Pesquisar no Blog

sexta-feira, 9 de maio de 2025

Software Selection: quais os benefícios dessa metodologia?

Segundo a Morder Intelligence, o mercado global de ERP deverá atingir US$ 103,95 bilhões até 2029, com um crescimento médio anual de 9,76%. Tendo em vista a gama de opções disponíveis e o impacto que os sistemas de gestão têm na eficiência de qualquer negócio, torna-se essencial escolher a ferramenta certa. Quanto a isso, a metodologia Software Selection é uma boa aliada.

Como seu próprio nome diz, trata-se de uma seleção de software que visa garantir a escolha de uma solução que atenda às necessidades da empresa. Para isso, é executado um levantamento de demandas e processos, bem como pesquisas de mercado, análise de requisitos técnicos e cotações e testes com os fornecedores.

Sua aplicação ganha relevância considerando que adotar um sistema que não esteja alinhado com as necessidades e objetivos da organização pode resultar em altos custos, falta de adesão da equipe e, provavelmente, a troca da solução. Nesse sentido, o Software Selection é uma prática recomendada para guiar a escolha tanto do ERP quanto de outras ferramentas, como CRM, BI, entre outras.

A metologia se torna vantajosa pois já possui etapas definidas para apoiar no processo de escolha, sendo elas: RFI (Request for Information), em que é enviado um formulário para ser preenchido por fornecedores concorrentes para obter mais informações sobre cada um; RFQ (Request for Quotation), um orçamento inicial dos custos do sistema; e, por último, RFP (Request for Proposal), no qual os concorrentes preenchem todas as perguntas e exigências do usuário a respeito do software.

Em paralelo a isso, um estudo da Aberdeen Group aponta que empresas que utilizam ERP conseguem reduzir seus custos operacionais em até 20% e aumentar a produtividade em 24%. Deste modo, a metodologia vem ao encontro desse indicativo, uma vez que cada um dos processos definidos tem como meta ajudar a evitar escolhas baseadas em achismos ou promessas, assegurando que a ferramenta em questão irá trazer o retorno do investimento feito.

Embora essa abordagem traga inúmeros benefícios, é preciso ressaltar que a gestão de cada uma das etapas é algo complexo. Por isso, contar com o apoio de uma consultoria especializada na metodologia é indispensável, visto que a equipe ajuda em cada etapa do processo, desde o diagnóstico até a negociação e planejamento de implementação, proporcionando uma escolha informada e acertada.

No entanto, é importante que o time de especialistas não atue apenas nos patamares comuns, mas que tenha expertise e iniciativas próprias agregando recursos como a Inteligência Artificial, tendo na equipe profissionais com ampla vivência e experiência no mercado, ajudando o cliente em todo processo, documentando e orientando em cada uma das etapas.

Com os avanços da transformação digital, ter um sistema de gestão é algo indispensável. Por sua vez, é fundamental escolher a opção correta para o negócio. Neste sentido, a metodologia Software Selection vem como uma importante alternativa para auxiliar as empresas a seguirem o caminho assertivo, garantindo o menor custo e aumento do market share através de uma nova visão de negócio, assegurando um futuro promissor.

 


Pedro Silva - diretor de consultoria da Moove.

Moove

 

Maternidade e dinheiro: como criar filhos ensina sobre finanças mais do que qualquer curso?

Freepik
Em um país com mais de 11 milhões de lares chefiados por mulheres, a maternidade se revela um exercício diário de planejamento, escolhas conscientes e muita inteligência emocional

 

Ser mãe é uma das experiências mais transformadoras da vida — e também uma das mais desafiadoras. Desde o teste de gravidez até a escolha da escola, a maternidade envolve decisões que afetam diretamente o bolso da família. O que muita gente não imagina é que essa jornada também é uma verdadeira escola de educação financeira.

O estudo “Materna – O que pensam e querem as mulheres”, promovido pela UOL, em parceria com a MindMiners, mostra que 53% das mulheres declaram ser as principais tomadoras de decisões em casa. Outras 36% tomam decisões junto com seus parceiros ou parceiras; 7% dizem não participar das decisões e 1% não sabe responder. 

Ademais, um estudo do IBGE mostra que mais de 11 milhões de lares no Brasil são chefiados por mulheres sem a presença de um cônjuge, o que representa cerca de 17% das famílias brasileiras.

Esse retrato demográfico revela não apenas mudanças no perfil etário da maternidade, mas também diferentes dinâmicas econômicas que impactam cada faixa etária. “Mulheres que se tornam mães mais jovens, por exemplo, muitas vezes, ainda estão em processo de formação profissional ou acadêmica, o que pode limitar sua renda e exigir uma organização financeira estratégica. Já aquelas que engravidam mais tarde, geralmente possuem maior estabilidade financeira, mas também enfrentam outros desafios, como os custos elevados associados à gestação em idade mais avançada ou o planejamento da aposentadoria", destaca a psicanalista e especialista em gestão financeira familiar, Adriana de Arruda.


O preço de ser mãe

Independentemente da fase da vida, a maternidade exige uma série de aprendizados sobre orçamento, prioridades e tomada de decisões. Segundo um estudo da Universidade de São Paulo (USP), criar um filho até os 18 anos no Brasil pode custar entre R$400 mil e R$2 milhões, a depender do padrão de vida da família. Isso significa que cada escolha, da fralda até a graduação, precisa ser planejada com cuidado.

Ao longo dessa trajetória, muitas mulheres acabam desenvolvendo ou aprimorando habilidades financeiras essenciais, como a organização do orçamento doméstico, o senso de prioridade e a capacidade de adaptação. Desde a preparação do enxoval até a construção de uma reserva de emergência para eventuais imprevistos com a saúde da criança, cada passo envolve escolhas que moldam o presente e o futuro financeiro da família.

