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quarta-feira, 6 de agosto de 2025

Áreas que podem bombar no segundo semestre de 2025 e onde estarão as melhores oportunidades

Levantamento exclusivo do Infojobs mapeia os setores e regiões mais promissores para quem busca emprego no Brasil
 

O primeiro semestre de 2025 mostrou um cenário nacional em ritmo acelerado para o mercado de trabalho — e as perspectivas para os próximos meses continuam mais animadoras. De acordo com a base de ofertas do Infojobs, site de empregos mais utilizado do país, o volume de vagas por anúncio cresceu 62% na comparação com o primeiro e o segundo semestre dos anos anteriores. A análise acompanha o comportamento do mercado nos últimos anos e indica uma tendência de aceleração nos processos seletivos e nas contratações para os próximos meses. 

Para quem busca recolocação ou está em transição de carreira, esse é um momento propício para avaliar as novas oportunidades. “O primeiro semestre apresentou resultados muito positivos na abertura de novas oportunidades, com destaque para as regiões Sul e Sudeste, que seguem liderando em volume de vagas. Também observamos avanços expressivos, e inéditos no período, em estados como Roraima, Paraíba e Amazonas, o que reforça uma movimentação importante para o desenvolvimento regional”, disse Ana Paula Prado, CEO do grupo Redarbor, detentor do Infojobs. 

Áreas como logística, atendimento ao cliente e vendas não apenas lideraram a abertura de vagas no início do ano como também devem manter uma trajetória de crescimento até dezembro.
 

Áreas em alta
Analisando o mercado, a tendência é que haja um cenário de crescimento mais moderado, porém consistente. “Diversos fatores, como o cenário econômico, estratégias corporativas e tendências globais, podem impactar diretamente a empregabilidade. No entanto, o que observamos é que muitas empresas estão se adaptando para manter o ritmo, mesmo em meio às mudanças, o que favorece um ambiente mais positivo para contratações. Além disso, a digitalização contínua dos negócios e o fortalecimento de setores como logística e atendimento remoto seguem como grandes impulsionadores na geração de novas vagas.”, pontua. 

O setor de logística aparece como o grande destaque no período. Com o varejo digital cada vez mais popular e acessível, a tendência é que empresas ampliem seus centros de distribuição e inaugurem novas unidades, aproveitando o impulso das vendas sazonais, como Black Friday e Natal. 

Já o setor de atendimento — especialmente telemarketing e suporte remoto — criou mais de 400 mil vagas apenas no primeiro semestre. Com a digitalização crescente e o fortalecimento do atendimento via aplicativos e redes sociais, o segmento segue em expansão. O modelo híbrido adotado por muitas empresas também favorece esse cenário. 

O setor comercial, por sua vez, continua sendo o principal motor de geração de empregos no país e funções ligadas à prospecção, negociação e relacionamento devem crescer. Para essa área, os estados de Roraima, Paraíba, Amazonas e região Sudeste vêm se destacando pelo aumento proporcional de oportunidades. 

“Com mais oportunidades surgindo fora dos grandes centros urbanos, é provável que aconteça um desenvolvimento regional e uma maior inclusão no mercado de trabalho. E ainda que o cenário econômico global possa mudar até o final do ano, a perspectiva atual é positiva: o mercado deve seguir contratando, com foco na eficiência e na expansão estratégica”, analisa a executiva.
 

Cargos e posições

Em relação aos cargos, posições operacionais e para auxiliares seguem na liderança, com aumentos de 31 mil e 17 mil vagas, respectivamente. Mas um dado chama atenção: o número de vagas para trainees cresceu 94% no semestre. Apesar da participação ainda pequena no volume total de anúncios, o salto aponta para uma possível estratégia das empresas em renovar suas equipes e investir em formação interna. Vale lembrar que a “temporada de trainees”, no qual são abertos a maioria dos programas para essa posição, geralmente acontecem entre julho e setembro.

Fechando as tendências, áreas como tecnologia da informação, telecomunicações e comércio exterior devem crescer em ritmo mais lento nos próximos meses. Para quem atua nesses segmentos, a recomendação é investir em recapacitação e desenvolver novas habilidades, alinhadas à demanda atual do mercado.

 

Estudar e ficar legalmente nos EUA: como um curso pode abrir as portas para o green card

Freepik
Especialista explica os caminhos legais que começam com o visto de estudante e podem levar à residência permanente nos Estados Unidos

 

Os Estados Unidos continuam sendo o principal destino de intercambistas em busca de qualificação internacional. De acordo com dados do U.S. Department of State, mais de 1 milhão de estudantes estrangeiros estão atualmente matriculados em instituições de ensino americanas. Somente em 2024, foram emitidos 7.200 vistos de estudante (F-1) para brasileiros. Mais do que uma formação acadêmica, o sonho de estudar nos EUA representa, para muitos, a chance de construir uma nova vida. O que poucos sabem, no entanto, é que esse caminho pode ser o primeiro passo para uma jornada legal rumo ao green card, documento que garante residência permanente no país.

Guilherme Vieira, CEO da On Set Consultoria Internacional, empresa especializada em processos de imigração, explica que estudar nos Estados Unidos é, de fato, uma excelente porta de entrada. No entanto, ele alerta que a transição do visto de estudante (F-1) para o green card exige planejamento estratégico e total conformidade com a legislação americana.

