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sexta-feira, 4 de julho de 2025

POR QUE AS PESSOAS FICAM MAIS GRIPADAS NO INVERNO? ESPECIALISTA EXPLICA!

Tosse, nariz escorrendo e dor de cabeça podem ser sintomas muito comuns de observar nas pessoas durante o inverno. Mas, afinal, será a friagem a causa de tudo isso? Para explicar melhor os motivos que tornam a gripe mais propensa durante a estação mais fria, Resfenol, o especialista contra os sintomas de gripes e resfriados, convidou o infectologista Dr. Klinger Soares Faíco Filho para esclarecer o assunto. Confira!

 

Embora não seja um fato, a ideia de que a friagem é uma das causas por trás da gripe ainda é passada de geração por geração, e um dos motivos principais para isso é o notável aumento nas queixas de sintomas de resfriado durante o período de frio.

O médico Infectologista, Dr. Klinger Soares Faíco Filho, explica que o frio não é uma causa para a doença, mas uma condição que torna o organismo mais vulnerável a certos vírus.

“Para quem já possui doenças respiratórias, como sinusite, asma, rinite e bronquite, é comum que os sintomas se intensifiquem mais devido aos gatilhos ambientais. Porém, é possível estabelecer cuidados para fortalecer a imunidade nesse período e garantir melhores condições respiratórias”, afirma.

Para explicar um pouco melhor sobre as circunstâncias que favorecem o vírus da gripe no inverno, o especialista listou alguns tópicos.

 

v  A QUALIDADE DO AR

Um dos principais fatores que interferem na imunidade das pessoas durante o inverno é a falta de umidade do ar. Além das baixas temperaturas, a estação é marcada pelo ar frio e seco, que gera irritação nas vias respiratórias e as tornam mais vulneráveis para infecções.

“Além da má qualidade do ar, é comum que as pessoas passem mais tempo em ambientes fechados, que podem acumular poeira, ácaros e outros alérgenos, o que facilita a aparição de sintomas como tosse, dificuldades respiratórias e coceira no nariz e garganta”, afirma o profissional.

 

v  CHOQUE TÉRMICO

Após passar muito tempo em ambientes fechados e aquecidos, sair para o ar frio pode gerar um choque térmico no corpo. Embora ele também não seja uma causa para o resfriado, é um dos fatores que favorece o vírus da gripe.

“Ao passar por uma baixa repentina de temperatura, o corpo precisa gastar energia para compensar o calor perdido, o que afeta na imunidade e gera oportunidade para o vírus invadir o organismo. Consumir alimentos quentes, tomar banhos mornos e se agasalhar bem já são ótimas formas de evitar o choque térmico”, explica o Dr. Klingler Soares.

 

v  CUIDADOS ESSENCIAIS

Para manter a imunidade alta no período de frio são necessários alguns cuidados, como apostar em uma alimentação rica em vitamina D, manter ambientes ventilados e estar sempre agasalhado. Em caso de sintomas de gripe, é recomendável buscar por ajuda médica e iniciar um tratamento coerente.

“Um dos sintomas mais queixados nesse período é a dor de garganta. Para ajudar a combater a infecção, é essencial ingerir muita água para manter a hidratação das cordas vocais. Outra recomendação é o uso de anti-inflamatórios, que possuem a função de bloquear a produção de substâncias que geram vermelhidão na região, dor e inchaço”, aconselha o profissional. 

Para os principais cuidados, Resfenol é uma linha voltada ao alívio dos sintomas de gripes e resfriados. Sua fórmula completa tem múltipla ação e é analgésico, antitérmico, antialérgico e descongestionante, agindo a partir de 15 minutos.

Ao todo, conta com seis apresentações (solução oral, caixa com 20 cápsulas, pó para solução oral com 1 ou 5 sachês, blíster com 5 e 10 cápsulas) e atua no alívio dos cinco principais sintomas de gripes e resfriados: coriza, febre, dor de cabeça, congestão nasal e dores musculares.

Atenção: se os sintomas persistirem, é fundamental buscar orientação médica.

 



*Reg. M.S.: 1.0689.0197. Resfenol pó para solução oral: Paracetamol 400mg + Maleato de clorfeniramina 4mg + Cloridrato de fenilefrina 4mg/5g. REG. M.S.: 1.0689.0135. Resfenol cápsula: Paracetamol 400 mg + Maleato de clorfeniramina 4 mg + Cloridrato de fenilefrina 4 mg. Resfenol solução oral: Paracetamol 40 mg/mL + Maleato de clorfeniramina 0,6 mg/mL + Cloridrato de fenilefrina 0,6 mg/mL. Indicações: Resfenol é indicado no tratamento de sintomas de gripes e resfriados. Resfenol é destinado ao alívio da congestão nasal, coriza, febre, dor de cabeça e dores musculares presentes nos estados gripais. Contraindicações: Resfenol é contraindicado para pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, pressão alta, doença cardíaca, diabetes, glaucoma, hipertrofia da próstata, doença renal crônica, insuficiência hepática grave, disfunção tireoidiana, gravidez e lactação sem controle médico. Resfenol cápsula e solução: contraindicado para menores de 18 anos.

SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. RESFENOL É UM MEDICAMENTO. DURANTE SEU USO, NÃO DIRIJA VEÍCULOS OU OPERE MÁQUINAS, POIS SUA AGILIDADE E ATENÇÃO PODEM ESTAR PREJUDICADAS. NÃO USE JUNTO COM OUTROS MEDICAMENTOS QUE CONTENHAM PARACETAMOL, COM ÁLCOOL, OU EM CASO DE DOENÇA GRAVE DO FÍGADO.


Casos de hepatite A disparam entre adultos no Brasil. Julho Amarelo alerta para testagem e vacinação

Entre 2020 e 2023, o Brasil registrou mais de 785 mil casos de hepatites virais. Em São Paulo, os casos de hepatite A em 2025 já superam metade do total de 2024, acendendo o alerta para a importância do diagnóstico precoce e da vacinação para evitar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado.

