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sexta-feira, 11 de julho de 2025

Viagens da Geração Z: Como transformar a viagem dos sonhos em realidade sem sair do orçamento

Com escolhas alinhadas a seus valores, os jovens combinam experiências profundas e controle financeiro para aproveitar cada momento

 

A forma como os brasileiros encaram o turismo está passando por uma transformação — e a Geração Z está no centro dessa mudança. Nascidos a partir de meados dos anos 1990, esses jovens têm buscado viagens que vão além do roteiro tradicional, priorizando autenticidade, experiências com propósito e responsabilidade financeira. Com criatividade e planejamento, mostram que é possível explorar o mundo sem estourar o orçamento. Nesta análise, Thaisa Durso, educadora financeira da Rico, traça o perfil desses novos viajantes e aponta as principais tendências que estão moldando o futuro do setor.


Quem são os novos viajantes: Uma revolução demográfica no turismo 

A retomada do turismo no pós-pandemia não representou apenas o retorno a antigos hábitos, mas a emergência de um novo protagonista: a Geração Z. Jovens nascidos entre 1995 e 2010, que antes representavam cerca de 15% dos viajantes, agora somam 28% dos novos perfis de consumo em viagens, segundo estudo do Google em parceria com a Offerwise

Essa mudança geracional vem acompanhada de uma transformação socioeconômica e geográfica significativa. De acordo com a pesquisa, quatro em cada cinco desses novos turistas (82%) pertencem às classes C, D e E — faixas que representam a maioria da população brasileira, com renda familiar mensal de até R$ 8 mil. Ou seja, trata-se de jovens que, em geral, têm orçamento limitado, o que torna o custo-benefício um fator decisivo na hora de viajar. 

Além disso, a maioria vem de regiões historicamente menos representadas no turismo tradicional, como o Centro-Oeste, Nordeste e Norte. Esse movimento indica uma clara democratização do acesso às viagens, que antes se concentravam nas classes mais altas e nas regiões Sul e Sudeste. Com uma nova realidade financeira e prioridades diferentes, esses jovens passam a buscar experiências mais autênticas, acessíveis e com bom custo-benefício, deixando de lado o luxo tradicional e priorizando conexões reais com os destinos. 

Dessa forma, entender para onde esses jovens estão viajando e o que buscam em suas experiências se torna essencial para acompanhar as mudanças no setor. 


O jeito Z de viajar: mais experiência, menos ostentação

Pesquisas mostram que uma nova onda de viajantes, em grande parte jovens com orçamento mais consciente, está impulsionando o setor. Esse grupo, que geralmente possui uma renda mais limitada, valoriza o custo-benefício e busca experiências mais autênticas e acessíveis.  

Isso se reflete em três tendências claras:

  1. A Redescoberta do Brasil: O turismo doméstico voltou com força total. A grande maioria dos brasileiros (97%) que viajaram em 2023 escolheu destinos dentro do próprio país, segundo a PNAD Contínua do IBGE. Para os jovens, essa escolha é estratégica: viagens nacionais são mais baratas, fáceis de organizar e permitem uma conexão mais profunda com a cultura local.  
  2. A Era das Microviagens: Em vez de uma única viagem longa e cara por ano, a Geração Z popularizou as "microviagens". Deslocamentos curtos, de fim de semana, para destinos próximos se tornaram a norma. Dados do Google mostram um aumento de 130% nas buscas por viagens de três dias. Consequentemente, as rotas terrestres, de carro ou ônibus, ganharam protagonismo, pois são mais econômicas e flexíveis.  
  3. Turismo com Propósito: Para além do cartão-postal, esses jovens buscam autenticidade e bem-estar. Eles preferem destinos menos explorados, onde possam vivenciar a rotina local. Além disso, a saúde mental é uma prioridade. Uma pesquisa global revelou que 79% dos brasileiros viajam para relaxar e cuidar do bem-estar emocional, o que impulsiona o chamado "turismo de bem-estar" e o slow travel — um ritmo de viagem mais calmo e imersivo.  


Da casa aos carimbos no passaporte: os dois sonhos da Geração Z 

A Geração Z não vê contradição entre querer estabilidade financeira e desejar explorar o mundo. Na verdade, seus principais sonhos, como conquistar a casa própria e viver experiências marcantes, revelam uma mentalidade que busca equilibrar segurança e liberdade. 

Crescendo em meio a crises econômicas e incertezas, esses jovens desenvolveram um olhar mais estratégico sobre o dinheiro. Eles não querem apenas consumir; querem fazer escolhas conscientes que sustentem seu estilo de vida hoje sem comprometer o futuro. 

Nesse contexto, metas de curto prazo, como viagens e intercâmbios, não competem com objetivos maiores, como adquirir um imóvel. Pelo contrário: são partes complementares de uma jornada financeira integrada, que exige planejamento e educação financeira desde cedo. 

