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quinta-feira, 5 de junho de 2025

Seu Corpo Ainda Acha Que Está em 2020: O Efeito Pandemia Que Ainda Te Impede de Emagrecer e Como “Resetar” Seu Metabolismo Agora


Mudanças silenciosas no sono, hormônios, alimentação e rotina durante a pandemia deixaram marcas profundas no metabolismo. E, mesmo com o fim das restrições, muitos corpos ainda operam como se estivessem em modo de sobrevivência. Entenda por que seu corpo não “voltou ao normal” e o que fazer para destravar seu emagrecimento de forma definitiva.

 

Pouca gente percebe, mas o corpo humano tem memória. E quando o assunto é saúde metabólica, essa memória pode estar te sabotando.

Durante a pandemia, passamos meses, ou anos, vivendo sob estresse crônico, privação de sol, alimentação desregulada, sono bagunçado e movimento reduzido. O corpo, que funciona como uma máquina biológica programada para se adaptar ao ambiente, entrou em modo de sobrevivência. E muitos ainda não conseguiram sair dele. 

O médico nutrólogo, Dr. Gustavo de Oliveira Lima, explica: “Mesmo agora, com o fim das restrições, há pessoas que comem melhor, se exercitam e ainda assim não conseguem emagrecer. A explicação pode estar no que chamo de ‘efeito residual da pandemia’ — um desequilíbrio profundo do eixo hormonal e do ciclo circadiano, que continua afetando o metabolismo como se estivéssemos vivendo em 2020.”

 

Como a pandemia bagunçou seu metabolismo: 


Desregulação do ciclo circadiano

O ciclo circadiano é como um relógio interno que controla desde os níveis hormonais até o gasto calórico. A pandemia fez muita gente dormir e acordar em horários irregulares, além de passar mais tempo em ambientes fechados. A consequência? Um corpo sem ritmo, com picos errados de cortisol e melatonina, o que favorece o acúmulo de gordura, principalmente abdominal.

 

Excesso de cortisol e resistência à insulina

O estresse contínuo aumentou os níveis de cortisol o hormônio do estresse que, em excesso, promove ganho de gordura visceral e resistência à insulina, dificultando o emagrecimento e aumentando o risco de diabetes.

 

Sedentarismo e perda de massa magra

Mesmo quem manteve uma alimentação “ok” perdeu massa muscular ao parar de se movimentar com frequência. E músculo é o tecido mais metabolicamente ativo do corpo. Menos músculo, menos gasto calórico, mais dificuldade para emagrecer.

 

Alimentação emocional e desconectada do corpo

O consumo de açúcar, ultraprocessados, álcool e comidas reconfortantes cresceu significativamente. E muitos ainda mantêm esse padrão alimentar até hoje, sem perceber. O paladar, o intestino e até a produção de dopamina foram afetados. 


Seu corpo ainda não voltou ao normal, mas pode voltar

A boa notícia é que o corpo também responde rápido a boas mudanças. Mas elas precisam ser consistentes, bem orientadas e respeitar o funcionamento biológico. 

Como começar a “resetar” seu metabolismo:

  • Acorde cedo e veja o sol: luz natural logo pela manhã é um dos estímulos mais poderosos para “reprogramar” o eixo hormonal.
  • Estabilize horários de sono e refeições: tente dormir, acordar e se alimentar em horários semelhantes todos os dias. A previsibilidade ajuda o corpo a sair do modo caos.
  • Reduza estímulos fáceis: açúcar, dopamina digital (redes sociais), álcool e séries compulsivas mantêm o corpo em estado de exaustão e fuga.
  • Movimente-se pela manhã: exercícios leves logo cedo ativam a dopamina e o metabolismo.
  • Considere avaliação hormonal: em muitos pacientes, a pandemia acelerou disfunções hormonais que dificultam o emagrecimento, mesmo com alimentação e exercício adequados.

 

Emagrecimento é sobre mais do que dieta e exercício

É sobre tirar o corpo do estado de alerta. É sobre fazer ele entender que já passou. Que agora ele pode viver, e não só sobreviver.

O Dr. Gustavo de Oliveira Lima conclui: “Emagrecer, hoje, exige mais do que cortar calorias. Exige olhar para o corpo como um sistema inteligente, que guarda memórias bioquímicas e respostas emocionais. E que, muitas vezes, está apenas tentando se proteger.” 

O papel do médico, nesse cenário, é entender a raiz do bloqueio, corrigir o terreno biológico e devolver ao paciente a capacidade de evoluir com saúde. Não existe fórmula mágica. Existe ciência e estratégia.

 

Dr. Gustavo de Oliveira Lima - Médico CRM/SP 207.928 - Com uma formação sólida em nutrologia e endocrinologia, Dr. Gustavo de Oliveira Lima é reconhecido por sua atuação em emagrecimento saudável e longevidade. Focado em oferecer tratamentos modernos e personalizados, ele utiliza abordagens científicas de ponta para promover saúde integral e bem-estar a longo prazo. Sempre atualizado com as mais recentes inovações da medicina, Dr. Gustavo é um dos grandes destaques quando o assunto é qualidade de vida e prevenção de doenças relacionadas ao envelhecimento.

