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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

De olho no futuro: 5 em cada 10 mulheres passaram a investir mais no autocuidado para envelhecer bem, aponta estudo

  

Objetivo é evitar dores, limitações físicas e a perda de memória, apontadas pelas entrevistadas pela Vhita como os maiores medos relativos ao envelhecimento  

 

Manter a vitalidade após os 60 deixou de ser apenas um desejo, influenciando a rotina de boa parte das mulheres hoje. De acordo com um levantamento inédito da Vhita, especialista em saúde e longevidade, 5 em cada 10 entrevistadas afirmaram que vêm adotando novos hábitos de autocuidado justamente para chegar à terceira idade com mais saúde, energia e qualidade de vida.  

A tendência, vale dizer, aparece como uma resposta direta aos principais temores femininos em relação ao envelhecer. Entre eles, se destacam as dores e limitações físicas, mencionadas por 73% das participantes da pesquisaalém da perda de memória e clareza mental (68%) e da falta de autonomia no dia a dia (58%) — receios que, mesmo parecendo distantes, já têm impulsionado mudanças concretas no estilo de vida.  

Na prática, elas estão se cuidando mais para tentar contornar esses riscos. Segundo o estudo, 77% das mulheres disseram dar maior atenção à alimentação, enquanto 75% praticam atividades físicas regularmente. Os suplementos também entraram na rotina: 60% fazem uso de componentes para mais energia no futuro, como o ômega 3, vitamina D e cálcio, os mais associados ao envelhecimento saudável por parte das respondentes. 



Como as mulheres estão se preparando para a chegada da idade?  

Ao menos entre as ouvidas pela Vhita, envelhecer bem é, acima de tudo, sinônimo de manter a saúde e a vitalidade. Ao serem questionadas sobre o tema, por exemplo, 85% delas relacionaram o envelhecimento saudável à manutenção da saúde física e da resistência do corpo, enquanto 7 em cada 10 também destacaram a importância de se ter energia e uma mente ativa na terceira idade, com boa memória e concentração. 

 



Tais visões, vale dizer, se refletem na maneira como elas encaram o passar dos anos. Isso porque, atualmente, a maioria destacou ver o envelhecimento como algo natural e positivo, enquanto 53% dos entrevistados afirmaram ter passado a valorizar mais certas práticas de autocuidado com o tempo.  

Para chegar à idade com saúde e boa forma, hábitos específicos vêm sendo incluídos na rotina por parte do público feminino. Contrariando dados do IBGE, que apontam o Brasil como o país mais sedentário da América Latina, 75% das respondentes enfatizaram praticar exercícios com frequência, enquanto 77% dão atenção especial à alimentação. Além disso, 60% delas afirmaram fazer uso de suplementos, sendo o ômega 3, vitamina D e cálcio os mais lembrados entre quem deseja envelhecer bem. 

"Estamos falando de importantes complementos para uma vida mais longa e saudável, com uma série de benefícios comprovados pela ciência", comenta Bárbara Cino, nutricionista da Vhita. "O ômega 3, por exemplo, não apenas contribui para a redução de inflamações, como atua diretamente na memória e saúde cardiovascular. Já a vitamina D é essencial para a absorção de cálcio, além de impactar positivamente os sistemas imunológico, muscular e mental."

 

O outro lado do envelhecimento: quais os principais medos das mulheres?  

Embora envelhecer bem seja o desejo de muitas mulheres, a pesquisa da Vhita revela que o futuro também desperta preocupações significativas nas entrevistadas — entre questões ligadas à aparência, comportamento e estilo de vida.  

A maior delas, hoje, estaria relacionada à saúde física: ao serem indagadas sobre seus maiores receios ligados à velhice, 73% das respondentes citaram limitações e dores frequentes. Além disso, 68% demonstraram preocupação em perder o foco, memória ou clareza mental ao longo dos anos, seja em decorrência de doenças ou de limitações naturais da idade. 

 


A autonomia no dia a dia também apareceu como uma questão central nas respostas: 58% afirmaram temer não conseguir se manter independentes, por exemplo, enquanto 47% manifestaram uma preocupação específica a respeito da dependência emocional de outras pessoas — o que revela como, para elas, ser capaz de cuidar de si mesma é tão relevante quanto preservar a própria saúde física e mental. 

 

Metodologia 

Para compreender como as brasileiras enxergam e se relacionam com o próprio envelhecimento, nas últimas semanas, foram entrevistadas 300 mulheres adultas (maiores de 18 anos) residentes em todas as regiões e conectadas à internet. O índice de confiabilidade foi de 95%, e a margem de erro foi de 3,3 pontos percentuais. 

Ao todo, as respondentes tiveram acesso ao total de 5 questões, que exploraram suas definições de envelhecimento saudável, os principais receios ligados à passagem do tempo e os hábitos para mais longevidade e bem-estar. A organização das respostas possibilitou a criação de diferentes rankings, nos quais você confere o percentual de cada alternativa apontada pelas entrevistadas. 



Ansiedade menstrual expõe traumas emocionais ignorados em mulheres

Nem "drama", nem "TPM forte". Psicólogo do IBFT aponta sinais de alerta e explica como a TRG auxilia no reprocessamento deste sofrimento psíquico profundo 

 

Estudo da Harvard Medical School, replicado no Brasil pela Fiocruz, revela que 25% das mulheres apresentam sintomas emocionais severos na fase pré-menstrual, como crises de pânico, impulsividade e sensação de abandono. O fenômeno é classificado como Transtorno Disfórico Pré-Menstrual (TDPM), frequentemente tratado apenas com medicação hormonal ou ansiolíticos.

