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quarta-feira, 7 de maio de 2025

Quem pode pedir medida protetiva? Saiba o que fazer quando a violência doméstica bate à porta

Jurista do CEUB explica como funcionam os pedidos, prazos e efeitos das medidas protetivas de urgência previstas na Lei Maria da Penha

 

As medidas protetivas de urgência são um dos principais instrumentos legais de combate à violência doméstica e familiar no Brasil. Previstas na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), elas podem ser solicitadas sempre que a integridade física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial da vítima estiver em risco. Embora fundamentais, ainda geram dúvidas sobre quando e como podem ser aplicadas. Victor Quintiere, professor de Direito do Centro Universitário de Brasília (CEUB), esclarece que se trata de decisões judiciais com caráter emergencial, destinadas a interromper ciclos de violência e garantir a segurança imediata da vítima. 

De acordo com o professor, a solicitação da medida pode partir da própria vítima, de seu advogado ou de qualquer terceiro, além do Ministério Público ou da autoridade policial. “O relato da vítima, por si só, é suficiente para que a medida seja analisada pelo Judiciário. Não é exigido boletim de ocorrência, inquérito ou ação penal. Esse entendimento segue o que já foi consolidado pelo STF e pelo STJ, que reconhecem o caráter preventivo e protetivo da legislação”, afirma o jurista. 

De acordo com Quintiere, a lei determina que o pedido deve ser analisado em até 48 horas. Embora a autoridade policial possa sugerir providências, apenas o juiz tem competência para conceder a medida. “E uma vez concedida, ela não tem prazo de validade fixo: permanece ativa enquanto houver risco para a vítima, podendo ser prorrogada, alterada ou revogada a qualquer momento”, completa. 

Entre as providências, estão o afastamento do agressor do lar, seu desarmamento e a proibição de qualquer tipo de contato com a vítima, inclusive por mensagens, redes sociais ou menções públicas. “A violação dessas determinações é considerada crime e pode levar à decretação da prisão preventiva. A pena, nesses casos, varia de dois a cinco anos de reclusão”. A medida tem validade em todo o território nacional e se a vítima mudar de cidade ou estado, deve comunicar o novo endereço ao juízo responsável para garantir a continuidade da proteção.

 

Desistências e erros comuns

A vítima pode desistir da medida, porém a renúncia precisa ser formalizada em audiência, com a presença do juiz, para garantir que a decisão foi tomada de forma livre e consciente. “Isso evita pressões externas e assegura que a vontade da vítima seja respeitada”, afirma o docente do CEUB. Ele acrescenta que as medidas protetivas não se restringem a relações conjugais, podendo ser aplicadas em contextos familiares e afetivos diversos, como entre pais e filhos, irmãos, desde que haja relação de convivência e situação de vulnerabilidade.  

Entre os erros mais comuns que comprometem a efetividade das medidas, o jurista cita a retomada de contato com o agressor, a omissão diante de novas ameaças ou violações, o não comparecimento a audiências e a falha na comunicação de mudança de domicílio ao tribunal. “As medidas protetivas representam um avanço importante no enfrentamento da violência doméstica. No entanto, sua eficácia depende também da postura proativa da vítima e da continuidade da rede de apoio e proteção”, conclui o professor.

 

Dia das Mães e o direito das mulheres no trabalho

Com a proximidade do Dia das Mães, vem à tona uma questão recorrente em nossa sociedade: como anda o ambiente de trabalho para as mulheres que são mães?

 

No nosso país, as mães trabalhadoras contam com uma série de direitos previstos na lei, como na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e na Constituição Federal (CF). O mais famoso, entretanto, é a estabilidade gestante, que garante o emprego da mãe desde a data da confirmação da gravidez até cinco meses após o parto. Ele é acompanhado da licença-maternidade, que é de 120 dias - podendo ser prorrogada por mais 60 dias pelas empresas que integram o programa Empresa Cidadã, que dá incentivos a empresas que ampliam os períodos de licença-maternidade.

Lógico que, pelo advento do dia dedicado a homenagear aquela que nos trouxe ao mundo, o carinho e a atenção à mulher que se candidata à missão da maternidade ficam mais pujante no nosso coração; contudo, não é o que fazemos no Dia das Mães que faz a diferença, mas sim o que fazemos em todos os demais dias. Todo dia é dia para fortalecer os direitos das mulheres no mercado de trabalho, e o direito do trabalho não se furta a essa missão.

