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terça-feira, 6 de maio de 2025

Cirurgias conservadoras e novas tecnologias ampliam as opções para preservar a fertilidade em pacientes oncológicas

Método desenvolvido por médico brasileiro reacende sonho da maternidade em jovens com câncer

 

Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que cerca de 17 mil novos casos de câncer ginecológico são diagnosticados anualmente no Brasil. A coleta de dados se refere ao triênio 2023-2025, e entre as mulheres jovens, o impacto emocional da doença e do tratamento é significativo. 

Pacientes que enfrentam esse diagnóstico antes dos 40 anos apresentam índices elevados de ansiedade e depressão, especialmente quando a fertilidade está em risco. Mas o avanço da medicina já chegou para essas mulheres, que agora não mais precisam se deparar com a escolha entre tratar a doença e manter a possibilidade de ter filhos.

Devido a um novo método desenvolvido pelo médico Marcelo Vieira, cirurgião oncológico especializado em procedimentos minimamente invasivos, é possível agora manter os dois objetivos. “Um dos dispositivos que vem ganhando espaço é o Duda, um dispositivo que atua na permanência do canal do colo do útero pérvio, reduzindo os impactos da cirurgia preservadora de fertilidade (ou seja, manutenção do útero após a retirada do tumor).  A novidade já impactou de forma positiva a vida de mais de 120 mulheres em idade reprodutiva no Brasil e em outros países do mundo”, revela.

A preservação da fertilidade deve ser considerada desde o início do tratamento. Novas tecnologias e protocolos minimamente invasivos aumentam as chances de sucesso para mulheres que desejam engravidar no futuro.

O especialista, que também lidera iniciativas educacionais na área cirúrgica, explica que, em casos selecionados, a traquelectomia radical pode ser uma alternativa à histerectomia. “Esse procedimento é indicado para mulheres com câncer de colo do útero em estágio inicial e consiste na retirada apenas do colo, preservando o corpo uterino e, consequentemente, a possibilidade de gestação futura”, detalha.

O acompanhamento psicológico tem sido cada vez mais recomendado como parte integrante da jornada terapêutica. “O suporte emocional é essencial para que essas mulheres consigam atravessar esse processo com maior segurança. A perda da fertilidade pode ter um peso emocional tão grande quanto a própria doença”, ressalta Dr. Marcelo Vieira.

Embora ainda existam desafios na ampliação do acesso às técnicas de preservação da fertilidade, especialistas apontam que a abordagem multidisciplinar — envolvendo oncologistas, cirurgiões, ginecologistas especializados em reprodução assistida e psicólogos — tem sido decisiva para oferecer um tratamento mais humanizado e eficaz.



Dr. Marcelo Vieira - cirurgião oncológico, especialista em cirurgias minimamente invasivas e mentor de cirurgiões. Com mais de 20 anos de experiência, iniciou sua trajetória no Hospital de Câncer de Barretos, onde atuou como chefe da Ginecologia e se dedicou ao atendimento 100% SUS. Em 2019, realizou o primeiro transplante robótico intervivos do Brasil, um marco na medicina nacional. Após essa conquista, decidiu empreender e criou o Curso de Metodologia Cirúrgica, com a missão de transformar cirurgiões e salvar vidas. Também fundou o Cadáver Lab, um treinamento imersivo de dissecção e anatomia pélvica avançada, além de liderar programas de mentoria de alta performance, como Precisão Cirúrgica e Cirurgião de Elite.Para mais informações, visite o site oficial ou pelo instagram.

 

Brasil tem 7 milhões de mulheres com endometriose

 

·         Especialista alerta sobre importância de diagnóstico precoce

·         7 de maio é o Dia Internacional da Luta Contra a Endometriose

·         A endometriose faz parte do 62º CBGO, de 14 a 17 de maio no Riocentro

 

“O Brasil tem cerca de 7 milhões de mulheres com endometriose, número que chega a 186 milhões em todo mundo, de acordo com o último censo. A endometriose surge devido a combinação de fatores genéticos e imunológicos. Um mecanismo importante no desenvolvimento da doença é a menstruação retrógrada, quando o fluxo menstrual retorna à cavidade abdominal, permitindo que as células se implantem fora do útero. A dificuldade do sistema imunológico em destruir essas células contribui para a progressão da doença”, explica Dr. Ricardo de Almeida Quintairos, ginecologista e Presidente da Comissão de Endometriose da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO). 

Identificada pelos médicos como a "doença dos seis D's", os sintomas incluem:

·         Dismenorreia: dor intensa durante a menstruação;

·         Dispareunia: dor durante a relação sexual;

·         Disquesia: dor ou dificuldade para defecar;

·         Disúria: dor ou dificuldade ao urinar;

·         Dificuldade para engravidar: um dos principais fatores de infertilidade;

·         Dor pélvica crônica: dor constante na região pélvica. 