 

Infertilidade masculina: desinformação contribui para que homens adiem ou evitem procurar ajuda médica

Quebra de tabus e acesso à informação são ferramentas essenciais no diagnóstico e tratamento precoce;

Especialista comenta sobre avanços na medicina reprodutiva


A infertilidade masculina ainda é cercada por tabus, mas avanços médicos têm ampliado as possibilidades de tratamento e mudado a história de muitas famílias. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva enfrentam dificuldades para ter filhos. No Brasil, estima-se que aproximadamente 8 milhões de pessoas passam por esse desafio após um ano de tentativas sem o uso de anticoncepcionais. Desses casos, cerca de 40% têm origem na infertilidade masculina, o que equivale a aproximadamente 3,2 milhões de homens brasileiros. 

Apesar dos números expressivos, a infertilidade masculina ainda é um assunto pouco abordado, muitas vezes por desconhecimento ou receio de buscar ajuda. No entanto, especialistas afirmam que, com diagnóstico preciso e tratamentos adequados, muitos casos podem ser resolvidos.
 

Principais causas de infertilidade masculina

A condição pode ser causada por uma série de fatores, que vão desde questões hormonais até o estilo de vida. De acordo com o Dr. Kauy Victor Martinez Faria, urologista e andrologista da clínica VidaBemVinda, unidade do Fertgroup, as causas mais comuns incluem: 

  • Fatores pré-testiculares: comprometimento da estimulação testicular devido a problemas hormonais ou condições sistêmicas, como hipogonadismo, obesidade, diabetes, hipertensão arterial e apneia do sono.

  • Fatores testiculares: alterações diretas nos testículos, como varicocele (dilatação das veias testiculares), criptorquidia (testículo não descido), infecções como orquite e caxumba, traumas ou tumores testiculares.
  • Fatores pós-testiculares: obstruções nos canais que transportam os espermatozoides, como ausência congênita dos canais deferentes, infecções genitais (prostatite, uretrite, epididimite), ejaculação retrógrada e malformações da uretra.

"Muitas vezes, para reduzir os riscos de infertilidade, recomenda-se adotar uma dieta equilibrada, manter um peso saudável, praticar atividades físicas regularmente, evitar o consumo de tabaco e álcool, proteger-se contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e minimizar a exposição a ambientes com altas temperaturas e substâncias tóxicas", complementa o especialista.
 

Diagnóstico e tratamentos disponíveis

O primeiro passo para enfrentar a infertilidade masculina é obter um diagnóstico preciso. Exames como o espermograma, que avalia a quantidade e a qualidade dos espermatozoides, e testes hormonais são essenciais para identificar as causas. Uma vez diagnosticado, o tratamento pode variar de acordo com a causa.

"Para casos de varicocele, por exemplo, a cirurgia pode ser uma solução eficaz. Já em situações de alterações hormonais, a reposição ou regulação dos hormônios pode resolver o problema", explica Kauy. 

Já em situações mais complexas, as técnicas de reprodução assistida, como a Fertilização In Vitro (FIV) e a Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI), têm apresentado taxas de sucesso. "Com esses avanços, muitos casais que antes viam a infertilidade como um desafio agora têm a possibilidade real de realizar o sonho da paternidade, graças à combinação de tecnologias de ponta e ao acompanhamento personalizado. Essas inovações oferecem novas esperanças, transformando o cenário em uma jornada viável e cheia de possibilidades", afirma o médico.
 

Como as fake news estão impactando a infertilidade masculina

A desinformação ao redor do tema ainda é um grande obstáculo para quem busca tratamento. Mitos divulgados ao longo dos anos, muitas vezes ampliados pelas redes sociais, contribuem para que muitos homens adiem ou até evitem procurar ajuda médica especializada. “A falta de informações corretas e confiáveis nas plataformas digitais faz com que essas falsas crenças se espalhem rapidamente, dificultando o acesso ao diagnóstico correto e, consequentemente, ao tratamento adequado”, pontua o especialista. 

De acordo com o Dr. Kauy Victor Martinez Faria, os mitos mais comuns costumam ser:

  • "A infertilidade é sempre hereditária" – Nem sempre. Embora fatores genéticos possam influenciar, hábitos e problemas adquiridos ao longo da vida são as principais causas.
  • "Usar roupas apertadas causa infertilidade" – O uso frequente de roupas muito justas pode elevar a temperatura dos testículos, o que pode afetar a produção de espermatozoides, mas não é uma causa direta de infertilidade.
     
  • "Se o homem ejacula normalmente, ele não é infértil" – A fertilidade está ligada à qualidade e quantidade dos espermatozoides, e não apenas à presença de ejaculação.
     
  • "Apenas mulheres devem se preocupar com a idade fértil" – Embora os homens produzam espermatozoides por toda a vida, a qualidade do sêmen tende a diminuir com a idade, reduzindo as chances de uma gestação natural.

“É essencial que os homens tenham acesso a informações confiáveis para que possam tomar decisões sem receios e baseadas em evidências científicas”, destaca.
 

A importância de buscar ajuda

O receio e o estigma ainda afastam muitos homens dos consultórios médicos. Uma pesquisa realizada pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), revelou que 46% dos homens acima de 40 anos só procuram atendimento médico quando apresentam algum sintoma. Entre aqueles que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), esse percentual sobe para 58%. 

No entanto, especialistas reforçam que o problema é mais comum do que se imagina e que o diagnóstico precoce é fundamental para aumentar as chances de sucesso nos tratamentos. 

