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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Luz, câmera, aprovação!

 

Imagine uma sala escura, com a luz da grande tela iluminando rostos atentos. Agora, substitua o projetor por páginas: os livros exigidos nos vestibulares da Fuvest e da Unicamp neste ano são verdadeiros roteiros prontos para ganhar vida no cinema. As Meninas, de Lygia Fagundes Telles, renderia um drama psicológico com atuações intensas e iluminação expressionista. Dica de leitura: repare como os diálogos revelam mais do que dizem — como nos grandes roteiros de filmes cult. Já Balada de Amor ao Vento, de Paulina Chiziane, poderia se transformar em um épico africano, com trilha sonora pulsante e personagens que desafiam o patriarcado. Leia com sensibilidade às vozes femininas — elas são a verdadeira força da narrativa.

A delicadeza de A Visão das Plantas, da portuguesa Djaimilia Pereira de Almeida, pede uma leitura lenta, quase contemplativa. Imagine a câmera parada, como numa cena do diretor Stanley Kubrick em 2001: Uma Odisseia no Espaço, enquanto você mergulha nas memórias do protagonista. Em contraste, Caminho de Pedras, de Rachel de Queiroz, tem ritmo seco, direto — leia como quem assiste a um faroeste daqueles em que cada silêncio é um tiro. Há ainda Memórias de Martha, de Julia Lopes de Almeida, que se revela como um puro drama de época: note os detalhes sociais e nos gestos contidos, analisando os cenários e figurinos com o olhar de quem vê um filme clássico.

Ei, e o que é isso que estou ouvindo ali? Opúsculo Humanitário, de Nísia Floresta, e Nebulosas, de Narcisa Amália, são ensaios e poemas que pedem uma leitura com fones de ouvido — como se fossem trilhas sonoras indie de um curta experimental. Se puder, leia em voz alta: o som das palavras faz parte da experiência na qual você vai mergulhar. Já O Cristo Cigano, de Sophia de Mello Breyner Andresen, é pura imagem poética — leia como quem assiste a um filme mudo, em que cada metáfora é um plano sem cortes que brilha como a luz do crepúsculo.

Falando em ouvir, Canção para Ninar Menino Grande é um romance que sussurra e grita ao mesmo tempo. Denso e provocador, convida à imersão em sua estrutura polifônica e à forma como, diferentemente de outras obras de Conceição Evaristo, o foco recai sobre um homem negro — Fio Jasmim — cuja história é contada por mulheres que, com voz, desejo e sofrimento, também reescrevem suas próprias vivências.

E o Oscar vai para… a Fuvest, que escolheu só mulheres para a sua lista. Percebeu? Claro que isso também pode virar questão, comparando, inclusive, uma obra com a outra. Portanto, olho na tela — ou melhor: nas páginas e nas autoras!

Na tela da Unicamp, vários sucessos também aguardam você. Casa Velha é um drama de interiores com a marca de Machado de Assis: leia com igual atenção o dito e o não dito, como se cada frase guardasse segredos de bastidores. Vida e Morte de M.J. Gonzaga de Sá, de Lima Barreto, poderia facilmente virar um filme político de estética documental — repare especialmente nos trechos que soam como falas inflamadas de um personagem lúcido demais para seu tempo. Ailton Krenak, primeiro indígena eleito para a Academia Brasileira de Letras — detalhe que também pode ser cobrado na prova —, contribui com A Vida Não é Útil, um verdadeiro manifesto visual em que tempo e silêncio também são narradores. Leia como quem participa de uma instalação de arte — não só com os olhos, mas com o corpo inteiro.

Prosas Seguidas de Odes Mínimas, de José Paulo Paes, são vinhetas poéticas — leia-as intercaladas com os outros livros, um texto de cada vez, como se fossem cenas de um curta-metragem. Já os contos de No Seu Pescoço, da nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie, e de Olhos d’Água, de Conceição Evaristo, mostram como as autoras dão voz a personagens silenciados pela sociedade. São obras que pedem leitura com empatia: imagine a câmera colada no rosto dos personagens, captando cada mínimo detalhe de expressão.

E se você é fã das faixas alternativas, vai curtir Morangos Mofados, de Caio Fernando Abreu — quase um filme underground. Leia o fluxo de consciência com cuidado, e observe como Caio mistura realidade e delírio, muitas vezes sem recorrer à pontuação tradicional. Note como desejo, medo, solidão e busca por liberdade se entrelaçam nos contos ambientados em um Brasil bastante repressivo. Você também vai apreciar Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. É montagem pura — leia como quem vê um filme de Tim Burton, no qual lógica e ordem são editadas com poesia, tratando de temas como crescimento e identidade, mas com regras do mundo real viradas de cabeça para baixo.

E para quem prefere as faixas principais, as canções escolhidas do grande poeta e fundador da escola da Estação Primeira de Mangueira, Cartola, formam um musical melancólico: leia ouvindo as músicas, deixando que cada letra projete a cena na sua mente.

Sim, é claro que esses livros são leitura obrigatória para o vestibular. Mas são muito mais do que isso: convites à direção, à atuação, à montagem da imaginação. E, como no bom cinema, o que permanece depois do fim é aquilo que não se explica, mas se sente. Quem lê com profundidade, interpreta com sensibilidade e mergulha nessas narrativas já garantiu o ingresso para a aprovação. Prepare o discurso, porque a próxima cerimônia de premiação pode ter o seu nome na lista. 

 

Rodrigo Wieler - professor de Literatura e de Arte no Curso e no Colégio Positivo e assessor pedagógico no Centro de Inovação Pedagógica, Pesquisa e Desenvolvimento (CIPP) dos colégios da Rede Positivo.