Estudos indicam que quase metade das mulheres que tiram licença-maternidade são desligadas do trabalho em até dois anos após o retorno, muitas vezes por iniciativa do empregador. Ainda: muitas mulheres veem que suas condições de “mãe” interrompem ou atrasam o progresso da carreira. Frequentemente, o fato de a mulher ser mãe é enxergado como desvantagem pelos recrutadores.

As empresas podem promover um ambiente mais acolhedor e inclusivo para essas mulheres adotando políticas que reconheçam e respeitem as demandas da maternidade. Oferecendo, por exemplo, suporte psicológico, flexibilização da jornada de trabalho e até mesmo uma capacitação para aquelas que acabam de retornar de uma gestação.

Há empresas de grande porte que, além de garantirem períodos mais longos de afastamento durante o processo gestacional, criam condições para que a mulher possa se reinserir no trabalho sem que tenha que deixar completamente a missão materna, disponibilizando creches e espaços para amamentação.

É preciso compreender que a maternidade não é algo que deve afastar a mulher do ambiente de trabalho. O afastamento a partir de determinado ponto da gestação é necessário, mas, quando de seu termo, receber e incentivar a mulher a retomar sua produtividade é lhe garantir valor social e importância.

Felizmente, vemos avanços na legislação recente no que diz respeito à equidade de gênero no trabalho. Exemplo disso é a Lei nº 14.611/2023, que dispôs sobre a igualdade salarial e de critérios remuneratórios entre mulheres e homens, alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). E, para proteger aquele que assume a missão da maternidade por um chamado do coração, temos visto também que os institutos estabilitários voltados à gestante vêm sendo estendidos a casais homoafetivos, assim como a genitores “solo” que optam por dar abrigo definitivo a uma criança.

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, em 2024, adotou ações para valorizar as mães e gestantes que atuam no serviço público federal: entre elas, estão o reajuste do “auxílio-creche”, a implantação de salas de amamentação e a regulamentação do adicional ocupacional pelo período de até dois anos às servidoras lactantes.

Finalmente, há projetos em andamento, dirigidos à ampliação dos direitos maternos. Destacam-se iniciativas voltadas às chamadas “mães solo” e àquelas que cuidam de filhos com deficiências ou condições que exijam atenção especial: neles, há a previsão de jornadas flexíveis de trabalho, incentivos para empresas que contratarem mães nessas condições e benefícios financeiros, medidas que, certamente, fazem muita diferença e são muito bem-vindas.

Se os antigos diziam que gravidez não é doença, a reflexão que fica nessa data é a de que maternidade é alegria, e não mazela; mas, sem a proteção do legislador, pode se tornar um fardo desnecessariamente pesado. Cumpre à sociedade olhar para si mesmo e, entendendo sua origem, lutar pela proteção à maternidade: sem a sua mãe, certamente você não estaria onde está hoje.

 

Arthur Felipe Martins - advogado, especialista em direito e processo do trabalho e direito acidentário, mestrando em direito do trabalho pela PUC-SP e professor em cursos jurídicos voltados ao direito do trabalho e correlações com o direito previdenciário.


Dia das Mães: conheça os direitos trabalhistas além da licença-maternidade

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Licença, estabilidade, exames e creche. Professor de Direito do Trabalho explica o que toda mãe precisa saber sobre seus direitos trabalhistas


Você sabia que mães têm direito a faltar ao trabalho para levar o filho ao médico ou amamentar durante o expediente? Além da licença-maternidade, a lei garante uma série de proteções trabalhistas. No Dia das Mães, o professor de Direito do Trabalho Giovanni Cesar relembra os principais direitos das trabalhadoras e responde às dúvidas mais comuns sobre estabilidade, consultas médicas, auxílio-creche e muito mais.


  1. Licença-maternidade é só o começo

O direito mais conhecido é o da licença-maternidade. Previsto em lei, ele garante à gestante, adotante ou mãe com guarda o afastamento remunerado do trabalho para se dedicar aos cuidados com o bebê. O período é de 120 dias e pode ser estendido para 180 em empresas que participam do programa Empresa Cidadã.


