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sexta-feira, 9 de maio de 2025

Ser mãe ainda é um obstáculo no mercado de trabalho?

Para especialista, maternidade segue como um fator de exclusão em ambientes corporativos que não incorporaram práticas verdadeiramente inclusivas


Apesar dos avanços nas pautas de diversidade e inclusão, a maternidade continua sendo um divisor de águas na trajetória profissional de muitas mulheres. Segundo a pesquisa “Esgotadas”, da Think Olga, mulheres dedicam, em média, 21,4 horas semanais ao trabalho de cuidado não remunerado, quase o dobro do tempo dedicado por homens (11 horas). Em um ano, são mais de 1.100 horas a mais — o equivalente a 24 dias inteiros de diferença. 

O desequilíbrio afeta diretamente a permanência, o desempenho e o bem-estar de mulheres no mercado de trabalho, sobretudo mães e cuidadoras, que também apresentaram os maiores índices de insatisfação com saúde emocional, situação financeira e carga de responsabilidades

Para Laura Salles, CEO da PlurieBR — startup especializada em gestão de dados em tempo real de diversidade, equidade, inclusão e pertencimento (DEIP) —, essa exclusão não é acidental. “O viés da maternidade ainda pesa nos processos de contratação, promoção e até avaliação de desempenho. Muitas empresas falam de inclusão, mas ainda operam sob uma lógica que penaliza a experiência da maternidade”, afirma.

Ana Conti, conselheira e consultora da PlurieBR, acredita que a maternidade não enfraquece a performance — o que pesa é o julgamento enviesado. “Como mãe de três filhos e executiva, sempre observei que mulheres voltam da licença maternidade com ainda mais foco, disciplina e potência. O problema nunca foi a performance, é o olhar viciado de quem prefere reforçar estereótipos a enxergar o valor real que elas entregam”, declara.


Estigma silencioso e perda de talentos

Estudos e relatos de profissionais demonstram que mães continuam sendo alvo de suposições sobre produtividade, disponibilidade e comprometimento. O impacto disso vai além das barreiras de entrada: afeta também a permanência, o desenvolvimento e o acesso a cargos de liderança. “Mulheres estudam mais, entregam melhores resultados e ainda assim seguem como minoria nas lideranças — e isso tem tudo a ver com a forma como a maternidade é tratada”, pontua Laura Salles. 

“Quando a responsabilidade do cuidado recai quase exclusivamente sobre elas, surgem estereótipos que atravessam até processos seletivos, como quando se pergunta se a candidata é ou pretende ser mãe, como se isso comprometesse sua performance. Uma amiga me disse algo que não esqueço: ‘Com dois filhos pequenos e sendo VP, eu sou mais eficiente porque sei que preciso usar bem o tempo que tenho. E isso me faz valorizar tanto o trabalho quanto a maternidade’”, completa.

Segundo ela, ambientes corporativos que não integram a maternidade como parte da equação da diversidade estão perdendo talentos valiosos. O afastamento de mães do mercado de trabalho representa, na prática, perda de inovação, criatividade e capital intelectual. “Há uma desconexão entre o discurso e a prática. E quando isso acontece, a cultura organizacional se torna excludente por padrão”, analisa.

Estratégia de pertencimento com base em dados

A exclusão de mulheres mães não é uma questão individual — é reflexo de modelos de gestão que ainda não foram redesenhados para realidades plurais. Para Laura, é preciso que empresas adotem práticas mensuráveis de apoio à maternidade, e não apenas ações pontuais. Isso inclui desde o mapeamento do impacto da parentalidade nas taxas de turnover até a criação de trilhas de carreira flexíveis e redes de suporte entre colaboradoras. “É fundamental que o debate sobre parentalidade considere o papel da primeira e da segunda pessoa cuidadora, com políticas flexíveis de licença que respeitem a estrutura de cada família”, afirma Laura. 

“Só assim vamos combater os estigmas que ainda recaem sobre a maternidade. Quando o pai tem cinco dias e a mãe quatro meses de licença, já começamos com um desequilíbrio que se reflete em demissões no retorno, interrupções de carreira e desigualdades profundas no ambiente de trabalho”, destaca.

Ela lembra ainda que políticas eficazes de apoio à parentalidade devem contemplar também o papel dos pais e responsáveis, promovendo corresponsabilidade e quebrando estigmas de gênero no cuidado. “Falar de maternidade é falar de pertencimento. E ambientes com senso real de pertencimento são mais resilientes, inovadores e produtivos. Incluir mães não é só uma pauta social, é uma decisão estratégica de negócio”, conclui.

 



Laura Salles - fundadora e CEO da PlurieBR, primeira plataforma SaaS de gestão e acompanhamento de dados em tempo real de diversidade, equidade, e inclusão e pertencimento (DEIP) do Brasil, que mapeia métricas em tempo real e apoia ações direcionadas nessa área. Laura, que possui mais de oito anos de experiência em gestão de operações, comunicações e pessoas, é formada em hospitalidade, e é especialista em Diversidade, Equidade e Inclusão pela Universidade Cornell. Atua também como conselheira de inovação da ACSP, e professora do MBA de ESG da Saint Paul e de cursos de DEI da Trevisan.
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PlurieBR
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Planejamento de RH: como essa abordagem pode beneficiar a organização?


Se antes a área de Recursos Humanos era vista como mais uma área de contas a pagar e receber, hoje, dia após dia, vemos que a frente é estratégica para a organização. Além disso, o mercado vem exigindo, cada vez mais, que esta frente de serviço adote abordagens estratégicas.

No contexto atual, o RH enfrenta desafios para garantir o crescimento da organização, indo desde a gestão dos modelos de trabalho (remoto, híbrido ou presencial) até a busca por capital humano. Não à toa, segundo um estudo da PwC, 60% dos CEOs identificam a dificuldade em encontrar talentos qualificados como uma das principais barreiras para o desempenho da companhia.

Diante desse cenário, executar o planejamento do RH é uma ação que vem ao encontro desse objetivo, considerando que a abordagem visa garantir que a organização tenha os recursos necessários para alcançar os objetivos, cuja ação envolve a definição de metas e estratégias.