Dupla cidadania de vários países facilita o processo para quem deseja trabalhar no Canadá

FOTO: MEDEIROS IMMIGRATION
O Internacional Experience Canada possibilita que brasileiros com dupla cidadania de países específicos tenham mais chance de conseguir de maneira rápida, o visto de trabalho para trabalhar no país norte-americano

 

O Canadá é um dos melhores países para trabalhar e morar no mundo em razão da excelente qualidade de vida, empregabilidade e segurança. Por isso, muitos brasileiros estão cada vez mais interessados em começar uma nova vida por lá. O país oferece diversos processos de imigração e vistos interessantes. O Internacional Experience Canada, por exemplo, é uma possibilidade para pessoas com cidadania de vários outros países irem para o Canadá com visto de trabalho. “Esse processo costuma ser rápido e menos complexo que os demais, o que o torna uma ótima opção para quem quer chegar no Canadá já com a possibilidade de trabalhar. Ele é dividido em três subcategorias: Working Holiday Visa, Young Professionals e Internacional Co-op. O mais procurado é o Working Holiday Visa, que não está vinculado a nenhuma empresa e isso significa que é possível trabalhar com qualquer empregador e em qualquer província do Canadá, por quantas horas que a pessoa quiser e também em qualquer cargo”, afirma Ana Medeiros, fundadora da Medeiros Immigration, especialista em imigração com mais de 15 anos de experiência na área jurídica e consultora regulamentada pelo Governo do Canadá.


Como é feito o processo?

De acordo com Ana Medeiros, a primeira coisa a ser feita é criar um perfil do candidato no site do governo canadense e aguardar um convite para submeter a aplicação. Esse convite é feito por meio de um sorteio que acontece algumas vezes por ano. “Normalmente existem mais vagas disponíveis do que candidatos inscritos, então a chance de receber o convite é bem alta. Assim que a pessoa recebe o convite, existe um prazo de 10 dias para aceitar e, após 20 dias, já é possível submeter para aplicação. Por conta do tempo curto é recomendado que a pessoa já esteja preparada com toda a documentação necessária, para conseguir cumprir o prazo de 20 dias”, destaca a especialista em imigração.


Quais são as cidadanias aceitas para o visto de trabalho no Canadá?

Andorra, Austrália, Áustria, Bélgica, Chile, Costa Rica, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estônia, Finlândia, França, Alemanha, Grécia, Hong Kong, Islândia, Irlanda, Itália, Japão, Coreia do Sul, Letônia, Lituânia, Luxemburgo, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polônia, Portugal, São Marinho, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Suécia, Suíça, Taiwan e Reino Unido.


Como funciona o trabalho no Canadá com o visto de trabalho?

De acordo com Ana Medeiros, fundadora da Medeiros Immigration, você chega no Canadá com o visto de trabalho e pode procurar emprego por lá ou chegar no país já empregado do Brasil, caso já tenha realizado o processo seletivo com alguma empresa de lá ainda estando por aqui. “Esse tipo de visto de trabalho decorrente da dupla cidadania de países específicos pode ter duração de até 2 anos. Os requisitos variam de acordo com a cidadania, mas é necessário ter um passaporte válido, ter entre 18 e 35 anos (em alguns casos 36), comprovar um valor mínimo de $2500 para as despesas iniciais e ter um seguro-saúde para os primeiros meses até que a pessoa seja elegível a usar o sistema público de saúde do Canadá. Não é necessário ter ensino superior ou experiência de trabalho. Também não é necessário comprovar um nível de inglês ou francês para aplicação do processo”, ressalta a consultora de imigração.

Quer saber mais informações sobre o Internacional Experience Canada? Acesse o Instagram oficial da Medeiros Immigration https://www.instagram.com/medeirosimmigration/ ou o site https://medeirosimmigration.com/.

  

Medeiros Immigration


A verdade é o primeiro passo para transformar o país

O Brasil é um país no qual a narrativa se impõe sobre a verdade. Não é uma realidade nova, porém muito acentuada com o fenômeno das redes sociais que ocupam cada vez mais espaço no cotidiano das pessoas, disseminando inverdades e inflamando discursos de ódio com potencial explosivo para a polarização da qual a nação não consegue se libertar. 

Colabora para esse cenário a postura quase passiva da grande mídia, ainda incapaz de fazer frente à nova realidade, também porque praticamente vem abdicando de exercer seu papel mais relevante - o de questionar sempre e com profundidade -, cedendo cada vez mais espaço para a cobertura supérflua de pseudocelebridades. 

"Jornalismo é questionar, o resto é chapa‑branca", diz a frase atribuída ao norte-americano Joseph Pulitzer, que merece ser lembrada no momento. Faria muito bem ao país se o jornalismo brasileiro fizesse, de fato, um contraponto às inverdades contidas nas narrativas do governo, comparando o discurso oficial com os dados igualmente oficiais e contextualizando tudo com a realidade vivida por mais de 200 milhões de cidadãos. 

Um exemplo: o Brasil ostenta a nona ou 10ª posição entre as maiores economias do mundo, com Produto Interno Bruto (PIB) de R$ 12,6 trilhões, o equivalente a US$ 2,2 trilhões. No entanto, no ranking do PIB per capita, o país ocupa a vergonhosa 81ª colocação, pois o PIB per capita nacional é de apenas US$ 10,82 mil por habitante/ano, bem inferior à média mundial, de US$ 14,45 mil. Esse número, por si, contrasta com o ufanismo do governo e desnuda a abissal discrepância entre a riqueza do país e a distribuição de renda e a qualidade de vida de seu povo. 

Outro dado pouco divulgado é que no trimestre de março a maio de 2025 a massa salarial dos trabalhadores foi de R$ 355 bilhões, o correspondente a apenas 11,3% do PIB no mesmo período.  Esses números mostram claramente o Brasil na contramão dos 37 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico ou Económico (OCDE). 

Igualmente grave é a recente revelação feita no final de maio pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) do Ministério do Desenvolvimento Social, apontando que em 12 das 27 unidades da Federação (26 estados mais o Distrito Federal), o número de beneficiários do Bolsa Família é maior do que de trabalhadores com carteira assinada. Enquanto o governo comemora o crescimento dos empregos formais, em quase metade dos estados do país – notadamente no Norte e Nordeste – há mais gente vivendo do programa de transferência de renda do governo do que do emprego, uma dependência que merece reflexão porque o sucesso de um programa desse porte, criado para combater a pobreza, deveria ser medido pelo número de pessoas que deixam de depender dele, e não pelo volume de atendidos. 

