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terça-feira, 6 de maio de 2025

Respiração bucal na infância pode impactar a postura para toda a vida, alerta fisioterapeuta Lígia Conte


Dormir de boca aberta pode parecer um hábito inofensivo durante a infância, mas pode ser o início de uma série de alterações posturais e funcionais que acompanham o indivíduo ao longo da vida. De acordo com a fisioterapeuta especializada em pediatria Dra. Lígia Conte, a respiração bucal recorrente está diretamente relacionada a mudanças estruturais no corpo — e quanto mais precoce for a identificação, maiores as chances de reversão.

Uma das principais consequências desse padrão respiratório é a rotação dos ombros, que pode evoluir para um quadro de cifose postural — a curvatura acentuada da parte superior das costas. “Essa alteração influencia diretamente a organização do tronco e compromete o equilíbrio muscular”, explica Lígia.

Com o tempo, surgem sintomas como dores no pescoço e na cabeça, compressão dos pulmões e do coração, fadiga na parte superior das costas, mobilidade limitada dos ombros, fraqueza muscular na lombar e nos glúteos, além de dificuldades respiratórias e até problemas digestivos.

E o problema não é exclusivo das crianças. Muitos adultos convivem com esses desconfortos sem saber que a causa pode estar na forma como respiravam durante a infância. “É comum recebermos pacientes com dores crônicas ou má postura sem uma causa aparente. Quando investigamos, identificamos traços de respiração oral não tratados na infância”, afirma a fisioterapeuta.

Os primeiros sinais merecem atenção: salivação excessiva ou boca seca, sono agitado, queixo voltado para baixo, cabeça projetada para frente, olheiras constantes, rosto mais estreito e postura curvada são indicativos importantes de que algo não está funcionando como deveria.

A boa notícia é que existe tratamento. A fisioterapia, em parceria com a fonoaudiologia, oferece intervenções que visam a reeducação postural, melhora do padrão respiratório e prevenção de complicações futuras. “O diagnóstico precoce pode transformar completamente o desenvolvimento da criança e sua qualidade de vida. E mesmo em adultos, ainda é possível reverter impactos com acompanhamento adequado”, conclui Lígia Conte. 

Para quem identificou sinais semelhantes em si ou em seus filhos, o primeiro passo é buscar uma avaliação especializada. Nunca é tarde para reescrever essa história.


Da descoberta ao cuidado: 8 testes genéticos para cada etapa da jornada da maternidade

Ser mãe é encarar uma jornada feita de descobertas, escolhas e cuidado contínuo. Ainda antes do nascimento, cada decisão tomada tem o potencial de influenciar a saúde do bebê. Com a evolução da genética médica, essa jornada conta, hoje, com exames que revelam informações valiosas sobre o desenvolvimento do feto, permitindo um acompanhamento das fases da gestação ainda mais atento, seguro e personalizado.

“Esses exames, cada vez mais disponíveis e acessíveis à população, fornecem uma visão detalhada da saúde do feto, permitindo identificar precocemente possíveis riscos e tomar decisões informadas. Eles podem detectar alterações cromossômicas, predisposições genéticas a doenças e até mesmo o sexo do bebê”, diz dra. Natália Gonçalves, gerente de reprodução humana, pesquisa e desenvolvimento na Dasa. Confira quais testes são destinados às diferentes etapas maternas — do planejamento ao pós-nascimento.


  1. Antes da concepção: planejando o futuro

O acompanhamento genético pode começar ainda antes da gravidez, com exames que avaliam a possibilidade de os futuros pais terem probabilidade de desenvolverem doenças genéticas. Análises pré-concepcionais incluem testes de portador para doenças monogênicas, mapeamento do histórico familiar e avaliação de compatibilidade genética ajudam a mapear riscos e a planejar de forma mais segura a chegada de um bebê.


  1. Durante a gestação: cada momento conta

Existem exames específicos para cada fase e necessidade:

  • Sexagem Fetal:

A partir da oitava semana, um simples exame de sangue materno já permite identificar o sexo do bebê. “Esse teste contribui para a construção do vínculo e ajuda no planejamento da família, trazendo leveza e preparativos para a chegada do novo integrante”, afirma a Dra. Natalia Gonçalves.

  • Teste Pré-Natal Não Invasivo (NIPT):

A partir de 10 semanas de gestação, o NIPT avalia, pelo sangue materno, o risco de alterações cromossômicas importantes, como as síndromes de Down, Edwards e Patau, além de anomalias nos cromossomos sexuais. Há versões adaptadas para gestações gemelares, bem como um painel ampliado indicado para famílias com histórico ou gestações de maior risco, capaz de rastrear cerca de 90 microdeleções e microduplicações genéticas. “

  • Diagnóstico pré-natal invasivo,

Realizado a partir da 15ª semana da gestação, a coleta de líquido amniótico (amniocentese) é indicada em casos nos quais há evidência de risco de condições raras ou graves nos exames de imagem ou triagem, por exemplo. Essas análises, que podem ser citogenéticas ou genéticas, identificam alterações cromossômicas ou doenças como fibrose cística e defeitos do tubo neural com alta precisão.

  • Exame Pregnancy loss: é feito por coleta de sangue da mãe (teste não invasivo) em casos de perda gestacional recorrente ou abortamentos de repetição. Esse exame é realizado, a partir de uma amostra de sangue materno. Ele investiga as causas genéticas ou cromossômicas da perda gestacional, contribuindo para a identificação de motivos e fornece informações importantes para a condução das próximas tentativas de gestação.