 

Com o aumento expressivo de casos de hepatite A em adultos no Brasil, o Julho Amarelo 2025 reforça a importância da prevenção, da vacinação e da testagem para hepatites virais. Segundo dados recentes, entre 2020 e 2023, o país registrou mais de 785 mil casos de hepatites virais, sendo 40,6% de hepatite C, 36,8% de hepatite B e 21,8% de hepatite A. Em São Paulo, o número de casos de hepatite A em 2025 já representa mais da metade de todos os registros do ano anterior, enquanto em Belo Horizonte os casos triplicaram em relação a 2024, mostrando que o vírus está em circulação e exige atenção, principalmente entre adultos não vacinados. 

A hepatologista Dra. Patrícia Almeida, do Hospital Israelita Albert Einstein, alerta que as hepatites são doenças silenciosas que podem evoluir para cirrose, insuficiência hepática e câncer, quando não diagnosticadas e tratadas a tempo. O diagnóstico precoce é fundamental, já que muitas pessoas não apresentam sintomas ou os percebem de forma tardia, sendo que sinais como cansaço, febre, dor abdominal, urina escura, fezes claras e icterícia podem indicar a infecção. Para grupos de risco, como pessoas acima de 40 anos, profissionais de saúde, integrantes da comunidade LGBTQIA+ e quem recebeu transfusão antes de 1993, o teste rápido gratuito oferecido pelo SUS é essencial para detectar a doença precocemente e evitar complicações. 

A campanha deste ano também destaca os avanços no tratamento da hepatite C, que atualmente pode ser curada em mais de 95% dos casos com medicamentos orais, disponíveis gratuitamente no SUS e com poucos efeitos adversos. Já a hepatite B, apesar de não ter cura, pode ser controlada com medicamentos antivirais, evitando a progressão da doença, enquanto a hepatite A é prevenível por meio da vacinação, fundamental principalmente para adultos não imunizados. 

Além da transmissão por sangue e relações sexuais sem preservativo, a hepatite A é transmitida pela via fecal-oral, ou seja, pelo consumo de água e alimentos contaminados ou por práticas de higiene inadequadas, reforçando a importância de hábitos simples como lavar bem as mãos e os alimentos, utilizar preservativos e não compartilhar objetos pessoais. 

O Julho Amarelo é uma oportunidade para que a população verifique sua carteira de vacinação, realize a testagem gratuita, adote hábitos saudáveis, reduza o consumo de álcool e pratique atividade física, cuidando do fígado que trabalha diariamente pela saúde de todo o organismo. “Com prevenção, diagnóstico precoce e tratamento, podemos evitar complicações graves e garantir mais qualidade de vida. Este é o momento de cuidar do seu fígado e de reforçar a importância da saúde hepática”, conclui a Dra. Patrícia Almeida.


Dra. Patrícia Almeida - CRM SP 159821 - Possui graduação em Medicina pela Universidade Federal do Ceará (2010), Residência Médica em Clínica Médica no Hospital Geral Dr César Cals em Fortaleza-CE- (2011-12), Residência em Gastroenterologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo-(USP RP) (2013/15), Aprimoramento em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP)- (2016), Aprimoramento em Transplante de fígado no Hospital das clínicas da Universidade de São Paulo (USP RP) (2017), Observership no Jackson Memorial Hospital em Miami/EUA 2017, Doutorado em Hepatologia no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, Título de Especialista em Gastroenterologia pela FBG Título em Hepatologia pela SBH, Hepatologista do Hospital Israelita Albert Einstein.



Mais de 720 mil casos alertam para avanço silencioso de hepatites virais no Julho Amarelo

Freepik
Campanha reforça importância da testagem, vacinação e tratamento para conter infecções que afetam o fígado e podem evoluir para doenças graves

 

O mês de julho é marcado pela campanha Julho Amarelo, voltada para a conscientização sobre as hepatites virais, doenças que atingem o fígado e podem causar desde alterações leves até quadros graves, como cirrose e câncer hepático.

Já há vacinas que protegem contra três dos quatro tipos da doença, e todas podem ter sua incidência reduzida por meio de estratégias de prevenção.  

De acordo com o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais 2024, divulgado pelo Ministério da Saúde, mais de 720 mil casos foram confirmados no Brasil entre 2000 e 2023. A faixa etária mais atingida está entre 30 e 49 anos. 

A região sudeste lidera em número absoluto de notificações. Já a região norte concentra a maior taxa proporcional de casos, impulsionada pela baixa cobertura vacinal e maior vulnerabilidade social, com destaque para os vírus B e D. 

As hepatites virais mais comuns no Brasil são causadas pelos vírus A, B e C. A transmissão varia conforme o tipo: 

·         Hepatite A: contato com água ou alimentos contaminados;

·         Hepatites B e C: contato com sangue contaminado, relação sexual desprotegida, uso de objetos cortantes ou perfurantes não esterilizados, e compartilhamento de itens pessoais;

·         Hepatite D: ocorre apenas em pessoas que estão infectadas pelo vírus B, e caso tenham contato com o vírus delta. Maior incidência na região Norte. 

Segundo o infectologista da Pró-Saúde, Pedro Carneiro, um dos maiores desafios no combate à doença é o fato de que muitos casos não apresentam sintomas. “Na maioria das vezes, as hepatites não manifestam sinais visíveis, o que faz com que grande parte dos infectados desconheça o diagnóstico”, explicou.

 

“A principal recomendação é realizar testes regulares. A detecção precoce é fundamental para evitar complicações, como cirrose e câncer de fígado”, completou.


O Sistema Único de Saúde (SUS) disponibiliza vacina contra a hepatite B para todas as faixas etárias, além de incluir a vacina contra a hepatite A no calendário infantil. Já a hepatite C, que ainda não possui vacina, conta com tratamento gratuito e eficaz pelo SUS.

 

“Buscar informações em fontes confiáveis, fazer o teste e manter a vacinação em dia são medidas simples, mas fundamentais para conter o avanço silencioso das hepatites virais”, concluiu o infectologista.