O primeiro passo é o ingresso com o visto F-1, o mais comum entre quem deseja fazer cursos de idiomas, graduação, pós-graduação ou especializações no país. Esse visto requer vínculo com uma instituição reconhecida pelo governo americano e comprovação de recursos financeiros suficientes para a manutenção do estudante durante sua estadia.

Durante os estudos, o aluno pode ter acesso a autorizações temporárias de trabalho, como o CPT (Curricular Practical Training) e o OPT (Optional Practical Training). Essas modalidades são as mais comuns para estudantes internacionais e permitem o ganho de experiência profissional. O CPT funciona como um estágio obrigatório e exige que o aluno esteja matriculado em um curso que contemple essa exigência curricular. Para obter o CPT, o estudante precisa ter uma oferta de emprego formal e fazer a solicitação junto ao escritório de assuntos internacionais da universidade. A carga horária permitida pode variar de acordo com a instituição e o semestre cursado.

Já o OPT pode ser solicitado após a conclusão do curso, permitindo ao estudante trabalhar legalmente nos EUA por até 12 meses, ou até 36 meses no caso de áreas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Segundo Vieira, essa etapa é decisiva para quem deseja buscar um visto de trabalho mais adiante.

Durante o período do OPT, caso o estudante seja contratado por uma empresa disposta a patrocinar sua permanência, é possível solicitar um visto de trabalho como o H-1B, destinado a profissionais especializados. Esse visto permite que o estrangeiro viva legalmente no país por até seis anos. A partir daí, surgem diferentes caminhos possíveis rumo ao green card, como o EB-1 (para pessoas com habilidades extraordinárias), o EB-2 com National Interest Waiver (NIW), voltado a profissionais altamente qualificados que atuam em áreas de interesse nacional, e o EB-3, destinado a trabalhadores qualificados ou com diploma universitário.

Vieira destaca que, em alguns casos, o próprio estudante pode dar entrada no processo de green card de forma independente, sem depender de um empregador, como ocorre no EB-2 NIW. “A chave está na coerência entre os objetivos educacionais e profissionais, e na construção de um perfil que atenda aos critérios exigidos pelas categorias de imigração”, explica.

Estudar nos Estados Unidos, além de representar um importante investimento acadêmico e de aumentar significativamente o potencial de renda do profissional, pode ser uma estratégia inteligente de imigração legal. Isso, claro, quando feito de forma correta e dentro das normas estabelecidas por órgãos como o USCIS (Serviço de Cidadania e Imigração), DHS (Departamento de Segurança Interna), NVC (Centro Nacional de Vistos) e o U.S. Department of State.

“O governo americano valoriza profissionais qualificados, formados em instituições dentro ou fora do país. Isso pode facilitar tanto a obtenção de autorizações de trabalho quanto, futuramente, a residência permanente, o tão almejado green card”, afirma Guilherme Vieira.

Diante da complexidade do processo e das constantes atualizações na legislação imigratória dos EUA, muitos estudantes contam com o apoio de empresas especializadas em consultoria internacional. Essas assessorias orientam desde a escolha da instituição de ensino até o planejamento de longo prazo para permanência legal no país, ajudando a evitar erros comuns e aumentando as chances de sucesso em etapas como o OPT, o visto de trabalho e a futura solicitação do green card. O suporte profissional pode ser decisivo para transformar o intercâmbio em uma mudança definitiva de vida.

 

On Set Consultoria Internacional de Imigração

 

Planos de saúde: quando o conservadorismo custa mais do que a inovação


Nos últimos anos, o debate sobre inovação no setor da saúde se intensificou - especialmente diante dos avanços em inteligência artificial, tecnologia vestível, integração de dados e novos modelos de atendimento. No entanto, uma peça-chave desse ecossistema insiste em se mover lentamente: os planos de saúde.

 

A impressão é clara: enquanto o mundo avança com tecnologias que prometem mais precisão, prevenção e personalização, os planos continuam presos a um modelo que enxerga inovação como custo - não como valor. Mas até quando essa lógica se sustentará?

 

Os números da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) mostram um cenário revelador: os planos de saúde registraram lucro líquido de R$11,1 bilhões em 2024, um aumento de 271% na comparação com 2023. Para colocar em perspectiva, esse resultado é superior ao obtido nos três anos anteriores somados. No entanto, a mesma ANS limitou o reajuste para planos individuais em 6,91% (maio/2024–abril/2025).

 

Ou seja, embora as receitas cresçam, os custos para o consumidor são mantidos relativamente controlados, deixando no ar a pergunta: onde está sendo investido esse lucro?


De acordo com o Censo 2022 do IBGE, a saúde suplementar caminha em ritmo acelerado. O número de beneficiários cresceu 12% entre 2010 e 2022 - quase o dobro do crescimento da população brasileira, que foi de 6,5% no mesmo período. Isso demonstra que a demanda por serviços privados só aumenta. Mas será que essa demanda está sendo atendida por planos que acompanham a inovação e as necessidades reais dos usuários?