A seguir, alguns dos principais objetivos e prioridades que orientam o comportamento da Geração Z: 

Objetivos e Comportamentos 

Prioridade para a Geração Z 

Casa própria 

Principal objetivo de consumo e símbolo de independência financeira 

Carro próprio 

Ainda valorizado como autonomia e mobilidade, especialmente fora dos grandes centros 

Viagens e experiências 

Forte intenção de aumento nos gastos com lazer e vivências culturais 

Viagens com propósito e em família 

Conexões afetivas e roteiros significativos são mais valorizados que o luxo 

Busca por estabilidade financeira 

Considerada condição básica para conquistar liberdade de escolhas 

Planejamento e educação financeira 

Crescente interesse por ferramentas que conciliem metas imediatas e futuras 

Fontes: Consumoteca (2023), Booking (2024), Ministério do Turismo (2025), Observatório Febraban (2024) 

Essa visão mais estruturada de consumo cria uma grande oportunidade para o mercado: oferecer soluções que unam planejamento, autonomia e propósito. Afinal, para a Geração Z, o verdadeiro diferencial não está em escolher entre liberdade ou segurança, mas em saber conciliar os dois com inteligência e consistência. 


O desafio financeiro: Como a Geração Z paga a conta da aventura?

A Geração Z sonha em viajar, mas enfrenta um cenário econômico desafiador que exige mais do que vontade: exige estratégia e planejamento.

Apesar da queda no desemprego nacional, os jovens brasileiros ainda enfrentam barreiras marcantes na inserção profissional. No 1º trimestre de 2025, o IBGE apontou taxa de desocupação de 14,9% entre os 18–24 anos, mais que o dobro da média nacional (7,0%. Essa dificuldade, muitas vezes associada à falta de experiência, empurra grande parcela da Geração Z para o mercado informal e empregos de baixa remuneração.  

Estudos recentes confirmam essa tendência: pesquisa do FGV/Ibre, com base na PNAD Contínua, mostra que 38,5% dos jovens de 18 a 29 anos ocupados trabalhavam informalmente no final de 2024 (contra 35,9% entre adultos de 30–59 anos).  

Entre as ocupações mais comuns desse grupo, a informalidade média chega a 44,6%, refletindo empregos precários e salários médios baixos (cerca de R$ 1.815 mensais).  

O custo de vida elevado nos grandes centros agrava a situação, já que moradia, transporte e alimentação consomem boa parte da renda. Muitos jovens começam a trabalhar cedo para ajudar financeiramente em casa, o que pode adiar os estudos e dificultar sua qualificação profissional.

Ainda assim, o desejo de viajar não diminui. Pelo contrário: torna-se uma forma de autocuidado e bem-estar. Uma pesquisa da Booking mostra que 64% da Geração Z pretende gastar mais com viagens em 2025, priorizando experiências e alimentação.

Esse contraste entre orçamento apertado e vontade de explorar o mundo revela uma geração resiliente, que busca equilibrar realidade financeira e sonhos com criatividade e disciplina. E abre espaço para soluções inovadoras no turismo e na educação financeira.


Planejamento inteligente: O roteiro para tirar a viagem dos sonhos do papel 

Sonhar com a próxima viagem parece ser fácil, mas transformá-la em realidade, especialmente para a pragmática Geração Z, exige um plano claro e eficiente. Com as estratégias e ferramentas certas, o planejamento financeiro deixa de ser um obstáculo e se torna parte da aventura. Ele é o roteiro que guia o viajante desde o desejo inicial até o embarque. 

Para uma geração que valoriza o controle e a análise, o orçamento não é uma restrição, mas uma ferramenta de empoderamento. Ele transforma um sonho vago em um plano de ação concreto e alcançável. Criar um orçamento de viagem eficaz pode ser dividido em 5 passos simples e práticos: 

  1. Defina o destino e o objetivo: O primeiro passo é ter clareza. Para onde você quer ir? Quando? Por quanto tempo? Ter uma meta específica torna o processo de economizar muito mais motivador. 
  2. Liste todos os custos possíveis: Crie uma lista detalhada de todas as despesas previstas. Isso inclui os grandes itens, como passagens aéreas ou de ônibus e hospedagem, mas também os custos diários, como alimentação, transporte local, passeios, ingressos para atrações e seguro viagem. 
  3. Pesquise e cote preços: Com a lista em mãos, comece a pesquisar os preços reais. Use sites de comparação, consulte agências e anote os valores médios. Fazer isso com antecedência geralmente garante melhores preços. 
  4. Estabeleça uma meta de economia mensal: Com o custo total da viagem estimado, divida esse valor pelo número de meses que você tem até a data da viagem. Além disso, evite deixar o dinheiro parado na conta corrente ou na poupança. Para metas de curto e médio prazo (até 12 meses), considere:
  • Tesouro Selic: segurança e liquidez diária.
  • CDBs com liquidez diária: rendimento superior à poupança e proteção do FGC.
  • Fundos DI de taxa zero: boa opção para quem prefere fundos de investimento.

