Pesquisar no Blog

sábado, 6 de setembro de 2025

Reabilitação da pele: o passo essencial para resultados estéticos verdadeiros, diz fisioterapeuta

Brasil é o segundo país que mais realiza procedimentos estéticos no mundo, mas especialistas alertam que a falta de preparo da pele antes de botox e preenchimentos está entre as principais causas de frustração dos pacientes 

 

Enquanto o Brasil se destaca como um dos maiores mercados de estética do mundo, com movimentação anual estimada em R$ 48 bilhões em 2025, muitos pacientes ainda enfrentam resultados clínicos insatisfatórios. Segundo a fisioterapeuta dermatofuncional Fabi Pinelli, isso ocorre por um motivo-chave: a falta de preparo adequado da pele antes dos procedimentos estéticos.

De acordo com dados da Mordor Intelligence, o mercado brasileiro de estética deve atingir US$ 41,6 bilhões até 2028, posicionando-se entre os três maiores do planeta Especialmente nos tratamentos faciais — como botox e preenchimento —, cresce a preocupação com a busca por resultados expressivos que, muitas vezes, ignoram as condições reais da pele.

“É como reformar uma parede sem rebocar: você aplica o procedimento, mas a pele ressecada ou com textura, inflamações ou flacidez vai evidenciar o problema”, explica Fabi Pinelli. “Reabilitação é a base — hidratação profunda, peelings leves, bioestimuladores — antes mesmo de pensar em refinamentos estéticos”.


Por que o preparo faz tanta diferença?

O Brasil também é o segundo país que mais realiza procedimentos estéticos, atrás apenas dos EUA, com aproximadamente 3,1 milhões de procedimentos em 2023. E, ainda assim, muitas queixas nas redes sociais e em fóruns clínicos se referem a “pele craquelada”, “resultado artificial” ou “enchimento aparente demais”.

Segundo Fabi, esses problemas apontam para uma abordagem equivocada:

“Quando a pele não recebe cuidados prévios, o produto só escancara o que já estava ali. Em vez de melhorar, o procedimento agrava o contraste entre estrutura e textura”.


O que significa reabilitar a pele?

O protocolo de reabilitação ideal, segundo a especialista, segue etapas como:

Etapa

Objetivo

Avaliação integral

Histórico médico, uso de corticosteróides, hábito de sono, saúde geral.

Rotina de hidratação

Produção de barreira saudável e restabelecimento do colágeno.

Peelings e bioestímulo

Renovação gradual e estímulo de nova fibroplasia.

Reavaliação clínica

Adequação técnica antes de refinamentos (botox, preenchedor, laser).

Fabi reforça:

“É um trabalho lento, mas seguro. Estética com respaldo fisioterapêutico e clínico. O Conselho Federal já liberou boa parte dos procedimentos que realizo — sempre com respeito à delimitação da minha área de atuação.”


Por que isso importa agora?

O crescimento acelerado do setor — estimado em US$ 300 bilhões globalmente, com o Brasil respondendo por 40% do mercado da América Latina — demanda profissionais cada vez mais preparados e éticos.

Em um estudo encomendado pela marca e publicado na Bloomberg, o CEO do Grupo L’Oréal no Brasil afirmou “Autocuidado virou pilar da saúde”, observou Marcelo Zimet. E acrescentou: “Mas junto com o aumento de demanda, vêm os riscos — tratamentos mal indicados, uso inadequado de substâncias, expectativas irreais.”

Nesse contexto, Fabi Pinelli se posiciona como defensora de uma estética baseada na responsabilidade fisioterapêutica, onde o resultado deve ser natural, gradual e sustentável — e, especialmente, alinhado à saúde da pele.

  



Fabi Pinelli - fisioterapeuta dermatofuncional, com mais de 25 anos de experiência na área da saúde e sólida trajetória hospitalar. Especialista em reabilitação da pele, ela alia conhecimento clínico, rigor científico e atualização constante para oferecer uma estética segura, responsável e baseada na integralidade entre saúde e beleza. À frente do Spazio Pinelli, Fabi desenvolve protocolos personalizados que incluem hidratação profunda, peelings, microagulhamento, bioestimuladores de colágeno, toxina botulínica, preenchedores, técnicas injetáveis corporais e faciais, além de tratamentos para melasma, lipedema, linfedema, controle de sudorese intensa e regeneração tecidual avançada. Reconhecida pela ética e pelo compromisso em atuar exclusivamente dentro das normativas do Conselho Federal de Fisioterapia, Fabi Pinelli acredita que a pele é o maior órgão do corpo e deve ser tratada com a mesma seriedade que outros sistemas vitais. Seu trabalho é guiado pela visão integral do paciente e pelo propósito de entregar resultados naturais, progressivos e sustentáveis.


