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quinta-feira, 8 de maio de 2025

Olho Seco: colírio não é tudo igual

Desencadeada por fatores ambientais ou de estilo de vida, a condição afeta 1 em cada 4 pessoas no mundo8,9 e 34% dos brasileiros acima de 18 anos, segundo a Associação dos Portadores de Olho Seco (APOS).

 

Dados do Brasil e do mundo alertam para o aumento dos casos de Síndrome do Olho Seco, uma condição que afeta um número crescente de pessoas de diversas maneiras. Os sintomas comuns incluem sensação de areia nos olhos, necessidade constante de piscar, olhos vermelhos ou cansados e a sensação de desconforto. 

A Síndrome do Olho Seco pode ser desencadeada por fatores ambientais ou de estilo de vida, como uso prolongado de telas, condições climáticas adversas e exposição a aquecimento ou ar-condicionado. 

Observa-se uma prevalência crescente entre mulheres, devido às flutuações hormonais em diferentes fases da vida, como menopausa, uso de anticoncepcionais e terapia hormonal. 

Segundo a Associação dos Portadores de Olho Seco (APOS), estima-se que 34% dos brasileiros acima de 18 anos apresentam algum sintoma de Olho Seco10. E mais de 20 milhões possuem disfunções oculares que podem levar à condição11. Além disso, 1 em cada 4 pessoas relata sintomas de olho seco8,9. Mas muitos não percebem que têm o problema. 

A Dra. Wania Regattieri De Biase, médica e diretora de educação profissional da Alcon Brasil, destaca que o desconforto ocular não deve ser parte da rotina e que é essencial consultar um oftalmologista se os sintomas afetarem significativamente o bem-estar. “É importante educar os pacientes sobre os sinais e sintomas da condição e lembrá-los de como cuidar dos olhos. Hábitos simples, como fazer pausas a cada 20 minutos e olhar para uma distância de 6 metros por 20 segundos, além de usar colírios de venda livre, como a linha Systane®, podem ajudar a aliviar os sintomas”, explica. 

Os colírios são essenciais para a saúde ocular, mas é um equívoco pensar que todos são iguais. Colírios lubrificantes, ou lágrimas artificiais, são os mais indicados para aliviar os sintomas do Olho Seco. “A escolha do colírio correto é apenas uma parte dos cuidados necessários com a saúde dos olhos. Seguir a dosagem e a frequência prescritas pelo médico é fundamental para a eficácia do tratamento e para evitar efeitos colaterais indesejados”, destaca Dra. Wania. 

A Alcon, líder global em cuidados com a visão, lançou no Brasil novos colírios lubrificantes para pacientes com Síndrome do Olho Seco: Systane® COMPLETE, Systane® ULTRA Sem Conservantes e Systane® HIDRATAÇÃO Sem conservantes. 

A linha Systane® foi desenvolvida de forma única, para atender a todas as necessidades dos pacientes16-19 no tratamento do Olho Seco. Suas soluções são inovadoras e comprovadas cientificamente, oferecendo alívio rápido e conforto prolongado5 ao paciente. 

Systane® COMPLETE14  é normalmente indicado como a 1ª opção14 de lágrima artificial para o tratamento do Olho Seco, já que a solução possui fórmula completa multifuncional15, repondo todas as camadas da lágrima15. Isso proporciona alívio completo dos sintomas por até 8 horas para todos os tipos de Olho Seco. 

O colírio lubrificante Systane® ULTRA Sem Conservante contém uma fórmula exclusiva à base de HP-Guar, um ingrediente comprovadamente 2x mais lubrificante do que o ácido hialurônico (AH) isolado3, para que os pacientes obtenham alívio de ação rápida e sem conservantes para olhos secos ocasionais. 12,13  

Já o Systane® Hidratação1,3,6 oferece dupla ação de hidratação e reepitelização 20-23. Sua fórmula exclusiva de HP-Guar, combinada com hialuronato de sódio, proporciona proteção superior e retenção de umidade duas vezes maior20, garantindo alívio prolongado e conforto para os pacientes. “Estamos expandindo nosso portfólio OTC da marca número 1 de colírios lubrificantes, Systane®, para atender à crescente demanda por soluções para olho seco no Brasil”, conclui.

 

 

 

Alcon
site da Alcon



Registro ANVISA Systane Hidratação Sem Conservantes - nº 81869420140; Systane® Complete nº 81869420136; Systane® ULTRA Sem Conservantes: nº 81869420137. BR-SYC-2500014 Mai/2025



Referências

1. Rangarajan R, Kraybill B, Ogundele A, Ketelson H. Effects of a Hyaluronic Acid/Hydroxypropyl Guar Artificial Tear Solution on Protection, Recovery, and Lubricity in Models of Corneal Epithelium. J Ocul Pharmacol Ther. 2015;31(8):491-497.

2. Based on internal calculations by Alcon using third-party data; Alcon date on file, 2019.

3. Davitt WF, Bloomenstein M, Christensen M, Martin AE. Efficacy in patients with dry eye after treatment with a new lubricant eye drop formulation. J Ocul Pharmacol Ther. 2010;26(4):347-353.

4. Christensen MT, Martin AE, Bloomenstein M. A comparison of efficacy between Systane Ultra and Optive lubricant eye drops when tested with dry eye patients. Optometry. 2009;80(6):315.

5. Benelli U. Systane lubricant eye drops in the management of ocular dryness. Clin Ophthalmol. 2011:5;783-790.

6. Rolando M, Autori S, Badino F, Barabino S. Protecting the ocular surface and improving the quality of life of dry eye patients: a study of the efficacy of an HP-guar containing ocular lubricant in a population of dry eye patients. J Ocul Pharmacol Ther. 2009;25(3):271-278.

7. Guillon M, Patel K, Gupta R, Srinivasan S. Sustained symptom relief following a single dose of PG/HPG-nanoemulsion in patients with Dry Eye disease. Poster presented the American Academy of Optometry Annual Meeting. October 23-26, 2019, Orlando FL.