Esses instrumentos permitem que o dinheiro renda enquanto você se organiza para viajar. Com a taxa atual da Selic (15% ao ano), investimentos pós fixados são grande aliados para os objetivos de curto, oferecendo uma excelente remuneração, com baixo risco.

  1. Automatize sua economia. Transforme o hábito de poupar em algo automático. Programe transferências mensais para uma conta separada ou uma corretora. Isso reduz a tentação de gastar e garante consistência.
  2. Crie uma reserva para imprevistos: Nenhum plano é perfeito. É fundamental incluir no orçamento um valor extra, geralmente entre 10% e 20% do custo total, para cobrir despesas inesperadas e garantir tranquilidade durante a viagem. 

Além disso, para quem planeja viagens internacionais, usar ferramentas financeiras modernas, como contas globais e cartões de débito pré-pagos, pode reduzir custos com taxas de câmbio e IOF, além de oferecer maior controle sobre os gastos, evitando surpresas no orçamento. 

Apresentar o orçamento não como uma "dieta de gastos", mas como o "mapa da aventura", ressoa com a mentalidade desta geração e transforma uma tarefa financeira em parte da experiência da viagem. 


A mensagem que fica é clara: realizar o sonho da viagem não é questão de privilégio, mas de estratégia. Com as ferramentas certas, conhecimento financeiro e metas bem definidas, qualquer roteiro pode sair do papel. O futuro do turismo pertence a quem entende que a jornada começa muito antes do embarque, começa na organização das próprias finanças. 


Uber disponibiliza conta sênior para todos os usuários; veja como usar

Funcionalidade traz interface simplificada, com foco em usuários mais velhos

 


 A Uber conta sênior, funcionalidade lançada no início de junho em Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza, estará disponível para todos os usuários da Uber no Brasil ao longo dos próximos dias. O recurso pode ser encontrado no Perfil Familiar do aplicativo Uber, onde se junta à conta teens e reforça as opções voltadas à mobilidade de todas as gerações. 

O design da conta sênior disponibiliza texto e ícones maiores, menos botões e menos telas, para que o processo de pedir uma viagem seja mais direto e intuitivo para o usuário. O organizador do perfil da família no aplicativo da Uber pode ajudar a solicitar viagens, gerenciar pagamentos e receber as atualizações da viagem em tempo real, tudo pelo próprio app, trazendo mais tranquilidade para o usuário da conta sênior e seus parentes. Não é necessário que o usuário da conta sênior more na mesma cidade dos demais do Perfil Familiar. 

O produto foi desenvolvido junto a especialistas em acessibilidade e com participação do próprio público-alvo. A ideia é que as pessoas mais velhas tenham uma experiência de mobilidade mais simples e intuitiva, seja para ir ao médico, fazer compras ou visitar a família.

 



Configurando o Perfil Familiar

 



Solicitação de viagem na conta sênior

 

Confira o passo a passo para configurar a conta sênior


O convite para a criação da conta sênior deve ser realizado por meio do Perfil Familiar. Caso o usuário que deseja convidar para a conta sênior seja um familiar mais velho, como pais ou avós, e ainda não tenha um Perfil Familiar, ele deve realizar as instruções abaixo:

  1. Abra o app da Uber, vá até o Menu e selecione a opção Configurações.
  2. Role a tela até a opção Configure seu Perfil Familiar e selecione esta opção.
  3. Você verá uma mensagem sobre a funcionalidade. Clique em Continuar. Depois, selecione Convidar Familiar. Você poderá, então, selecionar os membros que deseja convidar a partir de seus contatos.
  4. Só é possível convidar um usuário por vez. Para enviar outro convite, é necessário que o familiar anterior tenha aceito a solicitação enviada por notificação push ou SMS.

A pessoa convidada receberá um link para baixar o app da Uber e configurar seu perfil. Depois disso, ela já pode pedir viagens por conta própria ou, se preferir, contar com o auxílio de quem a convidou, que ainda consegue acompanhar em tempo real a viagem no aplicativo. 

Familiares e cuidadores podem intervir quando preciso, seja pedindo viagens pelo próprio celular em nome do usuário da conta sênior, salvando endereços favoritos – como casa, consultório médico e mercado –, definindo um método de pagamento compartilhado ou até ligando para o motorista parceiro a qualquer momento durante a viagem.