Atenção: Lipo HD pode trazer riscos se feita sem indicação adequada, diz cirurgião

Técnica popular entre homens e mulheres precisa respeitar limites físicos e expectativas realistas

 

Cada vez mais presente nas redes sociais e na rotina de clínicas estéticas, a Lipoaspiração de Alta Definição — ou simplesmente Lipo HD — se consolida como um dos procedimentos cirúrgicos mais desejados do momento. Só em 2023, o Brasil realizou mais de 1,5 milhão de cirurgias plásticas, segundo a Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS), mantendo sua posição de destaque no cenário global. 

Entre os procedimentos mais procurados, ela ganha espaço por promover um contorno corporal mais definido e natural. No entanto, o cirurgião plástico Raphael Alcalde, especialista em contorno corporal com mais de 10 anos de experiência, faz um alerta: nem todo paciente é candidato ideal ao procedimento. “A Lipo HD foi desenvolvida para pessoas com baixo percentual de gordura e boa elasticidade da pele. Sem essas condições, os riscos aumentam e o resultado pode ser justamente o oposto do esperado”, afirma. 

Diferentemente da lipoaspiração tradicional, que tem como principal objetivo a retirada de gordura localizada, a cirurgia atua como uma escultura corporal. “A técnica utiliza tecnologias de ponta — como a lipoaspiração ultrassônica, que emulsifica a gordura, e o plasma , que estimula a retração da pele — para realçar contornos musculares naturais em regiões como abdômen, costas, braços, coxas e peitoral. A intenção não é criar um corpo artificial, mas sim valorizar o que o paciente já tem de melhor. É um trabalho que exige precisão milimétrica, senso estético refinado e muita técnica. O sucesso está na harmonia, não no exagero”, reforça o especialista. 

Além da habilidade cirúrgica, o alinhamento de expectativas entre médico e paciente é fundamental. Por isso, Raphael destaca o impacto das redes sociais na criação de padrões irreais de corpo perfeito. “Muitos chegam ao consultório com fotos de celebridades e influenciadores, esperando resultados inalcançáveis. É essencial compreender que a cirurgia não substitui hábitos saudáveis e que respeitar os limites do próprio corpo é parte do sucesso”, explica o médico. 

Outro ponto crucial para o bom resultado é o pós-operatório. O processo de recuperação demanda comprometimento com o uso da cinta compressiva, sessões regulares de drenagem linfática e uma alimentação equilibrada. A recuperação leva de duas a quatro semanas, com resultados definitivos entre o terceiro e o sexto mês após a cirurgia. 

“Beleza com exagero deixa de ser beleza. Meu papel é ajudar cada pessoa a se reconhecer e se sentir bem consigo mesma, sem ultrapassar os limites da saúde”, finaliza.

 

Dr. Raphael Alcalde - cirurgião plástico com mais de quinze anos de experiência e Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Médico com formação em Cirurgia Geral e Cirurgia Plástica, possui também MBA em Gestão Hospitalar. Membro da SBCP, é reconhecido por sua atuação em contorno corporal e cirurgia reparadora, com sólida vivência em urgência e emergência pelo SAMU, o que aprimorou sua precisão cirúrgica.



Para quem foge da malhação... que tal dançar?

A dança pode ser uma aliada poderosa na saúde física, mental e respiratória — sem cara de obrigação 


Para quem resiste à ginástica, musculação e atividades esportivas, a dança pode ser um excelente substituto na busca por uma melhor saúde física e mental. Repetidos estudos confirmam que, além dos benefícios estéticos, funcionais e terapêuticos, dançar regularmente também contribui para uma respiração melhor.

De acordo com a otorrinolaringologista Dra. Cristiane Passos Dias Levy, do Hospital Paulista – referência em saúde de ouvido, nariz e garganta –, a prática é um instrumento valioso no que refere à prevenção de doenças que afetam as vias aéreas, inclusive as alergias.

"A prática regular de atividades físicas, como é o caso da dança, auxilia na prevenção e no tratamento de crises respiratórias, como rinite, sinusite, asma e bronquite. Isso porque ela atua em conjunto com fatores que estão diretamente ligados ao bom funcionamento do nosso sistema respiratório”, reitera.

Dentre esses fatores, a especialista destaca controle de peso, melhora da qualidade do sono e aumento da força dos músculos envolvidos na respiração. "Especialmente em casos de alergias respiratórias, há inúmeros trabalhos que evidenciam a diminuição progressiva do desconforto e das manifestações alérgicas, à medida em que os pacientes aumentam sua resistência física e tolerância aos exercícios", pontua.

