - recebem atenção mais personalizada e antecipada, com riscos minimizados e processos mais seguros.
  • Organizações - tornam-se mais eficientes, com redução de custos e menos acidentes de trabalho, sem perder o foco na qualidade das interações humanas.

“A IA permite que a prevenção se antecipe aos problemas, mas o cuidado com o trabalhador continua sendo a prioridade. A tecnologia é uma aliada, nunca um substituto do profissional de SST”, explica Dr. Ricardo Pacheco.

 

Compromisso da ABRESST 

A ABRESST se posiciona como porta-voz institucional do setor, observando como as empresas estão adotando a transformação digital de forma ética e responsável. A entidade reforça que inovação, produtividade e humanização devem caminhar juntas. 

“O futuro da SST está na união entre tecnologia e cuidado humano. Só assim poderemos garantir que os avanços digitais beneficiem de fato a saúde e a segurança dos trabalhadores, sem comprometer direitos ou bem-estar”, conclui Dr. Ricardo Pacheco, presidente da ABRESST. 

 

ABRESST  -  Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho

 

9 mitos e verdades sobre fazer faculdade no exterior

Educadores esclarecem dúvidas comuns sobre estudar fora do Brasil e mostram que o sonho pode ser acessível

 

Estudar fora do Brasil é um desejo recorrente entre muitos jovens — e também entre seus familiares. A ideia de viver em outro país, cursar uma universidade internacional e aprimorar a fluência em outro idioma carrega, além de muito entusiasmo, uma série de dúvidas e suposições. Afinal, é preciso ser bilíngue? As universidades exigem notas altíssimas? Preciso saber desde já qual carreira quero seguir?
 

Para responder a essas e outras questões, quatro educadores de escolas bilíngues esclarecem o que é mito e o que é verdade quando o assunto é fazer faculdade no exterior. Confira abaixo:
 

1. Mito: é preciso muito dinheiro para estudar fora
 

É comum imaginar que estudar no exterior seja um privilégio apenas para famílias com alto poder aquisitivo. No entanto, essa ideia nem sempre corresponde à realidade. “Existem opções de universidades em países com custo mais acessível, além de diversas instituições que oferecem bolsas de estudo, com base em mérito acadêmico, engajamento social, esportes ou talentos específicos, que cobrem totalmente ou parcialmente a estadia e alimentação do aluno”, explica Samuel Ferreira Gama Junior, consultor de carreiras da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo/SP.
 

2. Verdade: é preciso se preparar com antecedência
 

O planejamento é indispensável. Os processos de admissão no exterior geralmente começam de um a dois anos antes do início das aulas, e envolvem provas, cartas de recomendação, entrevistas e produção de redações. “Quanto mais cedo o aluno começar a se informar e a se preparar, maiores serão suas chances. O processo é criterioso, mas possível para quem se organiza”, afirma o educador da Aubrick.
 

3. Verdade: é preciso ser bilíngue no idioma do país
 

Para ingressar em uma universidade estrangeira, é fundamental que o aluno apresente um nível adequado de proficiência no idioma (seja o inglês, espanhol, francês ou outros) por meio de exames como TOEFL, IELTS ou DELF, capaz de garantir sua participação ativa em aulas, avaliações e interações acadêmicas. Ao mesmo tempo, é importante destacar que essa proficiência será naturalmente ampliada ao longo da vivência internacional, por meio da exposição a diferentes situações, vocabulários e contextos que enriquecerão sua fluência.
 

“Nesse sentido, ter estudado em uma escola de currículo bilíngue não representa somente uma preparação essencial, mas também abre portas para a admissão e assegura uma adaptação mais tranquila e produtiva na vida universitária internacional”, explica Renata Bonacin, coordenadora do IB-DP do colégio Progresso Bilíngue, de Campinas/SP.
 

4. Mito: é preciso ser um aluno excepcional
 

Muitos acreditam que apenas estudantes com notas perfeitas podem conquistar uma vaga fora do país, mas isso não é verdade. As universidades estrangeiras costumam adotar um olhar bastante holístico sobre o candidato, considerando aspectos que apontam sobre as contribuições que ele trará para a instituição. “Mais do que apenas um bom boletim, os Admissions Officers (comitês de admissão) valorizam habilidades desenvolvidas e comprovadas pelo candidato, tais como criatividade, liderança, engajamento e perseverança em projetos sociais ou esportivos, capacidade de trabalhar em equipe”, afirma a coordenadora IB do Progresso.
 