Contudo, essa ação, embora estratégica, ainda é um desafio a ser executado em algumas organizações. Isso é, muitas têm dificuldades em realizá-lo, uma vez que, em alguns casos, os processos são descentralizados, em que cada líder de área gerencia sua equipe e encaminha dados e informações via planilhas; ou são centralizados no RH, que tem a morosa missão de averiguar cada registro recebido e alinhar manualmente, a fim de estar em conformidade com a legislação ou normas sindicais.

Na prática, essa abordagem acaba gerando impactos para a organização, como lentidão dos processos, falta de visibilidade e controle e, por fim, a falta de precisão do orçamento feito, na maioria das vezes, no início do ano, o qual precisa ter a menor margem possível de erros e falhas.

Neste contexto, não é difícil encontrarmos organizações que, ao identificarem a raiz dos problemas, buscam por ferramentas que ajudem a automatizar as tarefas do RH, a fim de torná-lo mais ágil e estratégico. No entanto, acabam sendo impedidas, considerando que o planejamento inicial não incluiu essa demanda.

Executar um planejamento estratégico para o RH não é, de longe, uma tarefa simples, considerando que há uma gama de aspectos que precisam ser inclusos e revisados durante o projeto. Esse processo acaba gerando, além do estresse, um desgaste, principalmente para as empresas que têm resistência à mudança cultural.

Quanto a isso, é importante ter o apoio de uma consultoria especializada nessa abordagem, a qual irá considerar todos os aspectos da organização, a fim de fazer um planejamento preciso, refletindo a atual realidade e processos da companhia. Esse direcionamento é efetivo, pois, além de identificar os gargalos, também irá orientar a melhor ferramenta para ajudar no dia a dia organizacional.

Afinal, de nada adianta contratar um software de gestão sem que se tenha uma estratégia eficiente para o seu uso e que beneficie a empresa desde a gestão de dados até a distribuição de recursos – garantindo que as operações da área tragam resultados mais efetivos e benéficos para a empresa.

Entre os pilares da organização, o RH, sem dúvidas, é uma área que detém um amplo potencial para contribuir com o crescimento da empresa. No entanto, sua eficácia depende de um planejamento construtivo, que vise agregar melhorias e confiabilidade aos processos. Além disso, o projeto deve ser revisitado constantemente, tendo em vista as diversas mudanças do mercado.

Mais do que uma área administrativa, quando alinhado corretamente, o RH é capaz de ajudar no desenvolvimento da empresa. No entanto, é necessário que a organização esteja realmente disposta a investir nos recursos corretos para atingir os objetivos não apenas no presente, mas também no futuro.



Andrey Menegassi - Parner da SolvePlan.
SolvePlan

 

Maio Amarelo: São Paulo alcança 70 mil Identificações Veiculares para pessoas com autismo e reforça empatia no trânsito

Número representa um aumento superior a 700% em relação às emissões de maio do ano passado

 

Durante este mês de conscientização sobre a segurança no trânsito, o estado de São Paulo comemora a emissão de 70 mil Identificações Veiculares TEA (Transtorno do Espectro Autista), um aumento de mais de 700% em comparação com maio de 2024, um mês após o lançamento da iniciativa. Além disso, esse número representa 68% dos 103 mil cidadãos cadastrados com a Carteira de Identificação da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (CipTEA), consolidando o sucesso da medida implementada pela Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), em conjunto com a Secretaria de Estado de Gestão e Governo Digital (SGGD), o Detran-SP e a Prodesp.

O adesivo de Identificação Veicular TEA serve como um alerta visual para os demais motoristas, informando que naquele veículo há uma pessoa com autismo. Com a frase “Pessoa com autismo a bordo. Seja gentil, não buzine.”, a campanha busca reduzir situações que possam desencadear crises sensoriais, comuns entre pessoas com hipersensibilidade auditiva — uma das características frequentes no espectro autista.

 

Para obter o adesivo, é necessário que a pessoa esteja vinculada à CipTEA. Ao realizar essa vinculação, um QR Code é gerado, garantindo a autenticidade do documento. A aplicação da tecnologia também colabora para evitar o uso indevido do recurso, reforçando a seriedade e a credibilidade da ação junto à sociedade.

 

“Uma das possibilidades do autismo é a ansiedade desencadeada por estímulos sensoriais, como o som da buzina. Em meio ao trânsito hostil de grandes cidades, como São Paulo, o selo de identificação veicular TEA é um lembrete sobre a gentileza e o respeito às diferenças”, destacou Marcos da Costa, secretário de estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência.


 

*Saiba como para emitir o Selo de Identificação Veicular:*

 

*Para quem já possui a CipTEA:*

1) Acesse seu cadastro com o login GOV.BR;

2) Clique em “cadastrar veículo”;

3) Informe o número da placa e o Renavam de seu veículo e clique em “cadastrar veículo”;

4) Clique no “carrinho” abaixo da imagem da carteirinha e imprima seu adesivo.

 


*Para novos beneficiários CipTEA:*


1) Faça login no site https://ciptea.sp.gov.br/ e clique em cadastrar novo beneficiário;

2) Preencha os dados pessoais e endereço da pessoa diagnosticada com TEA;

3) Preencha as informações do CID, nome e CRM do médico, data do documento e anexe o arquivo do relatório médico em PNG ou JPG;

4) Preencha os dados do cuidador/responsável;

5) Informe o número da placa e o Renavam de seu veículo;

6) Leia e dê ciência ao Termo de Aceite;

7) Aguarde a análise e aprovação da CipTEA (até 20 dias úteis); 

8) Após aprovação, faça o download de sua identificação veicular.



No Dia das Mães, destaque para quem equilibra negócios, filhos e sonhos com coragem e estratégia

Evento exclusivo no fim de maio reunirá empresárias que escolheram crescer com equilíbrio e conexões reais


Neste domingo, 11 de maio, o Dia das Mães não celebra apenas o afeto familiar. É também um convite para reconhecer mulheres que, além de cuidar dos filhos, lideram negócios, tomam decisões importantes e fazem o mercado girar — tudo isso sem abrir mão da própria trajetória. São mulheres que transformam o que tocam e que, mesmo com tudo funcionando, continuam buscando o próximo passo.