Temos mais de 21 milhões de famílias vivendo com menos de R$ 800,00 por mês. Segundo o IBGE,14,2% dos trabalhadores brasileiros vivem abaixo da linha de pobreza, com renda mensal de até R$ 665,00, menos da metade um salário-mínimo. Mais de um terço deles (35,6%) têm renda mensal de até um salário-mínimo (R$ 1.518,00), e 70% vivem com menos de 2 salários-mínimos/mês). É o retrato da penúria da população. 

Esses dados e o recente estudo do Atlas Mobilidade Social mostram, de forma inequívoca, que as políticas públicas fracassaram e já comprometem as gerações futuras, pois não há esperança de ascensão social e os indicadores de educação são muito ruins. Está claro que oferecer mais do mesmo não funciona há alguns anos. 

Também não se sustenta o discurso do governo de que a pobreza avassaladora é culpa das classes empresariais “que não querem pagar imposto”. Vamos aos números. O brasileiro paga em tributos o equivalente a 142 dias de trabalho. Isto é: tudo o que o cidadão ganha de 1º de janeiro a 22 de maio vai para o governo. Esses tributos, somados, correspondem a 34%-35% do PIB. Portanto, pouco mais de um terço de todas as riquezas produzidas anualmente no Brasil é resultado do suor dos trabalhadores. 

A culpa, porém, é sempre atribuída aos governos anteriores, como um salvo-conduto que se repete como se os gestores não fossem eleitos justamente para buscar soluções para os problemas nacionais, conforme prometem nas campanhas eleitorais. Aliás, a maioria dos candidatos sucumbiria se houvesse detector de mentiras nos debates. 

Vale lembrar que o governo atual está no comando do país há dois anos e meio e presidiu a nação por quase 11 dos últimos 23 anos, ou seja, 48% do período. E o seu partido governou por 17 anos (74% do total do período), com apenas duas figuras. 

Os problemas persistem, com gritantes desigualdades sociais e regionais, e não se questiona qual o plano de governo. Qual a política industrial? Qual percentual da trilionária arrecadação de tributos é destinado a investimentos? Qual a evolução dos programas de saneamento básico, essencial para melhorar a qualidade de vida e a saúde de milhões de brasileiros? Quantos dos 21 milhões de chefes de família deixam o Bolsa Família por ascensão social? São perguntas que deveriam ser feitas diariamente pelos eleitores e pela mídia. 

Há muito tempo o Brasil tem um governo perdulário, incapaz de cortar gastos, tímido em transparência, generoso na concessão de benefícios tributários e sempre com enorme apetite para aumentar impostos. Não é por acaso que temos uma das maiores cargas tributárias do planeta.

Nesta nação cheia de contrastes, o governo recordista em arrecadação via tributos não destina recursos suficientes para libertar os cidadãos mais pobres das migalhas doadas nem para investir em educação em tempo integral, preferindo subsidiar privilégios, como se o país revivesse as primeiras décadas do colonialismo português com as capitanias hereditárias. 

Assim, a educação patina, como mostra a comparação com outros países; e a segurança já supera a saúde entre as maiores preocupações da população. Governa-se o país como um concordatário que não tem de prestar contas a ninguém. 

Isso reclama o aperfeiçoamento dos órgãos de controle como o Tribunal de Contas da União (TCU) e os Tribunais de Contas estaduais (TCEs), cuja composição não pode ser mais objeto de compadrios e acordos políticos e tem de passar a ser definida por concursos públicos sérios e transparentes, com avaliação periódica dos aprovados. A vitaliciedade também precisa ser rediscutida pela sociedade. 

Faria muito bem ao país se fosse abolido o foro privilegiado para qualquer detentor de mandato eleitoral e voltasse a ser proibida a reeleição para cargos do Executivo, além de se tornar imprescritíveis os crimes cometidos contra a administração pública. 

Representaria o combate efetivo a alguns dos maiores males do país, ao lado das mentiras, todos responsáveis por contaminar os governos e que precisam ser trazidos à tona pela mídia para esclarecer a sociedade. O país se ressente da falta de informações verdadeiras e de análises críticas e isentas. Esse papel deve ser resgatado pelas rádios (ainda com grande força entre a população), televisões, jornais e portais na internet, a fim de que os mais de 155 milhões de eleitores votem de forma consciente e não se deixem iludir por promessas de campanha que quase nunca são concretizadas, nem sejam enganados com peças de propaganda criadas para mostrar um país muito diferente daquele onde vivem os cidadãos. 

 

Samuel Hanan - engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br

 

 

EUA modernizam visto H-1B e abrem novo ciclo de oportunidades para profissionais qualificados em todo o mundo

Mudanças recentes e propostas de reformas tornam o programa mais transparente, justo e alinhado às demandas do mercado de trabalho global, avalia a VisaLex

 

Os Estados Unidos estão passando por uma transformação significativa em sua política de imigração para profissionais qualificados. O programa de vistos H-1B, historicamente complexo e alvo de críticas, está em processo de modernização e promete abrir novas oportunidades para talentos de todo o mundo. 

As mudanças refletem uma combinação de medidas introduzidas na gestão Trump, atualizações promovidas pelo governo Biden e propostas de reformas previstas para 2026 e 2027. O resultado é um cenário mais transparente, justo e conectado às necessidades atuais do mercado de trabalho norte-americano.

Entre as principais novidades já confirmadas para 2025 estão:

  • Definição mais clara de “ocupação especializada”, garantindo maior relevância entre qualificações acadêmicas e cargos;
     
  • Medidas antifraude, incluindo visitas presenciais e verificação mais rigorosa de empregadores;
     
  • Ampliação de oportunidades para instituições de ensino e organizações de pesquisa isentas do limite de vagas (cap-exempt)

Para os próximos anos, estão em discussão propostas que podem redefinir completamente o sistema, como a substituição da loteria por um modelo de seleção baseado em salários e qualificações, a eliminação de limites de green cards por país e a criação de caminhos mais ágeis para residência permanente. 