5. Verdade: cada país e universidade tem seu processo de admissão
 

Não existe um modelo único de seleção para ingressar em universidades no exterior. Os critérios, prazos e exigências variam bastante de acordo com o país e a instituição. “Alguns lugares priorizam provas padronizadas; outros dão mais peso a entrevistas ou cartas de intenção. Por isso, é essencial conhecer bem o processo específico de cada universidade pretendida”, orienta Marilda Bardal, coordenadora de relações internacionais e institucionais da Escola Internacional de Alphaville - EIA, de Barueri/SP.
 

6. Mito: só vale a pena estudar fora se for em uma universidade famosa
 

Embora universidades renomadas como Harvard, Oxford ou Stanford sejam muito prestigiadas, a experiência internacional vai além do nome da instituição. “Estudar fora amplia a visão de mundo, desenvolve autonomia, abre portas para redes internacionais e proporciona crescimento pessoal. Mesmo em instituições menos conhecidas, os benefícios são significativos”, reforça Marilda, da EIA.
 

7. Mito: estudantes brasileiros não recebem assistência para adaptação
 

“Universidades estrangeiras, especialmente em países com tradição de receber estudantes internacionais, como Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Alemanha, Austrália, entre outros, geralmente têm uma abordagem bem estruturada e acolhedora para tratar esses alunos”, acrescenta Marilda. Ela elenca alguns aspectos importantes de como elas costumam tratar os estudantes internacionais: escritório de apoio ao estudante internacional, programas de orientação e integração, apoio acadêmico especializado, alojamento e vida no campus, apoio à carreira e estágios, comunidade e clubes, saúde mental e bem-estar.
 

8. Verdade: dá para trabalhar e viajar enquanto estuda
 

A possibilidade de trabalhar durante os estudos varia conforme o país e o tipo de visto, mas sim, é uma realidade em muitos destinos. “O trabalho no campus de 20 horas semanais permite não só complementar a renda, mas também desenvolver habilidades profissionais e praticar o idioma em situações reais. E ainda é possível aproveitar finais de semana e o recesso escolar para viagens e imersões culturais”, afirma Ana Cláudia Gomes, counselor do colégio Brazilian International School – BIS, de São Paulo/SP.
 

9. Mito: é preciso escolher a carreira ou o curso antes
 

Em vários sistemas educacionais de países no exterior, os estudantes ingressam na universidade se declarando indecisos quanto ao curso que vão seguir e só depois de um ano decidem sua especialização. “Isso dá ao jovem mais tempo para amadurecer sua escolha profissional, explorando diferentes possibilidades antes de definir o caminho. É uma abordagem muito benéfica para quem ainda está em dúvida”, conclui Ana Cláudia, do BIS.
 

 

 

Ana Cláudia Gomes - mestre em Comportamento Organizacional pela University of Nevada (EUA), Pós-graduada em Bilinguismo pela Faculdade Singularidades, bacharel em Língua Inglesa e Literatura e em Pedagogia, além de possuir certificações em tradução simultânea e aconselhamento educacional. É especialista em orientação acadêmica e aplicação para universidades internacionais, com sólida experiência como coordenadora pedagógica e docente em escolas bilíngues, tendo liderado projetos de formação docente, análise de dados educacionais e desenvolvimento curricular.
 

Marilda Bardal - graduada pela Universidade de São Paulo, atuou como professora de Ciências, Matemática, Biologia e Química, e também como Pedagoga com habilitação em Administração Escolar e Supervisão Escolar nas redes pública e privada de ensino. Atua na área da Educação há mais de quatro décadas; e atualmente, exerce as funções de diretora substituta e coordenadora de relações internacionais e institucionais na Escola Internacional de Alphaville.
 

Renata Bonacin - doutora em Química pela Universidade de São Paulo (USP), tendo realizado parte de sua pesquisa de doutorado na Rutgers University (New Jersey, EUA). Apaixonada pelo sucesso estudantil, e com mais de uma década de experiência no International Baccalaureate Diploma Programme (IB-DP), Renata é coordenadora do IB-DP e do Programa Bilíngue dos Anos Finais do Ensino Fundamental do Colégio Progresso Bilíngue Cambuí. Ao longo de sua trajetória, também atuou como professora de IB Chemistry e coordenadora do Extended Essay, dando suporte aos alunos do IB na busca por excelência acadêmica e por sucesso em seus processos de candidatura a universidades internacionais e brasileiras.
 