"É preciso entender que a infertilidade não é uma sentença definitiva. Com os avanços da medicina e o apoio de profissionais qualificados, é possível encontrar soluções eficazes. Além disso, a quebra de tabus e o acesso à informação são ferramentas essenciais para que mais homens busquem tratamento precocemente, aumentando assim as chances de realizarem o sonho da paternidade", conclui Kauy Victor.
 

FERTGROUP


Incompatibilidade genética em casais: o que os testes de sequenciamento revela

 Tecnologias de nova geração (NGS) ajudam casais a identificar riscos genéticos e planejar uma gestação mais segura

 

O relato recente da atriz Mariana Rios sobre a descoberta de uma incompatibilidade genética com seu parceiro, durante o processo de fertilização in vitro (FIV), reacendeu o debate sobre a importância dos testes genéticos antes da gravidez. Casos como o dela, em que ambos os parceiros carregam mutações recessivas no mesmo gene, podem aumentar significativamente o risco de doenças hereditárias ou abortamentos espontâneos.

Com os avanços da medicina genômica, exames baseados em sequenciamento de nova geração (NGS) oferecem recursos cada vez mais abrangentes para a investigação da saúde reprodutiva. A Thermo Fisher Scientific, referência global em genética reprodutiva, disponibiliza soluções completas de NGS que permitem identificar milhares de variantes genéticas simultaneamente, com alto grau de precisão.

Atualmente, casais que planejam ter filhos podem recorrer a testes genéticos para identificar riscos de transmitir doenças hereditárias. Um desses exames é a triagem de portadores (carrier screening), que analisa se ambos carregam alterações genéticas que, combinadas, podem resultar em doenças nos filhos. Mesmo que os pais não apresentem sintomas, a presença de mutações recessivas em ambos pode levar à manifestação de condições genéticas nas crianças.

Para casais que optam por tratamentos de fertilização in vitro, existe o Teste Genético Pré-implantacional para Doenças Monogênicas (PGT-M). Esse teste permite analisar os embriões antes da implantação no útero, identificando aqueles livres de mutações genéticas específicas, como as causadoras de fibrose cística ou anemia falciforme. Assim, é possível selecionar embriões saudáveis, reduzindo o risco de transmissão de doenças hereditárias.

“Hoje, com as tecnologias moleculares de sequenciamento, é possível identificar alterações genéticas que podem levar a doenças hereditárias, muitas delas de alta complexidade de tratamento. Os testes genéticos realizados em portadores de mutações ou diretamente no embrião oferecem aos casais informações fundamentais para tomar decisões conscientes sobre a reprodução e a saúde dos futuros filhos”, explica Beatriz Pinto, gerente para a área de NGS da Thermo Fisher Scientific.

O aumento da idade materna e a popularização de tratamentos de reprodução assistida têm mudado o perfil do planejamento familiar no Brasil. Entre 2010 e 2022, o número de gestações entre mulheres acima dos 40 anos cresceu mais de 65%, segundo dados do IBGE — passando de 64 mil para mais de 106 mil em pouco mais de uma década. Esse cenário reforça a importância de ferramentas que contribuam para decisões reprodutivas mais seguras e informadas, como os testes de sequenciamento genético, que ajudam a identificar riscos hereditários e orientar casais que desejam ter filhos mais tarde.

Diante da existência de mais de 8 mil doenças monogênicas já descritas pela literatura médica e da queda contínua nos custos dos testes genéticos, cresce a relevância da análise genômica precoce no campo da saúde reprodutiva. “Incorporar essa tecnologia desde o planejamento familiar é um passo importante para ampliar as chances de uma gestação saudável, reduzir riscos e oferecer mais tranquilidade aos futuros pais”, destaca Juliana Garcia, doutora em biologia molecular e gerente de contas clínicas e especialista em saúde reprodutiva na Thermo Fisher Scientific.

 

Brasileiros apostam em alimentação equilibrada, exercícios físicos e investimento em saúde mental para viver melhor

De acordo com estudo da consultoria Neura, o setor de cosméticos e o ramo financeiro são os que possuem mais confiança no auxílio da qualidade de vida

 

Pensando em garantir um amanhã menos resistente a mudanças é que a Neura, consultoria de estudos comportamentais e porquês, utiliza a pesquisa proprietária, A Permanência da Impermanência, para inserir o conceito de forma mais imersiva na vida dos brasileiros. Dentre as principais ações adotadas pelos brasileiros para viver mais e melhor, destacam-se alimentação equilibrada, exercícios físicos e cuidado com a saúde mental, com 71% dos participantes praticando pelo menos uma das citadas. Além disso, outras mencionadas foram: ter um propósito de vida, dormir bem e não fumar. 


Ainda segundo a pesquisa, os entrevistados acreditam que a indústria de alimentos é a que mais pode ajudar no ramo, seguida das seguradoras de saúde, setor financeiro e farmacêutico. Mas, apesar da posição de destaque, apenas 37% dos brasileiros confia no ramo alimentício para auxiliá-los na jornada de impermanência. O de cosméticos conta com 67% de confiança. Já o financeiro, 45%. 

 

“A impermanência é a interação com o tempo e o reconhecimento de que mudanças são necessárias para o crescimento. Enquanto o envelhecimento é uma visão linear e fatalista, a impermanência oferece perspectiva mais flexível e adaptativa à vida. É preciso levar em conta as vivências pessoais, histórico sociocultural e a jornada de cada um para tangibilizar as verdadeiras necessidades e anseios”, completa Andre Cruz, CEO e fundador da Neura. 

