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segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Relatório da MP do setor elétrico traz risco de insegurança jurídica para consumidores que geram a própria energia renovável, alerta ABSOLAR

Segundo a entidade, texto dá poderes para a Aneel forçar uma modalidade tarifária aos consumidores, incluindo a possibilidade de estabelecer cobranças fixas, o que cria enorme imprevisibilidade sobre os custos com energia e o retorno dos investimentos
 

 

O relatório da Medida Provisória Nº 1.300/2025, que trata da reforma do setor elétrico, aprovado ontem (3/9) na Comissão Mista do Congresso, traz um dispositivo que representa um alto risco de insegurança jurídica aos consumidores que geram a própria energia renovável no País. O alerta é da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). 

Para a entidade, a MP dá um cheque em branco para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) forçar uma modalidade tarifária aos consumidores, incluindo a possibilidade de estabelecer cobranças fixas (conhecidas como tarifa binômia), criando uma enorme imprevisibilidade para os consumidores sobre seus custos com energia e sobre o retorno dos investimentos dos consumidores que geram sua própria energia.
 
Tal dispositivo, incluído na MP, cria um novo parágrafo 10, no artigo 3º da Lei nº 9.427/1996, segundo o qual “a Aneel poderá estabelecer critérios para os quais será compulsória a aplicação das modalidades tarifárias previstas no parágrafo 9º”. Isso carrega uma enorme insegurança jurídica para todos que seguiram seus investimentos com base na Lei n° 14.300/2022, o marco legal da geração distribuída renovável (GD).
 
Para Bárbara Rubim, vice-presidente de geração distribuída da ABSOLAR, o dispositivo também fere o direito de escolha do consumidor e a previsibilidade regulatória, pilares fundamentais para a estabilidade do setor elétrico brasileiro. “Ao impor uma modalidade tarifária sem anuência do consumidor, abre-se espaço para estruturas tarifárias desequilibradas, desvantajosas, mais onerosas e imprevisíveis, em prejuízo direto aos usuários, que não teriam como se programar para otimizar os custos de seu consumo, por estarem sempre sujeitos a alterações tarifárias involuntárias passíveis de serem impostas pelo regulador”, ressalta.
 
“Na prática, isso cria instabilidade para esses consumidores nas suas decisões sobre a modalidade de suprimento adotada, que não teriam meios de antever e ponderar, nas suas decisões de acerca da modalidade de suprimento adotada, qual a mais vantajosa dentre todas as possíveis para o seu perfil de consumo, no presente e no futuro”, acrescenta.
 
Na avaliação da executiva, não se pode desconstruuir a política pública vigente no marco legal da GD, amplamente debatida pela sociedade e pelo Congresso Nacional, e aprovada há apenas três anos. “É preciso assegurar que a modernização tarifária siga ocorrendo de forma dialogada, transparente e sem efeitos retroativos nocivos”, diz. “Ao permitir a imposição unilateral de modalidades tarifárias, sem regulamentação clara e objetiva, essa autorização à Aneel amplia desproporcionalmente os poderes do regulador, gerando um nível de insegurança regulatória incompatível com a atratividade de novos investimentos” pontua.
 
A compulsoriedade introduzida pelo dispositivo pode gerar discriminações indiretas entre consumidores de perfil semelhante, sobretudo em regiões mais vulneráveis. “Esse ponto é particularmente grave, por contrariar os princípios da modicidade tarifária e da universalização do serviço público essencial”, explica Bárbara.
 
Diante do grave risco de insegurança jurídica, a ABSOLAR defende a supressão ou a revisão deste parágrafo, para que se garanta que a adoção das modalidades tarifárias já previstas seja sempre facultativa, preservando os direitos dos consumidores e assegurando a estabilidade regulatória indispensável ao bom funcionamento do setor elétrico.

 

Por que a maioria das empresas erra ou paga mais caro na hora de contratar seguros de vida


No Brasil, a contratação de seguros corporativos ainda é tratada pela maioria como uma formalidade, ou seja, um item obrigatório em meio a outras exigências legais. No entanto, essa visão tem custado caro para empresas de todos os tamanhos. A experiência da Franq, plataforma que conecta bancários autônomos e escritórios de investimentos a um marketplace completo de produtos financeiros, mostra que cerca de 95% das empresas analisadas pela nossa rede apresentam algum tipo de desconformidade com as convenções coletivas ou estão pagando mais do que deveriam no seguro de vida contratado para os colaboradores. 

Essa estatística preocupante evidencia uma realidade: a falta de conhecimento leva à subutilização dos seguros e a erros que comprometem não apenas o equilíbrio financeiro das companhias, mas também a proteção dos colaboradores. O problema é generalizado e não se restringe a um setor específico. Empresas do comércio, postos de gasolina, indústria de petróleo, distribuidores e, especialmente, da construção civil lidam com múltiplas convenções coletivas, regionais, estaduais e por tipo de função, o que aumenta a complexidade do cenário. Em alguns casos, como nas obras da construção civil, o seguro pode ser exigido até mesmo por força contratual, independentemente dos acordos coletivos da categoria. 

Não cumprir com exigências específicas das convenções pode fazer com que empresas deixem de oferecer coberturas obrigatórias. Ou seja, ficam expostas a penalidades que variam de acordo com o sindicato e a localidade. Também é comum que mudanças nas regras sindicais não sejam acompanhadas pelas apólices vigentes, gerando irregularidades que passam despercebidas até o momento em que um funcionário precisa acionar o benefício e descobre, tardiamente, que não está disponível. Além disso, é necessário superar o mito de que seguro de vida serve apenas para casos de morte, quando, na verdade, também pode cobrir afastamentos por problemas de saúde, invalidez temporária e até o diagnóstico de doenças graves. 

