Professora da
Universidade São Judas explica como proteger cães e gatos de doenças e
desconfortos na reta final do inverno.
Com as temperaturas mais baixas se despedindo aos
poucos, a reta final do inverno ainda exige cuidados especiais com os animais
de estimação. A professora Jordana Monteiro, do curso de Medicina Veterinária
da Universidade São Judas, alerta que práticas comuns nesta época, como manter
a casa fechada ou reduzir os passeios, podem afetar diretamente a saúde dos
pets.
Segundo a especialista, ambientes sem circulação de
ar favorecem a propagação de doenças respiratórias, como as gripes,
especialmente em locais com alta concentração de animais. Além disso, cães e
gatos que já sofrem com bronquite, asma ou alergias podem ter os sintomas
agravados. “A falta de ventilação e a alteração da umidade do ar também podem
predispor a quadros alérgicos e dermatológicos”, explica Jordana.
Outro ponto importante é a exposição solar. Assim
como nos humanos, ela contribui para a fixação de vitamina D nos animais,
fortalecendo o sistema imunológico e prevenindo problemas articulares. “O sol é
essencial para o bem-estar dos pets, mas é preciso atenção em animais de pele
clara, que devem usar protetor solar em áreas como focinho e orelhas para
evitar câncer de pele”, recomenda.
A variação brusca de temperatura ao longo do dia
também pode ser prejudicial, funcionando como um “choque térmico” para o
organismo e enfraquecendo as defesas naturais. Animais braquicefálicos, como
buldogues e pugs, sofrem ainda mais com mudanças intensas de clima por conta de
características anatômicas que dificultam a troca de calor.
Para proteger os pets nesta transição de estação,
Jordana sugere medidas simples: manter os ambientes arejados nas horas mais
quentes do dia, garantir acesso seguro ao sol, evitar correntes de ar e
proteger cães que dormem fora de casa com casinhas bem isoladas do frio, vento
e umidade. Roupinhas e cobertores podem ser aliados, desde que o animal aceite bem.
A atenção deve ser redobrada com filhotes e animais
idosos, que são mais vulneráveis nesta época. No caso dos mais velhos, as
doenças articulares tendem a se agravar no frio. “O clima frio favorece a
vasoconstrição, reduzindo a irrigação sanguínea nas articulações e aumentando a
dor. Por isso, muitos animais ficam mais relutantes a se movimentar. Nesses
casos, consultas regulares ao veterinário são fundamentais para avaliar se há
necessidade de suplementos ou outros tratamentos de suporte”, orienta a professora.
Por fim, manter a vacinação em dia e realizar
acompanhamentos periódicos com um médico-veterinário completam a lista de
cuidados essenciais. “Pequenas mudanças
de rotina fazem toda a diferença para atravessar
essa reta final de inverno com mais qualidade de vida para cães e gatos”,
conclui Jordana.
Ânima Educação
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