 

Números

Pesquisa recente, do Ministério da Saúde, aponta que apenas 11% dos paulistanos fazem exercícios físicos regulares. Os homens, segundo o levantamento, são os que mais resistem às atividades físicas. Apenas 8,16% deles praticam exercícios regularmente. Entre as mulheres, esse percentual é superior a 13%, o que indica a necessidade de ampliar esse contingente, independentemente do gênero.
Nesse contexto, a dança é sem dúvida uma excelente opção para abandonar o sedentarismo e, consequentemente, elevar tais índices.

  


Hospital Paulista de Otorrinolaringologia


Quer perder peso até o Natal? Descubra como em 7 dicas de especialista

Professora de Educação Física do CEUB fala sobre constância, treino inteligente e escolhas que cabem na rotina 

 

Ainda não é Natal, mas a promessa de ter uma vida ativa e incluir a atividade física na rotina ainda pode se concretizar. Para garantir um estilo de vida saudável e equilibrado, o exercício é um grande aliado no emagrecimento e no ganho de massa muscular. A boa notícia é que dá para alcançar resultados de forma sustentável, sem dietas mirabolantes ou treinos impossíveis. Para a professora de Educação Física do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Leandra Batista, entrar no ritmo e perder peso é uma jornada de pequenas escolhas consistentes. Confira 7 dicas da especialista e entre no foco ainda em agosto.
 

1. Treine algumas vezes por semana – não precisa viver na academia

Três ou quatro treinos já bastam para sentir diferença. Misture força e aeróbico, escolha atividades que te deem prazer e lembre-se: não é sobre quantidade, mas sobre constância. De três a quatro treinos por semana já são suficientes para bons resultados. “O ideal é mesclar treinamento de força (ao menos duas vezes na semana, focando em grandes grupos musculares) e exercícios aeróbicos. A Organização Mundial da Saúde recomenda 150 minutos semanais de intensidade moderada ou 75 minutos de alta intensidade”, destaca Leandra.
 

2. Coloque a musculação como aliada

Ela não é só para quem quer “crescer”. A musculação mantém os músculos ativos, acelera o metabolismo e ajuda na queima de gordura mesmo quando você está descansando. “Ela preserva a massa muscular, aumenta a densidade muscular e acelera o metabolismo de repouso, facilitando a queima de gordura.”
 

3. Aeróbico também tem seu papel

Uma caminhada acelerada, corrida, bicicleta ou até dançar na sala. O importante é mexer o corpo, aumentar a frequência cardíaca e sentir aquele gás extra de energia. “O aeróbico é essencial para saúde cardiovascular, mas isoladamente não gera o mesmo impacto metabólico”.
 

4. Crie metas que caibam na sua vida

“Nada de promessas impossíveis. Ajuste horários, celebre pequenas conquistas e vá passo a passo. Cada treino conta, e cada semana é uma chance de recomeçar”, destaca a especialista. Segundo ela, variar os treinos, planejar horários e inserir recompensas ajudam a manter a regularidade. Outra estratégia é se inserir em ambientes motivadores, como academias coletivas ou grupos de treino, que aumentam a adesão.
 

5. Encontre companhia

Treinar em grupo ou com amigos dá outra motivação. O fator social faz diferença: um incentiva o outro, a diversão aumenta e a disciplina aparece quase sem perceber. “Estudos mostram que pessoas que treinam em grupo ou com acompanhamento personalizado apresentam maior taxa de comparecimento e resultados mais consistentes”, afirma.
 

6. Evite os sabotadores silenciosos

Leandra afirma que dormir pouco, viver estressado, pular treinos e confiar só na balança podem minar seus resultados. Comer proteína de menos também atrapalha. São detalhes que, no fim, pesam muito e interferem no progresso.
 

7. Lembre-se do tripé da saúde

Não existe mágica. O emagrecimento saudável vem de três pilares: alimentação equilibrada, movimento regular e sono de qualidade. Quando os três caminham juntos, os resultados aparecem e ficam. “O importante é entender que saúde não se constrói da noite para o dia. Mas cada treino, cada refeição equilibrada e cada noite bem dormida são tijolinhos que sustentam esse processo. E a recompensa é sentir-se melhor consigo mesmo”, reforça a docente do CEUB.


Como utilizar ferramentas de calor sem causar danos nos fios?

Realizar procedimentos capilares com profissionais de confiança é essencial para proteger os cabelos dos danos causados por chapinhas, babyliss e outros métodos de modelagem 

 

A modelagem com calor é amplamente utilizada tanto em salões quanto em rotinas domésticas. O apelo estético de fios lisos ou ondulados com acabamento polido leva ao uso frequente de chapinhas, secadores e babyliss. No entanto, o que poucos consumidores consideram é que o calor mal aplicado interfere diretamente na estrutura capilar, afetando a cutícula e o córtex dos fios.