Cuidados com a amamentação no inverno

Amamentar no inverno exige atenção extra, mas é possível manter a produção de leite e o conforto do bebê com pequenos ajustes na rotina, garantindo saúde e acolhimento para mãe e filho mesmo nos dias mais frios.


O inverno chegou e, junto com ele, vem aquela vontade de apostar em pratos mais quentinhos, calóricos e reconfortantes. Além disso, os dias frios tornam as mamadas noturnas menos convidativas, exigindo ainda mais atenção e cuidado. Pensando nisso, a nutricionista Amanda Figueiredo e a Fisioterapeuta Especialista em Pós-parto e Aleitamento Materno Alessandra Paula reuniram orientações e dicas práticas para ajudar lactantes a manterem o conforto, a saúde e o bem-estar durante o período mais frio do ano — tanto para as mães quanto para os bebês. 

O frio, por si só, não reduz diretamente a produção de leite. No entanto, fatores associados ao clima mais frio, como menor ingestão de líquidos, maior cansaço físico, alimentação inadequada e até o estresse, podem impactar a lactação. “Algumas mães também tendem a reduzir o tempo das mamadas por desconforto térmico, o que pode interferir no estímulo da produção”, explica Alessandra, idealizadora da Clínica CRIA. 

Para manter o ambiente aquecido, o ideal é equilibrar conforto e segurança: manter a casa bem ventilada e aquecida, evitando exageros. “O uso de aquecedores pode ser útil, desde que não resseque demais o ar, algo que pode ser minimizado com umidificadores ou até uma bacia de água no ambiente”, orienta Alessandra. “Cortinas, tapetes e a vedação adequada de janelas também ajudam a manter a temperatura estável”, acrescenta. Roupas em camadas, tanto para a mãe quanto para o bebê, permitem ajustes rápidos conforme a necessidade, mas é importante lembrar que o superaquecimento também pode ser perigoso, especialmente para os recém-nascidos.

 

Alimentação e saúde da lactante no inverno 

Manter-se hidratada e bem nutrida é essencial para garantir uma boa produção de leite. “No frio, é comum a sensação de sede diminuir, mas a produção de leite depende muito da ingestão de líquidos”, comenta Amanda, nutricionista clínica pela USP e pós-graduada em saúde da mulher e reprodução humana pela PUC. “A dica é apostar em chás de ervas permitidas na amamentação, como camomila, erva-doce ou hortelã, sem açúcar, além de sopas leves e caldos caseiros.” 

O clima frio também aumenta a vontade de consumir massas, queijos, doces e outros alimentos mais calóricos. “Consumidos em excesso, esses alimentos podem favorecer ganho de peso, causar desconfortos gastrointestinais e até impactar o bem-estar do bebê”, alerta Amanda. “Investir em preparações quentes e nutritivas, como sopas de legumes, caldos, purês, grãos integrais, carnes magras, ovos e frutas cozidas ou assadas, como maçã e banana com canela, ajuda a aquecer o corpo sem exagerar nas calorias.” 

Nesse período, também é comum o aumento de casos de gripes e resfriados, o que gera dúvidas nas mães que estão amamentando. “A mãe pode, e deve, continuar amamentando mesmo gripada ou resfriada, pois essa é uma das melhores formas de proteger o bebê, já que o leite materno transmite anticorpos que ajudam a fortalecer a imunidade do pequeno”, explica Amanda. Em casos de febre alta ou necessidade de uso de medicamentos, buscar orientação médica é fundamental para garantir um tratamento seguro para mãe e bebê.
 

Mantendo o bebê aquecido durante as mamadas 

Durante a mamada, o bebê deve estar aquecido, mas também confortável e com liberdade para se movimentar. “Evite roupas muito volumosas, que dificultam o posicionamento correto”, recomenda Alessandra. Macacões de malha ou conjuntos de body com calça e meia são ideais, lembrando que mamar é um exercício físico para o bebê, por isso, não é hora de superaquecer.

A mãe pode ainda usar mantas ou almofadas específicas para criar um ‘ninho térmico’ acolhedor no colo durante a mamada. Vale atenção também ao fato de que o frio pode deixar o bebê mais sonolento ou menos disposto a mamar com frequência, especialmente se ele estiver muito agasalhado e com pouca mobilidade. Isso pode impactar tanto a frequência quanto a qualidade da pega.

“Por isso, é importante observar os sinais do bebê, oferecer o peito com regularidade e garantir que ele esteja acordado e confortável durante as mamadas. Bebês que mamam menos no frio podem ter menor ganho de peso ou apresentar sinais de desidratação, o que exige atenção redobrada”, orienta Alessandra.

Com alguns cuidados simples e ajustes na rotina, é possível atravessar o inverno mantendo a amamentação segura, nutritiva e acolhedora, beneficiando tanto a mãe quanto o bebê.


Alessandra Paula Santos Fisioterapeuta - CREFITO 392075-F - Fisioterapeuta formada pela Universidade de Santo Amaro. Especialista em Amamentação pelo Hospital Albert Einstein. Especialista em aleitamento humano e seus obstáculos pela escola Bianca Balassiano Cursos extras em aleitamento materno nível avançado: Cirurgias mamárias, Hiperlactação, Desmame, Uso de Fitoterápicos, Síndrome de Down, Fissura Palatina. Pelo Instituto Mame Bem. Especialista em Fotobiomulação (laser e led). Terapias combinadas/Eletrotermoterapia (ultrassom e correntes elétricas) para manejo de dor e regeneração celular em pós-operatório. Especialista em Taping pós-parto e recuperação cirúrgica. Criadora do método Descomplicando a Amamentação, com mais de 500 alunos. Fundadora da Clínica Cria, única clínica do país dedicada ao aleitamento humano e cuidados com recém-nascidos.


Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica cria guia contra trombose com apoio do Aché

Com base em análises de estudos científicos e recomendações de sociedades médicas do Brasil e do exterior, documento traz recomendações chanceladas por especialistas

 

Com as mudanças nas regras para a realização de cirurgia bariátrica e metabólica divulgadas pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) no último dia 20 de maio, a tendência é que o número de procedimentos cresça, trazendo mais acesso ao tratamento. É uma boa notícia, visto que, de acordo com o Atlas Mundial da Obesidade 2025, da Federação Mundial da Obesidade (World Obesity Federation - WOF), um a cada três brasileiros sofre da doença. Por outro lado, assim como em qualquer outra intervenção cirúrgica, a bariátrica também pode expor o paciente ao risco de tromboembolismo venoso — conhecido como trombose. 