A gravidade da endometriose pode ser dividida em dois grandes binômios: a dor e a infertilidade. A dor pélvica é um dos sintomas mais intensos, frequentemente causada por infiltrações nos órgãos próximos ao útero, como o reto, a bexiga, os ovários ou as trompas de Falópio. Essa dor pode ser debilitante e afetar significativamente a qualidade de vida das mulheres. “Por outro lado, a infertilidade também é um sintoma grave da endometriose. Embora algumas mulheres não sintam dor intensa, elas enfrentam dificuldades para engravidar e o diagnóstico da doença vem, muitas vezes, quando a mulher apresenta a dificuldade em conceber”, explica Dr. Quintairos, que vai palestrar sobre o tema durante o 62º Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia – CBGO, que acontece de 14 a 17 de maio, no Riocentro, RJ.

 

A endometriose é uma doença inflamatória e, como tal, adotar um estilo de vida saudável pode melhorar significativamente a qualidade de vida das mulheres afetadas. Manter-se ativa, praticando exercícios físicos regularmente, evitar o ganho de peso, beber bastante água e reduzir o consumo de substâncias oxidantes, como carnes em excesso e alimentos ricos em açúcar, são estratégias que podem ajudar a controlar o processo inflamatório no corpo. Além disso, seguir uma dieta equilibrada e evitar alimentos que promovem a inflamação contribui para o bem-estar geral.

 

“O tratamento da endometriose deve sempre começar com uma abordagem clínica, o que pode incluir melhorar a dieta ou usar hormônios que inibem a ovulação. Caso o controle da dor e a melhora na qualidade de vida não sejam alcançados, e a paciente continue sofrendo com os sintomas, o tratamento cirúrgico pode ser considerado. A decisão de partir para a cirurgia depende da localização da endometriose, seja no intestino, no peritônio, nos nervos ou nos ovários”, conta Dr. Quintairos.

 

É fundamental destacar que a endometriose, muitas vezes, se apresenta em quadros graves devido à falta de diagnóstico precoce. “Quanto mais cedo o diagnóstico for feito, mais eficaz será o tratamento, evitando que a paciente desenvolva sequelas irreversíveis, como dores crônicas e dificuldades digestivas. O diagnóstico precoce é crucial não apenas para identificar a doença, mas também para impedir que ela se torne grave, minimizando os danos secundários”, comenta o ginecologista.

 

Ele reforça ainda a necessidade de preparação de médicos para o diagnóstico precoce e o esclarecimento para as mulheres portadoras da doença, por meio de palestras e ações de conscientização para que elas possam se familiarizar com os sintomas e compreender a doença. “O objetivo é que as mulheres possam procurar ajuda de forma espontânea e, com isso, reduzir o impacto da endometriose em suas vidas”, finaliza o médico.


62º CBGO

Congresso Brasileiro de Ginecologia e Obstetrícia

https://cbgo2025.com.br/

#CBGO2025

Data: 14 a 17 de maio de 2025

Local: Riocentro - Av. Salvador Allende, 6555 – Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, RJ


Sabin desenvolve novo teste para detecção de alterações do gene DPYD


Freepik
Exame auxilia médicos a avaliar risco de toxidade do tratamento 


O setor de biologia molecular do Sabin Diagnóstico e Saúde, terceiro maior player da medicina diagnóstica do País, desenvolveu um novo teste para detecção de alterações no gene DPYD, que influem diretamente na eficácia de tratamentos quimioterápicos para vários tipos de câncer. Além de permitir controle total sobre o procedimento, o novo teste é mais econômico e mais rápido em relação ao que vinha sendo utilizado. 

A quimioterapia combate ao câncer ao impedir que as células doentes se multipliquem. Alguns dos medicamentos como o 5-Fluorouracil (5-FU), muito usado contra tumores de mama e de intestino, bloqueiam o DNA das células cancerígenas. Nesse processo, o gene DPYD tem um papel fundamental, pois contém as instruções para produzir uma enzima de mesmo nome, que ajuda o organismo a processar o quimioterápico. 

Cerca de 80% da dose do medicamento 5-FU é degradada por essa enzima, permitindo que o tratamento seja eficaz e seguro. Porém, algumas pessoas possuem alterações genéticas que reduzem ou impedem a atividade da DPYD. Isso significa que o medicamento não é metabolizado corretamente, podendo se acumular no organismo e causar efeitos colaterais graves. 

Pacientes com essas alterações genéticas têm um risco maior de toxicidade ao usar o 5-FU e outros medicamentos relacionados. “O teste auxilia o médico a tomar a melhor decisão e reduzir os riscos do tratamento para o paciente”, explica a farmacêutica e pesquisadora Andressa Folha Vieira. 

Juntamente com o biólogo Fabián Hurtado, Andressa trabalhou no desenvolvimento do novo exame. Ambos integram o setor de biologia molecular do Sabin, coordenado pela bioquímica Lara Velasco. “Poucos laboratórios oferecem este teste, que vem ganhando cada vez mais espaço no protocolo de tratamento de vários cânceres”, afirma Lara.  

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Maio Amarelo: neurocirurgião alerta para impacto dos acidentes de trânsito nas lesões da coluna


Em meio à campanha Maio Amarelo, que chama a atenção para a segurança viária, um alerta importante: os acidentes de trânsito estão entre as principais causas de lesões graves na coluna vertebral. De acordo com dados do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, mais de 250 mil brasileiros por ano sofrem algum tipo de lesão medular resultantes de colisões automobilísticas. 