“O aquecimento sem controle técnico reduz a resistência da fibra, promove desidratação e facilita a formação de pontas duplas e frizz”, explica Marina Groke, especialista em beleza da Escova Express, rede de escovarias. De acordo com a profissional, procedimentos térmicos exigem avaliação criteriosa e produtos adequados antes, durante e após a aplicação. Essas etapas são essenciais para que o cabelo mantenha sua integridade mesmo com o uso contínuo dessas ferramentas.

“É fundamental entender o tipo de cabelo e a real necessidade do calor no procedimento. Sem essa avaliação prévia, o risco de danificar o fio aumenta consideravelmente”, completa.

A seguir, confira indicações da especialista para garantir segurança durante o processo, evitando danos a longo prazo nos fios.

 

Avaliação da estrutura capilar antes do procedimento

O diagnóstico capilar deve anteceder qualquer aplicação de calor. Esse processo envolve a análise visual e tátil dos fios, levando em conta fatores como elasticidade, porosidade, nível de oleosidade do couro cabeludo e presença de químicas anteriores.

A partir dessas informações, o profissional define a estratégia de tratamento: produtos termoativos, reconstrução proteica e temperatura ideal são escolhidos com base nas necessidades individuais de cada cliente. Ignorar essa etapa compromete a durabilidade do resultado e eleva o risco de danos estruturais.

 

Uso técnico dos equipamentos de calor

Manusear ferramentas térmicas exige domínio técnico. O controle da temperatura deve ser compatível com a espessura e a resistência do fio — cabelos finos ou sensibilizados requerem temperaturas mais baixas, enquanto fios virgens e espessos toleram maior intensidade térmica.

“O aquecimento excessivo em uma mesma mecha fragiliza as pontes de queratina, responsáveis pela resistência do cabelo”, destaca Marina. A velocidade da execução, o número de passadas e a distância do calor em relação ao couro cabeludo são variáveis que influenciam diretamente no resultado e na preservação da fibra capilar.

 

Proteção térmica e selagem de cutículas

A proteção térmica deve ser tratada como etapa obrigatória. Produtos termoativados agem como escudo contra o impacto direto do calor, criando uma película protetora ao redor do fio. Essa barreira previne a perda de umidade e evita que a temperatura afete as camadas internas da fibra.

Quando associada a técnicas de selagem cuticular, como escovas com pH equilibrado ou finalizações com jato frio, essa proteção se torna ainda mais eficaz. A cutícula selada dificulta a evaporação de água e nutrientes, mantendo o cabelo hidratado e resistente por mais tempo.

 

Intervalo e recuperação entre modelagens

O tempo entre uma modelagem e outra precisa respeitar o ritmo natural de recuperação do fio. Tratamentos térmicos, por mais bem executados que sejam, geram estresse mecânico na fibra capilar. Por isso, é indicado intercalar sessões de calor com protocolos de hidratação profunda, reposição lipídica e reconstrução.

Segundo Marina, a constância nos cuidados auxilia a manter o equilíbrio entre flexibilidade e força do fio, minimizando o desgaste acumulado. Essa estratégia prolonga a durabilidade dos resultados e evita a necessidade de cortes corretivos.

 

Profissionais de confiança garantem segurança no processo

A escolha de um profissional capacitado faz toda a diferença no cuidado com cabelos expostos ao calor. Salões especializados, como a Escova Express, estruturam seus serviços com foco técnico, combinando diagnóstico preciso, padronização de processos e uso de produtos profissionais. A equipe é treinada para reconhecer os limites de cada tipo de fio e adaptar o procedimento conforme o estado atual do cabelo. “O diferencial está na atenção aos detalhes — desde a escolha do produto até o tempo de ação de cada etapa”, destaca Marina. Essa conduta evita danos acumulativos e entrega resultados consistentes com segurança.

  

 Escova Express


Cirurgia plástica associada ao parto: benefícios, riscos e o que toda mãe deve saber

O desejo de muitas mulheres em recuperar a autoestima e a forma física logo após a gestação vem ganhando força nos consultórios de cirurgia plástica. Uma das tendências em crescimento é a realização de procedimentos estéticos associados ao parto, prática que desperta interesse, mas também exige atenção redobrada quanto à segurança. 

Segundo o cirurgião plástico Dr. Hugo Sabath, da Clínica Líbria, é fundamental compreender o que envolve essa decisão. “Existe um grande apelo estético em unir o parto com a cirurgia plástica, principalmente porque a paciente já estará no hospital e sob anestesia. No entanto, não é uma escolha que deve ser tomada apenas pelo desejo imediato de recuperar o corpo. A prioridade sempre deve ser a saúde da mãe e do bebê”, alerta.