Ao mesmo tempo, muitas empresas seguem um modelo de contratação baseado em seguros de capital global, em que o risco é precificado de forma padronizada para todos os funcionários. Apesar de parecer uma solução prática, essa abordagem ignora as particularidades das equipes e frequentemente resulta em pagamentos acima do necessário, especialmente quando a empresa conta com colaboradores mais jovens ou com perfis de baixo risco.

Uma alternativa mais justa é o seguro cotado, no qual a seguradora precifica o risco individualmente, levando em conta fatores como idade e gênero. Embora exija uma atualização mensal da lista de funcionários segurados, essa modalidade costuma gerar economias significativas, desde que bem orientada e acompanhada. E é justamente aí que entra o papel estratégico do personal banker. 

Ao contrário da venda tradicional de seguros, baseada apenas no preço, o personal banker atua como um consultor especializado. Ele avalia as necessidades específicas de cada empresa, entende o contexto regulatório e sindical em que ela está inserida, identifica riscos ocultos e direciona para a área de especialistas, que oferece suporte e busca, entre as melhores seguradoras do mercado, o produto que melhor atenda às necessidades daquela empresa. e de seus colaboradores. Vai além da oferta de seguros: oferece uma visão total que integra esse produto a outros serviços financeiros, como crédito e previdência, promovendo uma gestão mais inteligente e eficaz. 

Há casos emblemáticos que ilustram a importância desse acompanhamento. Um deles envolveu o CEO de uma empresa que só descobriu estar coberto para uma doença grave quando tentou cancelar o seu seguro de vida. Na ocasião, ele buscava cortar gastos para tratar a doença, mas foi alertado pela seguradora que tinha direito ao tratamento e identificou a importância de continuar com o serviço. Em outra situação de mercado, um trabalhador ficou desassistido porque a empresa, mesmo tendo o seguro obrigatório, desconhecia as condições para acioná-lo. São exemplos que revelam como a falta de orientação transforma proteção em prejuízo, além de mostrar como a presença de um personal banker pode evitar que isso aconteça. 

A atuação desse profissional também contribui para a educação financeira das equipes, tornando os benefícios contratados mais acessíveis e compreensíveis. Afinal, de nada adianta contar com uma apólice robusta se o colaborador não sabe que ela existe ou não entende como utilizá-la. 

Em um ambiente regulatório cada vez mais complexo, onde empresas com três ou mil funcionários enfrentam desafios semelhantes, o apoio técnico e imparcial de um profissional especializado faz toda a diferença. Ele transforma um processo burocrático em uma ferramenta estratégica de proteção, garantindo que empresas estejam não apenas em conformidade com a lei, mas também mais preparadas para cuidar do seu bem mais valioso: as pessoas.

 

Matheus Silva - Head de Seguros da Franq

 

5 motivos importantes para conhecer o passado e não repetir sistemas de opressão

  

Ao refletir sobre a história, descobrimos lições valiosas para resistir à opressão e preservar a liberdade 

 

A história recente do Brasil guarda feridas que ainda ecoam na sociedade. Entre elas, estão os episódios de violência e silenciamento vividos durante a ditadura militar. Revisitar esse período não significa apenas relembrar dores, mas compreender os mecanismos que sustentaram um sistema de opressão — e que, de diferentes formas, podem ressurgir se não houver vigilância crítica. 

Em Quase-romance nos pomares da eternidade, Silvio Damasceno recria, em forma de ficção, a morte de um estudante dentro da universidade. Inspirado em fatos reais, o livro expõe a brutalidade da repressão e a luta de jovens que ousaram sonhar em meio ao autoritarismo. A partir dessa obra, elencamos cinco razões pelas quais conhecer o passado é essencial para não repetir os mesmos erros coletivos. Confira: 


  1. Preservar a memória coletiva

A memória histórica é um patrimônio social. Conhecer episódios de violência e resistência permite que a sociedade mantenha viva a lembrança daqueles que lutaram e sofreram com a opressão. 


  1. Reconhecer mecanismos de repressão

Estudar o passado ajuda a identificar como funcionam as engrenagens de regimes autoritários — censura, perseguição política, manipulação da informação. Esse conhecimento é fundamental para não deixar que essas práticas sejam normalizadas novamente. 


  1. Fortalecer a democracia

Ao refletir sobre períodos de ditadura, aprendemos a valorizar a importância da liberdade de expressão, do voto e das instituições democráticas. Esses direitos, muitas vezes, só são percebidos em sua plenitude quando ameaçados. 


  1. Dar voz às vítimas silenciadas

Recontar as histórias interrompidas, como a de Zé Luiz no livro de Damasceno, é uma forma de justiça simbólica. Honrar essas trajetórias contribui para que as vítimas não sejam esquecidas e suas lutas permaneçam como referência. 


  1. Estimular pensamento crítico nas novas gerações

O contato com narrativas históricas inspira jovens a questionar, refletir e se posicionar diante das injustiças do presente. Assim, o passado cumpre seu papel pedagógico: servir de alerta para um futuro mais justo. 

  

Silvio Damasceno - paraense, nascido em Ourém e morador de Ulianópolis. Aos 70 anos, é formado em Direito e atua como tabelião. Como escritor, publica o livro Quase-romance nos pomares da eternidade, inspirado em César Moraes Leite, um estudante que foi morto enquanto assistia às aulas na Universidade Federal do Pará.