“A maternidade me ensinou tudo sobre finanças. Aprendi a ter reserva, a dizer não para o que pode comprometer meu dinheiro, a fazer escolhas mais conscientes, como ir ao mercado mais barato mesmo que seja mais longe. Antes, eu tinha noção de valores, mas não sabia lidar com dinheiro. Hoje, sei. Aprendi a barganhar, a pensar no futuro e a priorizar o que realmente importa. O medo de não conseguir oferecer um futuro para minha filha me fez mudar completamente. Agora, até ela entende o valor de guardar dinheiro", relata a mãe solo da Maria Luiza, Yasmin da Silva.  

Para Adriana de Arruda, muitas vezes, as mulheres acabam encontrando formas de se adaptarem conforme a sua realidade para dar o melhor para seus filhos(a). "Muitas mães acabam se tornando verdadeiras especialistas em economia doméstica, encontrando maneiras criativas de economizar, empreender ou até mesmo investir pensando no bem-estar dos filhos. E mais: passam a transmitir esses conhecimentos para as novas gerações, criando um ciclo virtuoso de consciência financeira, isso é excelente", afirma.  


Mães solo X gestão financeira: responsabilidade redobrada  

Para as mães solo, o desafio financeiro é ainda maior. Nessas casas, muitas vezes apenas uma fonte de renda sustenta todas as despesas, da conta de luz ao presente de aniversário.

“Descobrir que será mãe muitas vezes é algo inesperado, no entanto, saber que além de mãe, você terá que seguir a vida sozinha com uma criança é muito mais desafiador. Ser mãe solo é assumir todos os papéis ao mesmo tempo: provedora, cuidadora, gestora e estrategista financeira. Nesse contexto, o planejamento financeiro precisa ser ainda mais rigoroso. Controlar as despesas, fazer escolhas mais conscientes e aprender a negociar tornam-se habilidades essenciais e que nascem juntas com uma mãe", completa Adriana.  

Diante desse cenário e considerando o número de mães solo no país, o Projeto de Lei 2099/20 propõe o chamado Auxílio Mãe Solteira, que prevê um auxílio mensal de R$ 1,200 para mulheres provedoras de uma família, sem a contribuição de um companheiro ou cônjuge.  

Conforme o portal da Câmara dos Deputados, o PL 2099/2020 foi aprovado pela Comissão dos Direitos da Mulher, mas ainda aguarda o despacho do presidente da Câmara. Se aprovada, a previsão é de que a lei seja regulamentada pelo Poder Executivo em até três meses da publicação da norma.


Mãe empreendedora: jornada tripla?

Atualmente, muitas mães acabam se tornando empreendedoras ou freelancers para equilibrar a rotina com os filhos e garantir independência financeira. Essa realidade mostra como a maternidade, ainda que repleta de amor e entrega, também é um potente exercício de inteligência financeira, resiliência e criatividade.

Conciliar o cuidado com os filhos e a administração de um negócio não é tarefa simples, exige disciplina, flexibilidade e, principalmente, um olhar estratégico sobre tempo e dinheiro. Para muitas mulheres, empreender surge como a única alternativa viável diante da dificuldade de conciliar horários tradicionais de trabalho com as necessidades da maternidade, especialmente nos primeiros anos da criança.

“Me tornei mãe cinco anos depois de fundar a Temma, e, no começo, confesso que foi um choque. Eu estava acostumada a ter total controle da minha rotina e da empresa, mas a maternidade me tirou do eixo em determinados momentos. Precisei ressignificar minha forma de trabalhar, aprender a delegar mais e, principalmente, aceitar que produtividade também é sobre saber priorizar. Hoje, me sinto uma líder mais empática e estratégica, porque a maternidade me ensinou a olhar para o todo com mais sensibilidade”, comenta a fundadora e CEO da Temma, agência boutique especializada em construção de imagem e reputação, Stefani Pereira. 

De acordo com Adriana de Arruda, o empreendedorismo materno tem crescido justamente porque oferece um modelo de trabalho mais adaptável à realidade dessas mulheres. “Mães empreendedoras costumam ter uma capacidade enorme de gestão multitarefa, e isso, aliado à força que nasce com a maternidade, faz com que elas busquem capacitação, se conectem com outras mulheres e desenvolvam soluções criativas. Muitas delas passam a cuidar da empresa com o mesmo zelo com que cuidam dos filhos e isso pode ser uma grande vantagem competitiva”, analisa a especialista.

Para quem está pensando em empreender após a maternidade, Adriana recomenda começar com pequenas ações: organizar o orçamento da casa considerando o essencial para a família e separando o dinheiro do negócio e o da família, buscar cursos gratuitos online sobre planejamento financeiro e marketing digital, criar uma rede de apoio, mesmo que virtual, com outras mães e, acima de tudo, validar ideias de forma prática, como vendendo para amigos ou testando produtos em feiras locais. 

“A maternidade ensina muito sobre adaptação, e esse é um dos pilares do sucesso no empreendedorismo. O importante é começar, mesmo que seja pequeno, e aprender ao longo do caminho”, completa.


Educar pelo exemplo

Outro ponto fundamental que a maternidade traz à tona é o poder do exemplo. Quando uma mãe aprende a lidar com o dinheiro, esse conhecimento naturalmente se espalha para os filhos. Desde cedo, as crianças observam comportamentos e decisões — como a escolha de economizar, comparar preços ou adiar uma compra — e começam a incorporar esses valores no próprio cotidiano.

Yasmin da Silva, por exemplo, conta que sua filha já dá os primeiros passos no universo da educação financeira. “Minha filha, com 7 anos, já está juntando dinheiro para comprar um iPhone 16 Pro Max, mesmo sem ter noção exata do valor. Ela me vê guardando, me vê recusando certas compras. E eu explico: ‘A gente escolhe agora para ter mais adiante’. Percebi que isso mudou tudo.”  