8. Monitoramento das necessidades de visão, 2020.

9. Vision Needs Monitor, 2019.

10. APOS – Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco, https://apos-olhoseco.com.br/, 2024

11. APOS – Associação Brasileira de Portadores de Olho Seco, https://apos-olhoseco.com.br/, 2024

12. Davitt WF, Bloomenstein M, Christensen M, Martin AE. Efficacy in patients with dry eye after treatment with a new lubricant eye drop formulation. J Ocul Pharmacol Ther. 2010;26(4):347-353.

13. Christensen MT, Martin AE, Bloomenstein M. A comparison of efficacy between Systane Ultra and Optive lubricant eye drops when tested with dry eye patients. Optometry. 2009;80(6):315

14. SILVERSTEIN - Symptom Relief Following a Single Dose of Propylene Glycol-Hydroxypropyl Guar

15. Rangarajan R, Ketelson H. Preclinical evaluation of a new hydroxypropyl-guar phospholipid nanoemulsion-based artificial tear formulation in models of corneal epithelium. J Ocul Pharmacol Ther. 2019;35(1):32-37

16. Christensen MT, Cohen S. et al. Current Eye Research. 2004;28(1), 55–62;

17. Srinivasan S, Manoj V. Clin Ophthalmol. 2021:15:2421–2435;

18. Craig JP, Muntz A, Wang MTM, et al. Ocul Surf. 2021:20:62–69;

19. Szopinski D, Luinstra GA. Carboidratos Polim. 2016:153:312–319;

20. Rangarajan R, Kraybill B, Ogundele A, Ketelson H. Effects of a Hyaluronic Acid/Hydroxypropyl Guar Artificial Tear Solution on Protection, Recovery, and Lubricity in Models of Corneal Epithelium. J. Ocul. Pharmacol. Ther. 2015;31(8):491-497.

21. Ogundele A, Kao W, Carlson E. Impact of Hyaluronic Acid Containing Artificial Tear Products on Re-epithelialization in an In Vivo Corneal Wound Model. Póster presentado en: 8th International Conference on the Tear Film & Ocular Surface; September 7-10, 2016; Montpellier, France.

22. Davidson R, Schultz-Scott B. Efficacy Evaluation of SYSTANE® ULTRA in Patients With Dry Eye Undergoing Cataract Surgery. Póster presentado en: 30th Congress of the European Society of Cataract and Refractive Surgeons; September 8-12, 2012; Milan, Italy.

23. Rolando M, Autori S, Badino F, Barabino S. Protecting the ocular surface and improving the quality of life of dry eye patients: a study of the efficacy of an HP-guar containing ocular lubricant in a population of dry eye patients. J Ocul Pharmacol Ther 2009;25(3):271-278


190 milhões de mulheres no mundo são silenciadas pela endometriose

No Brasil, 7 milhões sofrem sem um diagnóstico confiável


A endometriose é uma doença que afeta aproximadamente 190 milhões de mulheres globalmente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, estima-se que cerca de 7 milhões de mulheres convivam com a condição que é debilitante.

Segundo Fabiane Berta, ginecologista e pesquisadora referência no Brasil, a endometriose ocorre quando células semelhantes às do endométrio crescem fora do útero, afetando órgãos como ovários, trompas de Falópio e o tecido que envolve o útero. “Os principais sintomas da endometriose incluem dor pélvica crônica, cólicas menstruais intensas, dor nas relações sexuais, além de dificuldade para engravidar, já que a infertilidade está presente em cerca de 40% das mulheres com endometriose”, explica.

Ainda de acordo com a especialista, a endometriose não é apenas uma questão de dor, mas uma condição que pode comprometer a qualidade de vida das mulheres e, se não tratada adequadamente, pode levar a complicações graves, com comprometimento de órgãos importantes. “O diagnóstico da endometriose é desafiador e, muitas vezes, tardio. O exame ginecológico clínico é o primeiro passo, podendo ser complementado por exames laboratoriais e de imagem. Contudo, a análise definitiva depende da realização de biópsia”, alerta.

Extremamente promissor e aguardado, o estudo GLADE, conduzido pelo Instituto de Pesquisa Science Valley e pelo professor André Malavasi, promete avanços no tratamento da endometriose com o pellet de Gestrinona. O dispositivo, implantado no tecido subcutâneo, libera hormônios de forma controlada, ajudando a reduzir a inflamação e a aliviar as dores intensas. “Esse estudo foi apresentado no ano passado no Mundial da Ginecologia Endócrina e também no Congresso da Sociedade Brasileira de Endometriose. O tratamento é de longa duração, oferecendo mais conforto e eficácia no controle dos sintomas e com a aprovação da Anvisa em novembro de 2024, ele surge como uma alternativa inovadora para quem sofre de endometriose”, explica Fabiane Berta, que também participou da pesquisa.

Mulheres que apresentam sintomas devem buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). “Quando a mulher sente uma dor incapacitante e repetitiva no período menstrual, quando o intestino parece gritar durante o ciclo, quando a relação sexual se torna dolorosa e desconfortável, quando engravidar parece um desafio impossível, esses sinais não são normais. Significam que o corpo está tentando dizer algo e quase sempre, ele está dizendo: procure ajuda. A endometriose pode estar ali, silenciosa, aguda, ocupando espaço e destruindo sonhos sem ser notada”, alerta Fabiane Berta.

Ela destaca que muitas pacientes são desacreditadas por anos, sendo tratadas como “exageradas” ou “sensíveis demais”. Enquanto isso, a doença avança, inflama tecidos, forma aderências, compromete o funcionamento de órgãos e, em casos mais severos, exige cirurgias complexas para tentar recuperar o mínimo de normalidade.