Uma delas é Carla Martins, mãe, empresária e vice-presidente do SERAC, hub de soluções corporativas nas áreas contábil, jurídica e tecnológica. À frente de uma equipe formada por 80% de mulheres — sendo metade em cargos de liderança —, Carla conhece de perto o desafio de equilibrar rotina, ambição e maternidade. “Ser mãe e empresária é uma escolha nossa ou de Deus. O segredo está na organização. Com leveza e foco, dá pra fazer acontecer”, afirma.


Maternidade e liderança não precisam competir

Mesmo com avanços importantes no mercado de trabalho, muitas mães empreendedoras ainda enfrentam a pressão de dar conta de tudo — sem demonstrar cansaço, sem falhar, sem parar. A cobrança pelo desempenho perfeito em todas as áreas da vida segue sendo um obstáculo. Mas há uma mudança em curso, puxada por mulheres que decidiram construir seus próprios modelos de sucesso: menos baseados em exaustão, mais centrados em propósito, estrutura e autonomia.

Para Carla, assumir múltiplos papéis deixou de ser sobre se desdobrar até o limite e passou a ser sobre saber o que priorizar, o que delegar e, principalmente, com quem contar. “É nesse ponto que as redes femininas, os ambientes de troca e os grupos de apoio se tornam tão valiosos. Quando as mulheres compartilham experiências de forma genuína, criam espaços onde não é preciso escolher entre crescer profissionalmente ou manter uma vida pessoal com significado — é possível ter ambos”, declara.


Crescimento real exige espaço de pertencimento

Essa transformação não depende apenas de habilidade técnica, mas de estrutura emocional, clareza e apoio. E para muitas empresárias, ter com quem dividir a jornada — os desafios e as vitórias — é o que faz a diferença no longo prazo. “A maternidade, nesse cenário, deixa de ser vista como obstáculo e passa a ser reconhecida como uma potência: um elemento que amplia a visão, fortalece a empatia e impulsiona decisões mais conscientes e humanas”, afirma.

Foi com esse olhar que Carla Martins decidiu reunir, no próximo 28 de maio, em São Paulo, um grupo de mulheres que já alcançaram resultados e agora buscam crescer com mais equilíbrio, estratégia e conexão. O evento será exclusivo para empresárias selecionadas e terá como foco criar um ambiente seguro para trocas reais, longe da superficialidade e próximo do que realmente importa.

“Crescer sozinha é possível, mas crescer junto é mais inteligente. Quando mulheres se apoiam, compartilham e caminham lado a lado, o impacto vai além dos negócios — alcança a forma como vivem, lideram e deixam legado”, finaliza. 




Carla Martins - vice-presidente do SERAC. Atende grandes empresários e personalidades da mídia, direcionando o crescimento sustentável de diversos negócios. Possui qualificação e acredita muito no poder de gestão de negócios e no empreendedorismo feminino. Como Vice-Presidente do SERAC busca direcionar novos empresários a alcançarem o próximo nível com soluções contábeis, jurídicas e de gestão, impactando positivamente vidas de clientes, parceiros, colaboradores, amigos e familiares. Carla é contabilista formada em Marketing pela ESPM e pós graduada em Big Data e Marketing. @soucarlamartins



SERAC
Instagram: @sou_serac ou pelo site souserac.com.

 

Pesquisa global revela como a IA está revolucionando o planejamento financeiro

FPSB revela resultados globais sobre o impacto da IA no planejamento financeiro, com mais de três quartos dos planejadores financeiros afirmando que a IA aprimorará sua capacidade de atender melhor os clientes

 

DENVER, CO –  À medida que a inteligência artificial (IA) se torna rapidamente uma ferramenta inestimável, uma nova pesquisa global divulgada hoje revela insights sobre o uso e o impacto da IA no planejamento financeiro, com dois em cada três planejadores financeiros relatando que suas empresas já utilizam IA ou pretendem usá-la nos próximos 12 meses. 

A pesquisa global foi conduzida pelo Financial Planning Standards Board Ltd. (FPSB) órgão sem fins lucrativos que define os padrões para a profissão de planejamento financeiro e sua rede global de organizações. O FPSB entrevistou mais de 6.200 planejadores financeiros em 24 territórios. 

A pesquisa revelou uma forte adesão à IA, com planejadores financeiros utilizando a tecnologia para agilizar a coleta de dados dos clientes, a análise de perfil de risco e a comunicação. Os participantes demonstraram otimismo quanto ao potencial da IA em melhorar a qualidade das orientações financeiras, reduzir custos e ampliar o acesso ao planejamento financeiro para populações historicamente desatendidas. Apesar do otimismo, os planejadores financeiros reconhecem os riscos associados ao uso da IA, destacando a privacidade de dados e a cibersegurança como principais preocupações. 

“Com os planejadores financeiros reconhecendo o potencial da IA para reduzir custos e acreditando que ela ampliará o acesso para comunidades desatendidas, a IA está abrindo caminho para um aconselhamento financeiro mais acessível. Essa tecnologia não está apenas remodelando a prática do planejamento financeiro, mas também pode abrir portas para aqueles que historicamente não tiveram acesso a serviços financeiros essenciais,” afirmou Dante De Gori CFP®, CEO do FPSB.

 

Principais conclusões da pesquisa global do FPSB sobre o Impacto da IA no Planejamento Financeiro: 


• Serviços ao cliente aprimorados: Mais de três quartos dos planejadores financeiros (78%) acreditam que a IA os ajudará a atender melhor seus clientes, enquanto 60% acreditam que ela melhorará a qualidade do aconselhamento financeiro. 

• Adoção generalizada da IA: Dos dois terços de empresas que já utilizam ou planejam utilizar IA nos próximos 12 meses, as taxas de adoção são mais altas entre empresas pequenas ou muito grandes. 50% dos planejadores financeiros têm uma visão positiva da IA, enquanto apenas 8% têm uma visão negativa. 

• Redução de custos e aumento do acesso: 59% dos planejadores financeiros veem a IA como uma ferramenta para ajudar a reduzir o custo dos serviços de planejamento financeiro e 60% acreditam que ela aumentará o acesso ao planejamento financeiro para populações desatendidas. 