A maternidade, portanto, vai muito além do instinto e do cuidado afetivo. É também uma jornada prática, que demanda organização, visão de futuro e muita inteligência emocional e financeira. "Em um país onde tantas mulheres sustentam sozinhas suas famílias, reconhecer e apoiar esse papel é fundamental não só para elas, mas para toda a sociedade. Afinal, mães bem informadas e financeiramente conscientes criam filhos mais preparados para os desafios do mundo", finaliza Adriana de Arruda.

 


Adriana de Arruda - Adriana de Arruda é Planejadora Financeira Pessoal, psicanalista e especialista no atendimento a famílias e suas questões com o dinheiro. Escritora, produtora de conteúdo, podcaster e palestrante, há mais de 10 anos promove a educação financeira com uma abordagem realista e humanizada, incentivando o uso consciente do dinheiro, o diálogo familiar sobre finanças e a preparação para a longevidade. Autora do livro "Longevidade é hoje!", Adriana orienta homens e mulheres na construção de uma vida financeira equilibrada e sustentável, considerando não apenas o futuro, mas a finitude da vida. Saiba mais: Site / Linkedin / Instagram

Stefani Pereira - jornalista e CEO da Temma Relações Públicas. Temma, empresa especializada em conectar marcas a pessoas por meio de planejamento estratégico, entrega de valor e gestão de imagem. Sob sua liderança, a Temma tem sido responsável por projetos de destaque que fortalecem a visibilidade, credibilidade e autoridade de organizações como Genial Care, MindMiners, Keyrus, Lina Open X, Se Candidate, Mulher!, Ana Tomazelli, etc. Com sólida formação acadêmica e vasta experiência no setor de negócios e empreendedorismo, Stefani conduz a Temma com uma abordagem estratégica focada em inovação e excelência operacional, consolidando a empresa como referência no mercado de Relações Públicas. Saiba mais: LinkedIn de Stefani Pereira

 

Mês das Mães: estudo mostra que maioria das mulheres têm jornada dupla entre a vida profissional e a rotina de cuidadoras

Além de desafios na carreira, as mulheres acumulam sobrecarga emocional e tarefas invisíveis ligadas ao cuidado dos filhos, de idosos e pessoas com deficiência


No Mês das Mães, os holofotes se voltam para homenagens e celebrações. Mas por trás das flores e mensagens carinhosas, há uma realidade urgente e muitas vezes invisibilizada: a sobrecarga que recai sobre mulheres que, além de profissionais, são também cuidadoras. Estudos recentes mostram que essa é uma realidade compartilhada por milhões de brasileiras, especialmente as mães — e ainda mais intensamente por aquelas que cuidam de filhos com deficiência.

De acordo com a pesquisa Women in the Workplace, realizada pela Great Place to Work (GPTW) nos Estados Unidos, 45% das mulheres brancas e 71% das mulheres negras que trabalham relataram ter responsabilidades de cuidado, seja com crianças, pessoas idosas ou pessoas com deficiência. O estudo chama atenção para a necessidade de empresas revisarem seus programas e políticas internas com foco em flexibilidade e apoio real às funcionárias com essa dupla jornada.


Mães no mercado de trabalho: desafios persistem e revelam desigualdades

Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas mostra que, entre 247 mil mães analisadas, 50% foram demitidas cerca de 24 meses após a licença-maternidade — uma tendência que pode se estender por até quatro anos. Isso contrasta com a estabilidade garantida por lei até cinco meses após o parto. Entre as causas, estão as desigualdades de gênero e a ausência de uma cultura organizacional que respeite a parentalidade.

O recorte por escolaridade reforça a desigualdade social: mulheres com ensino superior perdem 35% das oportunidades de trabalho após 12 meses da licença; entre as com menor escolaridade, a queda é de 51%.

“Setores tradicionalmente mais ocupados pela figura masculina, como o setor imobiliário, por exemplo, impõem barreiras significativas para mulheres, especialmente aquelas que também exercem o papel de cuidadoras. É urgente reconhecer que a jornada dupla não é exceção, é a regra para a maioria de nós. Precisamos construir um ambiente profissional que não só valorize a presença feminina, mas também compreenda suas múltiplas dimensões — da liderança à maternidade. Isso passa por políticas reais de apoio, flexibilidade e, principalmente, por uma mudança cultural que enxergue o cuidado como uma responsabilidade coletiva, e não exclusivamente feminina”, destaca a diretora-presidente do Instituto Mulheres do Imobiliário e do MI2B, Elisa Rosenthal.


Maternidade atípica: quando o cuidado exige ainda mais

No Brasil, a healthtech Genial Care revelou, por meio do estudo “Cuidando de quem cuida: um panorama sobre as famílias e o autismo no Brasil”, que 86% dos cuidadores de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) são mães. Além disso, quase metade delas — 47% — sente culpa pela condição dos filhos, mesmo sendo uma característica neurológica que independe de ações parentais.

Outro levantamento, “Retratos do Autismo no Brasil”, também da Genial Care, mostrou que 24,2% das pessoas com TEA também exercem funções de cuidado, em geral com filhos ou familiares. Entre os respondentes da pesquisa, 65% se identificam como mulheres, com destaque para a faixa etária de 25 a 34 anos (33%). Esses dados revelam uma realidade ainda pouco visível: mães atípicas que enfrentam o desafio duplo de cuidar e, ao mesmo tempo, lidar com suas próprias questões neurológicas ou emocionais.


Caminhos para um futuro mais equilibrado

As evidências apontam para um cenário que exige transformações urgentes. Especialistas destacam que a criação de políticas públicas e corporativas que reconheçam e apoiem o trabalho do cuidado é fundamental para diminuir essa sobrecarga. Horários flexíveis, licenças adaptadas à realidade dos cuidadores e suporte psicológico são algumas das soluções possíveis. 