Estudos recentes da Universidade de Oxford, publicados na Nature Genetics, identificaram mais de 40 variantes genéticas associadas ao risco de desenvolver endometriose. O avanço da ciência é um alívio, mas também uma denúncia: o tempo perdido sem diagnóstico custou muito mais do que se imagina. O mesmo estudo reforça que a endometriose tem marcadores inflamatórios e imunológicos que justificam a necessidade de investigação precoce e tratamento individualizado.

“A tecnologia tem acelerado o diagnóstico com a ajuda da inteligência artificial, que identifica padrões em exames de imagem com maior precisão. Mas nenhum recurso tecnológico substitui a escuta ativa e o acolhimento. E é aí que mora o primeiro grande fracasso: a ausência de profissionais preparados para reconhecer a dor da paciente”, alerta Berta.

Segundo a especialista, a legislação brasileira avançou com a Lei 1069/23, que dispensa o período de carência para acesso a benefícios previdenciários em casos de incapacidade por endometriose. “É uma conquista, mas não resolve a raiz do problema. É preciso garantir acesso ao tratamento adequado, fomentar pesquisas públicas, formar médicos sensíveis ao tema e, principalmente, eliminar o estigma de que sentir dor faz parte da vida feminina. É revoltante que, em pleno 2025, ainda tenhamos que explicar que dor não é normal e que a mulher não nasceu para sofrer. A endometriose é uma doença grave, com impacto real na saúde física, emocional e reprodutiva. O silêncio mata sonhos, mas a informação salva vidas”, finaliza.

  

Fabiane Berta - Médica ginecologista e obstetra especializada em medicina fetal pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de SP. Tem mais de 7 pós-graduações como Endocrinologia, Neurociência, Comportamento, MBA em Desenvolvimento e Tecnologia Industrial, Bioquímica e formações nos EUA na área da saúde feminina como fisiologia hormonal feminina e estética íntima. Atua na formação médica, com ações de capacitação e atualização do climatério à menopausa. Mestranda no núcleo da Endometriose, Dor Pélvica e Menopausa da UNIFESP. Speaker, pesquisadora e key opinion maker da Fagron Brasil. PI e Chefe do Steering Committee do Estudo MyPausa, coordenado pela Science Valley. Criadora do MYPAUSA, que propõe um registro nacional da menopausa nos 27 estados do Brasil, com a finalidade de promover uma reforma nacional na saúde feminina pública e privada, que assegure acesso a inovações e tratamentos atualizados, respeitando todas as diversidades regionais.



Cuidado materno - a importância de atentar-se ao bem-estar das mães

Especialista aponta práticas essenciais para garantir tanto a saúde física quanto mental das mulheres

 

Após o nascimento de um bebê, a atenção dedicada à saúde da mulher costuma diminuir drasticamente, mesmo quando o corpo e a mente seguem em intensa transformação. A romantização da maternidade ainda ofusca discussões fundamentais sobre as consequências físicas e emocionais enfrentadas pelas mães. De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), cerca de 25% das mulheres brasileiras apresentam sintomas de depressão pós-parto em até 18 meses após o nascimento do filho.

Esses dados reforçam o que a literatura médica internacional já vem alertando: o puerpério é um período de riscos persistentes, muitas vezes ignorados. O editorial "Morbidade pós-natal: prevalente, persistente e negligenciada", publicado pela revista científica The Lancet em parceria com o jornal eClinicalMedicine, reuniu indicadores alarmantes: 35% das mulheres relatam dor durante relações sexuais, 32% dor lombar, 19% incontinência anal, até 31% incontinência urinária, entre outros sintomas que incluem depressão, ansiedade e dor perineal.

Para além do parto, o cuidado materno precisa se estender e ser ampliado. “Depois que o bebê nasce, o corpo da mulher se reconstrói. Há uma reorganização hormonal intensa, alterações emocionais profundas e demandas físicas novas que exigem suporte especializado e contínuo”, afirma Jéssica Ramalho, CEO e cofundadora da Acuidar, rede de cuidadores especializados. 

Segundo ela, nos últimos anos houve um crescimento expressivo na procura pelos serviços da empresa, impulsionado pela maior conscientização sobre os impactos da maternidade na saúde da mulher. “As famílias estão entendendo que cuidar do bebê também é cuidar de quem cuida”, destaca.

A seguir, confira seis práticas essenciais para garantir o bem-estar integral das mães no período pós-natal:

 

Acompanhamento psicológico contínuo

A saúde emocional da mãe não se encerra com o nascimento do bebê. Pelo contrário: é a partir desse momento que emergem sentimentos ambíguos, mudanças de identidade e sobrecarga emocional. Situações como a solidão materna, a pressão para cumprir expectativas sociais e o medo de não estar fazendo o “suficiente” impactam diretamente a saúde mental. 

“A psicoterapia, quando inserida de forma regular na rotina da mulher, possibilita um espaço seguro de escuta e acolhimento, no qual ela pode expressar suas angústias, revisar crenças e construir novas formas de lidar com o cotidiano”, explica Jéssica. Segundo a profissional, é fundamental que esse cuidado se estenda para além das primeiras semanas e esteja disponível durante toda a jornada da maternidade.

 

Reabilitação do assoalho pélvico

O parto, especialmente o vaginal, provoca alterações significativas na musculatura do assoalho pélvico, responsável por funções como continência urinária e suporte dos órgãos internos. Muitas mulheres enfrentam dor, incontinência ou sensação de peso na região, mas acabam normalizando esses sintomas por falta de informação. 

Jéssica destaca que o acompanhamento com fisioterapeutas especializados acelera a recuperação funcional e devolve autonomia à mulher. “Além do conforto físico, há um impacto direto na autoestima. A mulher se sente mais conectada ao próprio corpo e percebe que está retomando seu equilíbrio”, enfatiza. A reabilitação também previne problemas futuros e melhora a vivência da sexualidade no pós-parto.

 

Sono reparador como prioridade

O cansaço extremo é uma das queixas mais frequentes entre mães recentes. A privação de sono, além de afetar o humor e a memória, compromete o sistema imunológico, agrava quadros de depressão e dificulta o vínculo afetivo com o bebê. 