  1. Após o nascimento: um olhar para o futuro

BabyGenes: Triagem Neonatal Ampliada

Além do tradicional teste do pezinho, o BabyGenes analisa cerca de 400 doenças genéticas a partir de gotas de sangue colhidas no calcanhar do recém-nascido. Retinoblastoma, atrofia muscular espinhal, fibrose cística e distúrbios metabólicos são algumas das condições identificadas nessa triagem avançada.

“Os testes genéticos são uma ferramenta de autonomia para as famílias. Eles não apenas orientam a decisão médica, mas também humanizam o acompanhamento, respeitando o tempo e as escolhas de cada mulher”, finaliza Natália. Com acesso à informação e à tecnologia, cada família pode trilhar um caminho mais consciente e preparado — porque toda jornada merece ser feita com segurança e amor.


Atraso vacinal: o que fazer se meu filho perdeu uma vacina?

Especialista alerta sobre os impactos do atraso na imunização infantil e orienta como regularizar a caderneta vacinal

 

Com a rotina intensa das famílias e a recente desorganização provocada por surtos de doenças e mudanças no calendário de vacinação, é cada vez mais comum que crianças apresentem atrasos na caderneta vacinal. No entanto, recuperar o tempo perdido é essencial para garantir a proteção da criança e da comunidade.

A pediatra e CEO do Instituto Macabi, Dra. Mariana Dagostino Bolonhezi, explica que o primeiro passo é entender o motivo do atraso: “É muito importante entender por que a criança perdeu a vacina. Se foi esquecimento dos pais, se ela ficou doente e teve que adiar a dose. Uma consulta com o pediatra ajuda a traçar um novo esquema vacinal”, destaca.

Ela reforça que mesmo em caso de múltiplas vacinas atrasadas, é possível e seguro aplicar doses simultâneas. “Doses conjuntas são seguras. Se a criança ficou doente e mais de uma vacina ficou pendente, o médico pode planejar a aplicação simultânea de forma segura”, orienta.

Para regularizar a caderneta de vacinação, o ideal é procurar um pediatra que possa avaliar o que foi perdido, o que precisa ser priorizado ou refeito. “Gosto muito do site da SBIm (Sociedade Brasileira de Imunizações), que tem um calendário atualizado com todas as vacinas, idades recomendadas, intervalos e informações sobre disponibilidade no SUS e na rede privada”, complementa a especialista.

Segundo ela, os impactos do atraso na imunização podem ser graves, especialmente diante do risco de reintrodução de doenças como pólio e sarampo. “A baixa cobertura vacinal pode trazer de volta doenças que já estavam sob controle. Crianças não vacinadas ficam mais vulneráveis a formas graves dessas infecções, que são evitáveis com a vacina. Por isso, manter a carteira em dia é um ato de responsabilidade coletiva e de amor”, finaliza.


7 sinais de depressão na gravidez: saiba identificar e buscar ajuda

Uma em cada quatro gestantes apresenta sintomas, mas muitos passam despercebidos. Veja os sinais e a importância do pré-natal psicológico


A depressão na gravidez é mais comum do que no pós-parto e pode afetar 1 em cada 4 gestantes, segundo a psicóloga perinatal Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline e autora de centenas de trabalhos científicos sobre as alterações emocionais maternas no Brasil. Se não identificados a tempo, os sintomas podem se agravar após o nascimento do bebê.

“Durante a gestação, todos acham que essa mulher está plena e feliz, e a saúde mental acaba sendo deixada de lado. Muitas vezes, os sintomas de depressão começam nesta fase, mas não são percebidos, e o quadro acaba se cronificando no pós-parto”, explica Rafaela Schiavo.


Veja os 7 principais sinais de depressão na gravidez, segundo a especialista:

 

  • Tristeza constante
    Uma sensação profunda de tristeza e desânimo, que persiste por dias ou semanas.
  • Perda de interesse nas atividades
    Atividades que antes traziam prazer deixam de ter significado ou motivação.
  • Cansaço extremo
    Um esgotamento físico e mental que vai além do esperado na gravidez.
  • Alterações no sono e no apetite
    Insônia, sono excessivo ou mudanças bruscas no apetite, como comer demais ou quase nada.
  • Ansiedade excessiva
    Preocupações intensas, muitas vezes irracionais, que ocupam a rotina da gestante.
  • Sentimentos de culpa ou inadequação
    Sensação de não ser boa o suficiente ou de estar falhando de alguma forma.
  • Pensamentos negativos recorrentes
    Incluindo sentimentos de desvalia ou, em casos graves, pensamentos suicidas.

 

Por que é importante cuidar da saúde mental na gestação?

A psicóloga perinatal Rafaela Schiavo destaca que o pré-natal psicológico pode ajudar a identificar e tratar os sintomas precocemente. “Cuidar da saúde mental desde a gestação ajuda a prevenir problemas no pós-parto e fortalece a mãe para os desafios futuros”, explica.

A especialista também reforça que a depressão não é um fracasso pessoal, mas uma condição de saúde que precisa ser acolhida e tratada. Outro ponto importante, segundo Rafaela, é que a saúde mental da gestante impacta diretamente no bebê.  “Ao cuidar da saúde mental das mães, cuidamos também da saúde dos bebês. Mais de 30% das crianças brasileiras apresentam atrasos no desenvolvimento antes de completar um ano, e isso pode estar relacionado ao bem-estar emocional da mãe”.