Lesões na coluna, especialmente as que afetam a medula, têm consequências que vão muito além do momento do acidente, podendo gerar sequelas irreversíveis”, afirma o neurocirurgião, mestre pela UNIFESP, Dr. Alexandre Elias. 

Um impacto violento pode comprometer vértebras, discos intervertebrais, nervos espinhais e a própria medula, o que pode levar a paralisias permanentes e necessidade de intervenção cirúrgica imediata. Segundo o Dr. Alexandre, as fraturas vertebrais estão entre as ocorrências mais comuns nesse tipo de trauma. 

Fraturas leves podem ser tratadas com colete e repouso, mas quando há instabilidade da coluna ou risco à medula, a cirurgia é essencial para evitar sequelas mais graves. Usamos parafusos, hastes e técnicas modernas para realinhar e estabilizar a coluna com o menor dano possível”, explica o especialista. 

Outros quadros frequentes incluem instabilidade vertebral com lesões ligamentares, hérnias de disco traumáticas e, nos casos mais graves, a lesão medular. “Quando a medula é comprimida ou lesionada, cada minuto conta. A cirurgia, nesses casos, pode ser decisiva para preservar funções motoras e sensoriais”, acrescenta o médico. 

Apesar da gravidade, nem toda lesão exige procedimento cirúrgico. A avaliação é feita com base em exames de imagem e na sintomatologia apresentada, e os avanços na medicina têm permitido tratamentos menos invasivos e com melhor recuperação. 

A boa notícia é que evoluímos muito nas técnicas cirúrgicas da coluna. Hoje conseguimos tratar com mais precisão, menos dor e um tempo de reabilitação mais curto, por procedimentos minimamente invasivos, neuronavegação e robótica. Mas nada substitui a prevenção”, ressalta. 

Para o especialista, atitudes simples são as melhores aliadas na proteção da coluna: uso de cinto de segurança, capacete, roupas de proteção, respeito às leis de trânsito e jamais dirigir sob efeito de álcool ou cansaço. 

Por mais que a medicina tenha avançado, nenhuma cirurgia é melhor do que evitar o acidente. Proteger sua coluna é, antes de tudo, um ato de responsabilidade com sua própria vida e com a dos outros”, finaliza Dr. Alexandre Elias. 



Dr. Alexandre Elias - neurocirurgião especializado em cirurgia minimamente invasiva da coluna vertebral, com mais de 25 anos de experiência. Mestre pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e research fellow na University of Arkansas for Medical Sciences, atua como preceptor de cirurgia de coluna vertebral na Unifesp e é membro ativo do Hospital Sírio-Libanês e do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital 9 de Julho. É também especialista pela Sociedade Brasileira de Neurocirurgia (SBN) e pela Sociedade Brasileira de Coluna Vertebral (SBC).
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Maio azul: câncer de ovário é silencioso e pode evoluir depressa se não tratado em estágio inicial

Com maior incidência após os 50 anos, neoplasia é a oitava mais comum nas brasileiras. Oncologista explica por que pode acontecer, tipos e como identificar

 

Considerado o oitavo tipo de tumor mais comum entre as mulheres no mundo, o câncer de ovário merece atenção. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é estimado que no triênio 2023-2025 sejam diagnosticados 7.310 novos casos da neoplasia ao ano. Quanto ao número de óbitos, o Atlas de Mortalidade por Câncer de 2021 apontou 4.037 mortes no período. 

Quando não tratado em estágio inicial, o câncer de ovário pode evoluir rapidamente e costuma ser assintomático. No entanto, quando existem sinais da doença, são bastante discretos, podendo dificultar o diagnóstico. 

“A neoplasia possui uma maior incidência em mulheres acima de 50 anos. Na grande maioria dos casos, não é possível que os fatores de risco sejam identificados previamente, tornando este tipo de câncer agressivo", comenta Marcela Bonalumi, oncologista da Oncoclínicas&Co.


Tipos de câncer de ovário

Ao todo, é estimado que existam cerca de 30 tipos de câncer de ovário, podendo ser denominados a partir de suas células de origem. 

"Em 95% dos casos, o câncer de ovário é derivado das células epiteliais, que revestem o ovário. Já os outros 5% são das células germinativas, que formam os óvulos, e também das estromais, responsáveis por produzir grande parte dos hormônios femininos", comenta a oncologista.

Vale lembrar ainda que o câncer de ovário é o segundo tipo de câncer ginecológico mais comum em mulheres, ficando atrás somente do câncer de colo de útero. Os três principais grupos da neoplasia são:

  • Carcinoma epitelial de ovário – vem da superfície do ovário (o epitélio) e é o subtipo mais comum. O câncer de tuba uterina e o câncer primário do peritônio estão incluídos neste grupo;
  • Carcinoma de células germinativas de ovário – origina-se nas células reprodutivas ou germinativas dos ovários, ou seja, aquelas que dão origem aos óvulos;
  • Carcinoma de células estromais de ovário – forma-se nas células do tecido conjuntivo.

Há também o carcinoma de pequenas células hipercalcêmico do ovário, que não se enquadra nos três grupos acima e é extremamente raro. Ainda não foi identificado em que tipo de células ele se origina.