 

“Falar em presença feminina no mercado de trabalho hoje é reconhecer a força de mulheres que, mesmo diante de jornadas duplas ou triplas, seguem transformando o mercado. Cada mulher em posição de liderança quebra um ciclo de exclusão e abre caminhos para outras. Mas essa ascensão não pode depender apenas de esforço individual — é preciso que as organizações criem estruturas que acolham a diversidade da experiência feminina, especialmente a das mães e cuidadoras”, aponta Elisa Rosenthal.

Também é preciso uma mudança cultural. A valorização do trabalho de cuidado — muitas vezes invisível e não remunerado — é uma etapa essencial para a construção de uma sociedade mais justa para todas as mulheres. Neste Mês das Mães, mais do que homenagens simbólicas, o desafio é criar espaços de escuta, acolhimento e ação efetiva.   




Genial Care
Saiba mais: Site / YouTube / Instagram / Facebook / LinkedIn


Elisa Rosenthal - Fundadora e diretora-presidente do Instituto Mulheres do Imobiliário, Elisa Rosenthal é referência na capacitação e mentoria de profissionais que buscam ascender a posições de liderança. Com sólido histórico de desenvolvimento imobiliário em renomadas empresas do setor é reconhecida como uma das mulheres mais influentes do setor pelo Imobi Report. Acumula prêmios como o Selo Direitos Humanos e Diversidade da Cidade de São Paulo e o Conecta Imobi na categoria ESG e a Voz Feminina do Setor. É autora dos livros Proprietárias e Degrau Quebrado, e se dedica a promover ambientes inclusivos e a formação de lideranças transformadoras. Além disso, Elisa é LinkedIn Top Voices e colunista de veículos renomados como Estadão e Exame Invest, e palestrante em temas de equidade e empreendedorismo.



Instituto Mulheres do Imobiliário
www.mulheresdoimobiliario.com.br



Dia das Mães 2025: 90% dos brasileiros vão presentear suas mães

Segundo levantamento da Koin, roupas, itens de beleza e tecnologia são os presentes mais escolhidos para a data

 

O Dia das Mães, uma das datas mais relevantes para o varejo brasileiro, deve ganhar ainda mais destaque em 2025, especialmente no comportamento de compra dos consumidores. Uma pesquisa da Koin, fintech líder em soluções de “Compre agora, Pague depois” (BNPL) no Brasil, mostra que (90%) dos entrevistados pretendem presentear suas mães neste ano.

Entre os itens mais desejados, roupas e acessórios lideram a lista, com 41,1% das intenções de compra, seguidos por produtos de beleza e cuidados pessoais (35,5%) e utensílios domésticos (17,8%). Itens de tecnologia, como smartphones, notebooks e eletrônicos, aparecem com (21,8%) de preferência. Já as joias somam (15,2%), enquanto experiências como jantares e dias de spa alcançam (14,2%), e flores, (12,2%). Por fim, livros, produtos de entretenimento e presentes personalizados reúnem (7,6%) das escolhas.

Quanto ao valor dos presentes, (34,5%) dos entrevistados planejam gastar entre R$ 51 e R$ 150. Outros (19,3%) pretendem investir de R$ 151 a R$ 200; (15,2%), entre R$ 251 e R$ 350;  (11,7%), entre R$ 351 e R$ 500 e (11,2%) entre R$ 501 e R$ 1.000. Um grupo mais seleto, (8,1%), está disposto a gastar acima de R$ 1.000 para celebrar a data.

Na forma de pagamento, a preferência é pelo parcelamento: (37,1%) dos consumidores afirmam que vão dividir o valor em até cinco vezes; (20,8%) em até duas vezes; e (31%) devem parcelar em mais de cinco vezes. Apenas (11,2%) disseram que pretendem pagar à vista.

Para Gabriela Jubram, Head de Marketing da Koin, a data é marcada por afeto, mas também por escolhas financeiras conscientes. “Hoje, os brasileiros buscam opções que caibam no bolso e facilitem o dia a dia. O Pix parcelado da Koin é uma representação desse movimento, já que ele permite presentear sem comprometer o orçamento”, destaca.

A pesquisa também investigou os critérios que orientam a escolha dos presentes. Para a maioria dos consumidores (89,9%), o principal objetivo é demonstrar gratidão. Já (18,8%) afirmam que decidirão o que comprar na hora; (12,2%) ainda não refletiram sobre o assunto; o mesmo percentual pretende seguir exatamente o pedido da mãe; e outros (12,2%) devem priorizar o preço.

A pesquisa foi realizada na última semana de abril, com 300 pessoas. Em perguntas de múltipla escolha, os percentuais podem ultrapassar 100%.

 

Koin
www.koin.com.br

Condomínios de Fachada: Quando a Segurança é Só Enfeite e a Tragédia Vira Manchete

 Extintores vencidos, falta de alarme, ausência de mangueiras. O incêndio no apartamento da dentista Júlia Futaki, em São Paulo, revela o que muita gente ignora até que seja tarde demais: condomínios que só parecem seguros. Entenda de quem é a responsabilidade e como evitar que a tragédia se repita.

 

 

O fogo começou às 9 da manhã. Em minutos, consumiu a sala, engoliu os cômodos e transformou o lar da dentista Júlia Futaki em um quarto de fumaça, pânico e impotência. O prédio, no bairro de Pinheiros, zona oeste de São Paulo, deveria ter extintores, mangueiras e sistema de alarme. Não tinha. Ou tinha, mas nada funcionava.

 

“Gritei por socorro. Ninguém ouvia. Não havia alarme. Peguei o extintor, mas estava vencido. Quando os bombeiros chegaram, não havia mangueira em funcionamento nos andares”, contou Júlia, que teve perda total no imóvel. E, pior: descobriu que o condomínio sequer tinha seguro contra incêndio.

 

O caso virou símbolo de uma negligência coletiva que muita gente só descobre quando já está no centro da fumaça: o despreparo crônico de muitos condomínios brasileiros para lidar com situações de emergência.

 

Afinal, quem é responsável quando tudo falha?