Para o psicólogo Jair Soares dos Santos, fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT) e criador da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), esse ciclo pode ser compreendido como uma “janela emocional”, em que conteúdos reprimidos emergem com menos filtros racionais. “Há mulheres que passam dez dias por mês em sofrimento psíquico intenso, e isso precisa ser escutado com mais profundidade”.

Segundo Soares, a TRG tem sido aplicada para identificar quais experiências são reeditadas nesse período. A metodologia parte da premissa de que os sinais não devem ser vistos como falhas do corpo, mas como mensagens do inconsciente. “Uma mulher com os traumas resolvidos tende a ter menos sintomas no ciclo. Não se trata de drama, mas de um pedido legítimo de atenção, afinal o TDPM afeta produtividade, aumenta o absenteísmo e gera conflitos interpessoais. A integração entre cuidado hormonal e escuta emocional amplia as possibilidades de tratamento”.


Quando buscar ajuda para ansiedade menstrual?


Sinais de alerta

  • Crises de pânico ou ansiedade recorrentes nos dias que antecedem a menstruação.
  • Alterações bruscas de humor, com impulsividade e sensação de abandono.
  • Dificuldade para manter a rotina de trabalho, estudo ou convivência social.
  • Isolamento e conflitos familiares ou profissionais durante o período.
  • Uso frequente de ansiolíticos ou antidepressivos sem acompanhamento adequado.


O que fazer

  • Procurar avaliação médica para descartar outras condições físicas.
  • Buscar acompanhamento psicológico para compreender os fatores emocionais envolvidos.
  • Considerar terapias integrativas, como a TRG (Terapia de Reprocessamento Generativo), voltadas para a identificação e reprocessamento de traumas associados aos sintomas.

Hoje, o TDPM já é reconhecido pela medicina como diagnóstico próprio, mas o tratamento ainda costuma ficar restrito ao uso de medicações. “O que defendemos é ampliar essa abordagem, integrando o cuidado hormonal com a escuta das raízes emocionais. Quando não há acompanhamento, o sofrimento se repete mês após mês e pode evoluir para quadros de depressão, crises de pânico e até afastamento no trabalho”, aponta o psicólogo. “A grande diferença em relação a outros transtornos é a ciclicidade: os sintomas aparecem e se intensificam sempre nos dias que antecedem a menstruação e isso precisa ser olhado com mais profundidade”, finaliza.

  



Jair Soares dos Santos - psicólogo, terapeuta, hipnólogo, pesquisador e professor, além de ser o fundador do Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas (IBFT). Criador da Terapia de Reprocessamento Generativo (TRG), sua trajetória é marcada por desafios pessoais que o motivaram a buscar soluções eficazes para o sofrimento emocional. Após enfrentar episódios de depressão e insatisfação com abordagens terapêuticas tradicionais, Jair dedicou-se ao desenvolvimento de uma metodologia que pudesse proporcionar alívio real e duradouro aos pacientes. Sua formação inclui graduação em Psicologia pela Faculdade Integrada do Recife e especializações em áreas como hipnoterapia e análise comportamental. Atualmente é doutorando em Psicologia pela Universidade de Flores (UFLO) na Argentina, onde desenvolve uma pesquisa com a TRG em pessoas com depressão e ansiedade, alcançando resultados promissores com a remissão dos sintomas nestes participantes. Há mais dois doutorados com a TRG a serem desenvolvidos neste momento.
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Instituto Brasileiro de Formação de Terapeutas - IBFT
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TRANSPLANTES DE ÓRGÃOS AVANÇAM, MAS CULTURA DA DOAÇÃO AINDA É UM DESAFIO NO BRASIL

Médico e membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) destaca a importância da cultura da doação. Mais de 78 mil pessoas ainda aguardam na fila por um órgão no país.

 

Em um cenário de avanços na medicina de transplantes, São Paulo se destaca como líder nacional ao realizar 1.557 transplantes de órgãos entre janeiro e agosto de 2025. Os números, divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde, mostram crescimento em praticamente todos os tipos de procedimentos. O rim foi o órgão mais transplantado, com 1.296 cirurgias, seguido pelo fígado (432). 

Segundo a Central de Transplantes de São Paulo, da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o início do ano já havia dado sinais positivos. Nos três primeiros meses de 2025, o transplante de pâncreas foi o que mais surpreendeu: passou de 11 para 26 procedimentos em relação ao mesmo período de 2024, um salto de 136%. Outros órgãos também registraram crescimento no trimestre: coração, com alta de 34% (de 32 para 43); rim, com aumento de 16% (de 329 para 406); pulmão, com 12% a mais (de 25 para 28); e fígado, com expansão de 9% (de 127 para 139).
 

Brasil supera marca histórica 

Os números paulistas refletem um movimento nacional positivo. Segundo o Sistema Nacional de Transplantes (SNT), o Brasil bateu recorde de transplantes realizados pelo Sistema Único de Saúde em 2024, atingindo um número histórico de mais de 30 mil procedimentos. 

Os órgãos mais transplantados no país foram: córnea (17.107), rim (6.320), medula óssea (3.743) e fígado (2.454), segundo dados oficiais. Atualmente, 78 mil pessoas aguardam por doação de órgãos em território nacional, sendo o rim a maior demanda de 2024 (42.838), seguido de córnea (32.349) e fígado (2.387).
 

Cultura da doação ainda precisa crescer 

Para o Dr. Lucas Nacif, cirurgião gastrointestinal e membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), os números de São Paulo representam um avanço importante, mas o cenário nacional ainda exige atenção. "Embora o número de transplantes tenha progredido nos últimos anos, ainda há milhares de pessoas na fila de espera. Isso mostra que precisamos fortalecer a cultura de doação de órgãos no país, conscientizando cada vez mais a população sobre a importância de se tornar um doador”, destaca. 