Sintomas e sinais do câncer de ovário

O câncer de ovário é uma doença silenciosa e em seus estágios iniciais não costuma apresentar sintomas específicos. À medida que o tumor cresce, pode causar:

  • Inchaço no abdômen;
  • Dor no abdômen;
  • Dores na região pélvica, nas costas ou nas pernas;
  • Náuseas;
  • Indigestão;
  • Gases;
  • Funcionamento anormal do intestino (prisão de ventre ou diarreia);
  • Fadiga constante;
  • Perda de apetite e de peso sem razão aparente;
  • Sangramento vaginal anormal, especialmente depois da menopausa;
  • Aumento na frequência e/ou na urgência de urinar.


Por que o tumor pode acontecer?

"Não se tem um motivo ao certo, mas existem alguns fatores de risco que podem colaborar para o surgimento do câncer de ovário. Dentre eles, é possível citar: a obesidade, sedentarismo, tabagismo, endometriose, idade maior a 50 anos, fatores hormonais (menarca precoce ou menopausa tardia), histórico familiar, mutações em genes BRCA1 e BRCA2, fatores reprodutivos (mulheres que não tiveram filhos possuem um risco aumentado de desenvolver a doença), entre outros", comenta a oncologista da Oncoclínicas&Co.

Alguns estudos sugerem que o uso de pílula anticoncepcional pode ser adotado como método preventivo, pois o número excessivo de ovulações tende a levar ao aparecimento de tumores. "A partir dos resultados, foi possível analisar que o medicamento diminuiu em até 33% o risco de câncer de ovário, seguido por 34% no de endométrio e 19% no de intestino", explica. 


Diagnóstico 

Infelizmente, até o momento não existe um exame específico que possa detectar o câncer de ovário, assim como o Papanicolau para o câncer de colo de útero ou a mamografia para o câncer de mama. 

"Os sintomas da neoplasia podem ser facilmente confundidos com outras doenças. Por isso, caso qualquer um deles apareça, é muito importante procurar ajuda médica o mais rápido possível", comenta a oncologista. 

A partir disso, o médico pode solicitar exames clínicos ginecológicos, laboratoriais e também de imagem, para identificar a presença de ascite ou acúmulo de líquidos, além da extensão da doença em mulheres com suspeita de disseminação intra-abdominal. Se houver suspeita de câncer de ovário, é necessário uma avaliação cirúrgica. 

Vale lembrar que pode ser realizado também um raio x ou tomografia computadorizada do tórax, com o intuito de analisar derrame pleural, metástases pulmonares ou ainda quaisquer outras alterações. 


Tratamento

Apesar do câncer de ovário ser o tumor ginecológico de maior índice de óbito no mundo, quando diagnosticado precocemente, as chances de cura podem aumentar. "O tratamento irá depender do tipo de estágio do câncer de ovário. Além disso, deve-se levar em conta os desejos da paciente, ou seja, se há a vontade de ter filhos. A partir disso, a cirurgia é o principal tratamento, mas pode significar a retirada unilateral ou bilateral dos ovários. Já no caso da quimioterapia, ela pode ser realizada antes ou depois da cirurgia", comenta Marcela Bonalumi. 

Por isso, a oncologista aconselha que a decisão sempre seja tomada junto com o especialista. "O melhor método é aquele com o objetivo de salvar a vida da paciente, mas sem perder de vista os sonhos futuros. Contudo, devemos realizar uma abordagem personalizada para cada caso, pensando não só nas questões físicas, mas também nas emocionais durante todo o processo", finaliza.

 

Oncoclínicas&Co
Oncoclínicas&Co www.oncoclinicas.com


Caneta para emagrecer: quem pode usar, quais os riscos e como evitar uso errado? Nutróloga responde

Médica explica quando o uso é indicado, os riscos do consumo sem prescrição e como identificar versões falsificadas


Elas ficaram famosas nas redes sociais, ganharam espaço em consultórios e hoje estão até em salões de beleza. As chamadas “canetas emagrecedoras” se tornaram populares entre quem busca emagrecer rápido, mas seu uso sem acompanhamento médico pode causar efeitos graves. A médica nutróloga Fernanda Vasconcelos, fundadora do Instituto Qualitté, alerta que a prescrição deve seguir critérios rígidos, com avaliação do histórico do paciente, exames e risco metabólico. “Não é uma fórmula mágica, é um tratamento médico sério, que exige responsabilidade”, afirma.

Quem pode usar, quais são os riscos do uso irregular, como saber se a caneta é falsificada e o que fazer em vez de recorrer ao medicamento. Essas são algumas das dúvidas que a médica ajuda a esclarecer.


1. Em quais casos as canetas podem ser usadas?

Medicamentos como Ozempic, Saxenda, Victoza, Mounjaro são indicados para pessoas com obesidade (IMC a partir de 30); sobrepeso (IMC a partir de 25) com comorbidades (como gordura no fígado, apneia do sono ou hipertensão) e até para quem tem compulsão alimentar leve a moderada. 

Elas fazem parte do arsenal terapêutico, mas não são para qualquer um. Cada prescrição exige critérios, como histórico clínico, exames, comportamento alimentar e composição corporal precisam ser avaliados com cuidado. 