BC limita em R$ 15 mil valor de Pix e TED para instituições não autorizadas

Gabriel Galípolo, presidente do BC, informou que as instituições atingidas englobam 3% do total de contas existentes no sistema


O Banco Central limitou em R$ 15 mil o valor de TED e Pix para instituições de pagamento não autorizadas e para as que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional via Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI). A medida foi anunciada nesta sexta-feira, 05/09, e tem como objetivo reforçar a segurança do Sistema Financeiro Nacional (SFN).

A medida entra em vigor imediatamente. Segundo o BC, a limitação poderá ser removida quando o participante e seu respectivo PSTI atenderem a novos processos de controle de segurança. Além disso, de forma provisória, poderão ser dispensados da limitação por até 90 dias participantes que atestarem a adoção de controles de segurança da informação.

Em nota, a autarquia informa que nenhuma instituição de pagamento poderá começar a operar sem prévia autorização, e antecipa o prazo final para que instituições de pagamento não autorizadas a funcionar pelo BC solicitem a autorização de funcionamento, de dezembro de 2029 para maio de 2026.


Outros controles - Também foram introduzidos controles adicionais às instituições de pagamento. Com as mudanças, somente integrantes dos segmentos S1, S2, S3 ou S4 que não sejam cooperativas poderão atuar como responsáveis no Pix por instituições de pagamento não autorizadas. Os contratos vigentes deverão ser adequados em até 180 dias.

Além disso, o BC poderá solicitar a certificação técnica ou avaliação emitida por empresa qualificada independente que ateste o cumprimento dos requisitos autorizativos. Instituições de pagamento que já estiverem prestando serviços e tenham seu pedido de autorização indeferido deverão encerrar suas atividades em até 30 dias, afirma a autarquia. Essa medida também tem vigência imediata.


Crime organizado - O BC também endureceu os requisitos de governança e de gestão de riscos para os Prestadores de Serviços de Tecnologia da Informação (PSTI), entidades autorizadas a fornecer serviços de processamento de dados para instituições financeiras.

Duas PSTIs - C&M Software e Sinqia - estiveram no centro de ataques hacker nas últimas semanas. Passa-se a exigir capital mínimo de R$ 15 milhões para essas empresas. O descumprimento estará sujeito à aplicação de medidas cautelares ou até ao descredenciamento. A norma entra em vigor imediatamente e os PSTI em atividade têm até quatro meses para se adequarem.

As medidas ocorrem "à luz do envolvimento do crime organizado nos recentes eventos de ataques a instituições financeiras e de pagamentos", diz o BC. O movimento já era esperado. O BC está buscando fechar o cerco às fintechs, com uma nova regulamentação. A preocupação é com fraudes nesse tipo de instituição, além das que operam com o banking as a service (BaaS).


Galípolo: 99% das transações de PJ estão abaixo de R$ 15 mil

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou que a restrição a R$ 15 mil para o valor de TED e Pix de instituições de pagamento não autorizadas e as que se conectam à Rede do Sistema Financeiro Nacional via PSTI levou em conta que 99% das transações de PJ estão abaixo desse valor.

Ele ponderou que o universo englobado pela classificação de PSTI e de contas de instituições de pagamentos não autorizadas é restrito, representando apenas 3% do total de contas existentes no sistema, mas que esse foi o foco das medidas devido ao perfil das tentativas de fraude recentes.

Segundo Galípolo, em boa parte delas, os volumes envolvidos foram elevados, tanto de PIX quanto de TED. Assim, ao restringir o valor, o efeito será forçar que, para realizar algum tipo de ataque, seja necessário fazer uma repetição maior de operações, o que tende a ser capturado mais rápido pelo indicativo de movimento.

O presidente da autarquia enfatizou que essa restrição permanecerá até que ocorra a adequação das instituições aos processos de segurança. Pontuou, no entanto, que há a possibilidade de concessão de autorizações transitórias para algumas situações, desde que seja assinado um termo com o BC, no qual comprove que adotou medidas de governança e de segurança para operar transitoriamente e seja justificada a necessidade.

Galípolo ressaltou que a contenção é uma medida excepcional, devido à repetição de padrão nos ataques registrados recentemente.

 

Estadão Conteúdo

Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/bc-limita-em-r-15-mil-valor-de-pix-e-ted-para-instituicoes-nao-autorizadas


domingo, 7 de setembro de 2025

Como ajudar o pet a interagir com o mundo?

Divulgação


Socialização é fundamental para o desenvolvimento e bem-estar do pet e snacks podem auxiliar no processo 

 

A socialização é um dos pilares para a formação do comportamento de cães e gatos. Nesse processo, o animal aprende a se relacionar com os seres humanos, passa a reconhecer diferentes pessoas, sons, cheiros, ambientes e outros animais de maneira positiva.

Para os cães, esse período é essencial nos primeiros meses de vida, entre a terceira e a décima sexta semana, fase em que o cérebro está mais receptivo a experiências novas. Os Gatos também passam por uma fase semelhante, em que as vivências influenciam na forma como irão reagir ao longo da vida adulta. Animais que não são socializados adequadamente nessa etapa tendem a se tornar medrosos, ansiosos ou até agressivos diante de situações que fogem à rotina.

No entanto, a socialização não é um processo restrito apenas a filhotes. “Animais , por exemplo, muitas vezes carregam marcas de experiências negativas e precisam reaprender a confiar em pessoas e em ambientes diferentes. Para esses pets, cada pequeno avanço pode representar uma conquista enorme, e o papel do tutor é justamente conduzir essa adaptação de forma gradual, respeitosa e positiva. O grande desafio está em transformar situações que poderiam gerar medo ou insegurança em experiências que transmitam calma, confiança e bem-estar”, elucida a médica-veterinária e gerente de produtos da Pet Nutrition, Bruna Isabel Tanabe.