Por isso, criar estratégias que favoreçam períodos reais de descanso é uma medida urgente. Dividir turnos com o parceiro, contar com ajuda profissional para cuidados noturnos ou até mesmo aceitar cochilos ao longo do dia são atitudes que, embora simples, transformam a rotina. Estimular o descanso sem culpa e reconhecer que a exaustão não é fraqueza, mas um sinal de sobrecarga, é o primeiro passo para restaurar o equilíbrio físico e mental.

 

Alimentação funcional e individualizada

Durante a gestação e a amamentação, o corpo feminino utiliza uma quantidade enorme de nutrientes para sustentar dois organismos. No pós-parto, essa demanda continua, mas nem sempre a alimentação acompanha essa necessidade. “Há relatos frequentes de fadiga intensa, dificuldade de concentração e alterações no humor que estão diretamente relacionados ao desequilíbrio nutricional”, explica a COO. 

Segundo Jéssica, um plano alimentar voltado para as necessidades da mulher nesse período traz benefícios notáveis: “Quando a alimentação é planejada de forma adequada, a mãe recupera energia, regula hormônios e fortalece a imunidade. Isso reflete até no humor e na disposição para cuidar do bebê”. A orientação de nutricionistas especializados é essencial para considerar fatores como o tipo de parto, uso de medicações e o estilo de vida da mãe.

 

Rede de apoio ativa e treinada

O suporte no pós-parto precisa ser mais do que pontual ou simbólico: ele deve ser efetivo, empático e baseado em conhecimento. Ter uma rede de apoio que compreenda as necessidades físicas e emocionais da mulher faz toda a diferença. Famílias informadas sobre o puerpério, parceiros engajados nos cuidados domésticos e profissionais treinados para oferecer assistência especializada formam uma base sólida para que a mulher não se sinta sobrecarregada ou invisível. 

Conforme aponta Jéssica, o aumento na procura por cuidadores especializados evidencia uma mudança cultural importante: “Hoje, mães e famílias estão buscando um cuidado integral. Elas sabem que não basta apenas dar suporte ao bebê. É preciso amparar a mulher que cuida, que nutre e que também precisa ser cuidada”. Uma rede bem estruturada contribui para um pós-parto mais seguro, humanizado e saudável.

 

a Acuidar
https://www.acuidarbr.com.br/


Hemangiomas e malformações vasculares em crianças exigem diagnóstico precoce para que o tratamento seja adequado

Especialista orienta sobre as diferenças entre as patologias e destaca a necessidade de avaliação médica criteriosa desde os primeiros sinais


A Semana Nacional de Conscientização sobre Hemangiomas e Anomalias Vasculares, que ocorre na semana do dia 15 de maio, instituída no Brasil pela Lei nº 14.588/2023, reforça a necessidade de atenção a essas condições que, apesar raras, podem afetar recém-nascidos, crianças e adultos. As anomalias vasculares são um grande grupo de doenças vasculares, subdividias em tumores vasculares e malformações.

Os hemangiomas infantis são tumores vasculares benignos, que acometem cerca de 5% das crianças e surgem nas primeiras semanas de vida, podem ter crescimento rápido nos primeiros meses e depois começam a regredir espontaneamente. As malformações vasculares periféricas (MVPs) são estruturas vasculares anômalas, formadas ainda no período embrionário, que crescem de forma proporcional ao desenvolvimento da criança e não regridem durante a vida.

De acordo com a cirurgiã vascular e vice-diretora Científica da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo (SBACV-SP), Dra. Luísa Ciucci Biagioni, a correta identificação de cada condição é fundamental para tranquilizar as famílias e programar o tratamento. “O diagnóstico correto permite a compreensão da doença e a definição do tratamento que pode ser expectante, com medicações, cirurgias ou até embolizações. Sem a classificação correta, há risco de tratamentos inadequados, complicações e sequelas importantes, como sangramentos ou lesões em estruturas saudáveis, incluindo nervos e músculos”, alerta.

Hemangiomas geralmente se apresentam como lesões planas ou abauladas, de tonalidade rosa a avermelhada, semelhante a um morango, com vasos superficiais visíveis e, às vezes, um halo pálido ao redor. São mais frequentes em meninas, numa proporção de quatro para um, predominando na face e no tronco. Nos casos mais extensos, costumam deixar cicatrizes esbranquiçadas e vasos dilatados superficiais, após a involução.

As malformações vasculares periféricas, por sua vez, envolvem a formação de vasos sanguíneos ou linfáticos displásicos (anormais). Muitas vezes, podem estar associadas a deformidades como hipertrofia de membros, alterações musculares, esqueléticas, neurológicas ou oculares. Algumas síndromes específicas apresentam malformações vasculares associadas a outras alterações, como a síndrome de Sturge-Weber — caracterizada por malformações capilares na face, glaucoma e alterações vasculares cerebrais — e a síndrome de Klippel-Trenaunay — que envolve comprometimento venoso, capilar e crescimento exagerado dos membros. Essas síndromes complexas são ainda mais raras. A síndrome de Klippel-Trenaunay, por exemplo, acomete cerca de um em cada 22 mil indivíduos.

Apesar da complexidade dessas condições, a Dra. Luísa enfatiza que a maioria dos hemangiomas infantis pode ser acompanhado clinicamente. Casos que envolvem lesões próximas aos olhos, pálpebras, ponta do nariz ou região genital merecem atenção especial devido ao risco de complicações como ulcerações ou prejuízo funcional. Já as malformações vasculares extensas podem cursar com infecções, sangramentos, tromboses venosas, dores crônicas e dificuldades de locomoção.