Samuel Gama - mestre em Educação (University of Chichester, UK), pós-graduado em Psicopedagogia (Instituto Singularidades); e bacharel em Língua e Literatura Portuguesa e Inglesa (Faculdades Metropolitanas Unidas) e Administração (The University of British Columbia, Canadá). Com mais de 15 anos de experiência, já ocupou cargos de gestão acadêmica, além de ter atuado como mentor de professores e formador em inovação pedagógica e examinador internacional do British Council. É conselheiro universitário de carreiras e orientador educacional do Ensino Médio na Escola Bilíngue Aubrick.

Dedução integral de gastos com escola regular de criança autista no IRPF pode provocar onda de ações

“Decisão concretiza o princípio da isonomia e pode pressionar o Fisco a rever sua posição sobre o tema”, diz tributarista


Uma recente decisão da Justiça Federal de São Paulo permitiu a um pai de criança com autismo deduzir integralmente do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) as despesas com escola regular — entendimento que, até então, era restrito apenas a instituições especializadas

Para o advogado Marcelo Costa Censoni Filho, sócio do Censoni Advogados Associados e CEO do Censoni Tecnologia Fiscal e Tributária, a decisão representa “um divisor de águas” não só pelo impacto financeiro, mas também pela concretização de princípios constitucionais.

“A decisão, longe de ser inconstitucional, materializa o princípio da isonomia previsto no artigo 5º da Constituição. Famílias com filhos autistas têm um ônus financeiro maior para garantir um direito fundamental: a educação. Tratar desiguais de forma igual é uma injustiça”, afirma.

Segundo Censoni, a legislação atual (Lei nº 7.713/88) impõe um limite genérico para a dedução com instrução, o que, em sua visão, “cria uma distorção, já que não considera os custos específicos e elevados das famílias com pessoas no espectro autista”.

Caso esse entendimento ganhe força nos tribunais, o especialista prevê uma onda de judicialização em todo o país.

“Essa decisão tem um potencial revolucionário e irradiante. Muitas famílias, antes desestimuladas a ingressar com ações, agora se sentirão encorajadas. O efeito será inevitável: milhares de processos semelhantes serão ajuizados”, avalia.

Para o tributarista, a pressão sobre o Fisco pode acelerar uma mudança administrativa. “O Judiciário está servindo como indutor de uma política tributária mais justa. A via administrativa, com a edição de um ato normativo ou solução de consulta, torna-se indispensável para garantir segurança jurídica e evitar uma enxurrada de ações”, diz. 

 

Fonte: Marcelo Costa Censoni Filho - sócio do Censoni Advogados Associados, especialista em Direito Tributário e CEO do Censoni Tecnologia Fiscal e Tributária.

 

6 curiosidades sobre o presídio de Tremembé

De clube de leitura à fuga improvável, confira seis histórias reais que revelam os bastidores da "prisão das estrelas" 

 

Do outro lado dos muros do Complexo Penitenciário de Tremembé, o presídio mais midiático do Brasil, a rotina dos encarcerados misturas rivalidades, crenças espirituais, fugas inusitadas e até concursos de beleza. 

O local, que já recebeu nomes como Anna Carolina Jatobá, Lindemberg Alves e Luiz Estevão, guarda momentos dignos de episódios de séries prisionais. 

A seguir, listamos cinco curiosidades que marcaram a história da “prisão das estrelas”, baseadas no livro Tremembé – o presídio dos famosos (Matrix Editora), do jornalista e escritor best-seller de true crime, Ullisses Campbell. Confira!

1. Cela dos Espíritos

Tendo como “médium-chefe” Luiza Motta, sentenciada por atropelar e matar um homem enquanto dirigia embriagada, o espaço que ficou conhecido como “Cela dos Espíritos” ajudava mulheres condenadas por assassinato a pedirem perdão para suas vítimas. Suzane von Richthofen, por exemplo, supostamente recebeu uma carta psicografada da mãe, expressando perdão e amor incondicional.