 

É fato que vivemos em um país onde os serviços de urgência e emergência são majoritariamente responsabilidade do SUS. Ainda assim, os planos privados ocupam um papel central como articuladores do sistema. A questão é que, apesar de contarem com uma quantidade crescente de dados e soluções tecnológicas, muitos ainda preferem manter-se inertes, operando em estruturas ultrapassadas, desconectadas e com uma visão fragmentada do paciente.

 

Cada stakeholder desse ecossistema - hospitais, médicos, operadoras, pacientes - continua olhando apenas para o seu pedaço da jornada. E é justamente essa falta de visão sistêmica que impede avanços reais. Não é por acaso que empresas que se verticalizam e oferecem soluções ponta a ponta têm crescido. Elas enxergam o todo, conectam as pontas e - mais importante - integram tecnologia com propósito.

 

A pandemia evidenciou a urgência de transformação. A flexibilização do Conselho Federal de Medicina em relação à telemedicina, por exemplo, escancarou a possibilidade de escalar o atendimento com eficiência. Hoje, é possível imaginar um médico recebendo suporte de inteligência artificial com dados contextuais antes de uma consulta - seja online ou presencial. Isso não substitui o profissional, mas amplia sua capacidade de tomada de decisão. Ainda assim, poucos planos estão investindo seriamente nessa estrutura.

 

Não é só uma questão tecnológica - é uma mudança de postura. Fala-se muito sobre planos super premium, com promessas de acesso a hospitais de ponta. Mas a inovação não pode ser privilégio de poucos. A verdadeira transformação está na base: integrar dados, promover a prevenção, reconhecer hábitos e personalizar os cuidados. Isso, sim, gera valor real. Isso, sim, reduz custos no médio e longo prazo.

 

A saúde baseada em dados não é mais um conceito futurista. Hoje, com uma simples pulseira inteligente, já consigo monitorar meus batimentos, níveis de estresse e sono. Compartilho essas informações com meu médico, que passa a atuar de forma muito mais estratégica. Às vezes, a prescrição não será um remédio, mas uma mudança de rotina. Esse é o ponto: a tecnologia não substitui o cuidado humano, mas o potencializa.

 

Enquanto isso, seguimos com sistemas de gestão que tratam o paciente como um número - e não como alguém com histórico, contexto e necessidades específicas. Continuamos pagando por retratamentos, exames duplicados e consultas desnecessárias simplesmente porque os sistemas não se conversam. A descentralização dos dados segue como um gargalo imenso. Grandes empresas tentaram resolver isso há mais de uma década e desistiram. Mas o problema persiste.

 

O que falta, então? Visão. Coragem. Liderança. Os planos de saúde precisam deixar de enxergar a inovação como ameaça. Precisam entender que o maior risco hoje é continuar apostando em um modelo ultrapassado, que privilegia o volume em detrimento da qualidade. A inovação não é um custo: é a única forma de tornar o sistema sustentável no futuro.

 

E aqui está a provocação: quanto vai custar manter o modelo atual pelos próximos cinco anos? Talvez seja hora de repensar não apenas a tecnologia, mas a mentalidade. Porque no fim do dia, inovar na saúde é cuidar melhor de pessoas - com inteligência, com empatia e com visão de longo prazo.


 

Eduardo Freire - CEO e estrategista de inovação da FWK Innovation Design

 

Santander e Harvard Business Publishing abrem 2.000 bolsas para melhorar a prática do ensino universitário

·      O Santander | Teaching with Purpose é voltado para professores com mais de 3 anos de experiência docente 

·      O programa oferece treinamento de 8 semanas para que os participantes aprendam a projetar experiências de aprendizagem mais eficazes, inclusivas e participativas 

·      As inscrições estão disponíveis até 18 de agosto de 2025 na Santander Open Academy

 

O Santander, em conjunto com a Harvard Business Publishing – braço educacional da Universidade de Harvard voltado à formação de líderes - anuciam o Santander | Teaching with Purpose, uma convocatória global para professores universitários que desejam transformar a maneira como ensinam e causar um impacto real na sala de aula. Voltado para professores universitários residentes em 13 países com mais de 3 anos de experiência docente, o programa é gratuito e oferece treinamentos online durante 8 semanas, onde os docentes aprenderão a projetar experiências de aprendizagem mais eficazes, inclusivas e participativas. As inscrições podem ser feitas até 18/08/2025 pelo Santander Open Academy

 

O curso é desenvolvido em formato "flipped classroom", modelo de ensino que inverte a ordem tradicional de aprendizado, com conteúdo online e atividades coletivas que combinam módulos interativos, atividades práticas e cinco sessões ao vivo com especialistas de Harvard. “Aprender novas metodologias e incorporar ferramentas contemporâneas é essencial para se conectar com os estudantes. Vamos apoiar os professores promovendo uma educação mais ativa, inclusiva e alinhada aos desafios contemporâneos”, afirma Márcio Giannico, Senior Head do Santander Brasil.

 

Serão abordados temas como planejamento de aulas com aprendizagem ativa, estratégias para aumentar o engajamento dos alunos, avaliação do ensino, criação de ambientes seguros e inclusivos e uso de ferramentas de inteligência artificial para enriquecer a prática docente. O conteúdo é adaptado ao ritmo de cada participante e é pensado para que possa ser integrado à atividade de ensino desde o início do programa.