O advogado especialista em direito condominial e patrimonial, Dr. Issei Yuki destaca de forma direta: o síndico é o principal responsável legal pela segurança das áreas comuns. Cabe a ele garantir que todos os equipamentos estejam instalados, funcionando, dentro da validade e em conformidade com o Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) — documento obrigatório que atesta a segurança contra incêndios do edifício.

 

Se o AVCB estiver vencido ou inexistente, ou se os equipamentos estiverem danificados ou irregulares, o condomínio (e o síndico, pessoalmente) pode ser responsabilizado civil e criminalmente.

Mas a responsabilidade pode se estender a terceiros:

 

  • Empresas de manutenção terceirizadas, quando há falha técnica no serviço prestado.
  • Administradoras de condomínio, se houver omissão no controle e fiscalização.
  • Os próprios condôminos, em assembleias que se recusam a aprovar investimentos em segurança, o que é mais comum do que se imagina. 

 Segurança condominial não é estética — é obrigação legal

A legislação é clara. Segundo normas estaduais e municipais, todo condomínio deve manter em dia:

 

  • Extintores com recarga válida e sinalização clara
  • Mangueiras e hidrantes acessíveis e testados regularmente
  • Sistema de alarme e rota de fuga sinalizada
  • AVCB válido e visível nas áreas comuns
  • Treinamento básico de emergência para funcionários

 

A negligência em qualquer desses pontos pode agravar tragédias, gerar ações judiciais milionárias e, pior, custar vidas.

 

O que aconteceu em São Paulo pode acontecer no seu condomínio

O prédio onde Júlia morava é um condomínio de padrão médio-alto. Tinha portaria, câmeras, zelador. “Achávamos que estávamos seguros”, disse uma vizinha. E é justamente esse conforto aparente que mascara o risco.

Quantos moradores sabem se o AVCB está em dia? Quantos já testaram os extintores? Ou sabem onde está a saída de emergência?

 

Em muitos edifícios, as medidas de segurança são tratadas como um “custo chato” na assembleia, e não como um item vital de proteção coletiva. Só que o fogo, diferente das planilhas, não aceita negociação.

 

E quando há omissão, o que a lei permite?

Moradores afetados por tragédias como essa podem recorrer à Justiça. O condomínio pode ser obrigado a indenizar por perdas materiais e morais. E o síndico, se comprovada negligência, pode ser pessoalmente responsabilizado.

“A omissão na manutenção de sistemas de combate a incêndio, especialmente quando resulta em danos concretos, pode configurar crime de exposição a perigo, além de gerar responsabilidade civil solidária entre condomínio e gestor”, explica o advogado Issei Yuki.

 

Em casos graves, o Ministério Público pode intervir e processos criminais podem ser instaurados contra os responsáveis.

Condomínios não podem funcionar como hotéis: não basta ter aparência de ordem, é preciso garantir funcionamento real de tudo aquilo que protege vidas. E isso começa em decisões simples, como não adiar manutenções, cobrar do síndico relatórios e exigir a renovação do AVCB.

 

Porque, no fim das contas, a diferença entre um susto e uma tragédia pode estar naquele extintor pendurado na parede. E no cuidado (ou descaso) de quem deveria garantir que ele funcione.

 

Entrada nos EUA pede preparo e atenção às exigências dos agentes de imigração

Segundo Daniel Toledo, advogado especialista em Direito Internacional, documentação completa e respostas objetivas são fundamentais para evitar problemas no desembarque

 

Viajar aos Estados Unidos a turismo ou a negócios exige mais do que a emissão de um visto válido. O momento da entrevista com os agentes de imigração no aeroporto é uma das etapas mais importantes da entrada no país. Mesmo com toda a documentação em ordem, respostas vagas ou contraditórias podem gerar suspeitas e resultar em detenção temporária ou até deportação imediata.

Segundo dados do Immigration and Customs Enforcement (ICE), 1.648 brasileiros foram deportados dos Estados Unidos em 2024, representando um aumento de 33% em relação ao ano anterior. Já entre janeiro e setembro do mesmo ano, 22.936 brasileiros foram detidos tentando entrar ilegalmente no país. Embora os dados sobre barramentos em aeroportos não sejam oficialmente divulgados, especialistas alertam que falhas na apresentação de documentos e contradições durante a entrevista com agentes migratórios continuam entre as principais causas de inadmissão.


Roteiro detalhado e comprovações básicas ajudam a evitar contratempos

Segundo Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados, escritório de advocacia com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, é essencial que o passageiro tenha consigo documentos simples, mas indispensáveis, como o itinerário da viagem, comprovantes de reserva de hotel, contatos no país e a passagem de volta. “A autoridade migratória precisa ter segurança de que aquela pessoa entrará nos EUA dentro das condições permitidas pelo tipo de visto. Qualquer lacuna na explicação pode ser interpretada como tentativa de burlar as regras”, alerta.

Toledo explica ainda que é comum os agentes questionarem sobre tempo de estadia, vínculos com o Brasil e fonte de recursos para a viagem. Nesses casos, respostas objetivas e consistentes são mais eficazes do que discursos longos. “O ideal é não florear a conversa. Se a pessoa foi aos EUA para turismo, ela deve dizer isso com tranquilidade e mostrar documentos que sustentem essa versão. A incoerência entre o que se fala e o que se apresenta em mãos costuma ser o principal fator de reprovação”, destaca.


Simulações de entrevista e orientação jurídica ajudam na preparação

O especialista também recomenda que, antes da viagem, o passageiro se familiarize com as perguntas mais comuns. “A abordagem dos agentes pode ser desconfortável, mas isso não significa que haja um problema. O nervosismo não pode comprometer a clareza das informações. Por isso, ter segurança para explicar o motivo da viagem e demonstrar que há intenção de retorno ao país de origem é fundamental”, pontua Toledo.