Uso da IA no planejamento financeiro: Quase metade dos planejadores que usam IA a utilizam para apoiar a entrega de serviços ao cliente, como comunicações (41%), coleta de dados dos clientes (33%) e análise de perfil de risco (30%). Um em cada três a utiliza para melhorar a eficiência operacional, como em marketing e promoções (35%) e no processo de integração de clientes (34%). 

• Preocupações com a IA: Apesar dos benefícios, os planejadores financeiros expressaram preocupações quanto ao uso da IA, com 47% citando privacidade de dados e cibersegurança, e 42% preocupados com a precisão e confiabilidade dos resultados gerados pela IA. 

• Necessidade de desenvolvimento profissional: Para melhor se adaptar à IA, 49% dos planejadores financeiros expressaram a necessidade de desenvolvimento profissional para aprimorar suas habilidades de análise e interpretação de dados. Mais de um terço (36%) acredita que tanto o público quanto a profissão de planejamento financeiro se beneficiarão significativamente com educação e capacitação geral em IA. 

“À medida que os planejadores abraçam a IA para trabalhar de forma mais inteligente, testemunhamos um momento decisivo na profissão de planejamento financeiro, permitindo mais tempo para conexões humanas profundas com os clientes, como em conversas difíceis que impactam as decisões financeiras e fornecendo clareza e apoio para manter o foco na realização de seus objetivos de vida,” acrescentou Dante De Gori, CFP®, CEO do FPSB. “Esta pesquisa oferece um panorama valioso de como os profissionais de planejamento financeiro em todo o mundo estão aproveitando a IA para se manterem competitivos, melhorar a eficiência no trabalho e atender melhor os clientes.” 

Para mais informações sobre as descobertas da pesquisa global do FPSB sobre o Impacto da IA no Planejamento Financeiro, acesse o Relatório e o Infográfico.

 

Sobre a pesquisa global do FPSB sobre o Impacto da IA no Planejamento Financeiro 

Esta pesquisa foi conduzida pelo FPSB e sua rede global de organizações para explorar o uso atual e o impacto da IA no planejamento financeiro. Foi realizada por meio de uma pesquisa online com 6.206 planejadores financeiros entre novembro e dezembro de 2024. Os participantes incluíram profissionais CFP® e outros planejadores financeiros de 24 territórios, incluindo África do Sul, Alemanha, Áustria, Austrália, Brasil, Canadá, China, Estados Unidos, França, Hong Kong, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Países Baixos, Reino Unido, República da Coreia, Singapura, Suíça, Taipei Chinês e Tailândia. 



FPSB Ltd.
https://fpsb.org/wp-content/uploads/2025/04/250000_rpt_AI_Research-FIN.pdf
https://fpsb.org/wp-content/uploads/2025/04/250000_doc_AI_research_infographic.pdf
https://www.fpsb.org/


Certificação CFP


Planejar - Associação Brasileira de Planejamento Financeiro


Cerca de 67% das empreendedoras brasileiras são mães

Neste Dia das Mães, conheça a história de mãe e filha que são empreendedoras em um negócio que une gamificação e a educação financeira para jovens

 

De acordo com a pesquisa “Empreendedorismo Feminino”, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em 2024, mais da metade (67%) de empreendedoras do Brasil possuem filhos. Elas conciliam a missão de empreender e gerar renda aos cuidados da maternidade, além de assumirem mais um papel: o de inspirar e ensinar o empreendedorismo para os próprios filhos. 

Apesar do papel da educação não ser apenas de mães, as mulheres que comandam negócios podem incluir, desde a primeira infância, hábitos na rotina para desenvolver adultos com habilidades para lidarem com o dinheiro. O ambiente familiar é um dos primeiros que a criança terá interação, e é nele que o jovem deve se sentir seguro o suficiente para aprender a mexer com dinheiro e outros temas relacionados à saúde financeira. 

“Em casa é um ambiente confiável e confortável para se falar sobre finanças e ainda termos certeza do que está sendo ensinado. O que percebemos nas redes sociais e na TV, é um bombardeio de informações equivocadas, orientando sobre jogos de apostas, ao ganho fácil de dinheiro, investimentos baixos com retornos mirabolantes e a gastos desenfreados. Estão produzindo jovens que compram por impulso, se endividam facilmente com o fácil acesso ao crédito, principalmente em bancos digitais, e com pouco ou nenhum conhecimento sobre investimentos”, afirma Vanessa Cristiane Motta de Matos, sócia-fundadora da Investeendo. 

A empreendedora é uma das sócias-fundadoras da startup que ensina a educação financeira e empreendedora para crianças e adolescentes, por meio da gamificação física e digital, que une o lúdico e os ensinamentos sobre temas como investimentos seguros, empréstimos e compra e venda. A Investeendo, reconhecida por sua inovação, foi criada junto a sua filha, Mariana Motta de Matos e ao outro sócio, Sam Adam Hoffmann, no final de 2022, e desde então já impactou mais de 6 mil jovens em três estados brasileiros, com o uso de mais de 40 jogos digitais e físicos e participou de diversas iniciativas, como o programa Shark Tank Brasil.


Ensinamentos financeiros durante a infância

Apesar da vida profissional de mãe e filha se juntarem apenas no negócio social, os ensinamentos sobre empreendedorismo começaram bem antes e dentro de casa, ainda na adolescência. “Desde cedo, minha mãe falava e me ensinava sobre o que fazer para receber dinheiro, como gastar e quanto poupar para que eu conseguisse comprar alguma coisa que eu quisesse muito”, conta Mariana. 

A administradora de empresas relembra que ao começar a entender o valor das coisas e querer ganhar seu próprio dinheiro, a mãe a apoiou a iniciar seu negócio na escola. “Eu era menor de idade e não podia ter um trabalho convencional, então tivemos a ideia de começar a vender balinha de brigadeiro gourmet. Eu produzia e vendia nos intervalos das aulas. No primeiro dia eu vendi absolutamente tudo, no segundo, tudo também, e tive que começar a aumentar minha produção para dar conta da demanda. Fazíamos juntas análises de custos e lucro e colocava no papel o quanto precisava guardar para o meu objetivo maior. Alguns meses se passaram  e consegui comprar meu primeiro celular, e o melhor: com o meu próprio dinheiro”. 

