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terça-feira, 1 de abril de 2025

Serasa Experian abre inscrições para programa de bolsas de estudo gratuitas em tecnologia para jovens da periferia na zona leste de São Paulo

As inscrições ficam abertas até 27 de abril e devem ser feitas pelo link https://www.serasaexperian.com.br/transforme-se/

 

A Serasa Experian abre novas inscrições para seu programa social de inclusão através de educação profissionalizante, o Transforme-se. O projeto chega a sexta edição tendo acumulado mais de 2.100 pessoas de sete Estados já formadas pela iniciativa de ESG da maior datatech do país, em um investimento que ultrapassa R$ 13 milhões desde 2021. 



Para São Paulo, na zona leste, serão 86 bolsas de estudo gratuitas serão disponibilizadas. Ao todo, nessa edição, serão oferecidas 510 bolsas de estudos gratuitas em tecnologia – programação de sites e aplicativos (programação front end Java), para jovens moradores de comunidades de baixa renda de Brasília, Recife e São Paulo (zona leste), com idades entre 18 e 29 anos, que tenham completado ou estejam cursando o ensino médio. As inscrições devem ser feitas no link: https://www.serasaexperian.com.br/transforme-se/.

 

A datatech oferece um pacote completo de benefícios para que os jovens aprovados possam estudar e mudar de vida. Estão inclusos os materiais básicos como mochila, caderno, camiseta, assistência social, suporte para transporte até as escolas e alimentação caso necessário.

 

As aulas serão oferecidas em unidades do Senac nas cidades citadas. Ao todo serão 6 meses de aulas, com 260 horas de formação divididos entre informática básica, lógica, programação front end – Java. Além disso, a Serasa Experian inclui na jornada educacional 20 horas de Finanças Pessoais, com o objetivo de apoiar a saúde financeira dos jovens e, também, um processo de mentoria sobre carreira formatado em quatro encontros com profissionais da companhia. Já o acompanhamento social é feito por ONGs da rede da Gerando Falcões.

 

“O Transforme-se é fruto do desejo de transformar vidas através de uma carreira em tecnologia. Com o programa conectamos nosso DNA de dados e de tecnologia com o propósito de criar um amanhã melhor através de saúde financeira”, afirma Paulo Gustavo Gomes, head de sustentabilidade da Serasa Experian.

 

Mais que um programa, um ecossistema end-to-end para apoiar da formação ao emprego, com foco na transformação social 

Paulo Gustavo Gomes complementa que, “nosso objetivo não é distribuir bolsas de ensino, estamos perseguindo a transformação social de cada jovem que passa pelo programa. Todos os anos investimos e testamos novas ferramentas para ajudar os jovens a alcançarem um emprego que garanta um futuro melhor e mais promissor para ele e para sua família”.

 

Em 2024 a Serasa Experian lançou a comunidade de ex-alunos do programa, que oferece conteúdos complementares do universo de tecnologia e de soft skills criados com expertise de colaboradores voluntários da empresa. Ao todo estão disponíveis mais de 70 vídeo aulas, sendo que 1.4 mil horas de conteúdos consumidos pelos jovens em 1 ano. O espaço também é uma oportunidade de troca entre os jovens, canal de comunicação e de divulgação de vagas abertas na companhia.

Agora, neste ano, a datatech acaba de lançar o banco de talentos, num objetivo de dar escala ao ingresso no mercado de trabalho. A 99jobs foi escolhida para hospedar e disponibilizar ao mercado os talentos de early career do programa. 

 

“Hoje 80% de nossos ex-alunos estão empregados, tiveram aumento de renda ou migraram para uma posição em tecnologia após 1 ano de conclusão do curso. Queremos que mais empresas encontrem esses talentos, dando-os competitividade com respeito ao perfil social, o que com certeza contribuirá para mais diversidade, inclusão e orgulho em pertencer dessas empresas”, explica o head de sustentabilidade da Serasa Experian.

 

As empresas interessadas poderão acessar essa página específica na internet (https://transforme-se.99jobs.com/ ) e buscar por talentos formados através dos diversos filtros disponíveis. Além disso, a jornada de seleção na plataforma da 99jobs será totalmente gratuita para as empregadoras e os jovens, uma vez que a Serasa Experian também é responsável pelos custos operacionais dessa etapa.


 

Serviço – Como o Transforme-se vai funcionar:

· Bolsas 100% gratuitas para estudar com a metodologia Senac.

· Carga horária de até 280h de Informática Básica, Lógica de Programação e Programação de Sistemas, além de Finanças Pessoais.

· Mentoria com profissionais da Serasa Experian.

· Bolsa-auxílio para ajudar em transporte e alimentação, sendo R$ 27 por aula frequentada.

· Acompanhamento social e pedagógico individualizado.

· Inscrições no site: https://www.serasaexperian.com.br/transforme-se

·  Aulas ministradas presencialmente em unidades do Senac. 

