Pesquisar no Blog

quarta-feira, 4 de junho de 2025

Dia Nacional da Imunização: entenda a importância da vacinação ao longo da vida, da infância à idade adulta


A vacinação é reconhecida como uma das mais eficazes estratégias para preservar a saúde da população. Além de prevenir doenças graves, a imunização contribui para reduzir a disseminação desses agentes infecciosos na comunidade, protegendo aqueles que não podem ser vacinados por motivos de saúde.1 Com a proximidade do Dia Nacional da Imunização, comemorado no dia 9 de junho, é essencial valorizar essa intervenção de saúde que salva milhões de vidas anualmente e incentivar a conscientização sobre a importância de manter o calendário vacinal atualizado.2,3  

Para cada fase da vida - seja bebê, criança, adolescente, gestante, adulto ou idoso -, existem diversas vacinas recomendadas e disponíveis no país.4-7 O Ministério da Saúde disponibiliza gratuitamente mais de 20 imunizantes que protegem contra mais de 25 doenças para todos os públicos, em todos os ciclos da vida, desde o nascimento até a terceira idade.5,7 Na rede privada também estão disponíveis vacinas para a imunização de todas as faixas etárias, complementando o calendário vacinal do Programa Nacional de Imunizações (PNI).4,6 

Marcelo Freitas (CRM DF 12.770), gerente médico da GSK, explica um pouco mais sobre a importância da vacinação além da infância. “Muitas pessoas pensam erroneamente que as vacinas são específicas para as crianças, quando, na verdade, as infecções podem nos acometer em qualquer fase da vida, em diferentes condições. Nós temos doenças que acometem muito na infância e podem levar à internações e óbitos, mas temos também diversas doenças que acontecem na adolescência, no adulto jovem e no idoso. Então, por isso, temos vacinas para todas essas faixas etárias, inclusive com doses de reforços ao longo da vida, para que ela possa continuar protegendo o indivíduo contra infecções e contra quadros graves, como hospitalização e outras complicações. Além disso, é importante reforçar que as vacinas têm um papel de proteção não apenas individual, mas também na saúde coletiva da população, na medida que elas reduzem a circulação de agentes infecciosos e, consequentemente, a transmissão de doenças, protegendo assim toda a comunidade.”


 

Importância da imunização para adultos e idosos 

Aliada com outros hábitos, como a alimentação balanceada, a prática de atividades físicas e o sono regular, a imunização na idade adulta e na terceira idade está diretamente ligada à qualidade de vida e ao envelhecimento saudável.8,9 A explicação é que, conforme os indivíduos envelhecem, seu sistema imunológico também envelhece e sofre alterações contínuas, que caracterizam o processo chamado de imunossenescência. E esse processo de envelhecimento do sistema imunológico contribui para um aumento no risco de infecções e de evolução para formas graves de doenças.10  

“A partir dos 40, 50 anos, o nosso sistema imunológico vai perdendo efetividade e essa perda vai aumentando ao longo dos anos. Por isso que, em pessoas mais velhas, um simples resfriado pode evoluir para uma pneumonia com mais facilidade, por exemplo. Com a vacinação, o nosso organismo cria anticorpos e faz com que estas doenças sejam menos invasivas. Então, é muito importante que os adultos e os idosos procurem seus médicos ou um profissional de saúde, e busquem informação sobre as vacinas recomendadas para a sua idade e mantenham a vacinação em dia. Além disso, vale ressaltar que, com uma idade mais avançada, outras complicações podem surgir, como a presença de comorbidades, como diabetes, hipertensão arterial, doenças respiratórias, que podem aumentar uma predisposição a um quadro mais grave quando adquire alguma infecção, além de uma descompensação dessas doenças de base”, alerta Dr. Marcelo, que complementa: 

“Outra preocupação para os idosos deve ser o herpes zoster. Pesquisas mostram que cerca de 90% da população já está infectada com o vírus varicela zoster, causador da doença, sendo o mesmo vírus responsável pela catapora. Este vírus pode ficar latente no organismo durante toda a vida e pode vir a se manifestar quando menos esperamos e ter um impacto severo na saúde e na qualidade de vida da população. O herpes zoster é uma doença que pode causar uma dor debilitante e pode trazer sequelas de longo prazo, como a neuralgia pós-herpética, uma dor que persiste por três meses ou mais. A boa notícia é que é uma doença prevenível por vacinação”.8,22-26 

Atualmente, o Programa Nacional de Imunizações (PNI), do Ministério da Saúde, oferece gratuitamente no SUS diversas vacinas para adultos e idosos, como, influenza, difteria e tétano (dT), hepatite B, febre amarela e COVID-19, que são recomendadas de acordo com a idade do indivíduo, seu histórico vacinal e presença de comorbidades, entre outros fatores.4,5 Já na rede privada, estão disponíveis imunizantes contra herpes zoster; difteria, tétano e coqueluche (dTpa ou dTpa-VIP); Vírus Sincicial Respiratório (VSR); doença pneumocócica (VPC13, VPC15, VPC20 e VPP23); além de vacinas recomendadas para situações especiais, como hepatite A e B, meningite ACWY e C, e tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola).4

 

Atenção no período outono-inverno 

Estamos em uma época em que há uma maior variação de temperatura ao longo do dia e, com a chegada do inverno, devido às chuvas e o frio, as pessoas tendem a ficar em locais fechados, sem ventilação adequada e muitas vezes em aglomerações, favorecendo o aumento da circulação de vírus e bactérias que podem causar doenças sérias como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), influenza (gripe), meningite, entre outros. Por isso, é importante ter atenção e ainda mais cuidado nessa época do ano.11-13 