2. O uso está banalizado?

Sim, a popularização sem controle é preocupante. Essas medicações estão sendo vendidas por pessoas leigas, em locais totalmente inadequados, como salões de beleza e fora de ambientes de saúde. Já vi casos de internação por efeitos colaterais graves causados pelo uso inadequado.


3. A nova regra da Anvisa muda alguma coisa?

Sim. A exigência de retenção da receita médica para esses medicamentos (análogos do GLP1) visa conter o uso indiscriminado e inadequado. É uma medida importante. Cria uma barreira ética e técnica para proteger o paciente. Ajuda a evitar automedicação e reforça a necessidade de acompanhamento profissional.


4. Quais os riscos do uso sem orientação?

Os efeitos colaterais mais comuns incluem náuseas, vômitos, constipação e dor abdominal. Em casos mais graves, pode ocorrer pancreatite e distúrbios gastrointestinais severos. Além dos efeitos diretos, o uso sem acompanhamento pode levar à perda de massa magra, desnutrição e até problemas na relação com a comida. Outro ponto importante é o desmame. Sem orientação, muitos pacientes voltam a engordar rapidamente porque não fizeram acompanhamento adequado e mudanças reais no estilo de vida durante o tratamento.


5. Como saber se a medicação não é falsificada?

Com o crescimento do mercado paralelo, é preciso redobrar a atenção. Desconfie de preços muito baixos. Sempre verifique se a embalagem está íntegra, se há nota fiscal, solicite o registro da Anvisa e se o produto foi armazenado corretamente, entre 2ºC e 8ºC. Sem isso, a eficácia certamente estará comprometida, ou o conteúdo pode nem ser o que está no rótulo. Há também o risco de falsificação com substâncias adulteradas. Já houve casos em que a medicação foi substituída por insulina ou diluída com líquidos desconhecidos, que provocou efeitos graves, como hipoglicemia severa.


6. Existem alternativas?

Sim, o tratamento do sobrepeso e da obesidade é multifatorial. Existem outras medicações, acompanhamento nutricional, suporte psicológico, atividade física e, em casos específicos, cirurgia bariátrica. Não existe solução mágica, e sim uma jornada estruturada com base científica.


Milhares de mulheres estão na fila para a reconstrução de mamas

Cursos de formação de especialistas mantidos pela Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) ajudam a diminuir o número de pacientes que aguardam pelo procedimento no SUS

 

Mais de 20 mil mulheres que se submetem à mastectomia para tratamento de câncer de mama aguardam a realização da cirurgia de reconstrução das mamas no SUS (Sistema Único de Saúde). Embora o procedimento seja um direito previsto por lei, a fila de espera vem aumentando com o passar dos anos no Brasil. Falta de recursos e de médicos especializados são apontados como principais obstáculos. Como estratégia para formar profissionais e contribuir para a diminuição do número de pacientes, a Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) mantém três cursos para reconstrução de mamas e oncoplastia. Desde 2015, quando foi instituído o primeiro curso, mais de 1.500 mulheres foram beneficiadas diretamente com as cirurgias.

De acordo com a Lei nº 9.797/1999, toda mulher tem o direito assegurado à reconstrução da mama. O texto destaca que “cabe ao SUS (Sistema Único de Saúde), por meio de sua rede de unidades públicas conveniadas, prestar serviço de cirurgia plástica reconstrutiva de mama”. Com a modificação da norma a partir da Lei nº 12.802/2013, houve a determinação da realização do procedimento imediatamente após a paciente alcançar as condições clínicas exigidas para a cirurgia.

A cirurgia para reconstrução mamária não tem meramente função estética. Associado à saúde, o procedimento favorece a autoestima das pacientes que se submeteram à mastectomia e em muitos casos se sentem menos femininas com a retirada das mamas.

Além da reconstrução mamária, definida como uma cirurgia reparadora que pode ser indicada após a mastectomia, a oncoplastia se inclui entre técnicas de cirurgia plástica associadas ao tratamento oncológico para reconstruir ou reparar mamas mutiladas pelo câncer ou que necessitam de uma melhoria estética prévia ao tratamento. Estas técnicas são o foco dos cursos da SBM. Com um corpo docente renomado e reconhecido nacional e internacionalmente, tem conteúdos teóricos e práticas direcionadas a mastologistas e cirurgiões de mamas de todos os estados brasileiros e também do Exterior.

O primeiro curso de formação da atualidade em reconstrução mamária e oncoplastia da SBM existe há dez anos no Hospital de Câncer Araújo Jorge, em Goiânia (GO). Com nove turmas formadas, atendeu até hoje cerca de 890 pacientes. “Em nossa experiência ao longo de uma década, observamos que as mulheres que passaram pela cirurgia oncoplástica demonstraram maior satisfação com os resultados e necessitaram de menos procedimentos para completar a reconstrução mamária”, destacam os mastologistas Régis Paulinelli e Fernando Jubé, coordenadores do curso.