Nesse meio, de acordo com o levantamento, 80% dos entrevistados acreditam ser possível se preparar para envelhecer mais e melhor, mas apenas 4% das pessoas relatam que sempre se planejaram para isso, enquanto 9% mudou hábitos recentemente.

Segundo a pesquisa, para contribuir com uma realidade mais impermanente e aumentar a credibilidade com a população, as marcas, pessoas e negócios devem estar alinhados com propósitos do conceito e serem autênticos em seus posicionamentos. Atitudes como contribuir para a descolonização do tempo, pensar além da idade cronológica e fortalecer a pró-idade são algumas das citadas pelo estudo. Além disso, auxiliar no controle da bioansiedade e na construção de sociedade intergeracional também são ótimas opções para se alinhar à impermanência.

“Muito embora as pessoas queiram viver mais, a percepção muda quando existe a perda de qualidade. 64% dos respondentes preferem viver menos, mas com maior qualidade. E é exatamente nisso que os negócios devem pensar”, finaliza Cruz.

 

Neura

Mais informações basta acessar o site da organização. 



Microalga remove resquícios de antibióticos da água, diminuindo contaminação do meio ambient

As M. contortum reduziram em até 42% a presença dos antibiótico
s sulfametoxazol e trimetoprima na água e ainda geraram
 subproduto viável para produção de biodiesel
(
imagem: Marcelo Chuei Matsudo

Em laboratório, a espécie Monoraphidium contortum eliminou parte dos medicamentos adicionados ao líquido e produziu biomassa com potencial valor comercial

 

Microalgas da espécie Monoraphidium contortum têm a capacidade de remover da água resíduos de antibióticos, em especial o sulfametoxazol e a trimetoprima. Dessa forma, reduzem o risco de contaminação do meio ambiente, o que evita consequências severas para o ecossistema e para a saúde humana.

Essa foi a conclusão de um estudo realizado em parceria por pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC), em Santo André, Universidade Federal de Itajubá (Unifei), em Minas Gerais, e Universidade de São Paulo (USP), com o apoio da FAPESP.

O trabalho, publicado no Biochemical Engineering Journal, teve duas frentes. “Em uma delas, cultivamos a espécie de microalga em um fotobiorreator [biorreator que possui iluminação adequada para que os microrganismos realizem fotossíntese] na presença de antibióticos que são comumente utilizados no Brasil e encontrados em efluentes e corpos d´água. Ou seja, resíduos, provenientes das atividades humanas, que não foram removidos na estação de tratamento de esgoto, podendo ser lançados no meio ambiente”, explica Marcelo Chuei Matsudo, professor de biotecnologia da UFABC e autor correspondente do artigo.

Para simular o cenário comumente encontrado na natureza brasileira, os pesquisadores utilizaram sulfametoxazol e trimetoprima, que estão entre os dez antibióticos mais consumidos no país nos últimos anos. “Verificamos que, em baixas concentrações, condição encontrada nos efluentes, não houve prejuízo no crescimento da microalga, que removeu de 27% a 42% dos medicamentos adicionados ao meio”, conta Matsudo. O pesquisador ressalta ainda que nesse processo a microalga produziu uma biomassa com potencial valor comercial, já que mostrou viabilidade para a produção de biodiesel.

Na outra frente analisada na pesquisa, o pesquisador Marcus Vinicius Xavier Senra conduziu o sequenciamento do genoma dessa microalga e, com auxílio de ferramentas de bioinformática, detectou a presença do gene responsável pela produção de uma enzima que, potencialmente, degrada tais poluentes.

Os resultados obtidos ainda não podem ser colocados em prática, ressalva o pesquisador. “Paralelamente a esse trabalho, pretendemos estudar como seria esse comportamento em condições naturais, no efluente proveniente da estação de tratamento de esgoto, por exemplo, onde as condições encontradas não são as mesmas que aquelas otimizadas em um fotobiorreator com meio de cultura sintético para o crescimento das microalgas”, diz Matsudo.


Importância para o ambiente e a saúde

Os antibióticos não são totalmente metabolizados por humanos e animais. A fração restante que deixa de ser processada pelo organismo é excretada nas fezes e na urina, chegando às estações de tratamento de esgoto. A maior parte dessas substâncias não é removida pelas estações convencionais, uma vez que os processos de tratamento não são projetados para tal finalidade. Assim, pode ocorrer a contaminação do meio ambiente, que resulta em consequências severas não só para os ecossistemas, mas também para a saúde humana, com a proliferação de cepas de bactérias resistentes a antibióticos.

Por isso, há a necessidade urgente de tecnologias capazes de remover esses micropoluentes. A ozonização (utilização de ozônio para desinfecção, purificação e tratamento), a adsorção de carvão ativado (processo onde moléculas ou íons presentes em um fluido são atraídos e retidos na superfície do carvão ativado) e os processos avançados de oxidação e separação por membrana são algumas tecnologias testadas com essa finalidade, mas os altos custos operacionais e a possibilidade de geração de subprodutos ainda tóxicos limitam sua implementação.

“Nesse contexto, a biorremediação baseada em microalgas surgiu como uma abordagem promissora associada ao tratamento terciário de esgoto e águas residuais industriais”, afirma o pesquisador.

O artigo Unveiling the antibiotics removal ability of Monoraphidium contortum pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1369703X25000592.


