O avanço da cultura pet friendly no
Brasil revela uma transformação social que integra animais de estimação ao
cotidiano urbano, impactando turismo, lazer e qualidade de vida das famílias.
A convivência entre humanos e animais está mudando e as cidades brasileiras
começam a acompanhar esse novo estilo de vida. Shoppings com pet parks, hotéis
com menu exclusivo para cães, cafés com “espaço pet” e até praias liberadas
para animais de estimação mostram que o país está se tornando, pouco a pouco,
mais pet friendly.
Um levantamento recente aponta São Paulo, Curitiba, Rio de
Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza como algumas das capitais mais preparadas
para receber animais com segurança, estrutura e acolhimento. Já destinos
turísticos como Campos do Jordão (SP), Gramado (RS), Monte Verde (MG) e Paraty
(RJ) têm atraído cada vez mais visitantes com pets, com trilhas, pousadas e
restaurantes abertos à presença de cães e gatos.
Para muitos tutores, essa mudança de mentalidade faz toda a
diferença. “Não se trata apenas de permitir a entrada do pet, mas de garantir
uma experiência segura e respeitosa para ele e para os demais frequentadores”,
comenta Carol Mattar, tutora dos fox paulistinhas Dingo e Cacau e criadora do
perfil “Os Paulistinhas”, onde compartilha dicas e experiências com mais de 700
mil seguidores.
Com a popularização da expressão “família multiespécie” e o aumento do número de pets no Brasil, hoje com mais de 149 milhões, segundo o Instituto Pet Brasil, cresce também a exigência por espaços públicos e privados que compreendam esse vínculo afetivo. A demanda já impacta setores como turismo, gastronomia, transporte e moradia.
“Quando cidades se tornam pet friendly, elas não estão apenas se adaptando a uma tendência. Estão se comprometendo com uma forma de viver mais afetiva, saudável e conectada”, afirma Carol.
Mais do que um nicho, a cultura pet friendly se mostra cada vez
mais como parte de um movimento social: o de incluir os animais como parte da
vida cotidiana, não só dentro de casa, mas também nas ruas, parques e viagens.
E, para isso, planejamento urbano, regulamentação e empatia são ingredientes
indispensáveis.
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