A Lei 14.721, que amplia o atendimento psicológico às gestantes e mães pelo Sistema Único de Saúde (SUS), prevê ações de conscientização sobre a saúde mental materna em hospitais e unidades de saúde públicas e privadas. No entanto, de acordo com Rafaela, a falta de profissionais especializados ainda é um desafio. “Menos de 1% dos psicólogos no Brasil atuam na área perinatal, e precisamos mudar isso para atender à demanda das gestantes e puérperas”, conclui.


Maternidade e Autoconhecimento: uma jornada de libertação que começa dentro de nós

Ser mãe é uma das experiências mais intensas que uma mulher pode viver, além de ser uma das expressões mais profundas de amor, também pode ser um território desafiador, onde habitam a culpa, o medo e, muitas vezes, a autossabotagem.

Ao longo da minha caminhada como especialista em inteligência emocional, ouvi e acompanhei milhares de mães que, como eu, desejam fazer o melhor pelos seus filhos. No entanto, com o tempo, fui compreendendo que esse “melhor” consiste em dar espaço para que sejam protagonistas de sua própria história.

Eu sei, isso não é simples, mas aprendi que seguimos na vida, muitas vezes, fazendo e desejando por e pelos filhos, e se esquecendo de si mesmas. Isso é tão automático que não percebermos que no lugar de os instruirmos para gerarem autonomia e experiências fundamentais ao desenvolvimento, retiramos deles a oportunidade de desejarem por si mesmos e de, assim, viverem desafios, frustrações, sonhos e crescimentos.

E se você, como tantas outras mulheres, já se viu tomada pelo sentimento de culpa, eu entendo. Sei bem como é fácil se questionar: “O que foi que eu fiz de errado?” Quando algo não vai bem com os filhos — seja na escola, nas emoções ou no comportamento — a culpa nos invade, mas deixa eu te contar uma coisa importante: a mudança não está neles. O ponto de virada começa em nós.

Quando uma mãe se permite olhar para si, ela acessa recursos emocionais preciosos. Cura suas próprias dores, ressignifica suas crenças e se fortalece e é nesse lugar de inteireza que ela se torna capaz de sustentar relações mais leves, verdadeiras e amorosas com os filhos.

Eu acredito profundamente que o autoconhecimento é a maior herança emocional que podemos deixar. Mães que se acolhem, que aceitam suas sombras e falhas, que se veem com compaixão, libertam seus filhos de expectativas irreais. Elas param de exigir que os filhos preencham suas faltas e passam a amar de forma plena, sem cobranças.

Essa não é uma maternidade idealizada, é uma maternidade possível, real e humana. Uma maternidade que cuida da mulher que existe por trás do papel de mãe, porque quando você está inteira consigo mesma, o amor que transborda de você é o mais poderoso que existe.

A maternidade, para mim, é isso: um caminho de volta para casa. Para dentro de nós. E, de lá, seguimos juntas, com mais leveza, mais consciência e muito mais amor.

 

Heloísa Capelas - mentora de líderes, reconhecida como uma das mais brilhantes especialistas em Autoconhecimento e Inteligência Emocional do país. Autora dos best-sellers: "Inovação Emocional", "Perdão, a revolução que falta" e o "Mapa da Felicidade"; primeiro livro 100% dedicado ao tema no Brasil. Heloísa também é palestrante e empresária, realiza treinamentos para líderes, executivos e profissionais que buscam evolução na vida e carreira. É CEO do Centro Hoffman e está à frente do Processo Hoffman no Brasil – treinamento de autoconhecimento aplicado em 16 países com resultados cientificamente atestados e avalizados pela Universidade Harvard como uma das metodologias mundiais mais eficazes para mudanças de paradigmas: https://heloisacapelas.com.br e https://centrohoffman.com.br


Brasil registra queda de 8,02% na mortalidade infantil em um período de três anos

Causas evitáveis como infecções, desnutrição e doenças imunizáveis ainda preocupam autoridades e profissionais de saúde.

 

O Brasil registrou, em 2024, o menor número de óbitos de crianças de 0 a 4 anos nos últimos três anos. Foram 35.450 óbitos, uma redução significativa em comparação aos 37.952 de 2023 e aos 38.540 de 2022. Segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e compilados pela ONA (Organização Nacional de Acreditação), essa queda de 8,02%, de 2022 a 2024, na mortalidade infantil mostra que o País tem avançado na proteção das crianças. Apesar do cenário evolutivo, especialistas alertam para a necessidade de fortalecer ações voltadas à segurança do paciente infantil, sobretudo na prevenção de causas evitáveis, como infecções, desnutrição e doenças imunizáveis.

 

Cenário por região brasileira – Em 2024, São Paulo liderou o ranking de estados com maior número de óbitos infantis, registrando 6.274 mortes. Embora o número esteja em queda - quando comparado aos anos anteriores (6.685 em 2023 e 6.831 em 2022) — a região Sudeste, como um todo, concentra o maior volume de casos, com 12.245 registros no último ano. No Nordeste, foram relatados 10.442 óbitos, enquanto o Norte, Sul e Centro-Oeste registraram, respectivamente, 4.992, 4.230 e 3.321 mortes. 

Os especialistas concordam que, apesar dos números estarem melhores, é fundamental manter a vigilância constante e investir em melhorias contínuas no cuidado à saúde infantil. As principais causas de óbitos são: síndrome da morte súbita na infância, fatores maternos (características da mãe como idade e estilo de vida) e perinatais (eventos que possam ocorrer durante a gravidez, parto e pós-parto), asfixia, infecções, desnutrição, anemias nutricionais, doenças imunizáveis, malformações congênitas, e causas externas — muitas vezes podem ser evitadas com uma assistência adequada, fortalecimento da atenção básica e cuidados hospitalares de qualidade.

