Médica Veterinária da Unifran orienta sobre os principais sinais na saúde dos pets
Mesmo com a convivência diária e o profundo conhecimento de seus pets, muitos tutores podem deixar passar sinais cruciais de que algo não vai bem com a saúde de seus cães e gatos. Para auxiliar na identificação desses alertas, a Profa. Dra. Valeska Rodrigues, médica veterinária e docente dos cursos de Medicina Veterinária e Biomedicina da Universidade de Franca (Unifran), compartilha orientações valiosas sobre os principais indicadores de que o animal de estimação precisa de atenção.
De acordo com a docente, uma das mudanças mais sutis, porém cruciais, no comportamento de cães e gatos é a diminuição ou cessação da ingestão de alimentos. “Animais doentes, com dor ou desconforto, tendem a parar de se alimentar corretamente”, explica a médica veterinária.
Outro ponto de atenção é a vocalização excessiva, como latidos, uivos ou miados fora do comum. “Enquanto animais saudáveis costumam buscar a proximidade dos tutores, aqueles que estão doentes frequentemente se escondem ou rejeitam o carinho de pessoas e outros animais", pontua a especialista.
Além dessas
mudanças comportamentais, é importante observar sinais físicos, como alteração
na ingestão de água, verificando se o consumo está dentro do padrão habitual, mudanças
na aparência das fezes e da urina, presença de secreções anormais nos olhos ou
na vulva, salivação excessiva e prurido (coceira) persistente.
A importância
das consultas e exames preventivos
Check-ups e exames preventivos anuais são essenciais para a
detecção precoce de doenças. "Pelo menos uma vez ao ano, é obrigatória a
avaliação do animal por um médico veterinário, a fim de realizar exames
físicos, verificar se as vacinas estão em dia e se os pets estão livres de
parasitas", ressalta Valeska. " Quando necessário, podem ser
solicitados exames complementares, como análises de sangue e urina,
radiografias e ultrassonografias", complementa.
Quando é hora
de procurar um médico veterinário?
É comum que alguns sintomas pareçam leves, levando o tutor a acreditar que pode resolver a situação em casa. No entanto, a médica alerta: "Sinais como a tosse, por exemplo, por mais que pareçam comuns, podem indicar alterações graves, especialmente na função cardíaca". Por isso, a avaliação de um médico veterinário não deve ser adiada. "Alguns tutores demoram a perceber a tosse ou a ignoram, e, quando procuram ajuda, já é muito mais difícil estabilizar quadros de doenças cardíacas ou pulmonares. Após o início desses sinais, a tendência é que o animal apresente desmaios e a língua fique roxa – um sinal de hipóxia, que indica piora significativa do quadro clínico. Nesses estágios, a situação se torna uma emergência e exige atendimento veterinário imediato", conclui a especialista.
UNIFRAN
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