A atenção às regras migratórias vale mesmo para quem já tem vistos aprovados anteriormente. Cada entrada nos Estados Unidos é analisada individualmente, e nenhum visto garante a entrada automática no país. “É importante lembrar que o agente de fronteira tem autoridade para negar a entrada mesmo a quem já viajou várias vezes antes. Por isso, manter a consistência e o preparo em todas as viagens é uma forma de proteger o próprio histórico migratório”, conclui.

 



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Toledo também possui um canal no YouTube com mais de 600 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR. Para mais informações, acesse o site.


Toledo e Advogados Associados
Para mais informações, acesse o site ou entre em contato por e-mail contato@toledoeassociados.com.br

 

Fim das histórias clássicas no SAP Analytics Cloud: saiba como preparar sua empresa


A SAP anunciou que, ao longo de 2025, irá executar em fases a descontinuidade das Histórias Clássicas no SAP Analytics Cloud (SAC), plataforma de análise e planejamento em nuvem da SAP que combina Business Intelligence (BI), análise preditiva e planejamento empresarial em uma única solução. Com isso, as organizações que utilizam a ferramenta precisarão, nos próximos meses, se adequarem ao novo modelo que será implementado na solução.

À medida que a tecnologia segue avançando, as expectativas dos usuários também mudam. Neste contexto, a multinacional alemã optou por descontinuar as chamadas “Experiências Clássicas”, pela “Experiência Otimizada”, combinando Histórias, Aplicativos Analíticos e outros recursos na estrutura existente.

A mudança está acontecendo em fases. Desde o início do primeiro semestre de 2025, clientes existentes não podem criar ativos ou duplicar ativos não suportados, mas ainda podem visualizar, editar e compartilhar. No entanto, a partir do final do segundo semestre deste ano, não será mais possível acessar recursos sem suporte, sendo necessário migrar o conteúdo antes desse prazo.

Em se tratando do SAC, atualmente, as histórias estão no centro da experiência da solução, uma vez que, basicamente, são painéis que permitem contar a história dos dados, capturando insights e visualizações em várias páginas, permitindo que os usuários possam visualizar e acessar as informações de variadas formas.

Vale destacar que essas histórias podem ser armazenadas em páginas responsivas ou tela em branco, para colocar tabelas e gráficos, ou uma grade, para trabalhar com números e fórmulas. Embora esse modelo de interface tenha sido confiável e estável para o produto, também apresentava algumas limitações e desvantagens para os usuários, como desempenho e usabilidade; falta de unificação, que gerava um maior esforço de desenvolvimento para identificar os ativos das histórias; e a inovação, visto que os usuários não se beneficiavam de todos os recursos ofertados pela ferramenta.

Sendo assim, com a descontinuidade, será ofertado para os clientes mais recursos, versatilidade, melhor desempenho e usabilidade, com uma experiência consistente. E, embora essa seja uma mudança que trará ganhos para os usuários, é importante que, desde já, esse público comece a se preparar.

Isso é, hoje, os usuários do SAC, ao abrirem o software, já recebem o aviso de que em breve esse modelo de criação de história será descontinuado e passará a ser executado num design otimizado. Diante disso, as organizações que utilizam a ferramenta como centralizador de dados e informações precisam começar o processo de migração para esse formato, a fim de se manterem em dia com a nova atualização.

Certamente, gerenciar essa tarefa é algo complexo, já que estamos falando do processo de migração de diversos conteúdos para um novo modelo e formato, o que, na prática, irá exigir planejamento e preparação. Quanto a isso, contar com o apoio de uma consultoria especializada no SAC Analytics Cloud e em toda a jornada de gestão de dados é uma excelente alternativa. Afinal, o time especializado saberá guiar em todo o processo de transição, garantindo que todo o histórico da empresa seja passado para o novo modelo de forma gradual e efetiva, sem impactos negativos para o fluxo do negócio.

Considerando que o prazo final de adaptação é até o final de 2025, as empresas que ainda não iniciaram o processo de migração do conteúdo devem, o quanto antes, iniciar o processo, a fim de estarem em conformidade com a ferramenta, eliminando riscos que podem impactar toda a operação. Afinal, mudanças sempre serão previstas, mas o que irá determinar o sucesso delas é o quão bem-preparado o processo esteve. 



Andrey Menegassi - Partner da SolvePlan.

Sobre a SolvePlan


Tentativas de fraude online podem ultrapassar R$ 49 milhões no Dia das Mães, aponta ClearSale

Segundo a empresa, a expectativa é de mais de 4 milhões de pedidos para a data; estudo exclusivo considera o período até 11 de maio

A ClearSale, empresa parte da Serasa Experian e referência em prevenção a fraude,prevê que mais de 46 mil pedidos fraudulentos sejam registrados no e-commerce até 11 de maio, período que deve movimentar mais de 4 milhões de compras online para o Dia das Mães. Em valores, as tentativas de fraude representam mais de R$ 49 milhões.

A taxa de tentativas de golpe deve alcançar 1,95%, com um ticket médio por transação fraudulenta estimado em R$ 1.063,90. O levantamento se baseia em dados de transações de e-commerce analisadas integralmente pela ClearSale, considerando tanto operações classificadas como suspeitas quanto as confirmadas como fraude.

“Sabemos que o Dia das Mães é uma das datas mais importantes para o varejo, não apenas pelo volume de vendas, mas também pela carga emocional envolvida em cada compra. Isso atrai a atenção de fraudadores, que se aproveitam do aumento nas transações para aplicar golpes. Por isso, é fundamental que os consumidores redobrem os cuidados ao comprar online”, explica Matheus Manssur, superintendente comercial da ClearSale

Em 2024, as cinco categorias que mais sofreram tentativas de golpe foram, eletrodomésticos (2,28%) com um ticket médio de R$ 2.796 – seguidos do setor de casa e construção (1,48%) que ficou em segundo lugar com ticket de R$ 1.070 – o terceiro setor que mais houve tentativas de fraude foi o de calçados (1,38%) e o ticket médio de R$ 565, em penúltimo a categoria de beleza (1,17%), ticket de R$ 455, por último, vestuário (0,89%) e um ticket médio de R$ 520.