 

 As inscrições para o Santander | Teaching with Purpose podem ser feitas até 18/08/2025. Não é necessário ser cliente do Banco para participar


A importância da investigação patrimonial em divórcios litigiosos


Em um divórcio ou separação litigiosa, o momento da partilha de bens pode gerar intensos conflitos e, não raro, fraudes que prejudicam gravemente uma das partes. É comum que um dos cônjuges adote estratégias para ocultar ou desviar ativos, minimizando o valor real do patrimônio a ser dividido. Nesse contexto, a investigação patrimonial surge como um instrumento essencial para evitar perdas financeiras significativas e proteger não apenas os envolvidos, mas também os filhos, que podem ser indiretamente afetados pela instabilidade econômica resultante. 

A verdade é que, em divórcios marcados por disputas acirradas, a investigação patrimonial é indispensável. Esses processos frequentemente envolvem tentativas de ocultação de bens, isto é, quando um cônjuge busca esconder do outro partes do patrimônio acumulado em conjunto. No Brasil, é frequente que apenas um dos parceiros gerencie a maior parte dos bens familiares. Ao chegar o divórcio, esse administrador pode restringir o acesso a contas bancárias, omitir saldos reais ou negar transparência sobre o patrimônio integral do casal. 

Sem uma investigação patrimonial, o divórcio litigioso torna-se desigual e injusto. A investigação ilumina o patrimônio do casal, permitindo que ambas as partes conheçam a totalidade dos ativos partilháveis e as respectivas rendas tanto para o fim de partilhar os bens, a depender do regime patrimonial aplicável, bem como para fins de fixação de pensão alimentícia, quando for o caso. Na ausência dessa providência, a dissolução do casamento ocorre às cegas, deixando a parte que tem menos informação que a outra em posição vulnerável tanto nas negociações quanto no âmbito processual. 

As fraudes em divórcios podem envolver táticas sofisticadas para dissimular bens conquistados em esforço mútuo. Servem como exemplos doações simuladas; vendas fictícias; empréstimos inexistentes; transferências de imóveis, veículos ou empresas para terceiros; criação de empresas de fachada para ocultar participação real e dificultar a rastreabilidade; abertura de contas bancárias em nome de laranjas; armazenamento de dinheiro em espécie; envios para paraísos fiscais ou investimentos não declarados em ações e fundos. 

Quando empresas estão envolvidas, o cônjuge fraudador pode desviar lucros, omitir faturamento ou adiar receitas para declará-las após o divórcio. Outras artimanhas incluem a ocultação de bens móveis, como joias e objetos de valor, que podem ser facilmente escondidos ou desviados. Há ainda a subavaliação intencional de bens, assim como a invenção de dívidas fraudulentas para reduzir o montante partilhável. 

No caso de dívidas alegadas por um cônjuge contra o outro, é crucial exigir comprovação de que elas de fato existam. Um cônjuge pode afirmar que o patrimônio é menor devido a obrigações pendentes, que seriam abatidas na divisão. Nesse cenário, o advogado do interessado deve requerer a intimação dos supostos credores para que confirmem a origem e a documentação da dívida. No caso das subavaliações, uma perícia judicial pode ser solicitada, com a contratação de um avaliador independente para determinar o valor real do bem. 

Da mesma forma, o advogado pode demandar a apresentação de documentos idôneos pelo cônjuge que alega existirem débitos para diminuir o patrimônio a ser partilhado, como comprovantes de serviços prestados. 

De outra ponta, em situações de desvio de rendimentos de ativos geradores de renda, é recomendável pleitear a quebra de sigilo bancário, abrangendo tanto contas pessoais quanto CNPJs relacionados. Isso permite rastrear o fluxo de dinheiro e verificar o destino dos recursos. 

Para bens móveis e joias, a abordagem varia conforme seja o tipo de bem. Joias, por exemplo, podem "desaparecer" com facilidade. Uma medida inicial interessante nesses casos é requerer o sequestro desses bens, viabilizando que um oficial de justiça localize e apreenda objetos valiosos específicos. Outra estratégia é, logo após a separação, ingressar com uma medida cautelar de arrolamento de bens, na qual o oficial visita o domicílio e lista e registra itens como joias, obras de arte, relógios e esculturas que guarnecem a residência. Esse documento oficial, com fé pública, facilita contestações futuras em caso de eventual sumiço de bens que seja perpetrado por quem ficou no domicílio do casal enquanto o outro teve que sair. 

Outro estratagema clássico é o desvio de rendimentos e receitas produzidas por ativos geradores de renda, especialmente quando apenas um do casal esteja controlando esses ativos, facilitando que desvios desse tipo sejam perpetrados.  Nesse tipo de situação é importante requerer no processo a quebra de sigilo bancário, tanto da pessoa envolvida como, se possível e a depender do caso, de eventuais pessoas jurídicas vinculadas ao casal. 

Aliás, são comuns casos em que apenas um dos cônjuges detém a administração integral de todos os bens do casal, assim como é normal situações nas quais cada cônjuge tem administração de seus próprios bens e rendas, mas não tem total visão sobre o patrimônio e rendas do outro. 