Além do apoio no primeiro negócio, Vanessa sempre ensinou a filha de forma lúdica e divertida. “Como mãe, sempre me preocupei com a educação financeira que eu deveria dar para a Mari desde cedo, pois as escolas não ensinam e esta é uma certeza na vida: de que iremos lidar com dinheiro em algum momento. Quando pequena, tínhamos na geladeira um ‘contrato', bem simples e fácil de acompanhar. Tinham três colunas, na primeira as atitudes remuneradas, na segunda o valor que ela receberia pelo cumprimento de cada uma delas e na terceira o que fazia ela perder dinheiro, por exemplo: responder os pais”.

Ao crescer e entender com clareza sua relação com o dinheiro, Mariana observava que outros jovens da sua idade não possuíam o mesmo entendimento, além de valores distorcidos sobre o assunto. Desta forma, ela se dispôs a falar com eles sobre finanças nas escolas do interior do Paraná. Em um desses encontros, elas conheceram Sam, professor da rede pública, e logo viraram sócios com o objetivo de ensinar educação financeira de uma maneira gamificada e divertida.


Pequenos hábitos para ensinar noções financeiras dentro de casa

Atualmente, o Brasil conta com mais de 73 milhões de endividados, de acordo com um levantamento realizado pelo Serasa. Para garantir que os jovens se tornem adultos com consciência financeira e não se endividem, eles devem aprender desde a infância. “Para uma criança de 04 anos, duas notas de R$2 valem mais do que uma nota de R$10. Eles entendem que a quantidade de notas vale mais que o valor nominal da nota. Então, quando estiverem no mercado, os pais podem pedir para que a criança escolha apenas uma coisa. Repare que não falamos de dinheiro, mas sim, da atitude da criança frente às escolhas”, explica Vanessa. 

A bancária e empresária ressalta que de acordo com o crescimento da criança, as atitudes, que devem se tornar hábitos rotineiros, mudam. “Para crianças mais velhas, é importante dar a elas um valor e dizer que há apenas ele para gastar. É importante ser firme caso as escolhas fiquem mais caras, além de sugerir que, caso ela queira algo mais caro, guarde o valor para a próxima ida às compras”. 

Paralelo às dicas, as atividades remuneradas também são importantes formas de ensinar. “O mais importante é entender que toda a família é responsável pelas finanças. Uma criança não deve trabalhar para contribuir com alguma renda, mas ela pode apagar uma luz, fechar uma torneira, cuidar dos brinquedos e não desperdiçar. Mostre para ela a conta de água e explique que se ela economizar X reais da conta, vai ser possível ir ao cinema uma vez ao mês, já que ela ajudou na economia”, sugere Vanessa. 

 


Investeendo
https://www.investeendo.com/

 

Planos de saúde sem PS e o risco de ainda mais sobrecarga ao SUS

A ideia de criação de uma nova modalidade de plano de saúde pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), mais barata e sem a cobertura de Pronto-Socorro para atendimentos de urgência, bem como sem internações e terapias, segue dando o que falar. Recentemente, o Ministério Público Federal (MPF), por meio da Comissão de Saúde da Câmara do Consumidor e da Ordem Econômica, publicou uma nota técnica com críticas à proposta. 

Na nota técnica, o órgão alerta para falhas significativas na ideia de uma cobertura restrita a consultas eletivas e exames, e que devem ser sanadas antes de qualquer decisão de disponibilizá-la no mercado. A falta de estudos mais aprofundados que dimensionem o impacto dos planos populares para aqueles que já têm convênios médicos tradicionais foi um dos pontos de atenção do documento que o MPF enviou para a ANS. Outro item destacado foi o fato dessa modalidade não estar prevista na lei que regulamenta os planos de saúde, o que tornaria ilegal sua comercialização como tal, devendo a agência elaborar um regramento específico para tratar dos agentes regulados, dos regimes de oferta e contratação, das coberturas oferecidas e das garantias, entre outras obrigações legais. 

Os representantes do Ministério Público Federal reforçam ser fundamental prever número de pessoas que podem migrar dos planos de saúde completos para os restritos, o que levaria uma maior sobrecarga ao já saturado Sistema Único de Saúde (SUS) em casos de necessidade de atendimento mais complexo. 

A ANS alega ter como motivação para a criação dessa nova modalidade de cobertura médica a oportunidade de ampliar o acesso dos brasileiros aos planos de saúde, especialmente aqueles que não conseguem arcar com os custos dos convênios tradicionais. 

Diante das justificativas e críticas à iniciativa da ANS, é fundamental refletir e colocar em maior relevância o que está em jogo: a saúde do brasileiro. Nesse sentido, vale destacar que a disponibilização dessa modalidade de plano sem arquitetar uma rede apropriada de suporte às emergências pode não só deslocar problemas para o SUS como também incitar um cenário em que esses planos de saúde, com baixa cobertura, se tornem padrão de mercado, com graves implicações para o atendimento hospitalar. 

Como exemplo de vulnerabilidade para o próprio beneficiário desse tipo de plano, um paciente que tenha sofrido um Acidente Vascular Cerebral (AVC) que não possa contar com total cobertura para internação e tratamento intensivo pode vir a ter sequelas graves ou até mesmo vir à óbito, justamente em decorrência da falta do total cuidado ofertado pelo plano. 

Para além de rede apropriada, bem lembra o MPF em sua nota técnica para a necessidade de regulamentação específica, esta que seja capaz de preservar a integridade tanto dos serviços públicos quanto privados, por meio de uma arquitetura sólida de compliance que contemple, inclusive, prontuários eletrônicos integrados entre os sistemas de saúde. Junta-se a isso a necessidade de criação de mecanismos que viabilizem eficaz fiscalização que coíba abusos, negligências ou outras condutas nocivas e ilegais ao consumidor. 

Estamos falando de milhões de vidas envolvidas e, por toda a relevância que o tema tem, a decisão de disponibilizar ao mercado nacional essa modalidade de convênio merece ser mais profundamente debatida, com participação do poder público, de entidades não governamentais, do setor privado, bem como de profissionais de saúde, operadoras de planos de saúde e órgãos de defesa do consumidor. Na saúde, não dá para errar.