 

Como funciona a cirurgia plástica associada ao parto? 

O procedimento consiste em realizar a cesariana e, logo em seguida, associar uma cirurgia plástica, como a abdominoplastia (remoção do excesso de pele abdominal e reparação dos músculos da parede abdominal) ou, em alguns casos, lipoaspiração. 

Dr. Hugo Sabath explica: “Durante o parto cesáreo, a incisão já é realizada no abdômen. Aproveitar essa abertura para corrigir a flacidez ou retirar o excesso de pele pode parecer prático, mas é uma abordagem que exige protocolos muito bem definidos, porque o corpo da mulher passa por transformações intensas no pós-parto, especialmente hormonais”.


Quais são os riscos? 

Entre os riscos mais apontados pelos especialistas estão: 

* Aumento do tempo cirúrgico: associar a plástica ao parto prolonga o período de anestesia, elevando riscos de complicações.

* Maior chance de infecção: o útero ainda está em processo de involução e há sangramento característico do pós-parto, o que eleva a vulnerabilidade a infecções.

* Recuperação mais desafiadora: a mãe precisa lidar não apenas com os cuidados do bebê, mas também com uma cirurgia de grande porte. 

“O período do puerpério já é naturalmente delicado. Quando unimos a recuperação do parto com a de uma plástica, a paciente pode se sentir sobrecarregada e até mesmo apresentar dificuldades para a amamentação, locomoção e autocuidado”, explica Dr. Hugo.

 

E os benefícios? 

Apesar dos riscos, algumas pacientes buscam essa associação pela praticidade. Entre os benefícios estão: 

* Realização de um único ato cirúrgico e anestésico.

* Correção imediata de flacidez abdominal.

* Recuperação simultânea das duas cirurgias, reduzindo o tempo afastada do trabalho em longo prazo. 

Ainda assim, o cirurgião reforça: “É preciso ter em mente que o resultado estético pode não ser o ideal se feito imediatamente após o parto. O corpo ainda está em processo de adaptação. Em muitos casos, esperar alguns meses traz resultados mais satisfatórios e seguros”.


Quando considerar a cirurgia plástica após o parto? 

De acordo com Dr. Hugo Sabath, a recomendação mais segura é aguardar entre *seis meses a um ano* depois da gestação, período em que os hormônios se estabilizam e o corpo retorna a condições mais próximas do normal. 

“A paciência é uma grande aliada. Ao respeitar o tempo do organismo, a mulher garante melhores resultados estéticos e preserva sua saúde. Em muitos casos, também conseguimos associar técnicas modernas, como a lipoescultura, que remodela o contorno corporal com maior precisão”, acrescenta.

 

Dicas do especialista para mulheres que desejam a plástica pós-parto 

* Priorize a sua saúde: converse com seu obstetra e um cirurgião plástico qualificado.

* Respeite o tempo do corpo: aguardar alguns meses pode evitar complicações e garantir um resultado mais bonito.

* Mantenha hábitos saudáveis: alimentação equilibrada e exercícios leves aceleram a recuperação.

* Pesquise sobre o cirurgião: escolha profissionais membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP).

 

Conclusão 

A cirurgia plástica associada ao parto é uma possibilidade que desperta o interesse de muitas mulheres, mas deve ser cuidadosamente analisada. Para o Dr. Hugo Sabath, “o momento do parto deve ser de celebração e cuidado com a vida que chega. A plástica tem seu espaço, mas precisa ser realizada de forma planejada e no momento certo, para que a mãe possa se sentir bem, segura e confiante”.

  

Dr. Hugo Sabath - Cirurgião Plástico – CRM 131.199/SP


Como funciona a remoção de tatuagem com o laser?

De acordo com Paula Caldeira, fisioterapeuta dermato funcional da franquia Maislaser, muitos fatores devem ser considerados, como tipo do laser, cor da pele, idade da tatuagem, dentre outros 

 

A remoção de tatuagem com laser se tornou popular nos últimos anos devido à sua eficácia e segurança. O avanço da tecnologia a laser permitiu resultados sem ser invasivos, tornando o procedimento mais acessível e atraente para um número maior de pessoas. 

Outro fator que impulsionou a popularidade do procedimento foi a crescente aceitação social das tatuagens, o que levou mais pessoas a se interessarem por tatuagens, mas também a considerarem a remoção delas em algum momento, seja por não fazer mais sentido ou pelo local da tatuagem. 