“Os recentes boletins InfoGripe da Fiocruz mostram um cenário de alta circulação de diversos vírus respiratórios como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e influenza, causando casos graves e hospitalizações em crianças pequenas e idosos. Isso reforça a importância do cuidado com a saúde e com a vacinação em dia de todos. Os adultos raramente são testados para o VSR e, como os sintomas podem ser confundidos com um resfriado, como coriza, tosse, febre e mal-estar, a doença acaba sendo pouco conhecida e é subdiagnosticada. Em crianças, ele é conhecido por causar bronquiolite, já em idosos, principalmente aqueles que possuem condições crônicas de saúde pré-existentes, também chamadas de comorbidades, como diabetes, Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), asma e Insuficiência Cardíaca Congestiva, o VSR pode evoluir para doenças mais graves, como pneumonia, e até mesmo levar a óbito”, reforça o médico. 

Segundo dados do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), nos Estados Unidos, anualmente, o VSR leva a aproximadamente de 60 a 160 mil hospitalizações em adultos com 60 anos ou mais.14 No Brasil, entre 2020 e 2022 foram notificados mais de 30 mil casos da doença, com uma taxa de letalidade em SRAG por VSR de 20,77% em 2022 em adultos de 60 anos ou mais.15 Em 2024, essa taxa de letalidade em hospitalizações por SRAG causada por VSR no Brasil, na mesma faixa etária, chegou a 20%.16 

A transmissão do VSR acontece por meio de gotículas expelidas durante a fala, tosse ou espirro e contato com superfícies contaminadas.17 Outra doença que possui forma de transmissão semelhante e também é mais comum no outono-inverno é a meningite meningocócica.11,18 É uma doença de transmissão respiratória, que provoca inflamação das membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal e se destaca por sua gravidade devido à rápida evolução, que pode deixar sequelas permanentes no paciente e até mesmo levar a óbito em até 24 horas. A vacinação é a forma mais efetiva de prevenção contra a doença.18-20 Atualmente, existem vacinas diferentes para a prevenção de cinco sorogrupos da doença: A, B, C, W e Y.4,5,18-21



Material dirigido ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

 

GSK.

 

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinação. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  2. SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. No Dia Nacional da Imunização, SBP reforça importância indispensável das vacinas e da orientação dos pediatras. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  3. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Vaccines and Immunization. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Calendário de vacinação do nascimento à terceira idade: recomendações da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) - 2024/2025. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  5. BRASIL. Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  6. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Pneumologia. Guia de Imunização SBIm/SBPT (2024/2025). Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  7. BRASIL. Ministério da Saúde. Vacinação é a maneira mais eficaz para evitar doenças. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  8. SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA. Guia Prático Vacinação do Idoso. Disponível em: <Link >. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  9. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. 6 Tips for Healthy Aging. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  10. SOCIEDADE BRASILEIRA DE GERIATRIA E GERONTOLOGIA E SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Geriatria: guia de vacinação (2022/2023). Disponível em: <Link >. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  11. PREFEITURA DE SÃO PAULO. Saiba quais são as doenças mais comuns durante as estações de outono e inverno. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  12. GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO. Alerta para doenças respiratórias no outono. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  13. FIOCRUZ. InfoGripe: alta circulação do VSR provoca aumento de casos. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  14. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). RSV in older Adults. Disponível em: <Link>. Acesso em:08 de maio de 2025.
  15. DE VERAS, Bruna Medeiros Gonçalves et al. CASOS GRAVES DE VÍRUS SINCICIAL RESPIRATÓRIO EM ANOS DE PANDEMIA: UMA ANÁLISE RETROSPECTIVA DA BASE DE DADOS DO SIVEP-GRIPE NO BRASIL (2020-2022). The Brazilian Journal of Infectious Diseases, v. 27, p. 103129, 2023.
  16. BRASIL. Ministério da Saúde. Informe Semana 52 de 2024 | Vigilância das Síndromes Gripais Influenza, covid-19 e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  17. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Respiratory Syncytial Virus Infection (RSV). How RSV Spreads. Disponível em: <Link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  18. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Saúde de A a Z. Meningite. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  19. WORLD HEALTH ORGANIZATION. Newsroom. Fact Sheets. Details. Meningitis. Disponível em: <link> Acesso em: 08 de maio de 2025.
  20. SOCIEDADE BRASILEIRA DE IMUNIZAÇÕES. Família SBIm. Doenças. Meningite meningocócica. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  21. BRASIL. Ministério da Saúde. INSTRUÇÃO NORMATIVA DO CALENDÁRIO NACIONAL DE VACINAÇÃO 2024. Disponível em: <link>. Acesso em: 08 de maio de 2025.
  22. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Prevention of herpes zoster: recommendations of the Advisory Committee on Immunization Practices (ACIP). MMWR, v. 57, RR-5, p. 1-30, 2008.
  23. REIS, ALEXANDA DIAS, CLAUDIO SÉRGIO PANNUTI, and VANDA AKICO UEDA FICK DE SOUZA. "Prevalência de anticorpos para o vírus da varicela-zoster em adultos jovens de diferentes regiões climáticas brasileiras." Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical 36 (2003): 317-320.
  24. CLEMENS, S. et al. Soroepidemiologia da varicela no Brasil – resultados de um estudo prospectivo transversal. Jornal de Pediatria, v. 75, p. 433-441, 1999.
  25. LUKAS, K. et al. The impact of herpes zoster and post-herpetic neuralgia on quality of life: patient-reported outcomes in six European countries. J Public Health, 20:441-451, 2012.
  26. CENTERS FOR DISEASE CONTROL AND PREVENTION. Shingles vaccines. Disponível em: <link>. Acesso em: 07 mar. 2025