Em situações tais, muitas vezes ocorre de o cônjuge administrador não querer abrir as informações completas sobre o patrimônio comum com o outro. Esse cônjuge se recusa a entregar o extrato das contas e outros dados sobre os bens partilháveis que estão sob sua administração e, com isso, tenta forçar o outro a um acordo baseado só nas informações unilaterais transmitidas por esse administrador. Isso gera uma situação de alta vulnerabilidade, pois o cônjuge que não está na administração daqueles bens não tem informação das finanças e do patrimônio do casal e, portanto, um acordo celebrado dessa forma estaria viciado pela assimetria de informações entre os envolvidos.

 

Naturalmente, não é possível aceitar um acordo a cegas desse tipo. 

Exatamente por isso, quando atuamos em casos assim, sempre providenciamos, além de uma atuação processual enérgica, uma investigação patrimonial dedicada. Com essa medida é possível mapear toda a evolução pecuniária que fica documentada de diversas formas como, por exemplo, as transações imobiliárias que dependem de escrituras de compra e venda e ficam arquivadas em cartórios. Outras providências que podem fazer parte da investigação patrimonial incluem identificar as matrículas e comprovar documentalmente a evolução do patrimônio imobiliário; promover a quebra de sigilo fiscal para obter as declarações de imposto de renda; pedir no processo a quebra de sigilo bancário para descobrir o caminho do dinheiro, entre outras medidas. As informações obtidas dessa forma não raro auxiliam a dar subsídio para pedidos poderosos no processo, como uma medida liminar de bloqueio de bens. 

Um case interessante para relatar e que ilustra esse tema foi um no qual havia um casal era abastado que estava se divorciando e que envolvia um cônjuge fazendeiro muito bem-sucedido e o outro cônjuge que era do lar e alheio à administração do patrimônio. O cônjuge administrador ofereceu uma fração muito ínfima do patrimônio ao outro na separação. Após profunda investigação patrimonial em favor do cônjuge alienado foram descobertas as fazendas não declaradas, apartamentos, veículos e algumas empresas, que por sua vez tinham diversos outros bens integralizados nelas. 

Foi possível até mesmo encontrar rebanhos bovinos, cavalos de raça, e outros ativos de valor do tipo semovente. Para ser ter uma ideia da amplitude do patrimônio escondido, até aeronaves foram descobertas na investigação patrimonial. Muitas coisas encontradas na investigação a esposa nem imaginava da existência. Consequentemente, a investigação patrimonial acabou sendo essencial para o desfecho do caso e para que o cônjuge que estava fora da administração daqueles bens tivesse acesso a uma partilha mais justa. 

A investigação patrimonial atua, portanto, como um farol em meio à névoa de incertezas e enganos que costuma pairar sobre os divórcios litigiosos. A investigação transforma a suspeita em prova e a desigualdade em equilíbrio. Ela entrega ao advogado não apenas argumentos, mas a própria matéria-prima da justiça: a verdade dos fatos. Ao juiz, oferece um mapa claro e seguro para navegar pelo complexo território da partilha, viabilizando o desmantelamento das fraudes eventualmente perpetradas. Um trabalho dessa magnitude, que combina a perspicácia investigativa à solidez jurídica, exige profissionais que dominem esse cenário. A contratação de uma equipe especializada nesse tipo de caso não é apenas uma recomendação, mas, sim, o passo decisivo para assegurar a efetividade da Justiça, a utilidade do processo e a prevalência da verdade.

   

Dr. Rommel Andriotti - advogado e sócio fundador do escritório Rommel Andriotti Advogados Associados. Atua como professor de Direito Civil e Processo Civil na Universidade Presbiteriana Mackenzie e também na Escola Paulista de Direito (EPD). É mestre em Direito (concentração em processo civil) pela PUC/SP (2020). É também mestre em Direito (concentração em Direito Civil) pela FADISP (2020). Possui pós-graduação lato sensu em Direito Civil e Processo Civil pela Escola Paulista de Direito e é bacharel em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU, 2015).

 

Digitalização da saúde na mira do Judiciário


O crescimento recente dos chamados "hubs de saúde" — plataformas digitais integradas às farmácias, que oferecem consultas médicas, telemedicina e venda de medicamentos e suplementos — exige atenção redobrada dos profissionais e empresas envolvidos. Embora essas iniciativas possam promover inovação tecnológica e ampliar o acesso aos serviços de saúde, é essencial respeitar os limites impostos pela legislação sanitária e pela ética profissional. 

Uma decisão recente da Justiça Federal do Rio Grande do Sul, no caso envolvendo a rede farmacêutica Pague Menos, reacendeu importantes discussões sobre a legalidade e os riscos regulatórios desse modelo. A sentença destacou que a oferta de serviços médicos vinculados à atividade comercial das farmácias pode configurar violação ao Código de Ética Médica, além de prática abusiva como a venda casada — proibida pelo artigo 39, inciso I, do Código de Defesa do Consumidor (Lei nº 8.078/90). 

Não se trata de um caso isolado, mas de uma tendência cada vez mais presente no mercado da saúde: a estruturação de serviços médicos online acoplados a plataformas de venda. A telemedicina, que surgiu como resposta emergencial à pandemia e foi consolidada com a Lei nº 14.510/2022, trouxe avanços significativos no acesso ao cuidado. Hoje, além das consultas síncronas (ao vivo), também são permitidas as chamadas teleconsultas assíncronas, nas quais o paciente responde a questionários online e o médico analisa posteriormente. 