A necessidade de diálogo sobre doação de órgãos nunca foi tão evidente. As campanhas nacionais enfatizam que a decisão de doar deve ser comunicada à família, já que é ela quem autoriza o procedimento no momento do falecimento. "A doação de órgãos é um ato de solidariedade que pode transformar vidas", afirma o especialista. 

No que tange a fila de espera, o Dr. Nacif, explica que o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) mantém uma lista única que reúne todos os pacientes brasileiros que aguardam por um órgão, independentemente de estarem em hospitais públicos ou privados. "Muitas pessoas acreditam que existe algum tipo de privilégio nos transplantes, mas a realidade é completamente diferente. A lista única nacional é um dos sistemas mais justos e transparentes que temos na medicina brasileira", explica. 

A prioridade não segue apenas a ordem cronológica de inscrição. “Pacientes em estado mais grave podem subir na lista, assim como aqueles com maior compatibilidade com o órgão disponível. O sistema também considera a distância entre doador e receptor, já que alguns órgãos, como o coração, têm poucas horas de viabilidade fora do corpo.”
 

Doação de órgãos: como funciona e como ser um doador 

A doação de órgãos pode acontecer de duas formas: após a morte encefálica ou em vida. No primeiro caso, um único doador pode salvar até dez vidas, doando coração, fígado, rins, pâncreas, pulmões, intestino, córneas e tecidos. Já a doação em vida ocorre em casos específicos, como a doação de órgãos duplos - principalmente rins - ou de parte do fígado e pulmão, além da medula óssea. 

O processo de doação após morte encefálica é criterioso. Fatores como idade avançada, histórico de tabagismo, uso de drogas ou consumo excessivo de álcool podem ser limitadores, mas não impedem automaticamente a doação. A decisão final sempre cabe à equipe médica especializada. 

"Todo doador em vida passa por uma avaliação completa para garantir que a doação será segura tanto para ele quanto para o receptor", explica o médico transplantador. "No caso da doação após morte encefálica, a avaliação é feita por equipes especializadas, considerando diversos critérios técnicos”, finaliza o Dr. Lucas Nacif.

 

Dr. Lucas Nacif - Médico gastroenterologista com especialidade em cirurgia geral e do aparelho digestivo. Lucas Nacif é reconhecido por sua expertise em cirurgias hepato bilio pancreáticas e transplante de fígado, utilizando técnicas avançadas minimamente invasivas por laparoscopia e robótica. O especialista é membro da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) e está disponível para abordar temas relacionados ao aparelho digestivo, desde doenças, como gordura no fígado; câncer colorretal; doenças inflamatórias intestinais; pancreatite até cirurgias e transplantes em geral. Link e www.instagram.com/dr.lucasnacif_gastrocirurgia/



Pesquisa brasileira inédita mostra que 70% das pessoas com enxaqueca sofrem com a “síndrome da bexiga hiperativa”

O estudo pioneiro foi conduzido por especialistas do Headache Center Brasil com a participação de mais de 800 pacientes

 

Um estudo brasileiro inédito conduzido por especialistas do Headache Center Brasil, liderado pela neurologista Thaís Villa, mostrou que cerca de 70% das pessoas com enxaqueca sofrem também da síndrome da bexiga hiperativa, caracterizada pelo aumento da frequência urinária, inclusive à noite, com o sono interrompido pela urgência de ir ao banheiro. 

Dos 808 pacientes com enxaqueca crônica avaliados pela equipe de Villa, 569 (mais de 70%) relataram como sintoma o aumento da frequência urinária, com necessidade de urinar mais de oito vezes ao dia. Entre eles, 506 eram mulheres e 63 homens. Segundo a neurologista, a alta ocorrência de mulheres com polaciúria, termo médico para o aumento da frequência urinária, está vinculada tanto a maior prevalência da enxaqueca no público feminino quanto por questões hormonais. 

“A avaliação nos trouxe uma importante contribuição: de que o aumento da frequência urinária, em que a pessoa urina mais vezes do que o normal, em pequenas quantidades por vez, não ocorre como uma manifestação episódica, exclusivamente durante as crises de enxaqueca, mas é um traço característico da doença. Essa associação nos permite estratégias terapêuticas que possam aliviar os sintomas urinários em pacientes com enxaqueca crônica ”, explica Thais Villa. 

O estudo será apresentado pela primeira vez essa semana, durante o 22º Congresso da Sociedade Internacional de Cefaleia (IHC 2025), em São Paulo. A enxaqueca é uma doença neurológica, caracterizada por um cérebro hiperexcitado, que entra em sofrimento a cada crise da doença. Ela acomete 15% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde; no Brasil, são mais de 30 milhões de pessoas com a doença. De causa hereditária, a enxaqueca não tem cura e o tratamento 360º é o mais indicado para o controle dos sintomas e das crises que a doença faz acontecer.

“Diferentemente do que a maioria das pessoas pensam, a enxaqueca não é somente dor de cabeça, esse é o sintoma mais conhecido da doença, entre tantos outros, como fotofobia, náuseas, insônia, irritabilidade, falta de concentração e também o aumento da frequência urinária. Quem tem enxaqueca, sofre com uma doença incapacitante, com uma jornada muito difícil, mas que tem tratamento especializado”, acrescenta Thais Villa.


O que é medicina regenerativa — e por que ela é o futuro da saúde personalizada?

Medicina regenerativa utiliza terapias avançadas para recuperar tecidos e funções do corpo, trazendo tratamentos personalizados que prometem revolucionar a saúde e a longevidade 

 

Considerada uma das principais tendências da medicina moderna, a medicina regenerativa utiliza células-tronco, terapias biológicas e mapeamentos genéticos para regenerar tecidos, modular inflamações crônicas e reverter o envelhecimento celular. Essa abordagem ganha força no Brasil com o III Congresso Internacional de Medicina Regenerativa – Regenera Brasil, idealizado pelo médico Dr. Tércio Rocha, que acontece, de 28 a 30 de novembro, no Renaissance Hotel, em São Paulo. 