Thais Szegö

Mais de 30 milhões de brasileiros com hipertensão não passaram por exame e consulta de acompanhamento no SUS, aponta análise da ImpulsoGov

 Dados do terceiro quadrimestre de 2024 apontam baixa adesão, também, em exames e consultas de acompanhamento de diabetes e vacinação de crianças

 

Dados revelados pela ImpulsoGov, organização sem fins lucrativos que, em parceria com governos, fortalece o SUS com soluções gratuitas e inovadoras, com base nas informações da SISAB (Sistema de Informação sobre Saneamento Básico) do 3º quadrimestre de 2024, mostram que a adesão aos exames e consultas de acompanhamento de doenças crônicas no Brasil está abaixo do esperado, colocando em risco a saúde de milhões de cidadãos.

Os números mostram que a aferição da pressão arterial e consultas para acompanhamento de hipertensão apresentaram índices preocupantes. De 42,6 milhões de atendimentos esperados, apenas 11,9 milhões (28%) foram registrados, ficando de fora mais de 30,6 milhões de pessoas (72%). A hipertensão não controlada pode levar a complicações graves, como infarto, AVC e insuficiência renal, o que reforça a importância do monitoramento constante.

Em outra análise, de um total de 16,9 milhões de pessoas que deveriam realizar exames de hemoglobina glicada e consultas para o acompanhamento do diabetes, apenas 3,8 milhões de pessoas (22,7%) realmente o fizeram no último semestre de 2024. Isso significa que 13,1 milhões de cidadãos (77,3%) não realizaram o exame nos serviços públicos da Atenção Primária à Saúde (APS), um alerta para a falta de adesão ao acompanhamento necessário para prevenir o agravamento da doença.

“Os dados do último quadrimestre de 2024 revelam um cenário de alerta. São milhões de pessoas com maior risco de infarto, AVC, perda da visão, complicações renais e outros agravamentos evitáveis com um correto e assíduo acompanhamento”, destaca Juliana Ramalho, gerente de Saúde Pública da ImpulsoGov. “A promoção e a prevenção são sempre os melhores caminhos e mais efetivos, tanto diminuindo o possível sofrimento do usuário em caso de agravamento, quanto de recursos dentro do SUS.”

Os indicadores de acompanhamento de Doenças Crônicas não Transmissíveis (DCNTs) como hipertensão e diabetes enfrentam alguns desafios: o público-alvo é extenso, a população está envelhecendo e as DCNTs têm aumentado não apenas no Brasil, mas ao redor do mundo.

“Para enfrentar esse desafio, os gestores precisam de ferramentas que os ajudem a identificar onde estão os gargalos e quem são as pessoas que ainda não foram atendidas, traduzindo dados em ações concretas, que apoiem equipes de saúde na busca ativa e no planejamento estratégico”, comenta Juliana.

Os dados da SISAB[1] consolidados pela ImpulsoGov são oficiais do Ministério da Saúde e referentes aos resultados dos municípios no 3° quadrimestre de 2024. São considerados os denominadores[2] (pessoas consideradas no público-alvo de um determinado indicador) e os numeradores (pessoas que receberam o atendimento definido em um determinado indicador) para cada um dos sete indicadores que eram considerados pelo antigo programa de financiamento da Atenção Primária à Saúde.

O modelo de financiamento da APS, em seu antigo formato, foi instituído em 2019 e substituído a partir da Portaria GM/MS nº 3.493, de 10 de abril de 2024, que estabeleceu uma nova metodologia de Cofinanciamento Federal do Piso de Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS).

 

Menos da metade das gestantes está dentro da meta de pré-natal

A saúde das gestantes também é um desafio. No terceiro quadrimestre do ano passado, 737 mil mulheres deveriam ter realizado o acompanhamento de pré-natal com as seis consultas previstas, considerando que a 1ª delas fosse realizada até a 12ª semana de gestação, mas apenas 343 mil (46,5%) cumpriram o ciclo. Mesmo com um índice de comparecimento abaixo da metade, a meta do antigo programa de financiamento do Ministério da Saúde, de 45%, foi atingida, demonstrando a aderência dos municípios às recomendações.

 

Vacinação infantil abaixo da meta

Os melhores índices obtidos pelo estudo dizem respeito à vacinação infantil, embora estejam abaixo da meta de 95% que era estipulada pelo Ministério da Saúde para o programa. A vacina pentavalente, que protege contra doenças como difteria, tétano, coqueluche, hepatite B e Haemophilus influenzae tipo b, e a proteção contra poliomielite foram realizadas no período indicado por 563 mil crianças abaixo de 1 ano de idade (75,8%), de um total de 743 mil que precisavam ser vacinadas. A falta de vacinação coloca as crianças em risco de contrair doenças que podem ser evitadas.

 

Como melhorar os índices

Quem são as mulheres que ainda não realizaram consultas de pré-natal em um determinado município? E quem é a equipe de saúde responsável por identificá-la? Para apoiar nessas respostas, a ImpulsoGov disponibiliza o Impulso Previne.

Trata-se de uma solução digital e oferecida de forma gratuita para os municípios que centraliza em uma plataforma dados, análises e recomendações sobre os principais indicadores de prevenção em saúde, para apresentá-los de forma rápida e descomplicada aos profissionais do SUS.

Mais de 165 municípios já tiveram acesso ao Impulso Previne, sem qualquer custo para eles. Até o fim de 2025, o objetivo da ImpulsoGov é alcançar ao menos 320 municípios. Hoje, os recursos vêm de entidades filantrópicas, empresas privadas e pessoas físicas, e do programa de match funding Juntos pela Saúde, do BNDES.