Pensando nisso, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM) criou, em parceria com o Aché Laboratórios Farmacêuticos, um guia para a profilaxia de tromboembolismo venoso em pacientes submetidos à cirurgia bariátrica. O principal objetivo é prevenir o risco de trombose (que pode causar embolia pulmonar) por meio da administração de medicamentos e do uso de dispositivos que aplicam pressão nas pernas. 

“A construção do guia foi viabilizada graças à parceria com o Aché e contou com a análise de 19 estudos científicos e a participação de médicos cirurgiões bariátricos, angiologistas e intensivistas, além da inclusão de recomendações de sociedades médicas internacionais e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Vascular. Agora, temos recomendações chanceladas por especialistas com um único objetivo: salvar vidas”, afirma o Dr. Luiz Vicente Berti, sócio fundador e vice-presidente executivo da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM).
 

Novas regras

A partir de agora, pacientes a partir dos 14 anos que tenham obesidade grave — ou seja, com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 — associada a doenças relacionadas como diabetes tipo 2, doença renal crônica, doença cardiovascular, gordura no fígado, apneia do sono, osteoartrite e refluxo, poderão fazer a cirurgia bariátrica, desde que autorizados pelos seus responsáveis legais e a equipe médica. 

Adolescentes de 16 a 18 anos passam a responder aos mesmos pré-requisitos dos adultos: com a cirurgia sendo recomendada a todos que tenham IMC a partir de 40, mesmo sem comorbidades associadas; e para pacientes com IMC de 30 a 39,9 se também apresentarem doenças relacionadas. 

“As mudanças adotadas pelo CFM se basearam no que há de mais moderno em estudos científicos, comprovando os benefícios da cirurgia bariátrica para o tratamento da obesidade e da síndrome metabólica e reconhecendo esse método como seguro, eficaz e duradouro, além de não influenciar no crescimento dos adolescentes”, comenta o Dr. Berti. 

Hoje, mais da metade da população brasileira tem sobrepeso e obesidade. O Brasil é o segundo país do mundo com o maior volume de cirurgias bariátricas e metabólicas, perdendo apenas para os Estados Unidos. Nos últimos quatro anos, o número de cirurgias bariátricas aumentou 42,4% por aqui. 

Com as novas regras, a cirurgia se torna mais acessível, o que significa mais pessoas se submetendo ao procedimento — e, consequentemente, aumentam os riscos inerentes a qualquer intervenção cirúrgica. “Os problemas costumam aparecer no pós-operatório, principalmente relacionados ao tromboembolismo venoso (TEV), que é responsável por 348 mil mortes a cada ano”, explica o Dr. Berti, que tem mais de 30 anos de experiência em cirurgia bariátrica e metabólica, com mais de cinco mil procedimentos realizados.
 

Tromboembolismo Venoso (TEV): o combate mais eficaz é a prevenção

Segundo o Dr. Berti, em mais de 90% dos casos o paciente obeso apresenta doenças associadas e, quando precisa ser submetido a qualquer cirurgia (entre elas a bariátrica), deve ser devidamente preparado, a fim de evitar eventuais efeitos adversos. Existem ainda os riscos específicos desse perfil de paciente, como a restrição da mobilidade e alterações na circulação sanguínea. Além disso, a obesidade por si só é uma condição favorável ao desenvolvimento de trombose devido ao estado inflamatório crônico e às alterações na coagulação. 

Por isso a importância da criação de um guia com recomendações de especialistas. O documento está disponível online e gratuitamente para profissionais de saúde na plataforma de saúde e bem-estar do Aché, Cuidados Pela Vida. “O Aché tem como compromisso levar mais vida às pessoas, e isso se dá também por meio de investimentos em educação médica continuada”, comemora o Dr. Stevin Zung, Diretor Executivo Médico-Científico do Aché.
 

Aché Laboratórios
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Ministério da Saúde amplia vacinação contra meningite bacteriana com nova dose gratuita para adolescentes!

Foto: Rádio Tropical.
Imunização com a vacina meningocócica ACWY passa a ser ofertada gratuitamente no SUS para adolescentes com idades entre 11 e 14 anos.

 

O Ministério da Saúde anunciou nesta terça-feira (2) uma ampliação importante na oferta da vacina meningocócica ACWY pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A partir de agora, adolescentes com idades entre 11 e 14 anos passam a ter acesso gratuito ao imunizante, que oferece proteção ampliada contra quatro sorogrupos da bactéria Neisseria meningitidis: A, C, W e Y, os mais prevalentes no Brasil. 

A medida faz parte da nova estratégia do Programa Nacional de Imunizações (PNI) para conter o avanço da meningite meningocócica, infecção aguda e grave das meninges, membranas que revestem o cérebro e a medula espinhal. Só em 2025, o país já contabiliza mais de 1.700 casos confirmados de meningite bacteriana, doença que apresenta alta taxa de morbimortalidade e rápida evolução clínica. 

“O patógeno Neisseria meningitidis pode ser dividido em 13 sorogrupos, sendo os mais frequentes no Brasil, entre 2007 e 2020, os sorogrupos C, B, W e Y. A vacina MenACWY atua justamente sobre quatro deles, oferecendo uma proteção mais abrangente, especialmente em comparação à vacina MenC, anteriormente utilizada como reforço.”, comentou Eusébio Lino, médico infectologista e professor do InfectoCast. 

Além da ampliação para adolescentes, o Ministério também promoveu uma mudança importante no calendário infantil: o reforço que antes era feito com a vacina MenC aos 12 meses agora será substituído pela MenACWY. Assim, o novo esquema primário de vacinação infantil passa a contar com duas doses de MenC, aos 3 e 5 meses de idade e um reforço com MenACWY no primeiro ano de vida. 