 

“Ele não tem visita”: como hospitais identificam sinais sutis que revelam maus-tratos contra idosos

No Dia Mundial de Conscientização sobre o Abuso contra a Pessoa Idosa, especialista alerta para a importância de detectar casos de violência e abandono, muitas vezes difíceis de notar
 

Uma fratura sem explicação, marcas antigas pelo corpo, o olhar cabisbaixo, o silêncio. Em muitos casos, é no hospital que os sinais de negligência ou maus-tratos contra pessoas idosas se revelam – nem sempre de forma explícita. “Às vezes o que chama atenção é o fato de o idoso estar internado há dias e não receber uma única visita”, relata Ana Paula Coutinho, assistente social do Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador, Rio de Janeiro.

Para além da escuta atenta, o hospital adota um protocolo rigoroso para investigar e notificar situações suspeitas, envolvendo uma equipe multiprofissional composta por médicos, enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais.

Casos identificados são registrados, encaminhados à rede de proteção social e, quando necessário, notificados legalmente. “Nosso compromisso é garantir que esse idoso saia daqui não apenas medicado, mas protegido”, reforça Ana Paula.

Neste 15 de junho, Dia Mundial de Conscientização sobre o Abuso contra a Pessoa Idosa, o alerta é claro: a violência nem sempre deixa hematomas. Pode estar no esquecimento, no silêncio e até no cuidado que falta. E reconhecê-la é o primeiro passo para combatê-la.
 

Negligência e abandono são os casos mais comuns

De acordo com a assistente social Ana Paula Coutinho, as formas de violência mais frequentes entre os pacientes idosos atendidos na unidade são a negligência e o abandono.

“São pessoas que chegam desidratadas, desnutridas, sem medicação ou com escaras que poderiam ter sido evitadas com cuidados básicos. Em alguns casos, percebemos que o idoso não está sendo supervisionado nem assistido como deveria”, explica.

Embora casos de violência física ou psicológica também ocorram, a negligência costuma ser mais difícil de identificar. “Muitas vezes, os sinais estão nas entrelinhas. No discurso confuso do idoso, no silêncio constrangido do acompanhante, ou na falta de informações mínimas sobre a rotina e a saúde daquele paciente.”
 

Atendimento humanizado e articulação com a rede de apoio

Quando uma suspeita de violência é levantada, entra em ação o protocolo de atendimento a pacientes em situação de vulnerabilidade, que inclui avaliação multidisciplinar.

A equipe do hospital realiza escutas qualificadas e, se necessário, faz a notificação formal ao serviço de proteção social, como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), o Conselho do Idoso ou o Ministério Público.

“Não basta acolher e tratar. É preciso garantir que esse idoso tenha suporte ao sair do hospital. A articulação com a rede de apoio é fundamental para interromper o ciclo de violência”, afirma Ana Paula.

Além disso, o hospital também oferece orientações aos cuidadores e familiares sobre os direitos da pessoa idosa e os recursos disponíveis na rede pública.
 

Violência contra a pessoa idosa é crime

O Estatuto da Pessoa Idosa (Lei nº 10.741/2003) estabelece que qualquer forma de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão contra pessoas com 60 anos ou mais é crime, e deve ser denunciada. A pena para quem abandona o idoso pode chegar a três anos de reclusão.

“Infelizmente, ainda existe uma naturalização da violência contra idosos. Muitos acham normal deixar o idoso sozinho o dia inteiro, não oferecer alimentação adequada ou tratá-lo com desdém. Nosso papel é mostrar que isso não é aceitável e que a sociedade tem mecanismos para intervir”, pontua a assistente social.
 

Como denunciar

Casos de violência contra idosos podem ser denunciados de forma anônima pelo Disque 100 (Disque Direitos Humanos), que funciona 24 horas por dia, inclusive nos finais de semana e feriados. Também é possível acionar o CREAS mais próximo ou procurar a Delegacia do Idoso da região.

 


Hospital Municipal Evandro Freire


Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficial


A controvérsia dos implantes na odontologia biológica

 Zircônia ou Titânio - qual escolher?  

 

A "odontologia biológica", promovida nas redes sociais, preocupa o meio odontológico e os conselhos profissionais. Não reconhecida pelo Conselho Federal de Odontologia (CFO) como especialidade ou habilitação, e sem embasamento científico, alguns dentistas se autodenominam especialistas na área, disseminando informações imprecisas sobre saúde bucal. Profissionais que se apresentam como especialistas nessa área podem estar sujeitos a penalidades éticas. 

As publicações abordam temas familiares à população, como tratamento de canal, uso de flúor no creme dental, restaurações de amálgama, e em especial, implantes dentários que são frequentemente criticando métodos seguros e eficazes há décadas. Essas mensagens alarmistas podem confundir o público e levar a escolhas prejudiciais para a saúde bucal. 

Esses profissionais afirmam que avaliam o paciente integralmente, visando “minimizar os danos à saúde causados pelos tratamentos convencionais”, como descrito em perfis de odontólogos na rede social. A odontologia biológica frequentemente se associa a práticas pseudocientíficas, que não possuem evidências científicas robustas. A desinformação não tem lugar na odontologia. 

