Se antes a área de Recursos Humanos era vista como
mais uma área de contas a pagar e receber, hoje, dia após dia, vemos que a
frente é estratégica para a organização. Além disso, o mercado vem exigindo,
cada vez mais, que esta frente de serviço adote abordagens estratégicas.
No contexto atual, o RH enfrenta desafios para
garantir o crescimento da organização, indo desde a gestão dos modelos de
trabalho (remoto, híbrido ou presencial) até a busca por capital humano. Não à
toa, segundo um estudo da PwC, 60% dos CEOs identificam a dificuldade em
encontrar talentos qualificados como uma das principais barreiras para o desempenho
da companhia.
Diante desse cenário, executar o planejamento do RH
é uma ação que vem ao encontro desse objetivo, considerando que a abordagem
visa garantir que a organização tenha os recursos necessários para alcançar os
objetivos, cuja ação envolve a definição de metas e estratégias.
Contudo, essa ação, embora estratégica, ainda é um
desafio a ser executado em algumas organizações. Isso é, muitas têm
dificuldades em realizá-lo, uma vez que, em alguns casos, os processos são
descentralizados, em que cada líder de área gerencia sua equipe e encaminha
dados e informações via planilhas; ou são centralizados no RH, que tem a morosa
missão de averiguar cada registro recebido e alinhar manualmente, a fim de
estar em conformidade com a legislação ou normas sindicais.
Na prática, essa abordagem acaba gerando impactos
para a organização, como lentidão dos processos, falta de visibilidade e
controle e, por fim, a falta de precisão do orçamento feito, na maioria das
vezes, no início do ano, o qual precisa ter a menor margem possível de erros e
falhas.
Neste contexto, não é difícil encontrarmos
organizações que, ao identificarem a raiz dos problemas, buscam por ferramentas
que ajudem a automatizar as tarefas do RH, a fim de torná-lo mais ágil e
estratégico. No entanto, acabam sendo impedidas, considerando que o
planejamento inicial não incluiu essa demanda.
Executar um planejamento estratégico para o RH não
é, de longe, uma tarefa simples, considerando que há uma gama de aspectos que
precisam ser inclusos e revisados durante o projeto. Esse processo acaba
gerando, além do estresse, um desgaste, principalmente para as empresas que têm
resistência à mudança cultural.
Quanto a isso, é importante ter o apoio de uma
consultoria especializada nessa abordagem, a qual irá considerar todos os
aspectos da organização, a fim de fazer um planejamento preciso, refletindo a
atual realidade e processos da companhia. Esse direcionamento é efetivo, pois,
além de identificar os gargalos, também irá orientar a melhor ferramenta para ajudar
no dia a dia organizacional.
Afinal, de nada adianta contratar um software de
gestão sem que se tenha uma estratégia eficiente para o seu uso e que beneficie
a empresa desde a gestão de dados até a distribuição de recursos – garantindo
que as operações da área tragam resultados mais efetivos e benéficos para a
empresa.
Entre os pilares da organização, o RH, sem dúvidas,
é uma área que detém um amplo potencial para contribuir com o crescimento da
empresa. No entanto, sua eficácia depende de um planejamento construtivo, que
vise agregar melhorias e confiabilidade aos processos. Além disso, o projeto
deve ser revisitado constantemente, tendo em vista as diversas mudanças do
mercado.
Mais do que uma área administrativa, quando
alinhado corretamente, o RH é capaz de ajudar no desenvolvimento da empresa. No
entanto, é necessário que a organização esteja realmente disposta a investir
nos recursos corretos para atingir os objetivos não apenas no presente, mas
também no futuro.
Andrey Menegassi - Parner da SolvePlan.
SolvePlan
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