Pesquisar no Blog

domingo, 7 de setembro de 2025

Na reta final do inverno, especialista dá dicas para manter a saúde dos pets em dia

Professora da Universidade São Judas explica como proteger cães e gatos de doenças e desconfortos na reta final do inverno. 

 

Com as temperaturas mais baixas se despedindo aos poucos, a reta final do inverno ainda exige cuidados especiais com os animais de estimação. A professora Jordana Monteiro, do curso de Medicina Veterinária da Universidade São Judas, alerta que práticas comuns nesta época, como manter a casa fechada ou reduzir os passeios, podem afetar diretamente a saúde dos pets.

Segundo a especialista, ambientes sem circulação de ar favorecem a propagação de doenças respiratórias, como as gripes, especialmente em locais com alta concentração de animais. Além disso, cães e gatos que já sofrem com bronquite, asma ou alergias podem ter os sintomas agravados. “A falta de ventilação e a alteração da umidade do ar também podem predispor a quadros alérgicos e dermatológicos”, explica Jordana.

Outro ponto importante é a exposição solar. Assim como nos humanos, ela contribui para a fixação de vitamina D nos animais, fortalecendo o sistema imunológico e prevenindo problemas articulares. “O sol é essencial para o bem-estar dos pets, mas é preciso atenção em animais de pele clara, que devem usar protetor solar em áreas como focinho e orelhas para evitar câncer de pele”, recomenda.

A variação brusca de temperatura ao longo do dia também pode ser prejudicial, funcionando como um “choque térmico” para o organismo e enfraquecendo as defesas naturais. Animais braquicefálicos, como buldogues e pugs, sofrem ainda mais com mudanças intensas de clima por conta de características anatômicas que dificultam a troca de calor.

Para proteger os pets nesta transição de estação, Jordana sugere medidas simples: manter os ambientes arejados nas horas mais quentes do dia, garantir acesso seguro ao sol, evitar correntes de ar e proteger cães que dormem fora de casa com casinhas bem isoladas do frio, vento e umidade. Roupinhas e cobertores podem ser aliados, desde que o animal aceite bem.

A atenção deve ser redobrada com filhotes e animais idosos, que são mais vulneráveis nesta época. No caso dos mais velhos, as doenças articulares tendem a se agravar no frio. “O clima frio favorece a vasoconstrição, reduzindo a irrigação sanguínea nas articulações e aumentando a dor. Por isso, muitos animais ficam mais relutantes a se movimentar. Nesses casos, consultas regulares ao veterinário são fundamentais para avaliar se há necessidade de suplementos ou outros tratamentos de suporte”, orienta a professora.

Por fim, manter a vacinação em dia e realizar acompanhamentos periódicos com um médico-veterinário completam a lista de cuidados essenciais. “Pequenas mudanças

de rotina fazem toda a diferença para atravessar essa reta final de inverno com mais qualidade de vida para cães e gatos”, conclui Jordana.

 

 

Ânima Educação

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts mais acessados