É nesse ponto que os petiscos ganham importância. Mais do que agrados, eles são ferramentas estratégicas no processo de socialização porque funcionam como reforço positivo. Sempre que o animal vivencia algo novo e recebe um petisco, seu cérebro associa aquela experiência a uma sensação prazerosa. “Essa associação é fundamental para que o pet desenvolva respostas equilibradas a estímulos variados. Um filhote de cão que recebe um snack ao encontrar outra pessoa, por exemplo, passa a entender que esse contato é algo bom. Um gato que é recompensado ao se aproximar calmamente de um visitante pode aprender que a presença de estranhos não representa ameaça”, detalha a profissional.

O uso dos snacks no contexto da socialização tem aplicações práticas. Durante os primeiros passeios, por exemplo, o tutor pode oferecer petiscos quando o cão reage bem a barulhos da rua, ajudando-o a construir confiança diante de estímulos urbanos.

Locais como parques, praças ou até mesmo pet shops também são opções que podem auxiliar a ensinar ao pet a convivência com outros animais. “Os encontros e a aproximação devem ser graduais e quando o cão de aproximar do outro pet sem sinais de tensão, o tutor pode oferecer snacks a ambos. Isso cria uma associação positiva”, explica Bruna.

Em casa, quando chegam visitas, recompensar o pet por se manter calmo e receptivo também é uma forma de transforma esse momento em uma experiência agradável. As consultas veterinárias, que costumam ser fonte de estresses aos pets, também devem fazer parte desse processo. “Os petiscos neste contexto podem auxiliar o pet a identificar o ambiente clínico como algo positivo”, conta a médica-veterinária.

No caso de animais resgatados, que muitas vezes apresentam resistência ao contato humano, os snacks podem ser o primeiro passo para quebrar a barreira do medo e estabelecer uma relação de confiança. “Pets que passaram por abandono ou maus-tratos podem ter medo de pessoas, por isso, é preciso ajudá-los a ressignificar essas experiencias. Pequenos gestões, como estender a mão com um snack, permitindo que o animal se aproxime por vontade própria, é uma atitude que transmite segurança e reforça a confiança do animal”, afirma Bruna.

É importante ressaltar que existem cuidados a serem observados nesse período para auxiliar no desenvolvimento dos cães e gatos. A socialização não pode ser forçada: a paciência do tutor e o respeito ao tempo do animal são fundamentais para que o processo seja realmente eficaz, e os snacks funcionam como uma ponte de confiança. Quando usados corretamente, os petiscos transformam experiências desafiadoras em momentos prazerosos e ajudam cães e gatos a interagirem de forma mais segura e saudável com o mundo ao seu redor.

 


Pet Nutrition
https://www.petnutrition.com.br/



Na reta final do inverno, especialista dá dicas para manter a saúde dos pets em dia

Professora da Universidade São Judas explica como proteger cães e gatos de doenças e desconfortos na reta final do inverno. 

 

Com as temperaturas mais baixas se despedindo aos poucos, a reta final do inverno ainda exige cuidados especiais com os animais de estimação. A professora Jordana Monteiro, do curso de Medicina Veterinária da Universidade São Judas, alerta que práticas comuns nesta época, como manter a casa fechada ou reduzir os passeios, podem afetar diretamente a saúde dos pets.

Segundo a especialista, ambientes sem circulação de ar favorecem a propagação de doenças respiratórias, como as gripes, especialmente em locais com alta concentração de animais. Além disso, cães e gatos que já sofrem com bronquite, asma ou alergias podem ter os sintomas agravados. “A falta de ventilação e a alteração da umidade do ar também podem predispor a quadros alérgicos e dermatológicos”, explica Jordana.

Outro ponto importante é a exposição solar. Assim como nos humanos, ela contribui para a fixação de vitamina D nos animais, fortalecendo o sistema imunológico e prevenindo problemas articulares. “O sol é essencial para o bem-estar dos pets, mas é preciso atenção em animais de pele clara, que devem usar protetor solar em áreas como focinho e orelhas para evitar câncer de pele”, recomenda.

A variação brusca de temperatura ao longo do dia também pode ser prejudicial, funcionando como um “choque térmico” para o organismo e enfraquecendo as defesas naturais. Animais braquicefálicos, como buldogues e pugs, sofrem ainda mais com mudanças intensas de clima por conta de características anatômicas que dificultam a troca de calor.

Para proteger os pets nesta transição de estação, Jordana sugere medidas simples: manter os ambientes arejados nas horas mais quentes do dia, garantir acesso seguro ao sol, evitar correntes de ar e proteger cães que dormem fora de casa com casinhas bem isoladas do frio, vento e umidade. Roupinhas e cobertores podem ser aliados, desde que o animal aceite bem.

A atenção deve ser redobrada com filhotes e animais idosos, que são mais vulneráveis nesta época. No caso dos mais velhos, as doenças articulares tendem a se agravar no frio. “O clima frio favorece a vasoconstrição, reduzindo a irrigação sanguínea nas articulações e aumentando a dor. Por isso, muitos animais ficam mais relutantes a se movimentar. Nesses casos, consultas regulares ao veterinário são fundamentais para avaliar se há necessidade de suplementos ou outros tratamentos de suporte”, orienta a professora.

Por fim, manter a vacinação em dia e realizar acompanhamentos periódicos com um médico-veterinário completam a lista de cuidados essenciais. “Pequenas mudanças

de rotina fazem toda a diferença para atravessar essa reta final de inverno com mais qualidade de vida para cães e gatos”, conclui Jordana.

