Especialista alerta sobre os impactos
do atraso na imunização infantil e orienta como regularizar a caderneta vacinal
Com a rotina intensa das famílias e a
recente desorganização provocada por surtos de doenças e mudanças no calendário
de vacinação, é cada vez mais comum que crianças apresentem atrasos na
caderneta vacinal. No entanto, recuperar o tempo perdido é essencial para
garantir a proteção da criança e da comunidade.
A pediatra e CEO do Instituto Macabi,
Dra. Mariana Dagostino Bolonhezi, explica que o primeiro passo é entender o
motivo do atraso: “É muito importante entender por que a criança perdeu a
vacina. Se foi esquecimento dos pais, se ela ficou doente e teve que adiar a
dose. Uma consulta com o pediatra ajuda a traçar um novo esquema vacinal”,
destaca.
Ela reforça que mesmo em caso de
múltiplas vacinas atrasadas, é possível e seguro aplicar doses simultâneas.
“Doses conjuntas são seguras. Se a criança ficou doente e mais de uma vacina
ficou pendente, o médico pode planejar a aplicação simultânea de forma segura”,
orienta.
Para regularizar a caderneta de
vacinação, o ideal é procurar um pediatra que possa avaliar o que foi perdido,
o que precisa ser priorizado ou refeito. “Gosto muito do site da SBIm (Sociedade
Brasileira de Imunizações), que tem um calendário atualizado com todas as
vacinas, idades recomendadas, intervalos e informações sobre disponibilidade no
SUS e na rede privada”, complementa a especialista.
Segundo ela, os impactos do atraso na
imunização podem ser graves, especialmente diante do risco de reintrodução de
doenças como pólio e sarampo. “A baixa cobertura vacinal pode trazer de volta
doenças que já estavam sob controle. Crianças não vacinadas ficam mais
vulneráveis a formas graves dessas infecções, que são evitáveis com a vacina.
Por isso, manter a carteira em dia é um ato de responsabilidade coletiva e de
amor”, finaliza.
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