 

A importância da capacitação e do cuidado humanizado — Gilvane Lolato, gerente geral de Operações da Organização Nacional de Acreditação (ONA), destaca que a capacitação contínua das equipes de saúde é essencial. “Garantir a adesão aos protocolos de segurança, como a correta identificação dos pacientes, o uso seguro de medicamentos e a prevenção de infecções, faz toda a diferença. Além disso, criar ambientes hospitalares acolhedores e seguros é fundamental para proteger nossos pequenos, especialmente, os recém-nascidos e crianças com condições crônicas”, afirma. 

A redução dos óbitos infantis é resultado de esforços coordenados do sistema de saúde, incluindo campanhas de vacinação, acesso ao pré-natal, incentivo ao aleitamento materno e acompanhamento pediátrico. Essas ações comprovadamente promovem a saúde, previnem complicações e salvam vidas. 

O detalhamento por regiões e unidades federativas pode ser consultado na tabela abaixo:

 


Vínculo paterno depende da qualidade da presença, explica psicólogo

Cerca de 91 mil crianças foram registradas sem o nome do pai entre janeiro e julho de 2024, segundo a Arpen

 

A figura paterna é fundamental no amadurecimento das crianças. No entanto, entre janeiro e julho de 2024, cerca de 91 mil crianças no país foram registradas sem o nome do pai, segundo a Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen). Um dos maiores desafios da paternidade atual é conciliar o exercício da autoridade com o provimento de cuidados afetivo-emocionais à criança.

O contexto pós-feminista e o enfraquecimento do patriarcado trazem novos arranjos, nos quais ambos os parceiros trabalham fora e dividem responsabilidades domésticas e cuidados infantis. Essa transição exige uma ressignificação simbólica dos papéis de pai e marido. Hoje, ser pai demanda engajamento como cuidador afetivo e empático, rompendo com o tradicional papel de simples provedor.

Para Marcos Torati, psicólogo, professor e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, alguns pais confundem afeto com ausência de limites, o que pode sobrecarregar a mãe e gerar impactos negativos para a sociedade e a criança. Nesse cenário, o especialista responde algumas perguntas sobre o lugar da figura paterna na criação de uma criança.


Como a presença ativa do pai pode impactar positivamente o desenvolvimento emocional e social da criança?

MT: Nos momentos de maior dependência, a figura paterna oferece proteção, suporte afetivo e colabora diretamente na maternagem. Já na fase de dependência relativa, este terceiro é reconhecido como uma figura distinta da mãe, ajudando a criança na individualização e a abrir-se ao mundo exterior.

Juntamente com a função materna, seu papel ajuda na internalização de normas sociais e na compreensão dos limites, o que fortalece a autoestima e prepara a criança para enfrentar desafios do processo de socialização. Sua presença ativa favorece também a autonomia da criança como indivíduo, contribuindo para o senso de “nós”, nas relações triangulares, o que amplia as possibilidades do senso de pertencimento ao grupo.

Lembrando que a figura paterna é entendida na psicologia como a funçãosimbólica do pai, seja ela exercida por um pai biológico, avô, tio, padrasto ou qualquer outra figura que seja referência na vida da criança além do cuidador materno.


Quais estratégias ou práticas um pai pode adotar para fortalecer seu vínculo com os filhos mesmo diante de uma rotina corrida ou da distância física?

MT: Um bom vínculo não depende apenas do tempo em quantidade, mas sim da qualidade da presença e do envolvimento genuíno. É necessário que o pai deixe de lado distrações digitais, responsabilidades e se conecte com o universo do filho.

Pequenos gestos possuem grande impacto, como abraços e mensagens carinhosas. Para pais que vivem longe, expressar interesse na rotina da criança e buscar compreendê-la é importante também. A comunicação constante e personalidades afetuosas ajudam a superar os efeitos da rotina exaustiva ou da distância física.


Em casos de ausência ou pouca participação paterna, quais são os efeitos que isso pode ter sobre a criança? Como outros membros da família podem ajudar a preencher essa lacuna?

MT: A ausência paterna afeta a criança diretamente, com possíveis impactos – a depender da relação materna e de outros cuidadores, assim como o ambiente em que a criança vive – como insegurança, dificuldades de socialização, autoritarismo, timidez excessiva, egocentrismo e até mesmo atrasos em seu desenvolvimento, como na fala. Indiretamente, essa ausência sobrecarrega outros cuidadores, o que pode reduzir a paciência e gerar irritabilidade com a criança.

Contudo, a função paterna simbólica pode ser exercida por outros membros da família. Apoiar a criança com amor, estabilidade e proteção é essencial. É importante que os familiares evitem transferir ressentimentos para o menor, preservando sua autoestima e bem-estar emocional. A construção de um ambiente afetuoso e seguro é vital para minimizar os efeitos dessa ausência.


Qual seria o maior conselho para os pais que buscam exercer a paternidade de forma responsável e afetuosa?

MT: Dediquem-se a estar presentes de maneira genuína, estabeleçam limites saudáveis sem abdicar do afeto e busquem compreender o universo emocional de seus filhos. Essa combinação ajuda tanto no amadurecimento das crianças quanto na formação de vínculos saudáveis e duradouros. A função paterna transcende questões biológicas, é, acima de tudo, simbólica e emocional, demandando cuidado, empatia e responsabilidade. 