 

 

Ânima Educação

 

Cidades pet friendly crescem no Brasil e transformam a forma como tutores viajam e vivem com seus animais

O avanço da cultura pet friendly no Brasil revela uma transformação social que integra animais de estimação ao cotidiano urbano, impactando turismo, lazer e qualidade de vida das famílias.

 

A convivência entre humanos e animais está mudando e as cidades brasileiras começam a acompanhar esse novo estilo de vida. Shoppings com pet parks, hotéis com menu exclusivo para cães, cafés com “espaço pet” e até praias liberadas para animais de estimação mostram que o país está se tornando, pouco a pouco, mais pet friendly. 

Um levantamento recente aponta São Paulo, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza como algumas das capitais mais preparadas para receber animais com segurança, estrutura e acolhimento. Já destinos turísticos como Campos do Jordão (SP), Gramado (RS), Monte Verde (MG) e Paraty (RJ) têm atraído cada vez mais visitantes com pets, com trilhas, pousadas e restaurantes abertos à presença de cães e gatos. 

Para muitos tutores, essa mudança de mentalidade faz toda a diferença. “Não se trata apenas de permitir a entrada do pet, mas de garantir uma experiência segura e respeitosa para ele e para os demais frequentadores”, comenta Carol Mattar, tutora dos fox paulistinhas Dingo e Cacau e criadora do perfil “Os Paulistinhas”, onde compartilha dicas e experiências com mais de 700 mil seguidores. 

Com a popularização da expressão “família multiespécie” e o aumento do número de pets no Brasil, hoje com mais de 149 milhões, segundo o Instituto Pet Brasil, cresce também a exigência por espaços públicos e privados que compreendam esse vínculo afetivo. A demanda já impacta setores como turismo, gastronomia, transporte e moradia. 

“Quando cidades se tornam pet friendly, elas não estão apenas se adaptando a uma tendência. Estão se comprometendo com uma forma de viver mais afetiva, saudável e conectada”, afirma Carol. 

Mais do que um nicho, a cultura pet friendly se mostra cada vez mais como parte de um movimento social: o de incluir os animais como parte da vida cotidiana, não só dentro de casa, mas também nas ruas, parques e viagens. E, para isso, planejamento urbano, regulamentação e empatia são ingredientes indispensáveis.


Estresse Felino: Como proteger o bem-estar dos gatos

Os gatos são animais extremamente sensíveis e territoriais, capazes de perceber até mesmo pequenas mudanças em seu ambiente. Alterações repentinas de comportamento, como se esconder, miar em excesso ou demonstrar agressividade, podem ser sinais de que o felino está passando por estresse – um problema que vai muito além de simples reações comportamentais.

“O estresse prolongado pode comprometer a saúde física, enfraquecer o sistema imunológico e até desencadear doenças urinárias, problemas de pele e alterações no apetite”, alerta a médica-veterinária Marina Tiba, gerente de Produtos da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal.


Causas do estresse em gatos

Situações comuns do dia a dia podem ser suficientes para gerar tensão. Mudanças de casa, reformas, novos móveis ou mesmo a chegada de visitas ou novos moradores alteram o território que o gato reconhece como seguro, provocando desconforto.
A convivência com múltiplos gatos também merece atenção: disputas por caixas de areia, brinquedos, água, comida ou locais de descanso são gatilhos frequentes para conflitos. “Nesses casos, oferecer múltiplos recursos para cada gato é fundamental para reduzir disputas e criar um ambiente mais harmonioso”, explica Marina.

Além disso, fatores externos como barulhos intensos, fogos de artifício, visitas frequentes ou a ausência prolongada do tutor podem afetar diretamente o equilíbrio emocional dos felinos.


Sinais de alerta

Identificar os sinais de estresse é o primeiro passo para proteger a saúde emocional dos gatos. Entre os mais comuns estão agressividade, vocalização excessiva, perda de apetite, tendência a se esconder e lambedura compulsiva, que pode levar à queda de pelos. “Esses comportamentos indicam que o animal está tentando lidar com uma situação que não consegue controlar, reforçando a importância de ajustes no ambiente, no manejo diário e da busca por orientação de um médico-veterinário especializado”, destaca Marina.


Estratégias para reduzir o estresse

Existem diversas formas de promover o bem-estar felino em casa. O enriquecimento ambiental é uma das principais: arranhadores, brinquedos interativos, prateleiras e esconderijos ajudam o gato a explorar o espaço de forma segura e estimulante. Além disso, o tempo de brincadeira com o tutor fortalece o vínculo, proporciona diversão e segurança emocional, reduzindo consideravelmente o estresse.

Outro recurso eficaz é o uso de feromônios sintéticos. “Os feromônios são sinais químicos naturalmente produzidos pelos felinos, que transmitem mensagens de segurança, bem-estar e território. As versões sintéticas, que imitam esses sinais, ajudam na adaptação a situações desafiadoras, trazendo mais serenidade e equilíbrio”, explica a veterinária.


Mais confiança, menos estresse

Ao reconhecer os sinais de estresse e adotar estratégias de prevenção, é possível transformar a rotina dos gatos, tornando-os mais confiantes, relaxados e felizes.