Ainda não há cura para as malformações vasculares, o objetivo do tratamento é minimizar as complicações, melhorar a qualidade de vida e, sempre que possível, reduzir o tamanho das lesões. “Após avaliação clínica e exames específicos, definimos as prioridades terapêuticas em conjunto com o paciente e sua família. Em algumas situações, optamos por acompanhamento clínico, em outras, utilizamos terapias medicamentosas, intervenções percutâneas ou procedimentos endovasculares, dependendo do tipo, da localização e da gravidade das anomalias”, finaliza a médica.

É fundamental que esses pacientes sejam acompanhados por equipes multidisciplinares com profissionais especializados no diagnóstico e tratamento das anomalias vasculares.

A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular para toda a população. Para outras informações acesse o site e siga as redes sociais da Sociedade (Facebook e Instagram).

 

Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV-SP, entidade www.sbacvsp.com.br


Câncer de mama atinge mais de 73 mil mulheres por ano no Brasil, segundo INCA

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Clínica Censo reforça a importância da mamografia e do ultrassom na prevenção e no diagnóstico precoce da doença

 

O câncer de mama é o tipo de tumor mais incidente entre as mulheres no Brasil, com estimativas alarmantes. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o país registra cerca de 73.610 novos casos por ano no triênio 2023-2025. Isso representa uma taxa de 41,89 diagnósticos para cada 100 mil brasileiras. Diante dos números, especialistas reforçam que o diagnóstico precoce é uma das principais estratégias para reduzir a mortalidade pela doença. 

A mamografia é o principal exame de rastreamento do câncer de mama. O Ministério da Saúde recomenda que mulheres de 50 a 69 anos realizem o exame a cada dois anos. Já a Sociedade Brasileira de Mastologia indica a mamografia anual a partir dos 40 anos, especialmente quando há histórico familiar. O ultrassom das mamas, por sua vez, é um exame complementar que pode ajudar a esclarecer achados da mamografia ou investigar nódulos em mulheres mais jovens. 

Na Clínica Censo, em Parauapebas (PA), a campanha de conscientização se intensifica durante o mês de maio. “O nosso compromisso é ampliar o acesso à informação e aos exames de forma humanizada e acolhedora. Sabemos que muitas mulheres deixam de se cuidar por falta de tempo ou medo, e é por isso que falamos com frequência sobre campanhas e promoções. São estratégias que ajudam a alcançar mais pessoas e salvar vidas”, pois entendemos que a mulher é o pilar e essência na família e na sociedade, disse o diretor da unidade, Paulo Czrnhak.

 

O alerta também é para os homens 

Apesar de ser mais comum entre mulheres, o câncer de mama também pode acometer homens, embora represente apenas 1% dos casos. Por isso, qualquer alteração suspeita, como caroços ou secreções, deve ser investigada, independentemente do gênero. O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de cura, permitindo tratamentos menos invasivos e com melhores resultados. 

“O mais importante é lembrar que o cuidado com a saúde deve ser uma rotina. Exames como a mamografia e o ultrassom são rápidos, seguros e fazem a diferença. Aqui na Clínica Censo, incentivamos que esse cuidado comece o quanto antes, com atenção especial ao histórico familiar e ao acompanhamento médico regular”, conclui Czrnhak.


Neste Dias das Mães, vamos cuidar de quem cuida

Neste 10 de maio, Dia das Mães, é dia de celebrar a força, o amor e a dedicação incondicional de mulheres extraordinárias, manifestando o compromisso contínuo com a saúde integral em todas as fases de suas vidas. 

Desde a juventude, quando os primeiros ciclos menstruais marcam o início da jornada reprodutiva, passando pela experiência da maternidade, até a maturidade, transformações hormonais e características individuais trazem necessidades de cuidados específicos. 

A saúde da mulher exige atenção constante e especializada, explica o Dr. Alexandre Rossi, médico ginecologista e obstetra, responsável pelo ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros e médico colaborador de Ginecologia da Faculdade de Medicina da USP. 

“Muito além dos cuidados pré-natais, parto e doenças sexualmente transmissíveis, os cuidados com a saúde da mulher seguem ao longo da vida e incluem o rastreamento de cânceres ginecológicos e de mama e o acompanhamento do climatério e da menopausa”. 

Cada faixa etária apresenta suas demandas e desafios. A mulher madura merece atenção para manter a qualidade de vida e prevenir doenças associadas ao envelhecimento. Confira abaixo os principais cuidados de acordo com cada faixa etária:

 

Idade Adulta 

·Saúde reprodutiva: acompanhamento ginecológico regular, incluindo exames preventivos como papanicolau e mamografia

·Planejamento familiar: opções de métodos contraceptivos e planejamento de gravidez

·Saúde sexual: prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e educação sexual

 

Pré-menopausa (Climatério) 

·Doenças cardíacas: de olho em fatores de risco e medidas para prevenir as principais doenças relacionadas

·Câncer de mama: autoexame e exames de imagem

·Saúde mental: foco no alívio do estresse e diagnóstico precoce de distúrbios de ansiedade e depressão

 

Menopausa 

·Mudanças hormonais: compreender as alterações e efeitos no corpo

·Terapia hormonal: alívio dos sintomas da menopausa, sempre que houver indicação

·Saúde óssea: prevenção da osteoporose e outras doenças

·Saúde cardiovascular: manutenção da saúde cardiovascular redobrada nesta fase

·Saúde mental: suporte para lidar com os desafios emocionais 

“É importante manter as consultas médicas regulares, a realização de exames preventivos e os hábitos de vida saudáveis ao longo de todas estas etapas, promovendo assim longevidade com qualidade”, orienta o Dr. Alexandre. 

Neste Dia das Mães, vamos cuidar de quem sempre cuidou da gente e de todos em sua volta. Feliz Dia das Mães a todas as nossas pacientes e mães, com um dia seja repleto de amor e saúde.

 

Testosterona para mulheres: especialistas alertam para uso inadequado e riscos à saúde


A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) em conjunto com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e Departamento de Cardiologia da Mulher da Sociedade Brasileira de Cardiologia (DCM –SBC), divulgam nota de alerta sobre os riscos e limitações quanto ao uso de testosterona em mulheres. Acesse a nota na íntegra aqui. 