O curso iniciado em 2016 no Hospital Amaral de Carvalho, em Jaú (SP), atendeu 561 pacientes no período em que seis turmas de médicos passaram pelo processo de especialização. Os coordenadores Maurício Resende, João Paloschi e Ailton Joioso, ressaltam a contribuição da SBM para diminuir a fila de espera para reconstrução mamária no SUS. “O procedimento no SUS esbarra em vários problemas, como o déficit de centros cirúrgicos. Nos cursos, temos a oportunidade de formar especialistas e ao mesmo tempo reduzir o tempo de espera para a cirurgia”, dizem.

O curso mais recente, instituído em 2024, é ministrado no Hospital Aristides Maltez, em Salvador (BA). Iniciada sua segunda turma, já atendeu 66 pacientes no primeiro ano. De acordo com os coordenadores Ana Imbassahy, Paulus Fabrício e Sálvia Canguçu, este número se soma a 1.518 pacientes beneficiadas diretamente com formação oferecida pela SBM em uma década. “Este ano, temos a previsão de receber 99 pacientes por curso, totalizando cerca de 300 mulheres beneficiadas”, completam.

Durante e após o curso, os alunos realizam cirurgias em suas cidades e hospitais de origem. Na avaliação da Sociedade Brasileira de Mastologia, este é um fator que aumenta consideravelmente o número de pacientes beneficiadas e amplia também a oferta de médicos especializados em reconstrução mamária e oncoplastia no País. Como estes alunos são multiplicadores destas técnicas, a quantidade de pacientes beneficiadas é muito maior, formando uma corrente do bem que beneficia milhares de mulheres em todo o Brasil.


Efeitos do energético para a saúde

Segundo especialista, quando consumido em excesso, riscos superam os benefícios


O consumo de bebidas energéticas pode ter efeitos significativos sobre o coração, como por exemplo aumento da frequência cardíaca, arritmias cardíacas, hipertensão arterial, “síndrome do coração partido” e até complicações mais sérias. São muitos os possíveis efeitos que o uso excessivo da bebida pode causar à saúde. Segundo especialistas, além do forte nível de cafeína, que pode ir de 80 a 160 mg dependendo da marca, a bebida contém também ingredientes como taurina, que contribui para estes efeitos colaterais. 

Apesar disso, pesquisa realizada pela empresa de dados Kantar revela que o mercado de energéticos no Brasil tem se encaminhado para um cenário positivo em consumo fora do lar, com um crescimento de 54% em consumidores alcançados em um ano. Segundo a pesquisa, a principal razão de consumo dos energéticos pelos brasileiros é o sabor (39%), seguido pelas ocasiões para matar a sede (16%).  

Mas quais os verdadeiros cuidados que devemos ter ao ingerir este tipo de bebida? A Inspirali, principal ecossistema de educação médica do país, convidou a Dra Juliana Filgueiras Medeiros, médica cardiologista e professora na Universidade São Judas Tadeu, para tirar as principais dúvidas dos consumidores sobre o tema. Confira:

 

- Energético faz mal para a saúde?

R: O energético, quando consumido em excesso ou em uma frequência irregular, pode sim fazer mal para a saúde já que geralmente ele concentra altas doses de cafeína e açúcar que podem afetar o coração aumentando a pressão arterial, também causando taquicardia. Em alguns casos, pode até provocar arritmia como fibrilação atrial. Se a pessoa tem algum problema cardíaco, ou se é muito ansioso e/ou tem insônia, o ideal é evitar.

 

- Quais são os efeitos colaterais do energético?

R: Os efeitos colaterais das bebidas energéticas podem variar de pessoa para pessoa, mas alguns dos mais comuns incluem:  insônia, aumento da pressão arterial, aumento das arritmias, batimentos cardíacos irregulares, piora da ansiedade e dor de cabeça. Em casos extremos, pode causar crise convulsiva, desidratação e tem relatos até de parada cardíaca, mas não é tão comum. Depende muito da dose que a pessoa consome. Geralmente, para o paciente ter uma parada cardíaca, está associado com o uso de drogas ou bebida alcoólica.

 

- Quem não deve consumir?

R: Pacientes com problemas cardíacos, tais como hipertenso, portadores de arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca, nossa recomendação é evitar. Quem tem crise de ansiedade ou pânico precisa evitar o consumo, porque ele pode desencadear uma crise de pânico mais grave ou piorar a ansiedade. Quem tem distúrbio de sono, tais como insônia ou dificuldade de dormir, o energético vai atrapalhar o sono do paciente e, consequentemente, ele acordará mais cansado. Crianças e adolescentes não devem consumir porque ainda estão em desenvolvimento do sistema nervoso e existe o risco de dependência, principalmente com cafeína, portanto a Sociedade Brasileira de Cardiologia de Pediatria não recomenda o uso energético para menor que 18 anos. Para gestantes e quem amamenta também recomenda-se evitar porque a cafeína atravessa a placenta e pode afetar o bebê. Idosos preferimos não recomendar pois podem ter efeitos colaterais como tontura, arritmia, pressão alta ou queda da pressão.  É importante que as pessoas estejam cientes desses potenciais efeitos colaterais e considerem moderar o consumo de bebidas energéticas, especialmente se tiverem condições de saúde pré-existentes. Consultar um profissional de saúde é sempre uma boa prática se houver preocupações sobre o consumo.