 


Natália Soriani - advogada especialista em Direito Médico e de Saúde, sócia do escritório Natália Soriani Advocacia


Preocupações dos latino-americanos vão da fonte de renda ao novo mandato de Trump

Estudo da Worldpanel analisa como realidade econômica impacta decisões dos consumidores

 

Emprego, saúde, segurança e meio ambiente seguem entre as principais preocupações dos latino-americanos. No entanto, um novo fator começa a ganhar destaque: o impacto do segundo mandato de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. É o que aponta o estudo Pressure Groups Latam, realizado pela Worldpanel. 

O estudo mapeia três grandes blocos de preocupação entre os latino-americanos: questões financeiras (como emprego e renda), sociais (ligadas a saúde e qualidade de vida) e ambientais. Neste último, o Peru lidera, com 14% da população apontando os desastres ambientais como fonte de angústia, seguido por Brasil (12%) e Argentina (11%). 

De forma geral, os temas mais recorrentes entre os entrevistados são manter o emprego, garantir a saúde e o bem-estar da família e lidar com a insegurança. Esta última aparece com mais força no Equador, onde 43% da população a considera sua maior preocupação. Desde 2021, o país enfrenta crise social e econômica. 

Quanto às tensões geopolíticas, o México lidera o índice com 12% da população preocupada com a reeleição de Trump. A principal razão é econômica: o país é o segundo maior receptor de remessas no mundo. Em 2023, mexicanos que vivem nos Estados Unidos enviaram US$ 63,3 bilhões para suas famílias – valor que representa cerca de 4,5% do PIB nacional. As políticas de imigração representam apreensão dessas remessas diminuírem e afetarem a economia. 

Na sequência, vem a América Central, com 9% de preocupação. Ao analisar os países desse bloco individualmente, é possível notar que o Panamá puxa a alta, com 14% – índice inclusive superior ao do México. Isso se deve à influência dos Estados Unidos no Canal do Panamá, rota estratégica entre os oceanos Atlântico e Pacífico.

 

Perfil financeiro 

Para entender como os latino-americanos lidam com a realidade econômica e tomam decisões no dia a dia, o Pressure Groups Latam classifica os consumidores em três perfis financeiros. 

Os Comfortable estão tranquilos com as contas e dizem conseguir comprar tudo ou quase tudo o que querem. Os Managing precisam controlar os gastos, mas sem grandes apertos. Os Struggling, por sua vez, vivem no limite – o salário mal dá para o essencial e muitos não chegam ao fim do mês com dinheiro. 

Em 2025, houve leve avanço entre os Comfortable, que agora representam 27% da população latino-americana (ante 25% no ano anterior). Já os Struggling caíram de 29% para 27%. Os Managing continuam sendo o grupo majoritário, com 46%. 

Ao olhar a América Latina como um todo, é possível notar os dois extremos equilibrados, mas essa não é a realidade quando se analisa cada país. No México, Chile e Brasil, os Comfortable superam os Struggling. O México teve o maior avanço (de 25% em 2024 para 32% em 2025), seguido pelo Chile (de 33% para 36%). Já o Brasil se manteve estável (de 29% para 30%).  

Na Argentina, na América Central e no Peru, por sua vez, há crescimento entre os Comfortable, mas os Struggling ainda são maioria. Já Bolívia, Colômbia e Equador registram aumento no grupo mais vulnerável. Na Colômbia, por exemplo, o percentual de Struggling subiu de 28% para 34%. 

“A situação financeira influencia a forma como os latino-americanos compram. Embora a região dê sinais de recuperação, com melhora no bem-estar financeiro de parte da população, nos países com maior pressão econômica – Bolívia, Colômbia e Equador –, predomina a estratégia de contenção. Já em mercados com maior conforto financeiro – México, Chile e Brasil –, é mais comum encontrar pessoas ativas, que buscam promoções e oportunidades. Entender essas nuances é essencial para a indústria de bens de consumo se conectar de forma efetiva com os consumidores da América Latina”, afirma Kesley Gomes, PanelVoice Director da Worldpanel. 

A terceira edição do Pressure Groups Latam ouviu quase 15 mil pessoas em oito mercados – América Central (Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Panamá e República Dominicana), Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México e Peru. 



Kantar
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No Dia da Europa, conheça seis destinos paulistas que remetem a locais europeus

Moinho Povos Unidos, em Holambra
 (Foto: Tacio Philip Sansonovski/ Banco de Imagens Setur-SP
Com atrativos históricos, naturais e culturais, os municípios paulistas são uma opção mais próxima e acessível aos viajantes

 

Nesta sexta-feira, 09, é comemorado o Dia da Europa, que celebra o aniversário da Declaração Schuman, uma iniciativa de Robert Schuman, Ministro dos Negócios Estrangeiros, em favor da cooperação europeia. Em São Paulo, há descendentes de vários países, inclusive europeus, que ajudaram na construção do Estado. 

 

Só a capital paulista tem a maior diversidade do país, com 25 povos de todos os continentes, conforme pesquisa da Universidade de São Paulo (USP). Essa presença se estende por todo o território paulista e influencia a gastronomia, cultura e arquitetura do Estado. Pensando nisso, a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP) destacou seis destinos paulistas com características que remetem à locais da Europa. 

 

“São municípios com atrativos de natureza, históricos, arquitetônicos e culturais que se assemelham à destinos do Antigo Continente. Além disso, têm a vantagem de ser mais próximos dos viajantes brasileiros e com valores mais acessíveis. Porém, tanto os destinos paulistas quanto os europeus merecem a visita”, diz Roberto de Lucena, titular da pasta de Turismo e Viagens.

 

Confira a seguir os seis destinos de São Paulo:


 

1. Santos:

 

Além das construções históricas e a oportunidade de conhecer a cidade de bondinho, Santos se assemelha com Lisboa na gastronomia e na paixão por esporte. Isso porque o destino paulista conta com restaurantes da culinária portuguesa, graças à influência de Portugal na fundação e construção de Santos, e tanto os santistas quanto os lisboetas são fanáticos por futebol. Outra conexão é o Porto de Santos e o Porto de Lisboa, que servem para o transporte de cargas e contam com terminal de cruzeiros que recebe viajantes de todo o mundo. Santos também tem uma grande comunidade portuguesa. 