“Só há indicação médica respaldada por evidências para prescrição de testosterona em situações muito específicas, como o tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo em mulheres na pós-menopausa e, mesmo assim, somente depois de avaliarmos e descartarmos outras causas para essa condição. Não existe indicação isenta de riscos para uso de testosterona com fins estéticos, aumento de massa muscular, emagrecimento ou rejuvenescimento. Toda mulher deve procurar um médico qualificado antes de iniciar qualquer terapia hormonal”, alerta a presidente da FEBRASGO, Dra. Maria Celeste Osorio Wender.

 

Quando a testosterona é realmente indicada?

De acordo com as diretrizes internacionais e nacionais, a testosterona só deve ser utilizada em mulheres após a menopausa para o tratamento do transtorno do desejo sexual hipoativo e, obrigatoriamente, após uma avaliação completa para descartar outros fatores, como alterações hormonais (por exemplo, redução do estrogênio- que deve ser tratada antes), depressão, efeitos colaterais de medicamentos, problemas de relacionamento e questões emocionais. 

As entidades que assinam a Nota esclarecem que NÃO existe recomendação para o uso de testosterona nas seguintes situações: 

·        Ganho de massa muscular;

·        Emagrecimento;

·        Rejuvenescimento;

·        Melhora de disposição ou energia;

·        Prevenção de doenças cardiovasculares;

·   Testosterona também NÃO deve ser usada para “regular hormônios” na menopausa. 

Ainda, o uso de implantes subcutâneos manipulados de testosterona é desaconselhado, pois não têm aprovação da Anvisa, apresentam doses imprevisíveis e são associados a mais riscos de efeitos colaterais. 

A dosagem de testosterona no sangue não é necessária na investigação de mulheres com queixa de baixa libido, exceto na suspeita de excesso do hormônio (casos como síndrome dos ovários policísticos ou tumores hormonais). 

“Em tempos de pseudociência e divulgação de tantas notícias falsas, errôneas e com informações pela metade, a FEBRASGO reafirma o seu papel na divulgação e na consolidação da informação científica de qualidade”, comenta Dra. Lia Cruz Vaz da Costa Damásio, Diretora de Defesa e Valorização Profissional da FEBRASGO. 

A NOTA apresenta ainda os principais riscos do uso inadequado de testosterona como excesso de pelos no rosto e corpo, acne, queda de cabelo, alterações no colesterol, problemas hepáticos, risco cardiovascular aumentado, voz mais grossa e características masculinas e dependência psicológica. 

“Nosso compromisso é com a saúde da mulher. É preciso combater os mitos que circulam nas redes sociais e alertar sobre os reais riscos do uso indiscriminado de testosterona. Mais do que prometer resultados rápidos, nosso objetivo é garantir qualidade de vida, com segurança e rigor científico”, finaliza a presidente da FEBRASGO.


Uso de testosterona em mulheres: entre benefícios pontuais e riscos preocupantes


Envato

Especialistas alertam para o uso indiscriminado do hormônio, que pode causar efeitos colaterais graves e não é aprovado para uso feminino no Brasil


O uso de testosterona em mulheres, especialmente na menopausa, tem ganhado destaque como possível solução para sintomas como baixa libido e fadiga. No entanto, especialistas alertam para os riscos associados a essa prática, que no Brasil não possui aprovação regulatória para uso feminino e é considerada off-label.

Alexandra Ongaratto, médica especializada em ginecologia endócrina e climatério e Diretora Técnica do Instituto GRIS, o primeiro Centro Clínico Ginecológico do Brasil, destaca que, embora a testosterona tenha um papel importante na saúde feminina, seu uso deve ser criterioso. "A testosterona influencia o desejo sexual, o humor e a energia nas mulheres. No entanto, a reposição hormonal com esse hormônio deve ser indicada apenas em casos específicos, como o transtorno do desejo sexual hipoativo (TDSH), e sempre sob supervisão médica", explica.


Situação no Brasil

No Brasil, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) enfatiza que não existem formulações de testosterona aprovadas para mulheres, e o uso de produtos destinados ao público masculino pode levar a efeitos adversos significativos, como engrossamento da voz, aumento de pelos corporais, acne e riscos cardiovasculares.

Além disso, a médica ressalta que a dosagem de testosterona em mulheres é complexa e muitas vezes imprecisa, tendo em vista que “os testes disponíveis não são sensíveis o suficiente para medir com precisão os níveis de testosterona nas mulheres, o que dificulta o diagnóstico e o acompanhamento adequado", cita.

A crescente popularidade do uso de testosterona entre mulheres, muitas vezes impulsionada por influenciadoras digitais e clínicas de estética, preocupa os profissionais de saúde. O uso indiscriminado do hormônio, sem indicação médica adequada, pode levar a consequências graves e irreversíveis.

A médica reforça a importância de buscar alternativas seguras e eficazes para lidar com os sintomas da menopausa. "Antes de considerar a reposição com testosterona, é fundamental explorar outras opções, como mudanças no estilo de vida, terapia cognitivo-comportamental e, quando apropriado, a terapia hormonal convencional. Cada caso deve ser avaliado individualmente, sempre com orientação médica", afirma Alexandra.

Em resumo, embora a testosterona possa oferecer benefícios em casos específicos, seu uso deve ser cuidadosamente avaliado e monitorado, evitando riscos desnecessários à saúde das mulheres.

 

Instituto GRIS


Higienização das mãos e uso consciente de luvas: práticas simples que salvam vidas


Com Dia Mundial da Higienização das Mãos, celebrado em 5 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz um alerta para a conscientização sobre essa conduta que segue sendo essencial nas práticas de assistência à saúde. Lavar as mãos corretamente e fazer uso responsável das luvas são atitudes fundamentais para garantir a segurança de pacientes e profissionais de saúde. 