 

- O que pode acontecer com o corpo de uma pessoa que consumo energético diariamente?

R: Não recomendamos tomar energético diariamente. Mas, em caso de consumo diário, pode ocorrer uma dependência da cafeína ou até abstinência. O consumo diário pode causar dor de cabeça, irritabilidade, cansaço, dificuldade de concentração, já que o seu organismo se acostuma cada vez mais e vai precisar de uma dose cada vez maior de energético para sentir o efeito. E isso pode sobrecarregar o coração porque terá um aumento da pressão arterial, batimentos cardíacos acelerados ou irregulares. Então, com isso, a pessoa vai forçar mais o coração podendo induzir arritmias graves ou até insuficiência cardíaca.

Na verdade, a bebida vai deixar o cérebro em estado de alerta o tempo todo e vai ter dificuldade para dormir e cansaço no dia seguinte, então vai tomar mais energético e acaba virando um ciclo vicioso. Além disso, como os energéticos têm muito açúcar, você pode ganhar peso, podendo levar ao risco de diabetes. Para o fígado, metabolizar a cafeína em excesso pode ter uma hepatopatia, ou seja, uma sobrecarga do fígado. Tomar energético pode parecer inofensivo, mas o uso crônico pode prejudicar sim. O ideal é, se for tomar, que seja com moderação e em situações específicas e não misturar com álcool.

 

- Energético pode ser benéfico?

R: Como cardiologista, não estimulo o consumo de energético. Claro que em algumas situações específicas, como por exemplo, você precisa fazer uma prova, precisa ficar um pouco mais acordado, ter uma melhor concentração, ou vai viajar de madrugada, até pode tomar um pouco. Ou em algumas situações como, por exemplo, para melhorar a sua disposição, a sua energia, diminuir um pouco a fadiga, o estresse. Em algumas situações melhora o estado mental, o desempenho físico, mas tem que usar com moderação, porque tem riscos também e acredito que os riscos superam os benefícios. Usar de vez em quando não tem problema, mas o uso em excesso pode causar dependência e em associação com o álcool, principalmente, ele fica mais maléfico do que benéfico.


O sonho da maternidade: diferentes formas de ser mãe com a ajuda da medicina avançada

Canva
O avanço da medicina reprodutiva tem proporcionado novas possibilidades para a realização do sonho da maternidade, superando barreiras biológicas e mostrando que não há uma única forma de ser mãe; médico especialista explica mais

 

O desejo de ser mãe é um anseio compartilhado por muitas mulheres ao redor do mundo, mas para algumas, o caminho até a maternidade é repleto de obstáculos. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 1 a cada 6 pessoas enfrenta dificuldades para engravidar, um desafio que afeta uma parcela significativa da população. No Brasil, estima-se que 15% da população adulta sofra com problemas de fertilidade. Porém, as opções da medicina reprodutiva têm proporcionado novas possibilidades para mulheres e casais, tornando o sonho de ser mãe mais acessível do que nunca. 

"Hoje, sabemos que a maternidade vai muito além da concepção biológica. Existem diversas formas de ser mãe e de amar, e a medicina tem contribuído de forma decisiva para que as pessoas possam seguir seus caminhos para a maternidade, seja através de técnicas como a fertilização in vitro, ovodoação ou barriga solidária", afirma o Dr. Vamberto Maia Filho, ginecologista e especialista em reprodução humana. 

Conheça algumas técnicas que os avanços da medicina reprodutiva hoje proporcionam, e que ainda não são amplamente conhecidos pelos público leigo:
 

Fertilização in vitro (FIV) 

A FIV é uma técnica na qual os óvulos são coletados, fertilizados em laboratório com espermatozoides e posteriormente transferidos para o útero da mulher que levará a gestação adiante. “Esse método é amplamente utilizado por casais homoafetivos femininos e permite que ambas participem ativamente do processo”, comenta o médico especialista.  

Este é o caso de Lara e Gisela, um casal homoafetivo que também enfrentou desafios em sua jornada para formar a família dos seus sonhos. Através da FIV, elas conseguiram superar as barreiras biológicas e agora são mães de um filho que é a representação do amor que as une. "A fertilização in vitro não é apenas sobre genética, mas sobre o amor que temos uma pela outra e pelo nosso filho. A verdadeira essência de uma família está no vínculo emocional, não nos laços sanguíneos", afirmam com orgulho.
 

Compartilhamento de óvulos 

O compartilhamento de óvulos é um procedimento em que uma mulher recebe óvulos doados por outra mulher, permitindo a gestação mesmo em casos de baixa reserva ovariana ou idade avançada. Essa técnica é indicada para mulheres que não conseguem produzir óvulos saudáveis, mas que ainda podem levar a gravidez adiante. 

Como Ana, que aos 53 anos, acreditava que a maternidade havia ficado para trás. No entanto, com o auxílio do procedimento, ela conseguiu engravidar e hoje desfruta da maternidade plena, um sonho que parecia inalcançável. "Nunca imaginei que seria possível ser mãe aos 53 anos, mas com a ajuda da medicina e com acompanhamento médico de perto, consegui realizar meu maior sonho", compartilha ela, emocionada. 