“A medicina regenerativa já deixou de ser futurismo. Ela representa um novo paradigma, baseado em dados, personalização e na autocura do próprio corpo”, afirma o Dr. Tércio Rocha, endocrinologista e um dos pioneiros na introdução da medicina regenerativa e antienvelhecimento no Brasil. O congresso é um dos maiores e mais completos eventos da América Latina dedicados ao tema, reunindo especialistas nacionais e internacionais. 

A medicina regenerativa é um campo interdisciplinar que une biotecnologia, engenharia de tecidos, genética, imunologia e terapias celulares para restaurar funções comprometidas do corpo humano. Diferente da medicina tradicional, que costuma tratar sintomas, ela atua nas causas profundas, regenerando órgãos, tecidos, articulações e até processos metabólicos danificados. Seus pilares incluem terapias com células-tronco e exossomos, modulação epigenética, reequilíbrio hormonal, aplicação de peptídeos bioativos, bioimpressão 3D e protocolos de monitoramento em tempo real, como exames genômicos, microbioma e tecnologias vestíveis. 

No Brasil, cresce a busca por tratamentos com células-tronco, especialmente em casos de doenças autoimunes, neurodegenerativas, lesões articulares e também no campo da estética avançada. “Estamos falando de uma medicina realmente individualizada, guiada por dados genéticos, epigenéticos e moleculares. O médico do futuro precisará interpretar esses dados e agir antes que a doença se manifeste”, defende o Dr. Tércio. 

O congresso Regenera Brasil aposta em conteúdo técnico aprofundado, rompendo com o modelo tradicional de eventos com apresentações curtas. Entre os temas que serão discutidos, estão aplicações clínicas reais com células-tronco, tratamentos para fibromialgia, diabetes tipo 2, artroses, além de protocolos de rejuvenescimento íntimo e facial, regeneração osteoarticular guiada por ultrassom, nutrição regenerativa e o uso terapêutico de exossomos, peptídeos e fatores de crescimento. 

A medicina regenerativa tem como meta restaurar o equilíbrio biológico original do corpo. Isso não significa apenas eliminar sintomas, mas devolver vitalidade, energia e qualidade de vida aos pacientes. O foco vai além da cura: trata-se de recuperar a função plena dos sistemas orgânicos, como articulações, pele, intestinos, sistema nervoso e até o sistema imune, por meio de recursos biotecnológicos. 

O congresso também atua como uma plataforma de formação médica, com discussões éticas, demonstrações clínicas e conteúdos aplicáveis à rotina profissional. “Nosso objetivo é capacitar os profissionais para atuarem com responsabilidade, ética e segurança neste novo cenário clínico, que exige domínio técnico e atualização constante”, explica Dr. Tércio Rocha. 

Outro diferencial da medicina regenerativa é sua integração com práticas sustentáveis, promovendo saúde com menor impacto ambiental. Muitos dos recursos utilizados, como derivados do próprio corpo ou substâncias biocompatíveis, reduzem o uso de medicamentos sintéticos e evitam procedimentos invasivos. Isso favorece não só o paciente, mas também a saúde coletiva e a preservação de recursos médicos no longo prazo. 

 

Dr. Tércio Rocha - médico com mais de 30 anos de experiência e um dos principais nomes da medicina regenerativa no Brasil. Formado em medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com especialização em endocrinologia, tornou-se referência em tratamentos voltados ao equilíbrio hormonal, ao combate do envelhecimento precoce e à restauração da saúde a partir de terapias com células-tronco. Seu trabalho é voltado à prevenção, longevidade e recuperação da vitalidade celular, unindo ciência de ponta com uma escuta atenta e humanizada. Ele é também referência no estudo e aplicação clínica de células-tronco, desenvolvendo protocolos que hoje são reconhecidos no Brasil, na França e nos Estados Unidos. É membro de entidades médicas respeitadas, como a Academia Brasileira Antienvelhecimento, a Academia Internacional de Medicina Antienvelhecimento e a Sociedade Francesa de Medicina Estética e Mesoterapia.



Pesquisa revela variação genética rara ligada ao transtorno obsessivo-compulsivo


 

Condição afeta entre 1% e 3% da população global e
é caracterizada por obsessões (pensamentos indesejados)
e/ou compulsões (comportamentos repetitivos) que interferem em
relacionamentos sociais e profissionais do paciente
 Freepik

 Trabalho comparou dados de pacientes e indivíduos saudáveis do Brasil, do Canadá e dos Estados Unidos. Resultados ajudam a construir um retrato mais completo de como a genética influencia o desenvolvimento do TOC

 

Pesquisadores conseguiram demonstrar, pela primeira vez, um tipo específico de variação genética no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) usando uma tecnologia avançada de sequenciamento do DNA. Os achados corroboram estudos anteriores realizados pelo grupo, ajudando a construir um retrato mais completo de como a genética contribui e influencia no desenvolvimento do transtorno. E abrem caminhos para a busca, no futuro, de diagnósticos mais precoces e de tratamentos direcionados.

O trabalho concluiu que crianças com TOC apresentam taxas significativamente mais altas de variantes raras no número de cópias (CNVs, na sigla em inglês para copy-number variants) do DNA em comparação às saudáveis – sete em cada cem pacientes, contra apenas 0,5 em cada cem saudáveis. O TOC pediátrico é um transtorno psiquiátrico comum no qual fatores genéticos desempenham um papel importante.

