Piscinas, praias e hábitos comuns da estação favorecem a transmissão de doenças nos olhos, alerta oftalmologista
Estamos no verão, e quem não gosta de aproveitar dias
de sol, piscina e praia? O problema é que esse combo típico da estação também
pode aumentar significativamente o risco de infecções oculares. O calor, o
contato frequente com a água e alguns hábitos comuns das férias criam um
ambiente favorável para vírus, bactérias e agentes irritantes, exigindo atenção
redobrada com a saúde dos olhos.
Segundo o Dr. Alexandre Magalhães, oftalmologista do IOBH –
Instituto de Olhos de Belo Horizonte, as infecções mais comuns nessa época do
ano são a conjuntivite viral, conjuntivite bacteriana, ceratite e blefarite. “O
calor e a umidade criam um ambiente propício para a proliferação de
micro-organismos, aumentando o risco de inflamações e infecções oculares”,
explica.
A conjuntivite, uma das principais ocorrências no verão, pode
apresentar características diferentes conforme a causa. “A conjuntivite
alérgica não é contagiosa e provoca muita coceira e vermelhidão. Já a viral é
altamente transmissível, com lacrimejamento intenso e secreção clara. A
bacteriana também é contagiosa e costuma causar secreção amarelada, além da
sensação de corpo estranho nos olhos”, detalha o médico.
Ambientes aquáticos exigem atenção especial. De acordo com o médico,
piscinas sem tratamento adequado e água do mar contaminada representam fatores
de risco importantes. “O contato direto dos olhos com água contaminada facilita
a entrada de vírus e bactérias, principalmente quando a pessoa permanece muito
tempo submersa ou abre os olhos debaixo d’água”, alerta.
Os primeiros sinais de infecção costumam ser perceptíveis e não
devem ser ignorados. “Olhos vermelhos, dor ocular, presença de secreção,
sensibilidade à luz e visão embaçada indicam que algo não está normal”, afirma.
Ele destaca que a automedicação é um dos erros mais frequentes. “Usar colírios
ou medicamentos inadequados para o tipo específico de conjuntivite pode piorar
o quadro e atrasar o tratamento correto”, ressalta.
O uso de óculos de mergulho pode ajudar na prevenção. “Eles
reduzem o contato direto dos olhos com a água e funcionam como uma barreira de
proteção”, explica o oftalmologista. Já para quem utiliza lentes de contato, o
cuidado deve ser ainda maior. “A utilização de lentes aumenta o risco de infecção
no verão, por isso é essencial redobrar a higiene e evitar o uso durante o
banho de mar ou piscina”, orienta.
Entre os hábitos que ajudam a reduzir o risco de conjuntivite
durante as férias, o médico cita medidas simples. “Lavar as mãos com frequência,
evitar coçar os olhos e manter as lentes de contato sempre limpas e em boas
condições são atitudes fundamentais”, pontua.
A recomendação é procurar atendimento especializado sempre que os
sintomas persistirem. “Toda irritação ocular que durar mais de dois dias deve
ser avaliada por um oftalmologista”, afirma. No caso das crianças, os cuidados
precisam ser reforçados. “Além das medidas preventivas gerais, é importante
evitar exposição prolongada à água e ao sol, já que elas costumam passar mais
tempo nessas atividades durante o verão”, conclui o Dr. Alexandre Magalhães,
oftalmologista do IOBH – Instituto de Olhos de Belo Horizonte.

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