ImpulsoGov
www.impulsogov.org


[1] Para o levantamento foi utilizado o filtro do SISAB que considera equipes de saúde homologadas e válidas para o componente de desempenho.

[2] Para o cálculo do denominador (total de cidadãos a serem atendidos em um indicador) consideramos o denominador utilizado no SISAB, que pode ser o denominador informado (quantitativo relatado pelo município) ou o denominador estimado (se o informado for abaixo dele).


Junho do Cuidado: uma campanha em defesa do meio ambiente e da infância

O que seria da infância sem o meio ambiente?

 

É nos primeiros anos de vida que a criança constrói suas primeiras relações com o mundo ao redor. O contato com a natureza é essencial nesse processo: é ali que ela descobre texturas, cheiros, sons, cores e formas. Mais do que isso, é na terra, nas árvores, no vento e nas águas que ela encontra o palco ideal para o brincar, para o desenvolvimento da imaginação e para crescer de forma plena. 

A natureza é, portanto, uma grande aliada da infância. E, por isso, cuidar do meio ambiente é também cuidar da infância. 

Pensando nisso, o Instituto OMP lança a campanha "Junho do Cuidado", uma ação especial em comemoração ao Mês do Meio Ambiente. O objetivo é simples e poderoso: mobilizar crianças, famílias, escolas e comunidades a adotarem pequenas atitudes de cuidado com o planeta — como plantar uma árvore, cultivar uma planta, separar o lixo corretamente ou promover ações de limpeza em espaços públicos.

 

Abertura oficial – 5 de junho 

A campanha terá início nesta quinta-feira, 5 de junho, com um encontro especial no Instituto OMP, reunindo organizações parceiras e inspiradoras. Estarão presentes representantes da Fundação Florestal, do Colégio Elvira Brandão e da Comunidade Vila Nova Esperança e PAVS - Programa da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo e Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente que irão compartilhar cases de sucesso e nos inspirar com ações concretas de cuidado com o meio ambiente e com as pessoas. 

Será um momento de troca, aprendizado e inspiração — um verdadeiro chamado à ação.

 

Como participar? 

Durante todo o mês de junho, convidamos todos a postarem suas ações com a hashtag #JunhoDoCuidado #infanciaeuabraço, mostrando como estão ajudando a proteger o meio ambiente. Pode ser regando uma planta, criando uma horta, recolhendo lixo em uma praça ou simplesmente ensinando uma criança a respeitar a natureza.

 

Vamos juntos cultivar o futuro. 

Porque quando cuidamos do planeta, cuidamos também da infância — e do futuro que ela representa


Rios voadores em quadrinho

 

A personagem Tec@, em livro lançado pelo IPT,
 dá recados ambientais em quadrinhos


Quinta-feira, dia 5 de junho, é o ‘Dia Mundial do Meio Ambiente’. Instituído em 1972 pela ONU, tem por objetivo chamar a atenção para as ações humanas que têm impactos ambientais. 

 

O momento é ideal para falar de um tema sul-americano palpitante: os chamados ‘rios voadores’! 

Tec@ tricotou o assunto com o cientista Carlos Nobre, climatologista, pesquisador da USP e membro da Academia Brasileira de Ciências. A garota que tricota ciência e tecnologia descobriu o seguinte: 

Nobre foi o primeiro cientista a calcular e publicar em artigo, no ano de 1991, a quantidade de vapor d’água do oceano Atlântico que entra na Amazônia, carregado pelos ventos alísios, quanto retorna para oceano pelo rio Amazonas e quanto sai da região para o sul, pelo transporte atmosférico. Quase 50% não retorna ao mar. O que não volta, vai parar no cerrado e até em outras regiões da América do Sul. 

Foi no ano de 2006 que Nobre, juntamente com colegas do INPE, em São José dos Campos, passou a chamar de “rios voadores” esse enorme volume de água que viajava da floresta para o sul e o sudeste. “A Floresta Amazônica é a mais eficiente no mundo em reciclagem de água”, diz ele, aproveitando para sacar um estudo feito pelo cientista Enéas Saletti nos anos 70. Saletti calculou que uma simples molécula de vapor que vem do oceano é reciclada de cinco a oito vezes pela Floresta Amazônica. O vapor condensa, vira nuvem, depois chuva, as plantas absorvem, levam para as folhas que, por sua vez, transpiram e lançam novamente vapor na atmosfera: isto são os rios voadores! 

Estes sistemas alimentam as chuvas no cerrado, no Sul do Brasil, Uruguai, Paraguai, centro-leste da Argentina e 15% da região Sudeste brasileira. Marina Hirota, pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina, mostrou ainda que apenas florestas em territórios indígenas da Amazônia explicam até 20% das chuvas na bacia do rio Paraná. Ou seja, sem a Floresta Amazônica os rios voadores seriam reduzidos da ordem de 30% a 40% e, por consequência, grande parte do cerrado no país viraria semiárido! 

Serviço – O livro intitulado ‘Ciência e Responsabilidade Socioambiental: uma Forma Lúdica de Comunicação’ reúne a primeira fase de trabalhos ligados a temas de ciência e tecnologia temperados com humor. 