Segundo Luciane Tavares, advogada de imigração e cofundadora da VisaLex, consultoria jurídica internacional especializada em imigração, cidadania e soluções consulares para brasileiro, essas mudanças representam um marco para quem deseja construir carreira nos Estados Unidos: 

“O H-1B sempre foi uma porta de entrada estratégica para profissionais altamente qualificados, mas também um processo repleto de incertezas. Agora, com a modernização, vemos a construção de um sistema mais justo e meritocrático, capaz de valorizar verdadeiramente a experiência e o conhecimento de cada candidato.” 

Ela acrescenta que os impactos positivos não se limitam aos profissionais: “As empresas norte-americanas, de setores como tecnologia, saúde, biotecnologia, finanças e educação, terão acesso mais rápido e eficiente a talentos globais. Isso fortalece a competitividade dos EUA e cria um ambiente de inovação sustentável. Para os candidatos, significa mais clareza e perspectivas reais de permanência de longo prazo no país.” 

Para a VisaLex, as reformas representam mais do que ajustes legais: são um convite para profissionais e famílias que sonham em construir sua trajetória nos Estados Unidos. Com orientação especializada, é possível transformar o desafio do processo migratório em uma oportunidade concreta de crescimento pessoal e profissional.

 


VisaLex
www.visalex.com/pt



Da obrigação à oportunidade: Como a Reforma Tributária impulsiona inovação e competitividade no mercado de capitais


A implementação da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) representa um marco transformador para o mercado de capitais brasileiro, especialmente no segmento de tecnologia. A simplificação tributária não apenas elimina distorções históricas do sistema atual, como também abre espaço significativo para novas soluções em regtech e fiscal-tech, criando um ecossistema propício para inovação e investimentos. Para executivos, esse momento representa uma janela única de oportunidades, onde a convergência entre modernização fiscal e Inteligência Artificial (IA) promete revolucionar a gestão tributária corporativa.

 

O impacto da reforma na competitividade das empresas de tecnologia é substancial e multifacetado. A introdução da CBS e do IBS fortalece a posição competitiva dessas organizações no Brasil ao eliminar a cumulatividade tributária e aproximar o país das práticas internacionais de IVA utilizadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

 

Essa harmonização aumenta significativamente a comparabilidade com pares globais, o que se traduz em valuations mais precisos e atraentes no mercado de capitais. A transição gradual até 2033 confere previsibilidade essencial, permitindo que empresas listadas ou em processo de IPO planejem seus investimentos com menor incerteza regulatória. O mecanismo de split payment (no qual o pagamento de impostos é feito automaticamente no ato da transação) e a ampliação do aproveitamento de créditos reduzem riscos operacionais e de capital de giro, beneficiando especialmente modelos de negócio como SaaS e marketplaces.

 

A IA emerge como protagonista na otimização da gestão tributária pós-reforma, atuando como motor estratégico do compliance corporativo. Algoritmos avançados podem classificar automaticamente produtos e serviços segundo as novas regras, identificar inconsistências em documentos fiscais e antecipar riscos regulatórios com precisão crescente. Para empresas listadas em bolsa, a IA oferece a possibilidade de otimizar a utilização de créditos tributários através de algoritmos preditivos, priorizando fornecedores que gerem maior benefício financeiro e reduzindo falhas operacionais no split payment. Isso se traduz em relatórios mais confiáveis, custos de compliance menores e maior transparência para investidores, elementos críticos para o sucesso no mercado de capitais.

 

O cenário de oportunidades para startups e scale-ups é particularmente promissor. A simplificação tributária cria demanda por soluções tecnológicas capazes de gerenciar e tirar proveito do split payment, classificação tributária e gestão de créditos de forma automatizada. Startups que ofereceram automação do compliance, conciliação de notas fiscais eletrônicas e otimização do fluxo de caixa tributário encontram terreno fértil para crescimento. Surgem também oportunidades em BPO digital e plataformas de gestão fiscal baseadas em nuvem, especialmente direcionadas às PMEs que enfrentarão desafios significativos de adaptação durante o período de transição.

 

As lições internacionais oferecem insights valiosos para maximizar os benefícios da reforma no mercado de capitais brasileiro. A experiência na Índia com a introdução do GST (Imposto sobre Bens e Serviços) demonstra a importância crucial de investir em plataformas digitais robustas desde o início, evitando gargalos de compliance que podem comprometer a eficácia do sistema. Países da União Europeia (UE) e o Canadá evidenciam que regimes especiais devem ser utilizados com parcimônia, sob risco de comprometer a neutralidade tributária. A principal lição é que a modernização deve vir acompanhada de simplicidade operacional, clareza regulatória e neutralidade plena de créditos para que o mercado de capitais se fortaleça e o Brasil seja percebido como ambiente seguro e previsível pelos investidores.

 

A atração de capital estrangeiro para o setor de tecnologia brasileiro deve experimentar impulso considerável com a nova estrutura tributária. A previsibilidade proporcionada pela reforma, combinada com o alinhamento às práticas da OCDE, reduz o prêmio de risco associado ao Brasil e facilita a modelagem financeira por investidores internacionais. O cronograma escalonado permite que fundos e gestores calibrem suas estratégias conforme a transição avança, mitigando riscos e criando ambiente mais atrativo para investimentos de private equity, venture capital e IPOs.

 

O futuro do compliance tributário será moldado pela convergência entre automação e blockchain, tecnologias que podem revolucionar a fiscalização no mercado de capitais pós-reforma. A automação apoiada em blockchain criará trilhas de auditoria imutáveis e permitirá a conciliação automática de créditos e débitos de CBS e IBS, reduzindo fraudes e facilitando auditorias. Organizações que adotarem essas tecnologias precocemente obterão ganhos significativos de eficiência e maior credibilidade junto a reguladores e investidores. Setores como regtech e fiscal-tech se tornarão especialmente atrativos, assim como fintechs focadas em pagamentos e soluções de split payment, empresas de cloud computing e IA que forneçam sistemas de compliance escaláveis, consolidando o Brasil como hub de inovação em tecnologia tributária.

 

A reforma tributária não deve ser vista apenas como uma obrigação fiscal, mas como um vetor de transformação digital e financeira. Os benefícios são inúmeros, dada a simplificação tributária, mas a transição exigirá readequação de sistemas ERP, treinamento de equipes fiscais e enfrentamento de possíveis gargalos nos primeiros anos de implantação. O momento exige ação: adiar investimentos em tecnologia fiscal pode significar perder espaço para concorrentes mais ágeis. Para os tomadores de decisão, trata-se de uma oportunidade única de transformar compliance em inovação — e modernização em valor para investidores.