  1. Estabilidade no emprego durante a gravidez

Desde a confirmação da gestação até cinco meses após o parto, a trabalhadora tem estabilidade no emprego. Isso significa que não pode ser demitida sem justa causa nesse período. “Essa proteção assegura a tranquilidade emocional e financeira da mãe, além de evitar demissões por discriminação”, afirma Giovanni.


  1. Faltas para exames e consultas

A gestante tem direito a se ausentar do trabalho, sem desconto no salário, para realizar exames e consultas do pré-natal. “A lei garante pelo menos seis consultas médicas, mas, na prática, pode haver mais, conforme a necessidade. Basta avisar a empresa e apresentar a comprovação”, explica o professor.


  1. Amamentação no expediente

Após o nascimento, a mãe tem direito a dois intervalos de 30 minutos por dia, durante a jornada de trabalho, para amamentar o bebê até que ele complete seis meses. Em casos de guarda ou adoção, o direito também é mantido.


  1. Auxílio-creche obrigatório em algumas empresas

Empresas com mais de 30 funcionárias (com mais de 16 anos) devem oferecer auxílio-creche. O benefício garante apoio para que mães e pais possam trabalhar com mais tranquilidade. “Mesmo não sendo obrigatório no setor público, o auxílio pode ser oferecido de forma voluntária ou prevista em convenções coletivas”, explica Giovanni.


  1. Falta para levar o filho ao médico

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) também garante uma falta justificada por ano para que a mãe ou o pai leve o filho de até seis anos a uma consulta médica. Esse direito pode ser ampliado conforme a convenção coletiva da categoria.


  1. Gravidez durante o período de experiência

Giovanni lembra que até mesmo mulheres contratadas em regime de experiência tem estabilidade garantida. Se a gestação for confirmada durante esse período, a empresa não pode encerrar o contrato sem justa causa. E, mesmo que a gravidez só seja descoberta após o fim do vínculo, ainda assim a mulher pode ter direito à reintegração.


Depois dos 40: A inclusão etária como alavanca estratégica para os negócios

A longevidade no mercado de trabalho não é mais uma tendência futura – é uma realidade presente. De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), estima-se que, até 2040, aproximadamente 57% da força de trabalho brasileira terá mais de 45 anos. Ocorre que, na contramão desse movimento, segundo a pesquisa “Mitos e realidades da diversidade geracional nas empresas”, realizada pela PwC Brasil e pela FGV EAESP, 72% dos gestores de grandes empresas priorizam a contratação de profissionais com menos de 40 anos.

Esse cenário desafia as organizações a reavaliarem seus modelos de contratação e retenção, considerando que a diversidade geracional pode ser uma poderosa aliada na construção de ambientes mais inovadores e produtivos. É aí que entra a pauta de valorização de profissionais que passaram da casa dos 40 anos.  

E o que realmente diferencia esses profissionais dos mais jovens? Além da experiência técnica consolidada, eles carregam resiliência, visão estratégica e maturidade emocional, competências fundamentais para a tomada de decisões assertivas. Além disso, os 40+  atuam naturalmente como mentores, promovendo uma troca de conhecimento enriquecedora com as novas gerações. Empresas que reconhecem esse potencial não apenas fortalecem sua cultura organizacional, mas também se tornam mais competitivas diante de um mercado em constante transformação.

Nesse sentido, a contratação de talentos acima dos 40, além de ser uma questão inclusiva, se apresenta como uma verdadeira estratégia de negócios. Em um cenário econômico cada vez mais dinâmico, as empresas devem olhar para esse público não apenas como um segmento a ser desenvolvido no mercado de trabalho, mas como um diferencial competitivo que agrega repertório, diversidade e, sobretudo, um olhar mais “old school” para o mundo corporativo.

Iniciativas que promovem a inclusão de talentos 40+ dentro das organizações não apenas preenchem parâmetros éticos, como também contribuem diretamente para a diversidade de pensamento e de ação. Estudos indicam que equipes compostas por colaboradores de diferentes idades têm maior capacidade de adaptação e inovação. Quando há espaço para a colaboração entre profissionais de distintas gerações, o resultado é um ambiente de trabalho mais equilibrado e soluções mais criativas e eficazes.

À medida que a população brasileira envelhece, as organizações precisam compreender que a contratação e a valorização de pessoas com mais de 40 anos não é apenas uma medida de responsabilidade social. Para as empresas que buscam prosperar em um cenário competitivo e cada vez mais globalizado, a inclusão de profissionais mais experientes é um passo essencial para a construção de um futuro mais resiliente.