 

2. Pedrinhas Paulista:

 

Quem vai à Pedrinhas Paulista, a 480 km de São Paulo, se sente totalmente imerso na cultura italiana. Isso porque o município é reconhecido como a “Roma Brasileira”, por sua herança italiana presente nos atrativos, construções e festividades locais. Alguns pontos turísticos icônicos são: a Arena Coliseu, espaço público com arquitetura que remete ao Coliseu de Roma e recebe apresentações culturais; a Praça Roma, idealizada pela Companhia Brasileira de Colonização e Imigração Italiana (CBCII), com ipês coloridos e locais para descanso e alimentação; o Memorial do Imigrante, com colunas cravadas em semicírculo, em número de vinte, que simbolizam as regiões da Itália; e a Igreja São Donato, que marcou a fundação da colônia, em 1952.

 

Bônus: Serra Negra: No município, é possível conhecer a réplica de um dos maiores e mais famosos monumentos históricos do mundo: a Fontana di Trevi. Localizado a 152 km de São Paulo, Serra Negra é um destino para toda a família, com boa infraestrutura hoteleira, além de ser pet friendly! Vale muito a pena visitar!


 

3. Ilhabela:

 

Se o turista deseja contemplar belas paisagens, mergulhar em águas cristalinas, experimentar pratos saborosos feitos com ingredientes locais e contar com boa infraestrutura hoteleira, a dica é visitar Ilhabela. O município paulista conta com opções para todos os perfis de viajantes e assim como Ibiza, arquipélago da Espanha, também promove campeonatos aquáticos, como a Semana Internacional da Vela em Ilhabela. Além disso, tanto Ilhabela quanto Ibiza oferecem atividades de turismo de natureza e ecoturismo.


 

4. Holambra:

 

Holanda, América, Brasil. Com a união desses três nomes nos anos 1940, foi fundada Holambra, uma colônia tipicamente holandesa localizada na região de Campinas, a 134 km de São Paulo. É a famosa “Cidade das Flores”, conhecida nacional e internacionalmente. Assim como sua “irmã europeia”, Holambra é multicolorida e charmosa, e ao mesmo tempo traz a tranquilidade do interior. 

 

No destino paulista, é possível degustar a culinária holandesa; fazer tours; tirar fotos nas casas coloridas; assistir às danças típicas e comprar flores, principalmente entre agosto e setembro quando acontece a Expoflora, o maior evento da América Latina voltado para as flores.


 

5. Cunha:


Sem dúvida, o destino do interior de São Paulo e o do interior da França tem um grande atrativo em comum que enche os olhos e perfuma os ambientes: os lavandários. Tanto Cunha quanto a região de Provença têm os famosos campos de lavanda, que permitem que o turista tenha uma experiência única em meio à natureza, faça diversas fotos e até participe da colheita das flores. Além disso, são destinos charmosos e rurais, com belas paisagens, tranquilidade e boa infraestrutura hoteleira. 

 

Split Payment: a virada que vai redefinir o controle tributário nas empresas

 Com a aprovação da Reforma Tributária, por meio da Emenda Constitucional nº 132/2023 e da Lei Complementar nº 214/2025, o Brasil inicia a implantação de um novo sistema de tributação sobre o consumo, baseado no modelo do IVA dual: a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), administrado por estados e municípios. Nesse cenário, o Split Payment — também conhecido como pagamento fracionado — surge como um dos instrumentos mais inovadores e estruturantes da reforma, exigindo uma nova postura tecnológica e fiscal por parte das empresas. 

Ao contrário do modelo atual, em que a empresa recebe o valor total da venda e repassa os tributos posteriormente, o Split Payment determina que, no momento da liquidação financeira da operação, o sistema, integrado à nota fiscal eletrônica e aos meios de pagamento, separe, automaticamente, o valor correspondente ao tributo e o transfira diretamente ao Fisco. O valor líquido, já descontado o imposto, é repassado ao fornecedor. Essa mudança elimina o risco de inadimplência tributária, reduz fraudes e garante maior segurança jurídica para as operações de venda de bens e serviços. 

Mais do que uma nova forma de pagamento, o Split Payment é reconhecido legalmente como mecanismo de extinção do débito tributário de IBS e CBS, conforme o artigo 27 da LC 214/2025. Na prática, ele substitui a necessidade de guias ou controle manual, encerrando a obrigação fiscal no exato momento da operação. Esse mecanismo também está diretamente ligado ao direito de apropriação de créditos tributários: o crédito só nasce quando o débito for efetivamente recolhido, ou seja, a empresa só poderá se creditar do IBS ou da CBS quando o valor for segregado e transferido ao Fisco.  

Ele garante esse vínculo direto entre pagamento e creditamento, eliminando incertezas comuns no modelo atual. Isso porque, no modelo da não cumulatividade plena, o crédito passa a ser até mais relevante do que o débito, pois assegura a neutralidade fiscal e evita o acúmulo de imposto ao longo da cadeia produtiva, distorcendo preços e afetando a competitividade. 

Para que tudo isso funcione, será necessário revisar processos internos e, especialmente, os sistemas de gestão (ERPs). Eles deverão estar aptos a emitir documentos fiscais nos novos layouts e integrar-se com plataformas de pagamento autorizadas, como cartões e boletos, garantindo a separação do valor do tributo em tempo real. O uso do PIX ainda está em estudo para futuras fases de implementação.  

Essa comunicação será feita por meio de instituições de pagamento autorizadas, como adquirentes, subadquirentes e demais intermediários financeiros. No novo modelo, esses operadores passam a cumprir também a função de segregar e recolher os tributos, exigindo que os sistemas empresariais estejam preparados para uma lógica fiscal automatizada, segura e conectada ao Fisco. 

Outro ponto importante será o impacto no fluxo de caixa. Como os tributos não transitarão mais pelas contas da empresa, será necessário replanejar o capital de giro. A previsibilidade financeira aumenta, mas a flexibilidade sobre os recursos diminui. Empresas que utilizam valores de tributos temporariamente como parte da liquidez precisarão adaptar sua lógica de gestão financeira. 