A expectativa da pasta é que essa atualização tenha impacto direto na redução dos casos de doença meningocócica, tanto entre os vacinados quanto na população em geral, pela ampliação da cobertura contra diferentes sorogrupos circulantes no país. 

A vacina está disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde de todo o Brasil. Basta comparecer com um documento de identificação e a caderneta de vacinação, caso a tenha. A imunização é recomendada tanto para quem ainda não tomou nenhuma dose quanto para quem tem o esquema incompleto. 

Com essa atualização, o Ministério da Saúde reafirma seu compromisso com o controle de doenças imunopreveníveis e a recuperação das coberturas vacinais, entre crianças e adolescentes, que apresentam os maiores índices de abandono do calendário vacinal nos últimos anos.  

Eusébio Lino é médico infectologista formado pela Universidade Tiradentes (UNIT) e com residência em Infectologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (HCFMUSP). Atuou como preceptor da Subcomissão de Controle de Infecção Hospitalar do Instituto Central do HCFMUSP em 2024. Atualmente integra o corpo clínico do Instituto Brasileiro de Controle do Câncer e do Hospital Santa Catarina, além de atuar no Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital São Camilo – Unidade Santana. Seus principais interesses incluem resistência antimicrobiana, controle de infecção e epidemiologia hospitalar.


Os perigos do vape e o avanço silencioso do pulmão de pipoca

 Pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz faz alerta sobre o crescente uso de cigarros eletrônicos entre os jovens, destacando que estudos já identificam danos pulmonares graves e irreversíveis
 

Nos últimos anos, o uso de cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, tem aumentado significativamente. Estudos publicados em 2020 no American Journal of Preventive Medicine já mostraram que usuários diários de vape têm 73 % maior chance de relatar asma comparados a não usuários, além de risco aumentado de bronquite, bronquiolite e outras doenças pulmonares. Vendidos como uma alternativa mais "moderna" e aparentemente menos nociva que o cigarro tradicional, os vapes se popularizaram com promessas de menos cheiro, sabores agradáveis e menor dano à saúde. No entanto, estudos científicos cada vez mais robustos têm mostrado que o uso de dispositivos eletrônicos está longe de ser seguro e pode, inclusive, levar a doenças pulmonares graves, como a chamada “doença do pulmão de pipoca”, como é popularmente conhecida. 

O nome comum refere-se à bronquiolite obliterante, uma doença pulmonar rara, mas irreversível, que causa obstrução dos bronquíolos, que são as menores vias aéreas dos pulmões, por inflamação e fibrose. Essa condição ganhou notoriedade quando trabalhadores de fábricas de pipoca de micro-ondas, nos Estados Unidos, começaram a desenvolver sintomas graves após exposição crônica ao diacetil, um aromatizante artificial com cheiro e sabor de manteiga que era usado em alimentos industrializados. O que a maioria das pessoas não sabe é que essa mesma substância foi encontrada em diversos líquidos usados nos vapes, inclusive em produtos comercializados legalmente. 

Estudo realizado pela Harvard T.H. Chan School of Public Health, analisou 51 tipos de líquidos de vape com sabor e identificou a presença de diacetil em mais de 75% deles, cuja inalação contínua tem potencial para causar danos significativos aos pulmões. Além disso, substâncias como propilenoglicol, glicerina vegetal, metais pesados e nicotina estão presentes em grande parte desses produtos, muitas vezes sem qualquer regulamentação adequada. 

Outro alerta importante veio do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), nos Estados Unidos, que entre 2019 e 2020 investigou uma epidemia de doenças pulmonares graves associadas ao uso dos cigarros eletrônicos, conhecida como EVALI (E-cigarette or Vaping product use-Associated Lung Injury). Foram mais de 2.800 casos registrados e 68 mortes confirmadas, a maioria associada a líquidos contaminados ou adulterados, muitos com acetato de vitamina E. 

"A falsa sensação de segurança promovida pelos cigarros eletrônicos é extremamente perigosa. Temos visto pacientes jovens, sem histórico prévio de doenças pulmonares, chegando ao consultório com sintomas de falta de ar persistente, tosse crônica e alterações irreversíveis nos exames de imagem", afirma a Dra. Fernanda Baccelli, pneumologista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. Segundo ela, a exposição aos compostos presentes nos vapes pode causar inflamações severas nos pulmões e levar a quadros semelhantes aos observados na bronquiolite obliterante. 

Além disso, estudos publicados na revista Thorax (BMJ) apontaram que os vapores inalados por usuários de cigarro eletrônico prejudicam as células epiteliais das vias aéreas, reduzindo a imunidade local e aumentando a suscetibilidade a infecções, além de acelerar processos inflamatórios crônicos. A Dra. Baccelli reforça: "O pulmão não foi feito para inalar substâncias químicas aquecidas. Mesmo compostos aparentemente inofensivos, como os aromatizantes de frutas ou doces, podem desencadear reações inflamatórias graves quando inalados repetidamente." 

O impacto do uso contínuo de vapes vai muito além do risco de dependência de nicotina. Ele inclui prejuízo da função pulmonar, aumento de doenças respiratórias como asma e bronquite, e o risco de evolução para condições permanentes. É importante destacar que muitos usuários começam a fumar os cigarros eletrônicos e acabam migrando para o tabagismo convencional, ou associam os dois, aumentando ainda mais os riscos à saúde. 

A comunidade médica tem reforçado o papel essencial da prevenção e da informação quando o assunto é saúde pulmonar. Em especial, diante de produtos como os cigarros eletrônicos, que ainda carregam muitos mitos e desinformação, é fundamental que a população tenha acesso a dados confiáveis e orientação médica qualificada. O cuidado com os pulmões começa com escolhas conscientes e informadas. Respirar bem é um sinal de vida e preservar essa função vital deve ser prioridade, principalmente entre os jovens. 

Comprometido com a promoção da saúde e da qualidade de vida, o Hospital Alemão Oswaldo Cruz reforça sua atuação na conscientização sobre os riscos do tabagismo e do uso de dispositivos eletrônicos para fumar. A instituição acredita na educação em saúde como um importante instrumento de prevenção, informação e orientação, sempre pautada pela ciência, pelo acolhimento e pela responsabilidade social. Esse compromisso está presente no dia a dia das equipes médicas e multidisciplinares do hospital, guiando o cuidado com cada paciente.