Ainda sem cura, o problema afeta entre 1% e 3% da população global, segundo estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS). É caracterizado por obsessões (pensamentos indesejados) ou compulsões (comportamentos repetitivos) que causam sofrimento significativo, interferindo em relacionamentos sociais e profissionais do paciente. Os tratamentos existentes visam controlar sintomas e buscar melhor qualidade de vida.

Na pesquisa, os cientistas usaram uma técnica de análise de DNA de última geração, chamada sequenciamento do exoma completo (WES, na sigla em inglês). Foram analisados dados de 183 famílias de trios com TOC e 771 sem o transtorno (controle), de São Paulo, New Haven (Estados Unidos), Toronto e Ontário (Canadá). Família de trios é um conjunto de amostras de genomas da pessoa com TOC e de seus pais que são analisadas para identificar mutações genéticas.

As CNVs referem-se a uma circunstância na qual o número de cópias de um segmento específico de DNA varia entre os genomas de diferentes indivíduos, podendo ser curtas ou incluir milhares de bases (1 kilobase, que é uma medida do tamanho do DNA). Essas diferenças podem surgir por meio de duplicações (um pedaço do DNA aparece repetido) ou de deleções (quando há falta). Em alguns casos são herdadas, mas se surgem pela primeira vez em uma pessoa e não estão presentes nos pais são chamadas “de novo”. Dependendo da região afetada do DNA, podem estar relacionadas a doenças.

“Todo mundo tem mutação ‘de novo’, isso é evolução. A questão é a localização dessas variantes no genoma, quais processos elas estão influenciando e se são deletérias, por exemplo. Quando analisamos as variantes raras – herdadas e ‘de novo’ –, não há diferença significativa entre os grupos de famílias com TOC e as controle. Quando separamos as variantes ‘de novo’, as diferenças são representativas, sendo que a deleção ‘puxa’ a associação com o transtorno. Quebramos um paradigma da questão da herança dos pais”, explica uma das autoras do artigo, a brasileira Carolina Cappi, do Departamento de Psiquiatria do Icahn School of Medicine, do hospital Mount Sinai, em Nova York.

Cappi também é colaboradora do Centro de Pesquisa e Inovação em Saúde Mental (CISM), parceria entre a Universidade de São Paulo (USP) e as federais de São Paulo (Unifesp) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) e um dos Centros de Pesquisa Aplicada (CPAs) da FAPESP. A Fundação também apoiou o trabalho por meio de Projeto Temático. Ambos têm como pesquisador responsável o psiquiatra e professor da Faculdade de Medicina da USP Eurípedes Constantino Miguel Filho, um dos autores do artigo.


Resultados

Publicada no Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry, a pesquisa comprovou que a maioria das variantes genéticas encontradas em pacientes com TOC (75%) foi considerada potencialmente prejudicial, enquanto nenhuma foi identificada nos controles saudáveis. Isso sugere que essas não são apenas diferenças genéticas aleatórias – elas provavelmente contribuem para o risco da doença.

“A pesquisa representa um avanço importante na compreensão das raízes genéticas do TOC, embora deva ser vista como parte de um quebra-cabeça maior. Trata-se de ciência fundamental, que pode render frutos, oferecendo uma base importante para futuras pesquisas que, eventualmente, poderão levar a tratamentos melhores. É um passo significativo em uma longa jornada rumo à compreensão plena desse transtorno complexo”, diz à Agência FAPESP o psiquiatra infantil especializado em TOC Thomas Fernandez, da Yale School of Medicine e autor correspondente do artigo.

As detecções de CNVs do estudo estão agora disponíveis para ajudar outros grupos em futuras análises integradas.


Parceria de longo tempo

Em 2008, Miguel Filho e colaboradores criaram o Consórcio Brasileiro de Pesquisa do Espectro do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (CTOC). Sete diferentes centros do Brasil coletaram dados clínicos de indivíduos com TOC com o objetivo de investigar características do transtorno.

Os dados genômicos passaram a ser incorporados e trabalhados quase 15 anos depois, quando Cappi criou o Grupo de Trabalho Genética/Fenótipo do Transtorno do Espectro Obsessivo-Compulsivo (Brazil Genetic/Phenotype OCD Working Group - GTTOC), com a colaboração de dez centros brasileiros. Esse grupo é composto por psiquiatras, psicólogos, enfermeiros e biólogos e realiza treinamento clínico e de pesquisa para centros em diferentes regiões do Brasil – muitos deles não são especializados em tratar TOC.

O GTTOC, além de levantar dados clínicos, realiza a coleta de material biológico em sete Estados e colabora com dois projetos internacionais. O grupo criou um canal no Instagram (@somosgentoc) visando aumentar a diversidade amostral, diminuir o estigma associado aos transtornos psiquiátricos e disseminar ciência de forma acessível, levando ao público achados de artigos científicos e conceitos sobre genética, saúde mental e formas de tratamento do TOC. Consegue, assim, alcançar uma população que, muitas vezes, não tem acesso a hospitais ou vive em regiões remotas do país.

A diversidade amostral permite ampliar os estudos sobre diferentes determinantes sociais e grupos étnicos. Atualmente, a amostra do grupo conta com quase 300 famílias de pacientes com TOC, além de 1.200 indivíduos com o transtorno.

O artigo Characterizing rare DNA copy-number variants in pediatric obsessive-compulsive disorder pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0890856725001601.
  