Foi lançado pelo IPT no ano passado, tendo como personagem central a garota Tec@. Ela aborda temas ligados a ciência e tecnologia na linguagem dos quadrinhos, com foco em crianças e jovens. O trabalho é uma parceria da pesquisadora Claudia Teixeira (Lodi), coordenadora do Núcleo de Sustentabilidade e Baixo Carbono do IPT, com o jornalista e quadrinista João Garcia (Jão). 

Leia o livro: https://bit.ly/livroteca1.



Falsa pejotização ou novo modelo de trabalho?

O que sua empresa precisa saber para não cair em armadilhas e proteger o seu negócio

 

O mundo do trabalho mudou muito nos últimos anos. A velocidade das transformações digitais e a busca constante por eficiência levaram empresários a repensar suas formas de contratar. Nesse cenário, nem sempre fica claro onde termina a flexibilidade de um contrato por Pessoa Jurídica (PJ) e onde começa o risco de uma relação de emprego disfarçada. Antes de adotar esse modelo, é fundamental entender todas as nuances legais para evitar problemas.

A advogada trabalhista patronal Juliana Stacechen explica que a “pejotização” legítima está amparada em leis e regulamentações que permitem a contratação de serviços especializados, geralmente sem vínculo empregatício. No entanto, quando a contratação mascara obrigações típicas de emprego — como subordinação direta, horário fixo e exclusividade — surge a chamada “falsa pejotização”. E é neste ponto que a Justiça do Trabalho costuma agir, pois, para fins legais, o profissional continua tendo direitos de um empregado se a relação se enquadrar nos critérios previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Para quem gere uma empresa, o perigo está em desconsiderar esses critérios. Exigir que o prestador de serviços se reporte exclusivamente a um gestor, cumpra jornadas fixas ou esteja completamente integrado à rotina interna são sinais de subordinação. Em casos assim, o judiciário pode reconhecer o vínculo trabalhista, cobrando encargos e indenizações retroativas. “Muitos empresários ainda desconhecem que as autoridades fiscais e trabalhistas estão cada vez mais atentas a essa prática”, pontua Juliana.

O caminho para evitar autuações e passivos é simples: documentar a relação comercial de forma clara, limitando tarefas e horários pré-estabelecidos, além de não exercer poder disciplinar direto sobre o prestador. A Reforma Trabalhista (Lei 13.467/2017) trouxe maior segurança à terceirização e contratação de PJs, mas não eliminou a necessidade de observar os princípios elementares da legislação trabalhista. Segundo Juliana, “a melhor dica é sempre consultar um advogado especializado em Direito do Trabalho Patronal, garantindo que a parceria seja desenhada de forma transparente”.

Para muitos negócios, o trabalho PJ representa economia e adaptabilidade, mas, sem o devido cuidado, transforma-se em uma armadilha financeira. Estar atento à linha tênue que separa a contratação flexível e legal de uma relação de emprego encoberta é, portanto, essencial para preservar a saúde da empresa e manter a conformidade com as regras vigentes.

 

* Texto publicado originalmente no portal Consultor Jurídico - Conjur

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 

Juliana Stacechen - Advogada especialista em Direito Trabalhista
@julianastacechen
juliana@stacechen.adv.br
https://stacechen.adv.br/


Maioria das PMEs considera Score PJ acima de 701 como bom, aponta pesquisa da Serasa Experian

Dados da Serasa Experian mostram que aproximadamente 76% das PMEs possuem Score PJ até 400 

 Para apoiar pequenas e médias empresas a entender as faixas de pontuação, composição e como melhorar suas notas, Serasa Experian possui funcionalidade gratuita e exclusiva

 

 

A Serasa Experian, primeira e maior datatech do Brasil, realizou uma pesquisa inédita para entender a visão das PMEs sobre a pontuação do Score PJ. O estudo aponta que para 64% das PMEs a pontuação considerada boa para a reputação da sua própria empresa é a partir da faixa de 701.   

A pontuação do Score PJ, que varia de 0 a 1000, indica a probabilidade de uma empresa honrar seus compromissos financeiros dentro de um período de tempo. Dentro do grupo que considera o Score acima de 701 como bom, 37% apontam o intervalo ideal entre 701 e 900, e 27% notas ainda mais altas, acima de 901. Já 10% acreditam que uma boa nota para sua empresa está na faixa entre 501 e 700. Apenas 7% consideram pontuação de 301 e 500, e 4% até 300. 

Os dados em relação a essa visão exigente sobre o Score mostram pouca variação quando olhamos por segmentos de atuação das PMEs. O destaque está em um certo grau de tolerância dos respondentes de serviços e comércio atacadista para pontuação até 300. 6% das empresas de serviços consideram a faixa até 300 como boa para o Score PJ da sua empresa e 8% do comércio atacadista. 

Dados provenientes da base de pequenas e médias empresas da Serasa Experian mostram que aproximadamente 76% desse público tem o Score até 400. 

“Uma pontuação acima de 500 no Score PJ já amplia as chances de a empresa obter um crédito de qualidade, com uma reputação mais robusta perante as instituições financeiras. No entanto, é interessante observar que as PMEs têm uma visão exigente em relação à sua pontuação, considerando faixas acima de 701 como adequadas. Monitorar e cuidar do Score PJ é fundamental, pois a pontuação funciona como uma reputação financeira do negócio. É importante que os negócios conheçam e entendam seu Score, como acontece na pontuação pessoa física. Cerca de 84% dos consumidores já monitoram seu Score, enquanto na pessoa jurídica ainda está na faixa dos 20%. Por isso, trouxemos uma ferramenta explicativa do Score que ajuda as PMEs na compreensão de cada faixa e na visão 360º de cada nota”, explica Cleber Genero, Vice-Presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian. 