Com o avanço das redes sociais, essa prática tem crescido rapidamente. Indivíduos envolvidos são persuasivos, atenciosos, bem articulados, sempre bem-vestidos e trabalham em consultórios atraentes. Eles identificaram um nicho para atrair pacientes e obter lucro.
 

Implantes de zircônia versus titânio 

Defensores da odontologia biológica alegam que implantes de zircônia são superiores aos de titânio. Reforçam a ideia que o material cerâmico responde melhor às exigências mecânicas e promove menor adesão bacteriana. Dizem ainda que a zircônia oferece estabilidade química e não sofre corrosão. No entanto, estudos mostram que os implantes de zircônia são menos eficazes biológica e mecanicamente quando comparados aos implantes metálicos. 

Quando comparados aos implantes metálicos, os implantes cerâmicos demonstram menor eficácia biológica e mecânica. Eles são menos resistentes e apresentam uma taxa de osseointegração (processo pelo qual um implante se integra ao osso natural do corpo) igual ou inferior às superfícies biologicamente mais ativas. Além disso, a cerâmica é tão suscetível à colonização bacteriana quanto qualquer outro material, embora seja mais lisa do que os implantes metálicos. 

Com relação ao processo de corrosão, é consequência das infecções bacterianas ao redor dos implantes inseridos na cavidade bucal e que ambos os materiais (cerâmica e titânio) podem ser acometidos pela peri-implantite, doença que pode levar à perda do implante.

 

Vantagens dos Implantes de Titânio 

Comprovação Clínica: Os implantes de titânio têm sido utilizados há décadas, com extensa pesquisa comprovando sua eficácia e durabilidade.

Osseointegração: Estudos mostram que o titânio tem uma excelente capacidade de osseointegração, fundamental para o sucesso do implante.

Versatilidade: Os implantes de titânio podem ser utilizados em uma variedade maior de situações clínicas. 

Há poucos estudos de longo prazo comparando a durabilidade dos implantes de zircônia com os de titânio, sendo um achado recorrente a fratura do implante de zircônia com demandas maiores em áreas de grandes esforços mastigatórios. 

A osseointegração, um dos fatores-chave para o êxito de um implante e foi foco de uma revisão recente. O estudo mostrou que tanto o implante de titânio quanto o de zircônia apresentaram resultados comparáveis, embora o titânio apresente uma velocidade de osseointegração maior. 

No entanto, mais estudos são recomendados para a indicação de seu uso na prática diária. Além disso, os implantes de zircônia tendem a ser mais caros, o que pode influenciar a escolha do paciente.

Jamil Shibli - professor responsável pelos programas de mestrado e doutorado em Implantodontia da Universidade Guarulhos (UNG), onde atua há mais de duas décadas. É também professor associado da Harvard School of Dental Medicine, professor visitante da Universidade de Leuven (Bélgica) e docente da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein. Reconhecido como um dos pesquisadores mais produtivos da Odontologia mundial, Shibli tem forte atuação em pesquisa clínica, com ênfase em Periodontia e Implantodontia. É head do Conselho científico da Plenum, empresa brasileira de biotecnologia especializada em biomateriais e implantes 3D. Com uma trajetória marcada por contribuições relevantes para a ciência e a prática clínica, Jamil Shibli é referência global na integração entre inovação, pesquisa e ensino em Odontologia.



Suicídio de idoso no metrô de SP desafia padrões e alerta para crise de saúde emocional

Especialista em Comportamento Humano explica que sofrimento silencioso e desamparo social estão por trás de atos extremos 

 

A morte do idoso de 74 anos que ateou fogo em seu próprio corpo na estação São Bento do Metrô, no centro de São Paulo, foi confirmada nesta segunda-feira (2/6). O caso aconteceu no dia 30/5 e chocou quem presenciou a trágica cena. A vítima chegou a ser socorrida e levada ao hospital com queimaduras graves, mas não resistiu. O episódio reacendeu o debate sobre o sofrimento emocional silencioso, especialmente em uma faixa etária pouco comum em estatísticas de suicídio.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o suicídio está entre as dez causas mais frequentes de morte no mundo, sendo a segunda ou terceira entre pessoas de 15 a 34 anos. Além disso, estima-se que, para cada suicídio consumado, haja pelo menos dez tentativas graves que exigem atenção médica, e outras quatro sequer registradas. Por isso, casos como o ocorrido em São Paulo despertam ainda mais atenção quando se trata de um idoso, faixa etária que costuma ficar fora das estatísticas mais recorrentes.

“O suicídio, nesses moldes, foge completamente dos padrões comuns”, analisa o especialista em Primazia da Gestão e Comportamento Humano, Orlando Pavani Júnior. “Normalmente, quem pratica o suicídio são pessoas mais jovens (15 a 34 anos de idade), com alguma relação de vícios em drogas, ou com forte relação ideológica a ideais revolucionários. É raro vermos um idoso de classe média como protagonista de uma cena como essa.”

A partir da obra clássica de Émile Durkheim, Le Suicide, de 1897, Pavani reforça que o suicídio não deve ser interpretado apenas como uma manifestação individual de desordem emocional. “O suicida é o ator final que dá o golpe de misericórdia, mas a sociedade o feriu de forma intempestiva durante anos ou décadas de opressão ou de puro desprezo.”