Marcos Torati - Mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, com especialização em psicanálise (abordagem winnicottiana) e psicoterapia focal. É supervisor de atendimento clínico e professor e coordenador de cursos de pós-graduação em Psicologia e Psicanálise.


Você comete algum desses 6 erros na escovação? Dentista explica como evitá-los


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Erros comuns na escovação podem comprometer a saúde do corpo como um todo, alerta Alexandre Ravani, CEO da PróRir

 

No último censo realizado sobre a saúde bucal, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que 34 milhões de brasileiros com mais de 18 anos perderam 13 dentes ou mais, e 14 milhões de pessoas perderam todos os dentes. A mesma pesquisa destacou que menos da metade dos brasileiros consultaram um dentista nos 12 meses anteriores ao levantamento, em 2019. A principal causa da perda dentária está relacionada à falta de uma rotina de cuidados com a higiene bucal, que, inclusive, pode causar diversos tipos de doenças e afetar outras partes do corpo. Para Alexandre Ravani, dentista e CEO da PróRir, rede de clínicas odontológicas, essas enfermidades bucais, além de causarem dor e desconforto, provocam o isolamento social e a perda de autoconfiança. “No entanto, não há razão para sofrer. A maioria das condições de saúde bucal são amplamente evitáveis e podem ser tratadas em seus estágios iniciais, a começar pela boa higiene bucal feita diariamente, da forma correta”, alerta. 

Para saber se a escovação está correta, o especialista destaca os seis erros mais comuns durante a higienização, e se você comete algum deles, atenção em  como evitá-los. Confira:


Escovação com força - Muitas pessoas acreditam que força durante a limpeza dos dentes traz melhores resultados. “Isso não é verdade, pelo contrário. A prática pode desgastar o esmalte e machucar a gengiva, causando danos como a retração gengival e sensibilidade”, alerta Ravani. A orientação é utilizar cerdas macias, fazendo movimentos suaves.


Higienização rápida - O ideal é que a escovação dure, ao menos, dois minutos. “Fazer em menos tempo pode comprometer a eficácia da limpeza”, afirma o especialista.


Não trocar a escova com frequência - Com que frequência você troca sua escova dental? “O ideal é a cada três meses, pois cerdas desgastadas não limpam adequadamente”, diz o profissional.


Não realizar a escovação após se alimentar - Algumas pessoas acreditam que escovar os dentes pela manhã e à noite, antes de dormir, é o suficiente. “Sempre que comemos, ativamos a produção de ácidos que enfraquecem o esmalte. Então é preciso realizar a escovação toda vez que se come. Porém, o ideal é esperar 30 minutos após cada refeição para não prejudicar o esmalte dos dentes”, ensina Ravani.


Esquecer da língua - Muita gente deixa a língua de fora da rotina de limpeza. “O órgão acumula bactérias causadoras de mau hálito e deve ser, sim, escovado diariamente”, diz o especialista da PróRir. “Para isso, use a escova de dentes ou um raspador de língua para limpar suavemente toda a superfície do órgão, indo do fundo em direção à ponta. Para finalizar, enxague bem”, completa.


Ignorar o uso do fio dental - “Apenas ele remove resíduos entre os dentes, onde a escova não alcança, e deve ser usado em todas as escovações, com cuidado para não machucar a gengiva”, explica Ravani. 

As visitas regulares ao dentista são essenciais para manter a saúde bucal em dia. Durante essas consultas, o profissional não só realiza a limpeza dos dentes, que remove a placa e o tártaro que a escovação diária não consegue eliminar, mas também faz exames para detectar precocemente quaisquer outros problemas. “A saúde começa pela boca e o cuidado diário com ela faz toda a diferença”, conclui Alexandre Ravani, CEO da PróRir.

 

Brasil enfrenta recorde de afastamentos por saúde mental em 2024

Psicóloga Maria Klien analisa causas e aponta caminhos para enfrentar o avanço dos transtornos mentais


O Brasil registrou, em 2024, um recorde histórico de afastamentos do trabalho por transtornos psicológicos. Dados do Ministério da Previdência Social indicam que 472.328 licenças médicas foram concedidas por condições como ansiedade e depressão, um aumento de 68% em relação ao ano anterior.

A psicóloga Maria Klien avalia que esse crescimento reflete uma crise estrutural e social no ambiente de trabalho. “A intensificação das demandas laborais, a instabilidade econômica e a falta de espaços adequados para a saúde mental dentro das empresas são fatores que levam ao adoecimento emocional”, destaca.

Segundo a especialista, a cultura da hiperprodutividade tem agravado os impactos psicológicos sobre os trabalhadores. “A exigência contínua por alta performance, sem suporte adequado, expõe indivíduos a níveis de estresse incapacitantes, comprometendo não apenas a saúde mental, mas também a produtividade das corporações”, alerta Klien.

Ela ressalta que soluções paliativas não são suficientes para conter a crise e defende uma reestruturação profunda das condições de trabalho. “Políticas empresariais mais humanizadas, iniciativas governamentais voltadas à saúde mental e a ampliação do acesso a tratamentos psicológicos e psiquiátricos são passos essenciais para reverter esse cenário”, enfatiza.

A falta de acesso a serviços especializados também é um entrave para a recuperação dos pacientes. “Hoje, encontramos filas extensas no atendimento público e um alto custo nos serviços privados, o que torna a saúde mental um privilégio para poucos”, afirma.