Gerações diferentes no ambiente de trabalho: gargalos, soluções e o papel decisivo do RH

CHRO da Redarbor Brasil explica como transformar choque de mentalidades em vantagem competitiva com ações práticas de RH

 

Imagine uma equipe em que cada pessoa segue regras diferentes para jogar o mesmo jogo. É esse o cenário vivido por muitas empresas que hoje reúnem quatro gerações no mesmo ambiente: dos Baby Boomers até a Geração Z, passando por X e Millennials. E em breve, uma quinta geração começa a se aproximar do mundo do trabalho: a Geração Alfa. A convivência entre diferentes perfis etários já é um dos desafios mais complexos e, ao mesmo tempo, o mais estratégico da gestão de pessoas hoje. 

Ignorar esse contexto pode sair caro: produtividade, engajamento, performance e até a retenção de talentos são impactados. “Temos pessoas que cresceram jogando futebol de botão trabalhando ao lado de quem nasceu na era do TikTok. As referências são diferentes, assim como as formas de se comunicar, de se motivar, de entender o trabalho. E mesmo assim, essas pessoas precisam tomar decisões juntas”, destaca Patrícia Suzuki, CHRO da Redarbor Brasil, grupo detentor do Pandapé. 

Um estudo da McKinsey mostra que a Geração Z já representa 25% da força de trabalho global. Ainda assim, muitas empresas seguem tratando as diferenças entre gerações como algo pontual. “Conflitos de comunicação e ruídos na colaboração são comuns e, quando não são bem endereçados, afetam diretamente os resultados”, explica a executiva. 

Um dado chama atenção: um terço das empresas chega a gastar até cinco horas semanais só para resolver conflitos geracionais. “É um desperdício de energia e tempo que poderia ser evitado com políticas estruturadas”, pontua. 

Para Patrícia, a tecnologia, especialmente a inteligência artificial, pode ajudar a lidar com essas diferenças de forma mais estratégica. “A IA evidencia algumas disparidades entre gerações, sim. Mas, se bem usada, pode ajudar a conectá-las. Com dados, conseguimos entender melhor os perfis, mapear habilidades e montar equipes complementares, independentemente da idade. Isso é inclusão geracional na prática.”
 

Harmonizar vai além de mediar

O papel do RH, segundo Patrícia, é ir além da mediação de conflitos. “É preciso agir com intenção. Reconhecer que as gerações são diferentes e, a partir disso, criar práticas que estimulem o aprendizado mútuo.”

Ela reforça que as diferenças não devem ser tratadas como “problemas”, mas como oportunidades. “A inovação nasce justamente do encontro entre pontos de vista distintos. Mas isso só acontece quando existe um ambiente seguro, onde todos se sentem à vontade para contribuir.”

Patrícia alerta para um erro comum: adiar essa discussão ou tratá-la como algo que pode ser resolvido com um único treinamento. “Essa é uma pauta estrutural. As gerações Alfa e Beta já estão a caminho. Se ainda estamos tentando entender como lidar com a Z, é sinal de que precisamos acelerar.”

E conclui: “Essa não é uma questão de estilo ou de afinidade. É um tema de negócio, de performance e de cultura. Ou aprendemos a colaborar com outras gerações, ou comprometemos o futuro da organização.”

          

Dia do Rock: veja dicas para aprender inglês com músicas

Saiba como usar canções no idioma para aprender vocabulário, gramática e pronúncia de forma eficiente e divertida

 

No próximo domingo, 13 de julho, é celebrado o Dia do Rock. A data relembra o Live Aid, grande evento global realizado em 1985 simultaneamente no Estádio de Wembley (Londres, Inglaterra) e no Estádio John F. Kennedy (Filadélfia, EUA), reunindo artistas como o Queen, David Bowie, U2, Paul McCartney e Madonna, com o objetivo de arrecadar doações para o combate à fome na Etiópia. 

O rock é um dos ritmos musicais mais populares e ouvidos do mundo, sobretudo as canções em inglês. Por isso, os clássicos do gênero são uma ótima maneira de reforçar o aprendizado do idioma. A música alia diversão e aprendizado das quatro habilidades essenciais para dominar uma segunda língua: compreensão oral (listening), leitura (reading), escrita (writing) e comunicação oral (speaking). Além de expor o aluno ao vocabulário coloquial, com gírias e expressões autênticas, a música ainda ajuda a internalizar o ritmo e a melodia naturais do inglês, aproximando o aprendiz de situações reais de comunicação.
 

Dicas para aprender inglês com músicas 

Quatro educadores de escolas bilíngues elencam, a seguir, dicas para quem quer aprender ou melhorar o inglês por meio de músicas.
 