“Embora a gestação acima dos 40 anos seja de risco, há casos em que as mulheres conseguem sim realizar o sonho da maternidade. Neste caso, é fundamental reforçar a importância de um acompanhamento médico de perto durante todas as fases da gestação”, alerta o Dr. Vamberto. 
 

Barriga solidária 

A barriga solidária é um processo em que outra mulher gesta o bebê para os pais biológicos, sem qualquer vínculo genético com a criança. No Brasil, essa prática é permitida desde que não envolva fins lucrativos e que a barriga solidária seja uma parente de até quarto grau dos pais. 

Por exemplo, Sandra nasceu com a Síndrome de Rokitansky, uma condição que a impede de gerar um filho em seu próprio ventre. Contudo, com o apoio de sua prima, que se ofereceu para ser barriga solidária, e com o acompanhamento médico especializado, conseguiu realizar o sonho de ser mãe. "A maternidade não está restrita ao vínculo biológico. A generosidade, o amor e a solidariedade podem ser os maiores responsáveis pela construção de uma família. Minha prima foi a chave para que meu sonho se realizasse", diz Sandra emocionada.
 

Criopreservação Seminal 

O processo de congelamento de esperma é chamado de criopreservação seminal. Ele consiste na coleta, análise e armazenamento dos espermatozoides em temperaturas extremamente baixas (-196°C) em nitrogênio líquido, preservando sua viabilidade por tempo indeterminado. Esse método é utilizado para preservação da fertilidade em casos de tratamentos médicos, vasectomia ou planejamento reprodutivo. 

Maria Deolinda e seu marido, naturais da África do Sul, sonhavam em construir uma família. No entanto, uma tragédia interrompeu seus planos quando seu esposo perdeu a vida em uma queda de avião. Apesar do luto, Maria decidiu seguir com o sonho da maternidade, utilizando os espermatozoides congelados do marido. 

Com o apoio do Dr. Vamberto, Maria realizou o tratamento e recebeu a notícia tão esperada: estava grávida. Hoje, com seu filho nos braços, ela reflete: “Nenhuma mulher é infértil, como diz o Dr. Vamberto, acabamos sem conceber por algumas razões e injustiças. Mas depende de nós lutar e não perder as esperanças no que buscamos.
 

Método ROPA – Recepção de Óvulos da Parceira 

O método ROPA é uma técnica de fertilização in vitro na qual uma das mulheres do casal fornece os óvulos e a outra leva a gestação adiante, permitindo que ambas participem ativamente do processo. Esse método é uma alternativa inovadora para casais homoafetivos femininos e fortalece ainda mais o vínculo entre as duas mães e o bebê.  

Adriana Tito enfrentou uma longa jornada marcada por desafios ginecológicos desde muito jovem. Aos 18 anos, passou por sua primeira cirurgia devido a um cisto no ovário roto. Após o procedimento, recebeu a notícia de que havia perdido o ovário direito, tamanha era a gravidade das lesões. 

Nos anos seguintes, enfrentou uma série de procedimentos por conta da endometriose intestinal, até que veio o diagnóstico de adenomiose. Apesar de sempre ter consciência das dificuldades que enfrentaria para engravidar, Adriana nunca deixou de acreditar que seria possível. 

Além das barreiras médicas, havia também o preconceito e os obstáculos por viver em um relacionamento homoafetivo. Mas isso nunca a impediu de sonhar. Ao iniciar sua jornada pela maternidade, Adriana descobriu que não poderia gerar um bebê com seus próprios óvulos. Foi então que sua parceira entrou ainda mais ativamente na história, doando os óvulos que possibilitaram o sonho de ambas. 

Nesse processo, o acolhimento do Dr. Vamberto foi essencial. Mais do que um médico, ele se tornou um ponto de apoio, oferecendo cuidado, respeito e esperança em cada etapa. "Sempre soube que não seria fácil, mas com o acolhimento certo, tudo se tornou mais leve. O Dr. Vamberto não cuidou só do meu corpo, mas também do meu coração. Ele acreditou comigo, e isso fez toda a diferença." 

Essas histórias de superação e dedicação mostram que a maternidade pode ser vivida de muitas formas e que o amor não se limita à biologia. "Não existe uma única maneira de ser mãe. A maternidade vai além da biologia e envolve a capacidade de amar e cuidar. As alternativas oferecidas pela medicina reprodutiva têm permitido que mulheres e casais superem barreiras, proporcionando a realização do sonho de construir uma família de maneira única e personalizada", complementa Dr. Vamberto Maia Filho.

 

Dr. Vamberto Maia Filho - Especialista em reprodução humana e oferece um atendimento personalizado e humanizado, que combina expertise médica nos seus 20 anos de prática dedicada a infertilidade com acolhimento aos casais que realizam tratamentos de fertilidade. Primeiro residente em reprodução humana do Brasil, e participou da equipe que gerou o primeiro bebê por FIV (fertilização in vitro) do SUS, em Recife. Doutor pela UNIFESP e 11 anos dedicados ao ensino em ginecologia endócrina com ênfase em pesquisa científica pela mesma universidade.


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