Dra Fernanda Baccelli - CRM SP 124.825 - RQE 35009


Hospital Alemão Oswaldo Cruz
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Chocolate não é vilão. Doce pode ser aliado da saúde

Nutricionista do Seconci-SP explica os benefícios deste alimento tão consumido


O chocolate é um alimento tão amado que ganhou um dia só dele, 07 de julho. Embora seja, muitas vezes, considerado vilão das dietas e da saúde, na verdade, ele pode ser um aliado. É o que diz Renata Ferreira da Paz, nutricionista do Seconci-SP (Serviço Social da Construção). 

“O chocolate pode trazer benefícios à saúde, porém depende do tipo escolhido. O cacau que está contido no chocolate traz benefícios por ser antioxidante, anti-inflamatório e rico em vitaminas e minerais”, diz a nutricionista. Segundo ela, o amargo intenso acima de 70% cacau é o mais recomendado, podendo consumir em média 30 gramas por dia. Para pessoas com diabetes e com restrição calórica é necessária avaliação individual. 

Paz ainda explica que o fruto cacau é rico em polifenóis que são substâncias que possuem uma ação antioxidante, colaborando para o retardamento do envelhecimento das células do organismo. Além disso, também são vasodilatadores, ou seja, promovem o relaxamento dos vasos sanguíneos e melhoram o fluxo do sangue. Os amargos também são fontes de magnésio, um mineral importante para a memória e concentração.  

“O chocolate está presente no nosso dia-a-dia, sempre relacionado a festas e momentos de alegria. Fazendo as escolhas certas e seguindo as quantidades recomendadas de forma individualizada, é possível aproveitar este delicioso alimento que também tem seus benefícios à saúde”, diz a nutricionista.

 

Diferentes tipos

De acordo com Paz, a principal diferença nutricional entre os chocolates é a quantidade de cacau que eles possuem. 

O chocolate amargo intenso é composto por mais de 70% de cacau, tem sabor marcante e pouca quantidade de açúcar. O amargo é acima de 50% cacau, com menor quantidade de açúcar. Já o chocolate ao leite tem menos de 40% de cacau, com inclusão de leite, açúcar e outros tipos de gordura. O branco não contém massa de cacau e, geralmente, tem elevado teor de gordura e açúcares.

 

Crianças e diabéticos podem consumir chocolate?

A nutricionista do Seconci-SP explica que o chocolate sem ou com baixo teor de açúcar pode ser uma alternativa para quem precisa controlar a glicemia. “Os chocolates zero adição de açúcar substituem o açúcar por adoçantes que podem ser naturais ou artificiais”, completa. 

“O chocolate não é recomendado para crianças abaixo de dois anos de idade. A partir desta idade poderá ser incluído de forma esporádica em preparações caseiras, como bolo com cacau, por exemplo. É importante dar preferência à oferta de chocolates amargos com menor teor de gordura”, conclui Paz.


Dia do Chocolate

 

Crianças com diabetes podem comer chocolate? 

O chocolate não precisa ser o vilão; veja como aproveitar a data de forma equilibrada, com conhecimento, responsabilidade e acolhimento

 

Marcado pelo consumo de doces e por ser um dos alimentos preferidos dos pequenos, o chocolate costuma ganhar ainda mais destaque no Dia Mundial do Chocolate, celebrado em 7 de julho. Para as quase 100 mil crianças e adolescentes com diabetes tipo 1 no Brasil, segundo o Atlas da Federação Internacional de Diabetes, a data também levanta dúvidas sobre o consumo de açúcar e os cuidados com a saúde.

A endocrinologista pediátrica Mônica Gabbay, cofundadora e diretora educacional da plataforma de educação médica G7med, responde dúvidas comuns sobre o tema. Segundo ela, o chocolate pode fazer parte da alimentação de crianças com diabetes, desde que com planejamento e orientação de profissionais de saúde.

 

Chocolate está liberado?

Sim, com moderação. “Mesmo crianças com diabetes tipo 1 (DM1) podem comer chocolate, desde que o alimento esteja incluído no plano alimentar e dentro de uma rotina equilibrada”, explica. A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) para crianças pequenas é que o consumo de açúcar não ultrapasse 10% das calorias diárias, o que equivale, em média, a 25g por dia.

 

E para crianças com pré-diabetes?

Elas também podem consumir chocolate, desde que com acompanhamento nutricional. A médica recomenda dar preferência a chocolates com mais de 70% de cacau, que costumam ter menos açúcar. Além disso, o alto teor de cacau oferece antioxidantes naturais. “O mais importante é evitar picos de glicemia e ensinar uma relação saudável com os alimentos desde cedo”, diz.

 

Chocolate pode causar diabetes?

O chocolate, isoladamente, não é responsável pelo desenvolvimento de diabetes, mas o consumo exagerado de açúcar, aliado ao sedentarismo e ao ganho de peso, pode levar à resistência à insulina, o que aumenta o risco da doença. A obesidade infantil é hoje um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2.

Após o consumo exagerado de doces, alguns sinais podem surgir e devem ser observados pelos pais, como sede intensa, urina em grande volume ou frequência, cansaço fora do habitual, irritabilidade, dor de cabeça ou náuseas. Esses sintomas podem indicar alterações nos níveis de glicemia, mas não significam, por si só, que a criança desenvolveu diabetes. No caso de crianças que já têm diabetes tipo 1, esses sinais podem apontar um quadro de hiperglicemia, sendo necessário monitorar a glicemia e ajustar a dose de insulina conforme orientação médica.

 

Como adaptar a alimentação com chocolate?

Com algumas adaptações simples, é possível incluir o chocolate de forma equilibrada na rotina das crianças. “Criar momentos significativos, com atenção e afeto, ajuda a criança a perceber que a alimentação é mais sobre cuidado do que sobre açúcar”, pondera.