Investir na formação, atração e retenção de talentos com mais de 40 anos é uma forma de preparar as organizações para os desafios que estão por vir. Essa abordagem contribui para a construção de uma cultura organizacional mais forte, onde a diversidade não é vista como uma tendência passageira ou mero modismo, mas como um pilar fundamental para o sucesso no longo prazo.

A inclusão etária, portanto, vai além de uma pauta de diversidade – trata-se de um diferencial estratégico. Criar políticas e iniciativas que incentivem a valorização dos profissionais 40+ é essencial para que as empresas aproveitem plenamente esse capital humano, impulsionando tanto o desenvolvimento interno quanto a sustentabilidade do negócio a longo prazo.

 

Juliana Cordeiro - gerente de Recursos Humanos da Brasilata

Só um em cada quatro brasileiros tem altas habilidades digitais

Estudo realizado para a elaboração do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf) propôs três atividades aos entrevistados: a compra de um tênis, a inscrição em um evento e a busca por filmes em um serviço de streaming. Veja o resultado

 

Só um em cada quatro brasileiros (23%) de 15 a 64 anos tem altas habilidades digitais, independentemente do seu nível de alfabetismo ou educacional. As dificuldades para lidar com as atividades que envolvem tecnologia aparecem mais entre os que têm mais de 40 anos, mas há problemas até mesmo entre os jovens.

Esses são alguns dos resultados do Indicador de Alfabetismo Funcional (Inaf), divulgado na segunda-feira, 5, realizado pela consultoria Conhecimento Social, pela Ação Educativa e pela Fundação Itaú. É a primeira vez que a pesquisa mediu também o alfabetismo no contexto digital. Com o futuro do trabalho cada vez mais focado numa economia digitalizada, as chamadas competências digitais são consideradas essenciais para o desenvolvimento pleno do cidadão e de um país competitivo.

Foram três atividades propostas aos entrevistados: a compra de um tênis, a inscrição em um evento e a busca por filmes em um serviço de streaming - essa última teve o menor índice de acertos (9%) mesmo entre os que têm nível mais alto de alfabetismo.

A partir de uma conversa fictícia com um amigo no WhatsApp, que dizia querer assistir a um documentário específico, o participante precisava acessar a plataforma de streaming e ler três sinopses para encontrar qual seria a obra sobre a qual estava sendo questionado.

Segundo a diretora da Conhecimento Social e responsável pela pesquisa, Ana Lucia Lima, a dificuldade maior apareceu na hora de escrever uma mensagem de volta ao amigo fictício, explicando os motivos que o levaram a escolher tal documentário. "A construção de um texto argumentativo é uma habilidade de letramento", explica. "A gente queria entender se o digital ajuda ou atrapalha as pessoas a funcionar numa sociedade letrada."

As três tarefas era respondidas em um celular e tinham, cada uma, 14 atividades do mundo digital. Os níveis de habilidades - baixo, médio e alto - foram definidos a partir da quantidade de acertos (ver abaixo).

Se a pessoa conseguisse, por exemplo, acessar os filmes no streaming, mas não explicar de forma compreensível em mensagem de texto a sua escolha, a pesquisa não considerava que ela havia acertado completamente a atividade.

Os outros itens impunham tarefas como preencher dados em cadastros, fazer pagamento, criar senhas com exigências específicas, anexar fotos. Segundo ela, há muitas limitações ainda para se entender os símbolos do mundo digital. "É desafiador para algumas pessoas compreender uma outra linguagem, ícones, memes, é quase um vocabulário novo, como se tivesse aprendendo a ler chinês."


Veja os níveis de habilidades digitais:

Baixo - acerta até 1/3 das atividades propostas no celular: 25% dos brasileiros estão nesse nível

Médio - acerta até 2/3 das atividades propostas no celular: 53% estão nesse nível

Alto - acerta mais de 2/3 das atividades propostas no celular: 23% estão nesse nível

O estudo mostra também que o Brasil tem hoje 29% de analfabetos funcionais, que são aqueles que só conseguem fazer leituras bastante simples de palavras, pequenas frases e números familiares, como o do telefone ou de preços.

Para medir o nível do alfabetismo, os participantes fazem provas escritas sobre questões do cotidiano, tanto relacionadas à linguagem quanto à matemática. Entre os analfabetos funcionais, só 3% têm nível alto de habilidades digitais.