 

Sergio Favarin - Business Vice President da GFT Technologies no Brasil


Dia do Cliente: confira as melhores dicas para aproveitar promoções sem perder o controle do orçamento

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Especialista do Banco Mercantil reforça a importância do planejamento financeiro e da atenção à segurança nas compras online

 

Foi dada largada para um dos períodos mais agitados do varejo no Brasil. No próximo dia 15, quando se comemora o Dia do Cliente, será iniciada a temporada de promoções, que continuará no Dia das Crianças, Black Friday e Natal, com a expectativa de bons resultados na economia brasileira. Somente no Dia do Cliente do ano passado, de acordo com estimativas de empresas e órgãos de defesa do consumidor, houve um movimento superior a R$ 100 milhões.

No entanto, mesmo que a oportunidade de aproveitar as promoções possa parecer imperdível, os especialistas em finanças reforçam: não descuidar do orçamento e ter atenção à segurança digital são os primeiros passos para transformar promoções em benefícios reais, sem cair em golpes. 

Guilherme Nunes, gerente de Experiência do Cliente do Banco Mercantil, aconselha os consumidores a, antes mesmo de olhar as promoções, definir um limite de gastos. “Ter clareza de quanto se pode comprometer com essas compras pode evitar que a empolgação leve ao endividamento. Uma boa dica é separar os itens de desejo e dar prioridade ao que realmente fará diferença no dia a dia”, destaca. 

Outro ponto importante é avaliar o impacto das parcelas no orçamento futuro. “É essencial considerar não apenas o valor do produto, mas também como ele mexe no orçamento nos meses seguintes, principalmente quando a compra é parcelada. Assim, o cliente garante que a promoção seja uma oportunidade de economia”, reforça o especialista. 

Os sinais de consumo por impulso também devem ser observados. Um sinal claro é quando a compra não estava planejada. Se o cliente percebe que está sendo motivado apenas pela sensação de ‘aproveitar a promoção’, vale parar e refletir antes de concluir a compra. 

Para o público 50+, que por vezes enfrenta mais dificuldades no ambiente digital, a atenção deve ser redobrada. “Nas compras online, recomendo sempre verificar a credibilidade do site, conferir as condições de pagamento e evitar repassar dados pessoais em links suspeitos. Outro ponto importante é dar preferência a produtos e serviços que atendam a necessidades reais, evitando riscos desnecessários”, afirma Guilherme.

Entre os erros mais comuns, o especialista cita a falta de planejamento e a ausência de pesquisa prévia. “Muitas vezes o consumidor entra na promoção sem saber o que realmente precisa, e acaba comprando por impulso. Isso pode gerar acúmulo de parcelas e até endividamento. Outro equívoco é não pesquisar o histórico de preços. Conferir se o desconto é real evita frustrações e garante que o cliente faça de fato um bom negócio”.
 

Educação Financeira

Segundo o especialista, o Banco Mercantil disponibiliza recursos para apoiar seus clientes nesse processo de controle financeiro. Pelo aplicativo da instituição, é possível acompanhar movimentações, limites e organizar pagamentos. Além de contar com canais de atendimento e um site de educação financeira. “Nosso foco é dar autonomia para o cliente, para que ele aproveite as oportunidades de forma segura e equilibrada”, finaliza Nunes.


 

Banco Mercantil

 

Avanço da Inteligência Artificial redefine relações de trabalho e reacende alerta para saúde mental dos trabalhadores

Brasil registra aumento de 68% nos afastamentos por transtornos mentais em 2024 - 17% dos brasileiros temem ser substituídos por IA e essa pressão impacta na saúde mental dos trabalhadores

 

A Inteligência Artificial deixou de ser uma tendência futurista e já está profundamente integrada ao dia a dia das empresas brasileiras. 

Segundo pesquisa da McKinsey (2024), 65% das organizações em nível global já adotaram pelo menos uma ferramenta de IA em seus processos, impactando desde funções operacionais até decisões estratégicas. 

No Brasil, levantamento da IDC aponta que os investimentos em IA devem crescer mais de 30% ao ano até 2027, evidenciando a rápida penetração tecnológica no mercado nacional. 

Para Dr. Ricardo Pacheco, médico, gestor em saúde, empresário, mentor, palestrante e presidente da ABRESST - Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança no Trabalho, essa transformação tecnológica não pode ser analisada apenas sob a ótica da produtividade. “Estamos diante de uma revolução que altera a forma como trabalhamos, tomamos decisões e interagimos dentro das empresas. A tecnologia é uma aliada poderosa, mas seu avanço precisa estar alinhado com a preservação do bem-estar dos colaboradores”, afirma.

 

Riscos à saúde mental ganham destaque 

O ritmo acelerado da implementação da IA traz desafios humanos consideráveis. 

Segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT, 2023), a automação e a inteligência artificial podem intensificar sentimentos de insegurança, ansiedade e estresse entre os trabalhadores, principalmente pela percepção de risco de perda de postos de trabalho e pela necessidade de constante atualização profissional. 

Dados da Deloitte (2024) reforçam essa preocupação: mais de 50% dos profissionais entrevistados relatam apreensão sobre o futuro de suas funções em um contexto de automação, e essa incerteza tem sido associada ao aumento de casos de síndrome de burnout, depressão e sofrimento psíquico. 

Dr. Ricardo Pacheco explica: “Não se trata apenas de adotar tecnologia. Precisamos pensar em como ela afeta a experiência humana no trabalho. A ansiedade gerada pela percepção de substituição ou obsolescência profissional é real e precisa ser tratada com políticas preventivas de saúde ocupacional.”

 

A ética e o equilíbrio como fundamentos do futuro corporativo

 

A integração entre tecnologia e humanização se tornou um ponto central no debate corporativo. 