Uma boa ideia é trocar porções grandes por quantidades menores, distribuídas ao longo do tempo, além de preferir chocolates com maior teor de cacau, que costumam ter menos açúcar. Atividades lúdicas, como jogos em família, também ajudam a tirar o foco da comida e reforçam o momento afetivo. Outra dica é convidar as crianças para preparar receitas caseiras com menos açúcar — uma forma divertida e educativa de falar sobre escolhas alimentares.

Versões diet, voltadas a pessoas com diabetes, também são uma opção, mas exigem atenção ao teor de gordura e à quantidade total de carboidratos. Frutas secas cobertas com chocolate amargo ou receitas caseiras feitas com cacau natural, adoçantes seguros e leite vegetal são outras possibilidades. A endocrinologista destaca que o rótulo “diet” não significa, necessariamente, que o produto é mais saudável ou recomendado para consumo frequente, por isso, a orientação de um profissional continua sendo essencial. 



Dra. Mônica Gabbay - Médica endocrinologista pediátrica; Pós-Doutora em Endocrinologia pela UNIFESP; professora afiliada da UNIFESP; cofundadora e diretora educacional do G7med.


Rumo às férias: 5 vacinas essenciais para tomar antes de embarcar

Diretor médico da Saúde Livre Vacinas revela quais imunizantes não podem faltar na caderneta do viajante 


Julho é marcado pelo Dia do Viajante, celebrado anualmente em 25 de Julho. A data que visa homenagear quem ama explorar o mundo e conhecer novas culturas, também serve como um lembrete sobre a importância de se preparar adequadamente para suas aventuras, seja planejando roteiros ou cuidando da saúde para garantir viagens seguras e proveitosas. Para o Dr. Fábio Argenta, diretor médico e sócio fundador da Saúde Livre Vacinas, rede de clínicas de vacinas para todas as idades, a atualização na caderneta de vacinação não pode faltar para quem vai se aventurar Brasil afora. 

“Essa época do ano em que há o recesso escolar, muitos pais escolhem coincidir suas férias para uma viagem em família. Mas é importante ter em mente que checar as vacinas é uma etapa fundamental do planejamento. O cuidado com a saúde preventiva pode diminuir a chance de adoecer durante a estadia e também previne a disseminação de vírus. As vacinas precisam ser tomadas em média 15 dias antes da data de embarque, para que tenham tempo de desenvolver a proteção”, informa.

Todo viajante deve consultar as exigências de imunização de cada destino, mas, o Dr. Fábio listou algumas das principais vacinas que não podem faltar antes de viajar, confira:

  1. Febre amarela: é obrigatória para viajantes que visitam áreas endêmicas, como: Maldivas, Egito, China, Emirados Árabes, Tailândia, Bahamas, entre outros. “Ela também é recomendada para locais que a pessoa terá contato com a natureza, incluindo também alguns estados brasileiros, como: Amazonas, Mato Grosso, Espírito Santo e Minas Gerais”, comenta Argenta. 
  2. Sarampo: não é obrigatória, mas deve ser priorizada por indicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), devido aos reaparecimento da doença que está acontecendo em todo o mundo, para proteger não apenas os turistas, mas também as comunidades que serão visitadas. Especialmente para os destinos: França, Reino Unido, Itália, Espanha, Portugal, Alemanha, Holanda, Austrália, Argentina e México.
  3. Gripe: oferece proteção contra as cepas sazonais do vírus, reduzindo o risco de contrair a doença durante a viagem. “A passagem por locais movimentados, como aeroportos, restaurantes e hotéis aumentam o risco de contágio. É recomendado para todos os destinos nacionais e internacionais”, orienta o médico.
  4. Poliomielite: protege contra os sintomas incapacitantes da doença, é importante a prevenção nos destinos onde a erradicação completa poliomielite não foi totalmente erradicada, tais como: China, Indonésia, Paquistão, Somália, Egito, Madagascar, Filipinas, entre outros.
  5. Meningite: é recomendada para todos os destinos. O imunizante protege contra o meningococo, uma das bactérias que podem causar inflamação nas membranas que revestem o cérebro. 

“Para certificar-se que todos os membros da família estejam adequadamente protegidos e possam aproveitar a viagem com tranquilidade e segurança, é recomendável procurar uma clínica de vacinação privada. Dessa forma, é possível verificar, com antecedência, as doses e vacinas necessárias. No caso de viagens internacionais, também é essencial obter o Certificado Internacional de Vacinação e Profilaxia (CIVP). As instruções para emissão estão disponíveis no site gov.br, e vale lembrar que o processo pode levar até 5 dias úteis”, aconselha. 

 

Saúde Livre Vacinas


Setor de pizzarias cresce 7,2% no Brasil, com o menor número de fechamentos desde 2017, aponta levantamento exclusivo da Apubra


  • Foram abertas 3.867 pizzarias em todo o país em 2024;
  • Brasil concentra 36.568 pizzarias ativas;
  • Setor registra menor número de fechamentos desde 2017, contabilizando 5.282 pizzarias encerradas em 2024;
  • Regiões Norte e Nordeste registram maior percentual de crescimento acumulado, sendo Tocantins o estado líder do ranking com expansão de 32,20%;
  • Capitais brasileiras detém 12.196 unidades do mercado de pizzarias ativas;

 

De acordo com o estudo anual Mercado de Pizzarias, realizado pela Associação Pizzarias Unidas do Brasil (Apubra), que há 23 anos atua no fomento de informações de qualidade e atualizada sobre o mercado de pizzarias, o segmento nacional vive um momento de expansão saudável em um cenário mais estável. Dados mostram que, com um aumento de 9,52% nas aberturas de novas unidades em 2024, o setor de pizzarias cresceu 7,25% no índice geral de pizzarias ativas em relação ao mesmo período de 2023. 

O estudo considerou a amostragem de 36.568 estabelecimentos dos portes ME, EPP e LTDA ativos no país no último ano, o que simboliza 75% do mercado, desconsiderando a categoria de microempreendedores individuais (MEIs), que não foram incluídas na análise.  O relatório ainda revela que no último ano houveram 48% menos fechamentos do que em 2023, totalizando 5.282 pizzarias inativas ou encerradas em 2024, menor número desde 2017.