 

Experian
experianplc.com


Meio ambiente, diversidade cultural e educação norteiam ações do Abril Indígena, no Museu das Culturas Indígenas

Programação especial acontecerá na sede do Museu das
 Culturas Indígenas, na zona oeste da capital paulista.
 Foto: acervo MCI

Eventos gratuitos com debates, oficinas, rituais, música e exposições valorizam os saberes e a resistência dos povos originários; para participar das atividades, basta retirar o ingresso no site:
https://museudasculturasindigenas.org.br/ 


Para marcar o Abril Indígena, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) realizará uma série de eventos gratuitos ao longo do mês. A agenda prevê encontros virtuais e presenciais, compartilhamento de saberes, lançamentos musicais e literários, rituais do Xingu, oficina de cerâmica, além de ações voltadas para educadores e famílias. As atividades reforçam a importância da valorização das tradições indígenas e a luta pela preservação dos biomas brasileiros. O MCI é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari (Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari), em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Indígena Aty Mirim.

Para rememorar o Dia da Abolição da Escravidão Indígena (1º de abril), o MCI realizará um encontro virtual no YouTube, às 15h, com mediação de Leandro Karaí Mirim e participação de Xipu Puri. Reflexões sobre liberdade e combate a violências sofridas pelos povos originários nortearão a conversa, que mostrará como a dívida histórica do Brasil afeta os direitos indígenas negligenciados até o presente momento.

Embora a escravização de pessoas indígenas seja proibida desde o século XVI, o Relatório Figueiredo, produzido em 1967, revelou à época crimes de genocídio, torturas, prostituição, apropriação dos frutos do trabalho, alienação de patrimônio, cárcere privado e mão de obra escravizada cometidos contra povos originários em todo o Brasil, o que reforçou a situação de omissão generalizada às diferentes populações.


INTERCÂMBIO

Professores e educadores poderão participar de uma tarde de compartilhamento de ideias com os mestres de saberes – indígenas do programa educativo – em 05 de abril, às 14h30. Neste encontro, os participantes conhecerão objetos e elementos de diversas culturas e aprenderão mais sobre conhecimentos tradicionais, línguas, práticas, biomas e formas de viver.

A ação é parte do Programa de Formação de Professores, elaborado pelo Núcleo de Transformação e Saberes (NUTRAS), que promove oficinas e atividades para formação de educadores, voltadas à abordagem das histórias e culturas indígenas em escolas ou demais espaços. Os encontros são abertos também para a participação de educadores não formais e que trabalham com públicos diversos.


MÚSICA

Em 10 de abril, às 19h, o MCI receberá o lançamento Energia Positiva, da multiartista baiana CAYARÍ, com participação de artistas convidados. Na estreia, o público poderá conferir as mudanças e a nova roupagem de seu trabalho, em uma celebração à cultura, à música e à ancestralidade. Parceiros musicais e amigos marcarão presença especial, potencializando o poder da união dos povos para as canções e na transmissão de uma mensagem poderosa de conexão e identidade.


POVOS DO XINGU

Em parceria com o Parque da Água Branca, o MCI realizará a oficina Luta Huka-Huka, do povo Mehinako, em 12 de abril, às 10h. O ritual dos povos do Parque Indígena do Xingu (MT) ocorre no encerramento do Kuarup, cerimônia fúnebre que marca o fim do período de luto, um ano após o falecimento dos integrantes das comunidades.

Com enfeites de linha, plumas e miçangas e o corpo pintado de jenipapo e urucum, os guerreiros são convocados para o embate pelo “dono da luta”, um indígena que exerce papel de observador e dirige-se ao centro da roda, chamando os lutadores pelo nome.


DIVERSÃO

Nos dias 13 e 27 de abril, às 10h e às 14h, os mestres de saberes receberão grupos familiares para um domingo de brincadeiras e saberes tradicionais. Jogos de arco e flecha, zarabatana e peteca integrarão a programação.

As famílias também poderão visitar as exposições Hendu Porã’rã, escutar com o corpo, Mymba’i, pedindo licença aos espíritos, dialogando com a Mata Atlântica, Nhe’ẽry: onde os espíritos se banham e Ocupação Decoloniza - SP Terra Indígena. Os ingressos serão gratuitos para as famílias.

Igualmente aos domingos (13 e 27/04), às 10h30, o escultor e mestre de saberes, Natalício Karaí, do povo Guarani Mbya, conduzirá uma oficina sobre biomas e animais brasileiros. Serão apresentadas informações das faunas e floras da Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e Pantanal, enquanto os participantes confeccionam seus próprios bichinhos em cerâmica fria.


MATA ATLÂNTICA

Representantes de povos indígenas que vivem nos territórios, membros da sociedade civil, instituições de pesquisa, organizações ambientais e culturais apresentarão o Manifesto em defesa do tombamento do bioma Mata Atlântica como patrimônio material e imaterial brasileiro, em 17 de abril, às 10h, no MCI. O documento convocará a responsabilidade coletiva para a preservação do ecossistema como recurso fundamental para o Brasil.


ARTESÃOS DA AMAZÔNIA

Para fechar a programação mensal, o MCI receberá o lançamento do livro O segredo dos artesãos da Amazônia (2025), escrito por Siriani Huni Kuin e Nikita Llerena, com ilustrações de Yaka HuniKuin, em 26 de abril, às 15h. A publicação da Editora Garagem do Imaginário e coordenação editorial de Adriana Teixeira Reis e Elvira Godinho Aranha, explora as tradições e cultura do povo Huni Kuin, a partir da visão de Sirani, personagem que vive em um cenário de desmatamento.