 


Luciana Constantino

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/pesquisa-revela-variacao-genetica-rara-ligada-ao-transtorno-obsessivo-compulsivo/55790

 

Menopausa e fígado: estudo revela risco silencioso de doenças hepáticas

Pesquisa publicada na Endocrine Reviews em junho de 2025 reforça o papel do estrogênio como protetor hepático e mostra como a queda hormonal da menopausa acelera o risco de gordura no fígado, inflamação, fibrose e até cirrose

 

A menopausa marca uma transição profunda na vida da mulher e não apenas no aspecto reprodutivo. Estudo recente publicado em junho deste ano na Endocrine Reviews, uma das revistas científicas mais respeitadas do mundo, aponta que o fígado é um dos órgãos mais afetados pela queda do estrogênio nessa fase da vida. O impacto, muitas vezes silencioso, pode evoluir para quadros graves, como fibrose hepática, cirrose e até necessidade de transplante de fígado.

“Durante a fase fértil, o estrogênio principalmente o estradiol atua como um verdadeiro escudo para o fígado, controlando o metabolismo da gordura, reduzindo inflamações e mantendo o equilíbrio das funções hepáticas”, explica a Dra. Patrícia Almeida, Hepatologista pela Sociedade Brasileira de Hepatologia e doutora pela USP. “Mas, esse equilíbrio começa a ruir até sete anos antes da última menstruação, durante a perimenopausa.”

O estudo aponta que, com a queda hormonal, há aumento da gordura abdominal, elevação do colesterol ruim (LDL), resistência à insulina e inflamação crônica. Esses fatores, juntos, tornam o fígado da mulher mais vulnerável a desenvolver esteatose hepática (gordura no fígado) e suas formas mais graves, como a fibrose.

A prevalência da doença hepática associada à disfunção metabólica (MASLD, antiga esteatose hepática não alcoólica) sobe de forma expressiva após os 50 anos e hoje já é a principal causa de transplante de fígado em mulheres nos Estados Unidos.

“A menopausa é um divisor de águas metabólico. E, nesse cenário, o fígado paga um preço altíssimo se nada for feito. Por isso, é fundamental que médicos e pacientes estejam atentos à chamada ‘janela de oportunidade’: os anos que antecedem e seguem a menopausa são estratégicos para mudar esse destino”, alerta a especialista.

A Dra. Patrícia reforça que cuidar do fígado não é apenas evitar o álcool ou controlar o peso: “É entender que o desequilíbrio hormonal muda a forma como o fígado trabalha. A mulher pode estar magra e ainda assim desenvolver gordura ou inflamação hepática. Por isso, o acompanhamento médico e os exames periódicos são indispensáveis.”

Além dos riscos hepáticos, o estudo também destaca que a queda do estrogênio promove alterações na microbiota intestinal, piora a sensibilidade à insulina, aumenta o acúmulo de gordura visceral e leva à perda de massa muscular todos fatores que contribuem para a sobrecarga do fígado.


 

Dra. Patrícia Almeida - CRM SP 159821 - Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (2010). Residência Médica em Clínica Médica no Hospital Geral Dr César Cals em Fortaleza-CE- (2011-12). Residência em Gastroenterologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo-(USP RP) (2013/15). Aprimoramento em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP)- (2016). Aprimoramento em Transplante de fígado no Hospital das clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP) (2017). Observership no Jackson Memorial Hospital em Miami/EUA 2017. Doutorado em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. Título de Especialista em Gastroenterologia pela FBG Título em Hepatologia pela SBH. Hepatologista do Hospital Israelita Albert Einstein


Jovem morre após procedimento estético no Rio: especialista explica riscos do BBL e alerta para protocolos de segurança

Cirurgiã plástica detalha complicações associadas à lipoaspiração com enxerto de glúteos e destaca a importância de infraestrutura adequada e profissionais credenciados

 

A morte da jovem de 28 anos, após um procedimento estético no Rio de Janeiro, reacendeu o debate sobre a segurança da lipoaspiração com enxerto de glúteos — técnica conhecida como Brazilian Butt Lift (BBL). O caso, que está sob investigação, traz à tona questionamentos sobre os riscos envolvidos e os cuidados necessários antes de optar por esse tipo de cirurgia. 

Para a cirurgiã plástica Dra. Chreichi L. Oliveira, procedimentos como o BBL carregam riscos relevantes, principalmente relacionados à embolia gordurosa, quando partículas de gordura entram na corrente sanguínea e podem atingir órgãos vitais. “Estudos indicam que o risco de morte varia de 1 em 2.500 a 1 em 15.000, dependendo da técnica e do rigor na execução”, explica. Outras complicações incluem necrose da gordura, infecções, tromboembolismo, reações ao anestésico e resultados estéticos insatisfatórios.
 

Protocolos de segurança: o que deve ser obrigatório 

De acordo com a especialista, sociedades médicas internacionais e nacionais recomendam uma série de protocolos para minimizar os riscos. Entre eles estão a injeção da gordura apenas no espaço subcutâneo, evitando o intramuscular, e o uso de ultrassom em tempo real durante o procedimento, recurso que reduz a chance de complicações graves. 

A Dra. Chreichi também destaca a importância de restrições no número de cirurgias realizadas por dia, como já ocorre em alguns países, e da exigência de ambiente hospitalar ou centro cirúrgico devidamente credenciado, com suporte anestésico e emergencial. “Modelos de negócios que priorizam volume e lucro em detrimento da segurança são especialmente perigosos”, alerta.
 

Complicação x negligência 

Um dos pontos mais discutidos após a tragédia é como diferenciar uma complicação inerente ao procedimento de um caso de negligência. Segundo a cirurgiã, complicações podem ocorrer mesmo quando todos os protocolos são seguidos corretamente, como uma embolia inesperada ou uma infecção pós-operatória tratada de imediato. Já a negligência está ligada à falha nos protocolos mínimos de segurança. 

“É fundamental avaliar quem realizou a cirurgia, se era especialista reconhecido, qual técnica foi utilizada, em que local a cirurgia ocorreu e como foi conduzido o atendimento no pós-operatório”, resume a médica.
 