2. Fuga pela escada de maracujá

Uma das fugas mais inusitadas de Tremembé foi protagonizada pela estelionatária Dominique Cristina Scharf, conhecida como a "Dama do Cárcere", em 2007. Ela escapou de uma das unidades do complexo, escalando a muralha de seis metros de altura utilizando uma plantação de maracujazeiros que crescia e se agarrava aos caibros. Após alcançar o topo e saltar para o outro lado, Dominique quebrou uma perna e um braço, mas ainda assim conseguiu sua liberdade temporária.

3. Concurso de beleza

Anualmente, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) de São Paulo promove o concurso "Miss Primavera" para eleger a "criminosa mais bonita do sistema penal", apelidado jocosamente de "Miss Xilindró". O concurso premiava ainda as categorias: Simpatia, Plus Size, Garota Revelação e Mister Tremembé (título destinado a homens transsexuais custodiados em penitenciárias femininas e às mulheres que se identificavam como lésbicas e apresentavam expressão de gênero masculino). Sandra Ruiz, conhecida como Sandrão, a sequestradora que namorou Elize Matsunaga e Suzane von Richthofen na unidade, venceu o Mister em 2014. 

4. Tráfico de crack

Durante o regime semiaberto, alguns detentos “empreendedores” criaram uma passagem secreta no forro de um galpão para traficar crack. Eles compravam as pedras fora da prisão por R$ 10 e as revendiam por R$ 50 lá dentro. A droga era fumada à noite, e os usuários, em delírio, vagavam como zumbis. O tráfico foi descoberto após a denúncia de um dependente que não conseguiu comprar fiado.

5. Café literário

Criado por Gil Rugai, condenado por homicídio duplamente qualificado e estelionato, o "Café Literário" foi criado para reunir presos de dois pavilhões e estimular a leitura, a escrita e o debate. No projeto, que foi elogiado pelo poder de ressocialização, os detentos já discutiram obras como A Divina Comédia, de Dante Alighieri, Crime e Castigo, de Fiódor Dostoiévski, Saber viver, de Cora Caroline, entre outros clássicos. 


Tremembé – o presídio dos famosos está disponível na Amazon e no site da Matrix Editora 

 

5 habilidades essenciais para se tornar um programador

Especialista da Ctrl+Play destaca competências fundamentais que crianças e adolescentes podem desenvolver para trilhar carreira na programação

 

O Dia do Programador, celebrado em 13 de setembro, foi escolhida por ser o 256º dia do ano, número especial no universo da programação, que corresponde a quantidade total de valores que podem ser representados com 8 bits (1 byte). Além disso, é um número muito comum em aplicações ligadas à memória, cores (em RGB, por exemplo), e sistemas binários em geral. 

A demanda por programadores segue em alta no País. Segundo um levantamento global encomendado pela Gi Group Holding, em parceria com a universidade tecnológica italiana Politecnico di Milano e a empresa de inteligência de dados INTWIG Data Management, no Brasil, 43,7% das empresas dizem que sofrem “um pouco” ou “em grande medida” para encontrar trabalhadores com qualificações digitais avançadas. 

“A programação é a alfabetização do século XXI. Aprender a programar é muito mais do que escrever códigos. É desenvolver autonomia, pensamento crítico e criatividade para resolver problemas reais. Quando ensinamos isso desde cedo, estamos preparando as crianças para serem protagonistas no futuro da tecnologia, independente das novas ferramentas que podem ser criadas”, diz Henrique Nobrega, diretor da Ctrl+Play. 

A Ctrl+Play, escola especializada em robótica e programação para crianças e adolescentes, acredita que formar programadores começa com o desenvolvimento de competências que vão além do código. Para celebrar a data, os novos alunos que se matricularem na Ctrl+Play até o fim do mês vão ganhar uma oficina de criação de games. 

Por isso, o diretor listou cinco habilidades e técnicas fundamentais para quem quer iniciar ou se destacar no mundo da programação desde cedo:

 

1. Lógica de Programação

Antes mesmo de dominar linguagens como Python, JavaScript ou C#, é essencial entender como pensar como um programador. Resolver problemas, identificar padrões e criar algoritmos simples são passos fundamentais que crianças e adolescentes podem aprender de forma divertida com jogos, desafios e projetos práticos.

 

2. Comunicação e Trabalho em Equipe

Contrariando o estereótipo do programador solitário, o trabalho em equipe é parte essencial do desenvolvimento de software. “Saber explicar ideias, ouvir feedback e colaborar em grupo são competências cada vez mais valorizadas no mercado de tecnologia e nas aulas praticadas na Ctrl+Play”, comenta.