O livro traz conhecimentos ancestrais para a preservação da floresta e os recursos essenciais oferecidos pelo planeta, incentivando a reflexão sobre a conservação dos biomas como fator essencial para a manutenção e qualidade da vida humana.


E MAIS!

Artesãs e artesãos dos povos Bororo, Guarani, Huni Kuin, Pataxó, Fulni-ô, Guajajara, Terena, entre outros, comercializarão uma grande diversidade artefatos tradicionais na Feira de Artes Manuais Indígenas em exposição na área externa no MCI. Entre 9h e 18h, o espaço promoverá artistas a fim de incentivar, auxiliar e ampliar as oportunidades socioprodutivas e econômicas de pessoas indígenas.

 


SERVIÇO

Encontro virtual - Dia da Abolição da Escravidão Indígena (01/04)

Data e horário: 01/04/2025, das 15h às 16h30

No YouTube do MCI: https://www.youtube.com/@museudasculturasindigenas

 

Encontro com educadores: dos objetos aos saberes

Data e horário: 05/04/2025, das 14h30 às 17h30

 

Lançamento do single “Energia Positiva”, com CAYARÍ

Data e horário: 10/04/2025, das 19h às 20h

 

Huka-Huka - luta Mehinako

Data e horário: 12/04/2025, das 10h às 12h

No Parque da Água Branca: Av. Francisco Matarazzo, 455 - Água Branca

 

Dia da Família no Museu - brincadeiras indígenas

Data e horário: 13 e 27/04/2025, das 10h às 12h; e das 14h às 16h

 

Oficina de bichinhos dos biomas

Data e horário: 13 e 27/04/2025

2025, das 10h30 às 12h

 

Lançamento do Manifesto em Defesa do Tombamento da Mata Atlântica

Data e horário: 17/04/2025, das 10h às 12h

 

Contação de Histórias MCI: lançamento do livro “O Segredo dos Artesãos da Amazônia”

Data e horário: 26/04/2025, das 15h às 17h

 

Feira de Artes Manuais Indígenas

Horário: das 9h às 18h

 

Todos as atividades são gratuitas com retirada de ingresso no site: https://museudasculturasindigenas.org.br/

 

Sobre o MCI    

Localizado na capital paulista, o Museu das Culturas Indígenas (MCI) é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, gerida pela ACAM Portinari – Organização Social de Cultura, em parceria com o Instituto Maracá e o Conselho Aty Mirim.   

 

Museu das Culturas Indígenas  

Endereço: Rua Dona Germaine Burchard, 451, Água Branca – São Paulo/SP      

Telefone: (11) 3873-1541     

E-mail: contato@museudasculturasindigenas.org.br          

Site: www.museudasculturasindigenas.org.br           

Redes sociais   

Instagram (@museudasculturasindigenas)           

Facebook (/museudasculturasindigenas)           

Twitter (@mcindigenas)     

YouTube (@museudasculturasindigenas)           

          

Rotina de estudos: dicas para se planejar com assertividade

Uma rotina de estudos assertiva é vital para o sucesso dos estudantes

 

A pandemia da Covid-19 causou diversos impactos na população, inclusive nos estudantes. Para se ter uma ideia, de acordo com uma pesquisa realizada pelo C6 Bank em parceria com o Datafolha, 46% das crianças e adolescentes relataram estar com dificuldade no processo de aprendizagem após o ano de 2020, dado que reforça a necessidade de uma rotina de estudos assertiva. 

Embora a experiência de aprendizagem nos ambientes escolares seja imprescindível, ela não necessariamente ajuda na fixação do conteúdo. Isso decorre da revisão, pois é nesse momento que as dificuldades são identificadas e as dúvidas geradas. Por isso, é essencial que os estudantes definam uma rotina, bem como as melhores metodologias e tecnologias, para que o equilíbrio entre os estudos e o lazer aconteça. Dessa maneira, é possível mitigar dificuldades e atingir resultados mais satisfatórios, principalmente nos vestibulares.
 

A importância de criar uma rotina de estudos 

Um dos primeiros passos para criar uma rotina de estudos é escolher o método mais adequado, que pode variar de acordo com a rotina de cada estudante. Essa definição se faz necessária, pois depois de usar a memória de curto prazo para compreender o conteúdo, o estudante precisa adotar estratégias que ajudem a fixar esse conhecimento na memória de longo prazo. 

Dado que a memória de curto prazo tem um tempo estimado entre 1 e 6 horas de duração, o estudante necessariamente precisa revisitar o conteúdo aprendido dentro desse espaço de tempo, a fim de fixar os conteúdos que poderão ser lembrados em momentos decisivos, como em avaliações e concursos.
 

Dicas de métodos aplicáveis 

Um método muito recomendado consiste no estudante ensinar a matéria para o espelho, ou seja, para si mesmo. Segundo a pirâmide de aprendizagem pensada pelo psiquiatra americano William Glasser, a porcentagem de retenção do conteúdo quando se ensina para outras pessoas é de 95%. 

Mesmo que não se tenha domínio do conteúdo, falar sobre o assunto em voz alta, explicando da própria maneira, ativa diversas partes sensoriais do corpo, que são reativadas no momento da prova, trazendo as memórias necessárias para relembrar os principais pontos da matéria. 