Para a infectologista Dra. Michelle Zicker, do São Cristóvão Saúde, a higienização das mãos é reconhecida mundialmente como a medida mais simples, eficaz e acessível na prevenção de infecções relacionadas à assistência à saúde. “As mãos são as principais ferramentas de atuação dos profissionais de saúde, pois é por meio delas que eles executam suas atividades. A segurança dos pacientes depende, portanto, da frequente higienização das mãos”, afirma a médica.

 

Uso consciente de luvas: menos é mais

Um dos pontos de destaque da campanha deste ano da Organização Mundial da Saúde (OMS) é o uso racional de luvas em procedimentos assistenciais. Embora sejam essenciais em diversos contextos, as luvas descartáveis não substituem a higienização das mãos — e seu uso inadequado pode gerar uma falsa sensação de segurança. 

“Luvas contaminam tanto quanto as mãos descobertas, devendo ser descartadas após o contato com o paciente e as mãos higienizadas imediatamente. O uso excessivo não protege melhor e ainda contribui para o aumento significativo de resíduos hospitalares”, destaca a infectologista. Segundo a OMS, hospitais universitários chegam a produzir mais de 1.600 toneladas de resíduos por ano, com aumento anual de até 3%, impulsionado especialmente desde a pandemia de COVID-19. 

A campanha global da OMS — que em 2025 completa 17 anos — reforça que, independentemente do uso de luvas, a higienização das mãos nos momentos adequados e com a técnica correta é a medida mais importante para evitar a transmissão de microrganismos e, consequentemente, proteger pacientes e profissionais de saúde.   

Os 5 Momentos para Higienização das Mãos, conforme protocolo internacional que orienta os profissionais sobre quando higienizar as mãos durante o cuidado ao paciente são:

  1. Antes de tocar o paciente
  2. Antes de realizar procedimento limpo/asséptico
  3. Após o risco de exposição a fluidos corporais
  4. Após tocar o paciente
  5. Após tocar superfícies próximas ao paciente

Além disso, a organização destaca que, até 2026, o monitoramento da adesão à higienização das mãos deverá ser um indicador nacional obrigatório para os hospitais. Atualmente, apenas 68% dos países adotam essa prática. 

Durante a assistência à saúde, é recomendado que a higienização das mãos seja feita preferencialmente com a preparação alcóolica (álcool em gel, por exemplo), sempre que as mãos estiverem visivelmente limpas. Quando houver sujeira ou impureza visível, devemos lavá-las com água e sabão e utilizar o papel toalha para secar. A técnica correta de higienização das mãos inclui a fricção das palmas, do dorso e da região entre os dedos, sem esquecer das pontas e das unhas.

 

Grupo São Cristóvão Saúde

Ambientes de trabalho ainda precisam evoluir no cuidado com gestantes, alertam especialistas

Especialista em saúde ocupacional defende medidas mais humanas e estruturadas para proteger o bem-estar de colaboradoras grávidas e promover uma cultura organizacional de cuidado


Com a chegada do Dia das Mães, celebrado anualmente no segundo domingo de maio, cresce a reflexão sobre o papel da sociedade e especialmente das empresas, no cuidado com as mulheres que enfrentam a jornada da gestação. Para além das homenagens, o momento é propício para discutir a importância de ambientes corporativos mais empáticos, estruturados e preparados para acolher as demandas físicas e emocionais das gestantes.

Segundo o médico Marco Aurélio Bussacarini, especialista em Medicina Ocupacional e com vasta experiência na gestão de saúde corporativa, o cuidado com as colaboradoras grávidas deve ir muito além do cumprimento da legislação trabalhista. “Estamos falando de responsabilidade social, de compromisso com a vida. A gestação é um período de intensas transformações e exige um ambiente sensível, que atue de forma preventiva e acolhedora”, afirma. Uma das primeiras recomendações do especialista para garantir um ambiente corporativo seguro durante a gravidez é a realização de avaliações médicas periódicas, que considerem tanto as condições físicas quanto emocionais da gestante. De acordo com Bussacarini, cada gestação é única e deve ser acompanhada individualmente, com foco nos riscos ocupacionais específicos de cada função.

Aspectos como ergonomia, exposição a agentes nocivos e a exigência de longos períodos em pé ou sentada devem ser reavaliados com atenção. “Uma boa prática é adaptar o posto de trabalho com o apoio de um profissional de saúde ocupacional. Pequenas mudanças, como o ajuste da cadeira ou a realocação temporária para uma função administrativa, podem ter grande impacto na saúde da mãe e do bebê”, destaca.

Além dos cuidados físicos, o apoio emocional precisa ser estruturado dentro das políticas internas da empresa. Ambientes empáticos, onde a escuta ativa e o acolhimento são valorizados, promovem segurança psicológica, sentimento de pertencimento e, principalmente, ajudam a reduzir quadros de ansiedade e estresse durante a gestação. “Promover rodas de conversa, oferecer apoio psicológico e manter um canal de diálogo aberto com a gestante são ações simples, mas com potencial transformador”, completa o médico.

Outro ponto importante é a flexibilização da jornada de trabalho em casos clínicos específicos ou que envolvam complicações na gestação. O especialista afirma que a rigidez nos horários e rotinas pode agravar o quadro de saúde de muitas mulheres e provocar afastamentos que seriam evitáveis com uma abordagem mais flexível e humana.

Para que todas essas medidas sejam eficazes, no entanto, é necessário investir também na capacitação de lideranças e gestores. A forma como os líderes se comunicam com as gestantes, acolhem suas demandas e respondem a situações como ausências médicas, licença maternidade e retorno ao trabalho, faz toda a diferença. “A confiança é a base. Quando a gestante sente que pode expressar suas necessidades sem medo de julgamentos ou represálias, o vínculo com a empresa se fortalece. Isso é cultura de cuidado”, reforça.