A maior parte da população brasileira se encontra no que o índice chama de alfabetismo elementar (36%); são pessoas que conseguem ler textos de extensão média, selecionando informações e fazendo algumas inferências, mas com vocabulário limitado. Nesse grupo, chama a atenção o fato de 18% estarem no nível alto de habilidades digitais; outros 67% estão no médio, um resultado mais esperado.

"Por alguma razão, o ambiente digital abre possibilidades que algumas pessoas não teriam no mundo analógico e elas têm performance melhor", afirma Ana. Mas há outros 15% que estão no nível mais baixo, o que mostra uma dupla exclusão.

Na população geral, um quarto (25%) está nesse nível inferior e 53% no médio.

O estudo aplicou testes a uma amostra de 2,5 mil pessoas, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025.


Dificuldades entre os mais velhos

Segundo a pesquisa, os mais jovens, de 15 e 29 anos, têm o melhor desempenho no contexto digital, com mais de 30% deles nos níveis altos, independentemente do quanto são alfabetizados. Entre os que têm de 40 a 49 anos, são 17%, e entre 50 e 64 anos, 6%.

A tarefa de selecionar o filme foi a que foi feita com mais facilidade pelos jovens; já os mais velhos se saíram melhor na inscrição a um evento. Ana explica que ainda não há consenso nas pesquisas sobre como definir de forma clara o letramento digital. E que os dados do Inaf vão contribuir com essa discussão.

"Até pouco tempo se dizia que a pessoa tinha um letramento digital, midiático, quando conseguia produzir algo usando a tecnologia, textos, imagens, tabelas. Mas agora vem a inteligência artificial e produz tudo para você. A tecnologia avança muito rápido e esses conceitos não estão consolidados", afirma.

O Inaf foi lançado pela primeira vez em 2001 pelo Ibope e pelo Instituto Paulo Montenegro, quando foi medido pela primeira vez o analfabetismo funcional no Brasil. Na primeira edição, eram 39% de analfabetos funcionais no país. O Inaf havia sido realizado pela última vez em 2018, quando o índice registrado foi o mesmo de 2024, 29%. A pesquisa deste ano foi feita em parceria com a Fundação Roberto Marinho, Instituto Unibanco, Unesco e Unicef.


Estadão Conteúdo
Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/so-um-em-cada-quatro-brasileiros-tem-altas-habilidades-digitais



Como a ambientação de bares e restaurantes influencia o comportamento e o consumo dos clientes

"Não se trata apenas de escolher uma playlist. É preciso considerar o perfil do público e o objetivo do estabelecimento", aponta a especialista

 

Elementos como iluminação, música e disposição dos móveis influenciam diretamente o tempo de permanência dos clientes, o volume de consumo e até mesmo a percepção do serviço. Por todos esses motivos, investir em uma ambientação atraente faz diferença para o empresário.

Para Lidiane Bastos, administradora de empresas e CEO do Grupo Simão, entender esses fatores pode ser um diferencial competitivo para os estabelecimentos que buscam a fidelização e o aumento em seus resultados. “Os consumidores não frequentam um restaurante apenas pela comida. O ambiente faz parte da experiência e pode ser decisivo para decidir retornar ou não, e até mesmo recomendar o local”, afirma.

O impacto da ambientação no comportamento dos clientes tem sido amplamente estudado. “Bares e restaurantes que ajustam fatores ambientais de forma estratégica registram um aumento médio de 20% no consumo e uma permanência 30% maior de pessoas nos estabelecimentos”, afirma Lidiane Bastos.


Iluminação: a chave para criar o clima certo

A iluminação é um dos elementos mais influentes na criação de um ambiente agradável, podendo definir o tom da experiência. “A luz certa pode estimular diferentes comportamentos”, explica Bastos. Ela destaca que uma iluminação mais quente e suave, comum em restaurantes românticos, tende a prolongar o tempo de permanência dos clientes, enquanto uma luz mais intensa, usada em bares descontraídos, pode incentivar o consumo rápido e dinâmico.

Essa percepção é compartilhada por Mislene Lima, especialista em encantamento ao cliente e líder de vendas do Grupo Simão. Segundo ela, a iluminação também afeta a apresentação dos pratos. “Se a luz realça as cores e texturas dos alimentos, os clientes tendem a valorizar mais a refeição, o que impacta positivamente na percepção de qualidade e até mesmo no ticket médio”, afirma.