Nesse sentido, Dr. Ricardo Pacheco enfatiza a necessidade de estratégias que garantam que a IA seja utilizada de forma ética, segura e saudável: “As empresas devem implementar programas de apoio psicológico, acompanhamento de riscos psicossociais e estratégias que valorizem a capacitação contínua. A IA precisa ser uma ferramenta para ampliar o potencial humano, e não para gerar ansiedade ou insegurança.” 

Segundo ele, o equilíbrio entre inovação tecnológica e cuidado com as pessoas é a chave para ambientes de trabalho sustentáveis, onde produtividade, bem-estar e segurança caminham lado a lado.

 

O papel das empresas na preparação para o futuro 

Para os especialistas, as organizações que anteciparem estratégias de adaptação estarão mais preparadas para enfrentar os desafios da transformação digital. 

Além de investir em tecnologia, é essencial cuidar da saúde mental e emocional dos trabalhadores, promovendo treinamentos, programas de capacitação e iniciativas de bem-estar psicológico. 

“Investir na saúde mental é tão estratégico quanto investir em tecnologia. Empresas que cuidam das pessoas fortalecem sua cultura organizacional, aumentam a produtividade e se tornam mais resilientes diante das mudanças do mercado”, reforça Dr. Ricardo Pacheco. 

Ele ainda acrescenta que a legislação brasileira está avançando para reconhecer formalmente a importância da saúde mental no trabalho, criando oportunidades para que empresas adotem práticas preventivas e estruturadas. “Estamos entrando em um momento decisivo, em que inovação e cuidado humano precisam caminhar juntos”, conclui.

 

IA como oportunidade, não apenas desafio 

Embora o avanço da IA traga riscos à saúde mental, também oferece oportunidades inéditas de aprimorar processos, otimizar tarefas e liberar os trabalhadores para atividades de maior valor estratégico. 

A abordagem recomendada pelo Dr. Ricardo Pacheco é justamente utilizar a tecnologia de forma consciente: “A inteligência artificial pode ser um catalisador para inovação e crescimento, mas é fundamental que as empresas coloquem o ser humano no centro. Quando isso acontece, o impacto positivo se reflete em produtividade, engajamento e bem-estar coletivo.” 

O cenário atual exige que líderes, gestores de recursos humanos e profissionais de saúde ocupacional atuem de forma integrada, garantindo que a tecnologia seja um instrumento de progresso e não um fator de estresse.

 

Conclusão: inovação com responsabilidade social 

O avanço da Inteligência Artificial é inevitável e transformador, mas seu sucesso depende da capacidade das empresas de equilibrar eficiência tecnológica com cuidado humano. 

Dr. Ricardo Pacheco reforça que, ao adotar políticas que protejam a saúde mental e promovam ambientes de trabalho sustentáveis, as organizações não apenas respeitam seus trabalhadores, como também fortalecem sua competitividade e reputação no mercado. “O futuro do trabalho será definido por aqueles que souberem unir inovação, ética e humanização. A saúde mental dos trabalhadores precisa estar no centro dessa equação”, finaliza o especialista.

  

Dr. Ricardo Pacheco - CRM-SP 87570 I RQE 22.683. - Médico do trabalho, gestor em saúde e empresário, formado pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos. Iniciou sua trajetória com foco na saúde ocupacional e, ao longo dos anos, expandiu sua atuação para a promoção da saúde integral. Em 2001, fundou sua primeira empresa de saúde, que posteriormente consolidando-se como uma plataforma de referência no setor. Desde 2002, integra a ABRESST (Associação Brasileira de Empresas de Saúde e Segurança do Trabalho), assumindo a Diretoria de Ética e Legislação em 2008. Nessa posição, foi ouvinte na Câmara Técnica de Medicina do Trabalho, representando a entidade, e desenvolveu projetos importantes, como a implantação do Selo de Qualidade ABRESST e o apoio direto à presidência.


Como vender qualidade e não preço no setor elétrico


O mercado elétrico tem sido bastante competitivo no Brasil e o preço apresenta uma importância substancial neste assunto. As marcas do setor mais avançadas não estão de olho apenas na venda, mas estão mirando a necessidade do mercado, do que o mercado precisa concretamente. Elas devem vender o seu valor, não só um produto ou serviço. 

Na prática estão comercializando também o conhecimento acumulado de anos, o trabalho que executou no desenvolvimento do produto, além do esforço para alcançar qualidade, o tempo dispendido em horas, que pode até levar anos muitas vezes para atingir o resultado projetado. O aspecto principal da gestão comercial é que a empresa com seriedade está comercializando sobretudo tecnologia intrínseca e isso tem valor e custo. 

Vale relembrar aqui a velha definição, mas nunca ultrapassada, entre preço e valor. De acordo com a teoria econômica, preço é o valor monetário de um produto ou serviço, enquanto valor é a percepção de benefício ou utilidade que um cliente associa a esse produto ou serviço. O preço é objetivo e quantificável, enquanto o valor é subjetivo e pode variar de pessoa para pessoa. 

Lamentavelmente, a busca voraz pelo preço mais baixo de produtos ou componentes no setor elétrico, ainda costuma dominar a escala de valor nas transações comerciais. No entanto, principalmente, a venda da qualidade intrínseca se torna com certeza muito mais lucrativa e justificável no longo prazo. Mas é sempre uma situação desafiadora quando o preço é o primeiro filtro no negócio. 

Neste cenário é preciso uma estratégia refinada e muita paciência da força de vendas para superar as objeções e contra-argumentar sempre com a razão e menos emoção. Todas alegações devem ser bem fundamentadas, especialmente porque esse mercado historicamente tem sido muito sensível a custos. O ponto-chave é o processo educativo em relação ao produto, à redução de riscos e à demonstração do valor real do que se está comprando juntamente com o artigo ou item de compra. 

Existe pessoas com muito dinheiro que pagam com muita satisfação e até orgulho uma mala de viagem de grife de R$ 60 mil, enquanto outros consumidores da mesma classe social – AAA ou premium – não abrem sua carteira nesta situação e ainda reclamam achando um absurdo a oferta. Um mesmo consumidor pode também ser moderado monetariamente em relação a um artigo como uma roupa sofisticada, no entanto, pode ser bem mais flexível na compra de um carro caro, possivelmente a maior paixão ou sonho de consumo de boa parte dos brasileiros. Seres humanos têm expectativas diferentes e muito pessoais, e isso explica as escolhas.