Além desse, existe o método Pomodoro, criado pelo italiano Francesco Cirillo, que consiste em dividir o estudo em intervalos de 25 minutos, chamados de pomodoros, colocando uma pausa de 5 minutos entre cada um. Dessa forma, o cérebro consegue descansar e retomar os estudos com uma melhor velocidade e rendimento. 

Outra dica é acionar a coordenação pedagógica da instituição de ensino, que pode ajudar a identificar e escolher o melhor método, capaz de auxiliar o estudante a ter êxito em seus objetivos acadêmicos sempre de acordo com os conteúdos vistos no ambiente de aprendizagem. 

Independentemente do método escolhido, é importante que o estudante se envolva totalmente no processo e mantenha uma postura ativa diante de seu aprendizado. Quanto mais engajado ele estiver com o tema, mais aprende efetivamente sobre ele.
 

Tecnologia: uma aliada nessa jornada 

O avanço da tecnologia também têm ajudado a rotina de estudo de crianças e jovens. Atualmente, existem diversas ferramentas e vídeos na internet que conseguem aprimorar a experiência de aprendizagem. 

Plataformas de simulados, por exemplo, conseguem mapear o desempenho e identificar as dificuldades em cada matéria. Isso é de extrema valia no Ensino Médio, quando os estudantes estão se preparando para os vestibulares, pois os professores conseguem identificar déficits e, assim, auxiliar no cronograma de estudos de uma forma mais assertiva. 

Mas, é preciso tomar cuidado para que a tecnologia não se torne uma distração. Os celulares, tablets e computadores, no momento do estudo, devem ser utilizados exclusivamente para a aprendizagem e não para outros fins.
 

Escola e família: aliança poderosa 

Mesmo com a definição de um cronograma e a escolha do melhor método, ainda existem empecilhos nessa jornada que dificultam a realização de uma rotina de estudos eficaz, como o dia a dia familiar. Isso pode virar um problema quando o estudante vive em um ambiente movimentado, sem a possibilidade de estudar em um lugar silencioso. Inclusive, ainda de acordo com a pesquisa do C6Bank, dois em cada cinco estudantes relataram perda da capacidade de concentração após a pandemia. 

Desafios como esse podem ser identificados durante conversas com os estudantes e, nestes casos, a coordenação deve conscientizar a família para que seja definido os melhores horários para o estudo, um ambiente tranquilo e sem distrações, para garantir a aprendizagem completa. 

Por fim, é importante ressaltar que, mesmo com o apoio das técnicas elencadas, o acompanhamento dos profissionais de ensino dia após dia é essencial. Apenas dessa maneira é possível acompanhar a progressão de perto e garantir melhores níveis de aprendizagem, lembrando sempre que aprender não é decorar ou simplesmente memorizar; é experienciar, fazer parte e praticar.

 

Fernanda Cifali - Orientadora Educacional das Séries Finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio da unidade do Rio de Janeiro da Rede de Colégios Santa Marcelina, instituição que alia tradição à uma proposta educacional sociointeracionista e alinhada às principais tendências do mercado de educação.


As novas gerações de drones vão dar asas a muitas inovações

O potencial de uso dos drones não tripulados e também tripulados está voando cada vez mais alto. Entre as razões estão os avanços científicos e a engenharia de projeto que têm concebido modelos cada vez mais pequenos, mais leves, com mais recursos e maior desempenho. O que especialistas preveem com certeza é que a próxima geração de drones será mais versátil, autônoma, inteligente, segura e deve abrir um leque ainda maior de possibilidades de aplicação em várias áreas. 

Os fabricantes já antecipam que além de avanços importantes a sua evolução será acelerada. Embora lembre bastante os aeromodelos de outras eras, o drone foi desenvolvido para os campos de batalha nos Anos 1970, com a finalidade de monitorar a movimentação dos soldados, reduzindo os riscos de os militares serem atingidos pelo inimigo. 

Hoje em territórios de paz ele apresenta uma variedade de tipos, designs, usos, e preços que é notável. As próximas inovações nas gerações seguintes transformarão a forma como os drones têm sido usados e ampliarão suas possibilidades de aplicação. 

Em breve a primeira grande mudança será na inteligência artificial avançada, que na próxima geração fará o reconhecimento de objetos e cenários complexos nas rotas dos drones com decisão em tempo real mais autônoma. Os algoritmos irão ajudar muito os ‘enxames de drones’ (swarm drones) para esses aparelhos operarem juntos, em grupo, sem risco de colisão. A inteligência artificial realizará análise de dados no próprio drone, sem a dependência do processamento em nuvem. 

Haverá maior autonomia de voo, porque as baterias de lítio serão substituídas por aquelas de estado sólido com maior densidade energética. Hoje em drones comerciais a média de autonomia é de 20 a 40 minutos.  Para ampliar ainda mais o tempo de voo, muitos drones usarão a energia solar como fonte energética e até mesmo empregarão o hidrogênio, um ótimo combustível alternativo para aqueles aparelhos industriais que precisam voar longas distâncias.  