1. Escolha músicas e artistas que gosta e tente entender a letra 

Para Ludmila Mourão, coordenadora do currículo bilíngue do Brazilian International School - BIS, de São Paulo/SP, a música pode ser uma grande aliada no aprendizado da Língua Inglesa. “Mais do que uma ferramenta divertida, ela ajuda a desenvolver a escuta ativa e a familiaridade com diferentes sotaques, ritmos e expressões do idioma”, explica. 

A coordenadora sugere que os alunos montem uma playlist personalizada, com músicas e artistas que gostem de verdade, de preferência aquelas com vocabulário acessível ou refrões repetitivos. “Vale a pena tentar entender o que está sendo cantado antes de buscar a tradução ou a letra. Desafie o seu ouvido! Esse esforço inicial ativa o cérebro para reconhecer sons e padrões da língua, aguçando a sua habilidade de escuta (listening)”, acrescenta Ludmila.
 

2. Acompanhe o áudio com a letra e confira a tradução das músicas! 

Essa prática ajuda a conectar duas habilidades essenciais: listening (compreensão auditiva) e reading (leitura). Segundo Paulo Rogerio Rodrigues de Souza, coordenador pedagógico da Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo/SP, “sincronizar texto e som é como construir uma ponte entre o que se ouve e o que se lê: você vê a grafia das palavras enquanto as escuta, o que reduz lacunas de entendimento e fortalece a memorização do vocabulário.” 

Mas não pare por aí! Após tentar entender a letra por conta própria, consulte uma tradução confiável e vá além: compare essa tradução com a sua própria interpretação. “Reflita sobre as sutilezas de significado, expressões idiomáticas e o contexto em que as palavras são usadas. Isso não só amplia o vocabulário como também desenvolve uma maior sensibilidade cultural e crítica”, completa Souza.
 

3. Estude a gramática e expressões das músicas 

Segundo a coordenadora pedagógica da Escola Internacional de Alphaville, em Barueri/SP, Juliana Nico, os professores incorporam músicas em seus planos de aula com o objetivo de treinar e aprimorar as habilidades de interpretação, escrita e compreensão gramatical dos alunos. Durante essas atividades, os estudantes são incentivados a analisar atentamente a construção das sentenças, identificando, por exemplo, tempos verbais, preposições e expressões idiomáticas. 

“Por meio da música, os alunos percebem como as palavras se encadeiam de forma natural, sem pausas artificiais, e conseguem identificar nuances que conferem cor e autenticidade ao idioma falado. Esse contato frequente é essencial para o desenvolvimento da fluência”, destaca Juliana.
 

4. Cante e inclua a música na sua rotina 

Muitas plataformas de streaming de música trazem o recurso karaokê ou sing along, que ajuda no reconhecimento de sons e padrões de pronuncia típicos na língua inglesa. A coordenadora de inglês do colégio Progresso Bilíngue de Vinhedo-SP, Carolina Benevides, afirma que colocar a voz em prática fortalece o speaking e revela nuances de pronúncia e entonação. Cantar pode ser ainda um exercício pessoal de dicção: grave-se, compare e corrija para ganhar confiança e naturalidade no inglês. 

Além disso, incluir música na rotina é uma forma de manter uma imersão no idioma, mesmo que o indivíduo não tenha interação com outros falantes, nem vivencie atividades ou um trabalho que exija o contato com a língua. “Integre playlists em inglês durante os seus deslocamentos, tarefas domésticas ou momentos de lazer. Explorando novos gêneros e sotaques, você amplia seu repertório linguístico e transforma atividades cotidianas em oportunidades de aprendizado.


Setor produtivo não pode pagar o preço de disputas ideológicas de ambos os lados, diz FecomercioSP

Tarifaço deflagrado pelos Estados Unidos desestabiliza relação comercial construída há décadas

 



A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), entidade que representa o setor terciário do Estado mais rico do Brasil, expressa profunda apreensão diante da decisão anunciada pelo governo dos Estados Unidos de impor uma tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras. A medida fere os princípios elementares do comércio internacional e penaliza, de forma injusta, empresas comprometidas com a produção, a geração de empregos e o crescimento econômico do País. O setor privado brasileiro, responsável por sustentar a atividade econômica e criar milhões de postos de trabalho, não pode ser transformado em instrumento de retaliação política ou alvo de embates ideológicos (de ambos os lados), que estão fora de sua esfera de atuação.

Além de fragilizar o Comércio entre os dois países, a FecomercioSP considera inadmissível que decisões estratégicas e de alto impacto sejam tomadas à margem do diálogo diplomático e da construção de consensos. A ruptura de pontes comerciais não apenas compromete as cadeias produtivas, como também deteriora o ambiente de confiança entre nações e a disposição das empresas para investir, gerar valor e ampliar trocas no mercado internacional.