O especialista defende que, por trás de muitos desses atos, está o acúmulo de sofrimento não verbalizado, não assistido e muitas vezes ignorado pelas pessoas ao redor. “O sofrimento do pretenso suicida é silencioso, pouco observado pelos que convivem com ele e normalmente desqualificado pelo próprio suicida que se culpa pelo sofrimento e carece da automotivação necessária para superar as dificuldades e encontrar prazer pela vida”, explica.

Pavani também alerta para os riscos de falsas promessas de cura emocional, muitas vezes buscadas por quem sofre em silêncio. “A busca por querer resolver tudo sozinho, sem acreditar que ajuda técnica poderia contribuir para sanar os pensamentos suicidas, incrementa a problemática. Este pensamento é reforçado quando aquele que sofre busca o tal Movimento Patético dos Coachings como alternativa de tratamento, mas logo constata mais uma enganação e afunda ainda mais no sentimento angustiante.”

Com mais de 25 anos de estudos dedicados à Medicina Comportamental e às Neurociências, o especialista afirma que enfrentar essa realidade exige um olhar profundo sobre a estrutura emocional do indivíduo e o ambiente que o cerca. “A solução é bastante complexa, admito, e abrange o que tenho estudado nos últimos 25 anos. Envolve questões pessoais (75%, na minha opinião) e questões mais amplas no âmbito da sociedade como um todo (25%). Como temos pouca capacidade de resolver os 25% relativos ao âmbito mais amplo, nos cabe fazer nosso driver e focar de forma intempestiva no desenvolvimento dos 75% que envolve a Inteligência Comportamental.”

Por fim, Pavani desmistifica a ideia de que o suicídio seja um ato de coragem. “Não é um ato de coragem, como pensam alguns, ao contrário, é um ato de covardia para empreender, com coragem e bravura, a busca interior que traria a PLENITUDE libertadora”, conclui, mencionando os conceitos filosóficos de eudaimonia e ataraxia como metas possíveis para quem decide buscar ajuda e se reconectar com a vida.

O caso segue sendo investigado pelas autoridades. Enquanto isso, a cena chocante permanece como um sinal de alerta: o sofrimento psíquico não pode continuar invisível.

  

 



Orlando Pavani - reconhecido antologista dos Referenciais de Exemplaridade da Primazia da Gestão (REPG) e um especialista em Inteligência Comportamental e Cultura Organizacional. Como idealizador do Método Olho de Tigre de Desenvolvimento Humano, Pavani dedica sua carreira a ajudar pessoas a atingirem sua plenitude, promovendo o empreendedorismo protagonista, e a apoiar empresas na busca pela excelência em sua gestão. Essa visão norteia sua trajetória de mais de três décadas como consultor, mentor e educador.Atualmente, Pavani é Diretor Presidente da HOLDING PAVANI, que administra a Gauss Consulting Group e a Olho de Tigre. Além disso, é Consultor Certificado CMC® pelo IBCO/ICMCI e detém outras certificações internacionais em áreas como Business Process Management (CBPP®), Metodologias Ágeis (HCMBOK® to AGILE) e coaching. Pavani também ocupou cargos de destaque, incluindo a presidência do IBCO (2017-2020), consolidando-se como uma referência no cenário da consultoria organizacional no Brasil. Como autor e coautor, contribuiu para a literatura de gestão e desenvolvimento humano com obras como As 30 Leis do Olho de Tigre, Mapeamento e Gestão por Processos/BPM e Consultoria Organizacional. Essas publicações refletem sua profunda compreensão sobre os desafios enfrentados por líderes e organizações, além de seu compromisso em disseminar metodologias inovadoras e eficazes. Sua atuação como examinador e instrutor em programas como PNQ e PQGF evidencia sua capacidade de alinhar a teoria à prática para fomentar a excelência organizacional. Com sólida formação acadêmica, Pavani possui duas titulações de mestrado – uma em Administração Integrada pela Universidade São Francisco e outra em Administração e Desenvolvimento Empresarial pela FACECA –, além de pós-graduações em Economia Empresarial e Medicina Comportamental. Ele complementa sua expertise com certificações em áreas como neurociência aplicada, coaching e Programação Neurolinguística (PNL). Sua trajetória multifacetada é marcada pela busca contínua por conhecimento e pela vontade de transformar vidas e organizações por meio de métodos inovadores e uma visão humanista da gestão.


Obesidade infantil exige ações precoces para garantir o desenvolvimento saudável

Junho marca dia de conscientização sobre a questão e especialistas da Santa Casa de Misericórdia de Chavantes destacam a necessidade de ações precoces para garantir a saúde das crianças 


A data de 3 de junho é marcada como Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil, uma data que reforça a urgência de alertar a sociedade sobre o tema, que vai muito além do excesso de peso e pode comprometer o desenvolvimento juvenil.

De acordo com dados recentes do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN), em 2025, 6,84% das crianças brasileiras de 0 a 5 anos apresentaram peso elevado para a idade. Já entre as crianças de 5 a 10 anos, o percentual sobe para 13,55%, o que significa que mais de 228 mil crianças nessa faixa etária estão acima do peso ideal.

“A obesidade infantil não afeta apenas a aparência ou o peso corporal, mas compromete seriamente o desenvolvimento saudável da criança”, afirma a Dra. Michele Alves, pediatra da Santa Casa de Misericórdia de Chavantes. Ela destaca que os principais problemas de saúde associados incluem distúrbios metabólicos, como aumento do risco de diabetes tipo 2, colesterol alto e resistência à insulina, além de doenças cardiovasculares, problemas ortopédicos e distúrbios respiratórios.