Na prática profissional, observo um crescimento expressivo na solicitação de pareceres sobre os riscos dessas iniciativas. São cada vez mais comuns projetos estruturados nesse modelo, desde startups até grandes multinacionais. O foco, em muitos casos, recai sobre nichos comerciais altamente lucrativos, como serviços de emagrecimento, prescrição de hormônios ou suplementos, e dispositivos injetáveis com apelo estético. Não é raro encontrar divulgação de canetas de GLP-1 (semaglutida, tirzepatida) para perda de peso com base apenas em formulários automatizados, sem avaliação presencial — ou sequer virtual — do paciente. 

Chama atenção o risco de caracterização da captação e intermediação indevida de fórmulas magistrais, sobretudo quando há envolvimento com farmácias de manipulação. Trata-se de tema amplamente judicializado até cerca de quinze anos atrás, e que foi enfrentado com a promulgação da Lei nº 11.951/2009, que incluiu, na Lei nº 5.991/1973, a proibição desse tipo de prática. Na época, o foco estava na interação entre farmácias de manipulação e drogarias que atuavam como intermediárias entre paciente e laboratório.

Além do risco clínico, preocupa a banalização do ato médico. A consulta torna-se item de assinatura. O cuidado vira etapa do funil de vendas. O médico, um carimbador de decisões comerciais. O paciente, um consumidor que já inicia sua jornada de saúde com um produto predeterminado. Não é exagero dizer que estamos diante de uma linha tênue entre a inovação regulada e um modelo de negócio predatório. 

Para a magistrada que proferiu a decisão, a prestação de serviços médicos sem o devido registro no Conselho Regional de Medicina configura prática irregular e perigosa, sujeitando as empresas a multas e suspensão das atividades. 

Estaria o médico se tornando uma mera peça na engrenagem comercial, enquanto o paciente se vê cada vez mais desassistido? 

Por outro lado, acredito fortemente na possibilidade de se estabelecerem parcerias éticas e responsáveis entre prescritores e farmácias, desde que pautadas por critérios regulatórios bem definidos e práticas transparentes. A decisão judicial mencionada serve de alerta e deve ser compreendida como orientação educativa: inovações tecnológicas não podem suplantar exigências estruturais e éticas. 

Assim, recomenda-se cautela às empresas do setor farmacêutico ao investir nessas plataformas, garantindo, acima de tudo, o respeito à autonomia profissional, às normas sanitárias vigentes e ao Código de Defesa do Consumidor — evitando riscos regulatórios relevantes e protegendo, sobretudo, a saúde e a segurança dos pacientes. 

A decisão da Justiça Federal do RS acerta ao impor limites. Não se trata de frear a digitalização da saúde, mas de reafirmar distinções éticas inegociáveis. Medicina e farmácia são profissões com finalidades distintas. Um médico não deve prescrever com base em interesses comerciais.

 

Claudia de Lucca Mano - advogada e consultora empresarial atuando desde 1999 na área de vigilância sanitária e assuntos Santana

 

São Paulo registra 5.836 novos processos contra falhas assistenciais em saúde no primeiro semestre de 2025

 

Editora Fiocruz
Região Sudeste registrou 14.476 novos casos processuais. No Brasil foram 45.967. 

 

No primeiro semestre de 2025, o Brasil registrou 45.967 novos processos contra erros médicos (danos materiais e/ou morais decorrentes da prestação de serviços de saúde), segundo dados do Conselho Nacional de Justiça. São Paulo registrou 5.836 novos casos neste mesmo período, ocupando o primeiro lugar quando comparado com os demais estados do Sudeste. (veja detalhes mais abaixo dados de todo o Brasil por estado e região). 

 

Atualmente, há 156.473 processos pendentes e 38.435 casos julgados. Em 2024, o país apresentou um aumento de 506% no número de processos por erro médico, totalizando 74.358 ações judiciais. Esses números são alarmantes e preocupantes quanto à segurança do paciente. 

Entre agosto de 2023 e julho de 2024, o Brasil contabilizou 396.629 falhas na assistência à saúde, tanto na esfera pública quanto na privada. Esses dados foram levantados pela Organização Nacional de Acreditação (ONA), com base em informações fornecidas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 


Para este ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1 em cada 10 pacientes sofra danos durante os cuidados de saúde, resultando em cerca de 2,6 milhões de mortes anuais devido a falhas na assistência. Aproximadamente 80% dessas falhas poderiam ser evitadas. Globalmente, mais de 134 milhões de pessoas sofrem consequências de danos assistenciais a cada ano.

 

Mas como está a segurança do paciente em nosso país? 


Em 2013, o Ministério da Saúde instituiu o Programa Nacional de Segurança do Paciente, buscando promover melhorias nesse segmento. O tema ainda é relativamente novo no Brasil e, embora muitas instituições tenham aderido ao programa, o progresso ainda caminha a passos lentos. Entre os principais obstáculos encontrados para a ampla disseminação dos princípios de segurança do paciente é o sistema de remuneração do setor de saúde.