 

Ceva Saúde Animal
www.ceva.com.br


Veja 4 curiosidades sobre o que o paladar dos pets revela

Os pets sentem sabor? Qual o melhor horário para alimentá-los? Médica-veterinária tira dúvidas sobre as preferências dos pets  

 

Quem convive com cães sabe: a hora da refeição é um dos momentos mais aguardados do dia. Mas você já parou para pensar no que passa pela cabeça – e pelo paladar – dos pets quando eles se aproximam do pote de comida? A médica-veterinária de GranPlus (BRF Pet), Mayara Andrade, reuniu curiosidades sobre cães e alimentação que podem ajudar tutores a entender melhor os hábitos e preferências dos seus fiéis companheiros.
 
“Observar e compreender melhor como os cães interagem com o alimento é fundamental para garantir que eles recebam não apenas os nutrientes de que precisam, mas também refeições que despertem interesse. Afinal, quando o pet aceita bem a dieta, temos mais segurança de que ele está se alimentando de forma adequada e saudável", explica a profissional. 


 
Cães gostam de texturas específicas? 
 
Segundo Mayara Andrade, as texturas dos alimentos têm influência direta na aceitação e no bem-estar dos pets. Por exemplo, alguns cães demonstram preferência por alimentos enlatados ou semiúmidos, enquanto outros se inclinam mais por opções secas. “Essa escolha varia conforme as preferências individuais, mas não há uma regra universal", explica.  
 

A veterinária ressalta que texturas crocantes e mastigáveis podem contribuir para a saúde bucal, reduzindo o acúmulo de tártaro, ao passo que pets com problemas dentários podem necessitar de texturas mais macias, como patês e sachês, por exemplo. 

“Pensar na textura — seja crocante, macia ou uma combinação entre ambas — é essencial para garantir aceitação, prazer na refeição e benefícios para os cães", recomenda. 

 

Cães também têm preferências individuais? 
 
Assim como nós, os cães também podem rejeitar certos sabores ou ingredientes, mesmo que sejam seguros e nutritivos: “Eles apresentam preferências alimentares individuais influenciadas por fatores fisiológicos, comportamentais e ambientais. Aspectos como aroma e sabor, além de características específicas do alimento, como tamanho, formato, dureza, densidade, umidade, também afetam a aceitação", explica Mayara.  
 
Segundo a veterinária, é importante que o tutor perceba como o animal reage ao alimento: "se come com entusiasmo, se demonstra interesse pelo pote ou se deixa restos. Esses sinais ajudam a identificar preferências, mas é fundamental que a base da dieta seja sempre um alimento completo, balanceado e de qualidade. Assim, conseguimos unir saúde e prazer na refeição”, completa. 

 

Como os cães sentem o sabor?  

Humanos e pets sentem sabor de formas diferentes devido à anatomia da boca, quantidade de papilas gustativas e ao olfato. Enquanto humanos têm cerca de 9.000 papilas e percebem doce, salgado, azedo, amargo e umami, cães possuem cerca de 1.700 a 2.000, apreciando principalmente sabores de carne e gordura. 

Mayara explica que, nos pets, o olfato é essencial para a aceitação do alimento, e textura e temperatura também influenciam, enquanto nos humanos esses fatores têm impacto menor. Ou seja: o perfil aromático também é determinante para abrir o apetite dos cães.
 
“Por isso, o desenvolvimento de alimentos cada vez mais saborosos é uma tendência crescente na nutrição pet, com fórmulas balanceadas e de alta palatabilidade, criadas para conquistar até os paladares mais exigentes — garantindo não apenas prazer, mas também saúde e bem-estar", reforça a veterinária. 


 
Existe “hora ideal” para oferecer a refeição ao pet? 
 
Mayara explica que não há um horário universal, mas os cães se beneficiam de uma rotina regular. Segundo ela, a previsibilidade ajuda na digestão e no bem-estar.
 
“O número de refeições ao dia varia de acordo com a necessidade de cada pet e também da rotina do tutor, mas, em geral, é recomendado alimentar cães adultos saudáveis pelo menos duas vezes ao dia. Os horários sugeridos são pela manhã e no final da tarde, antes do horário de descanso, para evitar desconfortos digestivos durante a noite. É importante também alimentá-los imediatamente após atividades físicas intensas, para prevenir problemas digestivos", orienta. 

Cuidados com pets em centros estéticos ajudam na experiência emocional

 Reprodução
Nouvet
Profissional explica como o atendimento personalizado durante banho e tosa pode melhorar a qualidade de vida dos pets

 

Embora muitos associem o banho e tosa apenas à beleza, esse procedimento também foca na saúde emocional e física dos pets. Em centros especializados, a avaliação do pet acontece da pele para fora, com olhar técnico e estético, focando na saúde da pele e na experiência emocional dos animais. Cada animal recebe um tratamento adaptado ao seu perfil, como porte, pelagem, idade, comportamentos e outras necessidades específicas. 

“Com base nas particularidades dos animais, os profissionais do centro estético conseguem mapear o procedimento mais adequado. Um atendimento bem feito pode prevenir complicações como problemas de pele, infecções auditivas e desgastes articulares e até dores na coluna causadas por unhas muito longas. Além disso, uma experiência emocional positiva é um dos principais objetivos", comenta Kaio Silva da Costa, tosador do Nouvet, clínica veterinária hospitalar que possui um Care Center. 

O profissional explica que o grande diferencial de um centro especializado com o serviço de banho e tosa é a atenção aos detalhes do perfil do pet com foco em saúde e bem-estar. O recomendado é que na primeira visita o tutor converse com a equipe para explicar a rotina e comportamento do cão ou gato, citando os possíveis traumas ou sensibilidades. Com isso, a equipe também observa o animal para avaliar seu nível de ansiedade e aceitação ao toque. 