A Entidade reafirma a convicção de que o caminho para o desenvolvimento sustentável passa pela abertura e pela diversificação de mercados, bem como pelo respeito às regras internacionais e pela valorização do entendimento diplomático entre países. Em vez de rupturas, o Comércio mundial requer relações construídas com base no diálogo, na previsibilidade e em políticas que promovam o equilíbrio e a prosperidade.


Abertura comercial é necessária

Como a Federação vem afirmando nos últimos meses, as medidas norte-americanas são danosas, mas também abrem uma janela de oportunidade para o País ampliar a presença nas cadeias globais de valor e se inserir com mais força no jogo de trocas internacionais, fazendo, justamente, o movimento oposto ao dos Estados Unidos: diminuindo tarifas e burocracias.

Isso acontece porque, há quase meio século, a participação brasileira no mercado internacional é pequena, flutuando em torno de 1,5% de toda a corrente do Comércio internacional. Além disso, dados da Organização Mundial do Comércio (OMC) referentes ao ano de 2023 (último dado disponível) mostram que o Brasil é apenas o 24º maior exportador do mundo e o 27ª colocado no ranking de importações.

Reduzir as tarifas de importação, simplificar a regulamentação e promover mais integração com a economia do planeta são princípios que norteiam as propostas da FecomercioSP para uma agenda de abertura comercial [veja as propostas aqui]. A longo prazo, isso contribuiria substancialmente para o crescimento econômico sustentável e para a melhoria do padrão de vida da população.

 



FecomercioSP
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Férias Escolares: Serasa ajuda a planejar o mês de julho com economia

  • Período é marcado por gastos com diversão, mas é preciso ter cautela no planejamento
  • Guia da Serasa auxilia a planejar, sem renunciar do lazer
  • Pesquisa da Serasa identifica como os brasileiros se planejam e gastam nessa época do ano
  • 49% afirmaram que gastam mais do que gostariam nas férias

 

O mês de julho, marcado pelas férias escolares, é uma época em que muitos pais aproveitam para se divertir com os filhos. No entanto, o período exige um bom planejamento financeiro, pois, sem organização, o que deveria ser um momento de lazer, pode se transformar em um problema, principalmente no retorno das férias. 

De acordo com uma pesquisa realizada pela Serasa em parceria com a Opinion Box, 49% dos entrevistados afirmam gastar mais do que gostariam durante as férias, enquanto 56% têm receio de enfrentar imprevistos financeiros nesse período. Os dados reforçam a importância do planejamento com antecedência e começar o segundo semestre com a organização financeira em dia. 

Para ajudar as famílias a aproveitarem o período férias com tranquilidade, a Serasa preparou um guia completo. Confira abaixo seis dicas presentes no material:

  1. Defina os objetivos e o orçamento: para gerar um planejamento eficiente e viável de férias é fundamental considerar o perfil da família, a idade dos filhos, o orçamento disponível e o tempo livre de cada um. Antes de definir a programação das férias, pense o que sua família deseja para o período.
     
  2. Use ferramentas de organização: criar planilhas simples ou utilizar apps de organização e planejamento auxilia no controle do cronograma e das finanças nas férias.
     
  3. Crie uma poupança de férias: comece a reservar valores específicos com antecedência. Criar uma “poupança de férias” ajuda a diluir os custos ao longo do ano, permite a negociação - para conseguir descontos no pagamento à vista, por exemplo - e evita surpresas na hora do pagamento.
     
  4. Pesquise por atividades gratuitas ou de baixo custo: muitos centros culturais, bibliotecas e prefeituras oferecem programações infantis gratuitas nas férias. Explorar a cidade com novos olhos é uma forma econômica e divertida de se entreter.
     
  5. Envolva as crianças no controle de gastos: transforme a organização financeira em atividade educativa. Compartilhe com os pequenos o orçamento e peça que as crianças ajudem a escolher entre atividades e ensine o valor do dinheiro com exemplos práticos.
     
  6. Educação financeira é possível nas férias: as férias são um excelente momento para ensinar sobre dinheiro de forma leve e prática. Com mais tempo em casa e longe das obrigações escolares, crianças e adolescentes estão mais receptivos a novas experiências.

O levantamento também revelou contrastes nos perfis de consumo das famílias durante as férias: enquanto 44% dos pais pretendem buscar crédito entre R$ 2.001 e R$ 5.000 para financiar o período, outros 34% estimam gastar até R$ 500 nas férias de julho. “É importante que os pais e responsáveis conversem abertamente sobre esse momento, que ocorre duas vezes ao ano. A falta de planejamento pode virar uma bola de neve e comprometer o orçamento do ano inteiro”, alerta Thiago Ramos, especialista em educação financeira da Serasa. 