Nas novas gerações, os atuais protocolos de rádio convencionais e alcance limitado por Wi-Fi serão trocados pelas conectividades sem fio 5G e 6G para controle remoto em tempo real e transmissão de vídeo em alta definição. Eles terão ainda a capacidade de operar em áreas remotas, linkados a satélite ou redes locais. Para missões coordenadas haverá ainda redes de comunicação entre drones. 

Com a evolução tecnológica, os dispositivos contarão com mais avanços em seus sensores e tecnologia de captura. Os drones de alta performance para agricultura ou mineração, por exemplo, terão a bordo câmeras hiperespectrais que ajudarão em análises detalhadas. Para monitoramento da   poluição, qualidade do ar e até radiação os sensores serão muito mais precisos. No caso de mapeamento e construção digital essas máquinas terão a seu dispor tecnologia holográfica e 3D. 

Quanto ao design e mobilidade, haverá drones modulares que poderão se adaptar para diversas tarefas, bastando trocar apenas alguns componentes. Os novos modelos apresentarão formatos mais compactos e leves para missões em áreas urbanas ou espaços mais adensados. 

Dentro do universo das novas gerações haverá mais sistemas antifurtos com rastreamento em tempo real e também criptografia avançada para comunicações. A regulamentação da operação e tecnologias para a detecção de drones invasores em áreas restritas também irão se desenvolver. 

No quesito sustentabilidade as baterias terão mais materiais recicláveis e serão mais biodegradáveis.  A emissão de ruídos vai ser reduzida com a sistemas mais silenciosos a partir do uso de hélices e motores mais otimizados. 

As aplicações e novos usos serão amplificados. Nestas próximas gerações os drones contribuirão muito em emergências médicas com o transporte de órgãos e kits de emergência. Eles poderão ser empregados até em construção autônoma, ou seja, os drones conseguirão construir e reparar estruturas em 3D enquanto voam. 

A engenharia unirá concreto e madeira para produzir moradias em formato tridimensional. De acordo com pesquisadores ingleses, inspirado na habilidade de construtores da natureza como abelhas e vespas, as aeronaves não tripuladas ajudarão na chamada ‘construção colaborativa’, para ‘imprimir’ edifícios completos ou reparar estruturas em locais de difícil acesso para os trabalhadores. Entretanto, esse procedimento deve demorar mais tempo para ser posto em prática. 

O cenário dos drones daqui algum tempo é um tema que tem despertado o interesse de muita gente, inclusive na mídia. O jornalista James O’Donnel do site MIT Technology Review na sua reportagem ‘O que vem a seguir para os drones’ analisa as tendências e tecnologias para lhe dar uma primeira visão do futuro. Ele escreveu que essas máquinas voadoras não estão mais limitadas a pequenos quadricópteros com duração de bateria insuficiente. O especialista registrou que os drones estão auxiliando esforços de busca e resgate, remodelando guerras na Ucrânia e em Gaza e entregando pacotes urgentes de suprimentos médicos. 

O’Donnel também lembrou que bilhões de dólares estão sendo investidos na construção da próxima geração de sistemas totalmente autônomos. O autor avaliou que os avanços na tecnologia e sensores de drones, queda de preços e flexibilização de regulamentações estão tornando os drones mais baratos, rápidos e melhores do que nunca. 

Para a engenheira eletrônica e elétrica da empresa americana E3.series, Laura Mirto, a expectativa é que nos Estados Unidos o uso de drones autônomos em aplicações de segurança, vigilância e resgate cresça significativamente, além da maior aceitação de uso em TV, cinema, fotografia, e também na construção civil, onde já dão suporte a inspeções do local, avaliação do desenvolvimento da obra e até mesmo estimativas de tempo para algumas tarefas de transporte de materiais.   

Devem crescer na agricultura, na qual podem auxiliar no gerenciamento de campo, pulverizando defensivos em plantações e avaliando riscos potenciais. No Brasil também haverá ampliação em vários usos, como, por exemplo, na limpeza e pinturas de fachadas e grandes estruturas, dedetização, e ainda inspeção patológica que identifica e analisa problemas estruturais de edificações. Seu potencial é muito vasto e será descoberto por outros segmentos, que nem imaginavam que os aparelhos poderiam ser uma importante ferramenta de trabalho. 

Possivelmente o drone mais desafiador de todas as aplicações seja o de transporte de pessoas, que ainda está em fase de testes em vários lugares do planeta, inclusive no Brasil. Muita gente pode pensar que se trata de uma ideia nova, mas nos Anos 1960, 1970 e 1980, a série de desenho animado de televisão Os Jetsons, dos célebres ilustradores/animadores William Hanna e Joseph Barbera, exibia ao imaginário das crianças como seria o futuro da humanidade. 

Nos episódios havia um carro voador da família Jetsons. Ele tinha um visual futurista com o estilo das naves espaciais de ficção científica daquela época. Possuía como capota uma marcante cúpula totalmente transparente para proteger os passageiros dentro da nave, que seria do tamanho de um carro pequeno hoje em dia. 

As histórias transmitiam uma ideia otimista do futuro, imaginando um mundo com tecnologia de ponta e transporte aéreo corriqueiro no dia a dia das pessoas. Décadas depois, além desse carro voador, pelo menos uma dúzia de dispositivos e tecnologias vistos naquele desenho animado se transformaram em realidade. Pois bem, estamos muito perto de um novo ‘carro de passeio’, ou melhor de um ‘drone de passeio’ e também do ‘taxi-drone’. Esse tipo de veículo e os outros vão mudar o mundo. Aguardem!  