 

Entender qualidade 

Entre os maiores desafios dos vendedores de produtos eletroeletrônicos B2B hoje em dia é entender claramente o que "qualidade" realmente significa na mente do cliente. Sendo a percepção de qualidade subjetiva para os indivíduos, ela pode ser significativamente diferente entre profissionais e setores. Por essa razão, é essencial ajustar as expectativas e interpretar as demandas particulares de cada cliente. 

Naqueles setores, onde o mercado é competitivo como o nosso, produtos ou serviços com preço mais baixo podem parecer mais atraentes e vantajosos. Diante disso, o dever é fundamentar o valor do produto, atestando que um preço mais elevado significa um desempenho superior, maior durabilidade, ou característica superior que pode fazer uma diferença brutal. O ditado popular "o barato sai caro" é quase sempre comprovável em geração, transmissão e distribuição de energia. Certa vez um profissional do ramo da vestimenta declarou que “nem tudo que é bom é caro, mas tudo que é caro tem que ser bom”. É bom pensar nisso. 

Como também lembrou o respeitável autor Marcos Cobra em seu livro Administração de Marketing no Brasil, “a estratégia de marketing de qualquer empresa está sempre associada ao preço. Um produto de baixa qualidade e baixo esforço promocional deve ter sempre preço baixo, a menos que a demanda esteja reprimida. É como vender quinquilharias na Selva Amazônica ou em Serra Pelada. Mas o produto de alta qualidade, diferenciado, com alto preço promocional, justifica o preço alto”. 

As situações não são tão simples e não se pode generalizar diante de todas as circunstâncias. Para vender qualidade é necessário saber comunicar esse predicado. A negociação ultrapassa a enumeração de recursos, atributos e características positivas. Envolve também evidenciar o valor adicional e as vantagens que o produto ou serviço proporciona ao comprador. É preciso continuamente demonstrar aos interessados as propriedades técnicas e seus benefícios concretos e palpáveis. 

Para alguém vender qualidade, deve-se ir além da simples listagem de funcionalidades. Envolve destacar o valor agregado e os benefícios que o produto ou serviço oferece. Para o cliente é imprescindível ele transformar aquelas características técnicas em benefícios tangíveis e concretos de seu interesse.

 

Barato e baixa qualidade 

A fim de que o comprador tenha mais segurança nas suas decisões é crucial ele avaliar os riscos de escolha por soluções baratas e uso de materiais de baixa qualidade como, por exemplo, em relação a falhas, acidentes, retrabalhos, curtos-circuitos, incêndios, tempo de parada, multas por não conformidade e até processos judiciais. Dizem no mercado que “prevenir é mais barato que corrigir”. 

Quem compra também precisa mensurar sempre os benefícios da qualidade, como eficiência energética, durabilidade, segurança, e menor gasto com manutenção, além de outros. Um disjuntor pode custar 15% a mais, evita, porém, sobrecargas que podem gerar prejuízos de milhares de reais. 

Para transmitir confiança é indispensável comprovar que os produtos ou serviços cumprem rigorosamente os padrões estabelecidos. Na venda de produtos elétricos é muito conveniente se resguardar com as certificações nacionais como os selos ISO, INMETRO, ABNT, IEC, da NR10 e, também os internacionais como a SGS – System Certification, a UKAS - Management Systems Certification, UL Underwriters Laboratories e TÜV (Technischer Überwachungsverein). Laudos técnicos e as fotos de instalações e projetos são provas de fato de que a imagem vale mais do que milhares de letras ou sons reunidos que são proferidos. 

Os próprios depoimentos de clientes atendidos e estudos de caso de parceiros são testemunhos de que um preço mais alto pode na prática economizar tempo e também dinheiro no futuro. Há muitos exemplos que circulam no mercado de casos de projetos que falharam exclusivamente pela escolha mais barata (‘low price’) e sem qualidade. E por que isso ainda acontece, afinal? Não sei...Talvez seja por “burrice” ou “birrice”. Será mesmo?

 

Análise técnica 

Muitas vezes, é necessário contar com uma análise técnica mais precisa para entender onde se pode estar perdendo eficiência ou segurança. Uma venda tem a possibilidade de ser muito mais uma solução do que de um produto, porque tem a oportunidade de ser parte de um sistema mais amplo e inteligente, e que proporciona segurança. Valores agregados como instalação rigorosa, bom suporte técnico, manutenção preventiva, e até garantia estendida podem fazer muita diferença no final das contas... 

Um diagnóstico consultivo sobre a infraestrutura elétrica tem também a possibilidade de revelar “dores” ocultas, entre as quais as sobrecargas, falhas e serviços recorrentes de manutenção. As declarações de experiências de empresas renomadas que tiveram êxito com uma solução são comprovações para um preço/valor ser mais elevado. 

Naturalmente o preço importa, mas quanto vale efetivamente proteger uma operação, a redução de riscos e a garantia que todo o processo permaneça em funcionamento por longo tempo? Hoje, os compradores devem esquecer aqueles chavões ultrapassados como: “sempre fizemos assim” ou “o mais barato resolve”. O Retorno sobre o Investimento (ROI) é essencial nos novos tempos e os diferenciais precisam ser mensuráveis ou ficar visíveis. Qualidade verdadeiramente não é um luxo, como alguns entendem, mas uma necessidade. Pense nisso, sempre. 

 

Marcelo Mendes - gerente geral da KRJ Conexões ( https://krj.com.br/ ). É economista e executivo de marketing e vendas do setor eletroeletrônico há mais de 15 anos, com atuação inclusive em vários mercados internacionais.

 

Gamificação transforma o ensino de matemática e educação financeira nas escolas

Interface da plataforma Matific, que utiliza gamificação
para apoiar o ensino de matemática e, agora, também
de educação financeira nas escolas
Plataformas digitais com jogos e desafios interativos ajudam a melhorar o desempenho dos alunos e otimizam o trabalho dos professores 

 

A adoção da gamificação no ensino tem ganhado espaço em escolas públicas e privadas do Brasil e do mundo. Dados da Revista Tópicos (ISSN 2965-6672) indicam que, quando aplicada de forma estratégica, essa abordagem contribui para o aumento do engajamento e da motivação dos alunos, especialmente no ensino da matemática. 