Outro elemento central na ambientação é a música. Estudos da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, apontam que o tipo e o volume da música podem influenciar diretamente o ritmo de consumo. As mais rápidas tendem a acelerar o tempo de permanência, enquanto as lentas, criam um ambiente relaxante, ideal para jantares longos.

Para Lima, a música precisa ser pensada de forma estratégica. “Não se trata apenas de escolher uma playlist. É preciso considerar o perfil do público e o objetivo do estabelecimento. Se o restaurante busca oferecer uma experiência gastronômica, a música deve complementar o ambiente e não competir com a conversa dos clientes”, explica.


Disposição dos móveis e a circulação no ambiente

A forma como mesas, cadeiras e outros móveis são dispostos também influencia o comportamento dos clientes. Lidiane Bastos explica que a disposição correta pode aumentar a eficiência operacional e o conforto dos clientes. “Um ambiente bem planejado facilita a circulação de funcionários e clientes, melhora o atendimento e evita desconfortos que podem comprometer a experiência”, afirma.

Em estabelecimentos onde o objetivo é promover a interação social, como bares e pubs, a disposição das mesas deve ser mais flexível, permitindo que grupos se acomodem facilmente. Já em restaurantes voltados para uma experiência gastronômica mais intimista, o ideal é que as mesas sejam posicionadas de forma a garantir a privacidade dos clientes.

Além de influenciar o comportamento imediato dos clientes, a ambientação pode ser uma aliada na construção da fidelização. “Quando o cliente associa uma experiência agradável ao ambiente, ele tende a voltar e a indicar o local para amigos e familiares”, afirma Bastos.

Em um cenário econômico de crescimento moderado, fidelizar clientes se torna ainda mais importante para manter a rentabilidade. “Empresas que conseguem criar uma experiência completa e envolvente têm mais chances de se destacar da concorrência e construir uma base fidelizada”, explica Lima.


Tecnologia como aliada na ambientação

A tecnologia também desempenha um papel importante na criação de ambientes personalizados. Bastos menciona o uso de sistemas de iluminação inteligente, que permitem ajustar automaticamente a intensidade e a cor das luzes de acordo com o horário do dia e o perfil dos clientes. “Com a tecnologia certa, é possível criar diferentes atmosferas ao longo do dia, atraindo públicos variados sem a necessidade de grandes mudanças no espaço físico”, afirma.

Além disso, sistemas de som integrados permitem que a música seja ajustada conforme a ocupação do ambiente, garantindo que o volume esteja sempre adequado ao número de clientes presentes.

Para Lidiane Bastos, a ambientação não deve ser vista como um custo, mas como um investimento estratégico. “Os detalhes fazem a diferença. Um ambiente bem planejado pode não apenas aumentar o consumo, mas também criar memórias positivas que trazem o cliente de volta”, conclui. 



Mislene Lima - especialista em encantamento ao cliente e líder de vendas do Grupo Simão, empreendimento com mais de 30 anos de tradição que reúne nove empresas e mais de 100 funcionários. Para mais informações, visite o Instagram.


Lidiane Bastos - administradora de empresas e CEO do Grupo Simão, empreendimento com mais de 30 anos de tradição que reúne nove empresas e mais de 100 funcionários. Para mais informações, visite o Instagram.


Grupo Simão
Para mais informações, visite o site ou o Instagram.


Exchanges cripto repensam modelo de atuação entre tradição bancária e inovação descentralizada

Setor cripto discute avanço entre modelos centralizados e soluções descentralizadas

 

No painel “Reshaping Brazil’s Crypto Capital Markets”, realizado durante o Web Summit Rio 2025, executivos de empresas do setor debateram as direções estratégicas das plataformas de criptoativos. Segundo os participantes, o setor se encontra diante de uma decisão crucial: aprofundar a conexão com o sistema financeiro tradicional (TradFi) ou intensificar a incorporação de soluções descentralizadas, como as propostas pelo DeFi. A discussão foi conduzida por Christian Bohn, da Circle, e contou com a presença de nomes como Ibiaçu Caetano, CFO do Bitybank, Juliana Felippe, CRO da Transfero Group, e Adriano Ferreira, líder do MB Labs de ativos digitais. 