 

Segundo Salvador Gullo Neto, consultor de Segurança do Paciente da ONA, “o modelo de remuneração predominante no Brasil, conhecido como fee-for-service (pagamento por serviço) está presente em mais de 95% das relações comerciais entre prestadores de serviço e operadoras de planos de saúde. Ou seja, os prestadores de serviço recebem de acordo com o volume de procedimentos realizados, independentemente da qualidade do atendimento. Precisamos mudar esta cultura e implementar modelos de remuneração baseados na qualidade do serviço prestado, e não na quantidade. Sem incentivos financeiros para atender a este objetivo, as instituições tendem a focar mais no volume de atendimentos do que na qualidade e segurança. Se o incentivo for a qualidade e os resultados assistenciais, acredito que conseguiremos transformar essa realidade, colocando a segurança do paciente como prioridade máxima em todos os serviços de saúde”.

 

De acordo com Gullo Neto, os Estados Unidos estão em um nível mais avançado nesse aspecto. “Mesmo instituições de saúde mais simples conseguem realizar processos de acreditação, por possuírem uma preocupação forte sobre a segurança do paciente, que está muito ligada à judicialização. Todas buscam realizar os processos assistenciais de forma correta para evitar processos judiciais”, explica.

 

No Brasil, Gullo Neto observa que grande parte das instituições de saúde tem uma cultura punitiva e que o foco ainda é penalizar quem comete erros, sem analisar as verdadeiras causas do problema. Em geral, quando temos falha na assistência que resulta em dano a um paciente, as causas são múltiplas e quase sempre ligadas a processos mal estruturados ou inadequados. O mais simples é tentar encontrar um culpado pelo evento negativo e demitir esta pessoa como se fosse a solução do problema. Se não mudarmos essa cultura e não buscarmos entender as causas que levam aos erros, continuaremos estagnados e repetindo as mesmas falhas. As pessoas, por via de regra, não erram intencionalmente. O importante é identificar a causa raiz dos erros, aprender com as falhas e criar mecanismos para preveni-los. Isso demonstra um compromisso real com a meta de Zero Dano Evitável.”

 

Implementar um plano de segurança do paciente é um grande desafio. Segundo dados recentes da ANVISA - Agência Nacional de Vigilância Sanitária, das mais de 380 mil organizações de saúde registradas no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES), apenas 9803 instituições contam com o Núcleo de Segurança do Paciente, o que representa apenas 2,57% do total. 

 

“Se os gestores e equipes não estiverem preparados e focados na qualidade, o processo dificilmente avançará. E quando o sistema é implementado, a maioria acredita que os números de erros reportados diminuirão de imediato. Mas, na prática, o que acontece é o contrário: inicialmente, o número de eventos adversos aumenta, porque muitas falhas nem eram percebidas e estavam subnotificadas. Mas com um trabalho contínuo, a instituição atinge um platô mais estável, momento em que os números começam a melhorar”, explica dr. Salvador. 

 

No Brasil, há hospitais – públicos e privados – focados em oferecer maior segurança ao paciente. “A acreditação é uma ferramenta que nos permite avaliar comprometimento das instituições com a segurança do paciente. Inclusive, o nível 1 de acreditação tem como foco os processos e métodos que garantam a segurança do paciente”, pontua.

 

Por onde começar com o plano de segurança do paciente?  


Diversas medidas podem ser instituídas para reduzir os danos assistenciais. A portaria ministerial 529 de 2013 (Ministério da saúde) e a RDC 36 da Anvisa, também do mesmo ano, orientam os passos iniciais que seria a constituição do Núcleo de Segurança do Paciente e através dele, determinar um Plano de Segurança do Paciente.

 

Este plano de segurança do paciente deverá ser desdobrado para implementar as seis metas de segurança do paciente, o sistema de notificação de incidentes, a capacitação de todo o time assistencial, entre tantas outras medidas.

 

Quando a instituição estiver com seus processos iniciados e evoluindo na gestão da segurança do paciente, a acreditação hospitalar funciona como uma mola propulsora, acelerando o desenvolvimento da gestão na instituição de saúde, incrementando muito a qualidade dos processos e a segurança no cuidado aos pacientes.  

"A obtenção da acreditação é um dos caminhos para a melhoria contínua. Os manuais da metodologia ONA acabam se tornando um grande guia para as organizações de saúde, mas exige comprometimento, disciplina e uma profunda mudança cultural dentro das organizações. Além de aumentar a segurança no atendimento médico e na realização de exames e diagnósticos, também promove maior precisão e confiança, tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde. O processo contribui ainda para minimizar riscos e reduzir falhas operacionais", acrescenta Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da ONA.

 

Dia dos Pais 2025: Mercado espera aquecimento e reforça tendência positiva de vendas

Dados da Seconds revelam perfil de consumo focado em bem-estar e praticidade no Dia dos Pais


O Dia dos Pais de 2025, que será celebrado no próximo dia 9 de agosto, promete movimentar o comércio com resultados positivos, seguindo uma tendência já identificada pela Seconds, startup especialista em análise de mercado. Segundo o CEO da empresa, Thiago Trincas, o perfil dos presentes deve seguir o mesmo sucesso do ano anterior, com preferência por itens que valorizam o bem-estar, o conforto e o lazer, fortalecendo vínculos afetivos. A expectativa da startup é que as vendas deste ano registrem um aumento de 20% em relação a 2024, impulsionadas por uma maior confiança do consumidor e pela consolidação de hábitos de compra no ambiente digital.