A partir disso, cada procedimento é pensado para seguir o perfil comportamental e de espécie de cada animal, seja ele o banho ou tosa. Entre as opções disponíveis, destacam-se os banhos terapêuticos com fórmulas hipoalergênicas para peles sensíveis, banhos a seco e banho para felinos. Um dos destaques é a técnica de banho low-stress (baixo estresse), que visa transformar a experiência em algo positivo e realizado por profissionais especializados em manejo comportamental. Essa opção é indicada em especial para pets ansiosos e com dificuldades de enfrentar a hora do banho. 

A tosa também é feita com base na avaliação do tipo de pelagem e a rotina dos tutores. Os tipos variam entre as tradicionais e as mais diferenciadas: existe a tosa de raça e o trimming, que valoriza as características da raça. 

E não é apenas no banho que técnicas de baixo estresse acontecem. “No caso do Nouvet, nosso time é treinado em técnicas de adestramento, low stress e dessensibilização para que seja respeitado o ritmo do pet com pausas, reforço positivo e manipulação respeitosa durante todo o ateniento", comenta Kaio. 

No caso de pets reativos ou agressivos durante o atendimento no centro estético, o recomendado é aumentar a frequência dos banhos e tosas. Criar uma rotina e repetição dos manejos ajudam o pet a ter mais confiança nos profissionais e conhecer o ambiente, reagindo com menos resistência.

 

 Nouvet


Dia do Médico-Veterinário

 

Pierre Wagner, Médico-Veterinário e Presidente da Royal Canin Brasil
 (Foto: Divulgação/ROYAL CANIN®)

ROYAL CANIN® presta homenagem a quem se dedica à saúde e ao bem-estar dos animais 


No dia 9 de setembro é celebrado o Dia do Médico-Veterinário, data que homenageia o papel essencial dos profissionais que cuidam da saúde e do bem-estar animal, além de orientarem os tutores quanto à prevenção de possíveis doenças e a importância do acompanhamento veterinário, construindo confiança e gerando segurança no cuidado diário com os pets, que cada vez mais são considerados parte integrante das famílias. 

É o que mostra uma pesquisa da Quaest, realizada em julho de 2024, revelando que 93% dos brasileiros consideram seus pets como membros da família e 94% têm ou já tiveram algum animal de estimação. 

Essa relação especial, que traz benefícios tanto para os seres humanos quanto para os animais de estimação, vem acompanhada da responsabilidade dos tutores de garantirem os cuidados satisfatórios de saúde e nutrição para seus pets, sempre com orientação profissional, tornando a profissão Médica-Veterinária cada vez mais relevante. 

Esses profissionais atuam também no campo da pesquisa científica e na indústria que, dentre outras funções, contribuem para o desenvolvimento de diferentes produtos e serviços, em busca de proporcionar qualidade de vida aos animais. 

O impacto do trabalho dos Médicos-Veterinários vai muito além dos cuidados com os pets, ele está alinhado ao conceito de Saúde Única — desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde (OMS), Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) —, que reconhece a interdependência entre a saúde humana, animal e ambiental. 

Para Pierre Wagner, Médico-Veterinário e presidente da Royal Canin Brasil, ao longo de mais de três décadas de atuação na companhia, o segmento pet passou por profundas transformações nesse período. “Durante toda a minha carreira, tive a oportunidade de vivenciar experiências enriquecedoras, com imersão em diferentes culturas e a colaboração de equipes multidisciplinares ao redor do mundo. Tenho a honra de trabalhar ao lado de profissionais talentosos — muitos deles também Médicos-Veterinários —, unidos pelo compromisso de fazer um mundo melhor para os pets por meio de uma nutrição de qualidade, baseada em ciência e observação, buscando sempre ser uma referência em saúde e bem-estar animal”, relata o executivo. 

Nesta data, a ROYAL CANIN® homenageia todos os Médicos-Veterinários e reforça seu compromisso com o desenvolvimento contínuo da categoria. A companhia estimula ativamente a capacitação de estudantes e profissionais da Medicina Veterinária, através de treinamentos, programas e plataformas exclusivos, compartilhando conhecimento científico atualizado, além de promover encontros e participar de eventos relevantes do setor, para a troca ativa e colaborativa entre esses profissionais. 

Entre as iniciativas de suporte está o Portal Vet, plataforma gratuita que disponibiliza conteúdos técnicos exclusivos, notícias do setor e ferramentas como a Calculadora para Recomendações, que auxilia os Médicos-Veterinários na recomendação nutricional sob medida em suas rotinas clínicas. A ROYAL CANIN® desenvolve, ainda, o “Programa Universidades”, em parceria com faculdades de Medicina Veterinária das principais universidades do Brasil. 

Para conhecer mais sobre as iniciativas da ROYAL CANIN® e as novidades da marca, acesse o site. 



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Transporte aéreo de cães de serviço cresce com foco em mobilidade e inclusão

 

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Com apenas 200 cães-guia no Brasil para 7 milhões de deficientes visuais, o transporte seguro de cães de serviço e pets é fundamental

 

 

Quando se fala em cães de serviço para pessoas com deficiência, o primeiro nome que costuma surgir é o do cão-guia. Presente em livros, filmes, documentários e centros urbanos ao redor do mundo desde o fim das Guerras Mundiais, o cão-guia é apenas uma das modalidades do que se conhece como cão de assistência. 

No Brasil, país com uma das maiores populações de pets do mundo, cerca de 60 milhões de cães, segundo a Abinpet, há apenas cerca de 200 cães-guia em serviço para os 7 milhões de deficientes visuais, conforme dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

Segundo Juliana Stephani, CEO da PETFriendly Turismo, empresa que organiza e planeja viagens aéreas de pets explica que o cão de assistência é treinado para atender às necessidades específicas de pessoas com deficiência, entendida, segundo a Lei Brasileira de Inclusão, como qualquer impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial que possa limitar a participação plena e efetiva do indivíduo na sociedade. 