Embora o cuidado com gestantes no ambiente de trabalho seja, antes de tudo, uma questão ética e humana, há também um lado estratégico. Estudos apontam que empresas que adotam práticas mais empáticas e inclusivas observam melhorias significativas no engajamento das equipes, redução nos índices de afastamento e aumento da produtividade. “Empresas que entendem que a saúde da mulher gestante exige cuidado contínuo colhem benefícios tangíveis no clima organizacional e na reputação como empregadora”, conclui o especialista. O Dia das Mães, neste contexto, pode servir como um chamado à ação para o mundo corporativo. Muito além de flores e mensagens comemorativas, é hora de olhar com mais atenção para as condições reais de trabalho das mulheres que geram vidas enquanto seguem contribuindo com seus talentos e competências.

Criar ambientes que respeitem e apoie a maternidade não é apenas uma escolha acertada, é uma necessidade urgente para construir um mercado de trabalho mais justo, saudável e igualitário para todas. 



Dr. Marco Aurélio Bussacarini - Graduado em Medicina pela UNICAMP e especialista em Medicina Ocupacional pela USP, Marco Aurélio Bussacarini é médico, empreendedor e especialista em administração hospitalar e gestão de empresas, com um histórico robusto tanto no setor público quanto privado. Sua carreira inclui experiências significativas como gestor de saúde no Ministério da Saúde e liderança em várias iniciativas no setor privado, incluindo a fundação e direção de cooperativas médicas e de crédito. Ele é fundador e CEO da Aventus Ocupacional.

Aventus Ocupacional


Trombofilias podem estar relacionadas ao aborto precoce


·         Exames que diagnosticam trombofilias devem ser solicitados diante de algumas situações clínicas 

·         A trombofilia não tem cura, mas tem controle e tratamento 

·         Anticoncepcional é uma das principais causas da trombofilia? A especialista responde 

                                                             #CBGO2025

 

Na gestação, a trombofilia aumenta o risco de complicações para a mãe e o bebê, incluindo trombose, aborto, restrição de crescimento fetal e parto prematuro. Trombofilia é uma condição em que a pessoa tem mais chance de formar coágulos no sangue. Esses coágulos podem causar problemas como trombose (quando o sangue entope uma veia) ou embolia pulmonar (quando um coágulo vai parar no pulmão). 

Existem diferentes tipos de trombofilias, as chamadas de hereditárias, que são decorrentes de mutações genéticas. “Não são doenças que aparecem ao longo da vida, mas são doenças que estão no gene das pessoas. Temos também as trombofilias adquiridas, que não são ligadas às alterações genéticas, mas a um fator desencadeante, uma predisposição e algum gatilho, que pode ser uma infecção, uso de medicamento, como um quimioterápico”, explica a Dra. Evelyn Traina, palestrante do 62º CBGO - Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia, que acontece entre os dias 14 e 17 de maio, no Riocentro, RJ. Nas trombofilias adquiridas aparecem autoanticorpos que se ligam à superfície, no endotélio, e predispõem ao risco de trombose. 

Gravidez – O ideal é que o diagnóstico da trombofilia seja feito antes da gestação, porém, os exames diagnósticos não são indicados a todas às mulheres que se encontram em idade reprodutiva. “É muito importante ressaltar que os exames que diagnosticam trombofilias não fazem parte de um rastreamento pré-concepcional, mas, sim, devem ser solicitados diante de algumas situações clínicas, como trombose recorrente, perdas fetais (mais do que três perdas gestacionais precoces) e pré-eclâmpsia precoce”, enfatiza a especialista da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). 

Os exames para diagnosticar trombofilias devem ser realizadas, preferencialmente, antes da mulher engravidar. São exames de sangue, dosagem de anticorpos, entre eles anticardiolipina, lúpus anticoagulante e beta-2-glicoproteína-1. 

Tratamento - O tratamento da doença trombofílica é com anticoagulante. Na gestação, a medicação usada é a heparina de baixo peso molecular. A Síndrome do Anticorpo Antifosfolípide (SAF), que é uma trombofilia adquirida, geralmente é tratada com heparina de baixo peso molecular mais o ácido acetil salicílico. A trombofilia não tem cura, mas é uma doença que tem controle e tratamento. 

“A recomendação para a mulher de trombofilia na gestação é que ela faça o acompanhamento pós-parto, porque no pós-parto ainda há risco de trombose. O tratamento da trombofilia não visa apenas evitar as intercorrências obstétricas, mas, também, a trombose materna, principalmente nos primeiros 40 dias pós-parto”, orienta Dra. Evelyn Traina. 

Abaixo, a especialista da FEBRASGO comenta os mitos sobre trombofilia: 

·         Anticoncepcional é uma das principais causas da trombofilia?

Dra. Evelyn Traina - Não, anticoncepcional não causa trombofilia. O fato é que mulheres com algum tipo de trombofilia tem restrição a alguns tipos de anticoncepcionais.  Mas o anticoncepcional em si ele não causa a doença. 

·         Posso ter trombofilia na primeira gestação e na segunda não?

Dra. Evelyn Traina - Geralmente isso não acontece. Uma vez que a pessoa tem trombofilia ela deve ser tratada sempre. O que acontece é que ela pode ter um acometimento maior ou menor em uma gravidez e em outra não. Isso depende de uma série de situações, inclusive do tratamento. 

·         Trombofilia na gestação pode causar atraso intelectual no feto?

Dra. Evelyn Traina - Trombofilia não causa atraso intelectual no feto e nem é causa de doença cromossômica, cardíaca, atraso intelectual. 

·         Trombofilia impede que o parto seja normal?

Dra. Evelyn Traina – A trombofilia não impede que o parto seja normal, mas se a paciente estiver tomando anticoagulante, ela vai precisará ter um parto programado. Isso pode incluir uma indução programada do parto, mas a doença em si não impede que o parto seja normal.

  

62º CBGO

Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

https://cbgo2025.com.br/

#CBGO2025

Data: 14 a 17 de maio de 2025

Local: Riocentro - Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ



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