Expectativa de mercado

A Confederação Nacional do Comércio (CNC) prevê um faturamento de aproximadamente R$ 7,84 bilhões no comércio brasileiro, representando crescimento real de 3,2% em comparação a 2024.

Especificamente no e-commerce, a estimativa da Neotrust é que as vendas alcancem R$ 6,33 bilhões na semana que antecede o Dia dos Pais (entre 5 e 11 de agosto), registrando uma alta aproximada de 5,6% em relação a 2023. Esses números destacam o peso cada vez maior do comércio digital e a importância de uma estratégia bem planejada para as vendas online.


Aposta da Seconds: um perfil de sucesso

Thiago Trincas reforça que o comportamento observado em 2024 tem tudo para se repetir neste ano. “Nossa expectativa é a manutenção desse padrão, com presentes voltados ao conforto, bem-estar e praticidade, exatamente como indicaram nossas análises anteriores”, afirma.

Entre as categorias preferidas identificadas pela Seconds, por meio dos vendedores de e-commerce cadastrados na plataforma, estão roupas confortáveis, produtos de autocuidado, itens para lazer e produtos práticos para o cotidiano.


Sucessos de 2024 que prometem repetir o desempenho em 2025

Baseado nos dados de vendas da Seconds (01/08 a 13/08/2024), estas foram as categorias campeãs, que seguem alinhados ao perfil de presente ideal:

  • Roupas e Acessórios
  • Esportes e Fitness
  • Saúde
  • Esportes e Fitness
  • Beleza e Cuidado Pessoal

Esses itens mostram claramente a preferência dos consumidores por presentes que unem conforto, estilo pessoal, cuidado com a saúde e experiências.


Segmentos preferidos pelos consumidores (dados CNDL/SPC Brasil)

De acordo com o levantamento realizado em 2024 pela CNDL/SPC Brasil, as principais categorias escolhidas para presentear os pais foram:

  • Roupas (47%)
  • Perfumes e cosméticos (35%)
  • Calçados (31%)
  • Acessórios como óculos, relógios e carteiras (18%)

Essas preferências refletem exatamente as tendências observadas nas análises da Seconds, incluindo também o crescimento de presentes ligados a utilidades domésticas e eletrônicos.


Resumo estratégico para imprensa

  • Expectativa 2025: Faturamento próximo a 2024, favorecido pela economia estável e pela procura por presentes úteis, confortáveis e com significado emocional.
  • Perfil Seconds: Confirmado pelo CEO Thiago Trincas, com foco em vestuário, autocuidado, saúde e lazer.
  • Produtos com potencial de sucesso: Itens mais vendidos em 2024 com forte apelo emocional e utilitário.
  • Panorama geral de mercado (CNC/Neotrust): Vendas totais de aproximadamente R$ 7,84 bilhões no varejo, com expressivos R$ 6,33 bilhões no e-commerce, destacando o papel fundamental do digital nas estratégias comerciais.

 Fonte: Seconds (dados de vendas entre 01/08 e 13/08/2024); estimativas da CNDL/SPC Brasil e projeções da Neotrust.




Seconds
https://www.seconds.com.br


Infojobs reúne mais de 10 mil vagas abertas em Minas Gerais

Levantamento mostra concentração de oportunidades em diferentes formatos de trabalho, com destaque para áreas como vendas, logística, gastronomia e administração.

 

O estado de Minas Gerais está com mais de 10 mil vagas de emprego abertas atualmente, de acordo com a base de oportunidades do Infojobs, site e aplicativo de empregos mais usado do país. Segundo o levantamento, as vagas atendem a diferentes perfis profissionais e são majoritariamente para contratações CLT — mais de 7 mil vagas formais — com destaque para posições afirmativas: mais de 500 vagas são inclusivas para profissionais com deficiência (PcD).

Quando mapeados os formatos de trabalho, o modelo presencial predomina, com 9 mil vagas, mas também há espaço para empregos mais flexíveis: mais de 500 oportunidades são home office e outras 300 no modelo híbrido.

Entre os principais setores com maior número de vagas de emprego no estado estão:

  • Comercial e Vendas – mais de 3.000 vagas
  • Logística – cerca de 900 vagas
  • Alimentação e Gastronomia – cerca de 700 vagas
  • Administração – cerca de 600 vagas
  • Construção e Manutenção | Indústria e Produção – média de 500 vagas em cada área
  • Serviços Gerais – cerca de 400 vagas
  • TI, Telecomunicação e Saúde – média de 300 vagas em cada setor

A faixa salarial predominante se mantém em torno de um salário mínimo a R$3 mil, dependendo do cargo e do nível de qualificação exigido. Além das contratações CLT, o levantamento aponta também mais de 800 vagas temporárias, mais de 200 para contratos de estágio e 100 voltadas a jovens aprendizes.


Entre os cargos com maior procura para contratação estão:

Operacional – mais de 4 mil vagas

Auxiliar – mais de 1.000 vagas

Assistente e Analista – cerca de 900 vagas cada

Especialista e Consultor – mais de 500 vagas cada

Supervisor e Gerente – mais de 200 vagas

As oportunidades são atualizadas em tempo real e contemplam diversos níveis de escolaridade e experiência. Todas as vagas estão disponíveis em www.infojobs.com.br ou no app do Infojobs gratuito para Android ou iOS.

 

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