“Além disso, com o avanço da tecnologia dos lasers, aumenta a eficiência da remoção de tatuagem com laser além de contribuir para a popularidade”, comenta Paula Caldeira, fisioterapeuta dermato funcional da franquia Maislaser. 

Mas como funciona esse procedimento? Confira o passo a passo abaixo:

 

Como funciona o laser?

O laser baseia-se na fototermólise seletiva, ou seja, pulsos de luz são emitidos e absorvidos pelos pigmentos da tatuagem, ou seja, o alvo sempre será o pigmento. Existem diferentes comprimentos de onda onde são usados para diferentes cores de pigmentos e fototipos. 

“Durante o tratamento, a luz do laser penetra no tecido, fragmentando os pigmentos em partículas bem menores, que são posteriormente eliminados pelo próprio sistema imunológico do corpo”, esclarece Paula, da Maislaser. 

A eficácia da remoção varia com base na profundidade do depósito da tinta, tipo de tinta e idade da tatuagem. Embora muitas tatuagens possam ser clareadas, algumas podem não ser completamente removidas e deixar sombras ou pigmentos residuais.

 

Avaliação inicial

Ela é fundamental para garantir a segurança e a eficácia do tratamento. Durante essa consulta, o profissional examina a tatuagem, considerando o tamanho, localização, cores, fototipo, idade e tipo de tinta usada. 

A cor da tinta utilizada deve ser avaliada, pois só de acordo com ela e fototipo do cliente, pode-se seguir com uma condução efetiva na remoção da tatuagem. 

Nessa avaliação também se discute o número estimado de sessões necessárias e os possíveis resultados. Os registros fotográficos da tatuagem são realizados para documentar e comparar os resultados ao longo do tratamento. “Essa etapa prepara o paciente e o profissional para um tratamento seguro e bem-sucedido, além de todo acompanhamento clínico”, diz Paula, da Maislaser.

 

Número de sessões

Como citado, isso varia de acordo com a cor, profundidade e idade da tatuagem. Tintas escuras como preto e azul escuro respondem mais rapidamente, enquanto cores claras como vermelho, verde e amarelo podem exigir mais sessões e tipos de laser específicos. 

O intervalo entre as sessões é de 30 dias entre uma sessão e outra para permitir que o corpo elimine os pigmentos fragmentados. A resposta da tatuagem ao tratamento é avaliada em cada sessão, e ajustes são feitos conforme necessário para otimizar os resultados. Em média, a maioria das tatuagens requer entre 5 e 12 sessões, lembrando que a resposta é individual.

 

Pós-tratamento

A remoção de tatuagem com laser é segura, mas pode apresentar alguns efeitos comuns. “Durante o procedimento, é comum sentir desconforto, além de poder ocorrer inchaço e vermelhidão. Bolhas não são comuns”, explica Paula. 

Importante: após as sessões, deve-se seguir as orientações em relação à exposição solar, hidratação da pele e uso do filtro solar. 

“É fundamental escolher um profissional qualificado e seguir rigorosamente as instruções de cuidados pós-tratamento. Isso inclui evitar a exposição ao sol, manter a área tratada limpa e hidratada, e não coçar”, finaliza Paula, da Maislaser.

 

Pós-parto e autoestima: Saiba quando a cirurgia plástica pode ser uma opção segura


Freepik
Especialista fala sobre o momento ideal para a realização de procedimentos e a importância de respeitar o tempo de cada organismo

 

O período pós-parto traz transformações físicas e emocionais significativas para a mulher. Pesquisas apontam que até 50% das mulheres experimentam uma alteração significativa na autoestima durante os primeiros meses após o parto, devido a mudanças naturais no corpo, como flacidez abdominal, variações de peso e alterações nas mamas. Esse impacto emocional muitas vezes gera a dúvida sobre o momento mais adequado para realizar uma cirurgia plástica. 

De acordo com o Dr. José Cury, especialista em cirurgia plástica e criador do exclusivo procedimento Brazilian Body, é essencial respeitar o tempo natural de recuperação do organismo. “O tempo médio recomendado varia entre 6 meses e 1 ano, dependendo de fatores como a recuperação do útero e o retorno do peso corporal próximo ao habitual. Esse intervalo é fundamental para garantir segurança durante a cirurgia e melhores resultados estéticos.” 

Um ponto importante é a amamentação. Em procedimentos como a mamoplastia, é essencial esperar até o término da lactação para garantir resultados mais precisos e seguros, por exemplo. A presença de alterações hormonais durante o período pode comprometer o resultado final da cirurgia e até aumentar os riscos de complicações. 