Marcello Galindo - consultor técnico e tem formação em Administração e Gerenciamento de Computação/Tecnologia da Informação pelo Instituto Brasileiro de Pesquisa em Informática - IBPI. É fundador da Urano Drone Wash, empresa especializada em limpeza de fachadas utilizando Drones de alta tecnologia. https://www.uranodronewash.com.br/



Acessibilidade e inclusão na educação digital: rumo ao aprendizado para todos

Plataforma de acessibilidade da ODILO  
Créditos: ODILO
Consciente dos diferentes perfis de usuários, a ODILO, empresa de educação digital que permite que todos os tipos de organizações criem seu próprio ecossistema de aprendizagem ilimitado, está empenhada com a democratização da educação

  • 8,9% da população brasileira tem alguma deficiência, o que pode ser um desafio em termos de treinamento e aprendizagem;
  • Para resolver esse problema, a EdTech ODILO incorpora várias funcionalidades que garantem acessibilidade à educação, por meio de uma ampla variedade de recursos educacionais multiformato de alta qualidade;
  • A empresa é certificada de acordo com a norma europeia UNE-EN 301549:2020 para 'Acessibilidade para produtos e serviços de TIC'.

 

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em 2023, existem 18,3 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. Esse número representa 8,9% da população do Brasil. Quando se trata de educação, garantir que tais cidadãos não encontrem barreiras no acesso aos materiais continua sendo uma tarefa constante.

Com o objetivo de propor uma solução para este problema, a ODILO, empresa de educação digital que permite que todos os tipos de organizações criem seu próprio ecossistema de aprendizado ilimitado, incorporou uma ampla gama de funcionalidades em seu ecossistema para que qualquer pessoa, independentemente de suas circunstâncias, possa acessar o conteúdo educacional adaptado às suas necessidades.

Como funciona

A plataforma tem um “Modo de Acessibilidade” que modifica a interface inicial para que os usuários com deficiências visuais e/ou motoras, por exemplo, não tenham dificuldade para abri-la. Ela também possui botões claramente visíveis para fechar menus e alertas, barras de menu que se abrem ao entrar no visualizador de conteúdo e setas de navegação no visualizador para virar as páginas. Além disso, os ícones de configuração funcionam como botões, permitindo que o usuário os altere sem precisar tocar e deslizar o dedo.

O aplicativo também é compatível com os principais sistemas de leitura de tela, como o VoiceOver (iOS), o TalkBack (Android) e o JAWS (Windows), para que as pessoas com deficiência visual possam navegar livremente pela interface, tanto no aplicativo quanto na versão da Web. Também está incluída a função de conversão de texto em fala, que lê o conteúdo usando o mecanismo de fala do dispositivo ou do navegador e, na versão da Web, fornece vários comandos de voz adicionais. Por exemplo, “começar a ler”, “parar de ler”, “próxima página”, entre outros.

Dislexia e leitura

Para pessoas com dislexia, a ODILO utiliza o Open Dyslexia, um aplicativo de software que permite o uso de uma fonte especial que facilita a leitura para esses usuários e possibilita aumentar ou diminuir o tamanho da fonte, o espaçamento entre linhas e as margens, bem como alterar a cor de fundo das páginas de leitura. Ao mesmo tempo, o aplicativo tem um modo de alto contraste (preto e branco) para usuários daltônicos ou com dificuldade de distinguir elementos.

Em termos de conteúdo, a ODILO também oferece vários formatos, como audiolivros, vídeos com legendas, livros eletrônicos com funções de leitura simultânea etc. Dessa forma, o sistema facilita a aprendizagem adaptada a todos os tipos de deficiência, correspondendo às necessidades de cada um de seus usuários.

Como garantia de que esses recursos permitem que qualquer usuário acesse o ecossistema sem nenhum inconveniente, a ODILO foi certificada pela Applus+ de acordo com a norma europeia UNE-EN 301549:2020, intitulada ‘Acessibilidade para produtos e serviços de TIC’. Essa norma garante a conformidade com os requisitos funcionais dos países europeus, assegurando a acessibilidade para todos os usuários, independentemente do tipo de dispositivo usado para se conectar.


Planejamento preditivo: como a tecnologia ajuda no crescimento corporativo?

Antecipar cenários adversos e ter agilidade na tomada de decisões estratégicas é crucial no mundo empresarial atual. Com um cenário cada vez mais volátil e incerto, utilizar tecnologias para impulsionar um planejamento preditivo é a chave para garantir a sobrevivência e o sucesso das organizações.

Segundo o relatório da PwC, 60% dos líderes empresariais já enxergam na transformação tecnológica o principal caminho para um futuro bem-sucedido. Tal visão fica evidente ao considerarmos as possibilidades de ferramentas que podem ser utilizadas para facilitar e aprimorar o trabalho do dia a dia. Junto a isso, também entra o fato de que tecnologias que fazem leitura de dados proporcionam informações extremamente relevantes, permitindo tomadas de decisões estratégicas e que até possibilitam prever futuros riscos.