O guia completo está no site da Serasa e pode ser acessado através do link: Link


Serasa
www.serasa.com.br
@serasa


Brasil tem mais de 19 milhões de pessoas com perfil viajante e maioria tem alto potencial de consumo, aponta novo estudo da Serasa Experian

Maioria está na faixa dos 24 aos 38 anos e tem renda acima de R$ 7,5 mil; mais de 40% possuem score de crédito considerado excelente 

 

Mais de 19 milhões de brasileiros têm perfil de viajante, segundo pesquisa recente da Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, feita por meio da ferramenta proprietária Insights Hub. Ainda segundo o estudo, 28,7% deles possuem renda mensal acima de R$ 10 mil, enquanto 22,5% recebem entre R$ 2 mil e R$ 4 mil e 17,1% até R$ 2 mil. A estimativa foi realizada com base no comportamento e perfil de consumo de 190 milhões de CPFs e revela um público altamente estratégico para o setor de turismo que quer atrair essa audiência aproveitando esse novo momento de consumo e comportamento. 

 

"A pandemia redefiniu prioridades e consolidou uma mudança de comportamento: o brasileiro passou a valorizar cada vez mais experiências que promovem bem-estar, e viajar se tornou parte essencial desse novo estilo de vida. Hoje, vemos um consumidor mais consciente, que se prepara financeiramente e escolhe destinos e serviços alinhados aos seus valores, propósitos e qualidade de vida”, declara a CMO da Serasa Experian, Giovana Giroto. 


Ainda segundo o levantamento, a capacidade de pagamento mensal do público com potencial para consumir serviços relacionados a turismo e viagens também é destaque: 38,6% conseguem arcar com gastos adicionais entre R$ 0 e R$ 1 mil, enquanto 25,3% possuem capacidade entre R$ 1 mil e R$ 2 mil, e mais de 14% ultrapassam os R$ 2 mil por mês em potencial de consumo extra. Veja nos gráficos abaixo o detalhamento dos dados citados:




Giovana Giroto também explica que “conhecer o comportamento e a capacidade de compra desses consumidores permite que empresas desenvolvam ofertas mais direcionadas não só pelo comportamento do público-alvo – ou seja, por consumir turismo e viagem –, mas também pela capacidade de consumo – até quanto podem pagar pelos serviços, o que permite que empresas ofertem desde experiências acessíveis até pacotes de luxo para as pessoas certas, otimizando custos de campanhas e ampliando a conversão”.


 

Perfil demográfico e comportamental: jovens, digitais e com excelente histórico financeiro


A análise demográfica revela que, dos mais de 19 milhões de brasileiros com perfil de viajante, há uma predominância do público masculino (54%), seguido pelo feminino (45,3%). Além disso, 92,2% do total demonstra propensão a compras online e 47,8% têm afinidade com programas de resgate de milhas – comportamento típico de quem planeja e valoriza boas oportunidades de viagem. Em relação à faixa etária a maioria dos viajantes está entre 24 e 38 anos (41,7% do total), com destaque para a faixa de 29 a 33 anos (14,5%).  

Veja os detalhes do perfil de viajantes por idade no gráfico a seguir:


 

Score elevado: viajantes são bons pagadores 


Outro destaque importante do estudo é o score de crédito dos brasileiros com perfil viajante: 40,5% estão na faixa de 801 a 1000 pontos, considerada excelente. Esse comportamento reforça a confiabilidade financeira do grupo, abrindo espaço para ofertas com parcelamento, crédito e programas de fidelidade com maior segurança para os fornecedores. Confira o detalhamento desse recorte na tabela abaixo: 



Metodologia


A pesquisa “Viajantes 3.0” foi realizada em junho de 2025 com base em uma amostra de 19.028.300 CPFs da base Serasa. A metodologia envolveu o cruzamento de dados comportamentais, de afinidade, socioeconômicos e de crédito por meio do Insights Hub, solução de inteligência da Serasa Experian. Todas as informações foram tratadas conforme as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD).


 

Experian
Experian experianplc.com


Cinco dicas de filmes e séries para despertar o olhar científico na Semana da Ciência

Obras audiovisuais têm papel fundamental na popularização da ciência e na formação do pensamento crítico  

 

Em julho, celebramos o Dia Nacional da Ciência e o aniversário da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), data simbólica para reforçar a importância da produção científica e tecnológica no desenvolvimento do país. Ao longo desta semana, relembramos o papel fundamental da ciência na transformação social, econômica e cultural do Brasil.

Mais do que uma comemoração, o dia é uma oportunidade para refletir sobre a importância do conhecimento científico no desenvolvimento do país e um dos caminhos mais eficazes para aproximar o público da ciência, especialmente os jovens, é por meio da cultura.

A popularização da ciência passa por diferentes linguagens. Filmes e séries com temáticas científicas despertam a curiosidade, ampliam o repertório e podem até inspirar futuras carreiras. O cinema, por exemplo, consegue transformar conceitos complexos em experiências emocionantes e acessíveis, provocando o pensamento crítico e a imaginação.