“Os dados mostram que os golpistas têm priorizado produtos de maior valor agregado e bens duráveis. Seguiremos atuando com rigor na prevenção, para garantir mais segurança tanto para os consumidores quanto para os varejistas”, reforça Matheus.

 

ClearSale

Organizações transformam vidas

Em um país marcado por desigualdades históricas, as organizações da sociedade civil sem fins lucrativos emergem como pilares fundamentais na promoção dos direitos básicos: saúde, educação e lazer. Essas entidades, movidas por um compromisso filantrópico, atuam onde o Estado muitas vezes não alcança, oferecendo soluções práticas e eficazes para comunidades em situação de vulnerabilidade.

O Brasil conta com mais de 815 mil organizações sem fins lucrativos, conforme dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) Mapa das OSC - Seja bem-vind@. Essas entidades desempenham um papel crucial na implementação de políticas públicas e na oferta de serviços essenciais.

A atuação dessas organizações é potencializada por recursos provenientes de emendas parlamentares, especialmente as impositivas, que destinam verbas públicas para projetos sociais. Dados do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc), divulgados recentemente, mostram que em 2024, as emendas representaram 27% das despesas discricionárias da União, alcançando R$ 40,89 bilhões — um crescimento real de 12% em relação a 2023 . Esses recursos permitem a expansão de programas de saúde, educação e lazer, garantindo que iniciativas bem-sucedidas possam ser replicadas em diferentes regiões. 

Na ACB – Associação Comunidade Batista, temos testemunhado o impacto transformador dessas parcerias. Por meio de cursos profissionalizantes, atividades culturais e esportivas, conseguimos oferecer oportunidades reais de desenvolvimento para milhares de pessoas. Essas ações não apenas capacitam indivíduos, mas também fortalecem comunidades inteiras, promovendo inclusão e cidadania.

É fundamental reconhecer e valorizar o papel das organizações sem fins lucrativos na consolidação dos direitos básicos da sociedade. Elas são agentes de mudança, capazes de transformar realidades e construir um futuro mais justo e igualitário para todos.

 

Diogo Marquez - diretor-geral da ACB – Associação Comunidade Batista, organização da sociedade civil sem fins lucrativos com sede em Goiânia (GO), que atua na promoção da qualificação profissional, assistência social e fortalecimento de vínculos familiares.

 

Zona Sul contará com atendimento do Cate Móvel nesta sexta (9)

Interessados nos serviços de empregabilidade da Prefeitura de São Paulo

 terão a oportunidade de consultar equipes de recursos humanos que estarão no local.

 

Nesta sexta-feira, 9 de maio, das 10h às 16h, o Cate Móvel da Prefeitura de São Paulo estará presente na Estrada do Retiro, 232, Cidade Ademar (Campo do Itatinga), na zona sul da Capital, promovendo mais uma ação de empregabilidade: o Dia da Comunidade. Para participar, é necessário apresentar RG, CPF e carteira de trabalho (física ou digital). O atendimento é feito com distribuição de senhas.

Além dos tradicionais serviços oferecidos pelo Cate, como orientação e elaboração de currículos, encaminhamento para vagas e acesso a cursos gratuitos pelo Portal Cate, esta edição contará com processos seletivos presenciais.

Os trabalhadores poderão consultar por volta de 250 vagas de emprego, diretamente com as equipes de recursos humanos de empresas como Grupo Muffato, Verzani & Sandrini e Burger King. Dentre as vagas, destacam-se oportunidades como eletricista, cartazeiro, faturista, auxiliar de limpeza, atendentes, teleatendimento, entre outros. Os salários chegam a R$ 2.700 (açougueiro) e a escolaridade exigida é a partir do ensino fundamental.

 

Serviço

Cate Móvel 

Zona Sul

Dia: 9 de maio

Horário: 10h às 16h

Local: Estrada do Retiro, 232 - Campo do Itatinga

 

Setor de eventos e turismo apresenta estudo inédito que comprova sucesso do PERSE

Levantamento revela que geração de empregos nas atividades do programa dobrou a média nacional em 2024 e aponta avanços significativos na recuperação do setor

 

A retomada dos setor de eventos e turismo, impulsionada pelo Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE), resultou em uma geração de empregos formais duas vezes maior que a do restante da economia brasileira em 2024. O dado faz parte de um estudo inédito apresentado no Senado Federal, que também revelou que o segmento sofreu uma queda de 40% na receita em 2020, perdeu 1 em cada 5 empregos formais, e concentrou metade dos desligamentos no país durante o auge da pandemia da covid-19. Mesmo com os avanços recentes, o levantamento conclui que a recuperação plena ainda não foi atingida, reforçando a necessidade de prorrogação e aperfeiçoamento do programa.

O estudo foi encomendado por entidades representativas do setor e elaborado pela Tendências Consultoria. A apresentação ocorreu no Auditório Petrônio Portella, durante a “Missão Brasília 2025”, uma mobilização estratégica de 12 entidades representativas que reuniu parlamentares, autoridades públicas e lideranças empresariais para debater os impactos e o futuro do PERSE. A análise se baseou em dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), IBGE, Receita Federal, Banco Central e da Organização Mundial do Turismo (UN Tourism).

Segundo o levantamento, o programa teve papel crucial ao oferecer isenções fiscais, facilitação no pagamento de débitos e apoio financeiro emergencial a empresas do setor cultural, turístico e de entretenimento, altamente fragilizadas pela pandemia. O setor foi um dos últimos a apresentar sinais consistentes de recuperação financeira, com melhorias mais evidentes somente a partir de 2024, conforme dados do Banco Central sobre crédito e inadimplência.

