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Presente
na base da dieta mediterrânea, o azeite de oliva deixou de ser apenas um
ingrediente culinário para ocupar um lugar de destaque nas discussões sobre
alimentação e saúde. Rico em gorduras consideradas benéficas e compostos
antioxidantes, o consumo diário do azeite, especialmente na versão extravirgem,
tem sido associado a uma série de efeitos positivos no organismo. Mas o que, de
fato, acontece com o corpo quando esse alimento passa a fazer parte da rotina?
Proteção ao coração e aos vasos sanguíneos
Um
dos impactos mais conhecidos do consumo regular de azeite de oliva está
relacionado à saúde cardiovascular. O alimento é fonte de gorduras
monoinsaturadas, em especial o ácido oleico, que contribui para o equilíbrio do
colesterol no sangue. Na prática, isso significa redução do colesterol LDL,
conhecido como ruim, e manutenção ou leve aumento do HDL, considerado protetor.
Esse
efeito ajuda a diminuir o acúmulo de placas de gordura nas artérias, reduzindo
o risco de doenças como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Além disso,
os compostos fenólicos presentes no azeite
possuem ação antioxidante e anti-inflamatória, protegendo os vasos sanguíneos
contra danos provocados pelo estresse oxidativo.
Ação anti-inflamatória no organismo
O
consumo diário de azeite de oliva também atua na modulação de processos
inflamatórios. Isso ocorre porque seus antioxidantes naturais ajudam a reduzir
a inflamação crônica de baixo grau, condição associada ao desenvolvimento de
diversas doenças, como diabetes tipo 2, obesidade, problemas articulares e
enfermidades cardiovasculares.
Com
menor inflamação sistêmica, o corpo tende a responder melhor aos estímulos
metabólicos, o que reflete em mais equilíbrio hormonal e melhor funcionamento
dos órgãos ao longo do tempo.
Benefícios para o sistema digestivo
No
trato gastrointestinal, o azeite de oliva estimula a produção de bile e
facilita a digestão das gorduras. Seu consumo regular pode contribuir para o
bom funcionamento do intestino, ajudando a prevenir a constipação e favorecendo
uma microbiota intestinal mais equilibrada.
Há
também evidências de que o azeite auxilia na proteção da mucosa gástrica,
reduzindo a irritação do estômago e colaborando na prevenção de gastrites leves
quando associado a uma alimentação adequada.
Impactos no controle do açúcar no sangue
Outro
efeito relevante está ligado ao metabolismo da glicose. O azeite de oliva ajuda
a melhorar a sensibilidade à insulina, hormônio responsável por regular os níveis
de açúcar no sangue. Quando consumido junto às refeições, especialmente em
substituição a gorduras saturadas ou ultraprocessadas, ele pode reduzir picos
glicêmicos após a alimentação.
Esse
mecanismo é particularmente importante para pessoas com resistência à insulina
ou que buscam prevenir o desenvolvimento do diabetes tipo 2.
Saúde do cérebro e envelhecimento
Os
antioxidantes do azeite de oliva também exercem papel importante na proteção
das células cerebrais. Ao combater o estresse oxidativo, o consumo frequente do
alimento está associado à preservação das funções cognitivas e à redução do
risco de declínio mental ao longo dos anos.
Além
disso, estudos observacionais apontam que dietas ricas em azeite podem estar
relacionadas a menor incidência de doenças neurodegenerativas, justamente por
favorecerem um ambiente anti-inflamatório no organismo.
Ossos, articulações e músculos
O
consumo diário de azeite de oliva pode trazer benefícios indiretos à saúde
óssea e articular. Seus compostos bioativos auxiliam na absorção de nutrientes
importantes, como cálcio e vitamina D, além de ajudarem a reduzir inflamações
articulares, o que pode aliviar dores e rigidez em pessoas com desgaste nas
articulações.
Para
quem pratica atividade física, o azeite também contribui para a recuperação
muscular, já que reduz processos inflamatórios desencadeados pelo exercício
intenso.
Pele e aparência
Os
efeitos do azeite de oliva não se limitam ao funcionamento interno do corpo. O
alimento também influencia a saúde da pele, cabelos e unhas. As gorduras boas e
os antioxidantes ajudam a manter a hidratação da pele, melhorar sua
elasticidade e proteger contra danos causados por radicais livres, fatores
associados ao envelhecimento precoce.
Quantidade e forma de consumo fazem diferença
Apesar
dos benefícios, é importante destacar que o azeite de oliva é um alimento
calórico. O cosumo diário deve ser moderado, geralmente entre uma a duas
colheres de sopa por dia, dentro de uma alimentação equilibrada. Além disso, o
ideal é priorizar o azeite extravirgem, que preserva maior quantidade de
compostos bioativos.
Utilizá-lo
para finalizar pratos, em saladas ou preparações frias, ajuda a manter suas
propriedades, já que o aquecimento excessivo pode reduzir parte de seus
benefícios.
Um aliado da saúde a longo prazo
Incluir
o azeite de oliva no dia a dia vai além de uma escolha gastronômica. Quando
associado a hábitos saudáveis, ele atua como um aliado do coração, do
metabolismo, do sistema digestivo e até da saúde cerebral. Mais do que um
alimento funcional isolado, o azeite reforça a importância de uma alimentação
baseada em escolhas naturais, equilibradas e consistentes ao longo do tempo.

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