 

Score dos clientes

Quando o assunto é conceder crédito para outras empresas, o Score PJ passa a ser dado relevante para que o credor tome a melhor decisão. A pesquisa mostra que 75% das PMEs usam o Score PJ para avaliar novos clientes, decidir sobre vendas a prazo e evitar inadimplência. O estudo traz ainda a visão das PMEs sobre a faixa de Score que elas consideram atrativas, olhando para seus clientes. 38% dos respondentes, a maior concentração, acreditam que a faixa entre 701 e 900 reflete um perfil de cliente mais atrativo. 19% das pequenas e médias empresas optaram pela faixa acima de 901 pontos, enquanto 14% entre 501 e 700.  

“O Score PJ é também uma ferramenta de gestão de riscos e esses percentuais comprovam que o mercado valoriza mais o cliente que tem o score mais alto, pois as chances de sofrer um calote são menores com esse tipo de perfil. Portanto, a empresa que tem o score mais alto, aumenta suas chances de obter crédito ou comprar a prazo. Quem trabalha com venda B2B precisa olhar para isso com atenção. Avaliar a pontuação dos clientes ou parceiros comerciais permite negociar melhor, evitar perdas e manter o fluxo de caixa saudável. Por isso, é fundamental entender as faixas de pontuação e seu apetite a risco. Fatores como histórico e pontualidade de pagamentos e consultas realizadas, por exemplo, impactam no dia a dia financeiros das empresas e em seu Score.”, conclui Cleber Genero, Vice-Presidente de Pequenas e Médias Empresas da Serasa Experian. 

A consulta do Score PJ próprio pode ser feita de forma gratuita no site da Serasa Experian, disponível em www.empresas.serasaexperian.com.br/serasa-score. A classificação é baseada em critérios financeiros e comportamentais, além de considerar dados cadastrais, inclusão no Cadastro Positivo, dívidas em aberto e a relação com o mercado. Para ajudar os empreendedores a compreenderem melhor esses números e como podem contribuir para o aumento do score PJ da sua empresa, a Serasa Experian lançou a funcionalidade que ajuda PMEs, dentro da interface de consulta, com acesso gratuito e intuitivo. A funcionalidade traz a explicação de cada faixa de classificação, os motivos que podem acarretar a queda ou o aumento do Score – que vai de 0 a 1.000, em que quanto maior o valor, menor risco de crédito a empresa apresenta – e as orientações sobre medidas possíveis para manter ou melhorar a situação.


Metodologia

Em agosto de 2024, foram entrevistadas 625 empresas de todos os portes, que guiaram as análises. Os segmentos analisados contemplam as áreas de serviços, comércios varejistas, indústrias e comércios atacadistas de diferentes regiões do país. Além disso, o universo da pesquisa não está diretamente relacionado à Serasa Experian. A pesquisa foi feita com empresas que já ouviram falar no Score, contemplando empreendedores que consultam esse dado com a Serasa Experian, bem como com outros.



Experian
experianplc.com


Diferenças entre ensino profissionalizante e faculdade: o que você precisa saber

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A escolha de capacitação para a carreira pode parecer uma decisão mais delicada do que parece. Optar entre ensino superior ou profissionalizante têm vantagens e propósitos distintos e a melhor opção depende dos objetivos, anseios e recursos do estudante.  Geralmente, o fator decisivo entre um e outro é o desejo de entrar logo no mercado de trabalho, investimento em uma capacitação mais barata ou a área de atuação escolhida. Para auxiliar com essa dúvida, Donizete Balsan da Silva, franqueado da rede Jumper! Profissões e Idiomas em Itapema (SC), elencou algumas diferenças importantes que podem nortear a escolha que melhor se encaixa para cada perfil.

Duração e nível de ensino- A faculdade tem objetivo de formação mais ampla, com base teórica e prática do conhecimento. Para cursar é necessária conclusão do ensino médio e a duração é de 2 a 6 anos, podendo o curso ser de tecnólogo, bacharelado ou licenciatura. Já o profissionalizante requer nível médio, pós ou paralelo e possui formação prática para atuar em uma profissão específica, como técnico em mecânica, informática ou desenvolvimento web, com duração de 6 meses a 3 anos, dependendo da área.

Mercado de trabalho e remuneração- Sem dúvidas o curso profissionalizante possui vantagem quando o assunto é a rápida inserção no mercado, sendo possível atuar na área antes mesmo de concluir a formação. Os salários variam de acordo com a área e as oportunidades registram boa demanda em campos como indústria e TI. Profissionais com nível técnico alcançam boa remuneração competitiva, especialmente em áreas em alta como Inteligência Artificial, onde a demanda por habilidades especializadas supera a oferta, valorizando ainda mais esses talentos. 

Custo e tempo de formação-  As mensalidades de cursos profissionalizantes são mais acessíveis em relação às universidades,  assim como o tempo de estudo. Nesse sentido, muitos profissionais fazem um ensino técnico primeiro para trabalhar e depois complementam com uma faculdade, equilibrando experiência e qualificação. Essa é uma ótima opção para quem deseja se inserir no mercado de trabalho com mais agilidade e já atuar na área escolhida e, após isso, especializar-se com formação de nível superior.

  

Jumper! Profissões e Idiomas


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