Além dos riscos físicos, há também impacto no desenvolvimento motor e emocional. “Embora qualquer fase da infância possa ser afetada, a primeira infância e a pré-adolescência são especialmente críticas. Quanto mais cedo o problema for identificado e tratado, maiores são as chances de reverter ou minimizar seus impactos ao longo da vida”, reforça.

A médica também chama a atenção para a influência do ambiente no surgimento da obesidade infantil. “Observo nos atendimentos que tanto a genética quanto o ambiente influenciam, mas o ambiente tem um peso mais determinante na maioria dos casos. Alimentação inadequada, sedentarismo, hábitos de sono prejudiciais e o excesso de tempo diante de telas favorecem e sustentam a obesidade”, explica.


 

Acompanhamento nutricional na infância

Segundo a nutricionista Carla Borges, da Santa Casa de Misericórdia de Chavantes, os erros alimentares mais comuns na dieta das crianças brasileiras são o consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, a falta de frutas e legumes, a introdução precoce de alimentos sólidos e o uso excessivo de sal e açúcar. “Refrigerantes, sucos industrializados, salgadinhos, biscoitos recheados e embutidos impactam negativamente a saúde infantil”, diz.

Dra. Carla ainda orienta que, quando a criança rejeita frutas e vegetais, o mais indicado é criar um ambiente alimentar positivo e respeitoso, sem imposição. “Envolver os pequenos nas escolhas e preparo dos alimentos, apresentar os alimentos de forma atrativa, estabelecer rotinas de refeições, dar o exemplo e respeitar o tempo da criança são estratégias que ajudam a aumentar a aceitação desses alimentos”, aconselha.

O tratamento da obesidade infantil, segundo as especialistas, deve ser multidisciplinar, com apoio psicológico, pediátrico e nutricional. Carla reforça que é fundamental procurar um especialista sempre que surgirem sinais como seletividade alimentar, mudanças de peso repentinas, deficiências nutricionais, dificuldades na introdução de novos alimentos ou problemas de saúde relacionados à alimentação.


Junho Laranja: Casais que fazem acompanhamento nutricional juntos têm 50% mais chances de sucesso em tratamentos de fertilidade, aponta nutricionista

 

Istock

Especialista do Grupo Huntington explica como escolhas no prato podem impactar diretamente a saúde reprodutiva do casal 

 

No mês da conscientização sobre infertilidade (junho laranja), é importante reforçar que a busca por uma gravidez nem sempre é simples e, muitas vezes, envolve uma série de ajustes físicos, emocionais e de estilo de vida. Entre eles, a alimentação tem ganhado cada vez mais destaque. Segundo a nutricionista do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva, Kenia Lovizon, até 50% dos tratamentos de reprodução assistida realizados na clínica apresentam melhores resultados quando o casal segue acompanhamento nutricional conjunto.

"A nutrição impacta diretamente na qualidade dos óvulos, dos espermatozoides, no equilíbrio hormonal e na saúde uterina. Além disso, uma alimentação adequada pode amenizar sintomas e queixas clínicas comuns durante os tratamentos de fertilidade", afirma.

Segundo a especialista, é muito frequente atender somente uma pessoa do casal, mas quando o outro se propõe a ajudar, o sucesso vem mais rápido. “O paciente começa o tratamento e vai respondendo bem, mas parece que falta algo para alcançar o resultado final. Quando isso acontece, costumo sugerir: ‘traz o seu parceiro ou parceira também’. E é impressionante, quando o casal começa o acompanhamento junto, em vez de levar mais meses, o resultado é mais eficiente e normalmente menos demorado, mas claro que cada caso é um caso”, revela Kenia.

A profissional explica que não há como prever um tempo exato para o sucesso, pois cada organismo responde de um jeito, mas o equilíbrio entre os dois é essencial: “É 50% de cada lado. Quando o casal se compromete igualmente, o resultado chega e muitas vezes antes do esperado”, esclarece.


Alimentação, caminho para o sucesso

De acordo com Kenia, existe uma ampla base científica que relaciona a alimentação à fertilidade. Dietas ricas em antioxidantes, ômega-3, vitaminas e minerais estão associadas à melhor qualidade dos gametas e ao aumento das taxas de sucesso nos tratamentos reprodutivos.

“É importante lembrar que fertilidade não é uma responsabilidade exclusiva da mulher. A saúde reprodutiva masculina também é sensível a fatores como estresse oxidativo, inflamações silenciosas e desequilíbrios hormonais — todos eles influenciados diretamente pela alimentação”, explica a nutricionista.

Outro ponto de atenção está na suplementação nutricional, prática cada vez mais comum entre casais que tentam engravidar. Segundo a especialista, a suplementação precisa ser individualizada, baseada em exames, queixas clínicas e nos resultados de cada tentativa. “O uso indiscriminado pode ser ineficaz ou até prejudicial à saúde”, alerta.

O acompanhamento nutricional também pode melhorar a disposição, o sono, o controle de peso e o bem-estar emocional, aspectos que fazem diferença ao longo da jornada de quem busca a gravidez.

“A mudança de hábitos se torna mais natural quando o casal participa junto do processo. A alimentação pode — e deve — ser uma aliada na construção da família”, conclui.