Essa antecipação de diferentes situações é fundamental para um negócio de sucesso, afinal, o uso de modelos preditivos permite que as empresas simulem diferentes cenários de crise, como quedas de demanda, aumentos de custos, instabilidade cambial e recessões. Com base em dados históricos e tendências, elas podem mapear possíveis impactos financeiros e operacionais antes que eles ocorram, permitindo uma preparação mais robusta e informada.

Além disso, ao utilizar um sistema que permite essa análise, o planejamento financeiro torna-se mais dinâmico e ágil, tornando possível a elaboração de diferentes modelos que poderão ser ajustáveis de acordo com as mudanças no mercado. Com essa vantagem, a possibilidade de erros se torna cada vez menor, pois será possível realizar diferentes simulações, como as de fluxo de caixa, de projeções de receita e de análises de sensibilidade. Desse modo, as decisões serão sempre fundamentadas em dados concretos.

E, como a agilidade é um fator determinante para os dias atuais, onde tudo acontece muito rápido, a tomada de decisão baseada em dados em tempo real é outro pilar do planejamento preditivo. Por meio de plataformas de Business Intelligence (BI) e de um planejamento integrado, as empresas conseguem consolidar dados de diferentes fontes, resultando, assim, em insights valiosos. E, à medida que novos dados vão sendo disponibilizados em tempo real, mais rápidos serão os ajustes, o que garante que a empresa esteja sempre um passo à frente.

Apesar de a mudança refletir positivamente no posicionamento de uma marca dentro do mundo dos negócios, sabemos que passar por ela pode ser complicado. Por isso, é importante buscar profissionais especializados que irão fazer uma análise de quais soluções ou ferramentas são as mais indicadas e proporcionarão um norte para esse processo.

Nesse caminho, também é fundamental um treinamento que auxilie no preparo da equipe, visto que esse é um passo que proporciona maior resiliência corporativa. Ao investir em soluções que possibilitam um planejamento preditivo, as organizações desenvolvem uma cultura organizacional mais resiliente, onde as decisões são baseadas em informações concretas e não em suposições. Com a utilização de cenários hipotéticos e simulações, os líderes empresariais possuem mais confiança para tomar medidas proativas e capacidade de minimizar impactos negativos.

Com a adoção do planejamento preditivo impulsionado por tecnologias de ponta, as empresas passam a ter um diferencial estratégico que proporcionará um posicionamento vantajoso em um ambiente de negócios desafiador. Ao antecipar riscos, otimizar recursos e tomar decisões ágeis, as organizações não apenas garantem sua sobrevivência, mas também se posicionam para capitalizar oportunidades e alcançar o sucesso sustentável. 



Andrey Menegassi - diretor de vendas da SolvePlan
SolvePlan


Local de trabalho não deve gerar sofrimento ao empregado

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não traga sofrimento ao empregado
  
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Empresas terão que cuidar da saúde mental dos colaboradores sob risco de multa, total de afastamentos em 2024 foi recorde; veja o que mais prejudica os funcionários

 

As empresas públicas e privadas que têm empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) terão que criar seus próprios mecanismos para identificar e gerenciar o estresse, o assédio, a carga mental excessiva e garantir que seus colaboradores não adoeçam em função do trabalho.

 

O prazo para essas adequações termina em 26 de maio. A fiscalização será feita pelos auditores fiscais do Trabalho e as companhias que descumprirem as regras poderão sofrer autuações.

 

As medidas constam na NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), que foi atualizada em 28 de agosto de 2024 e estabeleceu prazo de 270 dias para as adaptações. O documento esclarece que as empresas são responsáveis em propiciar um lugar seguro e que preserve a saúde mental de seus colaboradores.

 

Avanço inédito


“Essa é a primeira vez na história que a saúde mental vai integrar os relatórios de risco ocupacional. Assim como as companhias são obrigadas a fornecer Equipamentos de Proteção Individual (EPI) aos empregados quando houver riscos de acidentes, elas também deverão garantir que o local das atividades não traga sofrimento ao colaborador”, explica o advogado especialista em Direito do Trabalho, José Roberto Almeida. 

O advogado trabalhista salienta que a mudança incluiu os riscos psicossociais – além dos já existentes cuidados físicos, químicos, biológicos, de acidentes e ergonômicos – ao escopo da gestão para garantir o bem-estar no ambiente laboral.

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Motivos e números de afastamentos

Segundo a NR-1, o intuito dessa medida é prevenir doenças ocupacionais, afastamentos e ações trabalhistas.

 

De acordo com o INSS, só em 2024 foram 3,5 milhões de pedidos de licença por várias doenças. Desse total, 472 mil solicitações foram atendidas por questões de saúde mental. No Paraná, em 2024 foram 24.706 afastamentos por saúde mental, 6.026 por ansiedade e 5.993 por depressão.

 

As metas excessivas, as jornadas extensas, o estresse contínuo, a pressão por resultados, o assédio moral, conflitos interpessoais, falta de autonomia, condições precárias de trabalho e a falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional estão entre as causas mais comuns desses afastamentos.

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que 12 bilhões de dias úteis sejam perdidos globalmente, todos os anos, devido à depressão e ansiedade. Isso representa perda de US$ 1 trilhão por ano.