Para Leandro Goulart, presidente da Apubra, a quarta edição do levantamento  indica um setor aquecido com o aumento da concorrência e a necessidade de diferenciação. “Neste momento, o segmento de pizzarias caminha para uma fase mais madura, com crescimento sadio, queda nos fechamentos, interiorização e profissionalização da gestão, e se mostra como uma oportunidade para investidores atentos à demanda regionalizada e à experiência como diferencial competitivo”, comenta o executivo.

Raio-x do segmento pelo Brasil

Com a inauguração de 3.867 novas pizzarias em todo o território nacional em 2024, a região Sudeste segue com a maior concentração de estabelecimentos, com 51% das unidades em funcionamento. Em seguida, encontra-se a região Sul (20%), Nordeste (16%), Centro Oeste (9%) e Norte (4%). 

 



Expansão no Norte e no Nordeste

Um dos grandes destaques do estudo é a ascensão do setor nas regiões Norte e Nordeste, que lideram o crescimento percentual acumulado de pizzarias ativas no país. Tocantins (32,2%), Pará (23,4%), Amapá (20,3%) e Maranhão (20,1%) se destacam ao registrar os maiores índices de expansão no último ano, disparando à frente dos demais estados no último ano.

Segundo Goulart, a expansão no Norte e no Nordeste já é observada pela Apubra desde as primeiras edições do estudo, o que aponta mudanças importantes para o mercado. “Esse movimento descentralizado, com abertura promissora de pizzarias em estados fora do eixo Sul-Sudeste, indica não apenas a maturidade dos negócios em regiões como São Paulo e Rio de Janeiro, mas também a mudança de hábitos de consumo das populações locais que, com tempo, vêm se tornando cada vez mais receptiva à culinária global de modo a impulsionar a interiorização do food service”, explica o presidente da Apubra.

São Paulo, que concentra 63,9% do volume total de pizzarias ativas da região Sudeste, registrou o menor crescimento acumulado do país no último ano, com alta de apenas 2,8% na quantidade de estabelecimentos ativos. Apesar de ainda liderar em volume absoluto, com 32,63% das pizzarias em funcionamento no território nacional, o ritmo de expansão tem sido mais lento em comparação aos outros estados. 

Segundo Leandro, esse cenário pode ser um sinal do aumento da competitividade local e também um reflexo das mudanças no fluxo migratório nacional. “O estado de São Paulo continua liderando em volume absoluto de pizzarias, tanto que a capital do estado ainda é considerada a Capital Nacional da Pizza, porém, o ritmo de expansão é menor. Um dos fatores que pode ser responsável por isso é a perda líquida de residentes que a região tem registrado nos últimos anos, conforme apontado pelo IBGE, em que mais de 89 mil pessoas deixaram São Paulo entre 2017 a 2022. Além de novas tendências, essa mudança torna o mercado paulista ainda mais competitivo e exige cada vez mais gestão estratégica para prolongar a vida útil dos negócios”, esclarece. 


Capitais e cidades do interior em evidência

Com o registro de 12.196 pizzarias ativas nas capitais brasileiras em 2024, São Paulo segue na liderança, com 37,40% das operações ativas do estado paulista. Em seguida, Rio de Janeiro com 10,40% das pizzarias do RJ e Brasília com 6,74% das operações em funcionamento no Distrito Federal. 

Para além dos grandes centros urbanos, o estudo indica que as cidades de médio porte, como Feira de Santana - BA, Anápolis - GO , Caxias do Sul - RS e Ribeirão Preto (SP), se destacam por apresentarem uma grande concentração de pizzarias em seus respectivos estados e, devido à sua importância econômica e ao crescimento populacional, podem se tornar polos em ascensão para o segmento. Isso demonstra que o consumo de pizza extrapola as metrópoles, fator que também exige atenção dos fornecedores e novos empreendedores. 


Metodologia

A quarta edição do estudo Mercado de Pizzarias no Brasil tem como intuito mapear aspectos do segmento como distribuição geográfica, concentração de estabelecimentos ativos, porte das empresas, aberturas e fechamentos, a partir do apoio  de especialistas em dados. As informações foram extraídas de fontes oficiais do governo, que compreende empresas cadastradas na Receita Federal, em situação ativa, até dezembro de 2024. Além disso, o estudo segue os critérios estabelecidos na pesquisa qualitativa, realizada diretamente pela Apubra, que como atingiu um número relevante de resultados adotou como critério de pesquisa analisar dados de mercado apenas das empresas autodenominadas como “pizzaria” na Razão Social/Nome Fantasia, com Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) 56, dos seguintes portes: ME, EPP e LTDA. 

Vale ressaltar que, apesar de compreender uma amostra significativa do mercado, o número final apresentado corresponde, em média, a 75% do setor de pizzarias do Brasil. “A principal conclusão desta edição do estudo é de que o setor segue em expansão significativa e apresenta a interiorização como tendência. Deste modo, estratégias comerciais e logísticas devem contemplar cidades secundárias com alta densidade de pizzarias a fim de expandir a atuação em regiões de crescimento acelerado. A exemplo das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, que merecem ações específicas de prospecção e suporte, tanto para expansão de marcas quanto fornecimento de insumos e equipamentos”, comenta Goulart.

Visando impulsionar o setor de pizzarias, Leandro afirma que empreender exige habilidades específicas e domínio de conhecimentos que favorecem o crescimento do negócio. Neste cenário, o presidente da Apubra destaca o papel fundamental da associação no apoio ao caminho dos empreendedores. “A ponte direta para fornecer informações a fim de auxiliar na procura por cursos, formações, treinamentos e a promoção de uma rede de trocas entre profissionais da área são estratégias essenciais. Desta forma, reforçamos que a nossa missão é fornecer suporte prático a quem está nesse cenário, além de criar conexões com outros agentes do setor para ampliar as oportunidades e fortalecer o mercado” finaliza.

 

Apubra - Associação Pizzarias Unidas do Brasil

 

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