Semana do Meio Ambiente: Urbia reúne natureza, ciência e cultura em agenda socioambiental nos seis parques que administra em São Paulo

Imagem: programa de educação ambiental no Parque Ibirapuera
 Divulgação: Urbia Parques

 Atividades para todos os públicos serão oferecidas gratuitamente nos Parques Ibirapuera, Jacintho Alberto, Jardim Felicidade, Faria Lima, Lajeado e Eucaliptos 

 

Celebrada entre até 5 de junho, a Semana do Meio Ambiente representa um chamado global à reflexão sobre os desafios ambientais do presente e as responsabilidades coletivas em direção a um futuro mais equilibrado. Para a Urbia, que atua na gestão de parques com foco na valorização ambiental, social e cultural, essa é uma oportunidade de colocar em prática sua missão de aproximar as pessoas da natureza, difundir a educação ecológica e fortalecer o vínculo entre comunidades urbanas e seus ecossistemas locais. Acreditando que os parques são espaços potentes de transformação, a concessionária investe em iniciativas que despertam o senso de pertencimento, ampliam o conhecimento e incentivam hábitos mais conscientes no cotidiano. 

Pensando nisso, entre os dias 5 e 9 de junho, nos Parques Ibirapuera, Jacintho Alberto, Jardim Felicidade, Faria Lima, Lajeado e Eucaliptos, a Urbia realiza uma programação socioambiental gratuita com atividades voltadas a todos os públicos. As ações reúnem ciência, cultura e natureza em experiências que vão de trilhas temáticas a oficinas ecológicas, exposições educativas, rodas de conversa, plantio de mudas e uma sessão especial no Planetário Ibirapuera. Confira abaixo o cronograma completo:

 

Parque Ibirapuera 

 

Sessão no Planetário Ibirapuera: Mudanças Climáticas e o Nosso Lugar no Universo 

Data: 6 de junho

Horário: 19h

Local: Planetário Ibirapuera

Sobre: o Planetário Ibirapuera realizará uma sessão especial que abordará temas como mudanças climáticas, ações humanas no planeta e astrobiologia, área da ciência que estuda a vida no Universo. A exibição propõe uma reflexão sobre conservação da biodiversidade e hábitos de consumo, estimulando novos olhares sobre a relação entre a Terra e o cosmos.

Atividade gratuita 

 

Estação Biodiversidade: Cores e Verdades sobre as Plantas 

Data: 6 e 7 de junho

Horário: das 14h às 16h

Local: Serraria do Parque Ibirapuera

Sobre: o público poderá participar de uma atividade prática e educativa que propõe a criação de impressões botânicas com elementos naturais e a produção de exsicatas, como fazem os cientistas em campo, para conhecer melhor o reino vegetal. Guiada pelas educadoras ambientais da Urbia, a experiência também convida à reflexão sobre o consumo consciente e os impactos das escolhas cotidianas no equilíbrio do planeta.

Atividade gratuita 

 

O Incrível Universo do Bicho-Pau 

Data: 8 de junho

Horário: das 12h às 17h

Local: Serraria do Parque Ibirapuera

Sobre: realizada em parceria com pesquisadores do Projeto Phasma, a atividade levará o público a conhecer de perto o bicho-pau, inseto mestre da camuflagem e exemplo fascinante da biodiversidade. Durante o encontro, serão apresentados exemplares vivos, curiosidades, histórias de campo e informações sobre a importância da conservação desses artrópodes que são essenciais para o equilíbrio ambiental.

Atividade gratuita 

 

O Parque Ibirapuera funciona diariamente, das 5h às 0h, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n°, Vila Mariana, São Paulo (SP). 

 

Parque Jacintho Alberto 

 

Circuito Temático com Plantio de Muda Nativa: Dia Mundial do Meio Ambiente 

Data: 5 de junho

Horário: das 9h às 11h

Local: espaço multiuso

Sobre: visitantes serão convidados a participar de uma caminhada investigativa conduzida pela equipe de educação ambiental da Urbia, com um percurso especial que destaca o significado da data. Durante o trajeto, os participantes poderão conhecer mais sobre as aves do parque, observar as interações entre os elementos naturais e, ao final, contribuir com o plantio de uma muda de espécie nativa, reforçando a importância da vegetação local para o ecossistema.

Atividade gratuita 

 

Pega-Pega de Cadeia Alimentar 

Data: 7 e 8 de junho

Horário: das 14h às 16h

Local: espaço multiuso

Sobre: a atividade abordará a cadeia alimentar e a importância de cada ser vivo no equilíbrio ecológico. Em uma versão diferenciada de pega-pega, os participantes serão divididos em três grupos — capivaras, onças e capim — e, enquanto se divertem, terão a oportunidade de refletir sobre a interação entre os seres vivos, a importância da consciência ambiental e como seus hábitos podem impactar a sustentabilidade.

Atividade gratuita 

 

O Parque Jacintho Alberto funciona diariamente, das 6h30 às 18h30, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Rua Talófitos, 16, Jardim Cidade Pirituba, São Paulo (SP). 

 

Parque Jardim Felicidade 

 

Circuito Temático com Plantio de Muda Nativa: Dia Mundial do Meio Ambiente 

Data: 5 de junho

Horário: das 9h às 11h

Local: espaço multiuso

Sobre: assim como no Parque Jacintho Alberto, os visitantes do Parque Jardim Felicidade serão convidados a participar da caminhada e contribuir com o plantio de uma muda de espécie nativa.

Atividade gratuita 

 

Pega-Pega de Cadeia Alimentar 

Data: 7 e 8 de junho

Horário: das 14h às 16h

Local: espaço multiuso

Sobre: a programação do Parque Jacintho Alberto também se repete no Parque Jardim felicidade, onde os visitantes poderão se divertir enquanto aprendem sobre a importância da consciência ambiental.