O cão de assistência é treinado para atender às necessidades específicas de pessoas com deficiência, entendida, segundo a Lei Brasileira de Inclusão, como qualquer impedimento físico, mental, intelectual ou sensorial que possa limitar a participação plena e efetiva do indivíduo na sociedade. Entre as funções mais conhecidas, os cães-guia auxiliam na mobilidade e independência de deficientes visuais, orientando-os sobre obstáculos como desníveis no piso, escadas e galhos de árvore. Para exercer essa função, o animal precisa ter inteligência, força e temperamento equilibrado, sendo o Labrador Retriever a raça preferida mundialmente, seguido pelo Golden Retriever e Pastor Alemão.

Outra categoria de cães de serviço que tem ganhado destaque nos últimos anos é o cão de apoio emocional. Selecionados, socializados e treinados para oferecer suporte a pessoas com deficiências psicológicas ou psiquiátricas, esses cães ajudam indivíduos que enfrentam síndromes, transtornos e condições que impactam a vida diária. Dentro dessa categoria, destacam-se os cães de suporte para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), reconhecido por afetar o desenvolvimento neurológico e as interações sociais.

Os cães de serviço de mobilidade são essenciais para pessoas com limitações físicas, como cadeirantes. Seu treinamento inclui a habilidade de pegar objetos, acender ou apagar luzes, abrir gavetas e armários, e até mesmo auxiliar o tutor a se vestir, ampliando sua autonomia no dia a dia.

Já os cães-ouvintes desempenham papel semelhante ao do cão-guia, mas voltado a deficientes auditivos. Eles alertam sobre sons importantes, como campainas, alarmes de incêndio, toques de telefone e alarmes de forno, com raças comuns incluindo Labrador Retriever, Golden Retriever, Cocker Spaniel, Poodle Miniatura e Cavalier King Charles, embora cães sem raça definida também possam ser treinados para essa função.

"Na PETFriendly Turismo, estamos atentos não apenas ao transporte seguro e confortável de pets, mas também às normas que regulamentam o acesso e o transporte de cães de serviço no Brasil. Atualmente, a legislação garante que esses animais possam acompanhar seus tutores em ambientes públicos e meios de transporte, assegurando direitos essenciais à mobilidade e à inclusão. Até hoje, já transportamos mais de 7 mil pets, tendo alguns clientes com seus cães de serviço respeitando rigorosamente todas as exigências legais e garantindo que cada viagem seja tranquila tanto para o animal quanto para o tutor", finaliza Juliana. 


Sinais de alerta: como identificar problemas de saúde em cães e gatos?

Médica Veterinária da Unifran orienta sobre os principais sinais na saúde dos pets

 

Mesmo com a convivência diária e o profundo conhecimento de seus pets, muitos tutores podem deixar passar sinais cruciais de que algo não vai bem com a saúde de seus cães e gatos. Para auxiliar na identificação desses alertas, a Profa. Dra. Valeska Rodrigues, médica veterinária e docente dos cursos de Medicina Veterinária e Biomedicina da Universidade de Franca (Unifran), compartilha orientações valiosas sobre os principais indicadores de que o animal de estimação precisa de atenção.  

De acordo com a docente, uma das mudanças mais sutis, porém cruciais, no comportamento de cães e gatos é a diminuição ou cessação da ingestão de alimentos. “Animais doentes, com dor ou desconforto, tendem a parar de se alimentar corretamente”, explica a médica veterinária. 

Outro ponto de atenção é a vocalização excessiva, como latidos, uivos ou miados fora do comum. “Enquanto animais saudáveis costumam buscar a proximidade dos tutores, aqueles que estão doentes frequentemente se escondem ou rejeitam o carinho de pessoas e outros animais", pontua a especialista. 

Além dessas mudanças comportamentais, é importante observar sinais físicos, como alteração na ingestão de água, verificando se o consumo está dentro do padrão habitual, mudanças na aparência das fezes e da urina, presença de secreções anormais nos olhos ou na vulva, salivação excessiva e prurido (coceira) persistente.

 

A importância das consultas e exames preventivos 

Check-ups e exames preventivos anuais são essenciais para a detecção precoce de doenças. "Pelo menos uma vez ao ano, é obrigatória a avaliação do animal por um médico veterinário, a fim de realizar exames físicos, verificar se as vacinas estão em dia e se os pets estão livres de parasitas", ressalta Valeska. " Quando necessário, podem ser solicitados exames complementares, como análises de sangue e urina, radiografias e ultrassonografias", complementa.

 

Quando é hora de procurar um médico veterinário? 

É comum que alguns sintomas pareçam leves, levando o tutor a acreditar que pode resolver a situação em casa. No entanto, a médica alerta: "Sinais como a tosse, por exemplo, por mais que pareçam comuns, podem indicar alterações graves, especialmente na função cardíaca". Por isso, a avaliação de um médico veterinário não deve ser adiada. "Alguns tutores demoram a perceber a tosse ou a ignoram, e, quando procuram ajuda, já é muito mais difícil estabilizar quadros de doenças cardíacas ou pulmonares. Após o início desses sinais, a tendência é que o animal apresente desmaios e a língua fique roxa – um sinal de hipóxia, que indica piora significativa do quadro clínico. Nesses estágios, a situação se torna uma emergência e exige atendimento veterinário imediato", conclui a especialista.




UNIFRAN
www.unifran.edu.br


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