A Fundação Bradesco é uma rede de 40 escolas próprias e está presente em todos os estados do país e no Distrito Federal oferecendo educação gratuita e de qualidade, onde essa conexão entre emoção, curiosidade e aprendizado é um princípio essencial. O ensino por investigação é uma das práticas valorizadas, pois estimula o aluno a refletir, elaborar hipóteses e buscar soluções. Ao ser instigado por perguntas que o provocam a pensar, o estudante desenvolve um envolvimento natural com o tema, e o conteúdo apresentado pelo professor passa a fazer sentido em sua trajetória de aprendizado. Despertar a curiosidade é um passo fundamental para promover a motivação e o interesse genuíno pela aprendizagem.

Pensando nisso, foram selecionadas por especialistas de escolas de todas as regiões do país, com base no plano de ensino, cinco obras audiovisuais que contribuem para estimular o interesse pela ciência e evidenciar sua relevância no cotidiano. As obras abordam temas que vão desde histórias inspiradoras até investigações instigantes e questionamentos que convidam à reflexão sobre o mundo ao nosso redor.


Filme: Contágio (2011) – Classificação 12 anos

“O filme fala sobre virologia, epidemiologia e saúde pública. Contágio é incrivelmente realista e envolvente. Ele retrata a rápida disseminação de um vírus mortal e a corrida contra o tempo dos cientistas para encontrar uma cura e conter a pandemia.”, comenta Jonis Correia de Faria Moreira, professor da Fundação Bradesco de Cacoal – RO.


 
Série: Detetives da Ciência (2010) – Classificação livre

“O programa acompanha dois adolescentes que transformam sua casa em um laboratório para resolver enigmas do cotidiano. Com uma abordagem lúdica e prática, a série estimula a curiosidade científica e mostra como a ciência está presente em situações do dia a dia. É ideal para despertar o interesse dos jovens de forma divertida e acessível.”, explica o professor Valdécio Felix da Silva, da Fundação Bradesco de Natal – RN.


Filme: Estrelas Além do Tempo (2016) – Classificação livre

“O filme Estrelas Além do Tempo conta a história real de três cientistas negras que trabalharam na NASA durante a corrida espacial dos anos 1960. Ele inspira o interesse pela ciência ao mostrar como o conhecimento em matemática, física e química foi essencial para enviar o homem ao espaço. Além disso, destaca o papel das mulheres na ciência, rompendo barreiras sociais e raciais. O filme transmite a mensagem de que a ciência é um campo acessível a todos que tenham curiosidade, dedicação e coragem.”, Thayara Ceregatti, professora da unidade de Laguna.


Filme: Passageiro acidental (2021) - Classificação 14 anos

“O filme retrata uma missão espacial para Marte com três tripulantes oficiais e após o lançamento do foguete eles descobrem que há uma pessoa a mais na aeronave. A partir disso, criam-se dilemas éticos, emocionais, científicos para tentar encontrar uma solução para a falta de oxigênio. O filme propicia diferentes reflexões sobre a ciência como efeitos da radiação solar, o funcionamento das ondas mecânicas e eletromagnéticas no espaço, tempestade solar, entre outros”, comenta Jose Maxwell Viana Oliveira, professor da escola fazenda da Fundação Bradesco de Bodoquena – MS.


Filme: A história do mundo em 2 horas (2011) – Classificação livre

“O documentário faz um trabalho impressionante ao costurar, de forma clara e envolvente, temas complexos como a origem do universo, a formação dos átomos, os princípios da física, química e biologia, conectando tudo isso aos grandes marcos da história humana. Um exemplo brilhante é como ele relaciona a oxidação do ferro nos oceanos — causada pelo aumento de oxigênio gerado pela fotossíntese — com a Era do Ferro e o surgimento das cidades. A linguagem é acessível, sem jargões excessivos, e o uso de ilustrações, animações e esquemas torna o conteúdo visualmente atrativo e fácil de entender. É o tipo de material que responde justamente às dúvidas que muitos têm, mas nem sempre sabem como ou onde perguntar.”, professor Bruno Cardoso Lopes da Fundação Bradesco do Rio de Janeiro.

Ao se sentirem capazes de aplicar os conhecimentos adquiridos no dia a dia, os alunos desenvolvem um novo olhar sobre o mundo e um senso crítico mais apurado. Estimulá-los a formular perguntas — e não apenas a responder — é um passo importante nesse processo. Os estudantes são incentivados a observar o entorno, a comunidade em que vivem e a cidade, identificando problemas que despertem seu interesse. A partir dessas percepções, os professores orientam o recorte adequado, transformando essas reflexões em projetos de aprendizado significativos.

 

Fundação Bradesco


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