Escolas se consolidam como aliadas na jornada da maternidade contemporânea
Com a aproximação do Dia das Mães, muito se fala sobre homenagens e presentes. No entanto, para além das celebrações, é essencial refletir sobre o papel das mães na sociedade atual e os desafios diários enfrentados por elas. Neste contexto, a escola emerge como uma rede de apoio fundamental, ajudando a equilibrar as demandas da maternidade com acolhimento, respeito às diferenças e apoio na educação das crianças.
Com jornadas cada vez mais exigentes, as mulheres brasileiras acumulam papéis fundamentais na sociedade. Maternidade, carreira, cuidados com a casa e com a família se entrelaçam, muitas vezes deixando-as sobrecarregadas e emocionalmente esgotadas. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Cactus e pelo Atlas das Juventudes, divulgada em 2023, apontou que 45% das mulheres que são mães relatam sentir-se frequentemente exaustas por tentar conciliar todas essas responsabilidades.
Diante desse cenário, escolas ganham protagonismo como espaços de
acolhimento, escuta e suporte emocional para as famílias. "Quem cuida de
quem cuida? Essa é uma pergunta essencial que norteia o trabalho das escolas
comprometidas com o bem-estar não apenas dos alunos, mas também das famílias. A
educação tem papel estruturante na vida das mães e deve se posicionar como um
apoio real, empático e constante", afirma Carolina Sperandio, diretora da
Unidade Granja Vianna do Colégio Rio Branco.
Escolas que acolhem: suporte real para mães e famílias
Muito além de ensinar, a escola moderna atua como parceira da família, oferecendo suporte emocional com eventos que promovem o sentimento de comunidade, rodas de conversa e espaços de escuta. Também contribuem para o desenvolvimento integral dos alunos, com apoio pedagógico, atividades extracurriculares e opções de período integral que facilitam a logística das mães. "O vínculo entre família e escola é essencial. Quando existe sintonia, o aluno percebe essa parceria e se sente mais seguro para crescer e aprender", reforça Carolina.
Essa parceria só é efetiva quando acompanhada de sensibilidade e
respeito à diversidade. Por isso, a escola também deve estar comprometida com a
inclusão e o reconhecimento das múltiplas configurações familiares. "No
Rio Branco, temos uma prática consciente de não restringir comemorações às
datas tradicionais. Preferimos atividades em família, respeitando as realidades
de cada aluno", explica a diretora.
Desafios educacionais
Conciliar o papel de mãe com o de profissional não é simples, cada fase da infância e da adolescência apresenta desafios únicos: as primeiras descobertas, a alfabetização, os conflitos escolares, a puberdade, a ansiedade, a pressão social e os dilemas da vida digital. A tudo isso, soma-se a influência constante das redes sociais, que muitas vezes impõe um padrão idealizado e inatingível de maternidade.
Além disso, muitas mulheres ainda enfrentam a sobrecarga de desempenhar sozinhas a maior parte das responsabilidades com os filhos, o que intensifica o sentimento de culpa e exaustão. “Ser mãe é padecer no paraíso, diz o ditado. Mas afinal, que paraíso é esse?”, questiona a diretora. “As mães precisam de tempo de qualidade com os filhos, mas também de espaço para serem quem são. Não é justo esperarmos perfeição. A escola, quando sensível, acolhe essa complexidade e caminha junto”, destaca Carolina.
Ao reconhecer que cada criança é única e que cada família vive uma
realidade distinta, a escola torna-se uma aliada nas descobertas e desafios de
cada etapa, desde a educação infantil até a adolescência. “É uma jornada de
construção conjunta”, completa a Carol.
Educação
para transformar a sociedade
Mais do que preparar para provas e vestibulares, a escola desempenha um papel estratégico na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e empática. Ao promover o respeito às diferenças, desconstruir estereótipos e valorizar experiências diversas de cuidado e afeto, a escola contribui diretamente para uma mudança cultural.
“Embora os resultados sejam de longo prazo, a educação tem o poder de quebrar paradigmas e promover a igualdade de forma profunda e duradoura”, afirma. “Se a maternidade é plural, a educação precisa acompanhar essa pluralidade. É assim que se constrói uma sociedade menos desigual, mais justa com quem cuida e educa.”
Nas escolas, a sociedade ganha uma representação em escala. Ali, valores como empatia, solidariedade e respeito ganham sentido concreto, formando não apenas alunos, mas cidadãos mais conscientes e abertos à diversidade.
Colégio Rio Branco
www.crb.g12.br

Nenhum comentário:
Postar um comentário