Atividade gratuita 

 

O Parque Jardim Felicidade funciona diariamente, das 7h às 18h, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Rua Laudelino Vieira de Campos, 265, Jardim Felicidade, São Paulo (SP). 

 

Parque Faria Lima 

 

Plantio de Espécies Nativas:  Semeando um futuro mais sustentável 

Data: 5 a 9 de junho

Horário: das 10h às 11h

Local: mesas ao lado do parquinho

Sobre: durante a Semana Mundial do Meio Ambiente, o Parque Faria Lima convida a comunidade para participar de uma atividade de plantio de mudas nativas, mediada pela equipe da Urbia. Os participantes terão a oportunidade de plantar suas próprias mudas, aprendendo sobre a diversidade das espécies nativas e a importância das plantas na manutenção da vida e na qualidade ambiental. Além disso, será possível colorir desenhos temáticos de animais, plantas e paisagens do parque, enquanto refletem sobre a contribuição das ações diárias para uma sociedade mais sustentável.

Atividade gratuita 

 

O Parque Faria Lima funciona diariamente, das 6h às 19h, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Rua Soldado Antônio Bento de Abreu, 233 - Parque Novo Mundo, São Paulo (SP). 

 

Parque Lajeado 

 

Circuito Temático com Plantio de Muda Nativa: Dia Mundial do Meio Ambiente 

Data: 5 de junho

Horário: das 10h às 12h

Local: espaço multiuso

Sobre: assim como nos Parques Jacintho Alberto e Jardim Felicidade, os frequentadores do Parque Lajeado poderão participar da caminhada e contribuir com o plantio de uma muda de espécie nativa.

Atividade gratuita 

 

O Parque Lajeado funciona diariamente, das 6h às 18h, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Rua Antônio Thadeo, 712, Guaianazes, São Paulo (SP). 

 

Parque dos Eucaliptos 

 

Circuito Temático com Plantio de Muda Nativa: Dia Mundial do Meio Ambiente 

Data: 6 de junho

Horário: das 10h às 12h

Local: espaço multiuso

Sobre: a atividade dos Parques Jacintho Alberto, Jardim Felicidade e Lajeado também será oferecida aos frequentadores do Parque dos Eucaliptos. Além de fazerem parte da caminhada, os visitantes poderão plantar uma muda de espécie nativa.

Atividade gratuita 

 

O Parque dos Eucaliptos funciona diariamente, das 7h às 19h, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Rua Ministro Guimarães, 280, São Paulo (SP). 

 


Urbia Gestão de Parques
Para mais informações, acesse: Site | Instagram | Facebook | Linkedin

 

Junho Laranja 2025 destaca a agressão com fogo e substâncias corrosivas como forma de violência de gênero

Junho Laranja 2025 destaca a agressão com fogo e
substâncias corrosivas como forma de violência de gênero
freepik
 Queimaduras intencionais expõem a outra face da violência doméstica

 

Quando o assunto é queimaduras, a primeira imagem costuma ser a de um acidente doméstico: uma panela quente, uma fogueira, um fio desencapado. Mas e quando a queimadura é intencional? Quando ela é usada como arma, como forma de punição, controle ou ódio?

É sobre essa violência silenciosa que a campanha Junho Laranja 2025 quer falar. Todos os anos, no mês de junho, a Sociedade Brasileira de Queimaduras promove ações de conscientização sobre os riscos, os cuidados e a prevenção de queimaduras. 

Em 2025, o foco é mais urgente do que nunca: as mulheres vítimas de agressões com fogo, substâncias corrosivas e outros agentes térmicos.

“Esses casos existem, mas muitos chegam aos hospitais como acidentes e não como o que realmente são: tentativas de desfigurar, machucar, calar uma mulher”, explica Andrezza Silvano Barreto, enfermeira da Vuelo Pharma. Segundo ela, o problema vai muito além das estatísticas: “O silêncio é uma parte cruel dessa violência. Em muitos casos, as crianças também são vítimas. A gente só consegue combater aquilo que consegue ver”.

 Em 2025, o foco é mais urgente do que nunca:
as mulheres vítimas de agressões com fogo,
substâncias corrosivas e outros agentes térmicos.
 
Freepik

O trauma causado por uma queimadura não é só físico. Envolve dor, vergonha, medo, e um longo processo de recuperação, especialmente para quem é vítima de violência. 

“É por isso que o cuidado com a pele queimada precisa ser, também, acolhimento”, explica Andrezza. “E essa recuperação deve começar desde o primeiro atendimento, com os produtos e condutas corretas, mas também com escuta e sensibilidade”.

Como especialista da Vuelo Pharma, empresa brasileira que desenvolve tecnologias para o tratamento de feridas, Andrezza destaca o papel da saúde no enfrentamento desse tipo de violência. 

“A gente não pode tratar só o ferimento. Tem que olhar para o contexto, perguntar o que aconteceu, encaminhar. A saúde é uma das primeiras portas que essas mulheres atravessam. Não podemos deixá-las passar em silêncio”.

Durante o mês de junho, a campanha Junho Laranja promoverá ações em escolas, hospitais, universidades e nas redes sociais. A ideia é ampliar a conversa, quebrar o silêncio e chamar atenção para um tipo de violência que ainda é pouco discutida, mas que deixa marcas profundas.

 

Posts mais acessados