Para enfrentar essa realidade, a psicóloga defende a inserção de programas de suporte dentro das empresas. “Os trabalhadores precisam de espaços de acolhimento, onde possam compartilhar suas dificuldades e encontrar apoio qualificado. Quanto mais cedo forem identificados sinais de sobrecarga emocional, mais eficaz será a prevenção”, argumenta.

Além do impacto na saúde, Klien alerta para as repercussões dessa crise na economia. “Empresas que negligenciam a saúde mental enfrentam absenteísmo, queda no desempenho e aumento da rotatividade. Investir no bem-estar dos funcionários não é custo, mas sim um fator essencial para melhorar a eficiência e a qualidade do ambiente de trabalho”, analisa.

Diante desse cenário alarmante, ela reforça a importância de medidas concretas para conter o avanço dos transtornos mentais. “A conscientização é um passo fundamental, mas só a implementação de ações estruturais garantirá a mudança necessária”, conclui.

 

Maria Klien - exerce a psicologia, se orientando pela investigação dos distúrbios ligados ao medo e à ansiedade. Sua atuação clínica integra métodos tradicionais e práticas complementares, visando atender às necessidades emocionais dos indivíduos em seus universos particulares. Como empreendedora, empenha-se em ampliar a oferta de recursos terapêuticos que favorecem a saúde psíquica, promovendo instrumentos destinados ao equilíbrio mental e ao enfrentamento de questões que afetam o bem-estar psicológico de cada paciente.


5 principais dúvidas sobre FIV: médico explica passo a passo do tratamento para engravidar

 

“Nem sempre a Fertilização in Vitro é a melhor opção”, explica o Dr. Vamberto Maia Filho, ginecologista e especializado em reprodução humana; saiba mais

 

Segundo a Biblioteca Virtual da Saúde, no Brasil, estima-se que 10% a 20% dos casais em idade fértil enfrentam problemas de fertilidade por diferentes motivos. Com o avanço da medicina reprodutiva, a crescente decisão de postergar a maternidade, ou simplesmente a dificuldade de gerar de maneira natural, a fertilização in vitro (FIV) tornou-se uma alternativa cada vez mais procurada por mulheres e casais que desejam engravidar. 

Apesar de sua popularização, o tratamento ainda gera muitas dúvidas. É uma opção que serve para todos? Existem riscos? Quais as chances de sucesso? Para esclarecer os principais pontos, o Dr. Vamberto Maia Filho, médico ginecologista, obstetra e especialista em reprodução assistida, detalha o processo:


1. Qual a melhor idade para fazer FIV? 

Entender como a fertilidade funciona para ambos os parceiros é essencial. Nas mulheres, a quantidade e qualidade dos óvulos começa a diminuir a partir dos 30 anos e se acentua após os 35. Por isso, o congelamento de óvulos é uma alternativa recomendada para quem deseja adiar a maternidade com segurança.


2. Como funciona o tratamento de FIV?

A fertilização in vitro é um processo dividido em etapas. A primeira fase é a indução da ovulação, feita com medicamentos hormonais que estimulam os ovários a produzirem mais óvulos. Em seguida, esses óvulos são coletados em laboratório e fertilizados com espermatozoides. Os embriões formados podem ser transferidos para o útero ou congelados para ciclos futuros.

“Atualmente, a maior parte dos ciclos é feita com embriões congelados, pois isso oferece mais segurança para a paciente e evita complicações como a síndrome da hiperestimulação ovariana”, esclarece o Dr. Vamberto.


3. O que é compartilhamento de óvulos e quem pode se beneficiar?

Para mulheres com baixa reserva ovariana, idade avançada ou falência ovariana precoce, a ovodoação pode ser o caminho mais eficaz. Nessa técnica, os óvulos vêm de uma doadora, são fertilizados e transferidos para o útero da receptora.

“O índice de sucesso do compartilhamento de óvulos é semelhante ao da FIV tradicional e chega a 60% por ciclo. É uma alternativa segura e cada vez mais comum, mas exige acolhimento e uma escuta atenta por parte do médico, já que envolve questões emocionais e pessoais profundas”, destaca.


4. Como saber se ainda tenho boa reserva ovariana?

Exames específicos ajudam a avaliar o potencial reprodutivo. Entre eles, o ultrassom para contagem de folículos antrais e o hormônio antimülleriano (AMH) são os mais indicados.

“Quanto mais folículos visíveis no ultrassom, maior a reserva. Já o AMH nos dá uma ideia mais precisa da quantidade de óvulos disponíveis. Esses dados são essenciais para indicar o melhor momento e o tipo de tratamento ideal para cada paciente”, explica o especialista.


5. FIV é sempre o melhor caminho?

Nem sempre. O médico ressalta que existem outros métodos de reprodução assistida de menor complexidade, como o coito programado e a inseminação intrauterina, indicados para casos mais simples.

“A FIV é um tratamento de alta complexidade e costuma ser recomendado quando os outros métodos não funcionam ou quando há fatores como endometriose severa, obstrução tubária ou idade mais avançada”, diz Vamberto. “Cada caso deve ser avaliado individualmente.”


6- E a fertilidade masculina, importa? 

Mas a fertilidade não é só uma questão feminina. Embora a queda na fertilidade masculina seja mais lenta, ela também acontece. Com o avanço da idade, pode haver redução na qualidade do sêmen, na motilidade e na contagem de espermatozoides — além de aumento nos riscos de alterações genéticas nos embriões.