Embora a legislação preveja que valores pagos a maior sejam restituídos em até três dias úteis, esse prazo só se aplica após a homologação do crédito pela administração tributária. O processo tem início com a apuração e envio da declaração por parte do contribuinte. Em situações simples, a homologação poderá ser automática; em casos mais complexos, pode exigir análise manual. Caso o Fisco não se manifeste dentro de 180 dias, a devolução do valor deverá ocorrer em até 15 dias corridos. 

A boa notícia é que a infraestrutura pública já está avançada para suportar esse novo modelo. O Serpro declarou que o sistema da CBS com Split Payment está pronto e, a partir de julho de 2025, um grupo inicial de 500 empresas será integrado em ambiente de testes, com foco em operações B2B. A Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS atuam em conjunto com o Banco Central e os operadores financeiros para garantir estabilidade, rastreabilidade e interoperabilidade dos dados em tempo real. 

O Split Payment representa mais do que uma obrigação fiscal. Ele simboliza um marco de modernização que automatiza o recolhimento, reduz litígios, garante segurança jurídica e exige que o setor privado acompanhe o ritmo da transformação pública. As empresas que se anteciparem estarão em vantagem. Aquelas que esperarem correm o risco de perder controle, crédito e competitividade. O tempo da observação acabou. A nova era tributária já começou — e ela exige preparo. 





Taís Baruchi - CEO e sócia na ECOVIS® BSP.


BSP
https://ecovisbsp.com.br/

 

Mães e educação: a escola como rede de apoio para uma maternidade plural

Escolas se consolidam como aliadas na jornada da maternidade contemporânea

 

Com a aproximação do Dia das Mães, muito se fala sobre homenagens e presentes. No entanto, para além das celebrações, é essencial refletir sobre o papel das mães na sociedade atual e os desafios diários enfrentados por elas. Neste contexto, a escola emerge como uma rede de apoio fundamental, ajudando a equilibrar as demandas da maternidade com acolhimento, respeito às diferenças e apoio na educação das crianças. 

Com jornadas cada vez mais exigentes, as mulheres brasileiras acumulam papéis fundamentais na sociedade. Maternidade, carreira, cuidados com a casa e com a família se entrelaçam, muitas vezes deixando-as sobrecarregadas e emocionalmente esgotadas. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Cactus e pelo Atlas das Juventudes, divulgada em 2023, apontou que 45% das mulheres que são mães relatam sentir-se frequentemente exaustas por tentar conciliar todas essas responsabilidades. 

Diante desse cenário, escolas ganham protagonismo como espaços de acolhimento, escuta e suporte emocional para as famílias. "Quem cuida de quem cuida? Essa é uma pergunta essencial que norteia o trabalho das escolas comprometidas com o bem-estar não apenas dos alunos, mas também das famílias. A educação tem papel estruturante na vida das mães e deve se posicionar como um apoio real, empático e constante", afirma Carolina Sperandio, diretora da Unidade Granja Vianna do Colégio Rio Branco.

 

Escolas que acolhem: suporte real para mães e famílias 

Muito além de ensinar, a escola moderna atua como parceira da família, oferecendo suporte emocional com eventos que promovem o sentimento de comunidade, rodas de conversa e espaços de escuta. Também contribuem para o desenvolvimento integral dos alunos, com apoio pedagógico, atividades extracurriculares e opções de período integral que facilitam a logística das mães. "O vínculo entre família e escola é essencial. Quando existe sintonia, o aluno percebe essa parceria e se sente mais seguro para crescer e aprender", reforça Carolina. 

Essa parceria só é efetiva quando acompanhada de sensibilidade e respeito à diversidade. Por isso, a escola também deve estar comprometida com a inclusão e o reconhecimento das múltiplas configurações familiares. "No Rio Branco, temos uma prática consciente de não restringir comemorações às datas tradicionais. Preferimos atividades em família, respeitando as realidades de cada aluno", explica a diretora.

 

Desafios educacionais 

Conciliar o papel de mãe com o de profissional não é simples, cada fase da infância e da adolescência apresenta desafios únicos: as primeiras descobertas, a alfabetização, os conflitos escolares, a puberdade, a ansiedade, a pressão social e os dilemas da vida digital. A tudo isso, soma-se a influência constante das redes sociais, que muitas vezes impõe um padrão idealizado e inatingível de maternidade. 

Além disso, muitas mulheres ainda enfrentam a sobrecarga de desempenhar sozinhas a maior parte das responsabilidades com os filhos, o que intensifica o sentimento de culpa e exaustão. “Ser mãe é padecer no paraíso, diz o ditado. Mas afinal, que paraíso é esse?”, questiona a diretora. “As mães precisam de tempo de qualidade com os filhos, mas também de espaço para serem quem são. Não é justo esperarmos perfeição. A escola, quando sensível, acolhe essa complexidade e caminha junto”, destaca Carolina. 

Ao reconhecer que cada criança é única e que cada família vive uma realidade distinta, a escola torna-se uma aliada nas descobertas e desafios de cada etapa, desde a educação infantil até a adolescência. “É uma jornada de construção conjunta”, completa a Carol.

 

Educação para transformar a sociedade

Mais do que preparar para provas e vestibulares, a escola desempenha um papel estratégico na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e empática. Ao promover o respeito às diferenças, desconstruir estereótipos e valorizar experiências diversas de cuidado e afeto, a escola contribui diretamente para uma mudança cultural. 

“Embora os resultados sejam de longo prazo, a educação tem o poder de quebrar paradigmas e promover a igualdade de forma profunda e duradoura”, afirma. “Se a maternidade é plural, a educação precisa acompanhar essa pluralidade. É assim que se constrói uma sociedade menos desigual, mais justa com quem cuida e educa.” 

Nas escolas, a sociedade ganha uma representação em escala. Ali, valores como empatia, solidariedade e respeito ganham sentido concreto, formando não apenas alunos, mas cidadãos mais conscientes e abertos à diversidade. 



Colégio Rio Branco
www.crb.g12.br


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