 

3. Resiliência e Resolução de Problemas

Nem sempre o código funciona de primeira, por isso, aprender a lidar com erros, persistir e tentar novas soluções desenvolve a famosa "mentalidade de crescimento". Então, desde cedo, os alunos são incentivados a ver bugs como oportunidades de aprendizado e prática da resiliência.

 

4. Raciocínio Computacional

Essa habilidade vai além de programar e criar códigos, envolve dividir tarefas complexas em etapas, modelar soluções e automatizar processos. “Essa é uma forma de pensar que pode ser aplicada a várias áreas da vida e é a base do ensino de programação”, diz.

 

5. Curiosidade e Aprendizado Contínuo

A tecnologia está em constante evolução, e o programador de sucesso é aquele que nunca para de aprender e está sempre hábil a conhecer e entender as novidades do mercado. Estimular a curiosidade natural das crianças e apresentar novas ferramentas, linguagens e desafios são essenciais para formar futuros inovadores e profissionais preparados para todas as mudanças.


Legado Solidário: como transformar patrimônio em propósito


O dia 13 de setembro é marcado pelo Dia Internacional do Legado Solidário, data que celebra doações deixadas para organizações sem fins lucrativos em testamento e nos convida a refletir sobre como podemos transformar o patrimônio que acumulamos ao longo da vida em para criar impacto duradouro, muito além da nossa própria existência. 

Este tipo de doação se torna ainda mais relevante diante do cenário mundial atual: nas próximas décadas, assistiremos à maior transferência de patrimônio da história. Apenas nos Estados Unidos, estima-se que cerca de 30 trilhões de dólares que passarão da geração baby boomer, pessoas nascidas entre 1946-1960 (período pós-Segunda Guerra), para seus herdeiros mais jovens. O Brasil será o segundo país com o maior volume absoluto de herança a ser transferida de acordo com o Global Wealth Report 2025. 


Essa grande transferência de riqueza acontece em um cenário marcado por complexidade e desigualdade. Segundo a Oxfam, 1% da população mais rica concentra cerca de 45% da riqueza global. O Brasil, por sua vez, ocupa a segunda posição em volume de transferência de patrimônio e, ao mesmo tempo, está entre os países mais desiguais do planeta, com índice de Gini de 0,82 (sendo 1 o nível máximo da escala de desigualdade).
 

Diante desse contexto, surge uma questão central: de que forma os herdeiros irão utilizar esse capital?  

Parte da nova geração já reconhece seu papel transformador e direciona sua atuação filantrópica para causas como justiça social, mudanças climáticas e bem-estar coletivo. Ainda assim, há muito a avançar. É nesse cenário que o Legado Solidário se apresenta como uma oportunidade única para transformar parte do patrimônio pessoal em educação, saúde e assistência social para pessoas em situação de vulnerabilidade. Importante lembrar que, embora exista a ideia de que a doação via testamento possa reduzir o que é destinado aos herdeiros, na prática o impacto é mínimo: pela legislação brasileira, ao menos 50% do patrimônio deve obrigatoriamente permanecer com os herdeiros legais. 

Por isso, deixar uma doação via testamento é adotar uma postura consciente e solidária, que transforma riqueza em impacto social. 

Ao deixar uma doação em testamento, o doador contribui com ações de efeito multiplicador conduzidas por organizações responsáveis da sociedade civil, seja a favor da proteção de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social, da geração de renda para mulheres ou da preparação de jovens para o mercado de trabalho. 

Deixar um Legado Solidário também nos leva a refletir sobre o quanto realmente é suficiente para uma pessoa viver de maneira confortável, com todas suas necessidades atendidas e o que pode ser redistribuído em prol do bem comum. Até que ponto o acúmulo de riqueza contribui para a desigualdade social ou erosão democrática? Como cidadãos, somos todos responsáveis pelos rumos da sociedade e cabe a cada um de nós atuar de forma a promover mais justiça e igualdade. 

A doação via testamento permite que cada pessoa defina o legado que deseja deixar ao mundo e de que forma gostaria de ser lembrada. Mais do que filantropia, o Legado Solidário é um compromisso com os valores que guiam a sua própria história e o seu desejo para além da vida.

 


Joanna Sultanum Calazans - gerente de Filantropia e novas estratégias da Aldeias Infantis SOS

 

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