“Cerca de 40% dos casos de infertilidade têm origem masculina ou são compartilhados entre os dois parceiros”, destaca o médico especalista. “Por isso, a avaliação do casal é fundamental. Exames como o espermograma são indispensáveis antes de indicar qualquer tratamento.”


Informação é parte do tratamento

Desmistificar a fertilização in vitro é uma das missões do Dr. Vamberto, que frequentemente usa as redes sociais para compartilhar informações de forma acessível. “Quando o casal compreende o processo, suas chances de sucesso aumentam — não apenas por questões técnicas, mas pelo preparo emocional”, finaliza.

 

Dr. Vamberto Maia Filho - Especialista em reprodução humana e oferece um atendimento personalizado e humanizado, que combina expertise médica nos seus 20 anos de prática dedicada a infertilidade com acolhimento aos casais que realizam tratamentos de fertilidade. Primeiro residente em reprodução humana do Brasil, e participou da equipe que gerou o primeiro bebê por FIV (fertilização in vitro) do SUS, em Recife. Doutor pela UNIFESP e 11 anos dedicados ao ensino em ginecologia endócrina com ênfase em pesquisa científica pela mesma universidade.


Longevidade: como tecnologia e inovação estão redefinindo o futuro da saúde

A longevidade deixou de ser apenas reflexo da expectativa de vida crescente e tornou-se um dos campos mais dinâmicos da inovação. Avanços em inteligência artificial, biotecnologia e engenharia genética não apenas prolongam a vida, mas elevam sua qualidade. O envelhecimento saudável hoje considera bem-estar mental, regeneração celular e tratamentos personalizados, mas também impõe desafios éticos, sociais e estruturais aos sistemas de saúde e previdência.

No SXSW 2025, o maior evento global de criatividade, inovação e tecnologia, realizado em Austin, Texas, nos Estados Unidos, os debates reforçaram a interseção entre tecnologia, saúde e longevidade. A inteligência artificial está revolucionando diagnósticos e tratamentos personalizados. Dispositivos vestíveis e plataformas digitais colocam o paciente no centro do cuidado, permitindo o monitoramento constante da saúde. A biotecnologia avança com organoides, terapias regenerativas e tratamentos metabólicos que, há poucos anos, pareciam ficção científica.

Tecnologias emergentes como realidade virtual (VR) e psicodélicos estão sendo testadas para tratar transtornos mentais resistentes. A palestra de Kasley Killam, especialista em conexão social, destacou que longevidade não é só viver mais, mas viver melhor, com qualidade nas relações humanas. A Chan Zuckerberg Initiative apresentou modelos digitais de células que aceleram pesquisas e ampliam a precisão de tratamentos. No entanto, especialistas alertaram para riscos como viés algorítmico e desigualdade de acesso.

A Glidance, startup destaque no SXSW Pitch, desenvolveu um auxílio de mobilidade inteligente para cegos, ilustrando como a IA pode impulsionar a inclusão. O empresário Bryan Johnson compartilhou como reverteu sua idade biológica com uso diário de IA e mais de 100 biomarcadores monitorados. Já dispositivos como o Bia Sleep, que melhora o sono profundo, mostram o potencial da tecnologia para o bem-estar — desde que clinicamente validados.

A telemedicina ganhou força, empoderando pacientes e democratizando o acesso à saúde. Outro tema em alta foram os medicamentos à base de GLP-1, como a semaglutida, que prometem revolucionar o tratamento da obesidade e saúde metabólica. Novas alternativas já estão em desenvolvimento, buscando soluções sustentáveis.

Pesquisadores de Stanford apresentaram estudos sobre o papel das células-tronco na prevenção de doenças do envelhecimento. O estresse crônico acelera a deterioração celular, tornando seu controle essencial. A realidade virtual vem sendo aplicada na reabilitação psicológica e no combate ao isolamento social em idosos. E os psicodélicos, com suporte psicológico adequado, se mostram promissores para transtornos como depressão resistente e estresse pós-traumático.

O futuro da medicina aponta para tratamentos cada vez mais personalizados, com integração de dados genéticos, biomarcadores e dispositivos inteligentes. Isso permitirá prevenir doenças antes que se manifestem, ampliando a expectativa de vida saudável.

O SXSW 2025 mostrou que o futuro da saúde será preventivo, personalizado e participativo. A medicina deixa de tratar apenas doenças para transformar toda a experiência do cuidado. Essa revolução exige confiança entre pacientes, profissionais e sistemas tecnológicos, além de políticas públicas e iniciativas privadas que assegurem acesso equitativo a inovações. Longevidade, agora, é questão de qualidade de vida e de acesso a uma saúde verdadeiramente transformadora.

Mais do que uma tendência, a longevidade tornou-se uma pauta urgente em saúde pública e inovação. Com a convergência entre ciência, tecnologia e humanização, o desafio está em garantir que os avanços não apenas prolonguem a vida, mas promovam inclusão, bem-estar e propósito ao longo dos anos.

 

Julia Ferreira - Head de Estratégia de Mercado na Quanta Previdência


BOLETIM DAS RODOVIAS

Motorista encontra pontos de lentidão nas rodovias concedidas no início desta tarde


A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta terça-feira (6). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Tráfego normal no sentido capital da Rodovia Anchieta (SP-150) e congestionamento no sentido litoral, do km 44 ao km 49. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), o tráfego é normal nos dois sentidos. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego intenso no sentido capital da Rodovia Castello Branco (SP-280) do km 15 ao km 13+290. No sentido interior, o motorista encontra lentidão do km 22 ao km 26. Na Raposo Tavares (SP-270) o tráfego é normal nos dois sentidos.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Lentidão sentido capital, do km 22 ao km 16. No sentido interior, o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Ética norteia a Inteligência Artificial e isso é fundamental!