De acordo com Ibiaçu Caetano, o cenário atual demanda mais do que avanços técnicos. Para ele, as exchanges estão diante de uma escolha estratégica decisiva para garantir um posicionamento sólido no longo prazo. “As exchanges têm o desafio estratégico hoje de entender se guiarão seus negócios para um modelo mais TradFi, trazendo produtos mais parecidos com o mercado financeiro tradicional, ou se vão avançar em modelos de produtos mais descentralizados”, afirma. A escolha, segundo ele, deve considerar a experiência do usuário como prioridade. 

Caetano também compartilhou como o Bitybank tem se organizado para entregar soluções integradas aos seus usuários. “Temos parceiros hoje que fazem todo o processo logístico para envio de valores via stablecoins para o exterior. Isso acontece em segundos, sem burocracia e com rastreabilidade”, disse. Ele ainda destacou que a empresa atua interligando liquidez entre diferentes plataformas, o que permite condições mais vantajosas. “Conectamos liquidez entre as exchanges, por isso conseguimos oferecer os melhores preços para os investimentos em cripto”. 

Para Juliana Felippe, as stablecoins vêm se consolidando como um dos principais meios de inserção do público no uso cotidiano de criptoativos. “A vinculação desses ativos a moedas fiduciárias tradicionais facilita o entendimento do público e torna mais simples o uso desses instrumentos no varejo.” Segundo ela, o caráter instantâneo dessas moedas digitais representa um diferencial relevante frente ao dinheiro convencional, frequentemente limitado em transações eletrônicas. 

A executiva também citou o uso prático das stablecoins em redes varejistas, como o Supermercado Zona Sul, no Rio de Janeiro. Na sua avaliação, a familiaridade com esse tipo de pagamento tende a crescer à medida que mais estabelecimentos aderirem às criptomoedas. Felippe acredita que os consumidores já demonstram abertura para novas formas de pagamento, desde que sejam confiáveis, simples de operar e tragam benefícios concretos para o dia a dia financeiro. 

Os participantes do painel destacaram que as plataformas cripto estão em processo de transição: de meros espaços de negociação para ecossistemas financeiros completos. Nesse novo formato, operações como câmbio, pagamentos, custódia e investimentos funcionam de maneira integrada. Essa interoperabilidade permite que os usuários se movimentem com mais liberdade e independência, sem precisar recorrer a diferentes instituições ou ferramentas isoladas. 

Para os especialistas, o próximo grande desafio está em derrubar as barreiras técnicas que ainda dificultam o acesso de um público mais amplo. Tornar as interfaces mais amigáveis e acessíveis é visto como essencial para ampliar o alcance dessas tecnologias. A proposta é que o usuário final não precise dominar conceitos como blockchain para usufruir dos benefícios oferecidos pelas soluções cripto. Assim, a usabilidade passa a ser um fator decisivo na difusão dessas ferramentas. 

Na visão de Ibiaçu Caetano, o êxito do setor dependerá de quem for capaz de transformar a complexidade em simplicidade. “A lógica agora é estruturar o setor como um sistema financeiro completo, descentralizado e interoperável. Um ambiente que ofereça controle, transparência e velocidade sem exigir do usuário conhecimento técnico”, concluiu. Para ele, o crescimento em escala no Brasil está condicionado à confiança, à eficiência e a uma experiência centrada no usuário.




Bitybank - um criptoBanco que oferece a você a possibilidade de usar e gerenciar seus ativos (criptomoedas ou reais) no seu cotidiano, por meio de uma conta digital. A plataforma possui o maior volume de negociações em Bitcoins entre as empresas nacionais, tendo transacionado mais de 50 bilhões de reais e combina os serviços de um banco digital e os serviços de negociação de criptomoedas, inclusive a integração com as finanças descentralizadas (DeFi) e um cartão, em parceria com a Mastercard, permite gastos e cashback diretamente em criptomoedas em mais de 100 milhões de estabelecimentos no mundo todo.



Dia da África: conheça 10 destinos do continente africano que merecem sua visita

Foto: Reprodução/Civitatis

 

Para celebrar o Dia da África, comemorado no dia 25 de maio, Conheça 10 lugares no continente que valem sua viagem


Comemorado amanhã (25), o Dia da África marca a fundação da atual União Africana, estabelecida em 1963 sob o nome de Organização da Unidade Africana. A data também celebra a herança cultural, histórica e biodiversidade única do continente. Pensando nisso e nas paisagens diversas que a África oferece – desde desertos áridos a savanas –, a Civitatis, plataforma líder em venda de passeios em português, reuniu 10 lugares imperdíveis que traduzem a beleza e essência única do continente. 