Além disso, é imprescindível a realização de exames clínicos e laboratoriais para verificar a aptidão da mulher para a cirurgia. De acordo com o estudo publicado no Journal of Obstetrics and Gynecology, revista americana especializada em Obstetrícia e Ginecologia, condições como anemia, desequilíbrios hormonais e dificuldades na cicatrização podem aumentar os riscos de complicações no pós-operatório, tornando a preparação clínica fundamental. 

“A cirurgia plástica pode ser uma grande aliada na recuperação da autoestima pós-parto, mas o momento certo precisa ser individualizado. Ouvir o corpo e confiar na orientação médica são passos essenciais para garantir um resultado seguro e satisfatório”, destaca o Dr. Cury. 

Portanto, é fundamental que a cirurgia plástica pós-parto seja encarada como uma decisão de autocuidado, não como um ato impulsivo. “O objetivo não deve ser apressar mudanças, mas sim alinhar saúde, bem-estar e estética de forma consciente e planejada”, finaliza o especialista.

  



Clínica Dr. José Cury



Loiros e reflexos em alta: especialista Marcella Dias revela segredos do loiro perfeito e defende cuidados acessíveis em casa

Com sete salões em operação e mais de uma década de experiência, a hairstylist aposta em técnicas de coloração de alta performance e em uma filosofia que une beleza, acessibilidade e educação dos clientes 

 

O Brasil é hoje um dos maiores mercados de beleza do mundo, movimentando mais de R$ 170 bilhões por ano, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Dentro desse universo, os serviços capilares representam cerca de R$ 25 bilhões anuais, com destaque para colorações e técnicas de clareamento — especialmente os loiros e reflexos, que figuram entre os mais pedidos nos salões.

“Os cabelos loiros e iluminados estão entre os serviços mais procurados porque valorizam diferentes tons de pele e estilos. Mas não existe um loiro universal: cada cliente precisa de uma análise personalizada para que a cor traga naturalidade e sofisticação”, explica Marcella Dias, fundadora do Mega Studio Be Emotion e especialista em reflexos e coloração.


Da tesoura à referência nacional

Marcella iniciou sua trajetória ainda jovem, formada ao lado de grandes nomes da beleza como Wanderley Nunes e Soho. Em 2010, abriu seu primeiro salão em São Paulo e, pouco mais de uma década depois, construiu uma rede com sete unidades em operação. Participou do programa Shark Tank Brasil, onde conquistou o investimento do empresário João Appolinário (Polishop), e hoje lidera uma equipe que atende milhares de clientes por mês.

“Quando abri meu primeiro salão, tinha o sonho de democratizar o acesso à beleza. Hoje, com sete unidades, mantenho esse propósito: entregar serviços de alto padrão a preços acessíveis, mas sem abrir mão da técnica e do cuidado individualizado”, destaca Marcella.


Acessibilidade inteligente: combo + produto para casa

Um dos diferenciais do Mega Studio Be Emotion é que, ao contratar um combo de serviços, o cliente leva para casa um produto profissional para a manutenção dos fios. A prática garante que o resultado do salão seja preservado e educa o consumidor para cuidar melhor do próprio cabelo.

“Vejo muitas pessoas investindo em reflexos ou coloração e, em seguida, usando shampoos básicos que comprometem totalmente o trabalho realizado. O produto errado pode desbotar a cor em semanas. Por isso, incluímos o cuidado em casa como parte do serviço — assim, o cliente entende o valor de manter a saúde do cabelo todos os dias”, explica Marcella.

Com essa estratégia, o ticket médio gira em torno de R$ 450, valor competitivo em comparação ao mercado de luxo, mas com qualidade de entrega equivalente.

 

Cuidados em casa: dicas práticas da especialista

Marcella defende que até 50% do resultado de um cabelo saudável vem dos cuidados feitos em casa. Entre as recomendações da hairstylist:

  • Shampoo certo faz diferença: prefira fórmulas sem sulfato agressivo e enriquecidas com proteínas ou aminoácidos, que ajudam a manter a cor e reduzem o ressecamento.
  • Condicionador sempre após a lavagem: ele sela as cutículas e preserva a hidratação.
  • Máscara semanal: uma hidratação ou reconstrução pelo menos 1 vez na semana mantém o brilho e fortalece os fios.
  • Cuidado com água quente: temperaturas elevadas abrem as cutículas, desbotam mais rápido e aumentam o frizz.
  • Protetor térmico: indispensável antes do secador, chapinha ou babyliss.

“Não é preciso gastar fortunas para ter um cabelo bonito. O segredo está em escolher os produtos adequados e usá-los de forma correta. Por isso, sempre recomendo que minhas clientes sigam um protocolo simples em casa. É a continuidade do que fazemos no salão”, orienta Marcella.


