Com Dia Mundial da Higienização das Mãos, celebrado em 5 de maio, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz um alerta para a conscientização sobre essa conduta que segue sendo essencial nas práticas de assistência à saúde. Lavar as mãos corretamente e fazer uso responsável das luvas são atitudes fundamentais para garantir a segurança de pacientes e profissionais de saúde.
Para a infectologista Dra. Michelle Zicker, do São
Cristóvão Saúde, a higienização das mãos é reconhecida mundialmente como a
medida mais simples, eficaz e acessível na prevenção de infecções relacionadas
à assistência à saúde. “As mãos são as principais ferramentas de atuação dos
profissionais de saúde, pois é por meio delas que eles executam suas
atividades. A segurança dos pacientes depende, portanto, da frequente
higienização das mãos”, afirma a médica.
Uso consciente de luvas: menos
é mais
Um dos pontos de destaque da campanha deste ano da Organização Mundial da Saúde (OMS) é o uso racional de luvas em procedimentos assistenciais. Embora sejam essenciais em diversos contextos, as luvas descartáveis não substituem a higienização das mãos — e seu uso inadequado pode gerar uma falsa sensação de segurança.
“Luvas contaminam tanto quanto as mãos descobertas, devendo ser descartadas após o contato com o paciente e as mãos higienizadas imediatamente. O uso excessivo não protege melhor e ainda contribui para o aumento significativo de resíduos hospitalares”, destaca a infectologista. Segundo a OMS, hospitais universitários chegam a produzir mais de 1.600 toneladas de resíduos por ano, com aumento anual de até 3%, impulsionado especialmente desde a pandemia de COVID-19.
A campanha global da OMS — que em 2025 completa 17 anos — reforça que, independentemente do uso de luvas, a higienização das mãos nos momentos adequados e com a técnica correta é a medida mais importante para evitar a transmissão de microrganismos e, consequentemente, proteger pacientes e profissionais de saúde.
Os 5 Momentos para Higienização das Mãos, conforme
protocolo internacional que orienta os profissionais sobre quando higienizar as
mãos durante o cuidado ao paciente são:
- Antes
de tocar o paciente
- Antes
de realizar procedimento limpo/asséptico
- Após
o risco de exposição a fluidos corporais
- Após
tocar o paciente
- Após
tocar superfícies próximas ao paciente
Além disso, a organização destaca que, até 2026, o monitoramento da adesão à higienização das mãos deverá ser um indicador nacional obrigatório para os hospitais. Atualmente, apenas 68% dos países adotam essa prática.
Durante a assistência à saúde, é recomendado que a
higienização das mãos seja feita preferencialmente com a preparação alcóolica
(álcool em gel, por exemplo), sempre que as mãos estiverem visivelmente limpas.
Quando houver sujeira ou impureza visível, devemos lavá-las com água e sabão e
utilizar o papel toalha para secar. A técnica correta de higienização das mãos
inclui a fricção das palmas, do dorso e da região entre os dedos, sem esquecer
das pontas e das unhas.
Grupo São Cristóvão Saúde
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