Revela, também, que a crise enfrentada pelos setores atendidos pelo programa foi desproporcional em comparação com o restante da economia. Em 2020, enquanto o PIB nacional registrava crescimento, a receita dos segmentos beneficiados pelo programa caía drasticamente, e 20% dos empregos formais foram eliminados, contra apenas 1% na média nacional

“O estudo apresentado  no Senado comprova, com dados objetivos, aquilo que o setor de eventos e turismo já vinha percebendo na prática: o PERSE foi decisivo para evitar o colapso de milhares de empresas e empregos. Em 2024, as atividades contempladas pelo programa geraram empregos a um ritmo duas vezes superior ao da média da economia brasileira,um sinal claro de que o setor, quando apoiado, tem capacidade de reagir com força, gerar renda, desenvolvimento e inclusão”, salienta Doreni Caramori Júnior, empresário e presidente da Associação Brasileira de Promotores de Eventos (ABRAPE).

E completa: “Ainda assim, os efeitos da pandemia foram devastadores e seus reflexos ainda estão presentes. Por isso, defendemos uma avaliação comparativa do PERSE com todos os benefícios concedidos pelo país. Essa política pública não é um privilégio, é uma resposta proporcional à crise sem precedentes que atingiu nosso setor. Agora é o momento de consolidar os avanços, corrigir distorções e criar condições para que a cultura, o turismo e o entretenimento sigam contribuindo com a retomada econômica e o desenvolvimento do Brasil.”

Reconhecimento Outras lideranças também destacaram o papel decisivo do programa para a sobrevivência e reestruturação das atividades: “A hotelaria demorou para voltar e o PERSE indubitavelmente foi responsável por esse salvamento. Agradecemos a sensibilidade do Congresso quando atendeu essa política pública”, declarou Orlando de Souza, presidente executivo do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB).

Pablo Morbis, presidente do Conselho do Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), reforçou: “Esse é um momento para sensibilizar todos os nossos congressistas para continuarem olhando com bastante carinho para o nosso setor. As políticas públicas e programas de benefício mostram cada vez mais que é possível gerar emprego e fazer a economia crescer.”

Para Toni Sando, presidente da União Nacional de CVBx e Entidades de Destinos (Unedestinos), o programa foi essencial: “PERSE da presença, da gratidão, da recuperação fiscal, do desenvolvimento, dos novos investimentos, que foram feitos a partir desse programa.” Thiago Borges, vice-presidente institucional da Resorts Brasil, acrescentou: “A palavra é obrigado e vamos juntos construir outras políticas públicas, novos incentivos para que o setor cresça. E para que a gente possa juntos trazer novos benefícios e cada vez mais empregos para o nosso país.”

Desafios estruturais No plano internacional, o estudo demonstra que políticas semelhantes foram adotadas por diversos países, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. Apesar disso, o setor ainda enfrenta desafios estruturais, como os impactos da Reforma Tributária, a competitividade com destinos vizinhos na América do Sul e a segurança pública, que afeta a atratividade turística.

Entre os caminhos para o fortalecimento do setor, o levantamento destaca oportunidades estratégicas para o Brasil, como o protagonismo em fóruns globais (G20, COP, Agenda 2030), uma matriz energética limpa, o potencial natural para ecoturismo e a atratividade crescente do país em um contexto internacional de instabilidade geopolítica.

A iniciativa é resultado de uma articulação conjunta das principais entidades do setor: Associação Brasileira de Promotores de Eventos (ABRAPE), Associação das Empresas de Parques de Diversões do Brasil (Adibra), Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), Sistema Integrado de Parques e Atrações Turísticas (Sindepat), Resorts Brasil, União Brasileira de Feiras e Eventos de Negócios (UBRAFE), União Nacional de CVBx e Entidades de Destinos (Unedestinos), Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Brasil (ADIT Brasil), Associação Brasileira de Eventos (Abrafesta), Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), Brazilian Luxury Travel Association (BLTA) e Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (Abeta).

O estudo pode ser acessado aqui

 

Matemática em foco na rede estadual de ensino de São Paulo

 

A educação de qualidade é construída com planejamento, inovação e foco em resultados. Em São Paulo, desde o início desta gestão, promovemos uma transformação no ensino e na recuperação da aprendizagem da matemática. A disciplina, historicamente vista como um desafio para muitos estudantes, tem ganhado protagonismo na sala de aula da rede estadual com ações concretas e inéditas, que já começam a refletir em resultados. 

Em 2024, uma nova matriz curricular garantiu a ampliação da carga horária do componente com aumento de até 70% conforme o ano/série de escolas da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP). A decisão se apoia em evidências que mostram a importância da prática e do contato contínuo com os conteúdos para consolidar o aprendizado. Na 3ª série do Ensino Médio, o número de aulas semanais subiu de duas, em 2023, para seis neste ano letivo. No mesmo movimento, incluímos à grade aulas de educação financeira para os alunos a partir do 6º ano do Fundamental. A matéria é sucesso na rede e mostra para o estudante, de forma prática, a importância da matemática para uma vida financeira saudável.

Inédita na história da Seduc-SP, a Olimpíada de Matemática das Escolas Estaduais de São Paulo (OMASP) foi criada para valorizar o talento dos estudantes e despertar o gosto pelos números. Mais de 760 mil alunos participaram da primeira edição e 127 mil do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e das três séries do Ensino Médio em todo Estado garantiram medalhas de ouro, prata e bronze. Em 2025, uma nova edição está em curso e a expectativa é, mais uma vez, reconhecer o desempenho de jovens de todas as cidades paulistas. 

A ação se soma às chamadas “aulas olímpicas” — encontros semanais voltados à resolução de problemas desafiadores, que promovem o raciocínio lógico e o pensamento crítico. Desde março, 156 unidades reúnem mais de 10 mil com aulas preparatórias de matemática e suas tecnologias ministradas por professores da rede estadual.


Posts mais acessados