De muitas formas, a inteligência artificial (IA) já está integrada à nossa rotina. Não se trata de uma competição entre humanos e máquinas, mas do quanto a tecnologia pode contribuir para ampliar o conhecimento e construir um mundo melhor para todos. Em meio ao alvoroço provocado pelas novas ferramentas de IA, é preciso refletir sobre como usá-las de maneira construtiva. Nesse universo de transformação contínua, a ética se coloca como valor absoluto diante dos desafios de tornar os novos recursos tecnológicos, cada vez mais facilitadores, instrumentos efetivos de promoção do bem-estar.  

Não há como ignorar ou escapar dessas evoluções tecnológicas. Ficar passivo pode representar se engolido por elas. Nesse processo, a educação é fundamental. Dia desses ouvi uma frase bem representativa sobre a importância do conhecimento: O professor não deve se limitar a ensinar ciências, mas precisa ensinar os alunos a pensar como cientistas. A IA não responde, ela ajuda a perguntar. Não deve ser usada para resolver o problema, mas para estimular a criatividade. 

A De Criança Para Criança talvez seja a primeira empresa de educação que usa a inteligência artificial como ferramenta de auxílio para estimular a criatividade, o debate, o diálogo, a descoberta de coisas novas para o professor e o aluno. Se perguntarmos à inteligência artificial como fazer um projeto, ela pode entregar o projeto pronto, mas não é isso que queremos. Queremos que ela nos ajude a buscar conhecimento, por isso utilizamos travas na ferramenta para que as respostas estejam dentro de parâmetros que vão estimular e aguçar a criatividade, a curiosidade, a pesquisa de professores e alunos.  

O projeto de usar a inteligência artificial no programa inovador Criando Juntos, do De Criança Para Criança, surgiu entre nós e o pessoal de programação de Tecnologia da Informação (TI) por curiosidade, por entendermos que todos os recursos cabem na educação, desde que sejam bem utilizados. No processo de compreender como a inteligência artificial pode fazer parte da aprendizagem, sem se tornar um problema, conversamos com especialistas e conseguimos resolver essa equação.  

Precisamos estar atentos ao uso correto da IA para que possamos colocá-la a nosso favor, para que nos ajude a desenvolver novas habilidades e para que possamos extrair desses recursos ainda mais conhecimento. Não podemos tirar das crianças, e dos adultos, a capacidade de aprender, conhecer, questionar, criticar e de construir, com total autonomia, a sua história.  

Sabemos que a IA pode ser usada por pessoas sem ética e sem compromisso, o que a torna perigosa e até destruidora. Mas também sabemos que ela é uma ferramenta valiosa para quem quer construir novos conhecimentos. Assim como outras ferramentas inventadas pela humanidade, a inteligência artificial pode servir ao bem e ao mal, tudo depende de quem a manipula. O inepto usa como atalho, o inteligente usa como ferramenta. Por isso a educação é fundamental nesse processo, é preciso ensinar e aprender como tirar cada vez mais positividade dos recursos disponíveis.  

A utilização da IA precisa estar atrelada à ética. O usuário precisa entender que não pode roubar o jogo. Se for mal utilizada, pode ser destruidora de mentes saudáveis e não construtora. Entramos em uma era em que a ética vai virar uma palavra crucial porque a escola precisa ensinar os alunos a trabalhar o processo do conhecimento, que está à mão de todo mundo. Se não ensinarmos o valor do trabalho para as pessoas, estamos arruinando a sociedade.  

A inteligência artificial é menor do que os princípios que precisam estar atrelados a ela. A IA não pode substituir o trabalho, a criatividade, o desenvolvimento de novos conhecimentos. Não pode substituir a mente das pessoas. Não pode tirar do aluno a vontade de criar. O mundo passa por grandes transformações e cabe a nós utilizarmos essas transformações para construir um planeta mais saudável, igualitário e feliz. 

 



Giba Barroso - especialista em educação e gamificação, um dos responsáveis pelo projeto Criando Juntos, do De Criança Para Criança, que tem como um dos objetivos a autonomia das crianças em sala de aula quando falamos de aprender por meio de games, vídeos, histórias e o digital. É brasileiro nascido em São Paulo. Formado em Administração, trabalhou em diversos segmentos, mas se especializou no segmento de Pay Tv, atuando desde seu início no Brasil, distribuindo HBO até ser diretor da Sony Pictures. Lançou vários canais como AXN, Warner, Sony, Cinemax, HBO, E!, History Channel e E!. Em 2015 largou o segmento de Pay Tv para lançar o programa De Criança para Criança. Gilberto é o presidente da empresa e tem como propósito fazer com que crianças do mundo todo aprendam e compartilhem conhecimento de forma criativa e democrática.


Vitor Azambuja - especialista em criação, diretor de arte e artista plástico. Formado em publicidade e piano clássico, trabalhou em diversas agências de propaganda, criando filmes e anúncios para grandes anunciantes. Um dos criadores do programa De Criança Para Criança, é sócio e diretor criativo da empresa. Foi premiado em festivais de propaganda no Brasil e no exterior. Realizou exposições de pinturas em São Paulo, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Miami e Paris. Seu propósito é fazer com que as crianças do mundo inteiro aprendam desenvolvendo a sua criatividade.



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