1. Cidade do Cabo, África do Sul

Localizada na ponta sul do continente africano, a Cidade do Cabo é uma metrópole vibrante cercada por uma natureza exuberante. Da icônica Table Mountain aos penhascos dramáticos de Cape Point, esta cidade oferece uma mistura irresistível de aventura ao ar livre, cultura e gastronomia de classe mundial.

Foto: Reprodução/Civitatis

 

2. Marrakech, Marrocos

Um verdadeiro tesouro do norte da África, Marrakech é uma cidade de contrastes e cores vibrantes. Experimente a cidade ao se perder nas ruas labirínticas da Medina, explore os luxuosos palácios e jardins históricos, e mergulhe na atmosfera frenética da Praça Jemaa el-Fna, onde artistas, músicos e comerciantes se reúnem.

Foto: Reprodução/Civitatis

 

3. Nairobi, Quênia

Além de ser o ponto de partida dos famosos safáris do Quênia, Nairóbi é uma cidade em constante evolução, onde a modernidade se mistura com a tradição. Visite o Parque Nacional de Nairóbi para um encontro próximo com a vida selvagem africana e depois explore os museus fascinantes e os mercados animados da cidade.

Foto: Reprodução/Civitatis


4. Ilhas Maurício

Situadas no meio do Oceano Índico, as Ilhas Maurício são um paraíso tropical que cativa os visitantes com suas praias de areia branca, recifes de coral coloridos e uma mistura única de culturas. Desfrute de atividades aquáticas emocionantes com diversas modalidades de mergulho, ou simplesmente relaxe sob as palmeiras balançando ao vento.

Foto: Reprodução/Civitatis

 

5. Victoria Falls, Zâmbia/Zimbábue

Conhecidas localmente como “Mosi-oa-Tunya” (a fumaça que troveja), as Cataratas Vitória são uma das maravilhas naturais mais impressionantes do mundo. Veja com os seus próprios olhos a poderosa queda d’água, aventure-se em passeios de barco, trilhas e tirolesas ou simplesmente admire a paisagem deslumbrante ao redor.

Foto: Reprodução/Civitatis

 

6. Zanzibar, Tanzânia

Uma pérola do Oceano Índico, Zanzibar é uma ilha que cativa os viajantes com sua história fascinante, praias intocadas e especiarias exóticas. Explore as ruas estreitas e sinuosas de Stone Town, mergulhe nas águas cristalinas do Oceano Índico e desfrute de pores do sol inesquecíveis sobre o horizonte.

Foto: Reprodução/Civitatis

 

7. Luanda, Angola

Esta cidade costeira, situada às margens do Oceano Atlântico, é um destino em ascensão que combina uma rica herança colonial com uma cena cultural vibrante. Descubra os tesouros arquitetônicos de Luanda, relaxe nas praias paradisíacas e mergulhe na animada vida noturna da cidade.

Foto: Reprodução/Civitatis

 

8. Dakar, Senegal

Localizada na ponta oeste da África, Dakar é uma metrópole cosmopolita que pulsa com energia e criatividade. Explore os mercados coloridos, experimente a deliciosa culinária senegalesa e descubra a rica herança cultural da cidade, que se reflete em sua música, arte e moda.

Foto: Reprodução/Civitatis

 

9. Gizé, Egito

Lar das famosas pirâmides de Gizé e da enigmática Esfinge, Giza é uma cidade que respira história e mistério. Faça uma viagem no tempo para o Antigo Egito enquanto explora esses monumentos icônicos e maravilhe-se com a grandiosidade e a engenhosidade dos antigos egípcios.

Foto: Reprodução/Civitatis


10. Cape Winelands, África do Sul

Localizada nas pitorescas colinas ao redor da Cidade do Cabo, a região de Cape Winelands é um paraíso para os amantes do vinho. Visite vinícolas premiadas, desfrute de degustações de vinhos exclusivos e maravilhe-se com as paisagens deslumbrantes das vinhas emolduradas pelas montanhas.

Foto: Reprodução/Civitatis


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