Com base em elementos de jogos ― como pontos, níveis, desafios e recompensas ― a gamificação cria ambientes de aprendizagem mais interativos. No Brasil, a Matific, plataforma educacional que transforma o ensino da matemática com gamificação, inteligência artificial e trilhas personalizadas, é uma das soluções mais reconhecidas nesse campo. 

De acordo com a professora Nadia Bocardio, que atuou como coordenadora em uma escola estadual de São Paulo por mais de 35 anos, a tecnologia tem papel relevante no enfrentamento das dificuldades de aprendizagem. “Com turmas de até 40 alunos, o professor precisa de ferramentas que ajudem a acompanhar cada estudante. Quando conhecemos a Matific, há nove anos, nossos alunos tinham muitas lacunas. Pouco tempo depois, a escola saltou de 4,3 para 7,3 no IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica)”, destaca. 

Segundo ela, a percepção dos alunos também mudou. “Eles acreditavam que estavam apenas jogando, mas estavam resolvendo cálculos e desenvolvendo o raciocínio lógico. Além disso, os relatórios individuais da plataforma permitiam aos professores ajustarem o ensino conforme as dificuldades específicas de cada aluno”, comenta. Após se aposentar, Nadia passou a integrar a equipe da Matific para compartilhar sua experiência com educadores de diferentes estados.

 

Educação financeira gamificada é o novo lançamento da Matific 

Com mais de 4 milhões de estudantes brasileiros impactados pela plataforma de matemática, a Matific lançou recentemente uma nova solução voltada à educação financeira. O anúncio foi feito durante a 30ª edição da Bett Brasil, realizada entre 28 de abril e 1º de maio, em São Paulo. A nova plataforma combina gamificação, inteligência artificial e metodologias ativas para apoiar o ensino de finanças desde os primeiros anos escolares. 

“O objetivo é desenvolver competências como consumo consciente, planejamento e autonomia na tomada de decisões. Os conteúdos são apresentados por meio de jogos e desafios digitais, adaptados à realidade dos alunos e ao cotidiano das escolas”, explica Dennis Szyller, CEO da Matific Brasil. 

A expansão do portfólio reforça o compromisso da empresa com a formação de estudantes mais preparados para lidar com o dinheiro e o consumo de forma crítica desde cedo. 



Matific
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Cardápios sazonais e personalização impulsionam fidelização e frequência em bares e restaurantes

Adaptação ao clima, ingredientes frescos e apresentação cuidadosa podem gerar até 15% mais visitas e reduzir custos operacionais, segundo o Grupo Simão 

 

Com a mudança de estação, bares e restaurantes encontram uma oportunidade estratégica para atrair e fidelizar clientes por meio de cardápios sazonais e personalizados. A proposta, que alia criatividade à gestão eficiente, pode gerar até 15% de aumento na frequência dos consumidores em determinados períodos do ano, além de contribuir para a redução de custos com insumos.

Segundo Lidiane Bastos, administradora de empresas e CEO do Grupo Simão,  holding voltada a soluções de negócios para diversos setores, inclusive o gastronômico, a elaboração de menus sazonais é uma forma eficaz de agregar valor percebido por meio de frescor, exclusividade e inteligência operacional. “O cliente percebe o cuidado na escolha dos pratos e se sente estimulado a voltar para experimentar as novidades”, afirma.

A estratégia consiste em adaptar os preparos às características de cada estação, como a inclusão de saladas frescas e bebidas leves no verão ou de sopas e pratos mais encorpados no inverno. Além do apelo sensorial, o uso de produtos da época, por serem mais abundantes, impacta positivamente no controle de despesas dos estabelecimentos. “Os produtos sazonais são mais acessíveis e contribuem com a sustentabilidade do negócio”, pontua Lidiane.

Outro aspecto relevante é a apresentação dos pratos. Após frequentar o local, a percepção do consumidor é reforçada não apenas pelo sabor, mas também pelos detalhes visuais. “Escolher louças compatíveis com cada prato, que contribuam com a inovação e valorizem a proposta do cardápio, também auxilia na personalização da experiência”, destaca a CEO.

A personalização, por sua vez, é uma ferramenta poderosa para gerar conexão com o público. “Quando o cliente sabe que aquele prato estará disponível por tempo limitado, ele se sente mais incentivado a experimentar. Isso gera uma sensação de exclusividade que reforça o vínculo com o estabelecimento”, explica Mislene Lima, especialista em encantamento ao cliente e líder de vendas do Grupo Simão.

Segundo levantamento da consultoria Nielsen, 73% dos consumidores estão dispostos a pagar mais por produtos e serviços de empresas que demonstram responsabilidade ambiental, uma prática associada à lógica dos cardápios sazonais, que favorecem o uso de ingredientes locais e com menor impacto logístico.

A renovação constante da oferta deve ser acompanhada por ações de comunicação e ambientação. “Fotos bem produzidas dos pratos, histórias sobre a origem dos ingredientes e uma narrativa envolvente nas redes sociais ajudam a engajar o público. É uma forma de transformar um simples prato em uma memória afetiva”, avalia Lidiane.

Para Mislene, o êxito da estratégia depende do conhecimento aprofundado sobre o público. “Um cardápio só é eficaz quando está alinhado aos desejos do cliente. É possível oferecer opções sazonais saudáveis no inverno ou pratos mais robustos no verão, desde que se conheça quem frequenta o local”, conclui a especialista.

 

Grupo Simão
Para mais informações, visite o site ou o Instagram.

Mislene Lima - especialista em encantamento ao cliente e líder de vendas do Grupo Simão, empreendimento com mais de 30 anos de tradição que reúne nove empresas e mais de 100 funcionários. Para mais informações, visite o Instagram.

Lidiane Bastos - administradora de empresas e CEO do Grupo Simão, empreendimento com mais de 30 anos de tradição que reúne nove empresas e mais de 100 funcionários. Para mais informações, visite o Instagram.



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