O que o paciente deve observar antes da cirurgia 

Na visão da Dra. Chreichi, cabe também ao paciente uma checagem criteriosa antes de escolher o profissional e o local. Ela recomenda verificar se o cirurgião é registrado e certificado em cirurgia plástica, dar preferência a clínicas com infraestrutura completa, confirmar a adoção de técnicas seguras — como o ultrassom —, e exigir transparência em todas as etapas do processo. 

“Preços muito baixos devem acender um sinal de alerta, pois podem indicar falta de qualidade ou de estrutura adequada. O ideal é buscar referências em associações médicas, como a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, e priorizar sempre a segurança em vez do apelo estético imediato”, conclui.


Doença de Alzheimer poderá triplicar até 2050, alcançando 6,7 milhões de pessoas no Brasil

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Neurologista do Hospital Japonês Santa Cruz explica sintomas, diagnóstico e cuidados diante da doença


Falta de memória no dia a dia, dificuldade na fala ou no raciocínio, desorientação no tempo e no espaço, além de mudanças no comportamento e no humor, são sintomas associados à Doença de Alzheimer (DA). Segundo o Relatório Nacional de Demência no Brasil de 2024, estima-se que, em 2019, 1,85 milhão de brasileiros viviam nessa condição. As projeções indicam que esse número poderá triplicar até 2050, alcançando 6,7 milhões de pessoas, um aumento superior a 200%. 

Em 2019, demência foi a quarta causa de morte entre brasileiros acima de 70 anos. O estudo Carga Global de Doenças identificou DA como a principal causa (78,3%) dos óbitos relacionados à demência no país. Entre 2010 e 2021, foram registradas 440.318 mortes ligadas à demência em pessoas com 60 anos ou mais no Brasil, sendo 344.767 atribuídas à DA (78,3%). 

DA é um transtorno neurodegenerativo progressivo, caracterizado pela perda de memória e funções cognitivas, além de alterações comportamentais e sintomas neuropsiquiátricos. O processo ocorre quando alterações da homeostase e do metabolismo cerebral levam proteínas do sistema nervoso central a se acumularem de forma inadequada, provocando toxicidade, morte neuronal e comprometimento de áreas essenciais do cérebro, como o hipocampo, ligado à memória, e o córtex cerebral, relacionado à linguagem e ao raciocínio. 

Um estudo recente publicado na revista Nature trouxe uma nova perspectiva ao indicar que o lítio, presente naturalmente no organismo em doses mínimas, pode exercer papel protetor contra a neurodegeneração. A pesquisa, conduzida por cientistas da Escola Médica de Harvard, sugere que a redução dos níveis dessa substância no cérebro estaria relacionada ao desenvolvimento da DA. Os experimentos, realizados em camundongos e em análises de tecido humano, mostraram que, quando o lítio se liga às placas de beta-amiloide, sua função protetora é perdida, acelerando a deterioração cognitiva. 

A equipe identificou ainda compostos de lítio capazes de escapar dessa captura pelas placas amiloides. Em testes, o orotato de lítio restaurou a memória em camundongos e impediu danos às células cerebrais. Embora promissoras, as descobertas ainda precisam ser confirmadas em humanos, por meio de ensaios clínicos que avaliem segurança, dose adequada e eficácia. 

Para o neurologista Dr. Flavio Sekeff Sallem, do Hospital Japonês Santa Cruz, a hipótese é relevante, mas exige cautela. “A deficiência de lítio como origem da DA é uma ideia que desloca o foco das teorias tradicionais centradas na proteína beta-amiloide e na proteína tau. Ainda assim, trata-se de uma linha de investigação inicial, que precisa ser integrada ao conjunto de evidências já existente”, afirma. 

Segundo ele, estudos em camundongos e em tecidos humanos post-mortem sugerem coerência biológica, mas ainda não comprovam causalidade em pessoas vivas. “Esses achados são suficientes para abrir novas frentes de pesquisa, mas não para indicar uso terapêutico imediato”, complementa. 

O uso clínico do lítio também enfrenta desafios. Em doses farmacológicas, pode causar efeitos adversos nos rins e na tireoide. Por isso, pesquisadores avaliam se doses microscópicas, muito inferiores às utilizadas em tratamentos psiquiátricos, poderiam oferecer efeito protetor com segurança. “A ciência ainda precisa esclarecer qual seria a dosagem adequada, em que momento da vida o tratamento faria diferença e para quais perfis de pacientes”, conclui Dr. Sekeff Sallem.


 

A doença de Alzheimer 

A causa exata da DA ainda é desconhecida, mas há indícios de que fatores genéticos tenham papel importante em seu desenvolvimento. Trata-se de uma enfermidade neurodegenerativa progressiva e irreversível, que costuma evoluir lentamente ao longo dos anos. A partir do diagnóstico, a sobrevida média varia entre 8 e 10 anos. 

O primeiro sintoma, e também o mais característico, costuma ser a perda da memória recente. Com a progressão da doença, surgem quadros mais graves, como lapsos de memória de fatos antigos, falhas de linguagem, irritabilidade, dificuldade de orientação no tempo e no espaço, além da perda de autonomia para atividades cotidianas. Em fases avançadas, podem ocorrer ainda agitação, insônia, incontinência, dificuldades motoras e de alimentação, até a fase terminal, quando o paciente geralmente fica restrito ao leito, com severas limitações de comunicação e maior vulnerabilidade a infecções. 

O diagnóstico é clínico, através de uma história clínica centrada e um exame neurológico sem evidências de lesões cerebrais focais. O processo do diagnóstico inclui, ainda, investigação de depressão e exames laboratoriais que verificam, por exemplo, a função da tireoide e os níveis de vitamina B12 no sangue. “O diagnóstico precoce é essencial porque permite ao paciente e à família se prepararem para o tratamento e adaptarem a rotina de forma a preservar a qualidade de vida pelo maior tempo possível”, explica o neurologista. Ressonância magnética de crânio, PET cerebral, e líquor com marcadores de neurodegeneração auxiliam a firmar o diagnóstico com base clínica. 