 

Dúvidas comuns


Para esclarecer as novas obrigações das empresas sobre a NR-1, o advogado José Roberto Almeida – que é mestre em Direito Empresarial e Cidadania pelo UniCuritiba e membro da Associação dos Advogados Trabalhista do Paraná - responde às dez dúvidas mais comuns sobre o tema. Confira.

 

1) Quem atualizou a NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1)?


R= Essa mudança aconteceu em 28 de agosto de 2024 pelo Ministério do Trabalho e Emprego. As empresas têm 270 dias para fazerem adequações e o prazo termina em 25 de maio de 2025.

 

2) Essa atualização da NR-1 impacta todas empresas?


R= Essa atualização vale para todas as empresas públicas e privadas - independentemente do porte ou setor - órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público que tenham pelo menos um empregado que atua pelo regime de CLT, ou seja, que atua com carteira assinada e tenha vínculo empregatício.

 

Essa atualização não vale para prestadores de serviços terceirizados.

 

3) Quantos empregados com carteira assinada existem no Brasil?


R= Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), o Brasil tinha – no fim de 2024 – 47,21 milhões de trabalhadores na ativa com carteira assinada; crescimento de 16,5% em relação ao ano anterior.

 

4) O que são os riscos psicossociais?


R= São condições que podem afetar a saúde mental e física dos trabalhadores. Eles podem ser causados por fatores Organizacionais, Comportamentais ou Ambientais.

 

Entre os fatores Organizacionais mais comuns estão a carga de trabalho excessiva, falta de autonomia, cobrança excessiva, trabalho precário, insegurança no emprego, falta de apoio da liderança.

 

Os fatores Comportamentais mais comuns incluem assédio moral e sexual, conflitos com colegas de trabalho, discriminação, falta de reconhecimento. Já os fatores Ambientais mais comuns envolvem ruído excessivo, iluminação inadequada, problemas na ergonomia, calor extremo.

 

5) Quais são as consequências dos riscos psicossociais?

R= Se esses fatores não tiverem o devido cuidado, podem causar nos empregados situações de estresse, ansiedade, depressão, apatia, insegurança, fobia, falta de contração, baixa produtividade, perda de memória entre outros problemas de saúde.

 

6) O que as empresas podem fazer para se adequarem à atualização da NR-1 e diminuir os riscos psicossociais?


R= Podem criar pesquisas internas para “entender as dores de cada setor”. Isso inclui avaliar o volume de trabalho, a carga horária, o ajuste de metas possíveis de serem atingidas, a comunicação entre líderes e subordinados, canais específicos para contatos com a área de recursos humanos.

 

Também podem desenvolver um plano detalhado sobre os perigos associados às funções e as medidas preventivas específicas para cada risco identificado. Em seguida, podem capacitar os trabalhadores com palestras, treinamentos, procedimentos de segurança, manter os registros e documentações atualizadas sobre inspeções, capacitações e acidentes ocorridos.

 

As empresas ainda podem distribuir as tarefas de forma equitativa, garantir que os prazos sejam razoáveis, incentivar a participação dos empregados na tomada de decisões, disponibilizar acesso a serviços de apoio psicológico. Se necessário, podem solicitar a ajuda de especialistas, consultores, advogados trabalhistas.

 

7) Isso vai aumentar os custos para as empresas?


R= O custo não é elevado. Para adequar a documentação relacionada aos riscos ocupacionais, o valor pode ser próximo de R$ 2 mil (dois mil reais).

 

Vale ressaltar que caberá à empresa investir na capacitação e conscientização dos seus gestores e de todo o time. Isso vai tornar o ambiente de trabalho saudável, seguro e pode impactar diretamente na maior produtividade da empresa.

 

A experiência mostra que o custo da prevenção e do ajuste às regras - que tornam o meio ambiente de trabalho equilibrado - é menor do que aquele decorrente de afastamentos de empregados por doenças adquiridas na empresa, de gastos com pagamento de multas administrativas ou condenações na Justiça do Trabalho.

 

8) Quem vai fiscalizar as empresas? Poderá haver punições?


R= A fiscalização será feita pelos auditores-fiscais do Trabalho. As companhias que descumprirem as regras poderão sofrer autuações.

 

9) O empregado poderá fazer denúncias?


R= Sim. Isso pode ser feito ao superior imediato, ao RH da empresa ou até mesmo ao Ministério Público do Trabalho.

 

Se o Ministério Público do Trabalho entender que o caso atinge uma coletividade de trabalhadores, poderá instaurar um procedimento preparatório de investigação ou até mesmo um inquérito civil em face da empresa.

 

10) De modo geral, a atualização da NR-1 é benéfica para empresas e empregados?


R= Sim, é um avanço para ambos os lados. Isso vai colocar as empresas brasileiras nos patamares das melhores companhias que ajudam a cuidar da saúde física e mental dos colaboradores.

 

Outra vantagem nem sempre percebida por alguns gestores - mas que acontece de fato - é o ganho de produtividade. Afinal, o ambiente de trabalho saudável gera mais satisfação e melhores resultados tanto ao trabalhador, quanto ao empresário.

 



José Roberto Almeida - advogado, especialista em Direito do Trabalho e Processual do Trabalho, mestre em Direito Empresarial e Cidadania pelo UniCuritiba e membro da Associação dos Advogados Trabalhistas do Paraná.

 

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