Técnicas em alta e tendências

Entre os serviços mais procurados no Mega Studio Be Emotion estão:

  • Reflexo invertido, para um efeito mais natural;
  • Balayage personalizada, adaptada ao tom de pele e estilo de vida;
  • Loiro champanhe e bege, que têm ganhado força em 2025 como alternativa ao platinado;
  • Morena iluminada, tendência que cresce entre clientes que desejam clarear sem perder a identidade do castanho.

“Não seguimos um padrão único: trabalhamos com o conceito de personalização. O diagnóstico inicial é fundamental, pois cada fio reage de uma forma. Isso evita danos e traz resultados mais duradouros”, complementa a especialista.

 

O futuro da beleza acessível

Para Marcella, o mercado da beleza está em transformação: clientes mais exigentes, conectados e que buscam não apenas estética, mas também informação.

“O futuro da beleza está na combinação entre técnica, experiência e educação do cliente. Não basta entregar um cabelo lindo no salão — é preciso dar ferramentas para que ele continue saudável e bonito em casa. Essa é a filosofia que move nosso trabalho”, conclui.

 

Marcella Dias - hairstylist com mais de 15 anos de experiência, o Mega Studio Be Emotion é hoje uma das redes de salões mais reconhecidas de São Paulo, com sete unidades em operação. Especialista em loiros, reflexos e cuidados pós-químicos, Marcella se tornou referência nacional pela combinação de técnica, acessibilidade e personalização. Com ticket médio de R$ 450, a rede alia serviços de alto padrão a práticas inovadoras, como a entrega de produtos profissionais para manutenção em casa, reforçando sua missão de democratizar a beleza sem abrir mão da qualidade.



Procedimentos podem deixar sequelas? Entenda os riscos e como se prevenir.

Nos últimos anos, a popularidade dos procedimentos estéticos cresceu de forma significativa. No entanto, junto com os benefícios, surgem também as histórias de pacientes que ficaram com sequelas permanentes após procedimentos mal executados.  

Saber os riscos e tomar as devidas precauções é crucial para evitar problemas.

 

Fatores que contribuem para sequelas 

Diversos elementos podem contribuir para as sequelas de um procedimento estético. Entre os mais comuns estão: 

  • Técnicas inadequadas: realizar procedimentos com profissionais não certificados aumenta muito o risco de erros na aplicação. Por exemplo, a aplicação errada de substâncias pode resultar em deformidades, enquanto a falta de técnica em cirurgias pode deixar cicatrizes de aspecto pouco harmonioso. 
  • Ambiente inadequado procedimentos feitos fora de clínicas ou hospitais, que propiciam a infraestrutura adequada, podem expor o paciente a infecções e contaminações. 
  • Produtos de má qualidade substâncias falsificadas ou de procedência duvidosa aumentam a chance de reações alérgicas, inflamações e rejeição pelo organismo. 
  • Falta de cuidados pós-operatórios alguns pacientes negligenciam as orientações pós-operatórias, como evitar atividades físicas intensas ou exposição ao sol. Esses descuidos podem prejudicar o resultado e causar complicações.

  

Tipos de sequelas que podem ocorrer 

  • Cicatrizes hipertróficas e queloides: dependendo do tipo de pele e da técnica utilizada, alguns pacientes podem desenvolver cicatrizes elevadas ou queloides, que comprometem a estética. 
  • Deformidades e assimetrias: erros na aplicação de preenchimentos, por exemplo, podem causar assimetrias faciais. No caso de cirurgias plásticas, uma técnica mal aplicada pode levar a deformidades. 
  • Infecções graves: quando os cuidados com a higiene não são respeitados, há risco de infecções que podem até exigir intervenções adicionais, para contenção. 
  • Problemas respiratórios: em procedimentos como rinoplastia, a falta de cuidado com a parte funcional pode causar dificuldades respiratórias e prejudicar a qualidade de vida do paciente. 

 

Como escolher o profissional e o ambiente ideais 

O primeiro passo é buscar um cirurgião plástico ou dermatologista certificado pelo conselho regional. Além disso, verifique o histórico de resultados e as avaliações de pacientes anteriores.  

Escolha sempre uma clínica ou um hospital que ofereça suporte completo para emergência e que possua equipamentos e ambiente esterilizados para evitar contaminação. 

 

Fonte: Dr. Alexandre Kataoka, Cirurgião Plástico. Perito concursado da Secretaria da Justiça de São Paulo – Instituto de Medicina Social e Criminologia do Estado de São Paulo. Membro Efetivo da Câmara Técnica em cirurgia plástica – CFM. Conselheiro Responsável da Câmara Técnica do Cremesp. Coordenador da Comunicação do Cremesp.



Posts mais acessados