Ainda não há forma comprovada de prevenção 100% eficaz para a DA. Entretanto, evidências médicas apontam que a manutenção de uma vida social ativa, aliada a bons hábitos de saúde, como alimentação equilibrada, prática de atividades físicas e estímulos cognitivos constantes, pode ajudar a retardar ou até inibir a manifestação dos sintomas. “Cuidar da saúde cerebral envolve o corpo como um todo. Estimular a mente, praticar exercícios e manter vínculos sociais pode fazer diferença no envelhecimento saudável”, finaliza Dr. Sekeff Sallem.

  

Hospital Japonês Santa Cruz


Tempo seco e queimadas reacendem alerta para o cuidado com a saúde das crianças

Médica pediatra e docente do curso de Medicina da UniMAX traz recomendações para aliviar o desconforto e evitar doenças


O tempo seco e os constantes casos de queimadas, registrados nas últimas semanas em diversas regiões do Brasil, reacende o alerta para os pais quanto à saúde das crianças. O cenário de baixa umidade é propício para irritações nas vias respiratórias, aumento de alergias, ressecamento de pele e maior suscetibilidade a infecções.


A médica pediatra e docente do curso de Medicina do Centro Universitário Max Planck (UniMAX), Dra. Lívia Franco, explica que as crianças ficam mais vulneráveis aos efeitos do clima, já que possuem o sistema imunológico ainda em desenvolvimento. 

“O ar seco resseca as mucosas do nariz, da garganta e dos olhos, deixando o organismo mais exposto a vírus, bactérias e outros agentes irritantes. Isso pode aumentar os casos de resfriados e até de infecções respiratórias mais graves, além da maior possibilidade de quadros alérgicos”, explica a pediatra. “A pele também tende a ficar mais seca e, consequentemente, ocorrem pequenas rachaduras, que são portas de entrada para infecções.”

O tempo seco pode agravar ainda problemas respiratórios, como o aumento de crises de asma, rinite e bronquiolite. Pode haver também sangramentos nasais, devido ao ressecamento da mucosa, que facilita pequenas lesões. A baixa umidade compromete a defesa natural do organismo e reduz a hidratação natural da pele, causando irritação e coceira.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a umidade relativa do ar ideal deve estar entre 40% e 60%. Desde a semana passada, o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) vem emitindo alertas de baixa umidade em diversas regiões do país, com índices abaixo dos 30%.

Diante desse cenário, a docente de Medicina da UniMAX reforça que algumas ações no dia a dia podem aliviar o desconforto para as crianças e evitar que elas fiquem doentes. “Com pequenas mudanças na rotina, é possível reduzir bastante os impactos do tempo seco na saúde das crianças e evitar que problemas simples evoluam para complicações mais graves”, reforça a Dra. Lívia Franco.

7 dicas para proteger seu filho do tempo seco:


1 - Hidrate bem as crianças
Durante todo o dia, ofereça bastante água aos pequenos. Essa hidratação ajuda a manter o bom funcionamento dos órgãos, a lubrificação das vias respiratórias, o funcionamento do sistema imunitário, o transporte de nutrientes e elimina toxinas do organismo.


2 - Realize lavagem nasal para umidificar as vias aéreas
O uso de soro fisiológico 0,9% ajuda a manter a mucosa hidratada e reduz o risco de sangramentos. Aplique, em cada narina, até 5 ml em bebês e até 10 ml para crianças maiores. Evite realizar pressão quando for administrar a solução.


3 - Mantenha a pele hidratada e protegida
Aplique cremes ou loções sem fragrância, de preferência após o banho.


4 - Evite banhos muito demorados ou quentes
Eles aumentam o ressecamento da pele. Por isso, dê preferência à água morna e a sabonetes suaves.


5 - Tenha cuidado com as atividades físicas ao ar livre
Opte por lugares arborizados ou locais fechados, com umidificação, nos horários mais frescos: antes das 10h e após às 16h.


6 - Evite a exposição à poeira e poluição
Mantenha sempre os ambientes limpos e arejados. Evite varrer o chão, opte sempre pelo pano molhado. Em caso de uso de aspirador, não deixe de utilizar filtro.


7 - Busque manter o ambiente sempre bem umidificado
Utilize umidificadores, bacias de água ou toalhas molhadas no quarto. Lave-os diariamente com água e sabão e não deixe o umidificador próximo à parede e ligado por longos períodos.

 

Centro Universitário de Jaguariúna (UniFAJ)

Centro Universitário Max Planck (UniMAX)



Estação Ferraz de Vasconcelos da CPTM recebe ação sobre vestibular da FATEC nesta sexta (12)

 

divulgação


Representantes da instituição realizarão consultorias sobre as graduações disponíveis na unidade de Ferraz de Vasconcelos 


A CPTM, em parceria com a Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo (FATEC), realiza uma ação informativa sobre o vestibular e os cursos oferecidos pela instituição.

Na sexta-feira (12/09), a programação será focada na divulgação dos cursos. A unidade oferece vagas para Análise e Desenvolvimento de Sistemas, Gestão de Produção Industrial e Gestão Empresarial.

Representantes da faculdade estarão disponíveis para prestar esclarecimentos na estação Ferraz de Vasconcelos, na sexta, das 14h às 18h.


Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas à promoção do bem-estar de seus passageiros.


Serviço

Vestibular FATEC
Local: Estação Ferraz de Vasconcelos (Linha 11-Coral)
Data: sexta-feira (12/09)
Horário: 14h às 18h


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